Kakarotto recebe uma visita indesejável, alguém que ele detestava.
Chichi começa a sentir algo pelo seu mestre . . .
Capítulo 4 - Visita Indesejada - Capítulo revisado
Por mais que odiasse aquele que estava na entrada, abaixa o olhar e fala em tom humilde, embora queimasse de raiva por dentro:
- Boa noite. Residência do príncipe e general Kakarotto-sama, o que vossa senhoria deseja?- se curva levemente.
- Escravo! Onde está seu mestre?
Nappa fala irritado, pois ele era um saiya-jin da Elite, podendo ser notado graças a armadura de aspecto dourado, além de um comandante, tornou-se um garoto de recado, momentaneamente, sendo no mínimo revoltante para o mesmo, mas como fora o rei que mandara, não tinha muita escolha além de cumprir com as ordens, agravando-se o fato de que odiava o general.
- Meu mestre se encontra em seus aposentos, senhor.
- Chame-o animal! Tenho um recado do irmão dele, o rei Vegeta!
- Sim, senhor, por favor, entre - indica com a mão.
"O que não daria para dar um soco nesse canalha ", Yamcha pensa, fechando seus punhos com força.
O saiaya-jin grande e careca entra e senta no sofá confortável da sala, virando-se para o escravo para o terráqueo:
- Sirva-me alguma coisa, escravo!
- Sim senhor - se retira para a cozinha para ver se conseguia se acalmar.
Ao entrar na cozinha bufando de raiva, Kurilin dá tapas no ombro dele, encorajando-o, enquanto que Pual faz o mesmo, olhando tristemente para oseu amigo.
- Obrigado, Kurilin . . . Detesto este desgraçado.
- Idem. . . Mas fazer o que, né?
- Bem, ele precisa ser servido de algum aperitivo e bebida. . . - o jovem fala desanimado, frente a expectativa de ir servir aquele saiya-jin.
- Yamcha-sama, deixa que eu vou em seu lugar. - Pual se pronuncia, prontificando-se.
- Deixa Pual, é muita coisa para por na mesa, eu vou levar - Kurilin fala - Yamcha já o aturou muito. Agora é a minha vez.
- Mas quero ajudar - o gatinho azul fala pedinte.
- Pual, por que não vai avisar Kakarotto sobre "aquela coisa" no sofá principal?
- Hai! Yamcha-sama - e nisso voa até o quarto do saiya-jin.
Após uns minutos chega e abre a porta, após dar três toques na mesma. Kakarotto estava meditando, então abre os olhos e sorri para o gatinho.
- Já sei quem está aí, Pual, senti o ki.
- Ah! Tá - fala desanimado, abaixando as orelhas.
Ele se levanta e acaricia a cabeça do gatinho com seu sorriso característico no rosto:
- Mas mesmo assim, muito obrigado Pual.
O gatinho fica feliz, pois Kakarotto era muito gentil e amável.
O saiya-jin seguido pelo neko ( gato) sai do quarto, fechando a porta e se preparando para no final do corredor ao descer as escadas, encontrar um dos saiya-jins que mais detestava, enquanto Pual flutuava animado junto dele, sendo que na sala agiria como um escravo, mas ,lá, com ele sozinho, agia naturalmente.
Na sala, Nappa se servia de mais um copo de bebida e uns lanches, quando vê cruzando a sala, uma jovem. Ao avistar o saiya-jin, a menina se curva e se retira o mais rápido que consegue por perceber o olhar cobiçoso deste repleto de malícia para ela, fazendo-a temer, tratando de se retirar do ambiente o mais rápido que conseguia, mas, não conseguindo, acabando por sentir o "sangue gelar" quando a ouviu chamando:
- Escrava, venha aqui! - ele ordena lambendo os beiços.
Marina engole em seco e vai até o visitante, tremendo. Não sabia o que fazer, pois seu antigo dono fazia questão que as servas servissem as visitas, inclusive na cama, sendo considerado um tratamento especial, mas, seu mestre atual nada falara disso, apesar de parecer gentil e amável, não sabia como ele queria que agisse frente a uma visita.
Aproxima-se dele, parando no lado e perguntando, temerosa :
- De. . . seja algo . . . sen . . . - mas não tem tempo de terminar.
