Zeus então procurou, procurou e procurou a filha de Deméter em cada canto do mundo. Embaixo de todos os mares, sobre todos os montes, sob cada árvore e dentro de cada caverna onde ela poderia estar; mas lá não a encontrou.
Então ele procurou no céu, nas nuvens, nos ares, visitou inocentemente cada deus do Olimpo e perscrutou com o olhar cada canto de suas moradas.
Em uma última tentativa, desceu até o submundo e procurou nos aposentos de Hades mais uma vez. Ao que passou pela sala das moiras, percebeu que elas teciam algo pequeno com apenas dois fios, um preto e um vermelho. Parou para observar o trabalho delas, sendo surpreendido então pela voz de sino de uma das figuras.
- Eles estão onde você não mais pode alcançá-los. – Ela garante, o rosto sem olhos demonstrando que ela sabia mais do que diria. – Estão além da morte e além dos nossos poderes.
Elas entregaram a ele o lenço preto e vermelho já pronto, como uma prova do que diziam. Sem entender coisa alguma, Zeus levou o lenço até o Olimpo, pensando no que poderia fazer para prevenir que Deméter secasse toda vida do mundo.
Ele senta-se ao lado dela sobre a grama, prendendo os joelhos nos cotovelos. Ela se apoiava nas próprias mãos e tem as pernas esticadas.
- O que há de errado conosco? – Ele pergunta inexpressivo. Ela estava da mesma forma.
- Eu não sei – É a resposta simples dela. Mais alguns instantes em silêncio e ele se sente agoniado de um jeito que ela não parecia entender.
- Não vamos fazer nada sobre isso? – Draco indaga, virando o rosto para ela. A garota ainda não o olha.
- Eu não sei. Eu percebi na última vez que te bati que na verdade o que parecia certo não era a vingança, mas estar no mesmo lugar que você está. – A garota suspira e fita a grama, a mente começando a absorver toda surrealidade da situação. Ele se remexeu, parecendo ter consciência disso também.
- Eu não achei que fosse conhecer paz enquanto estivesse vivo – O loiro diz, temendo parecer vulnerável perto dela. Não podia controlar. Era algo muito, muito além do seu controle, algo que fazia seu estômago apertar e só permitia que ele sentisse que nada de ruim ia acontecer quando estava no mesmo lugar que ela.
Antes que ele pudesse reagir, ela estava ficando de pé. Malfoy sentiu a euforia desesperada, não queria a deixar ir. Não queria sentir a própria mente e mundo em guerra de novo.
- Eu vou voltar – Gina garante, percebendo de alguma forma o que ele sentia. Os ombros dele relaxaram e ela caminhou para o castelo.
Draco deitou-se na grama e ficou ali. Internamente, esperava que ela viesse.
