Discleimer: Inuyasha e Cia não me pertencem o q é uma lastima p/ qualquer um.
Diários do vampiro ou The Vampire Diaries também não me pertence é usado p/ fazer esta ADAPTAÇAO. PS: Algumas coisas vão ter q ser mudadas.
Texto original: Lisa Jane Smith.
Adaptação: Dreime.
Capítulo Quatro
- Mas ele tem que ir ver um médico. Ele parece estar morrendo! - disse Rin.
- Ele não pode. Eu não posso explicar agora. Vamos simplesmente levá-lo para casa, certo? Ele está molhado e congelando aqui. Então nós discutimos isso.
O trabalho de levar Inuyasha pela floresta foi o bastante para ocupar as mentes de todo mundo por um tempo.
Ele permaneceu inconsciente, e quando eles finalmente o deitaram no banco traseiro do carro do Kouga estavam todos machucados e exaustos, além de estarem molhados do contato com as roupas encharcadas dele. Kagome segurou sua cabeça no seu colo enquanto eles dirigiam até a pensão. Sango e Rin seguiram.
- Eu estou vendo luzes acesas. - Kouga disse, parando na frente da grande construção em vermelho-ferrugem. - Ela deve estar acordada. Mas a porta está provavelmente trancada.
Kagome gentilmente levantou a cabeça de Inuyasha e deslizou para fora do carro, e viu uma das janelas na casa ficar mais clara quando a cortina foi puxada de lado. Então ela viu uma cabeça e ombros aparecerem na janela, olhando para baixo.
- Sra. Flowers! - ela chamou, acenando. - É a Kagome Higurashi, Sra. Flowers. Nós achamos o Inuyasha, e nós precisamos entrar!
A imagem na janela não se moveu ou de qualquer outra maneira reconheceu suas palavras.
Ainda assim, por sua postura, Kagome pôde dizer que ela ainda estava olhando para eles.
- Sra. Flowers, nós estamos com o Inuyasha. - ela chamou novamente, gesticulando para o interior iluminado do carro. - Por favor!
- Kagome! Já está destrancada! - A voz de Rin flutuou até ela da varanda da frente, distraindo Kagome da imagem na janela. Quando ela olhou de volta para cima, ela viu que as cortinas tinham voltado ao lugar, e então a luz no quarto de cima foi apagada.
Era estranho, mas ela não teve tempo para decifrar isso. Ela e Sango ajudaram Kouga a levantar Inuyasha e carregarem-no até os degraus da frente.
Lá dentro, a casa estava escura e quieta. Kagome direcionou os outros pela escada que ficava do lado oposto a porta, e para o patamar do segundo andar. Dali eles foram para um quarto, e Kagome fez com que Rin abrisse a porta que parecia com um closet. Ela revelava outra escada, muito escura e estreita.
- Quem deixaria a sua – porta da frente destrancada – depois de todo que aconteceu recentemente? - Kouga resmungou enquanto eles rebocavam sua carga inconsciente. – Ela deve ser louca.
- Ela é louca. - Rin disse de cima, empurrando a porta no alto da escada para abrir. – Na última vez que estivemos aqui ela falou sobre a coisa mais estranha– Sua voz quebrou com uma ofegação.
- O que foi? - disse Kagome. Mas na medida em que eles alcançavam o piso do quarto de Inuyasha, ela viu por si mesma.
Ela tinha se esquecido da condição em que o quarto estivera na última vez que ela o vira. Baús cheios de roupas estavam de pé os deitados de lados, como se tivessem sido jogados por alguma mão gigante de uma parede à outra. Seus conteúdos estavam espalhados no chão, junto com artigos sobre cômodas e mesas. A mobília estava virada de cabeça para baixo, e uma janela estava quebrada, permitindo que um vento gelado soprasse. Havia apenas uma luminária acesa, em um canto, e sombras grotescas teciam-se contra o teto.
- O que aconteceu? - disse Kouga.
