Pax Spirituale

Disclaimer: Saint Seiya não pertence, mas sim à Masami Kurumada, Toei e Cia.

Capítulo 4

No dia seguinte, Vallerya, Morgan e Cerdwen haviam se levantado antes mesmo de seu anfitrião. Se vestiram rapidamente, colocando as roupas com que haviam chegado, mesmo enlameadas e úmidas. Sorrateiramente, desceram as escadarias do grande casarão. Marie já havia despertado e deixado a mesa pronta para o desjejum. Parecia até mesmo que adivinhara que as garotas já iam partir.

Marie pediu a elas que tomassem o desjejum, ordenando aos serviçais que lhes servissem. As jovens acomodaram-se em suas cadeiras e iniciaram a comer. Mesmo que a contragosto, Vallerya juntou-se a Morgan e Cerdwen, que desfrutavam de sucos, diversos tipos de pães, biscoitos, bolos, frutas...

- Bom dia, senhoritas... Bom dia Marie...

- Bom dia, Monsieur – responderam Morgan, Cerdwen e Marie ao mesmo tempo.

- Bom dia Senhorita Vallerya...

A garota acenou muito sutilmente com a cabeça, sendo percebida apenas por Camus e Morgan. Elas não se detiveram muito no desjejum e logo já se encaminhavam para tomar rumo à estrada novamente. Camus insistiu que elas ficassem mais, porém lhes explicaram que uma amiga estava doente e que não podiam permanecer.

- Ao menos, por favor, deixem-me entregar-lhes isto. – estendeu um envelope de papel marfim com detalhes em dourado. – É um convite, haverá um grande baile em minha casa, no próximo dia primeiro. Farei uma homenagem a meu pai, que faria aniversário nesta data... se puderem comparecer, ficaria muito feliz.

- Bem... nós faremos o possível para comparecermos... apenas não garantimos pois nossa amiga se encontra bem doente, e ainda há outras garotas que vivem conosco... – respondeu Cerdwen, pegando o convite.

- Será um prazer conhece-las. Eu peço encarecidamente que todas compareçam...

- Bem, sendo assim... creio que não haverá problemas... – pontuou Morgan.

- Mercie...

- Se nos dá licença, Monsieur, precisamos ir...- disse Vallerya, que até então estava calada, e tomara o convite das mãos de Cerdwen. – Ainda temos um bom caminho a seguir... Adeus, Monsieur...

- Com licença, perdoe- nos pela pressa... Até mais, Monsieur... – disseram Cerdwen e Morgan.

Tão logo como o encontraram, as Bruxas se despediram e partiram rumo à Mansão.

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- CRYSTAL! SAPHIRE! CITRINE! ÚRSULA! VOLTAMOS! AJUDEM COM AS CESTAS!

As jovens prontamente atenderam ao chamado de Vallerya que como sempre, fria e séria, chamava as outras. Ela poderia muitas vezes ser por demais severa. Ou então chegava mesmo a ser ríspida. Porém as outras garotas sabiam que esta era a maneira dela ser. Vallerya não era necessariamente uma mulher insensível ou sem sentimentos. Ao contrário. As jovens sabiam que em um dado momento de sua vida, em seu passado distante, ela conhecera alguém que lhe foi caro.

Por demais caro. No entanto, a vida se encarregou de criar-lhe uma peça. E tão sublimemente como foram os dias com aquela pessoa, tão tristemente foi o destino que lhes fora reservado. Perder a pessoa amada para outra. Ver o homem que se ama nos braços de outrem. Ser trocada por uma outra, mais rica, mais nobre...

Tão traiçoeiro aquele destino. Tão cruel e sem piedade dos corações apaixonados e românticos. As meninas sabiam... Vallerya não fora sempre tão fria, tão distante e indiferente aos homens. Ao contrário... antes de ser traída, ela era uma garota romântica, que sonhava em encontrar aquele com quem partilharia toda uma vida. Era alegre, sorria, sonhava... vivia...

Mas tão logo se viu rejeitada, tão logo se tornou quem agora era... caiu em prantos, quis tirar a própria vida quando o viu estar em outros braços, quis perder as lembranças de coisas boas, quis ser tão indiferente aos homens quanto as rochas encravadas na terra. Quis ser tão distante, quanto o céu é do mar. Quis ser tão fria quanto as geleiras eternas de picos nevados. Quis morrer, deixar-se levar pelas mãos frias da Morte, quis ser engolida pela terra, afogar-se nos oceanos, queimar nas chamas das fogueiras da Igreja... mas não... nem isso lhe foi concedido pela Inquisição. Pagaria pelo erro de ter sido encantada por alguém como aquele homem da pior maneira possível... seria "Imortal" enquanto não encontrasse a salvação de sua alma por ser uma Bruxa...

