Naquela noite eu estava decidido. Muito decidido mesmo.
Eu ia arrancar toda a verdade da boca de Malfoy!
Embora essa verdade ainda me deixasse nervoso, eu queria saber de uma vez por todas o que ele me escondeu durante sete anos.
Eu ainda não tinha um plano totalmente formado, sabia que primeiro eu teria que chamá-lo para um lugar reservado... E onde estava a coragem para fazer isso?
Mas eu tinha que fazer, de qualquer jeito.
Então respirei fundo, reuni toda a coragem que não tinha e me sentei de frente para a mesa da Sonserina, eu ia fazer de tudo para ele olhar para mim e assim o faria perceber que queria conversar.
Aquele não era (com certeza) o melhor plano, mas eu não tinha outro então aquele me pareceu muito bom.
Só que o jantar começou e Draco não apareceu, eu não parava de olhar para os lados, ele não entrava no Salão Principal de jeito nenhum!
Comecei a sentir uma agonia me consumindo, por que ele não estava ali quando eu mais queria que estivesse?
Esperei o jantar terminar, até por que Hermione estava de olho em mim e ia ficar muito desconfiada se eu levantasse e saísse correndo do Salão como fizera há dois dias.
Quando os alunos começaram a se levantar das mesas eu olhei para Douglas Cohen e ele também me olhou, parecia estar me encorajando, só que depois ele fez um sinal com a cabeça, me chamando.
- Preciso resolver um assunto. – eu disse para Ron e Hermione e saí antes que eles pudessem fazer qualquer pergunta.
Eu fui até Douglas antes que ele seguisse para seu Salão Comunal, ele parou de andar e ficou me esperando, os outros alunos não pareceram perceber a nossa proximidade e a aura de segredo entre nós.
- Eu disse ao Draco que queria encontrá-lo depois do jantar – ele disse bem perto do meu ouvido – Você vai no meu lugar.
Eu olhei-o assustado, achei aquela ideia meio perigosa, considerando o fato de que Draco me queria o mais longe possível dele e que Douglas estava se comprometendo demais.
Ele me disse que Draco estaria numa sala no corredor Oeste no sexto andar.
Enquanto caminhava até lá eu sentia o nervosismo me invadir, pensava em qual seria a reação de Malfoy quando ele me visse entrando na sala, me perguntava se ele me contaria toda a história sem pestanejar. Eu não conhecia seu humor o bastante para imaginar sua reação, não conhecia seu verdadeiro humor.
Mas acima de todo o nervosismo, de toda a dúvida, de todo o medo, eu sentia algo maior. Era o desejo de saber a verdade, de entender o porquê de tantas mentiras, de tanto fingimento da parte dele, ainda era difícil acreditar que ele esteve atuando durante sete anos sobre o que sentia por mim.
Agora eu estava de frente para a porta da sala onde Draco deveria estar, meu coração estava lá batendo acelerado, minhas mãos estavam suando e eu sentia as pernas bambearem, mas eu tinha chegado longe demais, já não podia voltar.
Quando abri a porta vi Draco de costas olhando as estrelas pela janela da sala, eu avancei um passo e pensei se ele podia ouvir as marteladas do meu coração, ele vestia uma blusa branca de botões e uma calça comprida preta de flanelinha.
- Espero que seja algo muito sério por que eu... – ele começou enquanto se virava, mas parou de falar quando me viu – O que está fazendo aqui?
Eu fui pego de surpresa com o tom defensivo na voz dele, Malfoy parecia realmente muito surpreso com a minha presença, seus olhos se estreitaram enquanto me observava, ele parecia estar se controlando muito.
- Eu queria, queria falar com você. – eu disse de uma vez só
- Falar o que? – ele perguntou, sua voz saindo estranhamente arrastada, seu cabelo loiro se agitava com a brisa suave que vinha da janela.
- É que eu... Eu queria... Queria saber... – parei de falar quando percebi que não poderia começar daquele jeito tão direto – É que Douglas me contou uma...
Aquela frase o incomodou tanto que ele passou raivosamente por mim, deixando um rastro do seu perfume forte naquele caminho, eu segurei seu braço num movimento instintivo, ele parou e olhou para onde eu estava tocando depois olhou em meus olhos seriamente, eu o soltei na mesma hora.
