Capítulo III- A Estranha Garota de Gringots

"A mudança pode ser nossa amiga ou inimiga. Se tiveres medo e evitá-la, inimiga tornará. Todavia, se tiveres coragem e aproveitá-la, sua amiga será" (Autor Desconhecido)

Bárbara acordou, no dia seguinte, muito mais tarde do que o costume. Pela primeira vez, em onze anos, ela não despertou com os latidos de Akasha. Em fim, plagiou o sono pesado de Nathalie e acordou às onze da manhã.

Ela lavou bem o seu rosto e expulsou de sua cama a coruja de Hogwarts que ainda aguardava a resposta da carta. Depois, seus olhos recaíram sob o livro Quidditch através dos Séculos e, mesmo que tentasse, a garota não conseguiria esconder um enorme sorriso que se formou em seus lábios. Era verdade: ela era uma bruxa! Tentou imaginar a expressão que Walkyrya ou Nathalie fariam quando lhe contasse a verdade.

Então, Bárbara se lembrou do motivo de sua preocupação de ontem: Nathalie. Entretanto, o que a garota diria para sua amiga? "Nathalie, sinto muito não estudar com você nos próximos sete anos, mais é que eu vou para uma escola de bruxaria, já que a chata da minha mãe só me contou isso ontem"? Não! Seria absurdo demais.

Resolveu, por fim, que adiaria o problema "Poltier" para mais tarde. Agora, ela escreveria um e-mail para Walkyrya. Afinal, era muito mais simples explicar o que lhe ocorrera na noite anterior, pois ela era mais compreensiva que Nathalie. Além do mais, Walkyrya morava na Bulgária e Bárbara não tinha nenhuma promessa de estudar com a amiga na mesma escola.

Passados alguns minutos, o e-mail já estava pronto:

Querida Vaquinha Orgulhosa,

E aí? Como vai a produção de leite?? Tudo ok??? Estou escrevendo esse e-mail para lhe contar uma fofoca QUENTÍSSIMA: eu sou uma bruxa! Isso mesmo: BRUXA!!!

Tudo aconteceu tão rápido que, às vezes, me pergunto se foi real. Ontem, recebi um convite para estudar na Escola de Sei lá o Que de Hogwarts por uma coruja! No início, achei que era brincadeira, mas então minha mãe me contou que era uma BRUXA e que, quando tinha minha idade, estudou nessa MESMA escola.

É claro que fiquei muito possessa com minha mãe! Ora, nosso relacionamento não é normal: nós somos duas GRANDES amigas. E amigas não escondem segredos uma dos outras, não é??? Mas, quer saber?? Acho que vou deixar passar, ela não fez por mal. Só que não direi isso ela. Quem sabe quando aparecerá um momento no qual eu possa tirar proveito fazendo uma chantagem emocional????=^o^=

O mais chocante mesmo foi o meu sótão... putz!!!! Se lembra que eu, você e Nathalie morríamos de medo dele porque ouvíamos muito barulhos estranhos vindo de lá???? Pois bem, ele é tipo um armazém cheio de objetos de bruxos! E também é o lar da coruja de minha mãe (que agora é minha!=^o^=) chamada Elvis. Ele tem uma pena na cabeça em forma de topete que achei muuuito tosco. Fala sério, minha mãe, às vezes, é tão infantil! Porque, na certa, foi ela quem fez isso. Definitivamente, preciso urgente descobrir um feitiço para deixar Elvis normal. Já pensou quantas gozações receberia no colégio por causa desse maldito "topete"????

Bom, minhas aulas começam 1º de setembro e, provavelmente, não poderei encontrar com você até minhas férias de verão. Pelo o que entendi, Hogwarts é uma espécie de internato e artefatos de muggle (pessoas sem poderes mágicos) não funcionam devido a tanta magia.

