E aqui está a tradução do último capítulo de A Stark Pregnancy escrita por Catii'aSofii'a! Bem, a estória não acabou, pois a autora ainda publicou uma continuação, falando sobre a criação das crianças, e logo, logo estarei publicando ela traduzida aqui. Fiquem atentos e boa leitura!


Capítulo 4

Tony Stark não era conhecido por seu profundo amor pelas pessoas ou coisas. Ele meio que não amava nada além dele mesmo até poucos anos atrás, quando a vida decidiu que deveria lhe ensinar uma lição. Tony percebeu que ele amava Pepper - um ponto fundamental na sua mudança irrefutável. Ele também aprendeu a amar o mundo em que vive, através da construção do Homem de Ferro. Tony também adorava fazer parte dos Vingadores. Mas nada, nada, nunca vai chegar perto do: amar algo com sua carne e seu sangue. Tony não estava ciente de que ele poderia amar algo, tão, mas tão dolorosamente em apenas um segundo. Seus olhos lacrimejaram e algumas lágrimas escorregaram, mas ele não era menos homem por isso. Afinal de contas, seus filhos tinham acabado de nascer e roubaram seu coração ali mesmo - apenas por gritar ao mundo o quão insuportável foi estarem sendo tão rudemente retirados do ventre da mamãe.

"Tony", Pepper sussurrou puxando sua mão.

Ele voltou os olhos para a esposa cansada. "Você fez um trabalho incrível, Pep, eu estou tão orgulhoso de você", disse Tony ao tentar manter a voz sem tremer. "Eu te amo", ele respirou beijando sua testa.

"Eu também te amo", ela deu um sorriso cansado.

"Papai, sua menina está pronta", a enfermeira sussurrou trazendo uma coisinha rosa para Tony.

Tony olhou para Pepper e ela apenas acenou com a cabeça. Olhando de volta para a enfermeira ele sentiu algo estranho. Como se segura um bebê? "Eu poderia quebrá-la", disse ele. "Eu realmente não sei como segurá-la e ..." Pepper e as enfermeiras riram.

"Não se preocupe, Sr. Stark," a enfermeira - Jenna - sorriu calorosamente para ele. "Isso vem naturalmente, eu garanto isso."

Jenna transferiu a menina para os braços de seu pai e Tony tentou encontrar uma boa posição. "Aqui vai," ela sussurrou.

Um pouco abalado ele relaxou os braços - os olhos grudados na linda menina se contorcendo em seu colo que chorava com os olhos fechados. "Está tudo bem, está tudo bem", ele a acalmou e ela parou de se contorcer. "Aqui está, você está segura e eu sei que o mundo real é uma porcaria, mas vou fazê-lo melhor para você", Tony disse em um tom abafado.

O bebê choramingou novamente - abrindo os olhos e encarando os olhos marrons de Tony. Ele deixou escapar um pequeno suspiro. Esses eram os mais lindos olhos azuis que ele já tinha visto. "Ela é linda", disse ele, virando-se para olhar para sua esposa, que estava chorando em silêncio. "Ela se parece com você", ele sorriu. "Oi, Sarah, eu sou o papai mais legal que você poderia ter pedido", ele sorriu para a menina, balançando-a gentilmente em seus braços.

"O menino está pronto", a outra enfermeira, Helen, levou o segundo filho, que acabou por ser um menino, sobre a sua mãe que ansiosamente tomou-o nos braços.

"Oi, lindo", ela balbuciou olhando para o bebê quieto que apenas olhou para ela - com olhos que se assemelham as da sua irmã. "Oh, Tony, olhe para ele. Olhe para os dois! Você pode acreditar nisso?" Pepper balançou a cabeça, com lágrimas escorrendo livremente de seus olhos. "Estou muito feliz", ela engasgou com um soluço.

"É por isso que está saindo água de seus olhos?" ele brincou olhando amorosamente para os seus dois filhos.

"Estou feliz e meus hormônios ainda estão à solta", ela murmurou em meio às lágrimas.

"Eu sei, querida, estou apenas brincando", Tony sorriu e sentou-se cuidadosamente ao lado de Pepper em sua cama.

"Ele tem o seu nariz", Pepper ressaltou.

"Ela tem seus lábios", disse ele.