- O que ele contou a você? – ele perguntou, eu podia sentir a raiva em sua voz
- Eu só queria saber se... É verdade. – eu disse fitando os próprios pés.
Draco não respondeu, ele ficou olhando para mim por segundos que pareciam uma eternidade.
- Potter, vá embora. – ele disse finalmente
- Eu não vou até você me dizer. – eu disse agora tendo coragem para encará-lo – Por favor.
Foi incrível como a expressão em seu olhar mudou, ainda era cautelosa, mas minhas palavras pareceram ter derretido uma grande camada de gelo em seus olhos.
- A escolha que eu fiz só diz respeito a mim. – ele disse implacável – Esqueça o que ele disse a você.
- Eu só queria saber por que você escolheu isso. – eu perguntei teimosamente me aproximando dele com cuidado – Eu não entendo.
- Você não precisa entender.
- Não adianta fugir Malfoy, Douglas me contou tudo e não há nada que você possa fazer para mudar isso, eu só quero ouvir a sua versão. – eu disse firmemente.
Draco fechou os olhos, eu continuei imóvel, esperando qualquer sinal dele.
- Você não percebe? – ele disse inesperadamente – Estamos em lados muito opostos, eu só cuidei para que isso não mudasse.
- Por quê? – perguntei impaciente
- Por que tinha que ser assim, TEM que ser assim – ele disse – Você nasceu para ser o herói, eu nasci para ser aquele que tenta destruí-lo.
- Não precisa ser assim, só é por que você quis que fosse.
- Não é uma escolha, é um fato.
- Eu não quero que seja. – eu disse.
Essa frase me impressionou mais que qualquer outra loucura que eu tinha feito naquela noite, eu tinha finalmente admitido para mim mesmo que desejava que tudo tivesse sido diferente entre nós dois, que não houvesse lado para escolher, que ele não tivesse que ter fingindo nada para mim durante tanto tempo.
Ele pareceu entender todos os significados naquela frase por que se aproximou de mim, o bastante para eu pudesse sentir novamente o calor reconfortante de seu corpo, todas as preocupações pareceram desaparecer quando ele tocou meu rosto.
- Eu passei muito tempo lutando contra você, não posso deixar que meu esforço seja ignorado dessa forma. – ele disse olhando-me como se estivesse decorando cada sinal em meu rosto.
Eu ainda não acreditava que estava ouvindo algo como aquilo, nunca imaginei que ele fosse capaz de ser tão delicado e ainda mais comigo. Parecia um sonho muito bonito que eu não queria acordar nunca.
Descobri que eu não queria falar mais nada, não com aqueles olhos azuis intensos tão perto de mim, então eu não falei.
Arqueei a cabeça para que meus lábios pudessem alcançar os lábios dele, e quando isso aconteceu ele pareceu meio hesitante, mas foi por pouco tempo, pois em poucos segundos estava me segurando pela cintura.
Eu o abracei enquanto ele me beijava suavemente, sua língua explorava minha boca com destreza e uma de suas mãos acariciava a minha nuca a outra me puxava fortemente contra ele.
Senti como se pudesse passar toda a minha vida ali, o tempo parecia estar parado, apenas esperando por nós.
Quando ele descolou seus lábios dos meus e me olhou nos olhos, nossas respirações estavam ofegantes, eu nem tinha percebido que precisava respirar.
- Você ainda tem tempo para sair daqui. – ele disse em meu ouvido.
Respondi colocando a mão em sua nuca e beijando seu pescoço levemente depois subi com os beijos até perto da orelha, eu queria ele, queria de verdade, queria como nunca quis ninguém em toda minha vida.
Eu o abracei fortemente, apenas para sentir seu corpo quente mais próximo do meu, ele tomou meus lábios num beijo exigente, cheio de desejo enquanto tocava minhas costas; Senti um choque quando suas mãos gélidas tocaram minha pele fumegante, um arrepio percorreu-me quando ele beijou meu queixo.
- Ainda lembra o caminho para a Sala Precisa Potter? – ele me perguntou com um sorriso malicioso.
- Perfeitamente.
Ele disse que eu colocasse a capa da invisibilidade e fosse para lá e que chegaria depois, para não levantar suspeitas de qualquer monitor noturno.
