Capítulo IV
Quem brinca com fogo... se queima.
Gina acordou no meio da noite, suava frio, pois tivera um pesadelo. Talvez, o pior da sua vida. Virou-se, Mel estava ali, dormindo profundamente. Aquela era a primeira vez que via a amiga, pois desde a noite em que conhecera Blaise ela não havia mais visto Mel.
Outra coisa que perturbava a ruiva era aquela repentina amizade com Blaise Zabini. O que era mais fantástico é que quando ela estava com ele, ela realmente esquecia que realmente era Blaise Zabini. "Ele é o melhor amigo do Malfoy!" repetia em seus pensamentos todas às vezes, mas era começar a conversar com ele, para aquela idéia fixa, simplesmente desaparecer de seus pensamentos. Será que ele fingia quando estava com ela? Será que aquele realmente era Blaise Zabini? Malfoy, Zabini, Colin, Mel, Justino, todo mundo parecia ter um segredo. Aqueles seriam tempos nebulosos. Seria o último ano de Harry Potter em Hogwarts, isso queria dizer, como todos sabiam, que era o ano decisivo para todo o mundo bruxo, ninguém realmente sabia o que poderia acontecer. Ninguém.
Mesmo sendo apenas 3 horas da manhã, Gina não tinha mais sono. Resolveu ir tomar um banho quente, Gina não suportava água fria. Tirou a roupa, girou a torneira do chuveiro, deixando a água quente cair sobre seu corpo. Imagens de seu sonho vieram em sua mente, nada era nítido, na verdade, era como se a sua vida não dependesse mais dela.
Gina tentou afastar esses pensamentos, mas nada aparecia em sua mente para lhe desvencilhar daquelas idéias obscuras: medo, escuridão. Gina colocou a cabeça na parede, deixando a água correr pela sua costa, estava preste a começar a choramingar, quando alguém entrou no banheiro.
Não consegue dormir também? - perguntou Gina a Mel.
Não. – disse a outra, abrindo o chuveiro.
Você vai me contar? - perguntou a ruiva, sabendo que Mel desejava desabafar com alguém.
Mel começou a chorar. Gina que já tinha terminado o banho, enrolou-se em uma toalha e abriu o boxe ao lado. Mel estava sentada, encolhida no chão, de camisola, toda molhada. Gina desligou o chuveiro, e abraçou a amiga. Colin estava a matando.
Mel, olhe para mim. - disse Gina.
Mel levantou a cabeça, seus olhos dourados, cheios de lágrimas, encararam Gina.
Você não pode ficar assim, não pode se abalar, você é forte! E eu estou do seu lado. – falou, ainda abraçando-a.
Eu sei Gina, eu sei. Mas...
Mas nada, Melissa. - disse Gina, não deixando ela terminar. – Agora me conte, e o Justino?
Está bem. Na verdade, ele é bem paciente comigo, mas às vezes, eu fico aérea, você sabe, pensando "nele". Eu tenho certeza de que Justino percebe, mas logo faz uma brincadeira para me fazer sorrir. - Mel deu um leve sorriso.
Por Merlin! Tinha esquecido totalmente do Baile! Ah! Mel! Nós duas temos uma missão. – falou Gina.
Missão? Qual? - perguntou curiosa.
Juntar sua prima e Blaise Zabini.
Mel tinha ouvido rumores de que Gina e Zabini estavam conversando na mesa da Grifinória, mas pensou que fosse brincadeira ou então alguma briga entre os amigos de Malfoy e Gina, Harry, Rony e Hermione.
Gina? O que você está me dizendo? – perguntou incrédula.
Eu sei que é estranho, mas você precisa conhecê-lo. Ele é muito legal, Mel.
Por Merlin! Você pirou de vez! Primeiro, acaba com a reputação do Malfoy, depois diz que o melhor amigo dele é legal? Gina! Aonde você está com a cabeça? - disse Mel, pegando e balançando a cabeça da amiga.
Malfoy? Não! É hoje a minha aula com ele. – disse Gina, ao lembrar da aula com seu querido Malfoy.
Só a sua? A minha também. É melhor irmos dormir. – falou Mel, já calma.
E as duas seguiram em direção ao dormitório.
Blaise acordou com alguém entrando no quarto. "Quem é o maldito que me fez acordar?" pensou com raiva, pois estava tendo um sonho, bem picante, com Valerie Sartô.
