Rin vai tomar um banho nas ruínas do templo e pegar seus pertences . . .

Mas acontece algo no ôfuro . . .

Cap. 4 - Desejo.

Na agora ruína do templo, Aun descia pousando no chão.

As colunas e vigas encontravam-se espalhadas e fragmentadas, assim como as paredes de madeira, estas rompidas. Estátuas de buda e de animais, quebradas, espatifadas no chão e os jardins de areia, remexidos, podendo-se ver em vários locais poças de sangue humano já seco.

Rin olha em volta, condoída com a destruição e perguntava se seu quarto ainda estaria inteiro.

- O imprestável do Jaken já está aqui . . . foi preparar seu banho em algum ôfuro fechado, vamos ao seu quarto primeiro.- fala sem olhar para ela, observando em volta, atento a qualquer som ou cheiro suspeito.

- Sim, Sesshoumarusama.- ela fala um pouco triste, pois ainda não se acostumara com a ideia do templo destruído, aquele que fora seu lar desde que era recém-nascida, mesmo que muitas vezes fosse uma prisão, já que ela ficara confinada praticamente toda a sua vida.

Ela percebe que o daiyoukai andava num ritmo que ela podia acompanhar, pois antes ela não conseguia segui-lo e com isso percebeu que ele diminuíra propositalmente a velocidade. Curiosa, decide perguntar como ele sabia onde era o quarto dela, pois via que ele tomava a direção correta:

- Como sabe onde é meu quarto?

- O local que estiver com a maior concentração de seu cheiro . . .

- Ah! Esqueci que é um cachorro . . . - mas gela ao ver as feições dele enrijecerem e um rosnado audivél escapar da garganta deste.

- Nunca mais compare este Sesshoumaru à um cachorro, nenhum youkai gosta de comparação com um animal ordinário . . . - fala entre os dentes e em tom perigoso - entendeu?- a olha com os olhos frios.

- Gomennasai, não sabia , desculpe Rin - e começa a chorar.

Aquele cheiro começava a afeta-lo e sentia sua raiva dissipa-se, depois, o cheiro salgado começou a machuca-lo e ele não entendia o porque de sentir-se assim, a influência dela sobre ele, a ponto deste se condoer e sentir-se culpado, chegando ao ponto de machuca-lhe. Cerrando os punhos com raiva agora de si mesmo, fala, parando e olhando para ela, com um olhar triste.

- Sei que não fez por mal, não tem como saber disso, afinal foi criada por monges . . . creio que me excedi . . . - pega a mão da jovem levantando o queixo dela e secando as lágrimas com extrema gentileza e delicadeza.

- Tem razão para ter falado daquele jeito . . . eu o ofendi com minha comparação . . . mas não sabia.- ela fala lacrimosa.

- Mas nada justifica me enervar contra você e fala tão duramente, não tinha como saber, foi criada por monges . . . deveria ter me controlado mais.- ele se supreende consigo mesmo, nunca em sua vira pedira desculpa, a não ser para seus genitores e agora, pedia desculpas, mesmo que indiretamente, à uma fêmea humana.

- Sesshoumarusama . . . - ela o fita, controlando agora as lágrimas.

- Não chore mais . . . promete?

- Hai . . .

Nisso ele se aproxima e beija a testa dela, trazendo o rosto com as duas mãos, delicadamente.

- Agora vamos.

Ela confirma com a cabeça, tendo a face levemente rubra e secando as lágrimas com as mãos.

Após caminhar por mais de meia hora, chegam ao corredor parcialmente destruído, tendo um imenso buraco formado quando algo atravessou as paredes dos corredores. Ele então sem avisar, surpreendendo-a, a segura no colo e flutua até o outro lado do piso, desviando do imenso buraco, sobre o olhar de surpresa e depois de felicidade desta, ao "voar". Ele fica internamente feliz ao ver o sorriso de novo naquele rosto angelical e de mais pura inocência, apesar da face impassível.

Ao tocar os pés no chão com suavidade, desce-a cuidadosamente, ficando atento ao chão, tinha pressentimentos quando um local estava danificado, era algo instintivo, natural.

Voltam a andar e após virar alguns corredores, chegam ao quarto dela que milagrosamente estava inteiro. Ela entra e fala consigo mesmo, observando á sua volta.

- È incrível estar inteiro meu quarto.

- Lacrei o espaço em volta de seu quarto com meu sangue , só este Sesshoumaru ou alguém acompanhado por mim, poderia entrar ou ficar em volta.

- Arigatou - ela agradece sorrindo e o beija inocentemente.

Nessas horas ele se continha ao máximo. Mesmo um simples beijo suave mexia demais com ele e ela fazia inocentemente, não sabia o que poderia levar aquilo se ele desse vazão aos seus instintos,que continha a todo custo, talvez, mais tarde, conversasse com ela sobre beijar.