"Eles são nossos", ela arfava. "Nós os fizemos."

"E como tudo o que fazemos, eles são impecáveis", ele sorriu olhando para seu garotão. "Eles estão finalmente aqui", Tony murmurou.

"Sebastian e Sarah," Pepper sorriu, orgulhosa dos nomes que finalmente escolheu - há dois dias, a partir de uma lista de 100.

"Estamos aqui, nós realmente somos pais", ele riu.

"Sr. e Sra. Stark, teremos de pegar a pequena Sarah e Sebastian para fazer os testes de rotina e Sra. Stark, você precisa ser limpada e ser transferida para o seu quarto, você vai tê-los de volta em pouco tempo", Jenna disse, aproximando-se do casal - empurrando à sua frente, dois berços de plástico.

"Já?" Tony fez uma careta.

"Eu sei, você não quer deixá-los ir", Jenna sorriu. "Mas, Sr. Stark, você pode ir até o berçário e vê-los, enquanto minha colega cuida da sua esposa," ela ofereceu. "Além disso ... seus amigos ..." ela parecia um pouco divertida. "Está na sala de espera", concluiu.

"Você deve ir a deixá-los saber que está tudo OK", disse Pepper, enquanto acenava para a enfermeira que pegava Sebastian. Ela beijou sua testa, antes de entregá-lo a Jenna - que abraçou-o suavemente antes de colocá-lo no berço.

O processo foi repetido com Sarah e o casal Stark observou a enfermeira sair da sala de parto. Tony virou-se para Pepper e, em seguida, beijou-a suavemente nos lábios. "Obrigado", ele sussurrou deixando suas testas coladas.

"Pelo que, querido?" ela perguntou tocando sua bochecha.

"Ficando comigo, me amando, me dando dois filhos lindos", Tony murmurou. "Eu nunca mereci você e você poderia ter feito uma escolha bem melhor, mas você ficou comigo."

"Eu vou sempre estar ao seu lado, Tony," Pepper sussurrou. "Claro, você pode ser um completo idiota às vezes, mas esse é o homem por quem me apaixonei. Me apaixonei pelo homem que às vezes age como uma criança, mas tem um coração de ouro e quando ele quer, ele pode ser o mais extraordinário ser humano, arriscando a sua própria vida para salvar a dos outros. "

"Eu te amo", ele sorriu e beijou-a novamente.

"Eu também te amo, Tony", disse Pepper.

"Sr. Stark, eu sugiro que você vá dar as boas notícias para seus amigos enquanto nós cuidamos de sua esposa", Helen disse com um sorriso caloroso. "Ela estará em seu quarto em pouco tempo."

"Vai, Tony", disse Pepper.

Com um aceno de cabeça e um último beijo apaixonado, Tony saiu da sala de parto, andando pelo corredor com uma espécie de energia eletrizante em seus passos. Ele se aproximou da sala de espera e seus olhos se arregalaram um pouco. Todo mundo estava lá. Bem, exceto Clint e Natasha, mas os dois também estavam se preparando para o nascimento do bebê deles, e Natasha – aos 8 meses - não estava autorizada a voar grávida. Mas ... Steve, Bruce, Thor, Jane, Maria, Phil, Rhodey e Happy estavam lá. O grupo todo olhou para Tony, esperando notícias.

"E então?" Rhodey quebrou o silêncio.

"Eu sou pai", Tony sorriu. "Um menino e uma menina", disse ele e, de repente ele se viu envolvido em um par de abraços, tapinhas nas costas e coro de 'parabéns'.

"Quais são os seus nomes, Tony?" Jane perguntou encostada em Thor que beijava o cabelo dela.

"Sebastian e Sarah", Tony disse com orgulho. "Eles serão as crianças mais mimadas desta terra", ele sorriu.

"Eu não duvido," Steve riu.

"Como está Pepper?" Perguntou Phil.

"A enfermeira está cuidando dela e ela estará em seu quarto em pouco tempo", disse Tony. "Vocês podem visitá-la, mas apenas se ela não estiver dormindo."

"E os bebês, onde eles estão?" Maria perguntou.

"Fazendo os exames de rotina, eles estarão no berçário", Tony sorriu.

"Ah, cara, você é tão sortudo," Rhodey disse com um grande sorriso, colocando um braço em volta dos ombros de Tony.

