Pois é, gente, de volta coma história. Desculpem pela demora, mas é que eu estava meio sem inspiração e também focada em outros projetos. Vou procurar postar essa fic pelo menos duas vezes por mês. OK?
Ah! E obrigada todas vcs que comentaram a história.
Sem mais conversa, divirtam-se!
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Por um segundo, o tempo parou para Jo ao fitar aqueles belos olhos verdes. Os olhos do único homem que conseguia abalar suas estruturas. Mas logo o encanto se desfez. Naquele olhar, havia algo como... reprovação. Como se ela não devesse estar ali. A postura rígida do loiro com os braços cruzados e seu olhar duro claramente mostravam isso. Ela se sentiu envergonhada. A última coisa que queria era ser vista por Dean naquela situação.
Todavia, os assobios e exclamações dos clientes a despertaram daquele estupor. Como se nada houvesse acontecido, ela voltou à sua exibição. E por mais que lhe incomodasse, resolveu ignorar Dean. Que ele pensasse o que quisesse! Não devia explicações de sua vida a ele. Aliás, resolveu mostrar o que estava perdendo.
Com uma sensualidade recém-descoberta por ela mesma, Jo atiçou àqueles homens com o chicote girando-o para cima e depois estalando-o numa beira da pista. Em seguida, enroscou-o em seu corpo como se fizesse parte dela e balançou os quadris. Os homens foram à loucura. Ela o desenrolou de si lentamente e lançou-o ao grupo. Um sujeito mais alto, negro e musculoso conseguiu agarrá-lo e ergueu-o como um troféu. A loira jogou um beijo para ele.
Ela foi para o poste que havia na parte mais larga da pista e agarrou-se a ele. Os vivas e urros dos homens aumentaram. Jo encostou a virilha no poste com as pernas abertas e inclinou o tronco para trás ficando com a cabeça para baixo. Nessa hora, vislumbrou Dean. O moço ainda estava com a postura rígida, mas a expressão de seu rosto havia amenizado. E havia em seu olhar um brilho. De luxúria.
Sem perceber, Jo se deixou envolver. Esqueceu todos os homens ao seu redor e só se concentrou no loiro. Ela ergueu o tronco, encostou-se por completo ao poste e sem desviar os olhos do loiro fez um movimento de sobe-e-desce. Bastou para causar efeito em Dean. Ele engoliu em seco e o volume de sua calça começou a se acentuar. Joanna não pôde deixar de esboçar um sorriso satisfeito. Virou-se com as costas no poste e fez o mesmo movimento só que de frente para o Winchester. Notou que a respiração dele se acelerou.
Harvelle se abaixou até chegar ao chão e começou a engatinhar até chegar o mais próximo de Dean. De onde ele estava, podia vislumbrar o decote generoso de seu minúsculo body. Inconscientemente ele mordeu os lábios e sua ereção por baixo da calça ficou mais evidente. Foi aí que Jo soube que naquele momento ele estava à sua mercê. Se ela se aproximasse, tinha certeza que ele não se seguraria.
Infelizmente, havia aqueles homens ao seu redor que ela deveria distrair. E também as circunstâncias em que se encontrava não eram muito favoráveis. É, mais uma vez lugar errado na hora errada. Parecia um carma que os perseguia.
Ela ignorou Dean mais uma vez e voltou-se com sorrisos para os outros homens. Alguns colocaram gentilmente algumas notas nas extremidades de sua calcinha preta; outros, atrevidos, tentaram tirar uma casquinha. Contudo, a caçadora fez graça e deu tapinhas nas mãos desses mais ousados.
Ela se levantou e todos gritaram "Tira, tira". Harvelle fez que ia tirar o body, porém, não o fez. Não era obrigatório que as strippers mostrassem seus seios; apenas algumas mais ousadas. E depois de um "Oh!" em coro masculino de frustração, a música acabou e Jo jogou beijinhos sob uma chuva de palmas.
Os únicos que não bateram foram Sam à longa distância (que Jo reconheceu) e estava com expressão de pasmo, Dean que havia voltado a assumir sua expressão rígida e o belo homem cercado de mulheres. Ele, porém, ergueu a taça como cumprimento a ela com um largo sorriso de satisfação. A caçadora fez uma última reverência para ele, em especial, e saiu. Não sem antes dirigir uma última olhada a Dean.