Tinha que ser! – disse, ao ver o causador do barulho. – Porra, Draco! Sua mãe não lhe ensinou a fazer silencio quando alguém está dormindo? – perguntou um pouco alto, mas felizmente ninguém no dormitório acordou.
Draco ignorou totalmente o comentário de Blaise, e começou a procurar alguma coisa.
O que você está procurando? - perguntou Blaise, ainda com sono.
Nada que lhe interesse, Blaise. - falou com a mesma voz arrastada de sempre. - Achei! - disse Draco, levantando um broxe em formato de cobra.
Ei, ei, ei! - falou Zabini, que conhecia muito bem aquele objeto. - O que você está pensando em fazer com isso?
Coloque uma coisa em sua cabeça Blaise, meu amigo: Quem brinca com Malfoy, se queima. - os olhos acizentados de Draco brilharam intensamente.
Coitada da Weasley. - disse Blaise, virando-se e voltando a deitar, tentando dormir.
Mas Malfoy estava decidido a não dar paz a Blaise.
Então, como foi hoje? – perguntou, enquanto deitava-se na cama.
Draco, meu amigo, você tem que entender uma coisa, ninguém saí por aí contando seus segredos pra qualquer um. Precisa conquistar a confiança. Entendeu? – falou, já meio sem paciência.
Disso eu sei, mas uma mulher apaixonada, Zabini, faz tudo. E essa é a sua missão.
Sim, mas você não acha que eu vou conseguir conquista-la em dois dias?
Ok! Mas não demore muito, a minha parte no plano eu vou cumprir, falta a sua. – disse Draco.
Durma, Draco! Você está precisando. - Zabini deu as costas para Draco, depois de fechar a cortina de sua cama, e dormiu.
Draco, ao contrário, estava muito bem acordado, sua excitação era muito grande para dormir.
Mel abriu os olhos, o relógio marcava meio-dia. "Por Merlin! Dormi demais!" pensou, enquanto sentava e passava a mão no rosto. Ao olhar para o lado viu que não fora apenas ela que tinha dormido demais, pois Gina ainda dormia. Mel decidiu não incomoda-la, pois esta odiava que a acordassem, ficava com um humor terrível.
Mel estava com fome, arrumou-se e seguiu para o Salão Principal. Chegando lá, viu Colin em um canto isolado, com seu Notebook. Mel sabia disso, porque sua mãe era trouxa e seu pai bruxo, e assim, acabava vivendo nos dois mundos. Ele parecia compenetrado no que estava vendo, meio assustado, talvez. Sentou-se o mais distante dele, e começou a comer, nada poderia estragar sua fome.
Uma coruja veio voando e lhe entregou uma rosa vermelha e um cartão. Que assim dizia:
"Mel,
Essa rosa é para demonstrar o quanto eu gosto de você. E lhe desejar um bom dia.
Beijos, Justino Flench."
A morena abriu um belo sorriso, era exatamente aquilo que ela precisava, um pouco de atenção.
Se toda vez que eu lhe mandar uma rosa, e você abrir esse sorriso, vou abrir uma floricultura. - disse Justino, que se sentava de frente para Mel.
Ela sorriu novamente, um sorriso verdadeiro que iluminou seu rosto.
Você está linda hoje, sabia? – disse, passando a mão nos cabelos negros de Mel.
A menina ficou instantaneamente vermelha.
Obrigada. – falou.
De algumas cadeiras distantes, Colin observava toda a movimentação de Justino para Mel. Ele perdeu totalmente a concentração no que estava fazendo, e passou a observa-los. "Abusado!" gritava seu cérebro para Justino. Colin, cada vez mais, contorcia-se em seu ciúme, mas não podia fazer nada. Tentou voltar seus pensamentos para a foto ampliada em seu notebook, mas se perdeu novamente quando aquele aproveitador do Flench passou a mão nos cabelos de Mel. Colin deu um soco na mesa, estava com muito ciúme. Resolveu então deixar o salão principal, sem ter nem tocado em seu almoço.
Seguiu para a sala precisa de fotos, onde constantemente, encontrava-se com Draco Malfoy e Blaise Zabini. Colin, andava apressado, pois tinha medo de que alguém o visse. Isso nunca tinha acontecido, mas era melhor ser cauteloso.