Nappa já havia colocado a mão na coxa dela e apertava, enquanto a outra mão acariciava o ventre desta, descendo cada vez mais.
Sentindo-a tremer, comenta:
- Pensei que tinha cabelos negros . . . Mas são ruivos.
- A. . . Outra é. . . Chichi - fala fraca, apavorada demais para processar corretamente as palavras.
- Kakarotto comprou outra?- e sorri cinicamente - até que enfim está virando um verdadeiro saiya-jin, só falta aprender o jeito certo de tratar animais co . . .
Mas não chegou a terminar a sentença, pois rapidamente a jovem estava a salvo deste, enquanto Kakarotto, transbordando de ira, prendera as duas mãos do saiya-jin grande facilmente, fazendo questão de torcer, enquanto este gritava de dor.
Nisso, Nappa pergunta enraivecido:
- Maldito. . . o que está fazendo?!
- Como ousa tocar no que não lhe pertence? Bastardo. . . -e torce mais, fazendo-o gritar mais ainda em dor.
- Mestre. . . - a jovem sente-se aliviada, este não gostava disso, então, nota que ele olhava para ela com a face preocupada:
- Ele a machucou Suno?
- Não. . . Kakarotto-sama - fala com as bochechas aquecidas, começando a sentir algo por ele.
- Que bom. . . - e sorri, fazendo-a retribuir o sorriso.
Nisso, ao virar o rosto para Nappa, o sorriso abandona a sua face e passa a olhar com raiva e repugnância para o saiya-jin maior.
- Nunca deixe as visitas te tocarem, se ver um desses e não estiver em casa, não permita que a veja porque muitos não respeitam a casa alheia. . . - ele acrescenta sem olhar para ela.
- Hai, obrigada mestre - e sente seu coração bater ainda mais forte.
- Como sempre mole com os escravos, nem parece um de nós - Nappa fala, ignorando a dor nos punhos.
- Agora. . . Quando a você desgraçado. . . Vai ser as regras, tocou no que não lhe pertencia - e nisso, usando o Shukan Ido se teleporta com o outro para longe dos limites da cidade.
Nappa sente-se ser solto, após ser teletransportado. Olha em volta percebendo que estavam em uma formação rochosa, ficando boquiaberto e Kakarotto fala:
- É o Shukan Ido.
- O rei tem que saber disso - fala indignado, quando Kakarotto o soltara.
- Ele sabe, mas não quis aprender, não gosta disso, digamos assim . . . mas sabe que sou capaz de fazer essa técnica, a única que aprendeu foi a sentir o ki.
- O ki?
- Não uso o scouter faz tempo e nem Vegeta para medir os níveis de poder, apenas para nos comunicarmos. . . Nunca percebeu?
- Não sei como fazem isso, mas não me interessa. . . - estava irado.
Afinal, a coisa mais sensata era não comprar briga com um super saiya-jin 4 , por ser suicídio, mesmo conseguindo se transformar em super saiya-jin 1, sendo que é o que faz, instintivamente, com os olhos tornando-se verdes, assim como a barba fina e a cauda tornando-se dourada, além de aumentar seus músculos, o que de fato faz, elevando seu poder a um super saiya-jin 1 , o nível da elite daquele planeta, ignorando a sensatez, pois ele iria surra-lo.
Porém, jurara que não apanharia como um cachorro ordinário encolhido, com o rabo entre as pernas, seria lutando com o máximo de seus poderes, mesmo sabendo que nada adiantava contra um saiya-jin do nível dele.
Enche os pulmões e lança uma rajada de ki pela boca para cima do outro, que apenas sopra dispensando a rajada. Nappa fita com horror, nunca imaginava que isto era um super saiya-jin 4 e que tivesse tal nível de poder e temeu Kakarotto como nunca na vida, fazendo-o ficar apavorado.
Nisto, Kakarotto avança sobre ele, dando um soco em seu estômago e o arremessando longe.
Este se levanta com um pouco de dificuldade, avançando contra o príncipe, que se desvia sem dificuldade, na verdade, Nappa se movimentava em câmara lenta para o nível de super saiya-jin de Kakarotto, além de que Nappa ficou muito musculoso e isso comprometera a velocidade, tornando-o mais lento ainda e nisso, Kakarotto desfere mais um golpe no lado do corpo deste e outro na cara, fazendo-o chocar-se contra uma pedra negra que racha.
