Nota: Este capítulo faz parte de uma fic chamada "HER STRENGTH TO SURVIVE" (Sua Força Para Sobreviver), escrita em POV Bella e tem apenas dois capítulos, então decidi postá-la aqui no meio como cena extra.

Sinopse: A Agente Secreta da Inteligência, Bella Swan, é lançada no meio do inferno enquanto sua missão através da Londres despedaçada pela guerra desintegra ao seu redor. Siga a sua luta para sobreviver pelo homem que ela ama e a criança que ela não esquecerá. ONE-SHOT estabelecida em Londres durante 1944.


Author Note: Twilight character names belong to Stephenie Meyer. The inspiration for TLB is credited to Lavender Mornings by Jude Deveraux. No copyright infringement is intended. Thank you Adt216 and u2shay, my amazing betas, for walking me through this process.

Nota da Autora: Os nomes dos personagens de Crepúsculo pertencem a Stephenie Meyer. A inspiração para The Last Breath é creditada a "Lavender Mornings", de Jude Deveraux. Nenhuma violação de direitos autorais é pretendida. Obrigada a Adt216 e u2shay, minhas surpreendentes betas, por me acompanharem através deste processo.

Esta ONE SHOT começa no final de junho de 1944. Bella é uma agente que trabalha em Londres para o Projeto Ultra. Edward é um soldado estacionado na França. Neste momento da história, as tropas Aliadas ainda estavam tentando romper as defesas alemãs e libertar Paris.


Cena extra - Rendição

Tradução: Ju Martinhão

~ Bella ~

"Você partirá em uma hora".

O rosto sério do meu pai o traiu. Ele estava preocupado. Ele se preocupava com Carson... ele temia por mim. Meu parceiro temporário e eu assentimos em resposta e nos viramos para sair do escritório do Coronel. Eu trabalhava constantemente para manter seu nome como Coronel, ou simplesmente, Senhor, em meus pensamentos. Repetir o seu nome verdadeiro, Charlie, o pai, ou pai, provavelmente deixaria nós dois mortos. Nós viramos em uníssono e abrimos caminho para a porta. Eu passei por ela, não querendo me virar, mas meu dever me traiu. Eu podia sentir os olhos dele perfurando na parte de trás da minha cabeça, e partir sem um olhar particular de volta para ele era inaceitável.

"Bella." Meu pai gritou como se tivesse lido minha mente.

"Sim, Senhor?" Eu perguntei, mas não era realmente necessário. Eu sabia o que ele queria. Eu só podia dizer a ele que eu o amava com os meus olhos. Qualquer outra ação teria traído nós dois.

"Seja cuidadosa".

"Sim, Senhor".

Eu assenti ligeiramente, o meu sinal de que eu o amava também. Meus olhos caíram para o chão e eu me virei antes de qualquer um de nós delatar o outro.

O clique dos fechos da minha bagagem de couro estalavam sob meus dedos. Eu estava mexendo e o fecho beliscou meu dedo. A súbita dor aguda me fez pular. A mão ferida foi para a minha boca enquanto minha mão livre cobria meu estômago já não plano.

Desculpe por assustar você, bebê, eu pensei.

As vibrações começaram no início de março. A primeira vez que eu entendi o que era, eu quase cuspi todo o meu café da manhã em Victoria. Nós estávamos lendo o jornal cerca de uma hora antes do primeiro relatório da manhã ser esperado, e o chute simplesmente aconteceu. Eu ouvi dizer que era descrito como algo parecido com bolhas de refrigerante, ou gases. Para mim não foi nada do tipo. Foi um forte, olá, mamãe, eu estou aqui. Euestou crescendo, e eu soutão fortequanto você. E ela é. Eu não sei por que me refiro ao bebê como ela, ou a minha menina. Um sentimento, eu acho. Eu simplesmente sempre vejo uma menina na minha cabeça. Ela está cambaleando por aí com tranças e fugindo dos meus dedos fazendo cócegas e direto para os braços do seu pai. É assim que eu a vejo quando sonho. É assim que eu a vejo, com os dedos pegajosos de um delicioso picolé duplo oferecendo beijos molhados de laranja para Edward. O gotejamento do seu queixo contra o rubor dos seus lábios frios e dedos faz Edward rir e tremer, tudo ao mesmo tempo.

