Home is where the heart is

Capítulo 3

Quando Fred voltara para casa na mesma noite, encontrou o antigo aparelho de celular que havia ganho de Fernanda anos a trás para poderem se comunicarem quando estava longe um do outro. Nele havia uma mensagem que dizia:

"Eu ainda não estava pronta. Me desculpe. Espero por você no mesmo lugar e na mesma hora amanhã. Fern x"

Às 16h em ponto ela estava lá, sentada a mesma mesa em que haviam se conhecido, pensando em como pudera quebrar-se tantas vezes. Por que tivera de quebrar-se tantas vezes?

- Posso me sentar? – ele perguntara com as mãos dentro dos bolsos de uma calça de cor esquisita.

- Claro. – respondera, sem pensar, no momento estava interessada apenas em olhar em seus olhos. Era o suficiente.

- Por que uma donzela tão bonita está sentada sozinha num belo dia de primavera como esse?

Ela revirara os olhos.

- Porque ela não tem sorte de encontrar alguém que a acompanhe em belos dias como esse. – respondera.

- Pois bem, chame-me de Sorte, porque acabou de achar uma companhia. Se me permitir, é claro.

E, por mais tolo e inconseqüente que parece, ela se apaixonara por ele a partir deste momento. Desde quando colocara os olhos em Fred pela primeira vez e ela nunca o havia esquecido, assim como nunca o havia perdoado.

- Fer? – ouvi-o atrás de si e virou a cabeça.

Ele estava vestido formalmente, apesar das cores excêntricas que sempre usava.

- Fred. – por que seu coração tinha que acelerar a cada vez que o via? – Sente-se.

Ele o fez, sentando-se a sua frente, e um silêncio tenso instalou-se.

- Vá direto ao ponto. – falou Fernanda.

Fred assentiu e olhou para baixo.

- Será um pouco mais difícil do que isso. – disse. – Talvez não seja a coisa a certa a se fazer, mas eu não conseguiria viver a minha vida sabendo que poderia ter sido de outro jeito.

Fernanda manteve-se em silêncio.

- Bem, começando do começo. – pigarreou. – Você sabe o que eu sou, não sabe?

Ela assentiu. Fred era um bruxo e, apesar de ter demorado algum tempo para parar de rir depois que ele lhe dissera isso, acreditou nele assim que fez todos os objetos do seu apartamento levitarem com um único aceno da tal varinha.

- Acredita em mim agora? – perguntara com um sorriso de desdém no rosto, enquanto segurava a varinha em uma das mãos.

- Uau. – disse, olhando em volta. – Acredito.

Fred sorriu e aproximou-se dela.

- O meu mundo estava em guerra até alguns meses atrás. – disse. – Tinha um homem, Voldemort, ele pessoas não-bruxas ou bruxos que nasceram de pais trouxas e as matava por prazer. Ele perseguiu a minha família e os meus amigos e eu tive que lidar com isso e eu fiz o meu melhor para protegê-los.

Fred respirou fundo.

- E eu quase consegui, mas eu sei que Percy está em um lugar melhor agora. – respirou fundo e Fernanda teve que se conter para não levantar-se e ir consolá-lo. – Ficar com você teria posto a sua vida em risco, Fer. E eu... não suportaria perder você.

Ela arregalou os olhos.

- Eu não posso viver em mundo em que você não exista, eu prefiro te deixar seguir em frente sem mim do que te perder para sempre.

- Fred , eu...

- Eu sinto muito por tê-la deixado tão abruptamente e por não ter dado explicações, mas se eu ficasse mais um segundo eu teria desistido. Me desculpe.

- Eu não fazia ideia... – começou.

- Eu sei.

- Fred... Me desculpe! Meu Deus, eu não sei o que dizer, eu disse... Ah! Eu disse coisas horríveis sobre você por ter me deixado daquele jeito.

- Eu entendo, eu magoei você.

- Não, eu fui... me desculpe.

Fred sorriu de lado e pegou a sua mão, apertando-a de leve.

- Não se preocupe, de verdade. – disse.

Fernanda assentiu e segurou sua mão de volta.

Calling out to your children's children,

Let there be love and let them scream it loud before we bite the dust.