Bem me desculpe, era pra mim de postado na sexta, mas a luz acabou e no sábado e nem no domingo teu, mas hoje sim eu consegui e espero que gostem -X

CAPÍTULO 3

A força do tapa fez com que ela tropeçasse para trás. Rin trouxe uma mão para seu rosto dolorido. Lágrimas de dor e humilhação queimavam em seus olhos.

- Como você ousou se comportar como fez essa noite! – Bankotsu Chapman gritou. – Você deveria se resguardar para um marido rico e com títulos, não provocar escândalo com tipos como Sesshoumaru Taishou.

- Foi apenas uma dança – Rin murmurou. O que Bankotsu faria se soubesse de tudo o que aconteceu entre ela e Lorde Taishou? Apesar das conseqüências, ela teria dito a Bankotsu caso tivesse sido bem sucedida em seus planos, como não foi, não viu razão alguma para sofrer a fúria de seu irmão de criação sem uma causa justa.

Bankotsu havia sido banido de sua vida quando Rin ainda era criança. Ele tinha sido um jovem detestável; e se tornou um adulto ainda pior. Agora seu pai não estava mais vivo para protegê-la de Bankotsu. Seu irmão de criação considerava que era tarefa de Rin restaurar a fortuna da família que ele havia dispersado inconsequentemente... a herança dela.

Casá-la com um homem riquíssimo por um alto dote era a solução mais fácil... ao menos aos olhos de seu irmão de criação. Rin não se importava muito com casamento, mas ela se importava em ser forçada a isso, e tudo porque Bankotsu tinha acumulado dividas de jogo altíssimas nos últimos anos, a ponto de estar quase com ordem de prisão.

- Apenas uma dança? – ele repetiu. Uma veia pulsava em sua testa macia e ele deu um passo ameaçador em direção a ela. – Você saiu com ele da festa! Todos viram! Eu disse a você para ficar longe dele. Qualquer contato com o condenado prejudicará enormemente sua reputação. Além disso, ele te comeria e te cuspiria. Sesshoumaru Taishou é perigoso!

Rin achava que nenhum homem poderia ser mais perigoso do que Bankotsu. Suas lembranças de infância de Bankotsu eram vagas, mas mesmo naquela época ele era um tirano. Ela achou que ele havia mudado quando foi visitá-la no campo três meses atrás, mas ele a enganara.

Ele havia dito que sua mãe estava em seu leito de morte e que queria vê-la uma última vez. No curto período em que a Duquesa de leste havia vivido sob o mesmo teto que o pai de Rin, a dama tinha sido muito bondosa com ela, quase como uma mãe, na realidade. Rin deixou a propriedade de campo e viajou para Londres com Bankotsu. Sua mãe, na realidade, estava em um quarto no andar superior, morrendo de uma morte lente, muito fraca até mesmo para conversar com Rin. Mas Bankotsu havia mentido sobre o motivo de querer Rin vivendo sob seu teto.

- Suas tolas ações de hoje à noite causaram fofocas. Você me deixa pouca escolha a não ser terminar sua temporada mais cedo e aceitar a oferta que o Visconde Jenine me fez sobre você. Você se lembra dele? Nós o encontramos na cidade semana passada quando visitamos a chapeleira.

Lembrar do visconde não era difícil. Bankotsu não permitiu que Rin se socializasse muito até ser apresentada a corte, então essa noite, o baile de Greenleys tinha lançado a temporada. Lorde Jenine era um homem baixo, gordo, careca, que babou em sua mão e a olhou de um modo que fez sua pele se eriçar.

- Ele é velho o bastante para ser meu pai – ela apontou. – Se você quer forçar o meu casamento eu esperava que pelo menos você me permitisse escolher o meu marido.

bankotsu se aproximou e apertou seu rosto entre seus dedos frios. – E o que um rato do campo como você sabe sobre escolher marido? Seu irmão mais velho sabe o que é melhor para você. Eu comandarei sua vida até que possa passar você para as mãos de outro homem. – Seus dedos apertaram mais forte. – A menos que você tenha estragado até mesmo sua chance com Jenine devido ao seu comportamento dessa noite.

- Eu lhe disse, eu estou inocente. – ela mentiu – Eu passei mal na pista de dança e Lorde Taishou simplesmente me acompanhou até a carruagem antes que eu me humilhasse.

O que ela havia pensado? Ela sabia que Bankotsu era capaz de usar de violência contra ela. Ele já a havia estapeado quando ela tinha se recusado a usar o vestido de decote indecente que ele havia mandado fazer para ela essa noite. Ela ainda não o havia visto assim enraivecido, contudo, e se ela tivesse deixado que Sesshooumaru Taishou a arruinasse, ela tinha quase certeza de que Bankotsu a mataria.

