Notas Iniciais: Espero que curtam e enviem Review, ok? Nesse capítulo eu nem sei mais o que acontece... To pensando no próximo... Que no caso de vocês é o... Décimo primeiro. XD
Reviews: Aggie... Valeu o coment! Brigata também por me adicionar nas suas listas de autor e fanfic... Adorei ... Quanto à coisa da Kikyou... Supere, eu já superei. Também odiava... Agora costumo pegar leve com ela nas fanfics. Kagome Inuitsumo, valeu por ler mesmo com pressa! Espero que goste desse também. Taisho Girl... He, he... Tenho um fraco por MirokuxSango. Se você também gosta, mesmo que seja apenas pelos personagens que eu reinventei, vai gostar dos momentos deles na fanfic. Bem, reviews respondidos, comentados e agradecidos, vamos à fic!
Sangue Divino
Thirteenth Key
Capítulo III –Hacker, Hanyou, Monge e Sacerdotisa
-Conheci a tal garota que você procurava, InuYasha.
Intervalo. Sango fora direto para a árvore do lado de trás da escola, onde ela e InuYasha almoçavam desde a primeira série. O hanyou, sentado num galho alto, jogou uma frutinha nela.
-Já vi a tal Higurashi também. Parece ser legal.
-Ela é. Simpática, apesar de eu não ter conversado muito com ela. Vou à casa dela hoje, depois da aula. Grupo de estudos. E – Sango olhou feio, enquanto desembrulhava um sanduíche. –se você atirar mais uma dessas frutinhas em mim eu subo aí e te jogo no chão.
InuYasha largou na hora a frutinha que estava usando para fazer mira na cabeça da amiga.
Ao ver Kagome passando por ali, acompanhada de algumas garotas e garotos, InuYasha fez sinal para Sango.
-Chama ela pra sentar com a gente. E dá um jeito de separar a garota daquele grupinho. É muita gente.
-Certo.
Sango se levantou e correu até Kagome.
-Ei, Higurashi! –ela parou. –Posso falar com você? É importante.
Kagome sorriu. Virou-se para os colegas e disse:
-Vejo vocês depois.
Sango esperou que os outros se afastassem.
-Quer se sentar com a gente? –apontou a árvore e Inuyasha.
-Ah, eu ia sentar com o pessoal e...
-A gente vai!
Miroku, surgindo do nada, pôs o braço sobre os ombros das duas, e começou a caminhar em direção à árvore.
-Não te convidei. –disse Sango, com cara feia.
-Ah, você não vai me deixar comer sozinho no meu primeiro dia. Seria grosseria.
Miroku não mencionou os sete convites para almoço que conseguira. Não apenas das garotas, mas também dos garotos, impressionados com sua inteligência e bom humor.
-Que seja. –Inuyasha acabara de fazer sinal dizendo que estava tudo bem.
-Kagome, esse é o Inuyasha. Ele é do terceiro ano. –apresentou Sango. –Inuyasha, essa é a Kagome. E esse... –apontou Miroku - É Houshi Miroku.
Ele cumprimentou os dois e desceu da árvore.
-Você é um youkai? –perguntou Kagome, olhando as orelhas de Inuyasha.
-Meio youkai. –corrigiu ele.
-Que... –ela ergueu as mãos para as orelhas caninas dele. –que... Kawai!!!
Ele tentou se afastar, detestava quando punham as mãos em suas orelhas. Nem mesmo sua mãe tinha essa permissão. Ou Kikyou. Mas quando Kagome começou a acariciar as orelhas peludas, ele quase ronronou de prazer.
-Desfaz essa cara de idiota, o Miroku tá olhando. –sussurrou Sango.
Ele imediatamente abriu os olhos e tirou as mãos de Kagome de suas orelhas, delicadamente.
-Então, você gosta de fazer o que? –perguntou Inuyasha para Miroku, que se sentara numa raiz da árvore e comia calmamente.
-Sei lá, gosto de muita coisa. Mas tenho preferência por jogos eletrônicos. –Miroku fez sinal para Sango se sentar ao seu lado. A garota olhou desconfiada, mas foi.
-Então você e a Sango vão se dar bem. –Inuyasha pegou a mão de Kagome amigavelmente e a levou até a sombra da árvore. Sentaram-se lado a lado.
-Eu já percebi isso. –disse ele, sorrindo. Sango negou-se a corar, apesar da vontade. –Mas ela não quer ceder à nossa paixão à primeira vista.
-Não há paixão nenhuma, Houshi. –disse ela, virando a cara.
-Sei... –Inuyasha fez uma cara maliciosa, e Kagome riu. Os ouvidos sensíveis dele tinham tendência a arder quando alguém ria livremente daquele jeito, mas o riso de Kagome era apenas agradável.
-Você gosta do quê? –perguntou Miroku.
-Hm... Nada contra jogos, a Sango costuma me ajudar às vezes. Mas prefiro jogos de cartas. Truco, buraco, Mentira (também conhecido como Duvido ou não duvido, original americano Bullshit), Pôquer...