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- Dean, não devíamos estar aqui – disse Sam
Após acabar a performance de Jo, outra stripper entrou. Todavia, o loiro não quis apreciar o novo show. Imediatamente se aproximou de Sam e sugeriu que fossem conversar com a Harvelle nos camarins onde ficavam as dançarinas. Era proibida a entrada de estranhos e um sujeito branco, careca e troncudo vigiava o corredor para garantir a segurança das moças. Todavia, Dean conseguiu ludibriar o sujeito – que não era muito inteligente – ao dizer que um problema muito grave estava ocorrendo e o gerente pedia com urgência a ajuda dele.
- Relaxe, Sam. Só vamos dar uma palavrinha com a Jo. – bateu na porta – Faz tempo que a gente não a vê.
Foi essa desculpa que usou para que Sam o acompanhasse, mas no fundo se sentia no direito de questionar a moça sobre aquele trabalho. Não entendia o que ela fazia ali e, por alguma razão, aquilo o incomodava bastante. Vê-la cercada por aqueles homens.
- Mas não acho que ela queira falar conosco depois do que aconteceu lá com a Meg. – recordou Sam – E o que exatamente vamos falar com ela?
Antes que o loiro respondesse, alguém abriu a porta. Era uma ruiva muito linda de olhos verdes e lábios carnudos. Alargou um sorriso ao contemplar o homem à sua frente.
- Pois não. Posso ajudá-lo? – disse num tom de voz carregado de segundas intenções. Encostou-se ao pórtico da porta.
- Pode sim, docinho – respondeu Dean com sua postura e sorriso sacanas – Jo Harvelle se encontra?
A mulher franziu a testa como se não soubesse de quem ele estivesse falando
- Não sei de quem se trata.
Ele alargou o sorriso achando que a mulher estivesse querendo dificultar as coisas. Bom, ia ter que jogar pesado. Encostou o braço no limiar da porta e aproximou seu rosto do da beldade.
- É uma moça loira que acabou de se apresentar toda de preto e chicote. – disse com voz rouca
A mulher ficou excitada com a aproximação do caçador e estreitou os olhos num gesto sedutor.
- Você deve estar se confundindo, gato – ela carregou a última palavra – O nome dela é Melanie Anderson.
- Ah, certo.
Não entendia o motivo de Jo usar um nome falso, mas talvez fosse devido à sua nova função. Talvez não quisesse que ninguém soubesse o que estava fazendo ultimamente.
- É, pois é... Estou confundindo com alguém que conheço. Mas quero falar com ela mesmo assim. Gostei da performance dela.
A ruiva fechou o rosto. Percebeu que não estava agradando tanto como queria.
- Ela não está. Acabou de sair porque só tinha um turno de apresentação.
- Posso dar uma olhada? – indagou. Era evidente o seu tom de descrença.
- Não, não pode – a ruiva fechou parcialmente a porta – Se não acredita em mim, problema seu. Mas é só procurar nos fundos da boate por onde passamos pra ir embora.
- Olha...
- E, por favor, vá embora. É proibido estranhos por aqui – fechou a porta na cara dele.
Sam segurou um riso. Dean estava com uma tremenda cara de tacho.
- Que é, hein, Sam? – perguntou ao irmão ao vê-lo com expressão de deboche.
- Nada – o outro tentou ficar sério.
- Vamos ver se ela está mesmo nos fundos.
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Jo caminhava a passos largos pelo quarteirão. Queria se afastar o quanto antes dali. Não, não estava fugindo de Dean. Apenas não queria encontrá-lo, pois se fossem vistos juntos talvez aquilo estragasse seu disfarce. Era o que dizia para si mesma ao tentar se convencer de que a presença do Winchester não a perturbava.
Parou por um instante e deu uma olhada para trás observando a boate. Suspirou. Com tanto lugar no mundo por que logo ali Dean tinha que aparecer? E logo agora que havia conseguido atrair a atenção do seu suspeito. Bem, restava saber se ele iria atrás dela como havia acontecido com as outras vítimas. Esperava que logo; já estava há quase uma semana no caso e até agora só mais assassinatos haviam ocorrido. Só tinha uma pista de quem poderia ser o autor das mortes. Mas era muito vaga; precisava ter certeza.