Bankotsu soltou seu rosto, mas seus olhos permaneceram frios, mortos, como os olhos de uma serpente.

- É melhor que você não esteja mentindo para mim. Sua virgindade é um bem muito importante para assegurar um marido adequado. Fique longe de Sesshoumaru Taishou. Se você escapou da violação dele essa noite, considere-se uma das poucas mulheres afortunadas que saem com ele numa noite e voltam com sua virtude intacta... ou ao menos retornam.

Ela não conseguiu segurar sua curiosidade, embora ela quisesse acabar com a conversa e fugir para a segurança de seu quarto.

- O que você quer dizer com isso?

Seu irmão de criação sorriu seu sorriso de cobra.

- Eu deveria ter lhe contado mais sobre Lorde Taishou do que contei. Ele assassinou uma mulher poucos meses atrás em seu próprio estábulo. A assassinou e nunca respondeu pelo crime.

Um calafrio correu pelas costas de Rin – Assassinato – ela murmurou. - Mas ele e eu – quer dizer, ele pareceu ser um perfeito cavalheiro quando me acompanhou até a carruagem. Chamá-lo de "perfeito cavalheiro" era uma mentira, mas ela havia ficado sozinha com Sesshoumaru e nunca se sentiu em perigo ou que sua vida corria risco... sua virtude, sim, mas não sua vida. Um flash de memória veio a sua mente. Sentiu os dentes de Sesshoumaru contra a veia em seu pescoço. Ela sentiu um momento de alarme, como se ele fosse mordê-la.

- Todos viram quando vocês saíram juntos – Bankotsu relembrou-a – Ele não seria tão corajoso achando que poderia sair livre com um segundo crime, não quando todos o viram acompanhando você à saída do baile. O que me traz de volta a Jenine. Ele estará no chá de Lady Sakura depois de amanhã. Seja gentil com ele.

Ainda pensando em Lorde Taishou, ela respondeu:

- Serei civilizada. Desde que ele tenha melhores maneiras do que no nosso último encontro.

Bankotsu se aproximou e enterrou os dedos na pele macia de seus ombros, recapturando a atenção de Rin completamente.

- Você vai ser atenciosa apesar do modo como ele a tratar. Jenine e eu temos negócios conjuntos. Eu devo a ele uma considerável quantia em dívidas de jogo. Entre outras coisas...- ele acrescentou, como se a si mesmo. – Eu não sei por que ele se interessou tanto por você. Ele a acha uma coisinha linda.

Para Bankotsu, Rin era somente uma "coisa". Não uma pessoa com sonhos ou esperanças ou sentimentos. Ele sempre havia sido um tirano. E mesmo quando criança ela havia se sentido amedrontada perto dele. Ela suspeitava que Bankotsu houvesse sido o motivo da separação de seu pai e sua madrasta. Mas por mais maravilhosa que a duquesa tivesse sido para Rin, a mulher tinha criado um filho maldoso.

- Talvez eu deva ir ver como está sua mãe – Rin disse, movendo-se em direção às escadas. – Tenho certeza de que Mary pode ir descansar um pouco enquanto eu faço companhia à pobre senhora.

- Minha mãe nem sabe quem você é – Bankotsu bufou – Ao invés disso eu devo ir ao seu quarto e ajudá-la a escolher o que você irá usar no chá de Lady Sakura. Você deve ter a melhor aparência, Rin. Aparência é tudo.

Ela podia entender muito bem porque Bankotsu se preocupava com a aparência exterior, ao invés de considerar mais importante o interior das pessoas. Seu irmão de criação poderia ser charmoso na presença dos outros. Apenas ela sabia que tipo de homem ele era realmente. Rin, e ela achava, seu pai, já que ele havia mandado Bankotsu e a mãe embora. Rin não queria que Bankotsu fosse ao seu quarto. Era o único lugar da casa em que ela se sentia segura longe dos seus abusos.

- Eu posso muito bem escolher minhas roupas sozinha – disse Rin. – Não precisa se preocupar com coisas insignificantes.

- Não é incomodo – Bankotsu cortou suavemente – Os credores logo começarão a vir receber a soma considerável que eu paguei para renovar o seu guarda-roupa. Seu gosto modesto era um pouco juvenil. Você deve mostrar a mercadoria, Rin. Quem melhor para dizer que vestido vai servir a seus propósitos do que um homem?

Quando Bankotsu se moveu a sua frente, como se esperasse que ela o seguisse como um animal de estimação, Rin bateu os pés.