Então fala:
- De que adianta uma força dessas se compromete a velocidade? Esses músculos atrapalham - fala olhando irritado para Nappa.
- Isto é poder! Mas sei que não se compara ao super saiya-jin 4 . . . - continua falando e nisto cospe sangue, limpando o canto da boca com o punho.
- Que seja . . . Mas sua punição não acabou ainda ! - Kakarotto fala irado.
Para horror do adversário, Kakarotto desaparece da vista dele, reaparecendo atrás e dando um murro nas costas dele e depois um soco, enquanto voa pelo ar e depois uma cotovelada, fazendo-o cair reto no chão, fazendo uma cratera considerável, com este flutuando até a borda e pousando, suavamente, olhando para o saiya-jin imenso no fundo, que já abandonara a forma supersaiya-jin 1.
- É como comparar um mionch ( uma espécie de rato de três caudas e um chifre na testa) a um kouich ( uma espécie de criatura, semelhante a um cachorro, mas com focinho comprido e escamoso e orelhas sendo só furos no lado da cabeça e corpo esguio), Kakarotto - este flutua com dificuldade e pousa em frente ao super saiya-jin 4, que cruzara os braços.
- Pelo menos assume a diferença - fala sem deixar de olha-lo, considerando que a punição já fora adequada - O que queria comigo, Nappa?
- Vai ter que ir numa reunião no castelo amanhã, por volta de uma da tarde, na sala de reuniões, um escravo no castelo irá guia-lo, também estará seu pai, Bardock, claro, e outros membros importantes, assim como uma escrava-cientista que desenvolveu um novo projeto e precisa de aprovação para ser construído, creio que vai te interessar também. - fala recobrando as forças e pondo-se me pé, embora ainda sentisse os golpes de Kakarotto.
- Não gosto de reuniões em ambientes fechados, é maçante - suspira aborrecido.
- É imprescindível ir. . . Afinal, oficialmente é o príncipe e também acumula o cargo de general, tem que estar nessas reuniões. . . Como você diz . . . "maçantes" - fala sorrindo adorando a ideia dele ser obrigado a fazer algo que não gostava.
- Que seja - se foi Vegeta que mandou teria que ir, senão fosse teria que aturar um dos sermões deste que eram irritantes, sendo que era preferível evitar tudo isso indo nessa reunião, quem sabe, aproveitaria e conversaria com seu pai. – Daqui, você pode voltar.
Nisto se concentra e usa o Shukan Ido para retornar à mansão.
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No quarto de Kakarotto, Chichi saíra do banheiro, enquanto pensava
"Não entendo porque deixou-me banhar-me de porta fechada, qualquer outro mestre adoraria ver a escrava nua, tomando banho . . . ".
Levantou-se, secando-se e pegando a roupa da bancada, preparando-se para a roupa ser algo pervertido, mas não era, conforme observava, era bem comportada e discreta, lembrando a que usava na Terra e ao lembrar-se de seu planeta natal, vêem a imagem de seu pai morto e dos saiya-jins se divertindo com ela vendo-a lutar, apenas para nocautearem ela, no final.
- Malditos Saiya-jins! Odeio essa raça! - fala amargurada, enquanto terminava de se vestir.
Sai da casa de banho usando a roupa nova, enquanto havia colocado a anterior no lixo do banheiro, enquanto olhava em volta e não viu o saiya-jin.
Nisso, teve a ideia de tentar fugir e ao ver a janela á frente dela, inclusive aberta, não pensa duas vezes, dirigindo-se até a mesma e apoiando um dos pés no beiral, preparando-se para saltar.
Quando vai se preparar para o salto, uma mão forte a puxa por um dos braços e depois vê dois braços com pelagem abraçarem-na.
Levanta a cabeça irada vendo Kakarotto com seu sorriso característico, enquanto engolia em seco, pois ele iria puni-la, como qualquer mestre faria se a escrava tentasse fugir, duvidando que ele fosse indulgente uma segunda vez para com ela.