Meu dedo ainda lateja enquanto eu levanto minha saia e amarro as cordas soltas do travesseiro na minha cintura. Shelley tinha passado a última hora criando uma "barriga" falsa para eu amarrar na posição. Mal qualquer um sabe que não levaria muito mais tempo antes de eu não precisar de um travesseiro para usar na missão. Com o travesseiro no lugar, eu endireitei as rugas da minha roupa e olhei para a minha imagem no espelho.

Meu Deus, seEdwardsoubesse o que eu estava fazendo...

Eu imediatamente paro esta linha de pensamento. Este é o meu trabalho. Isto é no que eu sou boa. E, o mais importante, eu sou a única mulher da unidade que pode se submeter ao disfarce.

Quando eu descobri que estava grávida, eu me sentei por metade da noite no chão do banheiro e chorei. Eu estive enjoada por vários dias, e foi só depois de uma semana de ataques intermitentes de náusea que eu reconheci que os sintomas eram mais do que uma doença do estômago, que eu poderia estar grávida. Eu rezei, Deus, eu rezei para que isso fosse verdade. Dias se esticaram em semanas até que eu tinha certeza que eu estava grávida. Eu chorei de felicidade e alívio, agradecendo a Deus pelo meu marido e a bênção do seu bebê. Que melhor presente eu poderia pedir do que o conhecimento que eu carrego um pedaço muito real de Edward comigo onde quer que eu fosse?

Não muito tempo depois que eu descobri a gravidez, nós começamos a transportar mais e mais intel*na Normandia. Foi então que a felicidade sobre o meu filho se transformou em novo medo pelo seu pai. Ficar na Ultra era a única maneira que eu poderia manter o controle na unidade de Edward e fazer a minha parte para ter certeza que Normandia fosse um sucesso. Eu tinha que ter certeza que ele sobrevivesse. Nenhuma vantagem para os Aliados era muito pequena. Nenhum pedaço de informação poderia ser sacrificado. Muitas vidas estavam dependendo disso, incluindo a minha própria. O pensamento paralisante de uma vida sem Edward selou minha decisão. Minha gravidez permaneceria em segredo por tanto tempo quanto eu pudesse mantê-la.

*Intel: no contexto da história, significa "informações de valor militar ou político".

Nós ficaremos bem, eu digo a mim mesma enquanto coloco meu suéter. Todos nós ficaremos bem.

~ O ~ O ~ O ~

O carro dá uma guinada e rola rapidamente para a direita enquanto Carson nos manobra em torno de buracos gigantes no asfalto. Eu prendo meu queixo na esperança de evitar morder minha língua. Eu mal posso enxergar a estrada diante de mim e não tenho nenhuma ideia de como Carson está conseguindo não matar nós dois.

"Você está bem aí atrás, Bella?"

Devo ter feito um guincho ou algum outro som para lembrá-lo da minha presença. Carson esteve totalmente silencioso durante os primeiros 20 minutos da nossa viagem. Nós estamos quase em Harlesden, oeste de Londres. A idiotice da situação não é perdida por mim. Nós nunca fazemos entregas noturnas. É muito perigoso. Algo deve estar mudando, para exigir o passe de intelno meio da noite. Os atentados da semana passada vêm à mente e eu estremeço.

"Eu estou bem, Carson, apenas mantenha seus olhos na estrada; não preste atenção em mim. Eu estou bem".

Carson não responde, e por isso, eu sou grata. Ele precisa se concentrar na estrada. Meu esforço para não vomitar na parte de trás do Packard é mais do que eu posso controlar no momento, quanto mais adicionar uma conversa educada para a tarefa. Eu permito que meus olhos fechem e penso de novo em Edward. Minhas memórias dele me ajudam a relaxar ou, pelo menos, tirar a minha mente do momento em mãos. Em minha mente eu vejo seus belos olhos verdes me prendendo enquanto ele anda através do nosso quarto na antiga casa paroquial.

É a nossanoite de núpcias, e eu estou em pé na minha cinta-liga enada mais.Ele está lá, sem fôlego, carregando doispratosde bolo de casamentoeuma braçada deoutros alimentos. Elederrapaaté parar, apreciando minha falta deroupa. Euinteriormentesorrio, já que eu conheço sua reação melhor do queele.Euquero dizer algoespirituosoourude,masminha bocanão formará as palavras. Seus olhos, Deus, seusbelos olhosolham atravésdaminha alma.Minha bocaseca, e eu só posso esperarque elegoste do que vê, ou se movaantes que eumorra de vergonhaecorra para me esconderdebaixo das cobertas. Eu quero que elemequeira. Eu preciso disso. Eu anseio por isso.