- Não quero você em meu quarto, Bankotsu. Meu pai pagou por essa casa, embora pertença a sua mãe. Ele nunca teria me deixado aos cuidados dela se soubesse que ela cairia tão doente pouco tempo após sua morte.

Seu irmão de criação parou ereto em frente às escadas, de costas para ela.

- Sim, realmente uma pena o que aconteceu com a duquesa. Mas seus advogados concordaram que ela não estava em condições de definir o seu futuro ou sua herança. Eles ficaram muito felizes de passar a responsabilidade para mim.

Quando ele se voltou para ela, seu rosto estava vermelho e a veia ainda pulsava em sua testa.

- Eu tenho o controle sobre você, Rin. Seu papai caduco não está mais vivo para me colocar para fora de casa. Você fará exatamente o que eu disser a você para fazer, ou sofrerá as conseqüências. Conseqüências que eu acho que você não gostará... ou talvez você goste; quer pagar para ver?

Por mais corajosa que Rin gostaria de ser, ela deu o braço a torcer e abaixou o olhar. O que ele disse era verdade. Sua guarda havia sido dada a Bankotsu. Ele controlava o seu dinheiro, que agora estava de forma imprudente perdido para ela. Bankotsu era viciado em jogo. Foi por esse motivo que ela conseguiu fugir com Sesshoumaru do baile em Greenleys. Bankotsu tinha ficado jogando nas salas do fundo ao invés de acompanhá-la como deveria ter feito. Um erro que, ela imaginava, ele não cometeria novamente.

Seu irmão se voltou e se dirigiu às escadas – Você vem irmãzinha?

Rin olhou para o vestíbulo e, por um momento, se sentiu tentada a fugir. Mas ela não tinha dinheiro próprio, nenhum lugar para ir, exceto de volta ao campo, e nenhum meio de pagar a passagem para lá. Por agora, ela estava à mercê de Bankotsu. Mas ela ainda não havia desistido da idéia de estragar os planos dele para ela. Como iria conseguir sem fazê-lo se zangar ao ponto de espancá-la ela ainda não havia planejado. Mas ela ia conseguir.

- Rin – ele chamou, seu tom mais mandão – Venha junto comigo, como eu lhe disse para fazer.

De ombros caídos, ela o seguiu, temendo muito seu encontro com Lorde Jenine daqui a dois dias e ainda sentindo a dor do tapa de Bankotsu em seu rosto.

- Ele é tudo o que você disse que ele era, isso eu lhe garanto. Nenhum osso fora do lugar nesse corpo. O animal é magnífico – disse Lorde Pratt

Sesshoumaru escovou um fio imaginário de seu casaco de montaria escuro. Ele pensava no por que, com sua reputação de criador de cavalos, as pessoas ainda pareciam surpresas por sua integridade. Se ele não negociasse corretamente com as pessoas estúpidas, ele não teria tal reputação como criador.

Ele havia retornado recentemente de sua propriedade no campo, onde havia tomado cuidado especial na escolha dos cavalos que traria para Londres para vender. Os Taishou poderiam ser taxados de assassinos ou pior, mas não tinham rivais na criação de cavalos.

- Vamos lá para dentro – disse o conde. – Poderemos beber um brandy no escritório enquanto acertamos o pagamento pelo animal.

- Ainda é hora do chá – Sesshoumaru lembrou-o – Eu não gosto de bebidas alcoólicas. Apenas o pagamento e tomarei meu caminho.

O conde acenou com a cabeça, provavelmente feliz por se ver aliviado de sua função de anfitrião. Sesshoumaru seguiu o cliente por um caminho de tijolos até a casa. Assim que pisou dentro da casa, o murmúrio de vozes pode ser ouvido vindo do salão de visitas.

- Minha esposa está oferecendo um chá – disse o conde – Ela esta introduzindo na sociedade à filha do falecido Duque do leste. Oh! Eu tinha me esquecido: você conheceu a jovem no baile em Greenleys.

A julgar pelo brilho astuto nos olhos do conde o homem mais do que sabia que Sesshoumaru e Rin já se conheciam. Ele estava especulando por fofoca.

- Sim, uma jovem adorável – Sesshoumaru se ouviu respondendo. – Uma pena que o pato assado servido no jantar daquela noite não caiu bem para ela. Eu fui forçado a ajudar Lady Rin até sua carruagem a toda pressa antes que ela se envergonhasse na pista de dança.

- Oh – o conde suspirou – Bem, foi o que eu ouvi. Ela foi um pouco insolente, contudo – ele acrescentou – Dançar com um homem a quem não foi propriamente apresentada.

