– O que você está fazendo aqui? – Exclamou a morena, incrédula. Sem mostrar surpresa, ele respondeu.
– Provavelmente o mesmo que você. – E virou-se para a atendente que estava no balcão. – Uchiha Itachi, fiz reserva para o quarto nº 85, vista para a praia.
Disfarçadamente, Kurenai examinou a chave do quarto que tinha reservado, e o que leu lá a chocou ainda mais; seu quarto era o de número 84. Sem olhar para trás (a verdade era chocante demais naquele momento), ela chamou um guia e pediu para que a conduzisse até o quarto. Sua mente estava em branco. "Como isso pôde acontecer!?" pensava. Se não tivesse deixado a viagem em sigilo, diria que ele andou a espionando.
O guia a deixou em frente ao quarto e foi cuidar de outros negócios. Ela nada fez, ficando lá, parada, tentando organizar seus pensamentos.
O som de passos que ouvira segundos atrás cessou, e o Uchiha agora a encarava. Ela ergueu a cabeça lentamente, sua boca abrindo e fechando algumas vezes, sem emitir som algum. Por fim, balançou a cabeça e entrou no quarto.
Apesar da temperatura cair à partir das 16hrs, a mulher resolveu descer para visitar a piscina. Tinha que ocupar a mente com alguma coisa, distraí-la. O sossego do lugar era notável, já que pouca gente estava por lá, o que foi bom, já que ela pretendia apenas relaxar.
O lugar tranqüilo estava perfeito, a água da piscina aquecida e o ar gelado do fim da tarde lhe dava uma sensação gostosa, enquanto ela ficava lá, parada, pensando...
Questionava-se sobre muitas coisas, mas o que mais a intrigava naquele momento era ele. Ficava inconformada com a forma com que ele a tratava, mas tinha algo em seu comportamento que a incomodava. Por que ele agia daquela forma?
À essa altura, o céu já escurecera com o passar das horas e era possível ver as estrelas, apesar de não ter mais ninguém por perto...
– Uh, parece que nos encontramos de novo. – Não até aquele momento.
– Itachi-san..
– Não esperava lhe ver aqui, até porque já está tarde e não é comum pessoas na piscina à essa hora...
– Se minha presença o incomoda é só falar, eu não fico sentida. – Ela levantou-se quase que automaticamente, pronta para sair. Sua pele nua, coberta apenas pelo biquíni, e a água que caía pelo seu corpo em contato com a luz do luar chamava muita atenção. Era quase impossível para o homem não reparar em suas curvas.
– Se você quiser interpretar assim... – Respondeu ele, um pouco sem jeito pela reação dela. – Mas talvez seja até bom... ter alguém pra conversar.. – A mulher o olhou, de relance, com a sobrancelha arqueada.
– Não sei o que te faz querer isso, mas chantagens assim não me convencem fácil.
– Falando assim, parece que sou odiado. – Ela o olhou, calada, não esperava ouvir aquilo. Porém, ele riu da situação. – Oh, veja, quem cala, consente.
– O que você pretende?
– Nada, apenas conversar. – Kurenai ficava cada vez mais confusa, e ele ajudava muito bem nisso. – Quer beber alguma coisa?
– Me dê um bom motivo para aceitar. – Ele parecia esperar por essa resposta. Fingiu um olhar meio descontraído, meio desinteressado, depois voltou seus negros e penetrantes olhos para a face dela.
– Talvez... Eu precise de outro método de persuasão. – A mulher começou a ficar nervosa. Ouvir algo daquele gênero da boca dele não era lá algo muito bom.
– Você deveria aprender a usar qualquer outro método além da persuasão. Talvez seja por isso que você esteja sempre sozinho.
– Não. Você não entende nada.
Ela o olhou, perdendo-se no raciocínio.
– O que eu não entendo?
– O motivo pelo qual eu estou sozinho pode ser outro...
– Como assim, 'outro'?
– Outro no sentido de "eu não quero ficar com ninguém além de uma". – Seu semblante era visivelmente sério ao dizer isso, não havia sinal nenhum de brincadeira nem nada do tipo, mas ela não queria arriscar.
– Então vá atrás dela, quem sabe ela não goste de você? – Kurenai virou-se mais uma vez para deixar o local, fazendo-se ouvir o que seriam suas últimas palavras, porém sentiu seu pulso ser segurado e puxado, logo em seguida pôde sentir o braço molhado e quente do Uchiha a envolvendo pela sua cintura enquanto sua mão livre apenas segurava suavemente o rosto da mulher. Em segundos, ela pôde ouvir um sussurro muito baixo, mas foi baixo o suficiente para que pudesse ouvir.
– O que você fará se ela for você?
A última coisa que viu foram os olhos brilhantes dele, e ela pôde sentir seus lábios selarem-se num beijo.
E aí, pessoal, alguém ainda acompanha essa fic? IUASHDIOAS 8D"
Meu Deus, desculpa mesmo, eu fiquei um tempão sem postar... Uma mistura de bloqueio mental com uma [semi] falsa preocupação com a escola, enfim.
Mas eu continuo postando a fic, viu? Não desanimem, ou o que eu farei sem leitores? ;-;"