Nisso sussurra no ouvido desta, após aspirar o perfume dos cabelos da jovem:
- Não posso nem sair por alguns instantes do meu quarto que já pensa em fugir? - roça o nariz no pescoço dela - Você dá muito trabalho, Chichi.
Ela treme levemente. Com ele sorrindo senta com ela na cama, envolvendo com sua cauda a cintura desta, enquanto acariciava os cabelos sedosos e macios da jovem, falando, sentindo uma leve névoa de luxúria envolve-lo, frente a caricia no cabelo da jovem:
- Como consegue que sejam tão macios e sedosos? – pergunta com a voz levemente rouca ao roçar o nariz nos cabelos sedosos dela, fazendo-a sentir um leve calafrio involuntário frente a leve rouquidão na voz deste.
- Os cabelos de vocês saiya-jins são muito selvagens. . . – fala asperamente, controlando o calafrio prazeroso que ousara se espalhar em seu corpo, frente a voz sexy.
- Amo o seu cabelo - fala acariciando-os enquanto sente que começa a ficar excitado apenas mexendo no cabelo da jovem.
- Então vou corta-lo - fala entre os dentes.
- Não vai . . . Os cabelos são meus, me pertencem.
- De novo com isso de propriedade! Detesto!
Sente-o roçar seu nariz no pescoço dela e depositar um beijo, enquanto suas mãos movem do braço dela para sua cintura.
- Não sou uma escrava sexual, não deixarei que me viole! - grita, com lágrimas nos olhos, afastando-o dela, apavorada frente ao avanço das carícias.
- Já disse que não vou força-la ou viola-la! Respeitarei se recusar, como fez agora. . . Prometo.
Ela o olha desconfiada e este pergunta, desanimado:
- Não confia em mim, Chichi?
- Não confio na sua raça!
Ele suspira e nisso, escuta batidas na porta reconhecendo os cheiros como sendo seus amigos e Suno.
- Podem entrar.
Chichi vê Pual, Yamcha, Kurilin e Suno entrando com bandejas e jarras, colocando-os na mesa no centro do quarto, com a terráquea ficando abismada frente a quantidade e fartura de alimento.
Nisso, ele se levanta e estende a mão para ela, que dá um tapa e com o nariz empinado, ergue-se da cama.
Porém, mal dá dois passos, sente o cansaço e fraqueza abater-se sobre ela e antes que caísse de encontro ao chão, dois braços fortes a seguram reconhecendo como sendo de seu mestre e pesar dos protestos desta, a pega no colo fazendo-a sentar-se na cadeira, preparando um prato e colocando na frente desta, pois estava preocupado com sua saúde.
Chichi acaba ficando levemente ruborizada pela gentileza dele, mas se refaz ao lembrar que ele era um saiya-jin, ou seja, uma raça cruel e desprezível, que havia lhe tirado a felicidade e a liberdade.
- Obrigado por trazerem a comida, amigos - fala feliz, sentando e servindo-se rapidamente de tudo, mal mastigando.
- De nada - e os demais se sentam e começam a comer.
Ela olha abismada como Kakarotto frente ao seu jeito voraz enquanto comia, limpando o prato rapidamente, a surpreendendo apesar de já ter tido dois donos saiya-jins anteriores, mas não se lembrava de terem tal apetite e voracidade na comida, ficando tão espantada frente a voracidade deste, que não havia tocado no prato na frente dela, ainda.
- Não vai comer, Chichi?- Kurilin pergunta.
- Estou sem fome - vira a cara.
- Tem que comer, está fraca.- Kakarotto fala, observando-a, parando de comer momentaneamente.
- Não quero, basta a sua presença para me tirar o apetite.
Ele analisa e então, fala:
- Se quer tanto sua liberdade, coma e recupere as suas forças, treine e me derrote. Se me derrotar a declaro livre, o que acha?- fala distraidamente, enquanto pega mais comida.
Ela analisa a proposta e pergunta:
- Vai cumprir se conseguir te derrotar?
- Claro - e sorri.
Kurilin revira os olhos e pensa " Nunca vai derrota-lo, Chichi, pois ele é um super saiya-jin 4", mas, sorri frente a esperteza de seu amigo para faze-la comer algo.