Rin entra e escolhe uma pequena caixa contendo animais entalhados em shira kashi, além de beigona e saquinhos

Ele observava agora mais atentamente o quarto dela. Era bem espaçoso, harmonioso. Os monges haviam planejado um lugar agradavél, para que a jovem se sentisse bem, mas, apesar de tudo, era nada mais, nada menos, que uma parte da prisão dela, que era o templo. Era uma "gaiola dourada" em que a mantinham, na verdade, aprisionada e alheia ao exterior, para que não fosse corrompido o coração dela e imaginava o destino que os outros, ' corações puros', tiveram, quando por quaisquer motivos, perderam sua pureza e os que não perderam, mas morreram de causas naturais, esta , difícil, como o monge tentara elimina-la quando ela perdeu a pureza, ao conhecer a maldade do mundo, acredita que os outros tiveram o mesmo destino.

Vendo a indecisão da jovem com as roupas, fala:

- Vou ordenar que Jaken pegue suas roupas e a guarde em um baú de madeira, que ficará em minha tenda, pois preciso ver como se encontra meu castelo após todos esses séculos

- Arigatougozaimassu, Sesshoumarusama. Posso pedir uma coisa?- pergunta radiante.

Ele a observa atentamente e então perguntava-se mentalmente o porque do simples sorriso dela mexer com ele.

- Pode. - fala sem pensar ,como se as palavras saíssem involuntariamente de seus lábios.

- Posso acompanha-lo até seu castelo?

- Sim.- e sorri sutilmente, afinal, sorriso era difícil de ser visto naqueles lábios aristocráticos.

- Mais uma pergunta?

Ele concorda com a cabeça.

- Rin pode ficar para sempre com o senhor?- pergunta esperançosa.

- Sim.

- Arigatou - e sorrindo, escolhe roupas para usar depois do banho.

Ele nada fala sobre as roupas que usaria, uma vez que seria serva pessoal dele, mas via que de fato, ela não gostava de tantas roupas e que ficava feliz, usando apenas um kimono com mangas esvoaçantes e uma gi alva por baixo.

Uma serva pessoal de requinte poderia usar tais roupas, somente não usaria com várias camadas, só uma a mais, caso fosse serva pessoal de alguma princesa, mas não era o caso, pois apesar de ser príncipe, os machos só tinham servos pessoais masculinos, ele ter mais de um servo pessoal, e ainda por cima, uma serva pessoal do sexo feminino era algo incomum. Então, o padrão de uma camada à mais, não seria bem visto para Rin e o atual status dela.

Ela se vira e pergunta, olhando para os orbes dourados:

- Posso usar só o kimono? Não preciso usar várias camadas, né?

- Seu status atual é de minha serva pessoal, ao contrário dos demais servos, veste-se bem, mas não com requinte, não precisará e nem poderá usar várias camadas como antes . . .

- Que bom, não gostava, não era agradável andar com aquele peso nos ombros.- fala sorrindo.

Mas aquilo não o surpreendeu, já esperava por isso.

Logo depois se dirigem até o ôfuro, com água quente e essências. A jovem humana percebe que a sala do ôfuro está inteira e nisto, vê um pequeno youkai correr até o seu senhor.

- Sesshoumarusama, este Jaken já preparou o banho- joga-se aos pés de seu senhor, prostrando-se com a cabeça abaixada.

- Esta na temperatura ideal para Rin?- pergunta friamente.

-Hai, Sesshoumarusama

Rin que observava, pergunta ao príncipe.

- Preciso me prostrar?

- Não . . .

Ela sorri e então, entra no ôfuro

Ele e Jaken se retiram,para que ela retirasse a roupa e tomasse banho, mas o outashi ( príncipe herdeiro) ficaria atento a qualquer um que tentasse espiona-la. Então, ordena ao servo.

- Procure um baú e traga aqui.

- Hai, Sesshoumarusama, sumimassen ( com licença)

O pequeno youkai corre desembestado pelos corredores semi destruídos, ora pisando em falso, ora derrapando, para atender rapidamente o que seu senhor solicitara.

O daiyoukai escuta a humana cantarolando uma bela canção. Após mais de quinze minutos o servo traz um baú imenso de palha trançado, com voltas duplas.

- Venha!- fala em tom autoritário.

Nisso, o servo o segue até o quarto, que era perto dali, para que Jaken, pudesse passar pelo kekkai. Após entrarem, o príncipe fala:

- Só saia quando este Sesshoumaru voltar, há um kekkai, somente alguém acompanhado por minha pessoa pode entrar e sair, enquanto isso guarde os kimonos, sem demorar e amassa-los, senão . . . - termina falando com uma ameaça velada.

- Hai- o pobre servo teme por sua vida.

Nisso, retorna rapidamente para a porta corrediça do ôfuro.

Porém, um pequeno youkai consegue entrar no ôfuro e espiona a humana no banho, que cantarolava alheia ao intruso.

O inudaiyoukai sente o cheiro do invasor e entra na sala do ofuro, matando em um piscar de olhas o youkai que começara a se aproximar sorrateiramente da jovem com olhos famintos.

