MOMENTOS
BPOV
"Vamos, dorminhoco..." – falei puxando-o pela mão. Ele rosnou e rolou para o outro lado.
"Eu não quero e você não pode me obrigar." – ele murmurou ainda adormecido. Eu dei uma tapa na bunda dele, tentando pelo menos acordá-lo – "AI!"
"Eu tenho algo especial planejado para hoje. Algumas coisas, na verdade. Temos que levantar se quisermos fazer todas elas."
"Cadê a mulher que não funciona pelas manhãs que eu amo?" – ele falou ainda sonolento.
"Ela tem coisas para fazer hoje. Assim como você." – eu estava acordada há uma hora e já tinha tomado três xícaras de café. Mas eu não precisava dizer isso a ele, né?
"Bella" – ele miou – "Volte já pra cama, tire as roupas e venha deitar aqui do meu lado." – ele falou dando tapinhas no colchão, ainda sem abrir os olhos
"Não. Você quer dormir? Ok, eu vou tirar as minhas roupas e tomar um banho bem quente enquanto você descansa mais um pouquinho" – falei rezando para que aquilo tivesse a reação que eu queria. Ele bufou e rolou mais uma vez se levantando.
"Você é má." – ele falou atordoado – "Como se eu fosse conseguir descansar depois disso."
Eu dei risadinhas – "Missão cumprida. Vá se vestir."
Ele foi até o closet e olhou para as próprias roupas. "É tudo tão parecido"
"Tenho certeza que se você pedir uma ajudinha a Alice ela nem iria se importar em ir as compras com você." – falei calçando o tênis.
"Eu preferiria ir com você." – ele falou tirando a calça do pijama e colocando um jeans. Difícil não olhar. E então ele pegou uma camiseta preta e passou-a pela cabeça e os braços, os músculos alargando as mangas... e então ele se virou – "Você estava me olhando!"
"Não. Eu estava..." – tentei me defender mas não ia conseguir mentir – "...Ah, cala a boca!" – murmurei enquanto ele ia para a gaveta de meias.
"Não estou reclamando... Você me acha.. atraente?"
"Você sabe a resposta para essa pergunta e definitivamente não precisa de ninguém aumentando seu ego." – respondi me levantando e ajeitando minha camisa. Ele separou as meias, fechou a gaveta e veio até o meu lado da cama, me abraçando por trás, as mãos na minha cintura.
Ele passou os dedos pelo meu rosto até puxar meus cabelos para frente do meu corpo para beijar meu pescoço, uma corrente elétrica correndo meu corpo. Tremi e relaxei em seus braços. Ele trouxe os lábios ao pé do meu ouvido e sussurrou – "É bom saber que você me acha atraente..."
"Você é muito mais que atraente." – falei com toda sinceridade. Ele trouxe o lóbulo da minha orelha entre os lábios e sugou-o delicadamente – "Oh Edward.." – gemi.
"Você é deliciosa." – ele falou e me soltou. E não satisfeito, me deu um tapa na bunda – "Isso foi por mais cedo..."
"O QUE?" – falei em choque.
Ele foi para o lado dele da cama e pegou os óculos. Depois sentou-se na cama para pôr as meias e o sapato. Eu não mais achei que ele ia responder até que começou a ir em direção a sala – "Mais cedo, lembra? Você tem noção do quão desconfortável é ter uma ereção quando se está dormindo de barriga pra baixo?"
Rosnei enquanto ele continuou a sair do quarto. Ele piscou brincalhão e abriu a porta saindo do meu campo de visão – "Merda, por que ele tem que ter esse poder sobre mim?" – rocei as pernas inconfortavelmente. É, essa eu mereci...
EPOV
Não foi muito bonito de minha parte, eu sei. Mas ela estava me atiçando e achei muito justo pagar na mesma moeda. E era tudo uma brincadeira, afinal.
Coloquei os óculos de sol que o médico deu para que eu usasse a luz do dia. Bella pegou minha mão me ajudando a descer os degraus – "Onde estamos indo?" – perguntei.