Ela passa então a se alimentar. Todos se entreolham, Yamcha, Pual, Kurilin e Suno, pensando " Ela dá medo . . . ".
Nisso, a jovem se alimenta com entusiasmo pois estava faminta. Afinal, não comera nada desde ontem, enquanto permitia-se analisar a cena que presenciava.
Nunca vira os escravos comendo juntos de seu mestre, mas, lá estavam todos comendo. Em todos seus anos de escravidão nunca sonhara em ver tal cena, nem em seus sonhos mais dementes por ser "surreal" demais, pois, os saiya-jins viam os escravos como seres inferiores, praticamente animais e por isso nunca imaginara tal cena.
Tinha certeza que em mais nenhum outro lugar do planeta Bejiita, escravos comiam com os seus donos, além de mostrar um mestre que possui tanta consideração por seus escravos a ponto de trata-los não como mercadoria ou objeto, mas, sim, como amigos, sendo algo surpreendentemente raro.
- Estava muito bom, quem fez? - Kakarotto pergunta com a barriga cheia e um sorriso de ponta a outra do rosto.
- Eu fiz. - Kurilin fala.
- É muito bom cozinheiro.
- Obrigado - e sorri para o saiya-jin, enquanto este se espreguiçava, já sonolento.
- Já podemos retirar a mesa para descansarmos.- Pual fala.
- Claro, já está tarde.- Kakarotto fala olhando pela janela.
- Com licença - Suno pede timidamente e começa a retirar as coisas da mesa junto dos outros, enquanto que Kakarotto apertava o botão da mesa para esta virar cápsula, guardando no móvel.
- Boa noite, Kakarotto - todos desejam boa noite ao saiya-jin.
Chichi também descia, quando sente dois braços fortes a circundarem, ficando levemente rubra e gritando:
- Me solta, bastardo!
- Não vou deixa-la sozinha, comigo aqui, já tenta fugir - ele fala cheirando o cabelo dela.
- Não vou me deitar com você, pervertido - e pegando a mão dele em sua cintura, morde.
Ele enrola sua cauda em volta da cintura dela e suga o corte na mão para depois abana-la, falando, desanimado.
- Me mordeu. . .
- Claro, me solte!- começa a se debater.
- Acho que vou colocar sua boca para uma melhor utilização - ele fala aproximando seu rosto dos lábios dela que empurra com as suas mãos o queixo dele.
- Sabia que era pervertido! Não sou prostituta.
O saiya-jin suspira e fala, cansado:
- Já disse que não vou viola-la nem obrigar você a nada, apenas deitaremos na mesma cama. Não vou fazer nada, já disse, nunca tomei uma fêmea a força e não começarei agora, Chichi.
- Não acredito.
Nisto, ele se vira e abre uma das gavetas, revirando as roupas, sorrindo ao encontrar o que procurava e mostrando a jovem, com um sorriso em seu rosto frente a ideia que teve. Era um haori um pouco comprido com uma faixa, e fala, ao vê-la olha-lo sem entender.
- É que esqueci de comprar um pijama para você e acho essa roupa meia desconfortável para dormir. Coloque essa e amanhã iremos ao mercado e você comprará as roupas que quiser e, inclusive, pijamas de seu agrado. Mas por hoje, use esse haori. Comprei uma vez na Terra há uns anos, achei interessante, diferente.
Ela olha da roupa para ele, ficando rubra e Kakarotto sorriu ao perceber que ela ficava muito bonita quando corava, passando a adorar vê-la assim.
- Quer que use isso?
- Só por essa noite, amanhã, compraremos roupas. - e joga o haori a ela - se bem, que se não quiser, tem a opção de não usar nada .
Ao falar isso, sorri triunfante, vendo-a resigna-se.
De fato, o haori não era muito curto, mas podia ser mais longo, a jovem pensa, rangendo os dentes e entrando no quatro de banho para se trocar, saindo alguns minutos depois, depositando sua roupa antes em cima de uma cadeira próxima do quarto de banho e puxando o haori mais para baixo, para cobrir melhor as suas coxas, sendo que da metade para baixo estavam expostas.
O saiya-jin fica hipnotizado ao vê-la de cabelos soltos, negros, como cascata que iam até a cintura e as coxas definidas e musculosas na medida certa.