Não sabia porque, mas tinha a leve sensação de que estava sendo seguido, pois em uma hora que olhou para trás e viu sombras se esconderem. Para despistar quem quer que fosse, entrou no banheiro. Já havia passado dez minutos, e Colin não tinha nenhuma idéia de como sair de lá sem ser visto, quando um garotinho do primeiro ano, entrou no banheiro.
Ei! Você quer ganhar cinco galeões? - perguntou ao garoto.
O menino apenas balançou a cabeça positivamente.
Então faça o seguinte: eu acho que tem gente me seguindo. Sabe, uma menina que é afim de mim, só que eu não dou bola pra ela. – mentiu. - Você só tem que ir lá e distrai-la, enquanto eu saio.
O garoto saiu do banheiro, e começou a procurar alguém que estivesse escondido, ou desse vestígio de estar seguindo alguém. A única coisa que ouviu foi passos apressados, no fundo do corredor.
Cheguei. - disse Colin, ofegante, para os dois "amigos", que não estavam satisfeitos com o atraso.
Escute bem, Creevey, quando se marca um encontro com um Malfoy, não se pode atrasar. - disse Draco, seriamente.
Pega leve, Draco. O Creevey deve ter um bom motivo para o atraso. - disse Blaise.
É bom ele ter mesmo. - disse Draco, virando-se para ele.
Eu estava sendo seguido. - falou colocando seu notebook , na mesa. – Pelo menos, eu acho que estava.
Os dois arregalaram os olhos. "Como seguido?" pensavam, se alguém desconfiasse de alguma coisa, todo o plano iria por água abaixo. Eles não podiam correr aquele risco.
Como seguido? – perguntou Draco.
Seguido, de alguém seguir, não é óbvio? - respondeu Colin.
Mas, quem o seguiria? Você por acaso deu com a língua nos dentes? Hein? Fala, seu fedelho! - Draco o levantava pela gola das vestes.
Tire suas mãos de mim, seu Malfoy imundo! - disse Colin, dando um soco na cara de Draco, que cambaleou, e o largou.
Draco avançou para cima de Colin. "Quem ele pensa que é para falar assim?" Colin tinha os punhos cerrados para Malfoy "Vou lhe dar o que merece, seu loiro lambido, metido a besta." Pensou.
Vem seu sangue-ruim, vem tentar me bater. - disse Malfoy a Colin.
A palavra "Sangue-ruim", elevou em cem porcento a raiva de Colin.
Eu vou deixar uma bela cicatriz nesse seu rosto, Malfoy. - falou avançando para Draco.
Parados os dois! - disse Blaise, metendo-se no meio, com um ar sério, que Malfoy nunca vira antes.
Os dois pararam e olharam para Blaise.
Draco, acalme-se! - -começou a falar. – Creevey, conte o que aconteceu, e porque nos chamou aqui. – disse por final.
Draco dirigiu-se para a janela e ficou de costa para os dois.
Eu não contei a ninguém, não sou louco para contar. E não faço idéia de quem esteja me seguindo. – disse, voltando a voz exclusivamente para Draco. - Mas, eu quero que vejam isso. - Colin foi até a mesa, abriu o notebook, e mostrou-lhes uma foto que havia tirado na noite passada.
Bom dia. - disse Gina a Mel e Justino, que estavam sentados no Salão principal, almoçando.
Boa tarde, você quer dizer, não é? - disse Mel a amiga, que parecia ainda estar morrendo de sono.
É, seria melhor. - falou, sentando e começando a comer.
De repente, uma menina loura da Corvinal sentou do lado de Mel.
Oi, Mel! – disse Valerie, dando um beijo na bochecha de sua prima. – Oi, gente!
Oi. – responderam todos.
Então, Valerie, já teve sua aula? - perguntou Justino, que era muito amigo da menina.
Ainda não, a minha é só mais tarde. Não acredito que fui chamada, eu apenas não fui bem esse bimestre em poções.
Gina e Mel entreolharam-se.
Você vai ter aula com Malfoy? - perguntou Gina.
Vou, e vocês?
Também. - respondeu a ruiva.
Odeio sonserinos, não acredito que terei aula com um. - falou a loira.
"Blaise, você está perdido." Pensaram Mel e Gina.
Ainda mais sendo quem é.- observou Justino.
