"Então não vou deixá-lo chegar perto o suficiente para me machucar. Não, eu não vou te pedir, te pedir apenas para me abandonar. Eu não posso dar o que você pensa que você me deu, é hora de dizer adeus a essas reviravoltas" Turning Tables, Adele


Essa é pra você Tracy.


Inuyasha pertence á Rumiko. Tia Rumiko. Takashi Rumiko. [miga, sua louca]

CHAPTER FOUR!

A seita que dói menos

Sango POV


Era um dia lindo e cheio de boas energias. Até Inuyasha adentrar na minha sala.

Suspirei.

- O que as estrelas reservam para você?

- Eu não sei, mas eu fodi com tudo.

Ele sentou-se em frente a minha cadeira, colocando os pés em cima da minha mesinha de centro, e se pôs a roer as unhas. Bufei, indignada. Ninguém merecia Inuyasha numa sexta feira. Nem sóbrio, nem bêbado.

- O que você não fez dessa vez Inuyasha? Além da sua atuação que foi um fiasco no noivado da Kagome com o Naraku, claro. Eu ri durante dias depois daquilo. E desce os pés da minha mesinha!

Inuyasha me olhou indignado. E não desceu os pés da mesinha. Só observo.

- Fui na casa da Kagome… Acho que eu estava bêbado ou algo assim.

- Algo assim…

- É… Enfim, ela estava lá, o Naraku estava lá. Ele estava sem roupas! O que caralinhos ele estava fazendo sem roupas na casa da MINHA Kagome?

- Eles são noivos.

- Tirando isso. MINHA Kagome.

- Sexo selvagem e sem camisinha.

Inuyasha se levantou num pulo, como se estivesse sido eletrocutado.

- Ela te contou alguma coisa? - Engolindo seco, ele começou a andar apressadamente - Como aquele salafrário ousa? - Ele abaixou a voz - Ele… por um acaso é grande?

Eu comecei a dar risada. Ah, o ego masculino. E, especialmente, o de Inuyasha. Fazê-lo sofrer um pouco não seria nada mal em comparação ao que ele faz com Kagome em todos esses anos.

- Não posso dar essas informações, afinal Kagome é minha melhor amiga, código feminino essas coisas. Mas… - abaixei a voz - Parece que quase não coube.

Sabe quando estamos mascando aquele chiclete que tem ácido e de repente o ácido cai na língua e ficamos com a boca toda encolhida? Essa era a cara de Inuyasha.

- Como eu poderei competir com isso Sango? Como eu posso trazer Kagome para o meu lado para sermos felizes?

- Se você quiser… Posso te passar um simpatia.

- Não acredito nas suas simpatias Sango. Na verdade, não era para você ser advogada? Como você veio parar nesse cafofo - Mandei um olhar enviesado para ele que o fez se encolher - Cafofo com muito amor, Sangozinha. É que eu não entendo. Nem sei como consegue ganhar a vida assim

- Não sabia que você tava pagando as minhas contas para se intrometer na minha vida.

- Sango… Não quero te ofender, eu me preocupo com você.

- Vai querer a simpatia ou não? Usei com o Houjo, funcionou muito bem.

Inuyasha abriu a boca ante a "revelação". Houjo era outro amigo de infância dele. O que ele não sabia era que eu dei a simpatia para Houjo conquistar OUTRA pessoa, mas acabamos nos apaixonando. O tiro havia saído pela culatra, e eu gostei disso. Na verdade, esse negocio de simpatia não existe. Ela apenas dá uma impressão de segurança e auto-confiança, para que você vá e tente conquistar a pessoa. Mas eu nunca falaria isso a Inuyasha. Ele ficou um tempo em silencio. Então se sentou novamente. Com os pés na minha mesinha. Ele vai aprender que NINGUÉM coloca os pés na minha mesinha. No pain, no gain.

- O casamento de Kagome é daqui a duas semanas. Ela vai funcionar até lá?

- Com certeza. Ela definitivamente vai se apaixonar por você novamente. - Inuyasha concordou com a cabeça - você só vai precisar do maior galho de alecrim que você possa encontrar. Eu recomendo um pé mesmo. Então você tem que carregar por ai, até encontrar Kagome novamente. Mas tem que ser ao acaso, senão, não funciona. então, bata com o galho nas costas dela com bastante força, dizendo 03 vezes: "Essa mulher é minha, foi Santo Antônio que me deu". E pronto. Ela vai estar totalmente na sua.

Inuyasha me olhou com desconfiança.

- Se isso nao funcionar, vou contar para o Houjo da sua magia negra.

