Aviso: Naruto não me pertence e nem quero! Prefiro o Gaara, que é meu e ninguém tira! Ò.ó

"Pensamentos"

"Flashbacks"

Pedradas ao fim do capítulo n.n'

P.S.:Não é uma songfic, mas foi baseada numa música que eu ouvi...

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Capítulo 3: a mansão Uchiha

Sasuke acordou assustado devido ao "pulo" que sua carruagem tinha dado. Realmente, o jovem Lee era surpreendente e assustador. Estavam no meio da madrugada e ele continuava ali, puxando uma carruagem sozinho!

Colocou a cabeça para fora da janela e, pela escuridão do céu e o brilho quase apagado das estrelas, notou que era mais ou menos umas três horas da manhã.

- Acordado senhor? – perguntou Lee sem deixar de puxar a carruagem

- Dormi muito... Escuta você não cansa não? – perguntou sem mudar o tom de voz

- Não senhor! Já estou acostumado! – disse sem perder o ânimo

- Sabe quando chegaremos ao Japão?

- No fim da tarde, senhor!

- Na tarde de hoje? – perguntou surpreso, mas ainda sem demonstrar

- Sim senhor!

- Está bem... Quando precisar parar avise, certo?

- Certo!

Sasuke voltou a se colocar sentado no banco estofado de veludo. Hinata ainda dormia. Era certo de que ela precisava melhor do que ninguém de um momento de paz e descanso. Incrível como ela era bonita mesmo dormindo. O Uchiha respirou fundo, não podia por um minuto sequer pensar nela, ou pior, pensar na possibilidade de estar com ela...

Amanhece na mansão Uchiha...

Ino estava na varanda da enorme mansão onde morava há tantos anos. Gostava daquele lugar onde estava lhe trazia calma e alívio. Alívio talvez por se ver livre pelo menos uma vez das responsabilidades, ou talvez, por esquecer quem ela era. Seus pensamentos foram interrompidos pelo grito estridente de Sakura que vinha em sua direção:

- Quando o seu irmão volta? – perguntou impaciente

- Sakura... – ela suspirou – Já disse que não sei...

- Mas tem que saber!

- O vilarejo fica distante, você sabe disso, já esteve lá.

A garota dos cabelos róseos virou o rosto bruscamente para a loira dos olhos celestes e andou com passos rápidos e estalados até seu quarto. Estava indignada por Sasuke, até então o amor de sua vida, ter saído em viagem sem ter-lhe avisado. Como ele poderia ter feito isso?

Abriu seu guarda-roupa e dele, foi tirando e jogando todos seus kimonos de seda. Nada parecia agradar a ela:

- Ino!!!! – gritou esperando socorro. A garota chegou ao seu quarto e Sakura, jogou-se na cama de plumas com a aparência atordoada

- Aconteceu alguma coisa? – perguntou preocupada

- Não tenho roupa.

Ino olhou para o amontoado de roupas em cima da cadeira de carvalho e sobre o tapete de pele de urso pardo. Suspirou descontente mais uma vez ao ver a futilidade da gueixa do irmão. Apanhou as roupas do chão e da cadeira colocando sobre a cama da garota:

- O que é isso então?

- Preciso de kimonos novos! Não posso receber Sasuke-kun com essas coisas velhas! – queixou-se indignada

- Sakura, existem milhares de pessoas que adorariam ter coisas como você tem e ter a vida que você leva...

- Com roupas assim? Nem o mendigo da esquina!

A loira saiu do quarto de cabeça baixa, pensativa, mas não em Sakura. Não perderia seu tempo com ela. Foi até seu quarto aonde tinha dois quadros, duas pinturas: uma era dela e de sua mãe falecida. A outra era dela, seu pai e sua nova família. Sorriu ao ver ambos os quadros. Olhou pela janela de seu quarto. Adorava a visão que tinha de lá, pois assim via todo o vilarejo e a movimentação do local. O que mais gostava de ver eram os casais de namorados, tanto os novos, que estavam descobrindo o desabrochar do amor, quanto os mais velhos, cujo amor durou e dura anos e anos sem perder o encanto... Queria muito encontrar alguém assim, sua cara metade. Mas como, se estava trancada dentro daquela enorme casa?

