{N/A} música sugerida para esse capítulo: Breakers - Local Natives
Capítulo Três
Vinte e três horas e doze minutos.
Ela subiu a escada nas pontas dos pés, agradecendo aos céus pelo sono pesado de seus familiares. Abriu a porta do quarto e franziu a testa diante do ranger da maçaneta. A janela já estava aberta, suas cortinas azuis puídas dançando com o vento frio que adentrava o cômodo. A cadeira de balanço movia-se levemente, abrigando o garoto mais alto da cidade.
E por uns três segundos, ela desejou que ele se chamasse Anthony.
- Atrasado, mocinho – Isabella sussurrou, sentando-se na ponta da cama.
Mesmo no escuro, jurou tê-lo visto revirar os olhos.
- É melhor haver um bom motivo para eu quase ter morrido tentando escalar a sua casa – ele grunhiu como um garotinho emburrado.
- Me diga uma vez em que eu não tive um bom motivo para convocar nossos encontros à noite. Apenas uma.
- Hmmm... Que tal aquela vez em que você estava com medo do escuro e me obrigou a dormir ao seu lado? – ergueu as sobrancelhas, sentindo-se vitorioso.
- Eu só tinha doze anos – Isabella lembrou, franzindo a testa – Não conta.
O ruído da cadeira parou abruptamente e então uma luz fraca invadiu o quarto. Ela agora podia vê-lo abrir um sorriso zombeteiro.
- De nada – ele disse, fazendo uma pequena mesura.
Ela bufou.
- Deixe de gracinhas e senta logo aqui, Edward.
Ele ajeitou seus óculos novos e ocupou a outra extremidade da cama.
O silêncio surgiu entre os dois, enquanto Isabella permitia-se uma breve perda de consciência ao apreciar os olhos dele. Na maioria das vezes inócuos, agora pareciam perigosamente irritáveis. Ela sabia o quanto ele odiava ter seu precioso sono interrompido. O que acontecia com frequência; já denunciavam suas olheiras arroxeadas.
Então ocorreu uma mudança: ele notou a análise que os olhos persistentes dela realizavam sobre os dele. Edward franziu a testa, inaugurando uma batalha silenciosa. Os olhos dele passaram a consumi-la, como se desejassem derreter e depois saborear o achocolatado dos olhos de Isabella.
De repente, eles não eram mais os mesmos. Ela o fitava imaginando Anthony; ele a encarava pensando em Marie. Eles ludibriavam a si mesmos com olhares sôfregos e ébrios. Uma batalha sem vencedores.
- Diga logo o que quer, Bella – Edward murmurou, a voz rouca, quebrando a tensão ao fitar a janela.
Ela pigarreou, ignorando solenemente a estranha troca de olhares que havia acontecido há menos de um minuto.
- Anthony me convidou para sua festinha do mês que vem – o entusiasmo contido era perceptível em sua voz.
Edward apertou os lábios, a desconfiança brotando em seus pensamentos. Desde quando o irmão importava-se o suficiente com Bella para convidá-la para uma festa?
- Eu... Eu acho que... Acho que ele gosta de mim, Edward.
- O quê?! – exclamou, incrédulo – Bella, por favor, você sabe muito bem que...
- Eu não estou querendo dizer que acho que ele está apaixonado por mim ou qualquer coisa do tipo, Edward, não seja ridículo – ambos suspiraram, aliviados – Digo que acho que ele tem... Um carinho por mim. Talvez queira ser meu amigo. Talvez queira me conhecer melhor. Se aproximar de mim.
Edward revirou os olhos. Conhecia muito bem aquela expressão. O típico olhar sonhador tomou conta do rosto de Isabella, e ele se perguntou se ela não estava imaginando seu casamento com Anthony ou algo assim.
Ela se voltou para Edward.
- E você, meu caro, vai me ajudar – cruzou os braços, séria.