- Pode confiar. - Meu celular começou a tocar, recebendo mensagens . Abri a tela, o nome Kagome apareceu como minha salvação. OBRIGADA deusa! - Bom Inuyasha, é sempre um prazer te ajudar. Nem vou te cobrar pela simpatia. Mas Kagome está vindo para cá e não vai funcionar se não for casual. Então, pra te ajudar, gostaria que você se retirasse.

Aprontei para a porta e Inuyasha, muito a contragosto se levantou e se retirou. Espero que Kagome ainda tome seus remédios de alergia, pois alecrim era uma das coisas que ela mais odiava por fazer nascer furúnculos na pele dela. Inuyasha ia aprender a não colocar o pé na minha mesinha. Ah se ia.


Ouvi o sino e Kagome adentrou a sala. Dessa vez, era uma visita feliz. Ou quase. Mais eu que ela.

- O que as estrelas reservam para você?

- San..

- Xi-xiiiiu. Sou madame Pompadour e exijo o seu total comprometimento com as energias desse local. - Um silencio constrangedor se seguiu antes de Kagome suspirar e aceitar, silenciosamente. Ela se sentou na poltrona a minha frente, então captei seu olhar confuso. Hmmm… Alguma coisa havia acontecido. Me levantei, acendi um incenso de alecrim para clarear a mente e voltei a me sentar. - Diga-me minha jovem, o que eu posso fazer por você?

Eu… Sango eu não sei o que dizer! Estou tão confusa…

- Madame Pompadour.

- Madame Pompadour. - Ela ficou vermelha, as lágrimas já beirando seus olhos. Achei bem feito mesmo. Eu a avisei desde o começo que Leão e Peixes não tinham compatibilidade alguma. Eles pensam que meu trabalho é uma piada e agora só resta pra mim chorar (de rir) com as situações que meus tolos amigos se colocam. - Eu… acho que Inuyasha gosta de mim mas… Essa noite eu sonhei com o Naraku - Ela diz o nome de Naraku inaudivelmente. Eu poderia deixar essa passar, mas novamente, eu avisei.

- Sonhou com quem? Desculpe-me, senhorita, eu não ouvi.

- Naraku…

- Quem?

- NARAKU! NARAKUUUUU! EU SONHEI COM ELE TA LEGAL? E não foi um sonho muito calmo. - Seus bochechas se avermelharam ainda mais. Ah minha melhor amiga puritana. Como eu amo pegar no pé dela.

- E o que você quer dizer com… sonhos não muito calmos?

Ela fechou os olhos e inspirou profundamente.

- Havia beijos por todos os lados e… e… .

Não pude evitar de sorrir. Kagome era uma raridade nesses tempos. E provavelmente a vida dela estava uma bagunça. Tendo amado Inuyasha há tantos anos, coisa que eu acho surreal, pois o cara sempre foi um mulherengo, coisa de leonino cabra safado.

Antes que você me julgue, eu amo o idiota do Inuyasha ok? Mas, vamos pela lógica, como é que um cara não percebe as indiretas de uma pessoa durante 11 fucking anos. O-N-Z-E! E Kagome era um pedaço de picanha com barbecue, delicioso! Quer dizer, deliciosa. Deu fome agora. Voltando ao Inuyasha, me lembrei de ter sentado nesse mesmo lugar com ele, quando Kagome e Naraku começaram essa farsa de namoro (que eu disse que ia dar errado, mas ninguém me ouve) e embebedei ele. Sim eu sei, foi difícil demais entender o que ele falava. Ele falava algo como: "Minha dileta, a qual tenho muita apreciação, agora nas garras de meu vil camarada. Como poderei viver com tamanho padecimento?". Traduzindo isso (eu joguei no google enquanto ele falava), ele quis dizer que a Kagome foi tirada dele pelo amigo dele. Eu sei, sou uma genia da interpretação. E hoje foi só uma reafirmação do que Inuyasha quer: Kagome sendo cachorrinha dele novamente.

Agora vocês me perguntam: Sango, o que você vai fazer?

Minha resposta é: Vou sentar e chorar (de rir).

Por que eu avisei. Não digam que eu não avisei.

Ainda tinha a incógnita do Naraku, o virginiano misterioso. Lá vem outra pergunta: O que um leonino e um virginiano tem em comum? Isso mesmo. Nada. E agora eles tem o amor de uma pessoa envolvido e isso vai ser tao divertido de ver. Aposto que vai ter sangue. Mas Kagome merecia um sacode, e, por mais que eu preferia não fazer, tinha o dever.