"Gente, talvez devêssemos deixar a pequena família ter o seu momento", Bruce começou. "É quase duas horas da manhã e provavelmente estaremos visitando outra vez ao amanhecer", ele sorriu e todos concordaram com a cabeça.

"O grandalhão tem razão", disse Thor. "Parabéns, Tony, por seu herdeiro e herdeira", ele sorriu. "Eu vou trazer presentes amanhã."

Todos foram embora, um por um, exceto Happy e Rhodey. "Você precisa de mim, chefe?" Perguntou Happy.

"Sim, Happy, vá em casa e traga as bolsas dos bebê que nós- Eu esqueci", Tony roçou a parte de trás de sua cabeça. "Além disso, traga a bolsa de Pepper também", ele encolheu-se ao lembrar que Pepper o lembrou das bolsas, mas ele esqueceu completamente. "Se você pudesse instalar as cadeiras dos bebês no carro ..."

"Claro, chefe, farei isso logo", disse Happy. "Parabéns", ele sorriu antes de sair.

"Vamos lá, vamos ver os meus afilhados," Rhodey sorriu enquanto ele e Tony começaram a caminhar até o berçário.

"Quem pediu para você ser o padrinho?" Tony zombou.

"Oh, por favor, eu tenho lidado com você durante uma década, eu mereço pelo menos ser o padrinho de um de seus filhos," Rhodey bufou de brincadeira.

"Eu estou brincando com você", Tony sorriu. "Pepper e eu conversamos sobre isso. Você e Maria serão os padrinhos de Sebastian. Bruce e Natasha serão os padrinhos de Sarah. É perfeito."

"Cara, eu estarei estragando essas crianças, e muito" Rhodey suspirou e os dois caminharam na frente do vidro, onde mostrava o berçário. "Onde eles estão?" ele perguntou.

Tony sorriu apontando para os filhos imediatamente. "Ali com as enfermeiras, sendo examinados", disse ele, apontando.

"Ah, eles são adoráveis," Rhodey murmurou solene.

"Você não acha que você e sua esposa devem dar o próximo grande passo?" Tony brincou. "Eu não estou compartilhando meus filhos", alertou.

Rhodey encolheu os ombros. "Nós estamos tentando", disse ele. "Oh, olhe para esses pequeninos! Graças a Deus, eles têm a boa aparência da Pepper", disse ele em uma maneira provocante e Tony lhe deu um soco no ombro de brincadeira. "Você tem muita sorte," Rhodey disse em um tom sério.

"Eu sei. Só espero que eu seja melhor nisso do que meu pai foi", disse Tony balançando a cabeça. "Posso assegurar-lhe que essas crianças vão saber o quanto eu as amo todos os dias, não posso cometer os mesmos erros que meu pai fez e eu não vou deixá-los crescer e se tornar crianças bilionárias e egocêntricas que têm tudo o que querem, e quando querem."

"Então você está admitindo que você é-"

"Cala a boca, Rhodey", Tony revirou os olhos.

"Não se preocupe, cara, você vai se sair muito bem", Rhodey sorriu acariciando seu amigo pelas costas.

"Eu sei. Eu tenho a Pepper", disse Tony.


Na manhã seguinte, Pepper acordou um pouco confusa. Ela nem sequer lembrou-se de ter adormecido. A última coisa que ela se lembrava era de ter tomado um banho e mudar para essas camisolas horríveis do hospital (ela sabia que Tony iria esquecer as bolsas!). Pepper mudou de posição, sentindo um pouco de dor, mas ela sabia que era normal, uma vez que ela acabara de ganhar dois bebês. Ela focou seus olhos na luz até se acostumar, virou a cabeça e um brilhante sorriso enfeitou seu rosto quando ela viu o marido pairando sobre o enorme berço de plástico com os gêmeos nele. Ela então percebeu que havia flores por todo o quarto. Rosas vermelhas, rosas e brancas! Balões azuis, brancos e rosas. Alguns presentes fechados.

"Bom dia, eu suponho", disse Pepper, surpreendendo Tony que se voltou para sua esposa com um sorriso brilhante.

"São onze horas", disse ele, e dando um último olhar para as duas crianças desacordadas, ele foi para o lado dela. "Bom dia, amor", disse ele beijando-a na testa.