Ospratos eos alimentos que eleestava carregandosumiram.Ele está se movendomuito rápido paraeucompreender. Ouçoo barulhodos pratos. Antes que eu possaolhar para verse eles caíram no chão,sua boca estána minha eminha mente fica vazia. Eu só possosentir. Seus lábiossão insistentes, seus movimentos frenéticos. Ele estásussurrando palavras no meu de amor e carinho. Eu sei que deveriaestar prestandoatenção no queele está dizendo, mas quando seus lábiosalcançam meupescoço etrilham atémeu peito,todo o pensamentoconscientesai pela janela.

Meus pésdeixaram ochão epenasestão flutuandoem torno de mimcomo flocos de neve vindos de baixo.Minha cabeça estáembalada emsuas mãos enquanto elefaz amor comigo. Nósainda não nos unimos como marido e mulher, mas ele está fazendoamor comigo do mesmo jeito. Sua boca, suas mãos, sua respiração, todos clamam pormim, elesme dizemque ele me ama.Elesmeadoramcom a beleza doseu toque gentil.Gentil? Ele está sendogentil? Eu não deveria esperarnada menosdoamantedo que eu espero dohomem.Eleé gentilcomigo.Isso não querdizer que ele nãome desafia, mas ele é gentilquando eupreciso que ele seja. temasque ele nãoaborda porque eu não possorespondê-los, minha família, minha mãe,meu passado.Eu decidi que não quero gentileza. Isso é o queeu deveria querer, mas eu não quero.Eu quero sentir. O empurrar e puxarque tenho comEdwardme faz sentir viva. Nós temos o agora, este dia, este momento. Nada maisé garantidoe eu precisosenti-lo,lembrar disso, paraos medosque se arrastamnofundo da minha menteme dizerem que um diaessa memória me ajudará asobreviver.Eu enrosco meus dedos nos fios ondulados de Edward e puxo. Eu nãopreciso puxar forte para eleresponder. Eu vejopreocupação em seusolhos, de que ele estivesse fazendo algo errado.Eu odeio queminha insistênciaesteja o fazendo duvidar de si mesmo. Eu digoas palavrasque o ajudarão a compreender. Eu te amo.Eu preciso de você.Sua bocaestá de voltana minha enosso empurrar e puxarcomeça novamente.Eu estou viva. Estouiluminada pelo seu toque.Meu corpoarqueia nele implorando por mais.Eleestá apoiado emseus braços; suas mãos embalam a parte de trásda minha cabeça.Ele faz uma pausa. Eu posso sentira pontadele,mas éo olhar em seusolhos quemedesfaz. Ele está pedindo. Eu aceno. Ele empurra gentilmente. Sua testacai para a minha clavícula, seu corpo tremeem cima de mim. Elemesentetensa eele pára. Ele estáse esforçando paracontrolar tudo, quando na verdade muito poucoque nós podemos controlar.Eu envolvominhas panturrilhasem torno da parte de trás das suas coxase puxo. Elecede. Eu quebroeengulo meugrito.Dói,mas euestou vivapara sentir isso. Eu estou vivae querida em seus braços.

Ambos os nossos peitos pesados, mas por razões diferentes.Ele está se segurandopara manteros fios doseu controle.Eu estou colocandotodo o meuesforço pararelaxar. A dorregride. Minha mão treme, mas euestou determinada. Eu a movo lentamentesobre seu cabelo, seu nariz, seus lábios. Minha mão direitatrilha para baixo sobre oseu pomo de Adãoenquanto a esquerdaarrastaminhas unhasentre oscabeloscortadosna sua nuca. Minha mão direitapercorreseu longopescoço, sobrea sua clavícula. As pontas dos meus dedos traçam seus músculostensosque o seguram sobre mim. Eu paroquando chego ao seu coração.Eu posso senti-lo batendodebaixo dos meusdedos.

"Meu." Eu sussurro.

Edwardgemenovamente.Sua cabeçacai para a frentee eu sintoseu sussurroem meus lábios.

"Seu. Sempre".