"Bem, uma das coisas que você comentou querer fazer depois da cirurgia era ir a um museu de arte. Temos alguns aqui perto. Pensei em visitar alguns."
"Mas eu não sei o que as coisas significam." – reclamei.
"Edward, será mais uma lição. E eu estarei com você em cada uma delas. Eu trouxe a câmera, assim, se você quiser, você pode tirar fotos e podemos rever algumas das coisas em casa. Além do que, é um programa que podemos fazer só nós dois." – ela falou fazendo um biquinho, uma das expressões manhosas dela, que já aprendi bem.
"Um dia só para nós. Gostei da ideia!" – admiti. Ela deu um pulinho e abriu um lindo sorriso. E eu.. eu achei fascinante.
"Ótimo. Eu já planejei tudo: Algumas horinhas no Norton Art Gallery e depois vamos almoçar em algum restaurante na Line Avenue. Depois vamos direto para o Barnwell Art Center que fica as margens do rio e – " – eu colei meus lábios nos dela.
"Respira, gatinha. Calma. Nós temos todo tempo do mundo. Não precisamos ver tudo hoje." – falei num tom de voz suave.
Ela me olhou meio chateada mas concordou com a cabeça. Ela abriu a porta do carona pra mim e enquanto ela caminhou para o lado do motorista eu pude olhar ao meu redor e perceber as coisas. Algumas delas pelo menos, pelo que eu aprendi e até usando de bom senso. A frente da nossa casa era gramada e bem na entrada havia uma coisa, usando do bom senso, entendi ser a caixa de correio. E alguns carros parados na frente das casas. Pessoas normais saberiam dizer, sem muito esforço que aquelas coisas eram caixas de correio. Aquilo me incomodou um pouco mas eu já entendi que teria que aprender.
O caminho até o museu não foi longo. Eu prestava atenção a tudo pela janela. Ocasionalmente eu fazia perguntas que Bella respondia sempre com um sorriso, abusando de detalhes. Estacionamos e eu pude reparar que estávamos rodeados de árvores, um prédio alto logo atrás das mesmas. Perdi uns minutos analisando a cor das pedras; era um tom novo, definitivamente. Não era branco, nem marrom.
"Qual a cor desse prédio?" – eu perguntei em uma baixa voz para que ninguém mais pudesse me ouvir.
"Hmmm" – ela mordeu o lábio dela em pensamento – "Bronze, acho."
Eu armazenei a informação para mais tarde. Bella pegou algo do bolso dela e me entregou – "O que é isso?" – perguntei
"Uma câmera. Se você ver alguma coisa que goste ou que queira rever tire uma foto." – e então ela me mostrou os botões que ligavam a máquina, os botões de flash e o que servia para bater a foto.
"Foi essa a câmera que eu te dei de Natal?" – eu perguntei girando o pedaço de plástico nas mãos, analisando
"Essa mesma. E eu amei. Então, tenha cuidado!" – ela falou brincando – "Tire quantas fotos quiser. Mais tarde eu vou imprimi-las. E posso até fazer um álbum se você quiser."
"Eu já disse o quão maravilhosa você é, hoje?"
BPOV
Quatro horas e 300 fotos depois nós finalmente fomos almoçar. Nós não teríamos muito tempo para ficar no outro museu mas relaxei ao lembrar que ele não era tão grande quanto o primeiro. Estacionei na frente do Jason's Deli, meu estômago já dando sinais de rebelia. Acho que não tomar café-da-manhã não foi lá uma boa ideia. De qualquer maneira, Edward não estava muito melhor que eu.
Nós pedimos e pegamos nosso número. Pedimos dois tipos diferentes de sanduíches e optamos por dividir cada um deles. Foi, provavelmente, muita comida mas nenhum de nós realmente se preocupou. O dia não poderia estar correndo melhor...