- Pare de me olhar assim, pervertido!- grita intensamente rubra, lutando para puxar o haori para baixo, tentando encobrir ao menos as suas coxas.
- Hã - se refaz da visão que o hipnotizara - Foi mal, agora, podemos dormir, mas, antes, irei meditar para baixar o meu ki. - nisso a deposita na cama ao pegâ-la nos braços, sobre protestos dela, para depois por-se em posição de lótus no chão.
Kurilin e os outros só observavam e se entreolham, quando Chichi se ajeitava na cama, olhando o amigo deles com raiva e bufando, virando de costas na outra ponta.
Eles saem deixando o casal sozinho.
" Ele é esquisito ".
Afinal, esperava que a punisse quando fugiu, sendo que não fizera só isso e sim, inclusive ofendendo-o e o agredindo. Portanto, o que qualquer um faria seria puni-la, surrando-a até que ela morresse, mas não fez nada disso, Apenas se defendeu na luta e não a atacou, assim como rebateu a ofensa dela com ironia, além de somente escolta-la ao quarto como uma criança desobediente, adicionando o fato que comprou uma roupa discreta, além de deixa-la tomar banho em particular, não tentando molesta-la nem nada, respeitando a sua decisão quando se negou a ter relações com ele, além de que prometeu leva-la ao mercado para comprar roupas que a agradassem.
Ele era gentil, amável, protetor, honesto, de confiança, além de haver compaixão e bondade nos olhos dourados, nunca imaginando que iria encontrar um saiya-jin assim, confirmando as suas suspeitas de que ele era uma dessas exceções.
Cansada, dorme rapidamente de tão exausta com um sorriso no rosto, por dormir pela primeira vez em algo confortável nos quatro anos de escravidão.
Após abaixar o seu ki, abre os olhos se levantando, retirando em seguida as suas calças e ficando só de roupa íntima, pondo um calção por cima.
Deita no lado da terráquea, abraçando-a, enfiando seu nariz nos cabelos sedosos, aspirando o perfume dela, enquanto acariciava as melenas negras, além de repousar sua cauda nas coxas dela. Admira-a dormindo e pensa : " És a princesa que me enfeitiçou e fez-me cativo ", e então, sorrindo, adormece em seguida.
Desde que a vira no vaso há anos atrás na Terra um forte sentimento surgiu e depois de reencontrar a mesma no mercado, seus sentimentos profundos aumentaram ainda mais, passando a amava-la, mas não queria força-la.
Primeiro, precisava ganhar a confiança dela e aos poucos mostra-la que não era como os demais de sua raça.
E estranhava, pois, ele sentia uma ligação muito profunda, como se já tivessem se encontrado antes, além de sentir, também, que era algo muito profundo, enquanto que parecia anestesiar a tristeza que sentia ao se lembrar de Nyei e de sua cria.
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Amanhece em Bejiita e os cálidos raios de sol adentram pela janela e a jovem estava tão cansada que ainda dormia a sono alto, enquanto que Kakarotto desperta e se espreguiça, esticando sua cauda e depois a repousando placidamente nos lençóis alvos.
Então, olha ao lado e vê ela dormindo com a face tranquila, pensando consigo mesmo:
"Parece um anjo"
Então, não resiste e a beija docemente na bochecha, para levanta-se em seguida, dirigindo-se ao espaçoso e luxuoso quarto de banho.
Chichi desperta após alguns minutos e boceja, sentindo-se maravilhosamente bem, já que há anos não dormira tão bem, ainda mais em uma cama tão macia com lençóis de seda.
Olha em volta e vê que seu mestre já se levantara, escutando o som de água no banheiro e notando que ele estava lá.
Nisso, olha a janela aberta e não resiste, se trocando, rapidamente, depositando o haori na cadeira e preparando-se para pular a janela, sendo que antes de impulsionar o seu corpo, sente dois braços abraça-la e ele sussurrar em seu ouvido:
- Não adianta, posso sentir seu ki e esperei que se trocasse - e sorrindo, deposita um beijo na curva do pescoço dela - Por falar nisso, bom dia, Chichi!
