Yosh! Consegui cumprir minha promessa! –nem acredita...-
Tenho que reconhecer... Esse capítulo me deu um pouco de trabalho n.n' Até porque minhas idéias estavam meio embaralhadas... Mas bem, isso é assunto do passado!
Eu gostaria muito de agradecer a: Na-san, Aurora Lynne, Rock's Leely, momotoko, - Yuuko - , Kimi Tsukishiro, Layla-angel, X-Anime.Doll-X, mfm 2885 e a todos que não mandaram review –pfft -.
Bem, o que está em itálico são notícias... E aqui eu estou colocando o passado do Gaara superficialmente, ok? Em um capítulo futuro eu o escrevo com tudo que ele tem direito n.nb
Eu gostaria de me desculpar pelos erros de português que deve ter nesse capítulo, mas eu tentei beta-lo, juro! Qualquer coisa estranha, me perguntem n.n'
Explicações básicas:
Retro-projetor é aquele aparelho que aumenta os textos na parede, pra usá-lo tem que estar escuro.
"..." – pensamento.
Ler no jutsu!
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Sua atenção
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"Nesta última sexta-feira, a esposa do dono de uma das maiores empresas do mundo, a Sabaku, faleceu depois de salvar a vida de seu filho caçula.
Testemunhas alegaram que a viram se atirando em frente a um carro que ameaçava atropelá-lo, conseguindo que a criança saísse com apenas alguns machucados, mas que ocasionou um forte traumatismo craniano fazendo com que ela morresse instantes após a chegada da ambulância.
O motorista do carro continha um alto teor de álcool no sangue, explicando o motivo de estar a mais de 80km/h em uma rua urbana.
A família Sabaku está desmoronada, o senhor Sabaku, agora viúvo, diz que não aceita a morte da esposa e que fará o possível para que o responsável seja devidamente punido.
A criança, que sobreviveu graças a coragem da mãe, se encontra no hospital na companhia de seus irmãos, em estado estável.
Essa é mais uma das vítimas de mentes retorcidas que andam pelas nossas cidades, essa mulher, um exemplo de coragem e amor, devia ser..." – a noticia continuava por mais alguns parágrafos, mas nada de importante se encontrava neles, apenas a indignação do escritor que tentava ressaltar a possível dor que a família devia estar sentindo naquela época, principalmente do viúvo.
Mas isso não passava de puro "puxa-saquismo", talvez vendo ai uma oportunidade para reunir certo prestigio com alguém tão poderoso, o repórter decidiu redigir uma matéria com mais de meia página mencionando apenas o caráter boa pessoa do ex-presidente da Sabaku... Enrolação na sua opinião.
Retirou a folha do retro-projetor, era até surpreendente que ela estivesse legível, afinal, fazia mais de dez anos que aquela notícia havia sido publicada.
Procurou em uma pasta qualquer por alguns minutos. Na escuridão daquela sala era quase impossível achar a reportagem certa, mas não desistiria! Olhou o relógio, faltava ainda uma hora e meia para a próxima consulta – "Sorte que a Tenten-chan desmarcou no primeiro horário..." – pensou enquanto colocava uma folha no aparelho, voltando-se para as letras aumentadas na parede.
"Hoje se completa duas semanas que o dono da maior empresa de eletro-eletrônicos foi dado como desaparecido.
A empresa Sabaku já conta com alguns dias sem seu verdadeiro chefe. O senhor Sabaku desapareceu misteriosamente em uma segunda-feira logo após o trabalho.
Ninguém possui informações concretas sobre esse acontecido. As últimas pessoas com quem o senhor Sabaku esteve dizem que não notaram nada estranho em seu comportamento, a não ser um aumento considerável em suas mudanças de humor.
Autoridades desconfiam que alguém da oposição poderia ter cometido essa atrocidade, em uma tentativa de se livrar da concorrência, mas nada está comprovado.
A família Sabaku se viu desestruturada novamente, não completando nem um ano de falecimento da senhora Sabaku, o patriarca foi obrigado a se afastar de seus três filhos, ainda menores de idade, que no momento se encontram sob os cuidados de seu parente mais próximo, o senhor Yashamaru.