Ele a encarou por alguns segundos, apenas para ter a certeza de que ela estava brincando, é claro.
Ela não estava.
Isabella segurou o riso ao ver os olhos do amigo saltarem para fora das órbitas.
- Bella... – disse, como se estivesse conversando com uma garotinha teimosa - Não sei se você já percebeu, mas eu e ele não possuímos a melhor relação fraterna do mundo, digamos assim. Eu não posso ajudar. Eu não tenho como.
- Eu te ajudo – ela mordiscou o lábio inferior – Com a minha irmã.
Golpe baixo, ele pensou. Se existia algo que Edward queria mais do que, sei lá, passar de ano (com louvor) no colégio, era namorar... Não, era ter uma chance, ao menos uma chance, com a irmã de Isabella.
- Não sei não... – revidou, embora o olhar de bobo apaixonado denunciasse seus pensamentos.
- Vamos, Ed... – Isabella disse, imitando o jeito que Marie o chamava.
Ele jogou um travesseiro em sua direção, levando-a a gargalhadas.
- Não vejo graça, Swan – falou, com um bico digno de criança mimada.
Ela apertou suas bochechas, divertida.
- Vamos logo, apaixonadinho! – riu – Aposto que conseguimos conquistá-los antes da festa.
Isabella estendeu a mão para ele. Edward a fitou, momentaneamente indeciso. Bem...O que tinha a perder, afinal?
- Tudo bem, senhorita Swan – murmurou, cansado, apertando a mão da amiga – Você venceu.
Os dois sorriram um para o outro, aparentemente satisfeitos. Entretanto, no fundo de suas mentes, ambos se perguntavam se aquela ideia maluca daria certo.
Isabella tinha medo por Edward. Ela conhecia Marie, e sua irmã não era, definitivamente, a garota doce e inocente que ele acreditava ser. Marie era manipuladora, superficial, incapaz de enxergar a beleza interior das pessoas.
Edward tinha medo por Isabella. Ele conhecia Anthony, e seu irmão não era, definitivamente, o garoto encantador e gentil que ela acreditava ser. Anthony era manipulador, superficial, incapaz de enxergar a beleza interior das pessoas.
No final das contas, aquele aperto de mãos simbolizava mais do que um simples trato: simbolizava uma promessa de que não haveria corações partidos.
Ou ao menos assim eles esperavam.
{N/A} Oi para você, pessoa linda e maravilhosa que acabou de ler o capítulo três! :D
Então, gente, eu pretendia postar isso aqui amanhã, mas como ficarei (provavelmente) sem acesso à internet durante uns dois dias, resolvi fazer isso logo hoje! Bem, se eu conseguir um Wi-Fi decente até lá, já posto o quarto capítulo! Mas se não conseguir... A gente se vê! hahaha
De qualquer forma, agradeço novamente a todos vocês por lerem/comentarem/seguirem/favoritarem isso aqui! Vocês são demais, sério.
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Sarab! Obrigada mesmo pela review! *-* Pois é, eles são falsos mesmo, e bota falsidade nisso! hahaha Quanto à festa... *risadinha maléfica*
Jennamatt! *_* para a sua review! Obrigada! A Marie é uma incompreendida, tadinha. Mentira. Ela não é uma pessoa legal, para dizer o mínimo. ;)
Stewbite! Muito obrigada mesmo! E estou postando ;)
Rebets, hahaha apenas medinho de você! :P Então, eu já passei do capítulo 12, e como ainda tenho uma história pra lá de enooorrrme para desenvolver, acho que não vou abandonar/parar de postar não! hehe Ah, e obrigada mesmo por reparar nesses detalhes! E não precisa diminuir o tamanho da review, tá! ;)
~Cecí
Sabe aquele tipo de felicidade que faz você sair pela casa dando pulinhos descontrolados? Pois é, eu vou ficar exatamente assim se você apertar o botãozinho ali embaixo e comentar! :D *lançando meu melhor olhar pidão*
