Greg chegou animado pro seu turno fora do diurno.

Nick estava pegando alguma coisa no armário.

Quando Greg olhou para ele, curioso.

GS: O que tá fazendo aqui tão cedo?

NS: Ganhei uns ingressos e tinha colocado no armário daqui. Só fui lembrar horas depois.

NS: Então, Como foi lá com Sara?

GS: Eu vi Grissom entrando no apartamento enquanto eu tava saindo.

NS: Ela ainda tá brava com ele?

GS: Com certeza! Eles provavelmente estão brigando agora. Coitada da Sara.

NS: Coitado do Grissom, Eu não queria ser ele nesse momento.

Ela sussurrou no ouvido de Grissom várias vezes o quanto o amava e faria qualquer coisa por ele e pra ele.

Com o passar do tempo eles diminuíram a velocidade...

Depois descia pra morder o lobo do ouvido e depois foi descendo pelo já suado pescoço.

A pele dela era tão branca e macia.

Ele colocou a mão na cintura dela descendo, apalpando consideravelmente sua parte de trás.

Ela gemeu nessa hora. Depois colocou suas mãos cada uma em uma parte dos quadris.

Ela sabia o que vinha a seguir.

Ele colocou as pernas que estava segurando mais abertas o possível em volta do seu quadril.

Eles estavam completamente sem roupas nesse ponto...

Ele deslizou um dedo no clitóris dela.

Ela suspirou perto do seu ouvido.

Dessa vez ele colocou o segundo.

Ela gemeu alto dessa vez.

GG: Tão maravilhosa... Eu te amo.

SS: Eu te amo também...

Ele deu um impulso bem devagar. Penetrou nela.

Ele foi devagar porque ele queria que isso simbolizasse o quanto ele se importava com o estado dela e como estava se controlando.

Porque ela sabia que Grissom costumava a pegar pesado...

Ou melhor dizendo. "Enfiar" Sempre fora carinhoso. Mas dessa vez era demais.

Queria sentir a pele dos músculos dele em cima de seus seios, mas isso não significava que não haveria uma pequena competição antes disso.

Ela fez uma força enorme pra poder conseguir ficar por cima.

Ele olhava pra ela com um olhar de admiração enquanto "brigavam" para conseguir ficar em cima um do outro.

Quase como em uma dança.

Eles tinham uma sincronia única.

Grissom ficou de novo por cima, dessa vez colocando mais peso sobre Sara. Deixando ela incapaz de se mover.

Não por causa da força bruta. Ambos sabiam disso. Era todo o simbolismo.

Significava que ele estava lutando por ela. Com ela.

Para ficar do jeito que ele sabia que ela gostava.

Quando ele penetrou completamente em Sara.

Grissom começou a se movimentar junto com Sara...

Ela deu um gemido duplo acompanhado por ele.

GG: Está machucando?

SS: Não, está maravilhoso. Continua por favor, Não para!

Grissom agarrou mais ainda o travesseiro dela e apertou pra tentar penetrar mais...

Ela queria o mesmo... Grissom era grande em todos os aspectos.

Eles ficaram naquela dança por um bom tempo... O orgasmo depois de um parto recente.

Era difícil, mas Grissom sabia o que fazer. Eles gozaram quase ao mesmo tempo. Sara um pouco antes.

GG: Eu senti sua falta.

Disse finalmente repousando nos seios dela.

Ela acariciou o cabelo dele aí ele lembrou de sair de cima dela. Ele tirou devagar fazendo o corpo todo dela tremer.

Grissom deitou do lado dela.

Eles se olharam com aquele tipo de brilho de agradecimento e curiosidade.

Que eram ditos sem uma palavra ser trocada.

Com os olhos ofuscados de tanto prazer, quase molhados.

Transmitindo um silencioso gostoso e acalentador.

Sara foi a primeira a quebrar o contato. Olhou pra janela. Pensando que era a noite mais linda dos últimos tempos.

SS: Eu me senti. Como se eu fosse virgem de novo.

GG: Sexo depois do parto faz isso.

SS: Eu sangrei um pouco.

GG: Desculpa, eu não reparei. Teve episiomia?

SS: Não, foi natural mesmo.

GG: Os testes dele?

SS: No hospital, eles fizeram todos os primeiros exames e no dia seguinte eu levei ele no pediatra que também garantiu que estava tudo bem.

Ele estendeu o braço e colocou em baixo da cabeça dela.

Ela se aconchegou ali. Grissom tinha braços fortes, era como um travesseiro.

Aí desceu a mão até ombro de Sara que ele sabia que eram facilmente estimuláveis.

Não totalmente sexual. Mais como carinho.

Ela rolou até descansar no peito dele.

GG: Quer o seu anel de volta?

SS: Eu joguei pela janela, lembra?

GG: É, mas eu peguei de volta.

SS: Isso não resolve as coisas.

GG: Resolveria muita coisa pra mim. Quando você me deixou. Eu fiquei um mês sem mal sair da cama.

SS: Eu chorei os primeiros quatro meses todo santo dia.

SS: Sinto falta do Hank.

GG: Ele sente a sua também. Eu tive que contratar uma dessas empresas que cuidam dos cachorros enquanto as pessoas viajam só pra não deixar ele sozinho.

SS: Porque não o trouxe?

GG: Com o bebê vindo pensei que ele podia atrapalhar.

SS: Não atrapalha.

Eles ficaram calados. Não era um silêncio constrangedor. Era gostoso.

GG: Como isso tudo aconteceu mesmo?

