Capítulo 4: Algo Deixa Meu Peito Acelerado

Alguns dias depois, Rachel chegou em casa dos ensaios esperando que Quinn estivesse no apartamento. Quinn não saia muito, a não ser pra levar Barnaby pra passear ou pra buscar comida, e Rachel meio que gostava de ter alguém esperando-a em casa quando ela chegava. Ela gostava do fato que ela estava dormindo realmente bem durante a noite, porque Quinn estava se juntando a ela, quieta e timidamente, com Ursinho Pooh ao lado dela. Rachel achava que era uma solução que beneficiava as duas, portanto era a coisa mais lógica e prática a se fazer.

Quando ela passou pela porta, seus olhos pousaram em Quinn sentada na bancada de café da manhã, enchendo a cara do que pareciam ser cookies de pasta de amendoim. Quinn olhou na direção de Rachel; ela agora frequentemente mantinha contato visual, o que Rachel apreciava, por que sério, quem não apreciaria?

Ela bagunçou o cabelo da loira quando passou por ela, e Quinn abaixou a cabeça como sempre fazia, tentando engolir o cookie. Ela parecia animada, e Rachel esperou pacientemente com um sorriso no rosto.

"Rachel."

Rachel riu. "O que foi, Quinn?"

Quinn parecia não conseguir conter o próprio sorriso. "Eu fiz cookies veganos de pasta de amendoim pra comemorar."

Rachel levantou as sobrancelhas em surpresa. O maior esforço culinário que ela vira Quinn fazer foi colocar leite na tigela de Froot Loops. Rachel olhou para o prato. Só quatro cookies sobraram.

"Então, você comeu, o quê, uns doze, antes de eu chegar em casa?"

Quinn ficou vermelha mas continuou sorrindo. "Bom, você estava demorando." Ela se defendeu, colocando o prato na frente de Rachel. "E eu sou uma confeiteira tão boa que não deu pra resistir."

Quinn acabara de fazer uma piada? Ela tinha acabado de se fazer de convencida? Ah, bom, ela estava começando a pegar as manias de Rachel.

Rachel pegou um dos cookies pra dar uma mordida. Santa mãe de Deus, o gosto era angelical. Quinn abriu um largo sorriso ao ver a expressão de Rachel, que só tentava manter uma cara menos orgasmática possível.

"Você disse que esses cookies eram pra comemorar?" ela perguntou. Quinn assentiu, sorrindo com a boca aberta. Rachel a estudou por um momento, também sorrindo. Ela sabia que Quinn estava esperando que ela perguntasse, mas ela esperou. Ela se virou, agindo como se fosse para o quarto, e Quinn fez um barulho de protesto.

Rachel virou de volta, uma expressão inocente no rosto. Quinn estava mordendo o lábio inferior e Rachel não conseguiu mais resistir.

"O que estamos comemorando, Quinn Fabray?" Rachel colocou o prato de cookies na bancada. Ela tendia a se animar um pouco demais com comemorações e não queria que o prato de cookies acabasse virando o jantar de Barnaby.

"Eu consegui um emprego."

O rosto de Rachel se iluminou ainda mais. "Você conseguiu um emprego?"

Quinn riu e assentiu com a cabeça. "Num abrigo pra cachorros, a alguns quarteirões daqui. Eu vou alimentá-los e passear com ele e-"

Quinn foi interrompida com Rachel a envolvendo com os braços. Ela enrijeceu um pouco, mas Rachel não deixaria ninguém rejeitar um 'abraço ao estilo Rachel Berry'. Quinn cheirava a ursinhos de goma.

"Isso é ótimo." Ela disse grudada ao pescoço de Quinn, depois se afastou.

"Quinn!"

O sorriso de Quinn diminuiu um pouco, mas ela não teve chance de responder.

"Você sai e arranja um emprego e eu fico toda orgulhosa e feliz por você, e você me deixa quatro cookies pra comemorar! Isso não é aceitável." Rachel colocou as mãos na cintura. Ela não estava de brincadeira. Quinn a observou, um pouco entretida, um pouco com medo.

"Hmm, a gente podia fazer mais..." Ela sugeriu timidamente. Rachel a encarou por um segundo, antes de pular pra cima e pra baixo batendo as palmas das mãos.

"Isso! Aí vai ser ainda mais divertido! Você pode me mostrar como fazê-los! Deus," Rachel parou de pular pra respirar. Ela sentia os olhos encherem de lágrimas; o corpo dela era dramático demais para o próprio bem. "estou tão orgulhosa de você."