- Dançar comigo, você quer dizer – Sesshoumaru falou lentamente – A dama é minha vizinha. Ela foi criada no interior e não sabia que eu era um parceiro de dança inadequado. Eu deveria tê-la poupado do embaraço que ela sem dúvida sofreria com relação a essa questão, mas ninguém espera o melhor de mim.

- Claro que não – o conde concordou, então percebeu o que havia acabo de afirmar e corou – Esse é o caminho para o escritório.

Os finos tapetes no corredor quase camuflaram o som dos passos deles. Eles estavam passando pelo salão e as portas se abriram em boas vindas. Sesshoumaru lutou consigo mesmo para não olhar para dentro da sala.

- William!

O conde parou bruscamente, forçando Sesshoumaru a parar também.

- Você me prometeu que viria ao meu chá e disse que o assunto do cavalo não iria demorar muito.

Lady Sakura, a mulher idosa do conde, parou quando viu Sesshoumaru escurecendo seu corredor. Ela colocou uma mão sobre o coração

- Oh eu não o tinha percebido que você ainda estava cuidando dos seus negócios com Lorde Taishou. Por favor, perdoem minha interrupção.

Sesshoumaru sorriu para a senhora envergonhada. Ele sabia que a deixaria ainda mais nervosa.

- E eu peço que me perdoe por manter seu marido longe de suas obrigações.

Ela acenou aceitando as desculpas, mas sua mão ainda estava repousando em seu coração, como se ela tivesse levado um susto e ainda não tivesse se recuperado.

- Eu ofereci um brandy a Lorde Taishou e ele sabiamente me apontou que ainda é muito cedo para bebidas alcoólicas. Seria muito apropriado, querida, oferecer um chá ao homem enquanto eu separo o dinheiro para pagar a compra do cavalo.

O conde obviamente pensou em punir a esposa por alguma transgressão anterior. Sesshoumaru pouco se importava em ser a ferramenta de seu castigo.

- Certamente Lorde Taishou é bem vindo para tomar um chá conosco – Lady Sakuta grasnou. Seu olhar amedrontado pousando em Sesshoumaru. – Seria uma honra se pudesse se juntar a minha festa.

Ela estava fora de si, e Sesshoumaru sabia. Ele também suspeitava que a dama soubesse que ele nunca participava de uma coisa tão chata quanto um chá social.

- Ficarei honrado em me juntar a vocês.

Sesshoumaru não conseguia acreditar que havia dito essas palavras. O modo como os olhos da senhora se arregalaram, mostrava que ela também não acreditava que ele as havia dito. Sesshoumaru queria voltar atrás com sua aceitação, mas seu maldito orgulho não o permitiu. A verdade é que ele queria ver Lady Rin Ozawa novamente e, por Deus, ele a veria.

Espero que tenham apreciado esse capitulo e comente, pois fiquei muito feliz com as reviews que vocês postaram, alias eu tinha a ligeira idéia de posta um capitulo por mês, mas infelizmente não consigo, irei sempre posta dois capitulo cada mês, pois se não so irei termina com essa fic daqui a um anos e eu sinceramente acho que e muito tempo, por isso espero que realmente vocês estejam gostando muito beijos e até logo.

Beijos:

jeh-Chan: desulpe!

Kuchiki Rin:o hental vai demora um pouquinho, mas eu acho que vai valer apena.

Debs-Chan:menina realmente vai esquentar.

Rukia-hime: e algo inimaginavel mesmo, o Sesshy tem principios realmente mas sera por quanto tempo.

Ana Spizziolli: fico super feliz que tenha add minha fic como favorita, alias dei uma passada na sua pagina e gostei da sua fics amei e que sobrenome fofo, e italiano, beijos.

Acdy-Chan: e isso ai menina a Rin e ausada, e ira surpreender muito ainda.

K-tute:menina você esta sumida, alias amei o capitulo 18 foi muito fofo, estou ansiosa pra ler sua proxima fic.

Individuo do Mal: e melhor você ligar o ar condicionado no maximo pois ainda ira sentir muito calor.

Pammy-Sama:oi linda estou super feliz em de ver por aqui e menina você esta com uma fic que nossa e quente.

Alissa:postei, postei,postei,postei,postei,postei,postei,postei,postei,posteipostei,postei,postei,postei,postei,postei.

Nama: sim, existe uma maldição na familia do Sesshy. A Rin sofre muito com o meio irmão dela(ele não e normal) e sim irei continuar logo pois eu também não consigo espera.

Beijos para todos.