Foi assim que Vallerya tornou-se além de uma Condenada, uma mulher fria e distante. Indiferente e inatingível. E assim ela permaneceria até que ela encontrasse sua salvação e deixasse o mundo...

As garotas ajudaram com as cestas e logo puseram as três mais velhas a par de tudo o que ocorrera durante sua ausência... inclusive a visita inesperada de Milo.

- Como deixaram que isso acontecesse? – esbravejou a jovem de olhos rubros.

- Não tínhamos como evitar, Vallerya! Milo apareceu inesperadamente e não tínhamos como evitar que ele viesse tentar levar Ametist consigo...

- Muito bem, mas não permitam mais que isso aconteça novamente.

- Sim...

- Quanto à transformação dela, agora que vocês já sabem, eu permitirei que vocês estejam presentes quando formos discutir o que faremos com relação a isto.

Após a chegada de Vallerya, Morgan e Cerdwen, as garotas se reorganizaram com os cuidados para com Ametist e a casa. Durante todo o dia ficaram organizando a casa, que se encontrava de fato fora de ordem.

Ao cair da noite, após terem terminado todos os serviços da casa, banhado-se, e jantado, as Bruxas se reuniram na mesma saleta onde Úrsula havia levado Crystal, Saphire e Citrine na noite anterior. Era necessário discutirem o que fariam com relação a Ametist e sua transformação.

- Bem, pelo que nos contaram, Úrsula as trouxe para cá ontem à noite e lhes explicou sobre as Bruxas, os Vampiros, os Híbridos e os Lycans...

- Sim... de fato ela nos contou sobre eles...

- Bem, então cabe a nós quatro agora explicarmos como poderíamos conter a transformação de Ametist, ao menos por enquanto.

- Mas também poderíamos impedi-la não?

- Receio que não Crystal.

- Mas há uma maneira, não há?

- Crystal... ainda que haja... não poderíamos arriscar a vida de Ametist a tanto...

- O que pretende fazer então Vallerya? Mantê-la presa por toda a eternidade? Faze-la viver a base de alhos?

- Crystal... – Cerdwen tentava conter a jovem de cabelos platinados quase brancos.

- Não... deixe-a...

- Vallerya, o que você está fazendo com ela é injusto! Talvez haja outra maneira de contornarmos isso ou então desfazer o encanto...

- Encanto? Você acha mesmo que isso é apenas um encanto que possa ser desfeito a torto e direito? Acha que com magia podemos impedir o que o destino reserva a ela agora? Acha que somos capazes disso? Você acha mesmo que lidar com a transformação de uma vampira é algo como usar a magia? Que é como um encanto ou um feitiço que pode ser quebrado ou desfeito se assim o quisermos e fizermos o que é necessário para tanto? O que você sabe sobre os Vampiros? Sobre os Sangues-Puros como Lord Milo?

- Vallerya... – Morgan tentava conter os ânimos, já que Vallerya aproximava-se ameaçadoramente de Crystal, que se impunha desafiadoramente olhando-a no fundo dos olhos escarlates.

- Sei que sou muito menos experiente que você, Vallerya, que não detenho tantos conhecimentos como você, mas ainda assim, quero ajudar Ametist. Ela não merece um terço daquilo que está passando. Ametist passou a noite e o dia todo suando frio, ardendo em febre, tendo alucinações. Se ela se tornar uma vampira é tão ameaçador para nós, então quero traze-la de volta para nosso mundo. Se no entanto, não houver nenhuma maneira de traze-la de volta, desfazendo tudo o que já passou, então acredito que o melhor remédio para ela seja se tornar uma vampira!

- Como ousa...? Crystal, que insanidade é essa que está dizendo? Não vê que se ela se transformar nada poderemos fazer? Ela simplesmente não será mais uma de nós, e sua alma estará duplamente condenada! Hunf... o melhor remédio é ela se tornar uma vampira! Você deve estar fora de si...

- Então, me diga... você acha mesmo que poderá conter a transformação dela para sempre? Você acha que Milo não irá retornar mais vezes, tentando leva-la consigo? Não vê que desta forma, Ametist está sofrendo muito mais? A pobre quase não tem repouso, pois seu sono é perturbado... a falta de sangue está deixando ela cada vez mais fraca. Ametist está entrando em estado vegetativo, Vallerya!!!!

