Capítulo III

~O dia seguinte~

O caos e a polícia foi tudo o que encontrou Syaoran quando retornou para sua casa…

Foi preciso dois ônibus para conduzir aqueles homens até a delegacia e algumas ambulâncias para levar os feridos graves que Meiling e Kero tinham feito. Não é preciso dizer que no dia seguinte aquilo tudo virou notícia nos jornais não só de Osaka, mas do Japão: "Aparamento de Syaoran é invadido. Quadrilha buscava por joias e dinheiro. Um homem é encontrado morto na calçada. Vinte estão em estado grave. Trinta são presos e levador para depor". Foi duro explicar sobre o corpo de Dian Shi na calçada. Meiling disse para Sakura que alegaria defesa pessoal. Ela assumiria a culpa pelo incidente e não seria processada, tinha imunidade diplomática. Ao voltar do jogo, Syaoran viu as viaturas na frente daquele prédio, o corpo do homem sendo recolhido com uma pá e posto no bandejão do carro do IML, os policiais isolando a área, uma série de investigadores em seu apartamento, fotografando tudo, revirando até mesmo embaixo das roupas íntimas das mulheres da casa. Era o destaque que não queria. Nem mesmo a vitória do jogo de ontem foi mais significativa do que as notícias daquele assalto.

Sakura e Meiling prestava os depoimentos iniciais aos investigadores, Sholong dormia um sono profundo no berço e nem sequer se perturbava com a barulheira toda na casa. Kero se escondia fora do apartamento. Syaoran chegou em casa e foi abraçado com força por sua esposa e por sua prima. Tinha sorte por ter aquelas mulheres apaixonadas por ele em sua vida:

– O que aconteceu, Sakura? Meiling?

– Foi horrível Shoran, eles invadiram o apartamento e reviraram tudo… – Disse Meiling.

– Eles queriam me atingir, atingir nosso filho, Shoran, nossa família… eles queriam as cartas! – Disse Sakura.

– As cartas – Syaoran olhou surpreso para Sakura. Ele segura a cardcaptor pelos ombros e continua:

– Fizeram alguma coisa pro Sholong?

– Sim, Shoran. Eles levaram nosso filho pra varanda e ameaçaram levar ele. Daí um brilho azul saiu dele e a carta esperança apareceu. Ela disse que ele chamou ela, Shoran! Chamou ela! Você entende o que é isso?

– Chamou? – Syaoran olhava atônito e confuso pra esposa. Ela continuou:

– Daí ela deu o Sholong nos braços da Sakura e lançou ele daquela varanda chão a baixo! – Disse Meiling.

Syaoran parecia não acreditar nas palavras de Sakura e da prima. Os três foram interrompidos pelo inspetor Ryogetsu:

– Com licença, senhor e senhoras Li? Sou o inspetor Ryogetsu. Preciso do depoimento de vocês na delegacia. Por favor me acompanhem. Precisamos de informações sobre a quadrilha e o depoimento de vocês é importante. Já começamos a interrogar os prisioneiros.

– Ryogetsu, agradeço o seu trabalho, mas eu conduzo esse caso daqui pra frente… – Disse um homem de cabelos curtos, grisalhos e pele morena na porta do apartamento.

– Sim, Superintendente Koribayashi, eles são todos seus.

– Ótimo. Obrigado Ryogetsu. Saiam todos os agentes e oficiais do apartamento. Preciso falar com as vítimas a sós. Depois vocês podem entrar.

Todos os agentes presentes no local obedeceram ao veterano superintendente. Desconfiados, mas obedeceram. A atitude do Superintendente de polícia deixou os três surpresos e confusos. Ele continuou:

– Tem mais alguém com magia por aqui além de vocês três? – Perguntou o Superintendente. Nenhum dos três acreditou no que ouvia. O superintendente falou em magia? Nenhum dos três quis falar nada e Syaoran respondeu:

– O que o senhor quis dizer com isso?

– Não precisam se esconderem mais. Sei que tem mais um guardião mágico voando lá fora. Apareça guardião! – Disse o inspetor dando um berro. Imediatamente Kero apareceu:

– Estou vendo que esse tio policial não é de se ignorar. Sinto várias presenças mágicas aqui por perto…

– Sim, são meus agentes, não precisam temer mais. Venham. Sou Makoto Koribayashi, sou o chefe da seção de crimes paranormais da polícia de Osaka, mas não tenho magia. Eu sei que tudo o que aconteceu aqui foi por obra de mágica causada por pessoas com más intenções. Não se intimidem, me acompanhem e eu vou explicar tudo.

Sem muitas opções, Syaoran, Sakura e Meiling acompanharam o policial até a viatura. Os investigadores continuaram o trabalho. Sakura levou o pequeno Sholong e pediu para Meiling trazer o livro com as cartas. Para não chamar atenção, Kero foi levado pessoalmente por Makoto, em um de seus bolsos.

– Estou ansioso por conhecer a famosa feiticeira Sakura Kinomoto que capturou todas as cartas Clow quando tinha apenas onze anos…

– O senhor conhece sobre mim? – Perguntou uma surpresa Sakura.