Oi pessoal... eis aqui mais um capitulo da fic... notei que no capitulo anterior ficou faltando a palavra "StMungus".. acho que foi por causa do ponto..sei lá..rsrs..mas re-li o capitulo aqui no FF e deu pra entender ao que o Sev se referia!
Thayz... sem comentários pra ti guria... rsrsrs...
Ps.: mais cuidado com essa cadeira aí.. XD
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Passavam pouco mais das dez da noite quando Hermione conseguiu, finalmente, chegar ao seu quarto de monitora chefe...uma das regalias do cargo era um quarto individual muito aconchegante com um banheiro com tudo que se tem direito dentro.
A primeira coisa que fez foi arrancar suas roupas e sapatos e se enfiar debaixo do cobertor. Somente quando parou para pensar nos eventos do dia, e também da noite, que se lembrou do bilhete do "seu" mestre de poções. Não soube como pode esquecer, mas aqueles primeiranistas realmente deram trabalho; depois, ainda teve a pequena conversa com a Professora Minerva; a volta ao salão comunal seguindo a pequena "reunião" com seus amigos. Tudo fez com que aquele nervosismo no banheiro dos monitores fosse para bem longe. Mas, agora que não havia nada e nem ninguém para impedir que finalmente lê-se aquele pedaço de pergaminho, seu nervosismo começara a dar sinais de estar voltando.
Inclinou-se na direção das vestes caídas aos pés da cama e pegou-o dentro do bolso. Sentou e recostando-se sobre os travesseiros macios, pôs-se a analisar o pequeno pergaminho; por um momento deixou sua mente vagar imaginando "ele" escrevendo naquele papel...a única coisa suficientemente sólida e comum entre os dois em todos esses anos...suspirou, saindo de seu pequeno devaneio e resolveu acabar logo com aquela pequena tortura que sentia crescer dentro de si a cada segundo perdido. Observou a caligrafia e constatou que esta continuava exatamente a mesma; contemplou seu nome, melhor, seu sobrenome, escrito por ele, por alguns instantes e se pôs a ler.
"Cara Srta Granger,
Ao longo destes dois anos nunca tive a oportunidade que me narrasse como se deram os acontecimentos que me permitem estar neste momento lhe escrevendo; e apenas entre nós dois, até hoje não compreendo como a senhorita o fez, pois não conheço nenhuma poção ou feitiço que possa ser usado nessas circunstancias, muito embora, algo desta natureza nunca ocorreu anteriormente deixando um só sobrevivente. Posso dizer então que tive "sorte" ao ter uma das mais sábias bruxas comigo naquele fatídico dia? Sinceramente, já afirmo que sim.
Porem, como dizia, ainda desconheço como se deram os fatos; o que a senhorita fez e como, ainda muito me interessa. Após dois anos, pode parecer sem sentido este interesse, mas apenas não quis incomodá-la ou interromper as atividades que seriam de sua prioridade. Agora, que a senhorita esta novamente em Hogwarts e não há mais preocupações tão sérias a se pensar, peço que me dê a elucidação dos fatos.
Se possível, venha a minha sala hoje a noite para conversarmos. Vá até a sala de poções, ela estará aberta; o grande e único quadro que há na sala é a passagem para o meu escritório; a senha é : ALVO DUMBLEDORE. Já no escritório, há uma tapeçaria na parede, logo atrás da mesa, a senha é: VIOLETAS. Esta passagem dará direto na sala de meus aposentos particulares, onde poderemos conversar mais confortavelmente.
Mande-me uma coruja caso a senhorita não possa ou não queira vir hoje.
Cordialmente,
S.P.S."
Procurou buscar ar quando terminou de ler e então percebeu que havia prendido a respiração. Processou todas as informações bem rápidas.
"Então, ele sabe que fui eu! Mas Dumbledore disse-me que não havia contado... oh, meu Deus, será que ele lembra de alguma coisa de quando estava em coma induzido naquele hospital trouxa lá em Londres? Não, acho que não. Provavelmente ele deve ter se lembrado de quando a enfermeira e o medico falaram com ele. Agora não sei se quero que ele lembre ou não de tudo que fiz naquele hospital!
Ele está diferente, não só no modo de se vestir...este bilhete...ele seria bem informal se ele não me chamasse a cada linha de senhorita Granger.
Que atividades prioritárias ele deve ter suposto que eu fiz nestes dois anos?! Ah... se ele soubesse...quem sabe eu não conte ao menos parte do que fiz nesses dois anos? Isso se por ventura ele perguntar, é claro.