Vou hoje a tarde comprar meus materiais, mas estarei de volta lá pelas oito horas. Então, tente ficar on por esse horário para eu contar TODOS os detalhes, ok???? =^o^=

Beijocas,

Bárbara Henklain

Obs: Nada de me mandar um e-mail dizendo que você está chorando de alegria por se livrar de mim e coisas do gênero ou irei lhe jogar um feitiço no Natal para você ficar com o cabelo igual ao de Lince Nega!!! (Se bem que do jeito que você é fã dela, acho que isso não soa como ameaça...¬¬'''')

Após enviar o e-mail e desligar o computador, Bárbara resolveu tomar café. Como de costume, Khristine já tinha ido trabalhar e fizera o favor de largar os pratos e talhares sujos para a filha lavar. Entretanto, desta vez deixara preso na geladeira um bilhete avisando que depois do almoço elas iriam ao Beco Diagonal.

Enquanto saboreava, lentamente, seu bacon frito, Bárbara imaginava as diversas formas de contar a Nathalie sobre Hogwarts. Cansou-se, por fim, e decidiu contar a verdade da melhor e única forma que sabia: improvisando. Então, pegou o telefone e discou o número de sua amiga, preparando-se para ouvir um monte de palavrão em francês. Nathalie Peltier descendia de uma família francesa que viera morar na Inglaterra por motivos que Bárbara desconhecia.

O telefone chamou algumas vezes até que uma voz conhecida falou:

- Maison des Poltier, Bon Jour!

- Nathalie, sou eu: Bárbara!

- Ah, allo! Commente ça vá?

- Hããã... ça va bien! É isso?

- É, se ignorarmos seu péssimo sotaque!- confirmou a garota, dando uma risadinha.

- Não enche! Estou ligando para saber se está tudo ok com você.

- Está tudo bem, apesar de duas coisas estranhas.

- Que coisas?- perguntou Bárbara, querendo evitar o máximo possível o assunto da mudança de escola.

- Você ter me ligado para saber como eu estou!- disse Nathalie, rindo ainda mais.

- Ai! Essa doeu, Poltier.

- Estou sendo sincera, Babs.

- Então, irei aproveitar sua sinceridade excessiva e lhe perguntar qual foi à outra coisa estranha que aconteceu hoje, fora eu lhe ligar.

- Por que foi que você me ligou, Babs?- Bárbara notou que sua amiga mudou, drasticamente, de assunto.

- Uuuuh! O que foi, Poltier?? Vai me dizer que outro amigo de seu irmão lhe viu pelada, de novo? Daqui a pouco sua mãe vai ter que fechar o restaurante e montar uma casa striper!

- Eiiiii!- exclamou Nathalie, indignada - Eu estava de toalha!

- Não é o que minhas fontes secretas me informaram!

- Mon Dieu! Você vai mesmo acreditar no que Walkyrya Valhalla disse?

- É claro, por que não acreditaria que você anda nua pela casa?

- Me poupe, Babs!!!!

- Só se você me contar qual a outra coisa estranha que aconteceu!

- Ah, não! Conte você primeiro o motivo de ter me ligado!

- Você!

- Você!

- Você!

- Ok! As duas ao mesmo tempo! Um... dois... três!

- Vou estudar em uma escola de bruxaria!- falaram juntas.

- Sério?- espantaram-se juntas

- Sério!- confirmaram juntas

- Maginifique! Allors, vamos estudar JUNTAS!- falou Nathalie, quebrando o coro.

- Só espero que você não ande pelada pelos corredores da escola! Se fizer isso, eu irei lhe ignorar!- disse Bárbara, sarcasticamente.

- Ah, me poupe, Babs! Não vai me dizer que você não está mais aliviada sabendo que não iremos quebrar a nossa promessa!

- Não!- mentiu Bárbara - Nem um pouco.

- Sei... - respondeu Nathalie, incrédula. Conhecia muito bem Bárbara e sabia que, apesar de não demonstrar, no fundo ela se importava com a promessa - Mas, eu levei um basta susto! Imagine: em dia, você vai dormir acreditando que é uma garota normal. No outro, você descobre que seus pais são bruxos. Os DOIS, Babs!!!

- Entendo muito bem como se sente! Minha mãe é uma bruxa e só me contou ontem...

- Sua mãe é uma bruxa???? Mon Dieu, c'est incrible!

- Não acho! Principalmente, quando ela me ameaça lançar um feitiço que me deixe com o penteado de Lince Negra.

- Arrrg! C'est horrible! Mas, aposto que Walkyrya iria adorar!- brincou Nathalie, rindo.

- Nem me fale!