A policia está aumentando os esforços para achar..."– apenas palavras que giravam em torno da mesma idéia eram apresentadas ao longo de mais cinco parágrafos. As pessoas realmente fazem qualquer negócio por um pouco de fama...
Anotou algumas coisas que julgou importante na caderneta que tinha em mãos, olhando ao redor logo em seguida, reparando pela primeira vez no aspecto do lugar onde se encontrava.
A falta de luz não ajudava muito, mas pôde distinguir várias estantes que cobriam praticamente toda a extensão do cômodo. Toneladas de livros e caixas empoeiradas, a maioria jogada de qualquer forma pelos cantos. Agora entendia o motivo daquela sala quase não ser utilizada...
Sentiu uma corrente de ar frio passar pela porta entreaberta, interrompendo seus pensamentos. O vento gélido o incomodava, mas não se arriscaria a fechar aquele objeto de ferro, ele poderia não abrir novamente.
Colocou a outra reportagem no retro-projetor.
"Ontem, por ordem direta do governo, foi dada a permissão para que Sabaku no Yashamaru pudesse ser o tutor oficial do que restou da família Sabaku.
Depois de quatro meses de buscas, a policia não conseguiu encontrar nenhuma possível pista do desaparecimento do ex-presidente da empresa Sabaku, considerando a possibilidade de que ele esteja realmente morto.
O governo autorizou que Yashamaru se tornasse o novo tutor dos três filhos do senhor Sabaku e conseqüentemente, o novo dono da empresa, concordando que se caso ele retorna-se, deixaria o cargo.
Nem todas as esperanças estão perdidas..." – escreveu mais algumas frases rapidamente em sua agenda enquanto trocava as folhas.
"Gaara-sama deve ter tido um passado muito triste..." – pensou fechando os olhos deprimido, foi quando se lembrou do horário – "Ainda tenho uma hora!"- disse a si mesmo observando o relógio.
"A escola "Konoha Kensei" somou ontem sete alunos desaparecidos apenas neste mês.
Testemunhas alegam que nenhum deles estava envolvido em gangues ou possuía inimigos perigosos, tornando quase inexplicável o desaparecimento repentino desses estudantes.
A segurança e o ensino da escola são um dos melhores do país, fazendo com que várias figuras importantes coloquem seus filhos neste colégio, inclusive o já reconhecido Sabaku no Yashamaru.
Os familiares se encontram desesperados com o sumiço de uma semana de seus filhos. A mãe de uma das vítimas aceitou dar algumas palavras..." – aquela era a academia onde o ruivo havia estudado... Era difícil de acreditar, mas de acordo com a data da notícia e de suas contas, as aulas tinham começado a apenas dois meses e sete estudantes já estavam desaparecidos...
Correu os olhos pelas letras aumentadas, tendo sua atenção atraída por um pequeno trecho da reportagem – "Alunos dizem terem visto Sabaku no Gaara conversando com os agora desaparecidos um dia antes deste fato acontecer, mas nada está provado..." – rabiscou mais algumas informações na caderneta, tentando organizar os novos pensamentos. Não sabia muita coisa sobre o passado de seu paciente e por isso precisaria ir mais a fundo – "Naruto-kun é um folgado... Tenho certeza que ele quase esqueceu de colocar a ficha do Gaara-sama na minha mesa..." – pegou a primeira folha de um monte desarrumado, colocando-a no retro-projetor.
"Sabaku no Gaara, estudante do reconhecido colégio "Konoha Kensei" e filho do ainda desaparecido dono da empresa Sabaku, foi detido ontem na delegacia após o sumiço de mais um aluno.
Alguns estudantes disseram ter visto Sabaku no Gaara conversando com Mayumi Karin horas antes de seu desaparecimento.
A família da aluna acredita que a culpa seja realmente dele, obrigando a policia a retê-lo, mas por falta de provas, Sabaku no Gaara só ficou detido por algumas horas, sendo liberado hoje pela manhã na companhia de seus irmãos e tutor..." - essas eram as passagens pela policia que Naruto se referia então... Eram realmente estranhas as atitudes do ruivo, mas na sua opinião, não o suficientemente suspeitas para prender uma criança!
Precisava se acalmar, aqueles fatos haviam ocorrido há anos atrás, e mesmo que quisesse, não poderia mudar o passado.