-Eu também. –Kagome falou aquilo naturalmente. Só depois percebeu que Inuyasha a olhava. –Que foi?
-Nada. É difícil achar garotas que gostem de jogar cartas. Nem a Kikyou gosta.
-Terminou com ela hoje? –perguntou Sango. –A vadia mereceu.
-Terminei sim, mas ela não é uma vadia. É uma grande amiga.
-Sei, sei...
-Então leva um baralho lá pra casa hoje, Inuyasha. –disse Kagome. –Você vai...?
-Não. –disse ele. –Eu estou no terceiro, acho que não vão rever a matéria que eu vou fazer lá.
-Vão sim. –disse Kagome, sorrindo. –Vai gente do primeiro ao terceiro. E provavelmente alguns amigos do meu irmão, da terceira série. Vai ter matéria de tudo que é ano.
-Tudo bem, então. –Inuyasha sorriu. –Eu levo um baralho.
-A gente joga em duplas depois que o grupo de estudo terminar. –disse Sango.
-Eu e Sango, Kagome e Inuyasha. –Miroku se animou.
-Nem... –começou Sango.
-Claro! –Inuyasha cortou o protesto da amiga, fazendo sinais discretos. Ela bufou, jogou uma pedrinha longe e depois concordou.
–Tá. Mas tenho minhas condições. –disse, com cara feia.
-Quais? –perguntou Miroku.
-TIRA ESSA MÃO DE CIMA DE MIM!
Ela deu um tapa no rosto de Miroku, que ficou com cinco dedos marcados em vermelho.
Enquanto Kagome e Inuyasha riam, Miroku explicava, sob a chuva de tapas e socos:
-Calma, é que eu sou um monge, e minha família teve os homens amaldiçoados...
-Papo pra boi dormir! –Sango deu um último chute no monge, e depois sentou-se. –Mas eu te desculpo.
Inuyasha e Kagome continuaram rindo.
Algum tempo depois, o sinal tocou.
o0o
-Ei, Ka-chan, onde tem mais cadeiras?
-Lá em cima, primeira porta à esquerda!
InuYasha olhou ao redor, vendo pessoas conhecidas e desconhecidas, do primeiro, segundo e terceiro ano de seu colégio. Aquilo era incrível.
Quantas pessoas Kagome conhecia?
Ele sorriu ao ver Miroku e Sango separando as cartas para o jogo depois do estudo. O monge parecia inquieto, pronto para usar sua mão amaldiçoada em alguém. Sango era a pessoa mais próxima, mas também a mais violenta, então ele parecia em dúvida sobre o que fazer.
-Vamos usar quatro, cinco e seis? –perguntou ela.
-Vamos.
Continuaram a trabalhar.
Dois rapazes, um de trança e outro com jeito estranho, voltaram do andar superior, trazendo mais cinco cadeiras.
-Jakotsu... Se você tentar alguma coisa com os caras daqui, pode apostar que eu nem vou te bater. Mas eles vão.
-Ai, ai... –dizia o outro. –Até parece que tem alguém aqui que eu nunca tenha vist...
De repente, ele parou.
InuYasha viu-o encarando suas orelhinhas, os olhos brilhando de emoção. E ficou com medo.
-Ei, amor! –gritou ele, no desespero, ao ver o garoto se aproximar. -Cadê você, benzinho?
Ele avistou Kagome entre duas garotas, discutindo onde deveriam ficar as bebidas. Correu até ela.
-Amor! Te achei! –ele a abraçou, consciente de que o rapaz de jeito esquisito estava olhando. –Estava ficando preocupado...
-InuYasha, o que...?
Ele a beijou, um beijo de leve e apenas para afastar a bixa louca chamada Jakotsu.
Pega de surpresa, Kagome deixou-se ficar ali, entre os braços do hanyou. Depois de algum tempo, porém, seus braços inconscientemente se lançaram pelo pescoço dele. InuYasha se perdeu no gosto dela, no cheiro de Kagome, no toque suave dela em sua nuca. Se esqueceu de onde estava, do que fazia, da bixa louca. Tudo o que existia naquele momento era Kagome, seus lábios, seu corpo.
Ele a guiou para trás, até prensá-la entre uma parece e seu corpo. O contato era maravilhoso.
-Ei, vocês dois... arrumem um quarto.
Imediatamente, Kagome e InuYasha se separaram. Um garotinho de aparentes dez anos, talvez menos, estava ali, com outra meia dúzia de crianças. Elas os encaravam com curiosidade.
-Ka-chan, eu acho bom você tomar cuidado. Sabe que a mamãe detesta quando sujamos as paredes. Não sei se você percebeu, mas esse cara aí tava quase amassando. Deve ser bem pior do que sujar, né?
Ele deu um sorriso infantil e agradável. InuYasha imediatamente gostou dele. Passou as mãos pelo cabelo do garoto, que soube ser irmão de Kagome pouco depois.
Desculpou-se pela parede quase amassada e foi ajudar a carregar as mesas.
Quando se virou, estava sorrindo. E InuYasha não chegou a perceber, mas Kagome sorria também.