Claro, ela conhecia Quinn por, tipo, uma semana, mas era simplesmente impossível não amar essa menina. Ela sabia que Quinn tinha problemas com pessoas, e o fato que ela saiu e arranjou um emprego, um emprego no qual ela trabalharia com cachorros o dia inteiro, Deus... Rachel simplesmente não conseguia se conter.

"O quê, não, Rachel não- não chora." Quinn agora parecia perturbada. Rachel acenou vagamente com as mãos; ela queria dizer, 'não, estou bem, só estou tão feliz' e esperava que o gesto improvisado transmitisse a mensagem.

Quinn levantou e moveu os braços como se fosse abraçar Rachel de novo, mas pareceu decidir contra, e ao invés disso, olhou para o chão. Rachel riu e envolveu os braços ao redor de Quinn.

Quinn a segurou por um minuto, até que Rachel se afastou com um enorme sorriso no rosto.

"Deus, se controle, mulher." Quinn disse com um pequeno sorriso. Rachel riu e foi pra cozinha com o prato de cookies.

Três horas depois, elas estavam deitadas no sofá, pratos de cookies de pasta de amendoim e de chocolate na mesinha de centro. Rachel não podia culpar Quinn por ter comido todos aqueles cookies antes, vendo que ela mesma estava no décimo quarto cookie de chocolate no momento. A cozinha estava uma zona; Barnaby havia ficado branco depois de uma guerra de farinha, mas as mãos de Quinn estavam paradas no colo da loira e no rosto dela havia um sorriso simples e contente estampado. No momento, isso era tudo que importava para Rachel.

~ooooooo~

"Wake me up before you go-go

'cause I'm not plannin' on goin' solo

Wake me up before you go-go

Take me dancing tonight

I wanna hit that high"

Rachel dançava pela cozinha, cantando com a espátula na mão e tentando manter aquele "high" pelo maior tempo possível. Ela viu Quinn andando, ou tropeçando de um modo ligeiramente sonâmbulo pra fora do quarto de Rachel, e acenou pra ela com o utensilho que tinha na mão.

Quinn piscou os olhos antes de andar até a bancada de café da manhã e deitando a cabeça nos próprios braços. Rachel parou de cantar e afanou o cabelo loiro.

"Você tá bem?"

Quinn levantou a cabeça e assentiu, corando um pouco. "Você mandou o Barnaby me acordar? Ou ele simplesmente, tipo, faz isso...?"

Rachel virou de costas pra Quinn, incapaz de esconder o sorriso culpado. Ela não havia dito pro Barnaby 'vá acordar Quinn'. O cachorro não era tão esperto, ela simplesmente apontou para o quarto e saltitou animada, dizendo o nome dele repetidamente. Aparentemente, ele entendeu a mensagem, já que Quinn estava acordada.

"Café da manhã, Quinn?"

Quinn provavelmente estava com sono demais pra notar que Rachel ignorou completamente a pergunta.

"Hm, eu vou comer sobra de pizza."

Rachel se virou e lançou um olhar descontente. Quinn hesitou.

"E... Lucky Charms?"

"Quinn Fabray! Você não pode começar seu dia com essa comida nojenta! Aqui, eu vou incrementar meu omelete. Você gosta de cebola?"

Quinn torceu o nariz e Rachel revirou os olhos.

"Use suas palavras, Quinn." Rachel disse, parcialmente brincando.

Os olhos de Quinn encontraram os de Rachel, e as mãos da loira começaram a brincar com as chaves que estavam na bancada. " Não, eu não gosto de cebola. Nem pimenta... E eu sou alérgica a nozes. Não que você fosse colocar nozes no omelete, só pra referências... futuras."

Rachel sorriu para Quinn, satisfeita com a resposta. Ela se virou e ouviu o tilintar das chaves parar ao fundo. Ela olhou por cima do ombro e piscou para Quinn, cujas orelhas ficaram escarlate, e voltou a cantar o hit de Wham, Wake Me up before You Go-Go.

Infelizmente, Rachel estava no segundo verso quando a voz dela falhou. Ela congelou e fechou a boca de uma vez. Imediatamente ela se virou e olhou pra Quinn, que a observava intensamente. Ela obviamente não sabia qual era a gravidade da situação. Sério, a voz dela havia falhado.