Voltou a escrever na agenda, muitas coisas não poderiam passar em branco, ainda que ainda não fizessem muito sentido naquele momento.
Trocou as notícias.
"O corpo de Sabaku no Yashamaru foi encontrado esta manhã por um grupo de amigos que faziam um passeio pelo bosque próximo a cidade.
O aspecto do cadáver comprova que fazia mais de cinco dias que fora abandonado de qualquer maneira sobre as águas do rio que passa pelos arredores da cidade.
Sabaku no Yashamaru estava desaparecido há mais de uma semana.
As autoridades dizem que é impossível descobrir o autor do crime devido as circunstâncias em que o corpo foi achado..." – mais uma morte na família Sabaku... Estava começando a achar que eles eram amaldiçoados... Sacudiu a cabeça levemente, afastando esses pensamentos sem cabimento.
Sentiu outra corrente de ar passando pela fresta da porta e acertando em cheio seu rosto, não soube o porquê, mas se arrepiou.
Decidiu que não era um bom momento para superstições e voltou ðesquisa.
"Sabaku no Temari chocou todos os habitantes do país com sua denuncia.
A nova tutora legal da família Sabaku revelou dias após completar 18 anos que seu irmão caçula, Sabaku no Gaara, foi o autor de todas as mortes em seu antigo colégio.
Ela alegou não ter dito antes por consideração ao irmão, mas que já não agüentava carregar um segredo como esse, deixando-o vir a tona em uma coletânea com várias redes nacionais.
O paradeiro de Sabaku no Gaara é desconhecido até agora, sabe-se que ele deixou a cidade horas depois da chocante notícia ser dita..." – trocou rapidamente as folhas, mesmo sabendo o final daquela história precisava conferir por si mesmo.
"A policia prendeu ontem durante a noite o assassino de mais de quarenta estudantes.
As autoridades revelaram que Sabaku no Gaara esteve refugiado em uma pequena cidade há 10 quilômetros da capital, sendo encontrado com o corpo todo coberto de sangue.
Os policias dizem que não houve sobreviventes na cidade onde o Sabaku esteve, e que suas últimas palavras antes de ser levado foram que era sua vontade ser preso...".
Lee encarava as frases que se apresentavam a sua frente, segurando com força a caderneta e uma expressão que não dizia absolutamente nada.
Abaixou a cabeça lentamente, começando a escrever outra vez em sua agenda com um pequeno sorriso na face.
- Gaara-sama é realmente muito forte... – sussurrou aumentando a curvatura em seus lábios.
Pelo que pôde ver, o ruivo perdeu muitas pessoas importantes durante a vida, e mesmo tendo achado o jeito errado de descarregar a dor, acabou se mostrando muito maduro quando se entregou por vontade própria a justiça. Apenas alguém de valor aceita todas as punições que lhe são impostas, e Gaara provou ser uma pessoa digna.
Um barulho encheu o cômodo.
Alarmado, o médico se voltou para a porta, procurando um possível vulto ou até mesmo um fantasma, mas só conseguiu ver uma estante que se balançava fracamente, como se algo tivesse empurrado-a de leve, ocasionando esse movimento – "Deve ter sido o vento..." – pensou suando frio. Aquela escuridão o incomodava demais... Era agonizante saber que não importava para onde focalizasse a vista, não conseguiria enxergar quase nada.
Empilhou todas as folhas de qualquer forma e colocou na primeira pasta que achou, só queria sair dali o mais rápido possível.
Desligou o retro-projetor, mas antes acendeu a luz da sala, embora ela não iluminasse direito nem o teto e falhasse de vez em quando. Sentiu-se em um filme de terror.
Pegou a agenda e saiu apressado do lugar, desligando a lâmpada e fechando cuidadosamente a porta.
Sua pressa para chegar ao consultório era tanta, que acabou não se dando conta de um par de olhos que o observavam atentamente desde uma confortável cadeira encostada em uma das paredes do hall.
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- Bom dia Lee! – exclamou alegremente a voz de Iruka do outro lado da linha telefônica.
- Iruka... O que você está fazendo ai na recepção? – perguntou o Rock enquanto abria preguiçosamente as cortinas de sua sala.
- Ora! Estou trabalhando! Por que?