Vallerya ficara visivelmente irritada. Ninguém lhe dirigia a palavra assim, e Crystal nunca fora tão desafiadora. Como ela poderia fazer isso?

- Enquanto não encontrarmos outra solução, manteremos ela assim. Iremos buscar alguma maneira de desfazer o que foi feito. PORÉM... não lhe garanto que haverá algum jeito.

- Obrigada, Vallerya.

- Eu, Morgan, Cerdwen e Úrsula buscaremos nos livros e registros alguma maneira de desfazer isto. Por ora, as três devem subir, repousarem e cuidarem de Ametist no que for necessário. Eu lhe dei um chá sedativo para que não tivesse outra crise como a de ontem. Não se preocupem pois ela estará bem. Agora vão.

As jovens acataram as ordens de Vallerya, enquanto as outras permaneceram com a líder do Clã. Assim que tiveram certeza de que as outras já haviam ido, Úrsula tomou para si a palavra.

- Vallerya... tem certeza de que não há mesmo como rescindir e anular o processo de passagem de Ametist de nosso mundo para o de Lord Milo? Não podemos arriscar o Método Antigo? Poderíamos usar o sangue de Lycan para desfazer isto...

- É muito arriscado... eu ponderei esta possibilidade... – respondeu suspirando - Mas quando este Método era empregado, muitas vidas de Híbridos foram perdidas. Não podemos arriscar a vida de Ametist dessa forma. Além disso, os Lycans estão cada vez mais ariscos e não se permitem "visitas"...

- Mas ainda há Lycans selvagens... aqueles que não concordavam com a Liga dos Seres da Noite... a união entre Vampiros e Lycans sob um mesmo poder.

- Ainda assim... estes selvagens são muito piores que os Lycans da União.

- Ela tem razão, Úrsula... nós não temos como encontrá-los, e nenhum deles se disporia a doar parte de seu sangue para ajudar Ametist. Os Lycans são extremamente egoístas e solitários.

- É verdade... mas poderíamos tentar algum dos outros Métodos dos Anciãos. O Método Antigo era o mais conhecido e o mais comum, mas haviam outros... será que nenhum deles poderia nos trazer Ametist de volta?

- Não... – suspirou Vallerya levando à mão à testa, num gesto de cansaço e frustração. – Eu pesquisei os livros, pesquisei os Registros e os Pergaminhos... todos os métodos são arriscados demais...

- Então teremos que mantê-la...

- Shh... – disse Vallerya ao ouvir um ruído. Ela encaminhou-se para a porta de madeira escura, abrindo-a bruscamente a fim de surpreender alguém. Porém não havia ninguém ali. Dirigiu-se à escada, nada também. As outras garotas se encontravam apreensivas e preparadas para atacar quem quer que fosse, posicionadas atrás de Vallerya.

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Conseguira com muito custo a permissão para sair da casa. Na verdade não avisara que iria se dirigir para Londres. Dissera que precisava afastar-se dali por algum tempo. Não dissera quantos dias levaria, nem para onde iria ou o que faria. Disse que era algo urgente, que depois contava o que havia ido fazer. A noite já havia caído e nesse momento os seres da noite iriam sair de seus refúgios. Lycans e Vampiros saíam à noite para caçar.

Se informara no pequeno hotel onde estava sobre quais os lugares mais perigosos da cidade, os lugares onde estariam os Seres Noturnos. Logicamente a senhora que lhe atendera logo recomendou que ela não se aproximasse deles, mas obviamente, ela não poderia evitar entrar naqueles antros. Não se quisesse encontrar o que buscava. Vestiu a pesada capa negra e cobriu os cabelos platinados, quase brancos com o capuz. Pôs as luvas de couro negro, para proteger as mãos do frio e saiu. Caminhava tensa pelas ruas escuras, se embrenhando cada vez mais nas sombras e lugares que não eram recomendáveis que jovens belas, inocentes e puras freqüentassem.

Adentrou um bar localizado em um beco em que haviam homens bêbados largados pelos cantos e aqueles que ainda estavam conscientes lhe observavam de maneira a fazer-lhe sentir um frio na espinha. O ambiente era pesado... o ar empestado pela fumaça de cigarros, a parca luz escurecia ainda mais o local. Vários homens bebiam e gritavam ao redor de uma espécie de jaula. Dentro dela havia um homem moreno, sem camisa, de cabelos escuros revoltos e sem corte, com duas costeletas curtas, porém um pouco espessas que juntamente com a barba por fazer lhe dava um aspecto de mal-encarado, um jeito de bad boy. Os olhos frios e duros, de cor azul escura, perscrutavam o ambiente, enquanto ele se apoiava com o braço esquerdo sobre as grades da jaula, enquanto c/ a mão direita segurava o cigarro. O olhar desafiador mostrava que não estava de bom humor.