Kagome não respondeu até que eles tinham esticado Inuyasha na cama. - Eu não sei com certeza. - ela disse, e isso era verdade, embora muito pouco. - Mas já estava desse jeito ontem à noite. Kouga, você me ajuda? Ele precisa se secar.
- Eu vou achar outra luminária. - disse Sango, mas Kagome falou rapidamente.
- Não, nós podemos ver direito. Por que você não tenta acender a lareira?
Caindo de um dos baús abertos estava um manto de tecido felpudo de alguma cor escura. Kagome pegou-o, e ela e Kouga começaram a tirar as roupas molhadas e coladas de Inuyasha. Ela conseguiu tirar seu suéter, mas uma olhada em seu pescoço foi o bastante para congelá-la no lugar.
- Kouga, você poderia – você poderia me dar àquela toalha?
Assim que ele se virou, ela puxou o suéter por sobre a cabeça de Inuyasha e rapidamente enrolou a manta ao seu redor. Quando Kouga se virou e lhe entregou a toalha, ela a envolveu ao redor da garganta de Inuyasha como um cachecol. Sua pulsação estava acelerando, sua mente trabalhando furiosamente.
Não era de se espantar que ele estivesse tão fraco, tão inconsciente. Ah, Deus. Ela tinha que examiná-lo, ver o quão ruim estava. Mas como ela poderia, com Kouga e as outras aqui?
- Eu vou buscar um médico. - Kouga disse em uma voz forçada, seus olhos no rosto de Inuyasha. - Ele precisa de ajuda, Kagome.
Kagome entrou em pânico. - Kouga, não... por favor. Ele – ele tem medo de médicos. Eu não sei o que aconteceria se você trouxesse um aqui. - Novamente, era a verdade, se não toda a verdade. Ela teve uma idéia do que poderia ajudar Inuyasha, mas ela não poderia fazer isso com os outros ali. Ela se inclinou por sobre Inuyasha, esfregando as mãos dele entre as delas, tentando pensar.
O que ela poderia fazer? Proteger o segredo de Inuyasha ao custo de sua vida? Ou traí-lo para poder salvá-lo? Iria salvá-lo contar a Kouga e Rin e Sango? Ela olhou para seus amigos, tentando imaginar as respostas deles se eles descobrissem a verdade sobre Inuyasha Salvatore.
Não era bom. Ela não podia arriscar. O choque e horror da descoberta quase deixou a própria Kagome vacilante com loucura. Se ela, que amava Inuyasha, estivera pronta para correr dele gritando, o que esses três fariam? E então havia o assassinato do Sr. Tanner. Se eles soubessem o que Inuyasha era, eles seriam capazes de acreditar que ele era inocente? Ou, no fundo de seus corações, eles sempre iriam suspeitar dele?
Kagome fechou seus olhos. Era perigoso demais. Sango e Rin e Kouga eram seus amigos, mas isso era uma coisa que ela não podia dividir com eles. Em todo o mundo, não havia ninguém em quem ela pudesse confiar esse segredo. Ela teria que mantê-lo sozinha.
Ela se endireitou e olhou para Kouga. - Ele tem medo de médicos, mas uma enfermeira talvez não tenha problema. - Ela se virou para onde Rin e Sango estavam ajoelhadas perante a lareira. - Rin, e quanto a sua irmã?
- Abi? - Rin olhou para seu relógio. - Ela está com o turno noturno na clínica essa semana, mas ela provavelmente já está em casa. Só–
- Então é isso. Kouga vá com Rin e peça a Abi para vir aqui e dar uma olhada no Inuyasha. Se ela achar que ele precisa de um médico, eu não irei mais discutir.
Kouga hesitou, então exalou severamente. - Está certo. Eu ainda acho que você está errada, mas – vamos, Rin. Vamos quebrar algumas leis de trânsito.
Enquanto eles saiam pela porta, Sango permaneceu de pé ao lado da lareira, observando
Kagome com firmes olhos negros.
Kagome forçou a si mesma encontrar-los. - Sango... Eu acho que todos vocês deviam ir.
