N/A: Oi gente, demorei para postar no FF, mas aqui está, como prometido, e ainda vem com mais um capítulo, que vou postar hoje, assim que eu terminar. Fiz um trailer para a fic, se vocês puderem, assistam: .com/watch?v=7vzyhP5N0HY
Comentários são bons e eu gosto. Preciso saber o que estão achando da fic, e quando recebo reviews, respondo diretamente por eles, não aqui na fic, então cheque sua caixa de e-mail, se você deixou algum para mim. Por favor, preciso saber o que estão achando!
Espero que gostem desse capítulo, um começo de James/Lily aqui.
Ah Hogsmeade, tão bela quanto com neve, no outono a beleza se estendia em ruas de paralelepípedos perfeitamente alinhados e algumas vezes revelando desenhos. Algumas folhas maduras com tons de amarelo até ao mais avermelhado caiam no chão em pequenos montinhos. As lojas estavam todas abertas, com vários clientes de Hogwarts entrando e saindo. As bochechas coradas de tanto andar de algumas pessoas. E o ar de fim do verão ainda pairava pelo lugar.
James respirou o ar fresco que havia em sua volta, soltando alguns segundos depois. Logo, avistou uma cabeleira ruiva, que não era de Lily, nem de Molly Prewett. Aquele era o irmão de Molly, Fabian Prewett. E ao seu lado, o velho amigo de James, Remus Lupin.
Os dois pareciam tão felizes, sorridentes e amigos. Talvez aquele fosse o melhor amigo de Remus, assim como Sirius era de James. O rapaz desconcentrou seu olhar de Remus e Fabian e começou a olhar ao redor. Nada.
Lily não havia prometido nada, mas James a esperava ansiosamente em frente ao Três Vassouras, cobiçando as cervejas amanteigadas frescas que alguns colegas haviam comprado. O rapaz sentiu um cutucão leve no ombro esquerdo e se virou de imediato pra olhar.
Lá estava ela, apenas alguns centímetros mais baixa do que ele, os cabelos ruivos caiam em cascata sobre o suéter verde claro, que contrastava com os olhos esmeralda. A boca bem desenhada e rubra, como se acabasse de beber água. Lily Evans sorriu e soltou um tímido "olá".
- Oi Lily – James tamborilou os dedos na calça do uniforme e estendeu a mão, com alguns lírios enrolados em fita vermelha – Comprei para você.
A garota pegou o arranjo de lírios, sem saber como agradecer.
- Bem... Obrigada, James – Sorriu ela.
- Vamos pegar uma mesa – Sugeriu o rapaz – A não ser que você prefira andar pela cidade.
- Uma mesa seria ótimo – Concluiu Lily.
A ruiva olhou os arredores ao entrar. Estava exatamente igual ao do semestre passado, apesar da freguesia ter mudado. Ela não se lembrava de ver com tanta freqüência, Narcisa e Bellatrix Lestrange, Lucius Malfoy e Dolohov nos Três Vassouras. Severus Snape, seu vizinho, estava sentado sozinho em uma mesa para dois, o que a deixou com uma pena enorme. Porém, voltou a encarar James e seu uniforme bem passado.
Mas que diabo de feitiço ele usava para deixar tudo tão impecável? Ela riu interiormente e voltou a olhar para as outras mesas, e lá estava Sirius Black e Anna Van der Bilt, de mãos dadas. Na mesa ao lado, Cecily se intrometia na conversa de Remus e Fabian. Lily arregalou os olhos, quando se deu conta da presença de Susan no local. A loira a encarava assustadoramente enquanto bebericava uma cerveja amanteigada ao lado de um jogador bruto de quadribol.
- James – Pediu Lily – Podemos nos sentar... Perto do Severus?
- Qual o problema daqui?
- Bom, nenhum, mas ele está sozinho!
- E...?
- E ele é meu amigo! Meu vizinho. Nos damos bem!
James bufou e olhou novamente para o rapaz de cabelos negros.
- Isso é um encontro ou não? – Perguntou, incerto.