- Mas... Babs... você vai ter dificuldades lá, não é?

- Hã?

- Ora, nós vamos para a Academia de Magia de Beaxbatons, que fica na França!

- Não! Nós vamos para Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts!

Durante alguns minutos, um longo silêncio reinou sobre a conversa das duas. Até que Nathalie se pronunciou:

- Parece que vamos para escolas distintas..

- Brilhante dedução!- exclamou Bárbara, ríspida.

- Bien, C'est la vie! Não devemos perder tempo ficando chateadas! Afinal, ainda podemos mandar corujas.

- Nem pensar! Aposto que assim que você vê Elvis, irá fazer uma striper tease para ele.

- Hahahahaha!- disse Nathalie, sarcasticamente - Engraçadinha!

- Obrigada!

- Mas, quem é Elvis?

- Minha coruja!- e Bárbara começou a contar sobre o que acontecera em sua casa desde a carta misteriosa, omitindo certas passagens as quais sua amiga poderia ridicularizar-la. Nathalie, por sua vez, fez uma descrição detalhada a respeito do Beco Diagonal e as coisas estranhas que encontrou em suas lojas, enquanto comia alguma coisa bem gostosa. Depois, elas tiveram uma longa conversa sobre Quidditch e Bárbara descobriu que sua amiga gostou dos Appleby Arrows, um time em que os jogadores usavam vestes azul-clara com um brasão de uma flecha prateada.

Como sempre, passaram mais de uma hora no telefone e só desligaram porque Khristine chegou do trabalho e deu uma bronca em sua filha, pois ela ainda não tinha se arrumado para almoçar fora.

Uma hora mais tarde, as duas, finalmente, saíram de casa e foram no mesmo restaurante de sempre. Depois, pegaram o metrô para Londres e caminharam bastante até chegar a um barzinho com a porta preta, chamado "O Caldeirão Furado". Curiosamente, nenhum transeunte muggle nas redondezas percebia o bar, o que Bárbara achou muito estranho. Mas a garota não teve muito tempo para refletir sobre isso, pois, de imediato, sua mãe a puxou para dentro do estabelecimento.

Ao entrar, Bárbara deixou escapar uma exclamação de surpresa. Apesar da aparência miserável e da precária iluminação, o lugar estava lotado de bruxos conversando, alegremente. Khristine acenou para o dono do bar, um senhor careca, gordo e baixinho, que atendia um estranho garoto com chapéu de cowboy e guiou sua filha para a saída.

Elas depararam com um pequeno pátio murado, onde havia nada além de uma lata de lixo e um pouco de mato. Khristine retirou sua varinha e bateu em alguns tijolos. Logo em seguida, todos começaram a se mexer, formando um arco grande que dava para uma rua de pedras desiguais, bastante torta.

- Querida, este é o Beco Diagonal!- apresentou, Khristine, enquanto elas atravessavam o enorme arco que, segundos mais tarde, se encolheu, transformando-se em uma parede sólida.

- Uau!- exclamou a garota, maravilhada com o local.

Khristine continuou a andar, rindo das caretas de surpresa e curiosidade de sua filha. Esta, por sua vez, estava, completamente, absorta e empolgada com o novo mundo que descobria. Na sua frente havia uma multidão usando capas e chapéus pontudos de todas as cores e tamanhos... tudo fazia parte de uma realidade completamente diferente. Poucas descrições feitas por Nathalie e sua mãe correspondia com exatidão àquela ruela torta apinhada de bruxos. E, estranhamente, Bárbara não estava perdida ou incomodada, ao contrário, ela nunca se sentira tão bem.

Enquanto andava, Bárbara tentava aguçar os seus sentidos ao máximo. Nenhum detalhe daquela ruela de pedra escapava de seus curiosos olhos verdes. Ela observava tudo, desde as diversas combinações de roupas dos transeuntes a sua volta até os objetos tão ou mais esquisitos que seus excêntricos vendedores. A garota apurou seus ouvidos para escutar as conversas dos bruxos que passavam:

- Eu soube que Jane se escreveu no Curso Expresso de Magia!!

- O quê?

- É um curso de bruxaria por cartas...

- Mas, ela é um squib!!!

- Eu sei! Há! Há! Há! Quero só ver o resultado.

