To Be Perfectly Honest…
... it could be way worse
Aclarações:
Negrito – 'esclarecimentos' de Harry. Pensamentos dele. POV's Harry.
Itálico - ênfase em alguma palavra, ou frase.
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[What if: Sexto ano] Universo alternativo. As always.
Proposta: Sexto ano, cena de ciúmes de Hermione. Onde Ron e Lavander entram na sala em que Harry e Hermione estão conversando. Eu gosto de certa parte dessa estória... Exceto a parte onde Hermione surta e solta pássaros para perseguir Lavander e Ron. I mean... so fucked up. I can't even.
Vamos tentar de outra forma então...
Quatro
Muito a contragosto Ron saiu da sala, basicamente sendo arrastado por Lilá. A garota alternava entre diversão e exasperação, informando-o que ainda que estivesse chocado ou desconfortável não lhe dizia respeito o que Harry e Hermione faziam naquela sala. Ou iriam fazer. O que, por si só, era uma declaração incrivelmente hipócrita desde que Lilá sequer esperou cinco minutos após despachar Ron para fofocar sobre o que havia descoberto numa das salas do colégio.
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Harry ainda observava a porta fechada a sua frente de cenho franzido. Incapaz de determinar quão ferrado estava. Ainda que soubesse que o quer que estivesse por vir, era basicamente culpa da sua incapacidade de se expressar.
Inalando sua coragem, o rapaz se voltou para a amiga. Hermione tinha uma expressão calculista, perdida em pensamentos. Harry meneou a cabeça, exacerbado. Como se não fosse suficiente se preocupar com contingência em relação a Lilá, ainda tinha Hermione para observar. A garota estava agindo exageradamente há tempos, com rompantes de raiva e irritação a tiracolo. Suas emoções estavam tão transparentes que até mesmo ele conseguia discernir.
Suas oscilações de humor ainda me pegavam de surpresa, apesar de tudo. E a queda que adquirira (?) por Ron era apenas a cereja do bolo. Porque sério: ou eles iam se matar ou se pegar em algum momento. Sem meio termo. E só de lembrar o olhar de Hermione ao flagrar Lilá e Ron, bem, digamos que estou mais preparado para esconder um corpo. Mesmo que este seja de meu melhor amigo.
Tudo que quero é chacoalhá-la e, você sabe, berrar para parar. Mas por alguma razão - basicamente minha sanidade e senso de preservação – não acho que seja ideal pegá-la nos braços e gritar: "get your shit together!". Quero dizer, se alguém precisa mesmo ser o alvo de seu senso homicida, que seja Ron. Não é como se ele fosse perceber o perigo até ser tarde demais (é 80% de certo que Hermione não o fará sofrer demais), ele também precisa se responsabilizar pelas merdas que faz. E tenho coisas mais importantes para me preocupar do que salvar seu pescoço toda vez que mete os pés pelas mãos. E, vamos ser honestos, eu malmente consigo funcionar, quem sou eu para julgá-la?
Não vem ao caso.
O que importa é que não sei como dizer a ela que está evidente está com problemas. E que para ser franco perceber que seu problema é Ronald Weasley... meh. Você não consegue ter tato suficiente para dizer tal coisa sem dar risada. Mesmo que eu fosse a pessoa mais empática do mundo não conseguiria agir adequadamente. E desde que eu tenho o tato de um goblin enfurecido...
Eu ri.
-Você tá muito ferrada.
Hermione o encarou em choque. E Harry rui mais.
-Quero dizer, Meu Deus Hermione. Você não faz uma coisa pela metade né? Fuck.
-Não entendi.
-Ron. Sério?! Ron?!
Pelo menos ela teve a decência de parecer embaraçada.
Mas pauso por um minuto: mais uma vez, quem sou eu pra julgá-la? Não vamos mencionar o incidente com Cho. Ou minha súbita queda pela irmãzinha do meu melhor amigo. Ou as brigas tolas que tenho tido com Hermione.
De repente a minha risada tem um tom mais amargo e desanimado.
Que diabos tem acontecido conosco? Parece que estamos sob a influência de um alien, ou de uma substância. Provavelmente atingindo o ápice da puberdade.
Merlin. Por que eu tinha de antagonizá-la?
-Desculpe – ele deu de ombros antes que Hermione abrisse a boca para retrucar. – Quem sou eu pra dizer algo, né?
