Tiago Potter:

Droga.

Porque a Lily chamou o Almofadinhas?

Eu sei que era mentira, que Dumbledore queria falar com ele.

Ele não fez nada de errado pra ninguém.

Ainda.

Sirius Black:

Ah, o que eu devo fazer?

Falar com ela, ou não falar com ela? Eis a questão.

Hamlet é um livro trouxa escrito por Shakespeare que fica guardado na imensa livraria trouxa de Lily. Ou seja, debaixo de sua cama. É claro que eu já deitei lá (não necessariamente com ela) e li umas páginas deste livro, mas ele é complexo demais para a minha pessoa.

As aulas passaram rápido para alguns, mas para outros (como eu) pareceram demorar uma eternidade. Até que, finalmente, chegou o horário de almoço.

Eu e Pontas nos dirigimos até o salão comunal, onde estavam todos juntos nos esperando. Mas Lily e Marlene estavam em outra ponta da mesa, completamente separadas dos outros marotos e seus amigos. Resolvemos nos sentar com elas do outro lado da mesa, eu do lado de Lene, e ele do lado de Lily. Ah, que lindo, Tiago e Lily, os dois pombinhos apaixonados.

Eles começaram o plano dois com um selinho. Era um plano do tipo que nunca ia dar certo. Mas se esse não desse certo, aí sim estaria o problema. Eu teria que dizer a ela tudo o que sinto.

Tudo parecia correr bem. Os dois continuavam com o plano, enquanto eu já notava sua cara de arrependimento. Ela poderia estar trocando carinhos comigo exatamente agora. Mas depois de um tempo, isso nã parecia encomodar mais. Por que não?

Marlene McKinnon:

Calma Lene. Você sabe que não seria assim com o só quer provar que todas gostam dele.

E o pior é que é verdade.

Mas ele não fica nem um dia inteiro com a mesma. Ele simplismente troca. E isso me incomoda demais. Mas não devia.

Tiago e Sirius se entreolharam, e descobriram que o tal 'planinho' deles não tinha dado certo, não tinha tido nenhum efeito em mim. É, eles estavam completamente errados. Tiago beijou minha amiga mais uma vez antes que os dois se retirassem. E foi neste exato momento que eu percebi o meu problema, o que eu mais temia.

Ficar sozinha com Sirius Black.

Tiago Potter:

Tá, eu sou um idiota.

Eu deixei os dois sozinhos. Eles podem se matar a qualquer momento.

Depois eu ouço do Sirius o que aconteceu, tipo, onde ela enfiou a faca nele.

Ah, agora eu acho que vou encontrar com o Aluado e com o Rabicho no dormitório.

"Eaí gente, o que contam de novo?" - perguntei,tentando ser legal. - "Sabe, eu deixei o Sirius conversando lá e.. LILY?!"

Sirius Black:

Tudo bem que tinha muita gente em volta, não estávamos sozinhos.

Mas ninguém por ali estava prestando atenção em nós, então era como se estivessemos em uma floresta escura.

Sem nada. Sem ninguém. Só nós dois.

Ela estava me olhando com desespero, suas sombrancelhas estavam erguidas e ela parecia ter visto um ET. Droga, aquela espinha cresceu de novo? Tapei meu rosto com as mãos e me encolhi um pouco. Ela me olhou com mais espanto ainda: "Você está ficando louco ou o que?" - disse ela, agora levantando apenas uma sombrancelha. - "Louco? Qual é seu problema?" - quando terminei a frase, dei um soco na mesa e fui embora. Eu estava mesmo revoltado. Será que ela ainda não tinha notado que eu gostava dela? Ao pisar no primeiro degrau da escada, ouvi passos atrás de mim.

"O que você quer de mim, Black?" - reconheci a voz que vinha de trás e não respondi de imediato. Primeiro, me virei lentamente ver o rosto dela, de Marlene.A voz estava meio rouca.

Daí, notei uma coisa que não esperava. Ela estava chorando. E, antes que eu pudesse abrir a boca para falar qualquer coisa, ela já estava gritando comigo novamente:

"Você quer tirar meus dias de sono, não me deixar prestar atenção na aula, tirar notas baixas? Parabéns. Já conseguiu." - enxugando as lágrimas do rosto, continuou. E eu, cada vez mais surpreso. - "Mas Sirius, por favor, não me dê esperanças. Esperanças de que um dia, você irá mudar, ser uma pessoa normal, que queira algo sério com alguém. Não tente mais, Sirius. Não me dê esperanças, e não se iluda." - ela terminou o descurso, me olhando fundo nos olhos e indo embora, realmente decepcionada. Eu sentei na escada ao ouvir a porta do salão comunal bater, com a saída triunfal da McKinnon. Provavelmente, todos ouviram seus gritos comigo do lado de fora, e já imaginava que estariam todos olhando para ela.

Agora, acho que preciso mesmo repensar algumas coisas que os Black devem ou não fazer.

Marlene McKinnon:

"Ui." - disse Sophie ao me ver entrar novamente no salão. - "Essa doeu, até no Sirius."

Não há sobre o que pensar. Não mesmo. Como eu posso pensar em alguma coisa quando minha cabeça já está cheia? Acho que de vento. Ah, esquece essa besteira. Está impossível de pensar.

Só vem uma coisa à minha cabeça. Como eu pude vir a gostar de Sirius Black?

Acho que tem coisas que não precisam de resposta, porque a gente não ia gostar da resposta.

Não é o caso desta. Aqui temos o caso mais raro. As perguntas que não têm resposta.

Já descobriram até porque o céu é azul, um marco para a ciência.

Seria marcante para mim se descobrissem por que eu me apaixonei por Sirius Black.