Bárbara franziu a testa. O que seria um squib? No entanto, não perguntou nada a sua mãe, pois sabia que a explicação seria longa e ela não queria se desconcentrar.

- Nossa primeira parada: Gringots! O incrível banco dos bruxos!- anunciou Christina.

Demorou um pouco para Bárbara desviar sua atenção de uma bruxa que vendia, basicamente, coisas nojentas e de mau cheiro. Elas tinham chegado a um prédio branco, totalmente torto, que se destacava muito das outras lojas.

Mãe e filha subiram os degraus de pedra branca, chegando às portas de bronze polido, onde havia um ser de cara escura e inteligente e umas duas cabeças mais baixo que Bárbara. Possuía uma barba em ponta e mãos e pés muito compridos. Ele as cumprimentou com uma reverência exagerada que Khristine retribui antes de entrar.

- Isso foi patético, mãe!- censurou Bárbara.

Khristine apenas apontou, dignamente, para um segundo par de portas, onde havia gravado algo que sua filha leu em voz alta:

"ENTREM, ESTRANHOS, MAS PRESTEM ATENÇÃO

AO QUE ESPERA O PECADO DA AMBIÇÃO

PORQUE OS QUE TIRAM O QUE NÃO FOI CONQUISTADO

TERÃO QUE PAGAR MUITO CARO

ASSIM, SE PROCURAM SOB NOSSO CHÃO

UM TESSOURO QUE NUNCA ENTERRARAM

LADRÃO, CUIDADO, VOCÊ FOI AVISADO

ENCONTRARÁ MAIS DO QUE O PROCURADO"

- Uuuau! Eu até teria me assustado, mãe! Mas, francamente, o que esses seres minúsculos e feiosos poderão fazer com alguém?

- Francamente digo eu, Bárbara! Responda-me uma coisa: se você fosse depositar um dinheiro em um banco, qual você escolheria?

- Algum com um gerente parecido com Aragorn?- brincou Bárbara.

- Aquele que tiver o melhor sistema de segurança!- disse Khristine, respondendo sua própria pergunta.

- E daí?

- Daí que o mesmo acontece com os bruxos. Nós procuramos um local que tenha um sistema de segurança contra magia muito bom. E estes seres "minúsculos e feiosos" são muito astutos e perigosos. Eles têm plena capacidade de enfrentar qualquer bruxo adulto!!- informou Khristine.

As duas atravessaram as portas de prata e desemborcaram em um grande saguão de mármore. Sentados em banquinhos altos, atrás de um longo balcão, trabalhando horas sem parar, havia cem duendes. Além disso, outros tantos guiavam algumas pessoas a entrar e sair por incontáveis portas que rodeavam o salão.

Khristine e Bárbara dirigiram-se ao balcão onde estava escrevendo em um grande livro o duende mais feio que a garota já vira. "Peraí!" falou a jovem, mentalmente "Existia algum duende bonito? Algum parecido com Tom Cruises, Bárbara Jolie, ou..."

- O que você quer?- disse uma voz ríspida que cortou os pensamentos de Bárbara - Vai ser um depósito, um saque ou uma troca?

- Troca!- respondeu Khristine, sorrindo.

- Você tem cadastro?- perguntou o duende, impaciente, fazendo uma careta de dúvida que o deixara ainda mais feio.

- Sim!- falou Khristine, entregando uma carta ao duende que leu com muita atenção.

- Muito bem! Pimpo, leve esses humanos à Seção de Troca!- ordenou, por fim, devolvendo o papel de Khristine e lançando-lhe um olhar de desconfiança que não suavizava nada seu rosto quasimodo.

- Obrigado!- agradeceu Khristine, com naturalidade e o queixo de Bárbara caiu. Como sua mãe conseguia ignorar uma feiúra tão atroz???

Pimpo era outro duende e guiou Bárbara e Khristine a uma porta de ferro que tinha uma bela balança em relevo. Ele segurou a porta aberta para as Henklain passarem e elas se depararam com um corredor de mármore, muito grande, cheio de imensas portas de carvalho. Andaram por mais alguns minutos e depois entraram em uma porta onde havia uma placa com a palavra "Seção de Trocas", talhadas em ouro.

