"Temari está abusando da sorte", Gaara dizia a si mesmo. O que dera nela para ter reservado lugar à mesa para sua acompanhante no canto oposto ao seu, e além disso ao lado de Jiraya Sennin? E, para completar colocara-o entre Kurenai Yuhi, divorciada e notória caçadora de homens, e Matsuri.

A única razão de ter decidido comparecer à festa fora a idéia de poder conversar com Ino durante a refeição. Por alguma estranha razão, gostava de interagir com ela. Era uma mulher in teligente, bem-humorada e dona de um cérebro pensante. Se sou besse que Temari marcaria os lugares daquele modo, teria chegado como de costume: depois do jantar servido.

— Você me parece preocupado, querido.

— Não sou seu querido, Matsuri. Sobretudo depois do que me fez. Sabe bem a que me refiro.

— Mas aquilo foi uma brincadeirinha, Gaara.

— Sem a menor graça. — Ele a encarou.

O que vira em Matsuri Sakamoto? Sim, ela era linda. No en tanto, sua beleza não alcançava nem de longe seu espírito. Quando sorria, nenhuma luz interior emergia em seu olhar, como acontecia com Ino.

— Quantas cédulas daquelas estão soltas por aí, Matsuri?

— Só uma, querido. E é o mínimo que você merece, depois do modo como me tratou.

— Umedeceu os lábios. — No entanto, estou disposta a perdoá-lo.

— Curvou-se sobre o ombro de Gaara, cochichando em seu ouvido: — Podemos voltar e retomar a antiga mágica.

Gaara suspirou, entediado. Não entendia aquela mulher. A re lação de ambos caminhara bem e sem complicações até o momento em que, tomada de um sentimento de posse, Matsuri deu início a uma série de cobranças absurdas sobre algo que haviam conver sado logo no primeiro encontro. Nada de laços e expectativas; apenas prazer. E agora, depois do rompimento, pensava em cau sar-lhe ciúme, aparecendo na festa com outro homem.

Infelizmente para ela, nada daquilo lhe era importante. Pelo contrário, só lhe trazia alívio. Matsuri não apreciou sua reação. Gaara sabia que fora maldoso ao cumprimentar com efusividade seu "novo namorado" e desejar-lhes toda a felicidade do mundo. Mas o que poderia ter feito, afinal?

Ao olhá-la, nenhum hormônio se manifestava em seu corpo. Total indiferença era o máximo que experimentava. Mesmo assim, deveria tratá-la com cuidado. Matsuri já provara ser uma pessoa vingativa. Entretanto, apesar de ainda estar bravo e surpresíssimo com aquilo que considerava um desvio de personalidade, tinha a noção exata do que lhe falar quanto à proposta que acabava de receber.

Tirando partido da primeira desculpa que lhe ocorreu, forçou um sorriso.

— Soa tentador, Matsuri, mas receio que Ino seja ciumen ta e exclusivista. Creio que não encararia com passividade um relacionamento entre nós.

A fúria dominou os olhos de Matsuri. Mesmo assim, manteve também um falso sorriso.

— O que você vê naquela... menina?

— Eu lhe garanto que Ino não é uma criança. É uma mulher perfeita e madura, e tudo o que desejo no momento.

A farsa foi interrompida pela chegada da primeira entrada, uma espécie de sopa fria e cremosa à base de beterraba e creme de leite. Fingindo intenso interesse no prato, Gaara segurou a colher e olhou para Ino. E não gostou nada de ver Jiraya se inclinando para sussurrar-lhe algo. A expressão de Ino — sobrancelhas erguidas e boca em perfeito círculo — denotava todo o descrédito que dava às palavras que ouvia. Fosse o que fosse que tivesse ouvido, ela tomara como brincadeira.

Gaara conhecia Jiraya muito bem.

— Com licença — pediu aos demais, interrompendo o discurso de Kurenai Yuhi sobre onde comprar a mais linda e sexy lingerie, deixou o guardanapo sobre a cadeira e dirigiu-se, decidido, para o outro canto da mesa.