Rachel sussurrou, para que a situação não ficasse ainda pior do que o desastre em que se encontrava. "Vai ficar tudo bem. Foi só uma arranhada. Eu não preciso ir a um médico. A estréia do show é só daqui duas semanas e eu não estou nem ficando doente. Eu vou pegar leve no ensaio hoje e amanhã, e tudo vai ficar bem."

Quinn parecia estar um pouco ansiosa agora, observando Rachel cuidadosamente. Ela assentiu conforme a outra falava. Rachel virou quando ouviu o omelete chiar na panela, tirou do fogão e o dividiu em dois pratos.

Ela colocou um na frente de Quinn. "Obrigada." Quinn disse gentilmente.

Rachel nem tentou sussurrar dessa vez. Ela apenas mexeu a boca respondendo "de nada" depois voltou a comer o café da manhã enquanto Quinn a assistia. Os pais e amigos e colegas de quarto de Rachel sempre diziam que ela ficava um pouco psicótica quando estava doente, então ela pensou que a melhor coisa a fazer no momento seria ignorar qualquer possível problema. Pensamento positivo era a melhor forma de agir.

Quando foi hora de sair pro ensaio, Rachel juntou as coisas, ficou em pé ao lado de Quinn, olhando pelo apartamento procurando algo que pudesse ter esquecido. Ela virou para dizer, ou mover a boca, tchau para Quinn quando a loira a surpreendeu com um abraço. Tanto Rachel quanto Quinn foram pegas de surpresa com o gesto impulsivo, e Rachel mal havia colocado os braços ao redor da outra quando Quinn se afastou. Ela estava vermelha e os olhos vagando pela sala. Ela parecia não acreditar que tinha feito aquilo.

"Bom ensaio." Quinn murmurou.

Rachel sorriu calorosamente para ela. "Tenha um bom dia no trabalho." Ela sussurrou. "Eu te mando uma mensagem mais tarde."

Quinn assentiu e sentou de novo, brincando com as chave. Rachel a observou; depois pegou o chá de limão e mel e foi embora. Pensamento positivo, Rachel. Você não vai ficar doente.

~ooooooo~

Obviamente, no dia seguinte Rachel foi mandada pra casa pelo diretor do ensaio. Não é como se ela não estivesse esperando por isso quando ela sentiu como se os pulmões estivessem afogando e tivesse ácido na garganta. Pela primeira vez desde Quinn começou a se juntar a ela, ela não conseguiu dormir de noite. Esse foi o motivo pelo qual ela saiu uma hora antes pra trabalhar, antes mesmo de Quinn acordar, esperando que um pouco de ar fresco pudesse ajudar. Infelizmente, o aplicativo de tempo do celular mentiu de novo e ela acabou congelando.

Então, agora ela estava sentada no chão da cozinha. Ela abandonou o sofá depois de levantar repetidamente pra buscar água e lenços. Agora, Rachel estava simplesmente cansada demais pra se mexer. O chão estava agradável; gelado nas pernas. Ela ouviu a porta da frente abrir e fechar. Quinn provavelmente se surpreenderia ao vê-la em casa tão cedo, então ela soltou um gemido para que a outra soubesse que ela estava presente.

Quinn apareceu na cozinha no momento seguinte. Ela parecia entretida e depois preocupada quando viu o estado em que Rachel se encontrava. Rachel apenas a mirou com olhos turvos, fazendo bico com a boca.

"Eles me mandaram pra casa." Ela murmurou, encostando a cabeça na lava-louça. Barnaby sentou ao lado dela; ele realmente parecia complacente. Rachel ficaria grata pela bondade dele, se ela não estivesse convencida que estava morrendo.

Quinn parecia que não tinha ideia do que fazer, mas os olhos cor de avelã estavam muito preocupados. Ela bateu os dedos na calça algumas vezes antes de dar um passo pra frente e ajoelhar na frente de Rachel.

"Por que você está sentando no chão? Na cozinha?"

"Eu não sei!" Rachel choramingou penosamente. Quinn estremeceu.

"Hm..." Quinn pensou por um momento, depois se aproximou mais. "Vamos te- quer dizer, posso- eu posso te colocar no sofá?"

Rachel assentiu com a cabeça e Quinn a levantou cuidadosamente. Aparentemente ela deslocou todo o fluído que ela estava mantendo nos pulmões, e Rachel acabou tendo um ataque de tosse. Quinn apenas afagou as costas dela carinhosamente até que o ataque parasse, e ajudou Rachel a ir para o sofá. Rachel observou Quinn enrijecer e morder o lábio; os olhos vagando pelo apartamento. Ela estava batendo os dedos na calça novamente.