Mas, uma coisa eu tenho que admitir, o Malfoy até que é bem bonito. – disse Valerie.
Eu prefiro o Blaise. – disse Gina, tentando ajuda-lo.
Quem é Blaise? – perguntou Valerie.
O "Sombra". – falou Justino.
Como? – perguntou Gina e Mel ao mesmo tempo.
É assim o apelido do Zabini na Corvinal, porque ele vive atrás do Malfoy. – explicou o garoto.
Ah! Já sei quem é! – falou Valerie. – Eu continuo com o Malfoy.
"É Blaise! Você esta com problemas." Pensou Gina.
Justino avistou Daniel Karash, um menino do quarto ano da Corvinal, que jogava xadrez com ele. Sabia que Karash tivera aula com Malfoy, pois normalmente eles jogavam aos Domingos de manhã, e neste Domingo Daniel não havia jogado por causa da aula.
- Daniel! - gritou Flench para o garoto, que passava do outro lado do Salão.
O menino seguiu a voz que o chamava, e encaminhou-se para a mesa da Grifinória.
Ele também teve aulas com Malfoy. - avisou para as meninas.
Então, como foi sua aula com Malfoy? - perguntou Justino, quando o menino chegou.
Gina, Mel e Valerie ficaram esperando pela resposta.
Muito Boa. - respondeu o garoto.
As meninas entreolharam-se de forma assustada.
Como? - perguntou Gina. "Muito Boa? Esse menino não deve ser normal".
Muito Boa, ele me explicou, muito bem, as funções da poção polissuco, falou detalhadamente de todos os ingredientes e depois eu a fiz, com ele sempre me auxiliando. Finalmente entendi o que Snape tentava explicar.
Surpreendente. - falou Justino.
Podem perguntar a qualquer aluno que já teve aulas com ele, todos iram dizer a mesma coisa. – falou. - E aí Justino, quer jogar?
Claro. - respondeu. – Mel, depois a gente conversa. - deu um beijo na bochecha da garota, e se despediu de Gina e Valerie.
Bom! Que seja verdade. - desejou Mel.
Valerie saiu da masmorra apática. Realmente, o que Daniel Karash falara era verdade, ela tivera uma aula excelente com o Malfoy. Tudo aquilo era surpreendente.
Mel seria a próxima, estava apreensiva, não sabia como reagir. Ela não era nada parecida com Gina, que demonstrava estar calma. Avistou a prima vindo em direção oposta.
Então? - perguntou.
Faço minha, as palavras de Karash. – respondeu, ainda pasmada com a aula.
Mel ficou de boca aberta, não que não tivesse acreditado nas palavras de Karash, mas ouvir aquilo da boca de sua prima era espantoso.
Que eu tenha a mesma sorte. - disse Mel, seguindo em frente.
Mel entrou na masmorra. Seu coração estava um pouco acelerado, não sabia o que sentia, se era medo, dúvida, nem sabia como reagir.
"Mais uma, e a Weasley me paga" pensou Draco.
Uma garota de cabelos negros e olhos dourados, entrou e sentou-se na sua frente. Não parecia nervosa, mas alguma coisa a incomodava, "Logicamente, a minha presença."
Quais as suas dúvidas, Srta. Melissa Mcbeth? – perguntou.
Bom, na verdade, as poções que eu faço sempre ficam com algo de mais, ou algo de menos. - respondeu.
Sei, sei. - disse Draco, passando a mão no queixo.- Vamos lá, vou lhe ensinar um macete sobre a quantidade de ingredientes que você deve usar. – disse, pedindo para a garota se aproximar.
Ginaaaaa! Terra chamando Gina! - chamou Blaise, estalando os dedos, pra chamar atenção de uma Gina totalmente aérea.
Hã? - Gina olhou para Blaise.
O que lhe aflige? - perguntou.
Não sei. Sabe Blaise, eu tive um sonho estranho hoje, acordei assustada. - Gina não sabia porque estava contando aquilo, "Ele é Blaise Zabini!" pensava, sabia que não deveria contar, mas Gina tinha a sensação de que talvez, ele pudesse ajudar.
Que tipo de sonho? - perguntou interessado, ela estava contando uma coisa íntima, os planos estavam dando certo.
Besteira, esqueça. – disse, trocando de assunto. - Por Merlin! Já estou atrasada cinco minutos pra aula. - Gina levantou-se rapidamente.