O carro dá uma guinada novamente e desta vez eu sou violentamente jogada para a esquerda no vidro da janela do passageiro traseiro. Sou batida do meu sonho e de volta para a realidade com o estalo do meu crânio. Minha mente gira enquanto a dor ecoa na minha cabeça. Uma vez mais, minha mão repousa sobre meu estômago e eu uso a imagem da nossa filha para me acalmar. Dedos pegajosos e lábios suculentos de laranja são oferecidos de uma menina de dois anos com tranças. Seu pai envolve cada um deles rindo e fazendo cócegas nela até que os remanescentes do picolé duplo caem dos seus dedos e para a calçada fervendo sob os dedos dos pés de areia.

Deus, Edward precisa disso.Eleprecisa dela. Nós vamossobreviver porele, pequenina. Eu prometi.

Edward teria tentado me enviar para casa se ele estivesse em Londres quando eu descobri que estava grávida. Mas ele não está. Ele está na França avançando depois do Dia-D. Eu não tive nenhuma notícia. Nada em meses, mas ainda assim eu escrevo. Quase todos os dias eu escrevo. Digo a ele da nossa filha, como ela cresce e dá pontapés dentro de mim. Eu rezo para que a notícia lhe dê força.

Nós já passamos da periferia de Earlsfield e começamos a passar pelas ruas da cidade propriamente dita. O esboço de um grande edifício com uma torre e, em seguida, um parque infantil, entraram em vista. Finalmente, eu vejo pessoas saindo para a rua a partir de um edifício perto do topo da rua. Os nervos de Carson já estão tão tensos como cordas de piano. Evitar pedestres em um apagão não fazia parte do plano. Eu estou tão impressionada com a vista, perguntando-me por que todas essas pessoas estão do lado de fora às 11 horas da noite. As ruas estão escuras como deveriam estar e, ainda assim, há pessoas suficientes aqui que parece que elas estão saindo de algum evento social. Os rostos que eu posso ver parecem estar felizes, se não sorrindo. Em seguida, um após o outro, eu vejo seus rostos virarem em direção ao céu e os sorrisos que tinham enfeitado seus rostos apenas segundos antes se transformam em pânico. Eu posso ver cada pessoa que passamos, o momento em que o reconhecimento atinge seus rostos. Eu giro a manivela e rolo para baixo a janela até que eu também ouço o barulho. É tão alto quanto um motor de motocicleta e cada vez mais alto a cada segundo. As pessoas estão correndo, fugindo em todas as direções quando a realização se transforma em caos. Eu escuto bem acima dos gritos e observo os pedestres. Eles parecem estar correndo na mesma direção que o nosso veículo está se movendo. Como se o perigo fosse cair atrás de nós.

"Carson, corra!"

Eu sei que as palavras saem da minha boca. Eu as ouço em meus ouvidos. Eu sinto a rotação do motor e a força do meu corpo sendo empurrado mais para trás no banco traseiro. A necessidade urgente de acelerar o ritmo está emparelhada com a sensação das minhas mãos suadas segurando o assento. Eu seguro pela preciosa vida.

No final, é tudo inútil, de qualquer maneira. O novo ritmo só nos acelera para mais perto da munição caindo. Meu aperto se torna inútil contra o impacto do carro arremessando de lado. A explosão é alta, branco quente e quase incompreensível. Carson desvia. O carro salta uma calçada, atingindo um poste de luz, fazendo com que nós dois giremos e giremos simultaneamente. Eu sou jogada contra várias superfícies do interior do táxi até que o vidro quebrando e moendo finalmente termina. Por outro lado, o fogo apenas começou.

Eu grito o nome de Carson, mas nada se move. Cinza e detritos queimados chovem no veículo. Eu tusso e cuspo enquanto tento me orientar e determinar de que lado o Inferno termina, ou o que costumava ser o veículo, contra o qual estou descansando. Sua superfície dura está empurrada para cima e algo está dolorosamente espetando meu lado. Eu pressiono minha mão plana contra a porta e tente sentar. Eu imediatamente me arrependo de me mover. Meu estômago dá uma guinada até que o conteúdo é vomitado contra o chão e a parte de trás do assento na minha frente.

"Carson." Eu tento de novo enquanto gemo de dor.