Então a solta, com a mesma virando-se com uma face irada, apenas para vê-lo só de roupa íntima, fazendo-a emitir um grito e fechar os olhos com as mãos, enquanto seu rosto ficava carmesim, com este achando Chichi linda quando corava.
Então, pergunta, sorrindo maliciosamente:
- Vê algo que você gosta?
- Não - mas se dependesse do momento, era sim, pois era um corpo divino para ela, tornando a visão dele de roupa íntima marcada em sua mente à ferro e fogo.
- Acho que mente - e rindo, se troca.
- Tem que andar de roupas íntimas?- fala esquentada virando de costas.
- É o meu quarto, além de que, senão tivesse tentado fugir, teria me trocado, mas não me deu tempo . . . - fala de costas a ela se trocando e começando a calçar os sapatos.
Nisso, ela se vira e vê que ele já está trocado e com água na boca, farejando o ar e pensa consigo mesma " Parece um cachorro glutão "
Se bem que, reconhecia o quanto os saiya-jins adoravam comer, enquanto pensava que a única coisa que superava o desejo em se alimentar era o "amor" deles por lutar.
- Oba! Já está na mesa a comida!
- Vocês saiya-jins só pensam em comida?- ela o olha com censura, enquanto estava de braços cruzados.
- Não só em comida.
- Em que mais?
- Lutar, amamos lutar - ele se vira a ela sorrindo imensamente.
- Já imaginava . . . - fala suspirando, para depois olha-lo sorrindo, percebendo então que ele sorria com muita facilidade, sendo um sorriso doce e gentil, algo impensável em uma raça como aquela.
" Como ele é bonito quando sorri, sendo que já é lindo, mas com esse sorriso. . . ", pensa, ficando rubra e se recuperando, ao "assusta-se" com seus próprios pensamentos para com seu mestre " Chichi que é isso? Ele pertence a raça desprezível que matou seu pai e lhe tirou a liberdade " então, censura a si mesmo " É verdade " .
Ela abre os olhos e vê a face dele próxima da dela, olhando-a , preocupado:
- Está tudo bem?
- Claro, não fique próximo de mim!- e afasta o rosto dele com as mãos.
- Kakarotto, não vêm comer?- Kurilin fala da escada, pois estranhara o amigo não ter decido, ainda mais que este possuía um olfato apurado e com certeza sentira o cheiro da comida.
- Ah! É! - nisso sai correndo pela porta, deixando a jovem estática, pois acabara de correr como um cachorro.
Na escada Kurilin achava graça quando seu amigo corria daquele jeito quando estava faminto e pergunta, quando este passar por ele, velozmente:
- E Chichi?
O saiya-jin para e dando macha ré, enquanto os risos de Kurilin e dos outros que viam a cena de baixo, revibravam pela casa, frente ao ato dele de voltar ao quarto de costas, para em seguida ouvirem um grito de Chichi e sua voz irritada:
- Me ponha no chão, saiya-jin!
Ele desce dessa vez em posição normal com a jovem no braço, como se ela fosse uma mala, enquanto corria afobadamente para a mesa
- E o Shukan Ido, amigo?- Yamcha pergunta.
Correndo afoito, se vira e fala afobado, parando apenas momentaneamente, antes de tornar a correr para a mesa fartamente servida:
- Esqueci!
Nisso, senta Chichi numa cadeira e se põe a comer, pois estava faminto e o cheiro da comida era maravilhoso, impregnando-se nas narinas dele.
Todos riem, ainda, menos Chichi que estava irritada pela maneira que foi carregada, sem cuidado, por causa de comida, como se fosse uma mala.
Passado o riso, eles se sentam para comer, com a terráquea vendo como sempre, Kakarotto "devorar" a comida, quase sem mastigar, sendo praticamente, quase indecente.
Os saiya-jins amavam sua alimentação, mas, aquilo já era demais, pois nunca vira alguém tão guloso e faminto, parecendo que o estômago dele não tinha fundo, sendo que antes achava um exagero a comida, mas, contando a fome deste, era na medida certa.
Nisso, pensava que toda a comida que tinha ali poderia alimentar tranquilamente setenta pessoas.
- Chichi, não vai comer? - Pual comenta, enquanto se serve.