- Porque você devia estar no hospital... – comentou um pouco preocupado.
- Hospital? Por que diz isso Lee?
- Você está me chamando pelo meu nome, só pode estar doente... – explicou calmamente.
- AH! É-é que... – não sabia o que dizer, era muita vergonha pra uma pessoa só! – Eu estou de muito bom humor! – e por isso decidiu esconder a verdade.
- Hmm... Se você diz... Iruka-san, você poderia me dizer quem é o próximo paciente?
- A senhorita Tenten desmarcou o primeiro horário certo?
- Sim... Ai eu tive tempo pra ir naquela sala...
- Ah sim! Bem, o próximo é Sabaku no Gaara... Mas não se preocupe, ainda faltam dez minutos até o horário dele!
- Ok – encarou todas as anotações que havia feito naquela manhã – Depois eu quero saber como foi o encontro com Kakashi-san! – cortou a ligação, deixando um Iruka muito vermelho congelado com o fone na mão.
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- Alô...?
- Bom dia Naruto! – gritou Lee pelo telefone.
- AH! Não grita! Eu acabei de acordar...
- Naruto-kun... Por que não me contou que Sabaku no Gaara perdeu tantas pessoas importantes durante a infância?
- Lee, você não lê jornal não?
- Onde eu morava não chegava nem água direito...
- Ah bem... Mas por que tanta preocupação? Ele matou muita gente...
- É, mas, perder os pais não é nada fácil... Além do mais, eu não acho que tenha sido culpa dele a morte dos dois! – disse enquanto folheava a ficha que o loiro deixou.
- Mas ele admitiu... – não estava com muito humor pra debater o tamanho da ficha criminal do ruivo, sem contar que precisava aproveitar o máximo possível do tempo restante daquela viagem, afinal, estaria de volta a maçante vida urbana em alguns dias.
- As notícias que eu vi não falavam isso...
- Mas você não disse que não leu os jornais?
- Sim, mas... – a voz mal humorada do outro o impediu de continuar a frase.
- Olha Lee... São 10 da manhã e eu preciso dormir por pelo menos 12h pra me manter bem durante o dia...
- 12...?
- Se quiser saber mais acho melhor tentar arrancar alguma coisa do próprio Gaara... Boa noite! – desligou o aparelho e voltou a se acomodar nas confortáveis cobertas.
- Mas a gente não precisa só de 8h pra recuperar as energias...? – indagou o médico encarando o telefone que começou a tocar – Sim?
- Senhor Lee, o louc... Digo paciente chegou...
- Kakashi-san, você chegou que horas?
- Há alguns minutos...
- Ah sim... – "A noite deve ter sido boa!" – riu baixinho ante tal pensamento – Pede pra ele subir, por favor?
- Pode deixar!
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Seus passos ecoavam pelo corredor deserto.
O dia não poderia estar mais perfeito. As nuvens cobriam quase totalmente o sol, fazendo com que a cidade se inundasse em sombras.
Os ruídos que chegavam a seus ouvidos não passavam dos que vinham da rua. Nenhum grito, nenhum choro, nenhuma risada... Realmente magnífico.
O branco das paredes transmitiam uma tranqüilidade enorme... Paz, igual aquele médico...
Era incrível como todos seus pensamentos no final paravam nele. Acabava se tornando até incomodo, já que não importava o que fizesse, sempre recaia naquela figura tão serena... O que ele tinha que chamava tanto a atenção?
Não sabia, mas não pôde evitar um pequeno sorriso de satisfação quando se lembrou do acontecido há alguns minutos atrás.
A sensação de ser o centro das atenções daquele psiquiatra era realmente confortável...
É, o dia não poderia estar mais perfeito.
- Pode entrar Gaara-sama! – disse a voz alegre de Lee do outro lado da porta quando o Sabaku deu alguns toques.
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Um homem de longos cabelos castanhos praticamente corria até o grande prédio a sua frente.
Estava nervoso. Mas como não estar? Depois de tanto tempo escondendo os sentimentos e jogando indiretas que nunca eram entendidas, resolveu que naquele dia abriria o jogo. Diria tudo o que sentia... Mas como?
Simplesmente chegar e falar "eu te amo"? Não teria coragem o suficiente... O amor era muito complicado para alguém que havia passado a vida inteira preocupado com sua própria vida.
