Meu Deus como essa semana está corrido no trampo... Pelo menos consigo ir até a casa da costureira que está fazendo meu cosplay...
Sabem o que é dormir duas ou três horas por dia? é por isso que passarei nos próximos dias, para poder adiantar muito material, e outras coisa. Vamos ver se vai dar certo. Quando digo adiantar, me refiro a essa fanfic.
Ao Guest que comentou, agradeço muito ^^ Espero que continue acompanhando a fanfic
Sem mais delongas.
Boa leitura
Capítulo 3: Eu aceito.
Nico naquela manhã estava extremamente estranha. Havia menos comida no bentou da morena que sempre. Estranharam. Além disso, Nico parecia estar mais preocupada do que o usual.
- Nicocchi? – Nozomi chamou pela outra. – Aconteceu algo? – Perguntou preocupada assim que ganhou a atenção da outra.
- Nada... – Nico respondeu desanimada. Eli e Nozomi se entre olharam.
- Nico você está com mais algum problema com dinheiro? – Eli perguntou já sabendo que era isso. Nico dificilmente ficava preocupada com outra coisa.
- Não. – Nico mentiu desviando o olhar.
- Nicocchi! – Nozomi começou então a apertar os pequenos seios da morena.
- Tá bom, Nico fala! – Nico exclamou tentando se soltar. – Aqui. – Então ela pegou um papel de sua bolsa.
- Ordem de despejo? - A dupla disse surpresa.
- Ontem a proprietária veio me entregar isso. Aparentemente estamos devendo cinco meses de aluguel. – Respondeu visivelmente desanimada.
- Se quiser eu posso falar com meus pais na Rússia para ajudar você. – Eli ofereceu.
- Eu tenho umas economias, você pode usar. – Nozomi também ofereceu.
- Obrigada, mas Nico tem que lidar com isso sozinha. – Nico olhou para seu bentou.
- Nico, aceita a nossa ajuda, depois quando a situação melhorar, você devolve o dinheiro que tal? – Eli propôs. – Vamos levar isso como um empréstimo. Pelo menos para que não fiquem sem um teto. – Nico suspirou.
- Nicocchi, seus irmãos também ficarão sem um teto. Além disso, você vai ter que pagar a conta do hospital também. – A cartomante lembrou.
- Tudo bem, mas só até eu arranjar o trabalho de final de semana. Depois Nico pagará cada centavo que eu emprestar de vocês. – Disse dando se por vencida.
- Já que precisa de dinheiro, não vai recusar a minha proposta. – Nozomi disse sorrindo de canto. – Lembra a ruiva que estava comigo ontem? Ela quer um namorado de aluguel. – A cartomante observou a confusão no rosto da morena.
- E o que Nico tem a ver com isso? – Nico perguntou confusa.
- Ela na verdade quer uma namorada de aluguel, apenas para apresentar para seus pais e impedir os encontros às cegas que a metem. – Explicou.
- E? – Nico ainda não estava entendendo.
- Por que você não vira essa namorada? Ela vai pagar e você precisa de dinheiro, seria uma boa oportunidade, além disso, nos finais de semanas que você estiver livre pode fazer trabalho que pagam pelo dia. – Nico então começou a pensar.
- Nozomi isso não é a mesma coisa que se prostituir não é? – Nico perguntou estreitando os olhos.
- Não, é como aqueles hosts, ela apenas quer alguém para apresentar aos pais, ela não quer beijos, nem nada. – Nozomi explicou a situação.
- No começou eu também achei ridículo essa ideia, mas vendo que você vai precisar de dinheiro é a melhor alternativa. – Eli também foi a favor da ideia.
- Não sei se aceitaria, Nico não se sente confortável nem com a ideia. – Nico apontou.
- Bem, se ela te perguntar você pode pensar no caso não é? – Nozomi insistiu.
- Por que quer tanto que a Nico comece a sair com essa garota Nozomi? Você acabou de conhece-la também. – Eli perguntou sem entender.
- Porque as cartas dizem que algo muito bom acontecera. – Nozomi respondeu dando de ombros. – Mas a decisão é apenas sua, Nicocchi. – A cartomante disse por fim.
- Eu sei. – Nico retrucou voltando a comer seu bentou. – Aproposito Nozomi, era para ela que você ia me apresentar ontem? – Nico perguntou erguendo uma sobrancelha.
- Exatamente. – Nozomi disse olhando para Nico. – Ela não é bonita? – Perguntou depois de um tempo de silencio. Nico então tentou puxar em sua mente a imagem da ruiva. Lembrava se vagamente dela. Os olhos violetas e puxados, os lábios bem desenhados, nem finos e nem fartos demais, os cabelos carmesins que adornavam a face de pele clara e aparentemente macia.
- Eu não lembro muito bem, mas pelo que me lembro ela parece ser sim bonita, e muito rica, ainda mais se quer mesmo jogar dinheiro fora com uma namorada de aluguel. Como aquelas garotas ricas que acham que o mundo está aos seus pés. – Ponderou.