- Não! – Exclamou Lily - Estamos aqui como amigos, James.
Severus tirou os olhos da varinha de Mogno, feita com Penas de Hipogrifo e fitou Lily, irritado. O que ela estava fazendo, saindo com um cara daquele? Para o rapaz, aquilo era como uma traição. Lily discutia algo com James Potter, simplesmente, algo que Severus não conseguia ouvir. Finalmente ele a viu andando em sua direção, como um anjo de cabelos ruivos.
- Se importa se nos sentarmos com você? – Perguntou ela, deixando escapar um sorriso constrangido.
Severus prendeu a respiração e quase, por impulso, disse "mas é claro que não". Controlou sua vontade de sentar-se ao lado de sua garota favorita, tamborilando os dedos na mesa.
- Me importo, Evans – Cortou ele, o interior fritando de culpa.
James bufou novamente, irritado.
- E depois, são amigos?
- Nós, amigos? – Disse Severus, em tom de pouco caso – Não somos amigos, Potter. Eu nunca seria amigo de uma Sangue Ruim.
Lily arregalou os olhos, chocada. Prendendo a respiração, cortou caminho entre uma Huflepuff e uma garçonete e saiu de perto dos rapazes.
- Não a chame assim, Seboso. Nunca a chame assim! – James puxou a varinha do bolso da calça.
Severus fez o mesmo, primeiro tentando explodir a cabeça de James com a mente.
Tudo o que o rapaz queria fazer, era correr atrás da ruiva e pedir desculpas, dizer que foi impulso. Nem mesmo ele era Sangue Puro. Apenas um mestiço. Mas seu orgulho era maior, seu orgulho era muito maior do que o amor platônico que tinha por Lily Evans. James Potter, a pessoa que ele mais odiava, agora estava saindo com a garota que ele sempre sonhou em levar ao baile de inverno.
E ele iria conquistá-la. Iria se casar com ela, ter três lindos filhos com olhos grandes de esmeralda. James Potter tinha esse poder, de fazer as pessoas se apaixonarem por seu sorriso branco e seus cabelos bagunçados. Na opinião de Severus, James Potter era apenas um idiota do time de quadribol, alguém que ele se envergonharia de ter como amigo. Não por ser um Griffindor, mas por ser odioso. Assim como Sirius Black.
Os punhos do rapaz tremeram, a raiva súbita fora causada pelas imagens de seus pensamentos na cabeça. Levantou a varinha e disse:
- Avada-
- Não! – Ralhou Lucius Malfoy, abaixando a mão de Snape – Não o faça, Severus. Por mais repugnante que seja Potter, as contas se acertarão depois.
As palavras pareciam ser cuspidas da boca de Lucius. Seus cabelos loiros, penteados para trás, revelando sua testa marcada com rugas. Era o que a maldade podia fazer com alguém tão jovem. Se olhasse no fundo dos olhos azuis gélidos do rapaz, podia-se ver a crueldade que havia em seu coração de pedra.
James estremeceu e em seguida procurou pelo melhor amigo. Olhando ao lado, se deparou com Sirius, um sorriso despreocupado esboçado no rosto masculino. Era o tipo de homem que não fugiria de uma batalha por nada naquele mundo. E do jeito que James o conhecia, ele estava louco para lançar algum de seus feitiços maldosos em Lucius.
- Vá atrás da sua garota, Prongs – Sugeriu Sirius, abaixando a varinha.
O modo como Sirius dizia sua garota, cortava Severus como facadas. Não era a garota de Potter. Era só a pequena Lily Evans, que ele conhecera há sete anos atraz, sentada no cercado da casa na Rua dos Alfaneiros, número quatro. Era a amiga dele, com quem ele passava todos os verões até agora.
Prongs correu, rindo suavemente enquanto passava por entre algumas pessoas desconhecidas, derrubando um copo de cerveja amanteigada em um suéter de uma Ravenclaw.