- Kagome Higurashi. Sendo uma pisciana é totalmente compreensível esse seu amor insano pelo Inuyasha. - Retirei meu turbante e minhas joias. Ela precisava do conselho da Sango, não de Madame Pompadour. - O que eu não entendo é: Como você pode não ver o que está a sua frente? Já pensou que você pode estar apaixonada pelo Naraku? Não só isso. Esse "amor" que você diz sentir pelo Inuyasha… Ele é mesmo real? Ká, foram 11 anos. Eu tenho certeza que o que tem ai não é amor, mas uma lembrança. E eu acho que tá na hora de deixá-lo ir. - Pausei para respirar um pouco. Kagome me olhava, mas sua expressão era de angustia.

- Sango eu não sei se quero deixá-lo ir. Ele faz parte de mim. Eu cresci com ele no meu amago, e… dói imaginá-lo partir. Simplesmente é impensável. Por isso eu sempre mantenho minhas esperanças , porque… ele pertence a mim, mas não faz mais parte de mim. E agora… Ele me notou, eu percebi isso. Essa não é a esperança que eu reguei, que eu alimentei e protegi durante todo esse tempo? Não seria agora a chance de deixar germinar? Nossos sentimentos estão no mesmo patamar. Não é mais amizade-amor psicótico. É amor/ amor.

- E até onde isso já te fez bem? - Suspirei. Eu podia ser taurina, mas não gostava de forçar muito as pessoas á minha vontade, sem necessidade. - Você quer saber o que Inuyasha sente por você?

Kagome levantou-se do sofá e começou a caminhar em círculos, no tapete circular que eu mantinha na sala. Essa era a resposta que podia mudar tudo pra ela.

- Isso vai doer?

- Vai.

Ela inspirou fundo, deu dois pulinhos e sacolejou as mãos.

- Ok, manda.

Fiz uma pausa, observando o perfil de Kagome. Ela merecia isso.

- Ele ama você.

- Você disse que ia doer.

- E vai.- Ela me olhou, ainda não compreendendo aonde tudo isso ia chegar - O que vai fazer com Naraku?

A face de Kagome se tornou sombria. Em todos aqueles anos de amizade, nunca tinha visto aquela expressão de dor. Idiota. Não percebe nem o que está a um palmo da face dela.

- Tem razão, Sango. Dói.

Eu sorri.

- Querida… Eu sempre tenho razão. Mas você sempre pode entrar para a seita.

- Seita?

- A seita que dói menos.

Então eu me virei, coloquei meu turbante, minhas joias e me ajeitei na cadeira. Kagome assentiu e saiu silenciosamente.

Ouvi o sino da porta e me preparei para mais um cliente.

- O que as estrelas reservam para você?

Olhei para o cliente que adentrava a sala e fiquei muda. Indiquei a cadeira para ele se sentar. Aquele seria um longo dia.

- O que posso fazer por você, Naraku?


DEMOREI? SIIIM

TENHO DESCULPAS? SIIIIM

Mas antes tarde que nunca. Eu pensei em desativar essa fanfic, mas eu mereço termina-la. Vocês merecem um final. Eu pensei em terminar no 5° capitulo, mas bem, nao vai rolar HAHAHAHAH Eu preciso ver o Inuyasha fazendo essa simpatia, você não?

É... eu não sei quando eu vou escrever o próximo capitulo. Sério... eu to fazendo faculdade na parte da manha e técnico a tarde, tá insano as provas e trabalhos juntos. Mas eu quero escrever outra fanfic, eu ia começa-la hoje mas pensei: Ia ser uma fucking mancada se eu começar outra sem terminar essa. Enfim, eu já tenho o final dessa. Ela vai terminar no 6° capitulo, então, sim, faltam 2 capitulos.

Eu devo dizer que foi instigante e gratificante escrever esse capitulo. A San é uma parte de mim {taurina, oi} que eu compreendo e aceito bem, por sermos muito leais ás amizades. Espero que tenham gostado dela. {pq tecnicamente estarão gostando de mim}

Ficou pequeno mas... bem, eu realmente não escrevi tanto como as meninas do SN, nao me aprofundo nos cenarios e nos personagens, eu me concentro mais no cenário- objeto atual. Desculpem por isso. Enfim.

Obrigada pelas reviews, favorits, mensagens de amor, de ameaça (OK TRACY? OK!)

Beijos e até a proxima (VOU PEGAR FÉRIAS E SE EU NAO FICAR DE DP EM MATEMATICA EU POSTO ANTES DO FIM DO AN )

Beijos, Sapph;