- Você acha? - Aqueles olhos negros permaneceram nela firmemente, como se tentando penetrar e ler sua mente. Mas Sango não fez nenhuma outra pergunta. Após um momento ela acenou, e seguiu Kouga e Rin sem uma palavra.
Quando Kagome ouviu a porta no fim da escada fechar, ela afobadamente endireitou uma luminária que estava deitada de ponta cabeça ao lado da cama e a ligou.
Agora, por fim, ela podia avaliar os ferimentos do Inuyasha.
Sua cor parecia pior do que antes; ele estava literalmente quase tão branco quanto os lençóis debaixo dele. Seus lábios estavam brancos, também, e Kagome de repente pensou em Thomas Fell, o fundador de Fell's Church. Ou, ao invés, na estátua de Thomas Fell, deitada ao lado de sua esposa em uma tampa de pedra na tumba deles. Inuyasha estava da cor daquele mármore.
Os cortes e arranhões em suas mãos eram de um roxo lívido, mas eles não estavam mais sangrando. Ela gentilmente virou a cabeça dele para olhar seu pescoço.
E ali estava. Ela tocou o lado de seu próprio pescoço automaticamente, como se para verificar a semelhança. Mas as marcas de Inuyasha não eram furos pequenos. Elas eram rasgos profundos e selvagens na carne. Ele parecia que tinha sido espancado por algum animal que havia tentado despedaçar sua garganta.
Raiva incandescente queimou por Kagome de novo. E com isso, ódio. Ela percebeu que apesar de seu nojo e fúria, ela não havia realmente odiado Sesshoumaru antes. Não realmente.
Mas agora... Agora, ela odiava. Ela o detestava com uma intensidade de emoções que nunca sentira por ninguém em sua vida. Ela queria machucá-lo, fazê-lo pagar. Se ela tivesse uma estaca de madeira no momento, ela teria martelado-a no coração de Sesshoumaru sem arrependimento.
Mas agora ela tinha que pensar em Inuyasha. Ele estava tão terrivelmente quieto. Essa era coisa mais difícil de suportar, a falta de propósito ou resistência em seu corpo, o vazio.
Era isso. Era como se ele tivesse se demitido dessa forma e a deixado com um vaso vazio.
- Inuyasha! - Sacudí-lo não adiantou nada. Com uma mão no centro de seu peito frio, ela tentou detectar um batimento. Se tivesse um, era fraco demais para sentir.
Fique calma, Kagome, ela disse a si mesma, afastando a parte de sua mente que queria entrar em pânico. Essa parte estava dizendo, - E se ele estiver morto? E se ele realmente estiver morto, e nada que você possa fazer irá salvá-lo?
Espiando pela sala, ela viu a janela quebrada. Cacos de vidro estavam no chão debaixo dela. Ela foi até lá e pegou um, notando como brilhava na luz do fogo. Uma coisa linda, com uma ponta como a de uma lâmina, ela pensou. Então, deliberadamente, entrando de cabeça, ela cortou seu dedo com ele.
A dor a fez arfar. Após um instante, o sangue começou a fluir do corte, pingando pelo seu dedo como cera de um castiçal. Rapidamente, ela se ajoelhou ao lado de Inuyasha e colocou seu dedo nos lábios dele.
Com sua outra mão, ela prendeu a mão indiferente dele, sentindo a dureza do anel de prata que ele usava. Ela mesma imóvel como uma estátua, ajoelhou-se ali e esperou.
Ela quase perdeu o primeiro minúsculo relampejo de resposta. Seus olhos estavam fixos no rosto dele, e ela capturou o minuto em que seu peito começou a se erguer somente na sua visão periférica. Mas então os lábios abaixo de seu dedo tremerem e se separaram ligeiramente, e ele engoliu automaticamente.
- É isso. - Kagome sussurrou. - Vamos, Inuyasha.
Os cílios dele se agitaram, e com uma clara alegria ela sentiu os dedos dele retornarem a pressão dos dela. Ele engoliu novamente.
- Sim. - Ela esperou até que os olhos dele piscassem e lentamente abrissem antes de se sentar.
