O Bruxo
Diariamente ao anoitecer, um homem alto de cabelos e olhos negros andava pelo píer da cidadezinha australiana, apoiado numa bengala.
Quase ninguém sabia o nome dele. Mas todos sabiam era que o homem morava em uma chácara afastada, fazia excepcionais remédios caseiros, era inglês, fora exilado e andava sempre com um enorme cão negro de olhos cinzentos.
Fosse pela impressão de que ele podia ver dentro das mentes, ou por suas roupas sempre negras, o fato é que o chamavam respeitosamente de Bruxo.
A única criatura pela qual ele demonstrava afeição era o cachorro, cujo pêlo com freqüência afagava carinhosamente.