"Você está bem, Quinn." Rachel conseguiu dizer. Ela observou os dedos da loira pararem de mexer, mas estava cansada e desconfortável demais para se sentir confusa quando Quinn deu a volta e entrou no quarto. Rachel suspirou, ou tentou. Ela acabou fazendo um barulho estranho e passando o braço pelo nariz vermelho.

De repente um cobertor foi enrolado ao redor dela. Ela registrou que era confortável e quente, e que tinha girafas verdes desenhadas, e sorriu. Um minuto depois Quinn colocou uma caneca fumegante na mesa de centro, junto com uma caixa de lenços e um livro de colorir e giz de cera. Rachel tentou levantar a sobrancelha, e Quinn percebeu e corou.

"Eu gosto de colorir quando estou doente." Ela disse simplesmente, antes de sair de novo. Rachel riu, e depois percebeu que doía mais do que qualquer coisa que ela tivesse experimentado, e parou abruptamente. Quinn voltou novamente e sentou na mesa de centro na frente de Rachel.

Ela segurava um filme que não era da Rachel, Chitty Chitty Bang Bang (O Calhambeque Mágico), e sorriu.

"Hm, você provavelmente já viu. Mas é sobre um carro voador super legal e é uma história de aventura super divertida... E tem um cachorro fofo... E Dick van Dyke."

Rachel sorriu o melhor que pôde. É claro que ela tinha visto, ela era Rachel Berry e esse era um musical. Por esse motivo ela assentiu com a cabeça entusiasmada quando Quinn gesticulou para o aparelho de DVD.

Depois Quinn ergueu o urso, envergonhada e mordendo o próprio lábio, as orelhas ficando vermelhas. Rachel abriu os braços fracamente, fazendo um bico.

"Ursinho Pooh." Ela choramingou. Quinn sorriu e entregou o urso a Rachel. Ela o abraçou apertado e se enroscou com ele debaixo do cobertor. Ela fechou os olhos quando Quinn hesitantemente estendeu a mão e tirou o cabelo moreno da testa dela. A última vez que alguém tinha cuidado dela quando ficara doente, fazia alguns anos, e era o Noah... E não era tanto "cuidar dela", tanto quanto "aparecer para abastecer a geladeira dela e certificar-se que ela ainda estava viva."

Quinn se acomodou do outro lado do sofá, e Rachel automaticamente colocou os pés no colo da outra mulher. Ela os contorceu em protesto quando Quinn começou a batucar neles com os dedos. Barnaby deitou na frente do sofá; Rachel esperava que ele pulasse no colo de Quinn, mas aparentemente ele decidiu ser leal hoje. Pelo menos uma vez.

Depois de uns dez minutos, Rachel adormeceu, com o rosto colado no urso de Quinn. Ela acordou algumas horas depois pra perceber que aimeudeus está tão quente aqui. Ela resmungou e jogou o cobertor no chão. Quinn, que Rachel percebeu ainda estar presente, não disse nada; ela simplesmente pegou o cobertor, dobrou e colocou em cima da mesa de centro.

"Você conseguiu dormir um pouco." Quinn disse calmamente.

"Eu não preciso dormir, eu preciso da minha voz." Ela resmungou. Deus, ela havia se tornado uma criança irracional. "Desliga a TV." Ela gemeu. Rachel conseguia ouvir a música do filme ao fundo, e se isso não fosse algo que ficasse na cabeça e te levasse a loucura, bom, nada seria.

Quinn obedeceu. Os olhos de Rachel estavam fechados, então ela não conseguia ver a Quinn, mas a música parou.

"Você quer ir pra cama?" ela ouviu uma voz suave perguntar, e assentiu em resposta, mas não se moveu para se levantar.

"Eu posso- tudo bem se eu te carregar?"

De novo, Rachel assentiu. Ela agarrou Ursinho Pooh ainda mais forte ao sentir braços embaixo dos joelhos e costas, e depois virou o rosto para o calor com cheiro de urso de goma que era Quinn. Quinn a deitou na cama, com remédios, pastilhas pra tosse e lenços, depois foi até a porta.

"Hm, boa noite Rachel." Ela disse quietamente.

Rachel franziu a testa, com o rosto no travesseiro. Ela realmente não tinha ideia do que estava acontecendo no estado delirante em que ela se encontrava e, deusdocéu, ela estava congelando.