Então como dizer? "Olha, faz um tempo que eu ando sentindo uma coisa por você e..." Nem pensar! O melhor seria "preparar o terreno".
- Bom dia Hyuuga-sama! – quem ousava interromper seus pensamentos? Ah... Era o recepcionista.
- Bom dia Iruka-san... – disse sem muita vontade, parando sua caminhada a alguns metros do balcão.
- Veio pra sua consulta com o senhor Rock? – perguntou sorrindo amavelmente e não se dando conta do quase invisível rubor que cobriu as bochechas do outro.
- Sim...
- Me desculpe, mas ele está com um paciente.
O Hyuuga estreitou os olhos.
- Quanto tempo ele vai demorar?
- Uns cinco minutos... – informou olhando o relógio de pulso.
- Eu demoro cinco minutos pra chegar lá... – falou em um tom irritado, se virando em direção ao elevador.
Não seria um paciente qualquer que o impediria de confessar seus sentimentos! Ele levou anos pra juntar coragem o suficiente para esse momento, e nada no mundo iria atrapalhá-lo! Talvez apenas o nervosismo...
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- Hmm? Nosso tempo acabou Gaara-sama... – anunciou Lee se levantando da cadeira com uma expressão triste – Vamos ver quando é sua próxima consulta! – aproximou-se da pilha de agendas e papéis em cima da mesa – "Achei que tinha arrumado isso...".
O ruivo fitava impassível o médico, mas dentro de sua mente vários pensamentos eram formados.
"Ele não parece abalado... Disse que eu sou forte... Sorriu naquela hora... Não sentiu medo... Tem um sorriso bonito... Por que é tão bom ser o centro das atenções dele...?" – todas as lembranças e análises daquele dia se chocavam na cabeça do Sabaku, desconectando-o da realidade por alguns segundos.
- Gaara-sama, você está bem? – indagou o Rock preocupado, e vendo que as íris água-marinha pousaram sobre si, sorriu.
"Esse sorriso... Eu quero pra mim...".
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- Que droga! O elevador quebrou! – falou um homem irritado que passava no mesmo corredor que Neji.
"Quebrou?" – pensou parando de andar – "Agora vou ter que usar as escadas..." - voltou para o salão principal com uma expressão que deixava transparecer um pouco de seu mal-humor.
Tudo parecia estar contra ele naquele dia! Ou talvez fossem apenas coisas de sua cabeça...
Começou a saltar os degraus, tentando acelerar o passo o máximo que podia, mas então se lembrou de algo muito importante.
Como dizer a Lee que o amava?
Não poderia ser muito seco como geralmente era, e precisaria agüentar pacientemente toda a inocência que sabia que o Rock mostraria... Mas esse era um dos motivos que o levaram a amá-lo...
Subiu mais um lance de escada.
O lugar mais apropriado para se confessar não era um consultório, tinha que ser um ambiente romântico e calmo, assim como um restaurante... Isso! Levaria o outro pra jantar, e aproveitaria essa chance perfeita.
"Só mais um andar...".
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- Vai ser amanhã no segundo horário – informou o moreno andando preguiçosamente até seu paciente – Certo Gaara-sama? – sorriu amavelmente, recebendo um leve menear de cabeça por parte do ruivo.
- Preciso ir... – se levantou do sofá, não deixando de observar discretamente o outro.
- Eu te acompanho! – se propôs a levar o Sabaku até a porta, não que fosse necessário, mas se sentia bem perto dele – Daqui alguns dias Naruto-kun vai estar de volta... – falou em um tom de voz baixo, mas alto o suficiente para que Gaara escutasse.
- Quando ele volta? – indagou estreitando inconscientemente os olhos.
- Hm?... Acho que segunda-feira... – "Minha voz é tão alta assim?" – pensou um pouco incomodado, abrindo a porta e deixando o ruivo sair primeiro.
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Seu coração batia de forma descompassada, como se a qualquer momento sairia pela boca e o impediria de chegar ao consultório... Ainda bem que eram apenas bobagens.
Já estava quase chegando, mais alguns passos e finalmente poderia por seu plano em ação. Conseguiu ver a silhueta de Lee no corredor. Os negros e brilhantes cabelos, a pele branca e desejável e... Um momento, quem era aquele que estava tão perto do médico?