"Como eles estão?", perguntou ela.

"Saudáveis e, agora, dormindo", respondeu Tony. "Eu adoro vê-los dormir. Isso pode soar idiota, mas eu gosto de assistir o peito deles levantando e abaixando".

Pepper riu. "Eu acho que é normal", disse ela.

"Você deve se preparar, todo mundo já esteve aqui deixando presentes e adorando os gêmeos, mas eles estarão de volta com força total", advertiu Tony.

"Oh, você já conversou com eles sobre o lance de madrinha e padrinho?"

"Sim, e eles não poderiam estar mais animados ou extasiados," Tony riu. "Eu acho que Maria só arrastou Rhodey para fora porque eles queriam comprar um bicho de pelúcia grande. Até onde eu sei, Natasha e Bruce já tem um bicho de pelúcia enorme guardado."

Pepper riu. "Nós temos bons amigos. Nossas crianças tem muita sorte de estar cercados por todo esse amor", ela sorriu. "Eu mal posso esperar para acordarem. Eu quero segurá-los", ela fez beicinho.

Tony sorriu. "Eu sei disso. Eles dormiram uma hora atrás, então eu acho que estarão acordados em breve. Você precisa descansar. Lembre-se o que dizia os livros, quando o bebê dorme a mãe dorme. Ajuda você a obter o seu descanso e Deus sabe que não teremos isso quando nós os levarmos para casa", Tony apontou.

"Estou apavorada e animada", disse Pepper.

"Você e eu, querida," Tony resmungou. "Vamos aproveitar o momento, e se preocupar mais tarde", disse ele beijando-a na testa.


Duas semanas mais tarde

Casa da Natasha e do Clint – Nova Iorque

Natasha bufou, ela estava tão redonda que não mal podia ver seus pés e agora ela andava sem jeito. Ela culpou Clint. Ele era o culpado. Ele sabia disso, o que o fez andar na ponta dos pés sempre que ela estava por perto. Claramente, Natasha era mais assustadora durante a gravidez - a culpa é dos hormônios.

Naquela manhã, Clint teve uma reunião de emergência com Fury, e Natasha foi deixada sozinha em sua casa. Ela precisava de algo da prateleira de cima do armário - do lado do de Clint - e ela rosnou quando ela não conseguia alcançá-lo. Se alongou tanto quanto pôde, ela tirou o lenço que estava debaixo da caixa e as coisas caíram ao chão. Muito mais satisfeita, ela abaixou-se para pegar apenas o livro que ela queria, quando algo chamou sua atenção. Ela congelou. Seu corpo ficou rígido. Isso não poderia ser o que ela pensava que era. Era... não, não era possível, não podia ser. Soltando um suspiro, ela abaixou-se novamente e pegou a caixinha de veludo.

Seu lábio inferior tremeu – ela já tinha mencionado o quanto ela queria matar seus próprios hormônios por fazê-la tão sentimental? - Quando ela abriu e se deparou com um lindo anel de noivado. Era algo precioso, com um diamante redondo grande. Elegante e simples, o oposto de seu relacionamento, mas ainda assim era lindo! Fechando a caixa, ela se perguntou por quanto tempo ele a tinha, quando foi que ele decidiu que o casamento era uma opção? Ela nunca mencionou isso. Inferno, ela não planejou um bebê, muito menos se casar.

De repente, uma dor aguda na parte inferior do abdômen a fez suspirar e soltar a caixa. Natasha apertou seu estômago enquanto ela respirava. "Calma aí com os chutes, querido", ela murmurou esfregando seu estômago com um sorriso suave, seu bebê – de sexo desconhecido, pois o pequeno era tímido – deu um chute forte. Outra dor aguda fez Natasha curvar e sentir um líquido entre as pernas. Seus olhos se arregalaram. O bebê não estava chutando! Ela estava tendo contrações. Essa era a realidade.

Respirando fundo, ela esperou para a próxima contração, contando o tempo.

Vinte minutos de intervalo.

Agora, era hora de ligar para o responsável por seu tormento ...

"Oi, Natasha", respondeu Coulson.