Os homens gritavam, então um homem bem mais alto que o outro que estava dentro da jaula, o desafiou para uma luta. No entanto, o rapaz moreno não esboçou um movimento sequer para ver seu adversário, o que irritou o outro, que logo lhe acertou um golpe nas costas, jogando-o sobre o chão da jaula. O homem de olhos azuis caiu de lado, recebendo um chute na barriga. Contorceu-se de dor, mas não se deu por vencido. Levantou-se, ficando de costas para o homem, apoiando-se nas grades. O adversário ia lhe dar um soco, quando o rapaz virou-se rapidamente e acertou-lhe um soco na mão que se estendia para acertar-lhe.

Seu oponente urrou de dor, sentindo os dedos se quebrarem. O rapaz então se aproximou com passos fortes e socou o homem, derrubando-o. Não obtendo mais resposta do outro, ele virou-se para a platéia e andando como um animal enjaulado, esperava que alguém lhe desafiasse. Como ninguém se atreveu a tanto, apenas pegou sua camisa que estava largada em um canto da jaula e a jaqueta de couro. Sua calça de tecido grosso e escuro estava na altura da cintura um pouco úmida de seu suor.

- Me vê um whisky, dose dupla, sem gelo – disse rispidamente ao homem que antedia no bar, sentando-se em uma cadeira ao lado do balcão. Percebeu estar sendo observado e levantou os olhos, sem desanuviar o semblante, na direção do olhar que pousava sobre si. A garota instintivamente virou o rosto, tentando disfarçar. Um meio-sorriso de canto de lábios se esboçou no rosto do homem.

- Máscara da Morte! Você está me devendo 100 pratas!

- Eu não te devo nada. Você me desafiou, eu venci... não tenho que te pagar nada.

- Não me importa, você vai me pagar essas cem pratas! – o homem colocou a mão no ombro do rapaz, tencionando virá-lo e ameaçá-lo, sendo, no entanto, surpreendido pelo rapaz que virou-se, e afundou as garras de lobo que tinha nas mãos no pescoço do homem.

- Eu já disse que não devo nada a você! - rosnou ameaçadoramente, os olhos brilhando em um tom amarelado característico dos lycans.

- Máscara! Largue-o! – o dono do bar apontou uma arma prateada para o rapaz.

O jovem lycan olhou para sua vítima, pensou um pouco e arrancou a arma das mãos do dono, com um brusco golpe.

- Não venha me cobrar nada... ou lhe darei o final que daria se o Jim não tivesse me impedido! – soltou o rapaz e voltando ao seu estado normal, os olhos voltaram a ser azuis escuros e as garras diminuíram.

A jovem assistira a tudo e assustou-se. Então ficou a observar o lycan.

- O-olá...me desculpe incomodar... meu nome é Crystal...

- ...

- E-eu... eu estava olhando... você é um lycan, não é?

- ...

- Qual seu nome?

- Porque quer saber?

- Bem... eu precisava da ajuda de um lycan... uma amiga minha está muito mal... e pelo que entendi somente um lycan poderia ajudar e...

- Você fala demais...

- Hein? Bem... eu...

- Meu nome é Carlo Bentivoglio(N/A)... mas me chamam de Máscara da Morte...

- Ah... prazer... – ela estendeu a mão para cumprimentá-lo, ao que recebeu como resposta apenas um olhar indiferente para si., recolhendo a mão em seguida. – Bem... como eu disse, eu preciso da ajuda de um lycan... será que poderia me ajudar?

- Hunf... io nem te conheço...

- Mas... por favor...eu preciso de ajuda... é um caso de vida ou morte...

O rapaz se levantou e pagou a conta, deixando algumas notas sobre o balcão e saiu sem nem ao menos olhar para trás ou prestar atenção na garota que esperneava atrás de si.

- Será que você pode calar essa boca?

- Será que você pode prestar um pouco de atenção quando eu falo com você?

- Não... – e caminhou para fora do beco, sendo seguida pela garota que não parava de reclamar de sua falta de educação, sua grosseria.

- Por favor... me ouça... – ela puxou-o pelo braço.