Então ela apalpou com uma mão a gola alta de seu suéter, deixando-o de fora do caminho.
Aqueles olhos verdes estavam estupefatos e pesados, mas tão teimosos como ela os conhecia.
- Não. - Inuyasha disse sua voz um sussurro rachado.
- Você tem que fazer Inuyasha. Os outros estão voltando e trazendo uma enfermeira com eles. Eu tive que concordar com isso. E se você não estiver bem o bastante para convencê-la que não precisa de um hospital... - Ela deixou a sentença inacabada. Ela mesma não sabia o que um médico ou um técnico de laboratório achariam ao examinar Inuyasha. Mas ela sabia que ele sabia, e isso o faria ficar assustado.
Mas Inuyasha só pareceu mais obstinado, virando seu rosto para longe dela. - Não posso. – ele sussurrou. - É perigoso demais. Já tomei... Demais… Noite passada.
Poderia ter sido na noite passada? Parecia há um ano. - Isso irá me matar? – ela perguntou. - Inuyasha, me responda! Isso irá me matar?
- Não... - Sua voz estava mal-humorada. - Mas–
- Então você tem que fazer isso. Não discuta comigo! - Inclinando-se sobre ele, segurando sua cabeça junto à dela, Kagome pode sentir a sua necessidade dominante.
Ela ficou impressionada que ele estava até mesmo tentando resistir. Era como um homem faminto em frente a um banquete, incapaz de tirar seus olhos dos pratos fumegantes, mas se recusando a comer.
- Não. - Inuyasha disse de novo, e Kagome sentiu uma onda de frustração passar por ela. Ele era a única pessoa que já conhecera que era tão teimosa quanto ela.
- Sim. E se você não cooperar eu vou cortar outra coisa, como o meu pulso. - Ela estivera pressionando seu dedo no lençol para parar o sangue; agora ela o segurava na direção dele.
As pupilas dele dilataram, seus lábios se separaram. - Demais... Já foi. - ele murmurou, mas seu olhar permaneceu no dedo dela, na clara gota de sangue na ponta. - E eu não posso... Controlar...
- Está tudo bem. - ela sussurrou. Ela passou o dedo pelos lábios dele novamente, sentindo-os abrir para recebê-lo; então, ela se inclinou por sobre ele e fechou seus olhos.
Sua boca estava fria e seca enquanto tocava a garganta dela. Sua mão prendeu a parte de trás do pescoço dela enquanto os seus lábios procuravam os dois furinhos que já estavam lá.
Kagome forçou-se a não recuar da picada breve da dor. Então ela sorriu.
Antes, ela tinha sentido a necessidade agonizante dele, sua fome impulsora. Agora, pelo laço que eles compartilhavam, ela sentia somente uma poderosa alegria e satisfação.
Profunda satisfação à medida que a fome era gradualmente aliviada.
Seu próprio prazer vinha de dar, de saber que estava sustentando Inuyasha com sua própria vida. Ela podia sentir a força fluindo por ele.
Em tempo, ela sentiu a intensidade da necessidade diminuir. Ainda assim, isso não queria dizer que ela se fora, e ela não pôde entender quando Inuyasha tentou empurrá-la para longe.
- É o bastante. - ele rangeu, forçando os ombros dela para cima. Kagome abriu seus olhos, seu prazer sonhador quebrado. Os próprios olhos dele estavam verdes como folhas de mandrágora, e em seu rosto ela viu a fome feroz de um predador.
- Não é o bastante. Você ainda está fraco–
- É o bastante para você. - Ele a empurrou de novo, e ela viu algo como desespero brilhar naqueles olhos verdes. - Kagome, se eu tomar muito mais, você irá começar a mudar. E se você não se afastar, se você não se afastar de mim agora...
Kagome retirou-se do pé da cama. Ela o observou se sentar e se ajustar ao manto escuro. Na luz da luminária, ela viu que sua pele tinha recuperado alguma cor, um rubor leve revestindo sua palidez. O cabelo dele estava secando em mar baderneiro de ondas escuras.
