Era uma manhã qualquer enquanto todos na torre Stark se aprontavam pra mais um dia. Todo mundo estava ocupado quando Alissa percebeu que alguém estava faltando.
-Cadê o tio Steve? - Alissa perguntou para ninguém em particular.
Todos reagiram a sua pergunta, procurando por ele olhando para todos os lados.
-Eu não sei Alissa - disse Pepper.
-Será que ele está bem? - Alissa se preocupou.
-O capicolé? - Tony arquejou - não, tá tudo bem com ele.
-Tony - Pepper o alertou com a voz.
-Que é? - ele riu baixinho e se aproximou murmurando - às vezes é melhor deixar ele sozinho do que ficar forçando ele falar. Talvez Alissa saiba como ajudar.
Pepper sorriu para Tony satisfeita com sua compreensão pela situação de Steve.
-Eu vou ver onde ele está - Alissa se levantou com Alan logo atrás dela.
-Tio Steve? - Alissa bateu a porta do quarto do capitão enquanto Alan a olhava com expectativa. Nenhuma resposta.
-Talvez ele tá na academia - Alan sugeriu.
-Vamos lá então - Alissa suspirou.
Eles desceram um andar, onde os Vingadores treinavam suas habilidades. Assim que as portas do elevador se abriram, Alan e Alissa andaram para dentro, passando pelo corredor, olhando dentro de cada sala, até que um som fez
os irmãos Stark pararem e seguirem sua direção. Entraram em uma sala onde um saco de arei de boxe balançava sem parar e atrás dele estava um suado e cansado Steve, dando socos no saco.
-Tio Steve? - Alan chamou.
Steve parou o saco com as mãos e olhoy para o menino. Seu rosto cansado formou um sorriso.
-Oi ruivinho - Steve disse - aqui não é lugar pra criança.
-A gente não teria vindo se não tivesse sumido - Alissa cruzou os braços;
-Me desculpe por isso - Steve pareceu arrependido - mas que tal a gente voltar agora?
-Promete nos contar o que está acontecendo? - Alissa propôs.
-Prometo - Steve disse relutante.
Os três então foram para o andar de cima.
Steve e os irmãos Stark sentaram-se na cama do capitão em seu quarto. Ele se acomodou entre as crianças.
-E então? - Alissa começou - Por que você não tomou café e sumiu sem avisar ninguém?
-Hã - ele pensou numa resposta - eu só acordei mais cedo que todo mundo.
-Não foi só isso - Alissa disse gentilmente - Talvez não queira contar eu não quero te deixar triste.
-Tá tudo bem Alissa - Steve suspirou - Mesmo, se tem alguém que eu possa contar são vocês dois.
-Você teve um pesadelo tio Steve? - Alan se aproximou e deitou a cabeça em seu ombro.
-Mais ou menos Alan - ele respondeu e olhou pra frente com um olhar perdido - eu acho que não contei sobre a Peggy pra voces. Ela era uma agente e...
-Você gostava dela? - Alissa perguntou baixinho.
-Ela era sua namoradda tio Steve? - Alan perguntou espantado.
-O que? - Steve se assustou - não, eu não, eu... perdi o primeiro encontro.
-Porque você - Alissa pensou que isso tinha acontecido por causa do acidente que o fez ficar congelado quase 70 anos - Ah...
-E vocês sabem que eu trabalho como o tio Clint e a tia Tasha - Steve continuou pausadamente - e uma vez, eu... teve uma missão em que..
-Sim? - Alissa e Alan o olharam com expectativa.
-Eu... conheci a Sharon. Ela é sobrinha... da Peggy e eu pensei...
-Em convidá-la para sair? - Alissa deduziu - mas tem medo do que a Peggy pode achar?
-Exatamente - Steve concordou com olhos arregalados - como sabe...
-Eu me importo com você - ela sorriu.
-E eu também - Alan se incluiu.
-Sabe Alissa eu - ele suspirou - visitei a Peggy na casa de repouso onde ela está. Ela disse que eu devia continuar.
-Eu acho que devia convidá-la tio Steve - ela sorriu entusiasmada.
-Acha que ela aceitaria? - perguntou Steve - nunca convidei alguém ´ra sai e eu acho que... talvez Sharon seja... a garota certa.
-Eu não vejo porque não - Alissa sorriu de novo o encorajando.
-Obrigado - ele abraçou os irmãos Stark - é muito bom conversar com vocês.
-Agora não falta mais ninguém! - Alan comemorou.
-Como assim irmãozinho? - Alissa perguntou.
-Não falta mais ninguém sem namorada - Alan respondeu simplesmente.
-Ah Alan! - Steve ficou surpreso - você reparou nisso?
-Hum hum - o menininho assentiu com um sorriso.
Steve e os irmãos Stark riram e se abraçaram enquanto o nervosismo do soldado foi diminuindo. Ele se lembrou de que sua equipe também era sua família. Eles estariam prontos para apoiá-lo, ele não precisava ter medo ou preocupação com nada.