Do lado de fora, em um banco em frente a uma arvore repleta de flores amareladas, estava Lily. Sentada de costas para onde James estava. Ele se aproximou um pouco, tentando observar o rosto sardento da garota, mas ela o virou para o outro lado, onde o rapaz não podia enxergar.
- Lily, não importa – O rapaz de cabelos bagunçados sentou-se ao seu lado – Não se importe com o que aquele boçal disse.
Eu nunca seria amigo de uma Sangue Ruim.
As palavras retornavam aos ouvidos de Lily a cada cinco segundos, e se repetiam, constantemente até que a levassem a beira das lágrimas. Ela olhou para os óculos de James, que refletiam seu rosto.
A ruiva respirou fundo e olhou para as folhas, deixando algumas lágrimas quase imperceptíveis escorrerem pelo seu rosto.
- Qual o problema de ser nascida trouxa? – Perguntou Lily – Afinal, ninguém nos aceita como pessoas normais...
- Eu aceito! – Exclamou James – Sirius aceita...
- Vocês não são exatamente normais, são, James? – Ela deixou escapar um riso nervoso.
- Não necessariamente – James sorriu torto, se aproximando do rosto de Lily.
- O que está fazendo, James Potter? – Perguntou a ruiva notando a aproximação repentina.
Ele se aproximou mais e Lily estremeceu, James continuava a sorrir exultante. A garota tentou se afastar mas já estavam no final do banco.
- Fim da linha! – Exclamou o rapaz, beijando a bochecha de Lily rapidamente e logo em seguida gargalhando suavemente – Não se apaixone por mim, Evans.
- Não conte com isso – Gargalhou ela, aliviada.
Os dois se entreolharam, recomeçando mais uma sessão de risadas. James tirou uma mecha ruiva do rosto de Lily e sorriu.
- Vou te mostrar uma coisa, mas você tem que me prometer segredo eterno – Disse o rapaz, com um olhar cúmplice.
- Juro, é mais forte que prometo – Acrescentou ela, ansiosa.
James tirou um pergaminho dobrado do bolso de suas vestes e murmurou:
- Juro – Fitou Lily por alguns segundos – Solenemente, não fazer nada de bom.
Os senhores Moony, Wormtail, Padfoot and Prongs têm o orgulho de apresentar The Marauder Map – Eram as inscrições em letras bordadas que estampavam o pergaminho que James abria naturalmente. Várias pegadas com nomes flutuantes as seguindo, nomes de lojas, lugares entre outros. Era tudo tão mágico que fez os olhos de Lily brilharem intensamente.
- O que Remus está fazendo na casa dos gritos? – Perguntou Lily, curiosamente.
James coçou a cabeça, indeciso. Era de tarde, não havia nenhum sinal de lua, e a verdadeira lua cheia seria naquela segunda feira. O que Remus fazia, exatamente, na casa dos gritos naquele momento?
- Eu realmente não sei – Comentou – Essa é a chave de todos os meus problemas, entende?
Lily passou os dedos por cima do pergaminho, tentando – sem resultado – tocar as pegadinhas minúsculas e seus nomes flutuantes. Um deles lhe chamou a atenção, Severus Snape, Lucius Malfoy e Peter Pettigrew andando juntos? Desde quanto Peter compartilhava seu tempo com Slytherins?
- Jamie! – Estava tudo tão bom para ser verdade. A voz rouca e sedutora de Susan veio de trás dos dois – Te procurei por todos os cantos. Hoje vamos ter a festa do Slug, gostaria de saber se... Você não queria ir comigo! Afinal, nenhum de nós tem um par.
- Tudo bem, Susan – Concordou ele, sorrindo – Afinal, nenhum de nós tem um par, certo?
Lily torceu o nariz discretamente e olhou para seu relógio de pulso.
-Tenho que ir! – Exclamou ela, inventando um compromisso importantíssimo em sua agenda – Realmente, obrigada, James! Tchau Susan.
- Ei Lily! – Prongs segurou sua mão antes que ela saísse – Você é uma pessoa incrível.
Lily corou, virou as costas e saiu, deixando Susan e James a sós.