"Onde ele está?" ela sussurrou. Porque no mundo Coulson estava atendendo o telefone de Clint? Ela queria gritar com o seu parceiro, e não com seu chefe*.

"Em uma reunião com Fury", ele respondeu normalmente.

"Chame-o", ela rosnou.

"Está tudo bem, Tasha?" Coulson perguntou percebendo seu tom estranho.

Antes que ela pudesse responder, outra contração chegou e ela gemeu de dor. "Não", ela soltou.

"Oh, Deus, é o bebê?"

"Minha bolsa estourou!"

"Vou chamá-lo, vou chamá-lo", disse Coulson rapidamente e ela podia ouvi-lo correndo.

Cuidadosamente, Natasha saiu do quarto e desceu as escadas até a cozinha, apoiando-se sobre o balcão.

"Clint!" ela ouviu o grito de Coulson.

"Oh, é o meu telefone", disse Clint.

"É Natasha", disse Coulson.

"O que há de errado?" seu parceiro perguntou quando ele pegou o telefone de seu chefe*.

"Seu bebê ... está tentando sair ..." ela rosnou no telefone e, em seguida, engasgou de dor. "Apenas ... venha aqui ..."

Ele não respondeu. "Clint?"

Natasha ouviu algumas risadas antes de Coulson pegar o telefone novamente. "Sim, vamos levá-lo ao Hospital, logo que ele acordar," Natasha parou de andar. Foi uma maneira diferente de dizer que seu parceiro havia desmaiado? "Maria está mais perto de sua localização e já está indo aí!"

"Eu não me importo se você terá que bater nele, Coulson, eu quero ele lá antes de eu chegar, entendeu? Ou então ..."

"Sim, Natasha, ele vai estar lá, não é preciso ser violenta", disse Coulson e desligou.

A espiã gemeu quando outra contração chegou e a dor era quase insuportável. Nem dez minutos se passaram após a ligação, e Maria estava batendo na porta da frente e gritando por ela. Natasha revirou os olhos e foi abrir a porta. "Eu estou tendo um bebê, não ficando surda", disse ela.

"Você precisa de alguma coisa antes de ir?" Maria sorriu.

"Minha bolsa está no meu quarto e a bolsa do bebê está no quartinho dele," Natasha suspirou e enquanto Maria subiu para pegar as malas, Natasha lentamente fez seu caminho até o carro da SHIELD.

Maria encontrou-se com ela e ajudou-a no banco da frente, colocando as duas malas no banco de trás.

"Como é a dor?" Maria perguntou se sentando no assento do motorista.

"Basta dirigir", Natasha disse, mordendo o lábio inferior para se controlar e não dizer algo menos agradável.

Sacudindo a cabeça, a morena ligou o motor e quebrando quase todas as leis de transito, elas chegaram ao hospital. As contrações estavam agora a cinco minutos de intervalo.

Natasha não era uma mulher de muitas emoções, mas quando ela viu Clint no Pronto Socorro - esperando por ela - sentiu vontade de chorar, porque ela não estava mais sozinha.

"Hey", Clint sussurrou ajudando-a a sair do carro.

"Você desmaiou?" ela quase gritou.

Ele se encolheu. "Talvez", ele murmurou, segurando a mão dela. "Como você está se sentindo?"

"Como eu estou-" ela foi interrompida por outra contração – apertando fortemente uma das mãos de Clint.

Clint fez de tudo para não estremecer com seu aperto. Ele tinha certeza de que até o final do dia, ele não seria capaz de segurar o arco. "Vamos levá-la para dentro", disse ele.

Natasha apenas acenou com a cabeça.


Natasha tinha passado por alguns minutos de uma enorme tortura. Realmente, realmente, dolorosa! Choques elétricos, espancamentos... ela havia sido baleada durante missões, ela tinha quebrado várias costelas e não vamos esquecer que ela lutou contra aliens algum tempo atrás ... mas nada, nada, era pior do que o parto. "Natural e bela coisa, uma óva, isso é horrível", ela gritou - literalmente. Ela estava segurando a mão de Clint, com lágrimas escorrendo pelo rosto. "Faça parar!"

"Está quase no fim", Clint tentou acalmá-la, mesmo ele não tendo ideia de quanto tempo iria demorar, eles estavam na sala de parto fazia um tempo.