- Não sei dizer se ela acha que o mundo está aos seus pés, mas ela me parece sofrer do mesmo jeito que você Nicocchi. – Nozomi disse apoiando o queixo na mão.
- Como eu? – Nico perguntou sem entender.
- Desesperada para encontrar a saída de seus problemas. – Explicou por fim.
- Nozomi você não acha que está exagerando um pouco agora? – Eli perguntou sem graça. – Nico tem problemas, mas que problemas aquela tal de Maki poderia ter? Ela é rica, bonita, provavelmente deve apenas se preocupar com as notas. – A loira disse por fim.
- Você não acha um problema ter que ir a encontros sem conhecer a outra pessoa? Além disso talvez um dia o pai dela a obrigue casar com alguém que ela não ama. – Explicou.
- Confesso que se Nico tivesse que se casar sem amar estaria apavorada e desesperada. – A morena comentou.
- Não é motivo para se desesperar? – Nozomi perguntou e Eli suspirou cansada. Também não iria gostar de estar no lugar de Maki. Na verdade não gostaria de estar no lugar de nenhuma das duas, nem no de Nico e nem no de Maki.
- Bem, eu tenho ir para a sala do conselho estudantil depois das aulas, Nozomi vai ter que ir comigo, hoje Honoka e Umi vão ficar com seus irmãos, Nico. – Eli disse sorrindo levemente para a morena.
- Além de vocês duas ainda têm as kouhais... - Nico então soltou um longo suspiro. – Eu realmente não sei como irei pagar tudo isso. – A morena estava visivelmente cansada.
- Não precisa pagar, fazemos isso por você ser nossa amiga, não se preocupe em nos compensar ou pagar. – Eli disse sorrindo levemente.
- Obrigada. – Nico disse com um leve sorriso.
- Alias Nicocchi, se importaria se no final de semana fossemos todas à sua casa para brincar um pouco? – Nozomi perguntou depois de um tempo.
- Não tem problema, eu acho. – Nico respondeu depois de ponderar.
- E a sua mãe, como ela está? – Eli perguntou mudando bruscamente de assunto.
- Os médicos ontem disseram que ela está progredindo, mas que não podem mais dar uma previsão de quando ela vai sair. – Nozomi e Eli se entre olharam. – Ela quis ir ao banheiro sozinha, escorregou e se cortou, eles tem medo de alguma infecção. – Explicou.
- Não desanime Nicocchi. – Nozomi disse para animar a amiga. – Sua mãe é forte ela vai sair dessa, você vai ver. E se precisar já sabe que sempre estaremos aqui. – Deu mais uma vez seu apoio incondicional para a amiga.
- Vocês me ajudam demais. – Nico retrucou.
- Mas e a doença? – Eli voltou ao foco.
- Ainda não sabem se ela se foi ou não, eles disseram que precisam continuar com o tratamento, e que o corpo da minha mãe ainda está muito fraco pelo tratamento anterior. Mas ela reagiu bem ao transplante. – Explicou.
- Isso me alegra, Nico. – Eli disse sorrindo calmamente. – Nem todas as coisas estão tão ruins assim. – Disse aliviada.
- Se todas as coisas estivessem dando errado acho que Nico não suportaria. – Nico confessou sua fraqueza mais uma vez.
- Yazawa! Tem uma ligação da escola dos seus irmãos para você. – O professor de Inglês veio avisar. Nico então sentiu seu sangue congelar nas veias.
Nico agora estava em sua casa com suas duas kouhais e seus irmãos. As adolescentes eram Umi, uma seria garota de longos cabelos azuis e olhos âmbar, e Honoka que era uma cabeça de vento de cabelos laranja e olhos azuis.
Cocoa, a irmã do meio havia brigado na escola. Tinha um curativo na bochecha abaixo do olho vermelho, ela era um pouco moleca, mas Nico jamais imaginaria que ela iria brigar.
- Desculpa Onee sama. – Kokoro a irmã mais velha que Cocoa murmurou. – Eu devia ter segurado melhor a Cocoa. – Murmurou.
- Não se preocupe com isso Kokoro, Onee san sabe bem o quão impulsiva a Cocoa é. – Nico respondeu ainda com um semblante serio, beirando o raivoso. – Não tem nada para dizer, Cocoa? – Perguntou com as mãos na cintura.
- Eles insultaram o papai. – Ela respondeu irritada. – Onee sama não se importa com o que dizem do papai, mas eu me importo. – Cocoa gritou.
- Cocoa! – Nico disse firme. – Abaixe o tom de voz. – Pediu tentando manter a calma. – É claro que não me importo, são mentiras. Papai nunca iria nos abandonar, ele não morreu porque queria. Você não deve dar ouvidos para o que os outros dizem. – Discursou.
- Mas Onee sama! – Cocoa ia tentar argumentar.
- Cocoa! – Fora firme mais uma vez. – Por favor, sem mais discussões, eu tenho que ir trabalhar. – A morena disse dando as costas para os irmãos.