- Um dia eu encontrarei alguém, sinto que vou – disse para si mesma enquanto apertava a medalhinha que fora de sua mãe enquanto viva.

A medalhinha tinha uma história muito bonita e também um verdadeiro enigma. A verdade é que ela era um segredo a ser desvendado. Mas apenas seus pais sabiam desse segredo e morreram sem lhe dizer qual era. Talvez essa "descoberta" ficasse para ela própria fazer. Mas como abrir aquela medalhinha em formato de coração? Afinal, qual era a chave para aquilo?

Em outro lugar...

"Hinata caminhava tranqüilamente pelas ruas de de ter feito as compras para seu pai. Finalmente uma luz no fim do túnel para ela e sua família. Seu pai havia conseguido licença do trabalho devido seu problema na perna. Seu primo havia conseguido uma casinha no centro do vilarejo para viver com sua esposa. Sua irmã trabalhava junto a mãe numa fábrica de costura e ela vendia chás numa loja especializada. Nada poderia ser melhor do que a vida que levavam depois de tanto tempo...

Até que uma coisa terrível aconteceu. Não parecia ser tão terrível esbarrar em alguém, a não ser que esse alguém fosse de um país inimigo, ou ainda pior: quando esse alguém é o líder do país inimigo:

- Desculpe... – disse de imediato, abaixando a cabeça

- Não tem problema... – o alguém começa a olhar detalhadamente o rosto de Hinata. A garota temeu por si própria

- Com licença senhor...

- Aonde vai? – perguntou a segurando pelo pulso

- Para casa! – disse se soltando e correndo rapidamente pela multidão

O "alguém" em quê Hinata esbarrou entrou rindo em sua luxuosa carruagem. Estranhando a alegria de seu superior, seu lacaio perguntou:

- Pra quê tanta alegria, senhor?

- Acabei de esbarrar em alguém, Shino

- Desculpe-me a insolência, mas isso é motivo para ficar feliz?

- Claro que sim, ainda mais se a pessoa for um lindo botão de rosa assustado... – disse num tom de voz muito conhecido por Shino

- Senhor, não está pensando no que eu acho que está pensando, não é?

- Não Shino... Dessa vez uma pessoa conseguiu mexer comigo... Rápido, – disse ao lacaio – siga naquela direção que iremos alcançá-la

- Senhor, irá pedi-la em casamento?

- Leu meus pensamentos...

- Mas ela é do país inimigo!

- E daí?

- Acha mesmo que ela iria querer se casar com o senhor, ainda mais sendo o imperador da China?

- Quem disse que ela tem que querer?

Shino se surpreendeu com a decisão do mestre, mas como era apenas um lacaio, cumpriu com suas ordens. Seguiu a rua e, depois de alguns minutos de procura, encontraram a garota andando com passos rápidos , de cabeça baixa, rumo a algum lugar...

- Pare aqui – ordenou ao lacaio antes de colocar a cabeça para fora da carruagem – Olá, senhorita! – a garota ao ver quem era, colocou-se a correr – Hei, espere, só quero conversar! – debochou dela. Depois, mandou Shino seguir a garota que corria sozinha na estrada de areia

- Deixe-me em paz! – gritava ela em meio ao desespero

- Mas o que eu fiz de errado? – perguntava ele ainda dentro da carruagem

- Senhor, não é melhor deixarmos a garota ir? Existem tantas por aí...

- Mas eu quero aquela. Além do mais, não pedi conselhos seus.

Shino continuou a seguir a garota, que, ao avistar uma casinha branca, adentrou o local às pressas. Ele parou:

- Acha que é a casa dela? – perguntou ao lacaio

- Não sei dizer senhor.

- Então irei descobrir eu mesmo.

O imperador saiu da carruagem trajando seu típico traje em vermelho escarlate, a cor de seu país. Aproximou-se da porta e bateu três vezes seguidas. Um senhor com pose altiva e desconfiada abriu a porta e perguntou:

- O que você quer?

- Olá meu bom senhor, gostaria de saber sobre uma garota que entrou aqui...