Ignorando todos aqueles rostos perplexos, de novo pediu licen ça e afastou a cadeira de Ino, para que ela se levantasse.

— Só um momento, por favor. Eu e a gentil senhorita precisa mos nos falar em particular.

Ino foi conduzida quase à força para fora da sala de jantar até a biblioteca. As vidraças das janelas estremeceram um pouco com a demasiada força impressa à porta, quando Gaara a fechou.

— O que está havendo com você?! — Ela pôs as mãos nos quadris, o que fez abrir um pouco mais seu decote.

A pele exposta, à curva dos seios, era linda. E tudo o que Gaara desejava naquele instante era se deleitar com aquele corpo bem-feito. Meneou a cabeça. Sentia-se muito bravo, mas não conseguia se lembrar mais do porquê.

No instante seguinte, segurou Ino pelos ombros e a puxou para si, cobrindo-lhe a boca com a sua.

Ino se manteve firme, rija como aço, sem resposta, resistindo às tentativas de um beijo mais profundo.

Hábil, Gaara No Sabaku tomou-lhe o rosto e entreabriu-lhe a boca com pequenos e irresistíveis beijos nos cantos dos lábios, no roçar das bocas, no morno respirar. Ino tinha o gosto de mulher que se entrega com alegria, e um perfume mais irresistível ainda.

Reconheceu a fragrância: Destiny, da concorrência, que lhe caía com perfeição. Uma mistura de especiarias com ligeira pitada de flores brancas, o que conferia ao perfume um certo grau de ino cência. Exatamente como Ino. Um rosto ingênuo de menina e a alma com a determinação de quem sabe o que quer. Ela trazia ainda naquela boca quente o gosto do vinho e um quê de chocolate...

Um gemido escapou por entre as bocas unidas. E na retribuição o beijo, por um breve momento, a situação pareceu querer escapar no controle de ambos. Estavam como que colados um ao outro, cm uma espécie de amálgama. Os corpos em irretocável alquimia, senhores de seus instintos, pareceram iniciar uma sensual dança ancestral, por um instante apenas, apenas por um instante...

— Gaara, pare!

— Não...

— Já, Gaara! Pare!

Ele a soltou, relutante, correndo os dedos pelos cabelos, e tentou controlar a respiração pesada. O que acontecera?

— O que houve com você?! — Ino ajeitou as mechas soltas.

Quando, enfim, Gaara reuniu coragem para encará-la, desco briu toda a paixão de que ela era capaz naquele mar turquesa que eram seus olhos. A boca de Ino estava úmida, vermelha, mar cada pelos beijos sôfregos e incontidos.

Gaara ergueu as mãos, atordoado.

— Apenas interpretando bem o papel.

Ino não se fez de rogada e girou trezentos e sessenta graus sobre si mesma, como se procurasse a platéia. Gaara adorou cada angulo dela que teve chance de apreciar.

— Não olhe agora, mas não há ninguém aplaudindo nossa performance.

Passou pela cabeça de Gaara perguntar se seria merecedor de aplausos, mas ficou um pouco apreensivo sobre qual seria a res posta. Aquele fora o beijo mais espetacular da sua vida. Nunca provara nada igual. Qual seria a opinião de Ino?

— Quem sabe se ensaiarmos bastante... — Gaara sabia que a honestidade não caberia naquela situação. Caso mencionasse que planejava dormir com ela o mais rápido possível, tinha certeza de que seu desejo seria tomado como ofensivo.

Algumas mulheres eram assim. Não queriam que o inevitável fosse verbalizado. Esperavam o tempo que julgassem necessário antes de qualquer outro movimento.

Apesar de Ino ser do tipo aberto e honesto, não desejava correr o risco de colocar-se em uma posição delicada ao revelar suas cartas. Fora longe em sua carreira por ter perfeita noção de ritmo. Portanto, aquele não era o momento para anunciar a ela que a queria para si.

— Que bobagem, Gaara! O que aconteceu lá no salão? Por que estava... eu diria... bravo? Parecia a ponto de me bater.

— Não em você, e sim naquele poço de estupidez sentado a seu lado. Queria salvá-la dele.