- Onee sama idiota. – Cocoa murmurou olhando para o lado emburrada, haviam pequenas lágrimas em seus olhos.
- Cocoa chan, Nico chan não é idiota, e ela está certa em te repreender. Não importa o quão irritada você fique, é errado bater em outra pessoa. – Honoka disse a abaixando na frente da menor.
- Honoka san diz isso porque não falaram do pai da Honoka san. – Cocoa respondeu ainda emburrada.
- Nico tem muitos problemas já, por isso não causem mais problemas para ela. – Umi disse se sentando ao lado de Kotorou, o caçula, que batia com o martelo de plástico no chão.
- Eu vou me esforçar para conter melhor a Cocoa. – Kokoro bateu continência.
- Onee sama depois que começou a trabalhar nem liga mais para a gente. – Cocoa murmurou visivelmente chateada.
- Cocoa, a Nico tem seus próprios problemas, problemas de gente grande, vamos dizer assim. Não é como se ela não ligasse para vocês, mas é para poder cuidar de vocês enquanto a mãe de vocês não volta que ela está se esforçando tanto. – Umi discursou.
- Se a Nico chan não se importasse, não pediria para que viéssemos cuidar de vocês todos os dias não é? – Honoka disse esbanjando um sorriso.
- Ela já tem se preocupada bastante com a mãe de vocês no hospital, ainda tem a escola, o trabalho, tentem não se meter em problemas novamente. Cocoa, você quase matou a Nico com o susto que ela levou. – Umi repreendeu, mas em um tom mais ameno que a de Nico.
Nico caminhava pelas ruas calmamente. As palavras de Nozomi em sua mente. Se aceitasse ser a namorada de aluguel daquela garota talvez poderia ter um pouco mais de tempo para ficar com seus irmãos. Além disso estava começando a ficar cansada. Estava decidida. Se propusesse, ela aceitaria. Pelo conforto e bem estar de seus irmãos.
- Você! – Nico olhou para trás. Uma garota de cabelos vermelhos e com um uniforme de marinheiro azul marinho vinha correndo em sua direção. – Yazawa Nico. – Ela exclamou assustando a morena.
- Você... – Nico murmurou tentando lembrar quem ela era. – A amiga da Nozomi de ontem. – A morena exclamou.
- Eu quero lhe fazer uma proposta. – Maki disse com as bochechas rubras. – Mas vamos para um lugar onde podemos conversar a sós. – A ruiva então começou a andar. Nico olhou para seu relógio. Por sorte ainda teria alguns minutos antes do expediente.
Maki seguiu em direção ao café em que Nico trabalha. Logo ela estava se sentando em uma mesa. Indicou uma cadeira para Nico, e a morena sem escolha se sentou ali. Nico observou seu chefe lançar um olhar de desagrado.
- Nico não pode ficar sentada no meu local de trabalho. – Nico murmurou.
- Eu serei rápida. – Maki disse tomando folego. – Eu quero que você seja a minha namorada de aluguel. – Foi direta.
- Como? – Nico perguntou sem entender. Se não soubesse poderia achar que era brincadeira. Olhou bem para a expressão seria no rosto da outra.
- Eu irei pagar. Pagarei muito bem se você se sair bem. Não preciso que seguremos as mãos, de preferencia agradeceria se não me tocasse. – Nico coçou a nuca.
- O problema não é bem o dinheiro ou contato físico. – A morena disse tentando ser delicada. – Por que exatamente você quer que eu seja sua namorada? – Perguntou sem jeito.
- Meu pai disse que ficarei noiva do filho de um de seus sócios se eu não arranjar um namorado. Ele disse que o próximo encontro será o ultimo. – Explicou rapidamente. Nico podia ver que a ruiva estava desesperada.
- Não entendo direito, mas é como se você quisesse arrumar tempo para poder escolher quem quer? – Nico perguntou na duvida.
- Seria mais ou menos isso. – Maki respondeu sem querer entrar em detalhes.
- Você já parou para pensar que vai enganar seus pais com isso? É o mesmo que contar uma mentira. – A morena estava seria. Maki então olhou para baixo. A mais velha sabia que Maki não queria mentir para seus pais.
- Eu não quero ter meu destino selado a alguém que eu ao menos conheço. De qualquer forma, eu apenas quero a sua resposta. Você aceita ou não ser a minha namorada? – Maki perguntou falando baixo para que ninguém mais ouvisse.
- Nico está realmente precisando de dinheiro... – Nico murmurou. – Eu aceitarei a sua proposta. – A morena respondeu. Rezava interiormente para não estar se metendo em uma grande furada.
- Me chamo Nishikino Maki. – A ruiva se apresentou sem jeito. – Prazer em conhece-la, Yazawa san. – Murmurou.
- Maki chan né? – Nico murmurou. – Se serei sua namorada, teremos que nos chamar pelos nomes, me chame de Nico. – Sorriu piscando um de seus olhos vermelhos.
Espero que tenham gostado...
Enfim agora eu vou ir dormir também... acordo a uma da manhã para trabalhar... E no frio...
Kissus
Se cuidem