SS: Eu pensei que você tinha dormido com aquela...

SS: Com aquelazinha.

GG: Ela é uma pessoa muito legal. Eu realmente queria vocês duas amigas.

SS: Pra um dia você inocentemente sugerir um ménage?

GG: Escuta Sara. Eu sei que você tá brincando. Mas tem uma parte sua que eu sinto que nunca mais vai confiar em mim.

GG: Eu não quero que se sinta desse jeito. Você é minha mulher, se você quiser... Mesmo nós dois sendo só amigos. Eu. Eu paro de ver Heather.

SS: Você faria isso?

GG: Sim.

SS: Eu nunca poderia pedir isso.

GG: Não entendo.

GG: Isso significa que você não vai ficar tão ciumenta? Que você me perdoa?

SS: Sim, Grissom. Eu te perdôo... Provavelmente perdoaria mesmo se tivesse traindo.

GG: Como?

SS: Tive contato com uma realidade diferente... Agora eu não estou sendo tão maniqueísta sobre as coisas.

SS: Se esse relacionamento vai funcionar eu não posso impedir você de ter suas amizades. Aliás, eu tenho algumas novas também.

GG: Quem?

SS: Uma moça que eu conheci em um parque... Ela ficou comigo durante o parto e depois.

GG: Eu queria ter estado lá.

SS: Eu queria você lá. Essa moça. Ela vai ser Madrinha do Jesse.

GG: Ah... Você já registrou?

SS: Não. Tava esperando você pra discutir a questão do sobrenome.

GG: Bem, já que você escolheu o primeiro, ele podia ficar só com 'Grissom'.

SS: Jesse Grissom. Parece nome de... Padre?

GG: Minha mãe ia ficar tão orgulhosa.

SS: Eu queria passar meu nome pras outras gerações.

GG: Quer colocar Sidle também?

SS: Sim!

GG: Como ficaria, Jesse Sidle Grissom ou Jesse Grissom Sidle?

SS: Definitivamente Jesse Sidle Grissom.

E assim as semanas se passaram. Sara ganhou um anel de noivado novo.

Grissom disse que era uma nova fase da vida deles.

Merecia um anel novo.

Ela ia argumentar que isso era bobagem. Mas aí lembrou que podia fazer algo com seu anel antigo.

EA: Você sumiu. Conta as novidades.

SS: Grissom e eu voltamos.

EA: Sabia que isso ia acontecer.

Sara passou um papel pra ela.

EA: O que é isso?

SS: Eu falei com um amigo meu em Columbia... Depois que eu mostrei suas notas antigas ele decidiu te dar uma bolsa.

EA: Sara, isso é incrível. Mas... De quantos por centos?

SS: 100%

EA: Sério?

SS: Sério! Você pode falar pra sua mãe. Tenho certeza que ela adoraria tomar conta dessa menininha que está na sua barriga enquanto você termina a faculdade. É somente um semestre.

Esther abraçou Sara bem forte.

EA: Eu vou poder ser uma advogada e dar uma vida decente pra minha filha sem precisar mendigar pro meu ex. Você é a melhor amiga que alguém pode ter... E eu espero que um dia nossos filhos procriem juntos.

SS: Hã?

EA: Ok... A última parte era brincadeira, mas é sério... Você é a melhor amiga que alguém pode pedir.

SS: Você segurou minha mão no momento mais doloroso da minha vida.

EA: O parto?

SS: Bem, eu estava falando metaforicamente sobre o meu término com o meu ex futuro marido, mas sim... Isso é mais uma coisa.

Esther nunca soube. Mas Sara tinha pago o último semestre com o dinheiro do seu antigo anel. Mas tinha falido a pena.

Parte inferior do formulário

Emily nasceu muito magra, teve que ficar mais tempo na incubadora.

Ganhou de presente da madrinha um conjunto de calças jeans.

EA: Ela só vai conseguir usar isso

SS: Eu comprei o número errado porque Jesse nasceu tão enorme que eu pensei...

Ela percebeu Esther estava quase chorando.

SS: Desculpe, eu esqueci... Emily vai ganhar peso. Você vai ver.

EA: Eu não queria ela, Sara! Isso é castigo.

SS: Não. Não existe esse tipo de coisa.

SS: Se você já sentiu medo e insegurança e até raiva...

Sara chegou perto dela. Esther parecia frágio, insegura. Vestia a camisola do hospital.

Com olheiras profundas embaixo dos olhos e o olhar perdido e confuso.

Ela segurou sua mão. Do mesmo jeito que ela tinha feito tantas vezes quando Sara precisava de ajuda.

Durante o parto. Durante noites de insônia e pesadelos.

SS: Tenho certeza que não diminui o quanto como a ama agora e como você vai ser uma boa mãe e futuramente advogada.

EA: Você só diz isso porque é uma boa amiga.

SS: Eu só vou embora mês que vem.

EA: Sério?

SS: Eu falei com Gil que eu precisava ver minha afilhada ganhar peso antes de ir embora.

EA: Tem certeza que vai abrir mão de um mês em Paris só pra ficar ao lado de uma pessoa como eu?

SS: Você é uma mulher incrível, Esther. Nunca se esqueça.

SS: Quando você poder segurá-la... e colocar ela perto do seu coração. Pele contra pele.

SS: Não vai ter pensamento racional que vai vencer esse amor incondicional que nós temos pelos nossos filhos.

Esther estava fraca e com os pontos da cesariana doendo, mas conseguiu se deslocar o suficiente para abraçar Sara.