— Salvar-me? O que o faz pensar que eu necessitava de sua interferência?

— Conheço bem homens como Jiraya. Consideram-se irresis tíveis, quase profissionais da conquista.

Ela riu.

— Jiraya é inofensivo. Aquilo não passou de um flerte, se tanto.

A doce Ino... Não reconhecia um lobo se estivesse na frente de um.

— E você e Matsuri, como vão indo lá longe?

— Deus! Mal posso crer que Temari nos colocou juntos. Falarei com ela depois.

— Sua irmã não é a responsável. Pediu-me desculpas e me contou que alguém confundira os cartões dos lugares reservados.

— Bem, adivinhe quem foi.

— Acertou. Eu mesma vi a boa Matsuri na sala de jantar quando a caminho do toalete, mas não dei atenção. Imaginei que estivesse mexendo na prataria ou talvez apanhando lembrancinhas.

Gaara soltou uma gostosa gargalhada. Ino levou a mão ao peito.

— O que houve? — ele quis saber.

— Você riu! Esta é a primeira vez que o vejo rindo de verdade. Pensei que não fosse capaz.

Gaara quase se ofendeu, apesar da franqueza da afirmação. Ha via anos seu senso de humor virará fumaça. Mas naquele instante quase lamentava a perda. Partilhar uma risada com Ino Yamanaka de volvia-o a uma perspectiva já sepultada. Gostaria de dividir mui to mais com Ino.

Balançou a cabeça em negativa. Lugar errado. Hora errada.

— Acho que devemos voltar. Decerto perdemos o prato se guinte.

Ino não se divertiu. Batendo a porta do apartamento atrás de si, três horas depois, foi direto para sua caixa de chocolates e em seguida para a cama.

Passara a noite numa luta quase invisível, que incluía Matsuri Sakamoto e suas mal veladas insinuações. Ao que tudo indicava, a boa e velha Matsuri não tinha dúvida de que teria Gaara de volta assim que ele percebesse o que estava perdendo. E ainda tivera a ousadia de afirmar que Ino escolhera para si a profissão perfeita, na qual não se encaixariam mulheres muito femininas.

Quando saíram da festa, duas horas após o jantar, Ino estava irritadíssima com Gaara por ha vê-la colocado em desagradabilíssima situação, quando a abandonou ao sabor de Matsuri Sakamoto, enquanto conversava no grupo dos homens.

Se não bastasse tudo isso, não trocaram uma palavra sobre ne gócios. Nem no longo trajeto de volta. Gaara comentara qualquer coisa sobre estar exausto demais para raciocinar com clareza.

Ino quase se desesperou. Afinal, lembrava-se do comentário dele sobre aquela ser a única oportunidade dela para persuadi-lo. E nada; não conseguira articular uma única frase sobre os planos de trabalho, sobre Tiffany e a imagem que sua figura passava.

A entrada do condomínio, antes de chegar a seu edifício, Gaara, imperioso, insistiu que Ino contatasse sua secretária e marcasse uma hora para almoço e discussão da campanha. Por pouco ela não lhe deu um pisão no pé. Todavia, mordendo a língua, empinou o nariz e marchou em frente, sem sequer olhar uma única vez pa ra trás.

Também não tentou dar-lhe um beijo de boa-noite. E por que deveria? Não queria nada com aquele ser prepotente, gélido como um iceberg.

Abraçou o travesseiro. Aquele era o único companheiro que queria a seu lado na cama. Ainda que fosse incapaz de dar-lhe os beijos escaldantes de um certo sujeito prepotente e gélido como um iceberg...

— E por que não marcou uma hora com minha secretária? — Gaara inquiriu, mal-humorado.

Ino guardou o teclado do computador sob a escrivaninha e mudou o fone de ouvido. Pegou um pacote de gotinhas de choco late com licor da gaveta e respondeu:

— Estive ocupada.