Com um só golpe, com a jovem olhando-o, surpresa , aniquila-o.

Ele se volta para ela que está somente da cintura para baixo na água observando a cena, curiosa, pois foi tão rápido, que não teve tempo de processar o que ocorrera. Ele observava os contornos do corpo dela, seus seios, os cabelos negros caído em cascata na suas costas e as pontas boiando na superfície da água e algumas mechas cobrindo parcialmente um dos seios .

Aquela visão começara a mexer com ele, sentia um calor toma-lhe e seus instintos estavam a flor da pele, sentiu seu desejo pela jovem aumentar drasticamente, desejava toma-la para si. Começou a se aproximar dela com olhos desejosos e um sorriso malicioso. A jovem percebera a mudança, mas não sabia o que aquele olhar e sorriso, significava, mas inconscientemente, recuou dois passos para trás da borda onde tentava ver a cena melhor e se perguntando por que ter feito isso.

Quando ele tocou o rosto dela, então, teve um estalo de consciência, passando a se conter, antes que não houvesse mais retorno. Cerrando os punhos, respira fundo, começando a se auto-controlar. Nota que ela não submergira e então, fala, com dificuldade e a voz levemente rouca:

- Abaixe até o pescoço na água, Rin.

Ela obedece e mergulha o corpo, não entendendo o por que de fazer isso.

Ele então, fala, olhando-a.

- Por que não se agachou na água?

- Por que deveria?

Ele suspira profundamente, então, fala:

- Quando acontecer de alguém entrar durante seu banho, submerja o corpo até o queixo, entendeu?

Ela concorda com a cabeça, então pergunta:

- Por que?

Ele medita como explicar á ela, agora, que se acalmou parcialmente, conseguia raciocinar um pouco, mas não o suficiente. Então, fala:

- Depois explico.

- Ee ( o mesmo que hai, equivale a sim ).

Ele se retira, ainda sobre o efeito da visão. Precisava urgentemente de uma fêmea e sabia onde conseguir, mas teria que confiar Rin a alguém mais forte, Jaken era incapaz de protege-la de muitos youkais. Então, num lampejo, vêm á mente seu general,Tsukikaminosou, ele era de confiança.

Após se banhar, ela sai da banheira e seca-se com a toalha , colocando um kimono de mangas esvoaçantes quadrangulado de laranja e um obi verde com desenhos de quadrados. Ela sai e então, mostra a roupa ao daiyoukai.

- Que acha?

- Está bonita.

- E Jankensama?

- Está terminando de colocar suas roupas no baú para levarmos até o acampamento, em Aun.

- Acho que podemos ir, Sesshoumarusama- e sorri.

Ela se dirige junto dele ao quarto desta, encontrando lá Jaken que guardara todas as roupas. Eles entram e ela faz ele guardar todos os brinquedos que ela tinha e nisto, preparam-se para sair. Ela ao ver que o baú estava cheio, tenta ajudar o pequeno youkai, mas é impedida pelo inudaiyoukai.

- Ele é um youkai, não será difícil de trazer o baú.

O pobre servo tenta arrastar , mas não consegue levar muito longe, apenas alguns metros.

Nisso um soldado chega. Estava procurando Sesshoumaru pois tinha um recado de Inuyasha.

Ao transmitir o recado, ele ordena ao soldado:

- Carregue esse baú até Aun . . . ele fala friamente, o que é feito em prontidão pelo soldado.

Este observa a humana por alguns instantes e ela se encolhe com medo para trás de seu senhor, por causa da última recordação. Então, o daiyoukai pigarreia e olha para o soldado com um olhar mortal. Este temendo por sua vida, rapidamente, pega o baú pesado e se retira dali, seguindo seu senhor, que tinha a humana apreensiva, segurando firmemente a mangá dele.

OooOooOooOooOooOooOooOooO

Muito obrigada à todos pelos reviews, fazem uma autora feliz XDDDDDDDD

Resposta aos reviews:

Pammy-sama - È, sinto pena da Rin, tadinha, mal sabe o que pode significar um beijo . . . .

A Rin consegue mexer com o Sesshy XDDDDDDD

Amo esse casal XDDDD

Beijos e muito obrigada pelo comentário XDDDD fico feliz que esteja gostando da minha fic.

Pequena Rin - Com certeza, eles são os melhores personagens das fics, acho tão fofo e lindo, sou apaixonada por esse casal.

Eu também prefiro fics que passem na época feudal, adoro o cenário XDDD

Fico feliz que esteja gostando da minha fic

Beijos e obrigada pelo review XDDDDD

Rukia-hime - Ainda bem que ele chegou, conseguiu salvar a Rin XDDDDD

E ele está rápido mesmo, tadinha da Rin, mal sabe o que pode levar um beijo, coitada . . . srsrsrs

Fico feliz que esteja gostando da minha fic XDDDDDD

Beijos e obrigada pelo review