Ela estava pasma, frente ao ato de Kakarotto engolir a comida, quase não mastigando, enquanto enfiava o máximo possível na boca, tornando o ato dele comer, quase uma indecência, tamanha a "voracidade", demorando para se recuperar, pois ainda não se acostumara.
- Nosso amigo é muito "entusiasmado" para comer - Yamcha ri ao falar enquanto olhava ele devorar mais uma pratada imensa - você se acostuma, com o tempo, Chichi.
- Nnmm ...mmmmmmmm . . .. - tenta fala enquanto está de boca cheia.
- Não fale antes de engolir o que tem na boca! - Chichi fala entre os dentes
"Falta de educação ao comer", pensa.
Ele então engole de uma vez a comida na boca, cujas bochechas estavam cheias.
- Mastigue bem antes de comer! - grita exasperada, pois, tinha horas que ele parecia uma criança, comendo.
- Desculpe Chichi - fala pondo a mão atrás da cabeça, sempre quando estava sem jeito com alguma coisa.
- Sua mãe não lhe ensinou boas maneiras à mesa? - fala se levantando e pondo a mão na cintura.
Antes que pudesse ver algo, mais rápido que em um piscar de olhos, Kakarotto já estava na frente dela, enrolando seu rabo na cintura da jovem e trazendo-a para perto dele, enquanto colocava uma das mãos na coxa da terráquea e com a outra erguendo o queixo desta, perguntando num sussurro rouco com os lábios próximos do dela, que ainda está surpresa:
- Que acha de irmos lá em cima e trocar "ensinamentos" ?
- Pervertido! - grita rubra dando um tapa nele.
Todos olham surpresos, menos Suno, que começava a se sentir incomodada com a proximidade dos dois e nisso, se afasta dela, pondo a mão no rosto e acariciando onde ela deu-lhe um tapa, embora nada sentisse.
- Fica tomando liberdades com o meu corpo.
- Correção, meu corpo - nisso se aproxima dela sorrindo, que grita:
- Sabia que era pervertido! - irritada, sobe os degraus da escada.
- Foi brincadeira, Chichi - fala se desculpando, nos pés da escada..
- Hunf! Deixe-me em paz por alguns minutos! - gritava irritada, enquanto desejava um tempo para si para processar o que sentira naquele instante.
Então se recorda da carícia na coxa dela, a voz rouca e sensual que mexera com ela, vindo-lhe a mente a visão dele de roupa íntima e o corpo dele como se tivesse sido esculpido pelos deuses, simplesmente perfeito, passando a temer os seus próprios sentimentos para com aquele saiya-jin.
- Vamos sair quando estiver pronta para irmos ao mercado, pois depois do almoço, tenho uma reunião no palácio. - ele fala embaixo.
Ela não responde nada e eles escutam-na bater a porta com força.
Kakarotto olha para cima, apenas por alguns segundos, para depois verem ele se refazer, passando a exibir seu costumeiro sorriso, como senão tivesse nenhum problema, pondo-se a devorar a comida, alheio ao que acontecera instantes atrás.
Kurilin revira os olhos e pensa consigo mesma, enquanto comia mais uma garfada "Nunca se esquenta com nada . . . que inveja ".
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Notas Finais
Eis mais um capítulo, Chichi está começando a sentir alguma coisa pelo Goku, aqui nas notas irei referir a ele como Goku, para não ficar muito redundante Kakarotto srsrrsrs.
Deixei da personalidade original dele ele ser despreocupado e não esquentar com nada, como é mostrado no anime e mangá.
No próximo episódio, será mais focado em Vegeta e Bulma XDD
Vai acontecer isso, capítulos focados ou em Goku e Chichi ou Vegeta e Bulma e com exceção, alguns voltados para ambos.
Resolvi postar dois em caráter excepcional, pois quero até sexta ou no sábado, mostrar o capítulo centrado em Vegeta e Bulma.
" . . . mionch ( uma espécie de rato de três caudas e um chifre na testa) a um kouich ( uma espécie de criatura, semelhante a um cachorro, mas com focinho comprido e escamoso e orelhas sendo só furos no lado da cabeça e corpo esguio), . . . "
Resolvi inventar duas espécies nativas para o planeta Bejiita.