- Minha filha já disse que você seguiu-a até aqui – apontou sua bengala no peito do jovem – Por quê?

- Vamos dizer que tenho algum interesse nela... – olhou por detrás do ombro do senhor e avistou a garota de olhos assustados – Podemos conversar? – agora se referia ao dono da casa

O velho senhor fechou a porta e ordenou algo parecido com "entrem lá". Depois, abriu a porta e ordenou que o jovem entrasse:

- Sente-se. – disse ríspido

- Obrigado. Sua casa é bem... Aconchegante – inventou uma desculpa qualquer ao perceber que seus olhos de reprovação sob o lugar foram descobertos.

- Sei disso. Diga logo: quem é você e o que quer?

- Claro! Que falta de educação a minha... Sou Inuzuka Kiba, imperador da China.

- O que? – perguntou assustado – Mas vocês querem nos atacar!

- Eu? Não... Quero paz para com seu povo... E também quero uma esposa senhor...

- Hyuuga Hiashi.

- Hyuuga Hiashi. Creio que sua filha será uma ótima esposa...

- Não me pareceu que ela estivesse muito interessada em sua proposta senhor Inuzuka.

- Pode convencê-la, não pode?

- Se Hinata não quer se casar, não irei obrigá-la a fazer isso

- Mas... – tentou convencê-lo – Terá tudo que quiser. Tudo com o que jamais sonhou!

- Já tenho tudo com o que sonhei e estou feliz com isso – levantou-se e começou a empurrar o imperador porta a fora – E se voltar aqui, não me importa se você é o imperador, o rei ou o sacerdote, vou expulsá-lo em baixo de pedradas de minha residência!

Kiba se afastou com um sorriso sínico e entrou na carruagem, depois de cochichar alguma frase para seu lacaio, eles partiram.

No dia seguinte, logo ao amanhecer, ouve-se batidas na porta. Hiashi abre a mesma e se enfurece ao ver quem era:

- O que você quer aqui de novo rapaz? Não teme a morte?

- Quero ter uma reunião de família, apenas isso...

Hiashi olhou-o com ódio, mas deixou que entrasse. Hinata e sua irmã estavam na sala e ficaram sem reação ao verem quem estava entrando no local. Hiashi sentou-se do lado das filhas e Kiba numa poltrona a sua frente.

- Já pedi uma vez, senhor Hyuuga, mas creio que não entendeu – disse Kiba

- Acho que quem não entendeu foi você.

- Você não ficaria feliz se sua filha se casasse com alguém bom e honesto feito eu?

- Bom e honesto?! – levantou-se irritado – Você quer começar uma guerra que acabará com nossa terra, destruirá famílias e matará pessoas e se diz bom e honesto?!

- Pense bem, posso lhe dar o que quiser... – dizia com naturalidade – O que acha de mil moedas de ouro? – apontou para a porta, que fora aberta por um de seus soldados que carregava uma sacola cheia daquelas moedas

- Por favor, papai, eu não quero! – exclamou desesperada

- Nunca venderei minhas filhas por miseras moedas de ouro. Elas valem muito mais do que todo o dinheiro que possa me dar...

- Diga a quantia e eu trago para você

O homem não pode mais suportar ouvir aquilo. Deixou sua bengala de lado e partiu para cima do imperador lhe acertando golpes e mais golpes. As filhas tentaram impedir, mas em vão. Assim que Kiba saiu da casa junto ao soldado, Hiashi começou a atirar pedras nele, resultando num corte feito acima de sua sobrancelha esquerda:

- Essa não – murmurou Hanabi, a filha mais nova

- Velho... – sussurrou ao ver seu próprio sangue em seus dedos – Vai se arrepender... – falou entre os dentes

- Senhor – Hinata correu até ele – Posso lhe ajudar?

- Tire suas patas imundas de mim... – olhou-a com ódio – Isso é tudo culpa sua... – olhou para o lacaio – Shino, vamos embora! Você também, Kabuto

- Hai – disseram os dois e depois desapareceram em meio às nuvens de poeira.