"Eu não consigo me acostumar com a aparência das comidas ainda." – ele falou colocando metade do sanduíche de queijo e presunto no meu prato enquanto eu passava metade do meu – de peru – para ele. - "Alguns me deixam com água na boca. Já outros..."
"Eu vou dizer o mesmo que minha mãe dizia quando eu não queria comer algo só por olhar: Não diga que não gosta sem antes provar. As vezes algo com a cara ruim pode ser muito mais gostoso que você imagina." – falei dando uma boa mordida num pedaço de pickle. Ele fez uma careta ao meu sorriso bobo e balançou a cabeça.
"Você tem razão. Eu vou ter que me acostumar..."
"O que o te deu mais fome, até agora?" – perguntei curiosa
"Frutas. Eu acho que as cores me chamaram mais atenção. E cheira bem melhor." – ele falou pensativo – "Espero achar coisas mais apetitosas com o tempo."
Nós conversamos ao longo do almoço sobre várias coisas, nada de importante. Era duro não notar como os olhos dele seguiram todo movimento que eu fazia. E eu não fazia outra coisa a corar. Era mais forte que eu! Sempre que eu fizesse algo que julgasse bonitinho ele colocava um sorriso nos lábios.
"Seu carro é... não é tão brilhante... como a maioria dos carros..." - ele falou quando entramos na caminhonete e comecei a dirigir ao nosso próximo destino.
"Bem... ele tem mais de 60 anos. Não é bonito, mas anda."
Ele encolheu os ombros e não tocou mais no assunto. Eu ouvia piadinhas sobre o meu carro sempre. Ele é velhinho mas é meu e eu gosto muito dele. Ele pode até não ser tão veloz e bonito como os carros mais novos, porém funciona e de alguma maneira eu me sentia protegida nele. Também, ele era quase tão seguro quanto um tanque de guerra..
Entramos no museu, mas Edward não pareceu tão animado quanto no primeiro e eu sugeri que fossemos visitar o jardim de inverno.
Assim que abri a porta que dava para o jardim eu perdi o ar – "Nossa, é tão lindo."
"Também acho." – falei enquanto descíamos as escadas.
Depois de uns minutos observando as flores ele segurou minhas mãos e falou rapidamente – "Vamos casar aqui?" – enquanto olhava nos meus olhos procurando uma resposta sincera. Eu não consegui encontrar palavras e simplesmente sorri e respondi 'sim' com a cabeça.
"Aqui é lindo e sua ideia é ótima. Eu só não sei se eles realizam casamentos aqui... E se fazem, eles devem ter alguma lista de espera ou algo parecido." – falei encolhendo os ombros não querendo desapontá-lo. Ele pensou por um segundo e eu pensei que ele fosse ficar triste ou algo do tipo. Mas mais uma vez, Edward me surpreendeu me puxando pela mão para subir as escadas – "Onde estamos indo?" – perguntei tentando não cair.
"Bem, não faz mal perguntar, faz? Onde podemos obter esse tipo de informação?" – apontei um pequeno balcão mais a frente e ele continuou, acelerado, me arrastando até lá. Uma menina de aproximadamente 19 anos, de óculos, lia um livro que muito me pareceu um romance – "Com licença, vocês organizam eventos aqui?" – Edward perguntou de uma só vez
A garota mudou a atenção, da leitura para Edward e acabou por quase deixar o livro cair no chão. Além do queixo caído e da face corada ela me pareceu bem supresa e... sonhadora? Edward me olhou confuso e eu apenas balancei a cabeça achando certa graça. Uns segundos depois a menina pareceu voltar a realidade e pegou um livro debaixo do balcão e um calendário – "Hmm.. é.. sim. Hmm, pra que dia?"
"Dezenove de junho."
"Nós já temos um evento marcado para esse dia. Mas ele será realizado pela manhã. O salão e o jardim estarão disponíveis a partir das 2 da tarde." – ela falou folheando o livro com os eventos marcados.