Estavam agora em uma saleta pequena onde havia somente uma garota, que lia um livro, sentada em um banco e uma porta de bronze. Pimpo fez uma reverência e se retirou.

- Babs, querida, sente-se! Eu vou entrar, mas não demorarei muito, ok?

- Ok!- ela respondeu, sentando-se ao lado da garota desconhecida. Era esguia e tinha cabelos curtos e castanhos e olhos escuros. O que mais chamava a atenção de Bárbara eram suas roupas: uma blusa do Nirvana, calça jeans rasgada e um tênis muito surrado que deveria ter, pelo menos uns sete anos, contrastando com uma fivelinha de cabelo da Hello Kitty e unhas pintadas com um esmalte rosa choque. Algum desvio de personalidade, concatenou Bárbara.

Depois de examinar, atentamente, a garota, Bárbara repousou os olhos na capa do livro que estava na mão dela. Um bruxo loiro, de cabelos ondulados, olhos azuis e um sorriso muito branco saltou uma piscadela para Bárbara e apontou para cima onde havia um título em letras douradas "Férias com bruxas malvadas".

- Que babaca!- exclamou Bárbara, em voz alta.

A garota riu e lançou um olhar a Bárbara como se a avaliasse. Alguns segundos depois, falou:

- Tu não ia dizer isso se lesse o livro, amiguinha! Esse cara é o melhor naquilo que faz, tá ligada?

- Você já viu?

- Hã?

- Você já o viu fazendo essas coisas?- indagou Bárbara, incrédula.

- Não, amiguinha! Por isso, eu tó lendo o livro dele!

- Então, como você sabe que ele fez tudo isso? Se eu escrevesse um livro falando que realizei feitos mágicos extraordinários, você acreditaria, "amiguinha"?- Bárbara não percebeu a careta de desgosto e decepção que o bruxo fez quando descobriu que ela o achava um "farsante".

- É claro que não!- acudiu a garota - Mas, isso é diferente!

- Por que?

- Primeiro, cê é de menor! Segundo, cê não pode fazer magia! Terceiro, cê não conhece o mundo dos bruxos muito bem! Provavelmente, cê nem fazia idéia de que era bruxa há alguns dias atrás.

Bárbara olhou, espantada, a garota. Havia acertado todas as suas afirmações. Como sabia que ela não tinha familiaridade com o mundo dos bruxos?

- Ok, Sherlock, eu desisto! Como você sabe que sou do mundo dos trouxas?

- Elementar, meu caro Watson! Cê tá na área de trocas, então cê vive no mundo dos muggles, tá ligada?

- Hã?- Bárbara não entendeu, absolutamente, nada do que a estranha disse. A garota, então, riu, e explicou, com muita paciência, a Bárbara que ela estava na Seção de Trocas, um local onde se troca o dinheiro trouxa pelo bruxo.

- Aaaaaaaaah!- disse Bárbara, quando entendeu.

- Meu nome é Danielle Windt!

- Ah, o meu é...

- Babs, terminei! Desculpa a demora!- interrompeu Khristine.

- Tudo ok, mãe!- e se virando para Windt- Tchau!

- Inté, amiguinha!- disse Daniele.

- Então, quem era?- perguntou Khristine, quando as duas estavam fora do banco.

- Uma tal de Danielle Widnt!- respondeu Bárbara.

- Windt? Tem o mesmo sobrenome da Gerente de Trocas!- lembrou Khristine- Será que são parentes?

Bárbara deu de ombros e Khristine concluiu:

- Bom, se for você já tem uma amiga conhecida. A gerente me contou que sua filha mais velha irá para o primeiro ano de Hogwarts.

- Ok! E o que faremos agora, Cérebro?- brincou Bárbara.

- Babs, o que diabos você está dizendo?

- O mesmo que fazemos todas as noites, Pink!

- Você quer fazer o favor de parar de ignorar sua mãe?!

- E o que fazemos todas as noites, Cérebro?

- Eu desisto!- suspirou Khristine.

-Tentar dominar o mundo!!!!- falou Bárbara, por fim, saltando uma gargalhada maléfica. Ao seguir sua mãe pelas ruas de pedras, Bárbara não desconfiava que o destino de Danielle Windt, cruzaria, novamente, com o dela.

CONTINUA...