Tinham se passado apenas três dias desde o desastroso jantar, e não um mês. Era óbvio que não marcara o encontro de propósito, mas ele não precisava saber. Se Gaara No Sabaku achava que sua vida se resumia à Sunagakure, estava muito enganado. Se acredi tava que podia dar-lhe ordens, cedo ou tarde teria um amargo des pertar. Ino era dona de sólida reputação e de uma carteira de incontáveis clientes importantes. Havia certificados e parabenizações em suas paredes, além de prêmios expostos em três prateleiras de suas estantes de vidro transparente.

Gaara era um sujeito de muita sorte por tê-la por perto, apesar de o sonoro silêncio do outro lado da linha demonstrar com clareza que ele não concordava com isso. Ino quase podia vê-lo contar até dez.

— Almoço, amanhã — No Sabaku finalmente ordenou. — No Clyde's, à uma hora.

— Impossível, Gaara, meu caro. Já tenho compromisso com outro cliente. É inadiável.

— Srta. Yamanaka — disse em voz suave e perigosa. — Penso que nos esquecemos de um detalhe: quem é o cliente nesta relação.

— Esquecemos? Duvido. O que você parece ter sido esquecido é que a Sunagakure não é o único cliente desta agência. Mas, caso não abra mão do encontro de amanhã, posso enviar Chouji Akimichi para tratar de seu assunto e almoçar em sua companhia?

— Que tal você me ligar direto com Asuma Sarutobi para eu dizer o quanto insolente a executiva de criação dele é?

— Ok... Até logo, então. — E Ino pôs a ligação em espera para a secretária de Asuma.

Jogou duas gotinhas de chocolate na boca e com toda a calma voltou a digitar sugestões para a campanha das fraldas. Alguns homens simplesmente não entendiam a vida.

Asuma não precisou de mais do que um minuto e meio para entrar em seu escritório.

— O que você está fazendo?

— Tentando ter uma idéia brilhante para inovar o conceito de que as fraldas produzidas pela Fraldas Mamãe e Bebê conseguem reter até cinco litros d'água. Se bem que não compreendo por que das têm essa capacidade. Quero dizer, caso fossem feitas para I ilhotes de elefante eu até entenderia, mas quantos filhotes huma nos você conhece que fazem...

— Sabe muito bem do que estou falando!

Ino suspirou fundo e mastigou mais algumas gotas de cho colate.

— O homem é um ditador, Asuma. E eu não trabalho bem com ditadores.

— O que pretende? Perder essa conta?

— Evidente que não. — Ino salvou o arquivo na tela, antes de se virar para Asuma. — Gaara No Sabaku deseja ter consigo uma pessoa que diz "amém" a tudo o que ele pensa e diz. Não consigo lazer isso. Designe Chouji. Ele é muito bom em dizer "sim" para ludo.

— No Sabaku não quer Chouji, e sim você. Ino fitou o teto, enfadada.

— Ainda? Mesmo depois... do último telefonema?

— Mesmo assim. No Sabaku começou falando alto, referindo-se a sua rudeza e inconveniência, e terminou com a intimação de que se quisermos manter a conta da Sunagakure será melhor que não se atrase para o almoço de amanhã, Ino.

— Já tenho outro compromisso para o almoço.

— Ino...

— Com o pessoal das Fraldas Mamãe e Bebê.

— Sério! E o que sugere?

— Mande Chouji.

— No Sabaku não disse em termos precisos; mas é você ou ninguém.

Ino engoliu em seco. Pelo visto, Gaara No Sabaku resolvera se empenhar em atormentá-la. Ou conquistá-la, o que não era seu desejo.

— Eu cuidarei de tudo.

— Como?

— Confie em mim, Asuma.

Seu patrão pareceu titubear, e num dar de ombros sorriu, sim pático.

Correndo os dedos ágeis pela agenda, Ino encontrou o nú mero do telefone que buscava. Já passara da hora de Gaara No Sabaku aprender que não podia controlá-la.

Quando enfim conseguiu falar com a secretária particular e pediu alguns minutos com o todo-poderoso não conseguiu. O sr. Arro gante devia ter deixado instruções para todo e qualquer contato ser feito através de sua assistente. Estava muito, muito ocupado.