Gina! - a menina virou. - Pense em coisas boas.
Com... – ia perguntar, mas ele já tinha sumido.
Blaise não devia ter dito aquilo, mas não pode se conter. Ele não sabia porque, mas não queria o mal de Gina. Sentia a verdade nela, e pela primeira vez gostou disto. "Que ela guarde minhas palavras."
Gina corria em direção a masmorra, e finalmente estava ali olhando para a grande porta de carvalho. Gina entrou, com a cabeça erguida, sem demostrar nenhum resquício de medo ou qualquer outro sentimento parecido e com um ar de superioridade, que apenas um Malfoy poderia ter parecido.
Draco estava lendo um pergaminho quando a ruiva entrou, apenas a olhou de um canto de olho e voltou a sua leitura concentrada. A menina não demostrava medo, e aquele ar de superioridade tinha-o irritado. "O que é seu está guardado!" pensou o loiro.
Ela se sentou, e esperou qualquer sinal dele por um tempo, e ele simplesmente, não dizia nada. Era como se ela não estivesse ali. Gina começou a ficar agitada. "Porque eu estou com tanta sede?" pensou. Gina olhou para Malfoy, ele tinha um copo de água em sua mesa, "Eu não sou idiota, se você acha que eu vou pedir pra beber isso está muito enganado." Mas enquanto pensava isso, Draco pegou e deu um gole. "Que sede! Por Merlim! Que sede!". Alguma coisa tinha caído, Gina virou-se para ver que um tubo de ensaio, tinha espatifado no chão.
Malfoy levantou, passou pela menina, e foi limpar o que havia acontecido. Gina ficou ali olhando para o copo de água a sua frente, quase cheio, e ela que estava com tanta sede, olhou para trás, Malfoy estava de costas. "Não! Isso esta fácil demais, mas essa sede incontrolável..." Gina foi à direção do copo e bebeu toda água. No mesmo instante a sede passou, e no mesmo instante, ela caiu no chão.
"Sabia que seria fácil, mas que garota idiota." Pensou Draco. "Bons sonhos, Weasley."
Gina estava em uma floresta escura, olhou ao seu redor e deparou-se com sua família morta, cada corpo estirado no chão ao seu lado. Ela começou a chorar, não queria acreditar naquela cena, mas era tão real.
Papaaaaaiiiii! Mamãaaaaeee! - gritava aos corpos duros e frios deles no chão, balançava-os tentando acorda-los, mas nada acontecia, eles continuavam imóveis e mortos.
Gui, Catlinhos, Percy! Oh! Percy, me perdoe por não ter me importado com você e agradecido quando você foi embora, me perdoe!- dizia chorando em cima do corpo do irmão.
Ginaaaaa. - chamava uma voz, por de trás das árvores, era Rony que ainda parecia estar vivo.
Rony! - Gina soluçava e chorava, estava desesperada. Correu para o irmão.
Gina, a culpa é sua, você não nos salvou enquanto podia. - dizia Rony.
Não, Rony! Eu tentei, juro! Eu tentei. - falou debulhando-se em lágrimas.
Não Gina, a culpa é sua! Você está vendo, estão todos mortos, por sua causa. Eu também vou morrer, mas a culpa é sua, não se esqueça disso. - disse Rony, antes de seu último suspiro.
RONYYYYY! NÃOOOOOO! NÃO VÁ, ME PERDOE! - Gina estava desesperada.
Uma voz maligna atrás dela, riu alto, Gina assustou-se, estava com medo, desesperada.
Um homem com um rosto magro e olhar maléfico, vestido todo de preto, vinha em sua direção. "Não pode ser. Não!"
Virgínia Weasley. Olá, como você se sente? - perguntava o homem.
NÃOOOOOOO! - Gina caminhava para trás, mas havia tronco perto dela e acabou caindo, batendo a cabeça. Sua visão escureceu, e ela sentiu tudo rodar.
Sim, querida, sou eu o Lorde das Trevas. E sim, fui eu que fiz tudo isso, mas a culpa foi sua. – falou ele, rindo logo em seguida.
Gina se encolheu no chão, chorava sem saber o que fazer. "Não! A culpa não é minha."
Mas, para provar como não sou tão cruel, vou lhe dar a oportunidade de escolha.
