CAPITULO 4

- Bella eu... - Edward tentou dizer algo, mas terminou achando melhor ficar calado.

- É parece que seus pais não se importam muito com você não é? - Emmet disse, como se aquilo não fosse grande coisa.

- Emm, cala essa boca – Edward sussurrou, quando Bella voltou a chorar.

- Fala serio Ed, não é como se isso fosse grande coisa – Emmet retrucou de volta – Nossos pais também não se importavam com a gente, se não fosse Esme, estaríamos perdidos.

- É diferente Emm, você sabe disso... então cala essa maldita boca! - Edward se exaltou, ele acabara de descobrir que odiava vê-la chorar

- Não. Ele tem razão Edward, é idiota chorar por isso, se eles não se importam, também não vou me importar. - Bella disse e limpou as lagrimas do rosto – E tudo por causa de um maldito dinheiro!

- Ele pode ser maldito pra você, mas pra nossa mãe seria a salvação – Edward disse, e ela abriu um sorriso.

- Alguém aí tem um talão de cheques? - Ela perguntou pegando uma caneta que estava sobre a mesa.

Charlie andava de um lado para o outro dentro da delegacia, não suportava ter que fingir que não se importava com o que aconteceria com Bella, mas essa era a única maneira de ganhar tempo, eles ficariam confusos e não fariam nada por um tempo, ao menos era isso que os policiais disseram.

- Já descobriu a localidade do telefonema? - Ele perguntou virando-se para um dos policiais que ficara incumbido de rastrear qualquer telefonema.

- Não, ele desligou rápido demais, você precisa ganhar mais tempo da próxima vez.

- São especialistas, vão notar se eu tentar algo – Charlie disse, procurando se acalmar, Bella estava em perigo e isso era tudo culpa dele, se não houvesse aceitado a loucura de Reneé em fazer aquela maldita festa de aniversario... isso não haveria acontecido.

- É aí que você se engana, eles são principiantes, não sabem nada sobre um sequestro – O policial disse e isso serviu para acalmar um pouco os nervos de Charlie.

- Continue de olho nas coisas, eu vou ver como Reneé está.

Reneé havia sido sedada para que não fizesse um escândalo e acabasse com a chance de resolver isso sem gastar o dinheiro que levaram a vida toda para ganhar, não que duzentos mil fosse muito para eles, mas não iriam dar dinheiro para vagabundo nenhum, essa era sua decisão final.

….

Carlisle olhou para a mulher dormindo calmamente, sua cor estava bem melhor, e quando falara com ela de manhã sabia que seus olhos estavam mais felizes. Isso fazia bem a ele, o deixava contente saber que ela estava melhorando.

- Dr. Carlisle... - Ela disse quando abriu os olhos e o flagrou observando-a – Algo errado comigo?

- Na verdade não, muito pelo contrario, sua cor retornou e a você me parece bem melhor – Ele não a chamaria de senhora, era mais jovem que ele, mesmo que dois anos não contassem muito.

- Então eu vou poder ir embora logo? - Ela perguntou com um sorriso.

- Assim que tomar a quimioterapia e fazer todos os exames – Ele disse, e o sorriso dela se apagou.

- Quanto tempo isso vai dar?

- Uma semana, mas assim que os exames saírem, nós vamos decidir se a cirurgia será logo ou se você passara por algumas quimios primeiro.

- Não posso ficar aqui por tanto tempo, eu tenho uma vida lá fora – Era triste dizer isso, para qualquer paciente que ele tivesse, o Câncer tirava isso das pessoas.

- Não vai ter uma vida se não fizer o tratamento. Você tem que ser forte e lutar para sobreviver, a vida lá fora ainda existira quando estiver bem.

- Não vou ficar bem se não tiver meus filhos perto de mim, como vou saber se eles não estão cometendo um crime por aí? - Ela perguntou se sentando na cama, a IV no seu braço incomodava, o multi via era ligado a dois saquinhos de soro fisiológico misturado com algum tipo de remédio, se Emmet estivesse ali compararia o suporte com uma arvore de natal, lembrar disso a fez rir.

- Devia confiar mais na educação que deu a seus filhos – Carlisle disse, mesmo que isso contradissesse seus próprios pensamentos sobre filhos, ele ficava louco de saber que Bree estava sozinha em casa enquanto ele trabalhava, principalmente sabendo que ela não ficaria em casa.

- Eu confiaria se não soubesse que eles fariam qualquer coisa para conseguir pagar meu tratamento. - Então ele realmente tinha razão ao pensar que algo estava estranho com o garoto que falara com ele.

