O capitão Nelson olhava para a janela de sua sala atônito. A sexy morena de cabelos curtos que vinha fazendo o seu coração bater acelerado e sua gênia eram a mesma pessoa! Era por isso que ela tinha algo que lhe era tão familiar!
O que ela pretendia com aquilo? Brincar com ele? E por quanto tempo?
O capitão Nelson não era um homem rancoroso ou vingativo, muito pelo contrário. Desde que encontrou a garrafa de Jeannie na ilha, descobrira em si uma paciência e nervos de aço que não sabia que tinha. Aguentara na medida do possível todas as confusões que seus poderes mágicos lhe causaram, mas aquilo era o limite para ele; pois se tratava de algo sério, que eram seus sentimentos. Não via outra alternativa a não ser fazer com que ela sentisse o mesmo, dar-lhe o troco. Um sorriso meio angelical, meio diabólico pairou nos lábios do charmoso astronauta e ele se dirigiu para a porta da frente. Pegando as chaves, colocou uma delas na fechadura, fazendo muito barulho, para indicar que chegara. Rapidamente, Jeannie piscou-se de volta com roupa de harém rosa e os cabelos loiros, sumiu com o espelho e ficou aguardando que ele entrasse.
— Oi, Jeannie!
— Oi, Amo! Como foi o tênis?
— Foi ótimo!
— Você... Você pretende sair de novo hoje?
— Para falar a verdade sim. Roger e eu combinamos de ir ao clube para dançarmos e... Ver se encontramos alguém.
— A-alguém? — ela perguntou, tentando soar indiferente — Alguém especial?
— Sim, muito especial. — respondeu com aquela voz rouca que amolecia as pernas dela.
— Bem, com licença Amo. Irei me recolher mais cedo. Tenha uma ótima noite no clube com o capitão Healey!
Se transformando em fumaça, a gênia voltou para a garrafa comemorando, tamanha era a sua felicidade. Seu plano estava funcionando e maravilhosamente bem! Desta vez, tinha certeza de que não demoraria a ser a Sra. Anthony Nelson!
Piscando uma revista de moda em suas mãos, Jeannie folheou as páginas procurando por um modelito adequado para usar naquela noite. O capitão Nelson ficaria maluquinho por ela!
Logo a noite chegou e o capitão Nelson estava charmosíssimo e muito elegante. Pouco antes de sair, ele de despediu de Jeannie falando na garrafa, dizendo que tentaria não voltar muito tarde.
Assim que ele se foi, a gênia piscou, transformando-se ainda mais linda do que nos dias anteriores. E piscou, pensando no clube onde seu Amo e o capitão Healey estariam.
O local estava cheio de casais e grupos que queriam se divertir. O ambiente se encontrava pouco iluminado e a música agitada que soava foi substituída por uma balada bem romântica. Enquanto a canção tocava, ela ficou aguardando a chegada dele e não demorou muito para o vir entrando, porém sozinho. Quando seus olhares se encontraram, ela sentiu um frio na barriga. Ele estava maravilhoso e à medida que se aproximava, sentia o odor másculo que emanava de seu corpo e pôde constatar pela milésima vez o quanto estava apaixonada por seu Amo. Não havia no mundo outro homem como ele.
— Ora, que prazer encontrá-la aqui. — ele falou, tomando sua mão e a beijando.
— Olá, capitão Nelson! Me desculpe por não tê-lo encontrado na lanchonete do clube, é que...
—...Houve outra emergência com seu tio. Não há problema, afinal, um homem apaixonado é capaz de compreender qualquer coisa.
— Um homem apaixonado? — ela quis saber, com entusiasmo — Está querendo dizer que...
— Isso mesmo. Tem ideia do que está fazendo comigo? Não consigo pensar em mais nada a não ser você.
— Oh capitão Nelson, não imagina o quanto ansiei ouvir isso!
— E você não imagina o quanto ansiei encontrá-la. Aliás, vim aqui hoje com essa esperança. Quer dançar?
— Sim, eu adoraria! Mas...
— O que foi?
— Eu não sei dançar esse tipo de música.
— É só me observar, como da outra vez.
Os dois foram para a pista de mãos dadas e ele disse:
— Vou colocar a minha mão na sua cintura e com a outra, segurar a sua. Você coloca esta mão no meu ombro.
Ela obedeceu e nesse momento ele colou o corpo ao dela. Ambos ficaram muito próximos. Sentindo as pernas tremerem, ela conseguiu balbuciar:
— Vamos ficar assim?
— É como se dança esse tipo de música. A ideia não lhe agrada?
— Não, não é isso! É que... Bem, de onde eu vim os casais não costumam dançar desse jeito.
O capitão Nelson a conduziu com gentileza e a letra da música era linda, parecia traduzir tudo o que Jeannie sentia pelo seu Amo. Naquele instante pensou que iria sufocar, tanto era o amor que sentia.
Os dois continuaram abraçados até que, no verso final, o capitão Nelson a beijou e Jeannie se viu totalmente entregue. Foi o momento mais romântico de sua vida e ela sentiu seu coração flutuando. Não queria que aquilo acabasse nunca.
Continua...