- Me solta! – rosnou, puxando o braço com rispidez. – Eu já disse que não te conheço... não vou ajudar você... se quer ajuda de um lycan vai atrás da Liga, os lycans de lá costumam ser muito bonzinhos com garotas mimadas e insuportáveis como você...

- Como se atreve a tratar uma dama assim?

- Eu não te devo nenhum tratamento especial... não te conheço, não vou te ajudar, então pára de me seguir, antes que eu resolva acabar com você agora mesmo!!!

- Tente... – ela estendeu a mão para a frente, puxando a manga do casaco para trás, enquanto mantinha-se impassível à sua frente.

- O que pretende fazer assim com essa mão estendida? – se aproximou perigosamente, com um brilho cruel e um sorriso que expressava um misto de escárnio com sadismo.

- Não se aproxime...

- Ora, ora...

- Eu estou dizendo para não se aproximar...

- Senão o quê? Vai me bater?

- Eu estou avisando... não dê um passo sequer!

O rapaz ignorou a ameaça da jovem, que estremecia um pouco. Quando deu mais um passo à frente, um relâmpago caiu sobre ele, vindo da mão da garota, e ao invés de apenas lhe eletrocutar, também o envolveu, como se fosse uma corrente, impedindo seus movimentos e apertando sua garganta.

- Sua... bruxinha...malledetta... disgrazziatta... o que... fez...?

- Este relâmpago responde à minha vontade, e controla os movimentos e o corpo de quem é "acorrentado" com ele. Você não poderá se livrar disso, a não ser que me ouça e me ajude.

- Eu já... disse que... não... vou ajudar...

- Então vai ficar preso... – ela ordenou que o Relâmpago-Corrente lhe desse choques, o que fez o lycan gritar. – Ainda se nega a me ouvir e me ajudar?

- Porque... quer tanto... que eu ajude...?

- Porque você é o único lycan que eu conheço... ou melhor... que eu encontrei... e como não tenho tempo para ir procurar outro... você vai ter de me ajudar, por bem... ou por mal... – ela fez a corrente de relâmpagos se apertar no corpo do lycan e lhe dar mais choques. – Então... vai me ajudar ou não?

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Oies Gentem...

Bom... e então? Q acharam? Neste cap a hist. da Vallerya é explicada... temos algumas pequenas intrigas... um convite p/ uma festa... e a aparição do Mask... aliás... tem alguém q se tiver lendo, vai pirar qnd ver o Mask... hohohhohhhohoh xDDD... neh, Margarida? Vc q conhece melhor a peça d quem eu to falando... já deve ter entendido né? ;D

Bom, quem se lembra do filme X-Men(o primeiro)? E quem lembra da cena do Wolverine brigando num bar, dentro de uma jaula? xDDD ÉÉÉÉ pessoas!!! Eu fiz o Mask à la Wolverine... e adaptei a cena do meu mutante preferido p/ o douradinho d câncer, q eu amo(Kaliope não me bate!)... eu acho q o Hugh Jackman caracterizado como o Wolverine acaba ficando tão próximo do q o Mask seria na vida real...soh falta colocar uma pitada d crueldade... xD

A Crystal é um presente para a Kalíope S. Black, que ama o Máscara da Morte... e a hist toda dela aqui tbm vai ser presente p/ela...

Bom, outra nota sobre o italiano gostoso... o Sobrenome dele, Bentivoglio, é irônico pelo fato de se assemelhar à expressão italiana "TE VOGLIO BENNE" que significa basicamente TE QUERO BEM ou TE AMO...mas é muito adequado ao Mask por seu contexto... eu vou contar aqui...

N/A : Bentivoglio – Família Italiana contemporânea a Michelangelo e o Papa Júlio II, conhecida pela sua crueldade. Após um de seus rivais ter dado um golpe de estado, a família Bentivoglio assumiu o poder da Bolonha, região da Itália e seus partidários caçaram, mataram e pregaram os corações dos conspiradores nas portas do Palácio Bentivoglio. [Fonte: Michelangelo e Teto do Papa de Ross King.

Então não haveria sobrenome melhor p/ o Mask do que esse né? ;D

Bom, pessoas, tão me torrando p/ sair daqui logo, então, acho q é isso... se tiver mais alguma coisa q eu esqueci d dizer...eu digo no prox. Cap... e aguardem mais surpresas!!! Mtas coisas ainda vão acontecer nesta fic... e prometo logo logo ir trabalhando nos caps novos das minhas outras fics... e acho q ainda vai ter fics novas no pedaço...

Então, não se esqueçam das reviews e bjaos

Black Scorpio no Nyx.