Gina olhou para Voldemort.
Tragam. - ordenou.
Dois homens encapuzados, traziam Fred e Jorge, que tinham as mãos e os pés amarrados.
Escolha um deles para viver, o outro morre. - disse Voldemort a ela.
O quê? Você quer que eu escolha um dos dois? Eles são meus irmãos, eu não posso FAZER ISSO! SEU ASSASINO! MONSTRO! - Gina foi à direção dele, mas um dos homens a pegou e jogo-a para longe.
Há, há, há, há. - a risada ecoou pela floresta. - Não seja estúpida. Vamos! Escolha, ou eu matarei os dois.
Fred gritava para ela escolher Jorge, e Jorge para escolher Fred.
NÃOOOOO! - Gina não se deu por vencida, foi de novo na direção de Voldemort, e o mesmo aconteceu, voou para longe mais uma vez.
Mostre a cara seu covarde. - gritou Gina ao homem encapuzado, quando ela caiu no chão. A ruiva já estava toda machucada, sangue escoria de sua cabeça, seus braços estavam arranhados e tinha a impressão de que havia quebrado algumas costelas.
Sua vontade seja feita. - falou Voldemort.
O homem tirou o capuz. Era Colin.
Colin? Eu não acredito. - Gina chorava. - Como você pode?
Colin apenas deu um sorriso maléfico.
E Mel? Ela não estava com você? Porque? O que você fez com ela? - Gina gritava.
Matei. - respondeu friamente.
Gina queria quebrar o pescoço de Colin, mas não conseguia se levantar, devia ter quebrado alguma vértebra de sua coluna.
Escolha! Vamos, escolha! - disse Voldemort.
Gina apenas chorava, os irmão iam morrer e ela não poderia fazer nada.
Foi você quem pediu. - Voldemort pegou, puxou a varinha e apontou para Fred.
Não, por favor! Mate-me, mas não a eles.
Você verá seus irmãos morrerem, e depois morrerá também. – falou, soltando uma gargalhada.
Não! – falou, já muito vermelha, de tanto chorar.
Avada Keva...
Gina! - o outro homem encapuzado gritou. - Pense em coisas boas!
Draco olhava a garota se contorcendo e chorando no chão frio das masmorras, fazia mais ou menos meia hora que ela estava ali. A cara de terror, os berros que ela dava, fazia que Draco soltasse gargalhadas de alegria.
Todos seus medos, Weasley. Todos seus medos realizados em apenas uma hora. - dizia Draco, vendo a menina suar frio. - Mais meia hora de pesadelo pra você. - falou Draco, saindo e deixando a menina sozinha.
Blaise estava inquieto, nada parecia distrai-lo na biblioteca. Aquele devia ser o quarto livro que pegava para ler e não conseguia sair da primeira linha, não conseguia parar de pensar em Gina. "Não esqueça das minhas palavras." Blaise não tinha noção porque estava tão aflito. Afinal, ela era apenas uma Weasley. "Não! Não é apenas uma Weasley, é a Gina! Que estava disposta a me ajudar, que sabia o que eu pensava na maior parte do tempo. Eu não posso deixar o Draco fazer isso." Pensando isso, Blaise saiu correndo da biblioteca, direto para a masmorra.
Chagando lá, Gina estava no chão, suava e gritava o nome dos irmãos, chorava descontrola. Blaise ajoelhou-se junto a seu corpo no chão.
Gina, pense em coisas boas. - disse.
No mesmo instante, Gina acordou, e viu Blaise ali a olhando.
Agora está tudo bem. - disse ele sorrindo.
Gina lembrou de todo sonho, e começou a chorar. Blaise a abraçou. A ruiva estava ofegante, o choro atrapalhava sua respiração.
Calma pequena, isso só foi um pesadelo. - foi a primeira vez de muitas que Blaise a chamou de pequena. Gina desvencilhou-se dos braços de Blaise, olhou para seus olhos.
Eu escutei a sua voz. - voltou a abraça-lo chorando. - Foi horrível! Todos mortos... foi horrível...
Você não precisa lembrar, você tem que esquecer, pequena. - disse Blaise a abraçando com mais força. - Deve ter uma poção calmante por aqui, em algum lugar. - Blaise deitou Gina no chão, e foi procurar. - Achei! Tome Gina, você vai se sentir melhor.