- Eles não vão fazer nada que você não aprove, pode ficar calma. Mas agora eu preciso ir ver outro paciente, estarei aqui amanhã no mesmo horário para ver como está reagindo ao tratamento.

Ele saiu do quarto para atender a próxima paciente, uma criança que começara o tratamento havia dois meses, ela tinha um tumor no fêmur esquerdo e com certeza teria de operar, ele odiava ter de dar noticias assim. A maioria das pessoas o odiavam quando fazia isso.

….

- Eu tenho! Emmet disse tirando uma caderneta de papeis no bolso, e entregando a ela.

- Não adianta você fazer um cheque, se formos ao banco descontá-lo vão pegar a gente na hora. - Jazz disse pegando de volta o talão de cheques que Bella já ia assinar.

- Não vou depor contra vocês, então não haverá crime.

- Mas seus pais vão assim que saberem que você tirou duzentos mil da conta deles – Edward disse.

- Isso é uma merda, e eu nem sei por que eu to fazendo isso. Não era pra eu odiar vocês e vice-versa? Na verdade isso nem é um sequestro mais. - Bella disse se sentando no colchão, para ela aquilo vinha sendo até mesmo divertido. Três garotos que nunca fizeram nada de errado na vida tentando arrancar duzentos mil dos pais dela, como se ela valesse esse dinheiro todo.

- Na verdade é um sequestro sim, afinal você não pode sair daqui e seus pais realmente acreditam que vamos matar você caso eles não paguem o resgate – Emmet disse, e depois olhou para as cordas – E Jazz, amarra ela, não podemos correr o risco dela fugir, não agora.

- O que? - Bella disse surpresa com a atitude do rapaz mais velho – você não pode fazer isso!

- Logico que posso fazer isso, quem me garante que você não está fazendo tudo isso para que baixemos a guarda pra você fugir?

- Meus pais não estão nem se lixando pra mim, por que eu iria... - Ela começou, mas Emmet não a deixou continuar.

- Seus pais estão ganhando tempo, com certeza estão com a policia procurando um meio de tirar você daqui – Por um momento ouvir isso a deixou assustada, mas a ficha caiu e ela descobriu o quão boba foi em acreditar que seus pais não se importavam com ela, é logico que eles se importavam, com certeza Reneé estava em panico agora.

- Eu acho que você tem razão – Jasper disse, um pouco confuso – Mas da onde tirou isso? Pelo que eu saiba você não tem mentalidade para pensar em algo assim.

- Eu contei pra Rose, e ela disse...

- Você o que? - Jasper e Edward gritaram ao mesmo tempo.

- Contei pra Rose...

- Eu não acredito que você fez isso, não você não fez isso Emmet, você não... - Edward balançava a cabeça indignado com o que tinha acabado de ouvir.

- Por que envolveu Rosalie nisso? - Jasper perguntou, tão indignado quanto Edward – E pior, agora ela vai envolver Alice também, e com Alice você envolve o JJ.

- Desculpa eu não pensei nessa parte, mas era isso ou acabar com cinco anos de casamento – Emmet disse se levantando, na verdade ele não parecia se sentir culpado pelo feito.

- Okay, o que está feito está feito não há como voltar atras. Vamos dar continuação ao que começamos. - Edward disse, retornando ao assunto inicial.

- A Rose disse pra fazermos uma ameaça mais seria. - Emmet falou voltando a se sentar num canto do colchão, Bella olhou para ele assustada, ela não sabia de quem estavam falando, mas criou um ódio enorme da tal Rose.

- E o que seria? - Jasper perguntou, olhando desta vez para Bella que havia se encolhido num canto.

- Não vão machucar ela – Edward disse, começando a estranhar a atitude dos irmãos – Mamãe não aprovaria isso.

- Edward, ou você tira essa paixonite da cabeça, ou vamos te excluir disso. - Jasper disse olhando para o irmão, ele não era idiota, tava na cara que Edward estava gostando da garota, isso estragava tudo.

- Não é uma paixonite! Só sei que não fui criado pra isso, não sei machucar pessoas por dinheiro e não to afim de aprender.

- Lembre-se que mamãe depende disso pra viver, e não sou eu quem vai esperar um programa do governo para pagar um tratamento que tem de ser imediato. Não quero ver Esme num caixão Edward, e sei que você também não. - Jasper disse e olhou firme para o irmão – Então, o que vai decidir?

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Então, o que o Edward vai decidir? bom de qualquer forma eu admito que está sendo mais dificil do que eu esperava quando começei a escrever essa fic, falar na terceira pessoa é bem mais dificil do que na primeira.

Bom, de qualquer forma o 4° cap está aí e eu espero as reviews com opiniões. assim até amanhã no proximo cap.

bjs

any

v