- Eu senti sua falta. - ela disse suavemente. Alívio palpitou por ela de repente, uma dor que era quase tão ruim quanto o medo e a tensão foram. Inuyasha estava vivo; ele estava falando com ela. Tudo ia ficar bem afinal.
- Kagome... - Os olhos deles se encontraram e ela foi presa por um fogo verde. Inconscientemente, ela se moveu na direção dele, e então parou quando ela riu alto.
- Eu nunca te vi desse jeito antes. - ele disse, e ela olhou para baixo para si mesma. Seus sapatos e jeans estavam encrostados com lama vermelha, que estava também generosamente untada no resto dela. Sua jaqueta estava rasgada e estava vazando seu enchimento. Ela não tinha dúvida de que seu rosto estava manchado e sujo, e ela sabia que seu cabelo estava embaraçado e desordenado. Kagome Higurashi, a imaculada fashionista da Robert E. Lee estava uma bagunça.
- Eu gosto. - Inuyasha disse, e dessa vez ela riu com ele.
Eles ainda estavam rindo quando a porta abriu. Kagome se endureceu alertamente, puxando sua gola rulê, olhando ao redor do quarto por alguma evidência que pudesse traí-los. Inuyasha sentou-se mais reto e lambeu seus lábios.
- Ele está melhor! - Rin celebrou enquanto entrava no quarto e via Inuyasha.
Kouga e Sango estavam logo atrás dela, seus rostos iluminados com surpresa e prazer. A quarta pessoa que entrou era só um pouco mais velha que Rin, mas ela tinha um ar refrescante de autoridade que camuflava sua juventude. Abi McCullough foi diretamente a seu paciente e alcançou seu pulso.
- Então é você que tem medo de médicos. - ela disse.
Inuyasha pareceu desconcertado por um momento; então, ele se recuperou. - É um tipo de fobia infantil. - ele disse, soando embaraçado. Ele olhou para o lado para Kagome, que sorria nervosamente e dava um pequenino aceno. - De qualquer jeito, eu não preciso de um agora, como pode ver.
- Por que não me deixa julgar isso? Seu pulso está bem. De fato, está surpreendentemente lento, até mesmo para um atleta. Eu não acho que você está com hipotermia, mas ainda está gelado. Vamos tirar a sua temperatura.
- Não, eu realmente não acho que isso seja necessário. - A voz de Inuyasha estava baixa, calma. Kagome tinha ouvido ele usar aquele voz antes, e ela sabia o que ele estava tentando fazer. Mas Abi não tomou conhecimento algum.
- Abra, por favor.
- Aqui, eu faço. - disse Kagome rapidamente, esticando a mão para pegar o termômetro de Abi. De algum jeito, quando ela o fez, o pequeno tubo de vidro escapou de sua mão. Ele caiu no chão de madeira e quebrou em diversos pedaços. - Er, sinto muito!
- Não importa. - Inuyasha disse. - Estou me sentindo muito melhor do que estava, e eu estou ficando mais quente.
Abi reparou na bagunça no chão, então olhou ao redor do quarto, percebendo seu estado pilhado. - Está certo. - ela exigiu, virando-se com as mãos no quadril. - O que está acontecendo aqui?
Inuyasha nem ao menos piscou. - Nada demais. A Sra. Flowers é simplesmente uma dona de casa terrível. - ele disse, olhando-a diretamente nos olhos.
Kagome queria rir, e ela viu que Abi queria, também. A garota mais velha fez uma careta e cruzou seus braços no peito ao invés.
- Suponho que é inútil esperar uma resposta direta. - ela disse. - E está claro que você não está perigosamente doente. Eu não posso forçá-lo a ir para a clínica. Mas eu veementemente sugiro que você faça um check-up amanhã.
- Obrigado. - disse Inuyasha, o que, Kagome notou, não era o mesmo que concordar.
- Kagome, você está com cara de que precisa de um médico. - disse Rin. - Você está branca como um fantasma.
- Eu só estou cansada. - Kagome disse. - Foi um longo dia.
