Carly: Seja lá que brincadeira for essa, eu não gostei nadinha.

Sam: Nós já dissemos que não é brincadeira! Alguém deixou isso aqui pra você e o Lewbert me pediu pra trazer pra cima e eu trouxe, aí eu abri e vi que era um bebê!

A Carly não queria acreditar no que eu e o Freddie estávamos contando pra ela. Ela achava que nós tínhamos arranjado esse bebê em algum lugar e agora estávamos pregando uma peça nela.

Freddie: E tinha esse bilhete junto.

Ele entregou o bilhete pra Carly que ficou algum tempo lendo. Ok, a bebê não era a coisa mais leve do mundo, será que dava pra ela ler um pouquinho mais rápido?

Carly: Spencer, olha isso.

Ela entregou o papel pro Spencer, que tinha ficado apenas observando até então. Ela pegou o papel e leu lentamente. Muito lentamente. Lentamente demais.

Spencer: Acho que devíamos ligar pra polícia.

Carly: Concordo.

Sam: Hmm, legal. Agora tó.

Entreguei a bebê pra ela e sentei no sofá.

Carly: O que... Hmm, você até que é bonitinha, mas eu não vou ficar com você. Spencer, me dá seu celular.

Spencer: mas porque o meu...

Carly: Só me dá a droga do seu celular!

Spencer: Ta bom!

Carly: Sam, você liga.

Sam: Porque eu?

Carly: Porque tudo isso é culpa sua!

Sam: Minha? Pra começar não fui eu que pedi um bebê pelo correio!

Carly: E desde quando eu pedi?

Spencer: Quer saber? Eu ligo.

Ele pegou o celular da mão da Carly, digitou o número e ficou esperando. Esperando. E esperando.

Spencer: Ninguém atende.

Carly: Como assim ninguém atende?

Spencer: Não atendendo, oras!

Eu já estava cheia disso e resolvi eu mesma ligar. Disquei, chamou, chamou e chamou, mas ninguém atendeu. Isso tava começando a ficar estranho.

Freddie: E se a gente levasse ela pra lá em vez de chamar eles pra buscarem ela aqui?

Carly: Boa ideia!

Nós estávamos saímos e já tínhamos chegado na porta do elevador. Estávamos só esperando o elevador chegar, ai...

"BUAAAAAAAAAAAAAAAA"

É, ela abriu o berreiro. A Carly tentava acalmar ela de qualquer jeito, mas não dava certo. O elevador chegou e nós entramos, mas aquela criatura não parava de chorar!

Freddie: Carly!

Carly: O que você quer que eu faça?

Freddie: Eu não sei, só faz ela parar!

Sam: Dá ela pra mim.

A Carly passou ela pra mim e quase que imediatamente ela parou de chorar. Todos ficaram olhando pra mim com uma cara de "que bruxaria é essa?"

Sam: Que foi?

Todo mundo: Nada.

Chegamos lá em baixo e do nada aparece um garoto segurando um balde com uma espécie de tinta vermelha e andando de skate. O Lewbert, como sempre, estava dormindo. O garoto passou por nós de por algum motivo, derrubou TODO aquele líquido vermelho em cima de mim e da neném. E ainda por cima saiu rindo da nossa cara! Ah, esse eu matava!

Carly: Sam... Não vai sair correndo atrás do menino, não é?

Sam: Porque eu não deveria?

Carly: Porque você está toda suja de tinta, e ela também. – disse ela apontando pra bebê. – Acho melhor a gente subir e você tomar um banho. Depois a gente vai na delegacia, ok?

Sam: É melhor mesmo. Vamos.

A única pessoa que parecia feliz com aquilo tudo era a bebê, que ria sem parar.

Subimos pro apartamento e eu tomei um banho e depois a Carly deu um banho na garotinha. Terminado tudo, resolvemos descer. Mas entes, eu me lembrei de uma coisa, o motivo de eu estar ali naquele exato momento.

Sam: Carly, cadê o meu livro de história?

Carly: Nem sei. Eu vi por aí, mas agora eu não me lembro onde ele está.

Que bom.

Sam: Posso ir lá em cima ver se eu acho?

Spencer: A gente não ia na delegacia?

Sam: Já vamos.

Subi pro quarto da Carly e comecei a procurar meu livro. Pra resumir, acabei com uma mão cortada e não achei o livro. Desci e estavam Carly, Freddie, Spencer e a coisinha sentados no sofá (a coisinha no colo da Carly).

Sam: Vamos.

Spencer: O que aconteceu com sua mão?

Sam: Nada. Podemos ir? temos que dar um jeito nessa coisa.

Carly(tampando os ouvidos da bebê): Não chama ela de coisa!

Sam: Porque?

Carly: Você is gostar de ser chamada de coisa? A gente podia dar um nome pra ela...

Sam: NÃO! Sem nomes! Quando você dá nome pra uma coisa você começa a se apegar, se apegando, você não consegue se livra dela.

Freddie: Porque esse desespero em se livrar da bebê?

Sam: Quer ficar com ela? ÓTIMO! Você e a Carly seriam uma família muito feliz!

Freddie: Qual o seu problema?

Sam: Você!

Spencer(se levantando): hei, vamos todos nos acalmar...

Sam e Freddie: Calado Spencer!

Ele sentou e eu e o Freddie continuamos discutindo até que...

Bebê: Mamã?

Carly: Ai meu Deus, ela falou mamãe!

Foi aí que eu notei que ela não tinha dito "mamã" pra Carly e sim pra mim.