Meus sentidos estão voltando lentamente. A dor bate primeiro, seguida em segundo pelo cheiro. O cheiro acre de madeira queimando e borracha enche o táxi. Meus olhos piscam em um esforço fútil de se concentrar e afastar a fumaça. É a minha audição que é a última a voltar para mim. Eu estou quase grata por isso. Neste momento eu mal posso ouvir os gritos que me cercam. Eu me arrasto para a frente fazendo uma careta de dor quando coloco pressão sobre a minha mão. Meu pulso está certamente quebrado. Eu procuro por Carson no banco da frente. Ele não está em nenhum lugar onde eu possa ver. Eu procuro por ele, deixo a fumaça jogar truques na minha mente, mas não há nada dele aqui. Um buraco no pára-brisa é uma forte evidência confirmando meus medos. Eu subo, segurando o volante com a minha mão ilesa de apoio. Eu preciso ter certeza que ele não está sob as tábuas do assoalho. De alguma forma eu sei que ele não está lá, mas eu preciso ter certeza antes de eu ceder totalmente à ideia de que ele foi jogado para fora do Packard e está provavelmente morto. Em vez de encontrar o meu parceiro, meus dedos sentem o falso piso.

O intel.

Minha mente luta para se adaptar à situação. Eu preciso tirar o intel. A trava oculta é lenta para virar sob meus dedos. Eu me puxo mais para cima tentando conseguir um pouco mais de alavancagem para abrir a trava. Meu torso estica contra o banco quando eu avanço... então, eu a sinto se mexer.

Querido Deus.

Neste segundo horrível eu estou presa entre o trabalho como agente e o papel de mãe. Deus responde a minha oração silenciosa, a trava libera. O intel está pressionado contra o meu peito enquanto eu me esforço para rastejar através do buraco no pára-brisa. Eu sinto o vidro raspar meus dedos e meus braços, mas as respirações doces de ar mais fresco me chamam.

Vamos,Bella, eu me incentivo. Nós temos quesair daqui.

Apesar do falso travesseiro debaixo da minha saia, eu retiro o meu suéter e o pressiono contra o vidro quebrado para dar proteção adicional para o meu bebê. Uma nova dor me atinge enquanto eu avanço centímetro por centímetro através do vidro quebrado. Não é nas minhas mãos. Não é nos meus braços, ou nem mesmo minha cabeça. Piscinas de suor entre minhas omoplatas, mas a causa delas não é o calor do esforço, ou a temperatura no final de junho. O calor e a dor são um só. Eu os ignoro por enquanto; eu tenho que sair. Eu preciso de ar fresco, ou nós duas morreremos. Meu corpo cai forte na calçada. Meu ombro bate primeiro, seguido pela minha cabeça e, finalmente, meu quadril. A dor é pior agora, muito pior, mas eu estou muito tonta e desorientada para fazer qualquer coisa além de piscar contra a escuridão inundando minha visão.

"Ela está pegando fogo!" Uma voz grita nas proximidades.

Na minha neblina, eu percebo que a mulher gritando significa eu. O cheiro nauseabundo é a minha própria carne. Há uma multidão. Há cobertores. Há uma enxurrada de batidas e pancadas, e leva tudo o que posso para envolver meus braços protetoramente em volta do meu estômago. Um homem percebe o que eu estou fazendo e eu o ouço gritar por socorro.

"Ela está grávida. Levem-na para a ambulância primeiro!"

Eu estou tentando desesperadamente me agarrar à imagem das tranças dela e o rosto feliz de Edward, mas eles deslizam por entre meus dedos como fumaça, até que tudo fica preto.


Pesquisa Histórica e Guia de Referência de Rendição

Referência na História: Bella imagina uma menininha com mãos pegajosas de picolé corendo para o seu pai.

Significado Histórico: Picolés foram inventados em 1905. Picolés Duplos (dois picolés grudados) foram inventados durante a Grande Depressão.

~ O ~

Referência na História: O Packard de Bella, levando informações de inteligência, é atingido pelos restos de uma bomba voadora V-1.

Significado Histórico: O primeiro bombardeio de V-1 ocorre uma semana após o Dia D, 13 de junho de 1944, e continua a uma velocidade de até 1.000 por dia no sudeste da Inglaterra.

~ O ~

Referência na História: Bella e Carson estão viajando através de Earlsfield, no sul de Londres, quando um V-1 atinge a cidade.

Significado Histórico: Aviões alemãesV-1 voam direto através do Canal sobre Croydon, Tooting, Earlsfield, Putney e Wandsworth, e ao centro de Londres, esta área ficou conhecida como Doodlebug Alley.


Nota:

Espero que tenham gostado de saber o que Bella anda fazendo.

Até o próximo.

Bjs,

Ju