"Onde você está indo?" ela estendeu o braço e tentou movê-lo um pouco antes de abaixá-lo por exaustão. "Você dorme aqui." Rachel murmurou.

Silêncio absoluto pairou por um minuto, e então Rachel ouviu barulho antes das luzes serem apagadas e o outro lado da cama ceder. Ela conseguia ouvir Quinn mexendo as mãos, batucando.

"Quinn." Rachel suspirou e virou. Santo Deus, ela estava com tanto frio. Ela queria o cobertor de girafa de volta. Ele a fazia se sentir feliz. Ao invés disso, Rachel delirantemente se enrolou em Quinn, agarrando a camiseta dela em busca de calor.

Ela sentiu Quinn enrijecer, e levou pelo menos cinco minutos deitadas ali, mas finalmente os braços de Quinn envolveram Rachel e ela se sentiu aquecida novamente. Quinn a puxou para mais perto e Rachel conseguiu cair no sono, ciente de que a respiração dela parecia o barulho de uma escavadeira, mas sem ligar pra isso, porque Quinn tinha um cheiro doce.

Rachel acordou na manhã seguinte, bom, começo de tarde, em uma cama vazia. Ela chegou a essa conclusão movendo o braço e esperando que ele batesse em alguma coisa; o que não aconteceu, mas um barulho vindo da porta chamou a atenção dela. Rachel levantou a cabeça e viu uma figura na porta; a vista dela estava tão embaçada que poderia ser um monstro marinho. Mas o monstro falava.

"Eu preparei uma tigela de frutas pra você." Quinn disse suavemente, antes de levantar o queixo dela e avançar para frente. "Você precisa comê-la. Agora... Por favor."

Rachel sentou e esfregou os olhos, e registrou que, apesar do nariz ainda estar escorrendo, a garganta não estava mais doendo. Ela focou em Quinn, que ainda estava em pé ao lado da cama, tigela na mão estendida, boca um pouco aberta e esperando uma reação.

Rachel sorriu devagar e pegou a tigela. "Obrigada, Quinn." Quinn suspirou aliviada.

"Você se sente melhor?" Os olhos cor de avelã estudavam o rosto dela, e a mão de Quinn estava estendida, agora tentando melhorar o estado 'acabei de acordar' do cabelo de Rachel.

"Me sinto. Ainda um pouco... congestionada." Rachel olhou pra cima enquanto Quinn retirava a mão de seu cabelo. "O que você comeu de café da manhã?"

Os olhos de Quinn focaram o chão. "Hm,"

Rachel levantou uma sobrancelha.

"Eu te fiz cookies pra te animar, então eu comi..."

"Você comeu uma dúzia de cookies de café da manhã." Rachel estabeleceu, tentando esconder o sorriso com um pedaço de melão.

"Não!" Quinn proclamou, olhos brilhantes encontrando os de Rachel." Eu os guardei pra você. Eu comi... as sobras da massa..." ela continuou e terminou com as sobrancelhas franzidas.

"Meu Deus, Quinn! Você não pode comer massa de cookie de café da manhã! Isso é ridículo!"

"Eu gosto." Quinn disse com um pequeno sorriso. "É ainda melhor que os cookies."

Rachel revirou os olhos. "Vai fazer você ficar doente. E aí eu que terei que te dar o Fofinho de três pernas pra dormir e aí você vai virar a preferida do Barnaby de novo. E eu não lido muito bem com vômito; eu começo uma reação em cadeia."

Quinn parecia castigada o suficiente andando de um lado pro outro, estalando o elástico de borracha no pulso.

Rachel acenou para que ela se aproximasse com um sorriso acolhedor. "Agora, me ajuda a acabar essas frutas, porque você provavelmente colocou, tipo, nove melões aqui, e eu não consigo comer sozinha."

Rachel poderia comer um melão sozinha qualquer dia.


Desculpem pela demora, eu planejava postar o capítulo antes de ir viajar no carnaval, mas acabou não dando certo e eu fiquei doente quando voltei de viagem. Então desculpem pelos prováveis erros. E obrigada a todo mundo que comentou. As chances de eu conseguir postar o capítulo 5 no Domingo são pequenas, mas não custa nada eu ficar dizendo pra mim mesma que vou deixar de ser preguiçosa e vou cumprir com os prazos que estipulei. De qualquer forma, boa semana pra todos.