Violetas... de onde será que ele pens... PERAÍ!!! Violetas?! Mas este é o perfume do meu hidratante trouxa...o que eu uso desde aquele ano, após deixa-lo sob cuidados médicos no hospital e ter ido a casa de meus pais. Lembro de tê-lo pego nas coisas que minha mãe esqueceu quando foi para Austrália.
Bom, vai ver ele só gosta de violetas por alguma outra razão...afinal, Hermione Jane Granger, é praticamente cem por cento certo de que ele nunca a olharia de outra forma que não seja a de aluna ou a "Srta-sabe-tudo-irritante-Granger". Portanto, Hermione, deixe de querer imaginar coisas...ele só esta curioso a respeito de si mesmo!"
Ainda com sua cabeça a mil, Hermione se levantou e seguiu para o banheiro; resolveu que um banho morno antes de ir ajudaria a relaxar o corpo e a mente, embora esta não parasse de lhe atormentar com pensamentos pouco otimistas. Foi quando ela resolveu mudar o ruma das coisas, pelo menos, o ruma das suas atitudes, escolhas e decisões. Violetas... aquilo tinha que significar alguma coisa! Enquanto sentia seu corpo relaxando sob a água morna da banheira, pôs-se a pensar.
"Tudo bem que devemos escolher senhas aleatórias, que nada tenham haver com coisas obvias em nossa vida, mas violetas?! Isso é muito incomum..ou talvez...
Seja o que ele se lembre do tempo que esteve em coma, provavelmente ele só se recorde do perfume...e acha que seja de alguma enfermeira que cuidava dele diariamente. Mas...
Oh! Meu Merlin! O que eu faço?! Quase 5 anos nesta agonia; até quando vou agüentar? Vou viver nesse amor platônico até quando?
Afinal, o que eu perderia se começasse a agir? Há tempos sou maior de idade, ele é mais velho, mas creio que não se prenderia a essa questão. Pelo que eu li das curtas noticias que saíram sobre ele no Profeta Diário, ele não está com nenhuma mulher..embora neste ponto, vai ver ele apenas possa ser reservado o suficiente para que nenhuma Rita Skeeter exponha toda a sua vida, acrescida de muitas mentiras inventadas por ela, ao mundo bruxo.
Quem sabe, se ele me desse logo um fora, eu não conseguisse esquece-lo?! Assim eu já dava um jeito de parar de 'sonhar acordada' quase o dia inteiro, ainda mais agora que o ano letivo está começando, isto seria ótimo. Masss.. mas me faz tão bem sentir o que sinto por ele, mesmo não sendo correspondida; ele é tudo que posso querer em um homem, mesmo tendo aquele jeito todo..não são todas as pessoas que conseguem ver além da máscara que ele usava."
- Meu príncipe das masmorras! – disse em voz alta, seguida de uma gostosa risada, pela proeza de seu próprio pensamento. – Agora, hora de ir para as masmorras!
Hermione levantou-se da banheira e pôde sentir o frio inicial da madrugada atingir-lhe o corpo nu e molhado, rapidamente, pegou o roupão e o colocou. Caminhou até a pia, onde pegou sua varinha e apontou para os cabelos, murmurando o feitiço que os secaria instantaneamente, deixando seus cachos perfeitos. Deu um sorriso para si mesmo ao ver na prateleira ao lado seu hidratante... Violetas...
- Se for importante, ele saberá reconhecer e daí.... veremos!
Abriu o roupão e aplicou uma generosa quantidade do hidratante por todo seu corpo. Despiu-se para aplicar o creme no restante do corpo; por "precaução", escovou os dentes, afinal, nunca se sabe. Soltou o cabelo que havia prendido para aplicar seu hidratante, seguiu para o quarto, deixando que o frio arrepiasse seu corpo. Frente a sua cômoda, deixou a imaginação fluir e optou por uma combinação um tanto sugestiva..uma calcinha preta de renda e uma camisola de seda, longa, num tom verde bem suave e com pequenos bordados em prata...um presente de sua mãe pelos seus 18 anos completados no ultimo ano.
"Tudo bem sonserino! Assim que for a Hogsmead, vou fazer umas comprinhas...preciso modificar algumas coisas no meu guarda-roupa se eu for adiante com esse plano de 'sedução'!(oÔ)"
Calçou seu chinelo felpudo, vestiu seu hobby mais grosso; se ali estava frio, o que dirá nas masmorras; e se foi em direção aos aposentos particulares de seu querido mestre de poções.