— Muito bem, senhorita. Pois dê o seguinte recado ao sr. No Sabaku. Diga que eu o mandei enxugar gelo. Nada original, concor do, mas é só o que posso imaginar no momento. Não comparecerei ao almoço de amanhã, pois tenho outro cliente agendado previa mente. Caso ele queira esta empresa trabalhando para a Sunagakure, terá de marcar um outro horário para nos encontrar.

Uma pausa de espanto do outro lado da linha.

— A senhorita deseja que eu passe essa mensagem para o sr. No Sabaku agora?

— Por favor.

Aguardando, Ino esvaziou o saquinho de gotas de chocolate. O assunto havia se tornado uma guerra de vontades, e planejava ganhá-la; ou perder a conta. Não era uma atitude muito profissio nal, de fato, mas Gaara, por sua vez, deixava de se importar tanto com profissionalismo quando sua vez chegava.

Cinco minutos de espera. Ino cantarolava, acompanhando a música que ouvia ao fundo, uma versão de New York, New York. Quando já se decidia por desligar, a música foi interrompida e a voz de Gaara No Sabaku se fez ouvir. Parecia não estar de bom humor.

— - Eu devia era demiti-la.

— Não pode me demitir, não trabalho para você. Caso não deseje o nosso serviço, saiba que esta é sua chance de ouro, Sr. No Sabaku. Mas deixe-me lhe dizer o seguinte. Não serei comandada como um ser acéfalo, e não estarei a seu dispor quando, como e onde o senhor quiser. Talvez para você o mundo comece e termine na Sunagakure, mas não para mim. Quando compreender o que digo, e se ainda me quiser trabalhando em sua conta, então talvez pos samos chegar a bons termos. Até lá, esqueça meu nome, sim?

E com isso desligou.

Em seu escritório, Gaara afastou o aparelho para o outro ouvido e olhou bem para ele, em sua mão. Nunca, nunca, absolutamente nunca alguém falara com ele daquele modo. E detestava isso. Odia va o fato de não conseguir controlar aquela mulher. Detestava constatar que ela não o temia. Como sua conta não era a mais importante da agência?! Como podia ser tratado como um igual? E o pior de tudo era constatar que a queria com intensidade tal que, ao mesmo tempo que o excitava, assustava-o.

Bem devagar, pôs o fone de volta na base. Não permitiria que Ino Yamanaka saísse impune dessa situação. Infelizmente, não tinha muita escolha. Bem, poderia desistir da conta com a Sarutobi & Bailey.

No entanto, essa opção não levaria a nada. Ambas as empresas perderiam. Antes de conhecê-la, Gaara tinha apenas uma vaga lembrança de alguém ter lhe falado maravilhas de Ino como profissional. Desde o jantar na casa de sua irmã, fizera algumas pesquisas. Ino Yamanaka era a prata da casa da propaganda, a oitava maravilha do mundo do marketing. Ganhara todos os prêmios que o ramo publicitário poderia oferecer, e ele não tinha esse cabedal em nenhum de seus quadros de funcionários.

Ela era um gênio. E acabara de deixá-lo falando sozinho.

Ligou de novo, pessoalmente, para a Sarutobi & Bailey, engo lindo o travo amargo do orgulho. Ao ouvir a voz de Ino, foi direto ao ponto:

— Que tal jantarmos amanhã?

Alguns segundos para responder, o que o embaraçou um pou co mais.

— Nenhuma festa como a da Temari?

— Não.

— Olhe, sem querer ofendê-lo, Gaara, penso que não trabalha mos bem à noite.

— Amanhã será diferente, prometo. Mais alguns momentos.

— Onde e a que horas?

Gaara não estava preparado para tais questões, pois tentara con duzir o encontro para o horário do almoço.

— Minha secretária a avisará a tempo — afirmou, recompondo-se um pouco.

— Está bem. Por favor, peça a ela que deixe os detalhes com nossa recepcionista.

— E mais uma vez, desligou.

Gaara praguejou baixinho. E então, para surpresa sua, caiu numa sonora risada. E sentiu-se bem, muito bem.