X.x.x.x.x [Colocando em prática]

- Ah, que droga, essas ruas que parecem todas iguais! - Aubrey reclamou, odiando-se por ter fugido de Angel. Havia dobrado na rua errada pela terceira vez.

Ouviu o barulho irritante da lambreta passando veloz no meio da noite, na rua deserta. Angel, pensou ela, devia já ter passado procurando por ela.

- Que ótimo, nem posso ter um celular nessa droga de anos 70. - Ela chutou uma latinha de refrigerante no chão.

Aubrey suspirou e decidiu voltar para o Roller Disco, perguntaria para Carl se podia passar a noite no camarim. Com passos curtos deu a volta. Já havia andado bastante, e ficou surpresa com isso.

Poucas pessoas estavam na rua, e a maioria sequer tinha escolha. Mais homens do que mulheres sujos, e com roupas rasgadas. Sem-tetos, pensou Aubrey. Começou a ficar frio e ela se abraçou, andando mais rápido, olhando para o chão.

Após duas quadras resmungando, ouviu uma voz fraquinha pedindo socorro. Aubrey olhou para os dois lados da rua, procurando o dono da voz.

- Aqui, socorro, por favor, venha... - A voz vinha de um beco do outro lado da rua. Parecia masculina.

Aubrey atravessou a rua e procurou alguém no beco. Estava escuro, e ela não encontrou ninguém em sua pesquisa rápida ainda em pé na rua.

- Moça, socorro, estou no chão... - O homem insistia.

Aubrey olhou novamente para os dois lados da rua, procurando alguém que pudesse a ajudar a socorrer o homem. Há pouco as ruas estavam quase cheias, mas agora não havia ninguém.

- Senhor, fique parado... - Ela se aproximou cuidadosamente do homem - Está ferido? Qual seu nome?

- Vincent.

Aubrey se abaixou e tentou erguer o homem. Ele era pesado, e não parecia estar tentando levantar. Vestia um grande casaco com capuz. Não era possível ver seu rosto.

- Ele não está ferido, mas você pode ficar. - Um outro homem apareceu das sombras, sorrindo. Vincent levantou, e prensou Aubrey na parede.

Ambos prenderam os pulsos dela com uma algema especial, no mesmo instante de Vincent tapar a boca de Aubrey. O jovem loiro tirou um lenço do bolso e o encharcou com um líquido de uma pequena garrafa. Aubrey começou a ficar nervosa, agitada. Tentava gritar, sair dali, não conseguia.

- Quietinha, não vou te machucar, a menos que queira... - Vincent riu, colocando o lenço encharcado no rosto de Aubrey.

Segundos depois, ela parou de se mexer, adormecida. Os dois a seguraram para que ela não caísse.

- Me ajude a levá-la para o carro, Marcus. - Vincent ordenou.

- Sim, senhor. - Marcus segurou as pernas de Aubrey - Ótima pescaria, não, Dr.?

- Sim, excelente.

Ele deixou o capuz cair, mostrando os cabelos prateados na luz do poste.

Dr. Tan havia conseguido Miss Aubrey.

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N/A: #Partiu #Chorar #Depressão. Certo, não sou um monstro sem coração, gente. Eu amo a Aubrey tanto quanto vocês T~T (Talvez mais, dizendo minha fiel escudeira), mas isso era necessário. Qualquer dúvida aleatória, já sabem, Reviews!