Caminhou rapidamente pelos corredores e escadas, tendo seus passos guiados pela fraca luz que projetou de sua varinha. Adentrou a sala de poções, notando a fraca claridade que ela exibia e deduziu que ele devia estar esperando-a ainda.
- Nox.
Enfiou a varinha no bolso de seu hobby e foi até o quadro que Snape mencionou. Proferiu a senha e o quadro se abriu. Não pode deixar de admirar a imensa coleção de livros que havia ali, mas lembrou-se do adiantado da hora... "quem sabe um dia eu volte aqui"...então seguiu para a tapeçaria atrás da mesa, pronunciou a senha com a voz trêmula. Ao que a porta se abriu num baixo estalido, seus ouvidos foram tomados por uma melodia bem suave que preenchia todo o ambiente. Ambiente este que estava surpreendentemente muito bem iluminado. Ainda segurando-se a porta, olhou na direção da lareira acesa e tudo que viu foi um par de pernas em cima da mesinha que havia frente à poltrona.
Não iria simplesmente sair entrando. E ao invés de chamá-lo, preferiu bater levemente a porta ao seu lado...bateu uma vez e nada...na segunda, um pouco mais forte, ela o viu levantar-se rapidamente e olhar em sua direção. Por alguns segundos, o que pareceu uma eternidade a ela, ele ficou lá, parado, olhando-a. Observou negros percorrer seu corpo brevemente e isto fez seu estômago dar voltas e pode sentir suas mãos tornando-se frias. Ele veio suavemente em sua direção. Seus cabelos agora estavam soltos e bem maiores desde a ultima vez que o viu...estava sem o sobretudo e agora, não apenas os dois, mas os quatro primeiros botões de sua camisa branca estavam abertos...as mangas desabotoadas nos pulsos..camisa para fora da calça... e pelos quatro botões, pode-se observar sobre seu peito uma leve penugem negra contrastando com sua pele alva.
- Srta Granger, por favor,entre.
Canela saiu de sua boca; como queria poder provar seu sabor. Por que tudo nele a inebriava?
- Obrigada professor. Desculpe por vir tão tarde, mas só pude ler seu recado a pouco.
- Não se preocupe com a hora senhorita. Sente-se. Deseja beber algo? Um chá?
Enquanto caminhava quase ao lado dele, em direção as poltronas e sofá próximos a lareira, ela respondeu. Sua escolha foi a coisa mais calmante que conseguiu lembrar na hora, precisava relaxar, sem tensão, te qualquer tipo.
- Hum...um chá...de camomila, por favor!
- Ok. Espere um momento.
Observou ele entrar em uma das outras três portas que havia ali, naquele aposento. Resolveu sentar-se e propositalmente, escolheu a poltrona onde ele estava a poucos minutos atrás; queria sentir-se envolvida por seu perfume e o foi... para ficar o mais a vontade possível, foi até o sofá e pegou uma das almofadas, sentou-se desta vez sobre uma perna, apoiando os braços na almofada em seu colo; recostou-se mais na poltrona, fechou os olhos por um segundo, segundo esse em que ela pode aspirar todo perfume que ainda impregnava aquela lugar. Abriu os olhos justamente no momento em que ele retornava pela porta que entrara anteriormente. Seus olhares fixaram-se...as "ônix" pareciam ver sua alma. Quando ele serviu o chá, quebrou a intensa troca de olhar.
- Açúcar, leite, creme? Como quer o seu?
- Puro, por favor.
- Aqui está.
- Obrigada.
Seus dedos roçaram no momento em que ele lhe entrega a xícara; esse pequeno toque foi suficiente para que pequenos choques percorressem seu corpo, fazendo seu coração acelerar e seus olhares reatarem. Desta vez sem distancia. E foi impossível a ela não baixar os olhos para os lábios que ele ostentava..vivos..rosados e convidativos...detalhes que só poderiam ser apreciados a essa pequena distancia.
- Bom, Srta Granger, gostaria que me elucidasse quanto a alguns fatos ocorridos a pouco mais de dois anos! – Snape disse ainda bem próximo a seu rosto.
"Como ficou quente aqui!"
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Ladies and Gentlemens....
Espero que estejam gostando da fic..
Obrigada pelos comentários..e aos que não comentam mas acompanham a fic também! Beijinhos a todos!
Até breve! o/