Eu apenas fiz o que ele pediu torcendo que ele não demorasse.
Ele não demorou.
Quando a porta da Sala Precisa abriu apenas cinco minutos depois de eu ter entrado, Draco avançou em mim com tanta urgência que eu não tive tempo de organizar as idéias, ele estava arrancando minha blusa com tanta força que eu não estava conseguindo fazer o mesmo com ele.
A Sala Precisa estava com a aparência de um bonito quarto, mal iluminado, com uma grande cama no centro e o cheiro se parecia muito com morangos e chocolate, ele me segurou pelos ombros e me conduziu, sem soltar minha boca, até a cama macia e deitou-se em cima de mim.
Nossos corpos se encaixaram como se tivessem sido feitos um para o outro, meu corpo respondeu imediatamente àquela proximidade dele, eu vi seus olhos me observarem de um jeito diferente, ele me olhava tão perto que eu sentia sua respiração e seu nariz roçava no meu.
Ele pareceu espantar os pensamentos e voltou a me beijar, dessa vez com mais calma, e eu pude fazer o que queria. Minhas mãos procuraram os botões de sua camisa ele arqueou um pouco o corpo para cima para que eu tivesse espaço, então desabotoei um por um, sentindo imenso prazer em jogar longe sua camisa e sentir seu corpo quente tocar o meu.
Fiquei por cima dele e coloquei meus joelhos em volta de sua cintura, ele me olhava com um sorriso divertido, seu corpo era extremamente convidativo, tão branco que parecia porcelana e o cheiro que emanava dele era totalmente irresistível.
Eu me deitei nele novamente e comecei a beijar cada parte de seu corpo, senti suas mãos percorrerem minhas costas e pararem no meu quadril, ele me puxou colando nossos corpos novamente, ele gemeu fraquinho em meu ouvido e eu senti um arrepio intenso fazendo meus pêlos do braço se eriçarem, trocamos de posição novamente e ele ficou por cima novamente.
Meu coração pulou freneticamente quando ele tocou no cós da minha calça e começou a descê-lo, eu queria que fosse mais rápido, mas ele estava fazendo devagar, me torturando, ele queria me ver gritando.
Quando já não havia nenhuma peça de roupa entre nós, eu já não aguentava mais esperar, eu sentia cada parte do meu corpo implorar por ele, meu desejo estava começando a doer, ele pareceu perceber a minha agonia, pois me fez sentar em seu colo, de frente para ele e eu envolvi minhas pernas ao redor de sua cintura.
Em poucos segundos começamos a nos mover sincronizadamente e senti uma explosão de prazer percorrendo todo o meu corpo e foi como se o mundo tivesse parado de girar.
...
Quando acordei foi como se meu corpo estivesse dormente, estava tão relaxado que eu não podia senti-lo, peguei meus óculos que estavam ao lado do travesseiro e coloquei-os então abri os olhos de vez e notei que estava abraçando o sonserino que dormia virado para mim, sua expressão era serena e uma mecha fina de cabelos loiros caía em seu olho esquerdo, toquei sua bochecha e ele se mexeu, eu não queria acordá-lo, mas ele apenas se aconchegou para mais perto de mim, eu acomodei sua cabeça em meu peito e fiquei brincando com as mechas do seu cabelo.
Ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
Obs.: E aê, gostaram da "ação"? uhuuuuuu! \o/
N/A: Oieeee pessoas lindas do meu coração!
Hauhauhaua... Tudo bem, eu sei que vocês não vão cair nessa, mas eu tentei...
Como as pessoas que me acompanham há tempos já sabem: Eu estou desprovida de internet, por isso demoro a postar, eu sempre tento ser rápida, fazer de tudo para postar em no máximo duas semanas... Mas às vezes não dá, peço a compreensão de vocês nesse aspecto, tah ok?
Mas enfim, eu estou adoraaaaaaaando os reviews, eles são tão fofos!
Eu queria muito responder individualmente, mas ainda não posso. Me desculpem.
Esta fic tem 5 capítulos (eu sei, eu sei... vocês querem mais! Mas eu prometo, vem chegando aí uma super fic para vocês :D)
Geente continuem "reviewsando", please! 'faz cara de cão abandonado'
Amo vocês de paixão!
Beijo, beijo,
Rosa Malfoy.