- Meu conselho é ir para casa e deitar-se – e ficar lá. - Abi disse. - Você não está anêmica, está?
Kagome resistiu ao impulso de colocar uma mão em sua bochecha. Ela estava tão pálida?
- Não, eu só estou cansada. - ela repetiu. - Nós podemos ir para casa agora, se Inuyasha estiver bem.
Ele concordou tranquilizadoramente, a mensagem em seus olhos somente para ela. - Dê-nos um minuto, sim? - ele disse para Abi e os outros, e eles recuaram para a escada.
- Tchau. Cuide de si mesmo. - Kagome disse em voz alta enquanto o abraçava. Ela sussurrou, - Por que você não usou os seus Poderes em Abi?
- Eu usei. - ele disse carrancudamente no ouvido dela. - Ou pelo menos eu tentei. Eu ainda devo estar fraco. Não se preocupe; passará.
- É claro, passará. - disse Kagome, mas seu estômago embrulhou. - Tem certeza que deve ficar sozinha, contudo? E se–
- Eu vou ficar bem. Você é quem não deveria ficar sozinha. - A voz de Inuyasha estava suave, mas urgente. - Kagome, eu não tive uma chance de alertá-la. Você estava certa sobre Sesshoumaru estar em Fell's Church.
- Eu sei. Ele fez isso com você, não fez? - Kagome não mencionou que ela fora procurar por ele.
- Eu – não me lembro. Mas ele é perigoso. Mantenha Rin e Sango com você hoje à noite, Kagome. Eu não quero você sozinha. E tenha certeza de que ninguém convide um estranho para a sua casa.
- Nós estamos indo direto para a cama. - Kagome prometeu, sorrindo para ele. - Nós não iremos convidar ninguém.
- Tenha certeza disso. - Não havia nenhuma petulância em seu tom, ela concordou lentamente.
- Eu entendo Inuyasha. Nós teremos cuidado.
- Bom. - Eles se beijaram um mero encostar de lábios, mas suas mãos unidas se separaram reluntatemente.- Diga aos outros 'obrigado'. - ele disse.
- Eu direi.
Os cinco se reagruparam do lado de fora da pensão, Kouga oferecendo-se para levar Abi e para casa para que Rin e Sango pudessem voltar com Kagome. Abi claramente ainda estava suspeita sobre os acontecimentos da noite, e Kagome não podia culpá-la. Ela também não podia pensar. Ela estava cansada demais.
- Ele disse para dizer 'obrigado' a todos vocês. - ela se lembrou depois de Kouga ter partido.
- Ele... Não tem de quê. - Rin disse, dividindo as palavras com um bocejo enorme enquanto Sango abria a porta do carro para ela. Sango não disse nada. Ela estivera muito quieta desde que deixara Kagome sozinha com Inuyasha. Rin riu repentinamente.
- Uma coisa que todos esquecemos. - ela disse. - A profecia.
- Que profecia? - disse Kagome.
- Sobre a ponte. Aquela que você disse. Bem, você foi para a ponte e a Morte não estava esperando lá afinal de contas. Talvez você entendeu mal as palavras.
- Não. - disse Sango. - Nós ouvimos as palavras corretamente.
- Bem, então, talvez seja outra ponte. Ou... Hmmm… - Rin aninhou-se em seu casaco, fechando seus olhos, e não se incomodou em terminar.
Mas a mente de Kagome completou a sentença por ela. Ou outra hora. Uma coruja piou do lado de fora enquanto Sango ligava o carro.
N/A: Oi pessoal, pensei que conseguiria postar ainda ontem á noite, mas falto luz e também estou cheia de matérias para colocar em dia então estou postando agora para vocês.
Respostas as Reviews:
Tatiane:
É só o Kouga mesmo para fazer essas brincadeiras numa situação dessas.
Ayame Gawaine:
Como a Kagome disse pode acontecer em outra hora.
Na primeira vez eu não pensei no poço, tinha pensando numa cruta com água. Na menoria das vezes quase não acertamos. Mas pelo menos acharam o Inuyasha. \o/
Tchauzinho até a próxima.