Amanheceu mais um novo dia e nenhum sinal do imperador. Hinata sentou-se na varanda de sua casa, quando um garotinho chegou correndo em sua direção:

- Senhorita Hinata, Tenten está te chamando com urgência! – disse assustado

- O que ela tem? – perguntou preocupada

- Alguma coisa com seu filho!

Mais do que depressa, Hinata correu até o centro da vila. Demorou um pouco até chegar ao local. Estranhou por ver Tenten muito bem, lendo um livro na porta da pequenina casa:

- Hinata! – exclamou Tenten – Que surpresa!

- Surpresa? – estranhou ofegante – Mas você mandou me chamar...

- Não. – olhou pára Hinara – Você caiu na brincadeira de alguém... Mas entre! Fique a vontade!

Hinata não estava prestando atenção, apenas lembrou-se da ameaça que o imperador havia feito. E se aquilo fosse uma emboscada? Pediu desculpas à Tenten e retornou à sua casa correndo mais rápido que suas pernas podiam ir. Avistou sua casa e correu para abrir a porta. Ao abrir a mesma, encontrou sua família caída morta no chão, em cima de uma poça de sangue. Sua reação não foi outra a não ser a de gritar"

Hinata acordou de seu pesadelo em meio a gritos apavorados. Sasuke de imediato perguntou o que tinha acontecido, preocupado e assustado. Hinata ao perceber que tudo aquilo tinha sido um terrível pesadelo, começou a chorar e dizer em meio a soluços que "todos estavam mortos". Sasuke entendeu o que tinha acontecido e, sem saber direito o que fazia, abraçou a garota que chorava cada vez mais:

- Calma... Calma... Está tudo bem agora... – dizia em seu ouvido – Não vou deixar que nada te aconteça...

A garota, depois de muito custo, parou de chorar e adormeceu nos braços do Uchiha, que não sabia como reagir numa situação tão embaraçosa:

- Afinal, que diabo está acontecendo comigo?

Já entardecia no Japão. Sakura não parava de andar de um lado para o outro esperando noticias de seu amado que sumira sem nada lhe dizer. Logo, todos do palácio ouvem o barulho das rodas de carvalho em cima das pedras brancas próximas ao palácio. Todos correm para ver seu Imperador chegar e lógico que Sakura estava à frente de todos. Finalmente tinha encontrado um kimono "descente". Vermelho-fogo acompanhado de flores brancas enormes. Seus cabelos presos com vários tipos de hashis e flores destacam ainda mais seus olhos maquiados nas cores de azul-royal e sua boca vermelha, típico das gueixas.

Vários murmúrios sobre quem estava trazendo a carruagem foram ouvidos. Afinal quem era aquele rapaz tão... Estranho? Sakura já preparava seu melhor falso sorriso para receber Sasuke. Só não imaginava a surpresa que teria...

Dentro da carruagem...

- Chegamos senhor! – gritou Lee

Sasuke que tinha cochilado com a garota nos braços, olhou pela janela e avistou sua tão amada vila. Olhou para Hinata e chamando pelo seu nome, a garota acordou:

- Cegamos Hinata.

A garota arregalou os olhos e abriu a cortina da janelinha da carruagem. Ficou olhando maravilhada a vila que há tanto tempo não via. De seus olhos prateados, lágrimas agora de felicidade caiam. Enfim chegaram à mansão. Sasuke abriu a porta e desceu primeiro, fazendo antes um sinal com a mão para que não fosse agarrado por Sakura. Desceu e estendeu a mão para Hinata. Todos ficaram olhando, quem seria a outra pessoa que Sasuke trazia consigo na viagem. Hinata, timidamente apanhou a mão do Uchiha e desceu da carruagem, quando todos olharam surpresos para ela:

- Bem-vinda à mansão Uchiha – sussurrou Sasuke em seu ouvido

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Bom pessoas, desculpem a demora ^^"

Então, o capitulo é esse aí, só esclarecendo que o primeiro capitulo se chamava "A rosa do Deserto", mas o "comeu" o titulo ¬¬'

Até!

P.S.:Pedradas não...

P.S.S.:Agreço de tooooooooooooooooooooooodo meu coração as pessoas que acompanham minha FIC. Valeu gente!!! \o