Blaise colocou a cabeça de Gina em cima de suas pernas. E começou a passar a mão em seus cabelos ruivos, ela foi se acalmando e acabou adormecendo novamente. Blaise, olhando a pequena dormindo, lembrou-se de quem havia causado aquilo: "Draco".
Blaise pegou a ruiva no colo, e saiu andando na tentativa de encontrar alguém.
Ei, você não é amiga da Gina?- perguntou para Mel, um garoto alto de olhos azuis, que trazia Gina em seu colo.
A atenção de Mel e Justino foi voltada para aquela cena, Mel foi na direção de Blaise, Gina que parecia estar dormindo..
O que ela tem? - perguntou Mel, assustada.
Não sei ao certo. - respondeu.
Como? Quem é você? E porque ela está aqui? Ela deveria estar... - nessa hora, Mel entendeu tudo. – Malfoy! O que ele fez com Gina? Eu vou mata-lo se ele tocou um dedo nela. - Mel tinha uma expressão assassina, e começou a andar na direção da sala comunal da sonserina.
Mel, aclame-se. - disse Justino, puxando-a pela mão. - Vamos coloca-la na cama. Depois, nós resolvemos o que fazer com aquele maldito sonserino. – disse, olhando fixamente para Blaise.
Mel pensou um pouco, se fosse ela ali, com certeza Gina se preocuparia primeiramente com o bem estar dela, resolveu deixar Malfoy para depois.
Ok. Venha, entre. – disse.
Blaise deitou Gina na cama dela, não havia quase ninguém acordado àquela hora na sala comunal. "Melhor, menos comentários." pensou o sonserino. Mel fechou as cortinas, e voltou-se para Blaise com o mesmo olhar assassino de antes.
Então, o que aconteceu? - perguntou.
Eu não sei. - mentiu Zabini, ele sabia exatamente o que tinha acontecido.
Ora, Zabini! Você é o melhor amigo daquele demente do Malfoy. Você acha que nós vamos acreditar em você? - falou Justino.
Zabini? Blaise Zabini? - perguntou Mel. - Eu sabia que a Gina estava correndo perigo se metendo com esse tipo de gente. Eu avisei que ela só poderia estar louca tendo "amizade" com um sonserino, olhe o que ela ganhou!
Desculpem-me, mas fui eu quem a trouxe pra cá, isso não conta? - perguntou Blaise aos dois.
Mel e Justino entreolharam-se, realmente aquela não era uma ação esperada, "Porque ele socorreria Gina, se estivesse envolvido?" pensaram.
Você realmente não sabe o que aconteceu? - Justino perguntou, olhando-o fixamente.
Não. - respondeu.
Eu não acredito. - falou Mel. - Ele é o melhor amigo do Malfoy!
Isso não quer dizer que eu seja igual a ele. - observou Blaise, antes que Mel continuasse a falar. Se tinha uma coisa que Blaise já estava cansado, era de ser classificado como "o melhor amigo do Malfoy", todos o julgavam por aquele detalhe, ele parecia não possuir nenhuma identidade dentro de Hogwarts, era sempre a mesma observação.
Mel e Justino ficaram surpresos com alquilo e mais ainda pelo tom de revolta com que ela foi expressa.
Se me derem licença, eu preciso ir. - disse Blaise, virando-se e seguindo para a sala comunal da sonserina.
Draco estava sentado com as pernas apoiadas na janela do quarto, tinha um ar de satisfação, que nada, nem ninguém, poderia tirar-lhe naquela noite. "Dei uma lição naquela coisa da Weasley.". Há muito tempo não se sentia tão leve, parecia feliz.
Blaise entrou no quarto, parecia inquieto e com raiva. Draco foi tirado de seus pensamentos pela violência com que Blaise fechou a porta.
O que foi? Levou um fora de alguma menina? - perguntou Draco.
Poupe-me de suas observações sem nenhuma graça, Malfoy. - disse em um tom rude, passando direto e deitando-se em sua cama, fechando as cortinas.
"Que bicho mordeu ele?" pensou Draco, que logo voltou aos seus pensamentos.
N/A: Depois de semanas, finalmente consegui postar esse capítulo. Espero q vocês gostem! Mais uma vez, obrigada pelas Reviews.
Abraços, até o próximo capítulo.