Edward me olhou esperançoso – "O que você acha? Poderíamos marcar para as 5 horas... Assim teremos tempo de arrumar tudo no dia e chegarmos com calma... vai ser perfeito!"
Mais uma vez só consegui responder com a cabeça. Estava tudo acontecendo tão rápido...
"O que é preciso para fazer as reservas?"
"Bem, preciso do seu nome, telefone e endereço. Custa 1.000 dólares sendo que 500 deles é apenas depósito e será devolvido no fim do evento se a festa não for cancelada com menos de uma semana de antecedência ou se as instalações não sofrerem danos."
"Ok eu posso fazer isso com um cartão de crédito?" – Edward falou puxando cartão de crédito preto. Aquele sem limites... pensei fechando os olhos, balançando a cabeça.
"Sim, sim." – a menina falou pegando cartão – "Ah, e se você não quiser se preocupar com a limpeza depois do evento, por mais 100 doláres..."
"Ótimo, pode descontar os 100 doláres." – Edward falou me abraçando forte e dando um beijo na minha testa.
"Eu preciso passar o cartão na máquina ali no escritório. Você pode ir preenchendo esse formulário para mim?" – a menina falou com um sorriso enorme, passando-lhe uma prancheta.
Ele olhou para o formulário com uma expressão confusa – "Dê tempo ao tempo..." – sussurrei para ele. Ele concordou com a cabeça e suspirou.
"Vamos treinar quando chegar em casa, ok?" – prometi e ele me respondeu com um sorriso fraco.
Peguei a prancheta e comecei a preencher o formulário: nome, endereço, telefone, tipo de evento... escrevi essa resposta com toda paciência do mundo me deliciando com cada letra... Casamento.
Dei uma rápida lida pelas cláusulas para não termos nenhuma surpresa mais tarde e apontei o espaço onde ele deveria assinar. Ele ficou fascinado ao se ver escrevendo. Observava cada traço com a caneta, cada letra.
"Ta tudo bem?" – ele perguntou colocando a prancheta no balcão e passando o braço pela minha cintura – "Você está tão quietinha..."
"Estou digerindo tudo... Mas estou feliz."
"O que?" – ele abaixou a cabeça para que pudesse passar os lábios no meu rosto
"Casar. Casamento. Eu nunca achei que me casaria. E agora está tudo indo tão rápido. Mas um rápido bom. Eu estou feliz." – falei e dei um beijo no nariz dele. Um sorriso se formou em seu rosto e ele encostou a testa na minha.
"Ok, Sr. Cullen. Está tudo certo. Se alguma coisa acontecer entraremos em contato e por favor faça o mesmo." – a garota então pegou a prancheta conferindo o formulário. Pude ver que o rosto dela tomou uma expressão triste.
Ao sairmos do museu, depois de finalmente visita-lo, Edward entrou no carro e pareceu pensativo – "Por que aquela menina agiu daquele jeito?"
"De que jeito?"
"As expressões dela. Me deixou um pouco nervoso, na verdade." – ele falou ajeitando os óculos no rosto.
"Você é um homem bonito. E ela estava lendo um romance. Ela parecia estar tão envolvida que ao falar com você, deve ter se lembrado de algum personagem da história."
Ele revirou os olhos – "Eu não sou tão bonito assim."
Ao parar num sinal eu me virei para ele e disse – "Você é sim e é melhor você se acostumar com esse tipo de situação. Você também me fez corar e me deixou sem graça da primeira vez que te vi."
"Ah é?" – ele falou me beijando e subindo uma mão pela minha coxa – "É bom ouvir isso."
"Você vai usar isso contra mim quando quiser, né?"
"Arram."
Oi Girls!
Desculpem a demora, mas eu tô dodói... ontem cheguei do trabalho e só fiz me jogar na cama =(
Acordei agora e vim postar rapidinho antes de ir pro trabalho... de novo -'
No próximo capítulo batemos um papinho esperto, ok?
Beijos a todas e cliquem no ex-verdinho pra dizer o que acharam ;-)