"Você não sabe como é, cale-se", ela gritou. "A culpa é sua. É tudo sua maldita culpa! Você foi o único que se esqueceu da camisinha."

Clint assentiu roboticamente. Sim, tudo era culpa dele, blah, blah, blah. Ele só não contou a ela de outra maneira, porque ele queria viver para ver seu filho.

"Oh meu Deus, eu odeio você, eu odeio você", Natasha estava fazendo força, e Clint tinha certeza que ele já estava enlouquecendo, pensando em como ele iria levar o trabalho de ser pai, mesmo que Natasha sempre dizia a ele que de ambos, ele iria fazer o melhor trabalho.

Ele ficou surpreso quando Natasha deu um grito alto e seguido especialmente por um alto gemido agudo. Natasha caiu de costas na cama, respirando com raiva. Seus olhos se arregalaram com a coisinha rosa se contorcendo nos braços do médico, e reclamando, enchendo a sala com gritos.

"Parabéns, vocês tiveram uma menina", disse o médico com um sorriso feliz, enquanto a enfermeira pegou o bebê para limpá-lo.

"Ela é linda", ele murmurou. "Natasha ... ela é linda ...", Clint sussurrou olhando por cima de sua parceira.

Natasha olhou para ele com um sorriso feliz, mas cansado. "É claro que ela é! Você esperava menos de nós?" ela riu.

Clint virou a cabeça, tentando obter outro vislumbre de seu bebê.

"Clint?"

"Sim?" Ele respondeu ainda observando como as enfermeiras limpava seu bebê - que, a propósito, não estava feliz e estava choramingando.

"Sim", disse Natasha.

"Sim, o quê?" ele perguntou distraído.

"Eu vou me casar com você", disse ela se divertindo com a distração dele. "Eu encontrei o anel."

"Oh, ok-o quê?" sua cabeça virou tão rápido em direção a dela que ela temeu que ele quebrasse o pescoço. "Você ... você ... você o quê? Natasha, isso estava na prateleira de cima do armário, longe de mulheres grávidas! Eu lhe disse para manter-se longe de lugares altos e você ... você ... você ..." Os lindos olhos azuis de Clint suavizam-se quando ele piscou e ponderou sobre todas as suas palavras. "Você vai se casar comigo? Eu pensei que você ia jogar a caixa na minha cabeça e me dizer para criar juízo!"

"Esse pensamento que me ocorreu, mas ...", ela começou, mas a enfermeira interrompeu.

"Aqui está o seu bebê, mamãe", a enfermeira balbuciou, trazendo o pacote rosa até os braços de Natasha.

Como um reflexo, Natasha estendeu os braços na posição correta e quando o bebê foi colocado em seus braços e abriu os olhos azuis, lágrimas se formaram nos olhos de Natasha. Clint não estava longe de chorar - isso era uma boa razão para chorar, infernos, ele tinha até ouvido que Stark soltou algumas lágrimas por causa de seus gêmeos - quando ele se sentou ao lado de sua família, envolvendo um braço em volta dos ombros de Natasha, passando um dedo sobre a bochecha do bebê.

"Mas olhe para ela," Natasha voltou ao seu ponto. "Ela merece tudo. Precisamos lhe oferecer o que nós não temos. Eu não quero que ela cresça e se torne uma assassina ou fique solitária. Quero que ela tenha todo o maldito clichê deste mundo", ela fungou. "Eu sei que a nossa vida não é normal, o nosso trabalho não é fácil, mas eu serei amaldiçoada se eu não tentar o meu melhor para torná-la a menina mais feliz do mundo."

Clint beijou sua testa. "Eu estarei ao seu lado, sempre," ele sussurrou.

"Bem-vindo ao mundo, Alexandra," Natasha sorriu para a menina que gorgolejou.

FIM


Chefe*: Bom, essa não é a tradução correta para handler, mas foi a mais próxima que consegui pensar. O Agente Coulson não é chefe dela e nem do Clint, ele seria uma espécie de orientador, alguém que cuida de seus encargos, algo assim. A palavra que achei foi 'chefe' para descrevê-lo. Lembrando que 'chefe' mesmo de todos ali, é o Fury.

NOTA: Essa fanfic tem continuação, e ela se chama Billionaires & Babies e logo estarei a traduzindo!