Olhar vazio e cabelos vermelhos... Ah não, ele de novo? Qual era mesmo o nome? Garra...? Não era isso... Mas também não importava! Não fazia a mínima diferença se aquele ruivo demoníaco estivesse ou não ali.
- Bom dia Lee – disse muito próximo a orelha do outro.
- Ah! Bom dia Neji-sama... – já era a segunda vez em menos de uma semana que alguém chegava tão próximo assim de seu ouvido.
- Bom dia... – se dirigiu ao ruivo por pura educação, recebendo um olhar assassino por parte deste – Acho que já está na hora da minha consulta...
- É mesmo... – consultou o relógio de pulso – Desculpe Gaara-sama, mas... – o Sabaku já estava há alguns metros de distância – Tenha um bom trabalho Gaara-sama! – gritou acenando alegremente enquanto o ruivo se perdia entre os corredores -... Vamos entrar Neji-sama?
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Quem aquele imbecil pensava que era?
Ninguém tinha o direito de chegar tão perto assim de Lee! Principalmente alguém como ele...
Gaara andava lentamente pelo longo corredor, todas as pessoas que estavam em seu caminho acabavam se afastando para dar espaço a ele... Sentiam medo.
O sol começou a deixar que seus raios iluminassem timidamente a cidade, e o movimento começou a se tornar mais intenso.
De repente o dia se tornou um verdadeiro estorvo.
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As finas gotas de água golpeavam incessantemente a janela, ocasionando que o Rock tivesse de aumentar o som da televisão.
Fazia um pouco de frio, mas nada que não pudesse ser resolvido com chocolate quente e algumas cobertas...
O olhar negro pousou sobre o filme de aventura que passava as altas horas da noite, mas não o via realmente, seus pensamentos vagavam no pedido que havia recebido mais cedo.
Um jantar...
A primeira vista não era nada impressionante, mas vindo de Hyuuga Neji era.
O castanho nunca fazia um convite sem intenções por trás... Os anos que levava atendendo-o permitiam que afirmasse isso.
Mas, por outro lado, era apenas um jantar... Uma reunião entre amigos, nada para se preocupar. Então, por que não ir?
Um barulho persistente ressoava pelo cômodo, tentando competir com a TV e a chuva, e aparentemente ganhando.
Levantou-se procurando pelo autor dos ruídos, achando-o jogado de qualquer maneira no chão – "Meu celular!" – pegou o objeto e se deu conta de um fato interessante – "Três chamadas não atendidas... E todas de um número desconhecido..." – pensou voltando para o sofá – "Será que é da mesma pessoa que anda me ligando durante esses dias?" – fuçou pela agenda, mas nenhum dos números era igual.
- Quem será que é...? – sussurrou apertando o aparelho. A única maneira de saber era esperando pela próxima ligação, mas estava tão tarde... – Melhor deixar isso pra depois... – desligou a TV e foi pra cama.
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Terceira vez que sua chamada não era atendida.
A máscara impassível caiu, deixando ver o profundo ódio que aquela face escondia.
- Por que não atende? – perguntou em vão, estreitando os olhos esverdeados e jogando longe o celular.
Pelo menos não demoraria muito para amanhecer, e logo poderia ver aquele sorriso...
Tão puro, tão inocente... – "Tem que ser meu...".
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Yosh! Terminei! A última pessoa que aparece é o Gaara, ta? E sim! O Neji gosta do Lee! Mas eu o entendo... Quem não gosta de alguém tão kawaii como ele? n/n
A escola "Konoha Kensei" não é de minha invenção, é de uma fic muito boa chamada "Escola Feminina Konoha Kensei", da Na-san, então créditos a ela! Dêem uma conferida, vale muito a pena!
Este capítulo está dedicado a todo mundo que me mandou reviews! Todas elas foram muito encorajadoras... Muito obrigada gente! Mas eu devo ressaltar uma pessoa: Na-san! To com saudades de você! T.T
Eu vou me esforçar para melhorar essa fic! É uma promessa!
Semana que vem eu posto o capítulo cinco n.nb Mandem reviews, por favor!
Tchau no jutsu!