Um vento frio passou e Jo se cobriu mais ainda em sua jaqueta. Virou o seu rosto para frente pronta a atravessar a rua quando se deteve. Uma limusine preta estacionou diante dela. A jovem esperou. Será que era...?
O vidro da porta traseira abaixou e um rosto masculino se mostrou. Era o do belo moreno de olhos azuis que costumava ficar todas as noites na mesa central cercado de belas mulheres. Era um cliente especial da casa, aliás, de qualquer boate. Todos o conheciam como David Pullman, o magnata do show business. Era um grande empresário que patrocinava várias casas de show, cassinos, e até variados filmes produzido por Hollywood. E um famoso "Don Juan" dos tempos modernos.
- Olá, beleza! – saudou a Jo com uma voz modular.– Está perdida?
Olhava intensamente para a moça. Possuía uma aura magnética que era irresistível à grande parte das mulheres. E até a Harvelle poderia sucumbir aos seus encantos. Felizmente, ela estava prevenida.
- Não – disse com um sorriso sedutor entrando no jogo. Era justamente aquele homem quem queria atrair – Mas adoraria ter alguém pra me resgatar.
- Alguém como eu?
- Por que não?
Ele abriu a porta num gesto convidativo para que ela entrasse. A moça pretendia aceitar o convite quando ouviu uma voz muito conhecida a chamar:
- Jo, espere! – era Dean
Joanna virou para trás incapaz de acreditar que o caçador vinha ao seu encalço junto com o irmão dele.
- Conhece esses dois? – inquiriu David com ar de desconfiança
- Ahm... eu... – Jo não sabia o que dizer
- Me desculpe, meu amor – disse Dean ao se aproximar e colocou as mãos sobre a cintura da Harvelle. Ela sentiu uma eletricidade a percorrer e olhou o loiro sem entender. Dean encarou David com desafio. Surpreendeu-se em reconhecê-lo, mas disfarçou. Voltou-se para Jo – Me desculpe por ter brigado com você, por não entender seu trabalho, mas não precisava sair de fininho e me deixar lá na boate – virou-se para o homem - Obrigado por oferecer carona à minha namorada, mas ela agora está segura comigo.
- Disponha – disse David com um sorriso forçado – Só tome cuidado para não perdê-la. Ela parece ser muito valiosa.
- Claro – Dean também sorriu forçado.
David desviou seu olhar e deu ordens à pessoa que conduzia a limusine para seguirem. Assim que o veículo sumiu de vista, Jo se soltou do Winchester (a despeito de ter gostado do toque dele) e encarou-o com raiva:
- Que palhaçada foi essa, Dean? – ela esbravejou – O que você pensa que está fazendo?
- Oi pra você também, Jo – disse ele sarcástico
Ela revirou os olhos.
- Oi, Dean. Oi, Sam. Como vão? – disse com tédio
Sam a cumprimentou com um aceno de cabeça.
- Agora dá pra responder o que você estava fazendo?
- Eu estava te salvando daquele sujeito – ele disse.
- O quê? – ela riu com escárnio.
- Jo, tá na cara que aquele riquinho não é boa coisa. Eu senti isso na hora desde a primeira vez que o vi lá na boate.
- É, eu sei que ele não é boa coisa, mas era exatamente por isso que eu pretendia entrar naquele carro com ele. – esclareceu irritada
- Como? – o loiro não compreendeu. Quanto a Sam, entendeu imediatamente a situação – Você ficou maluca, Jo? E que história é essa de você trabalhar como stripper numa boate?
- Dean, a Jo deve estar caçando – explicou Sam – Você se lembra do que a Ellen nos contou?
O loiro olhou do irmão para a Jo. Esta o encarava desgostosa.
- Que bom que alguém se tocou do que eu realmente estava fazendo. – retrucou irônica
- É, mas... eu me lembro que você estava trabalhando num outro bar... na última vez que nos vimos – ele insistiu
- Pra me manter, Dean. Afinal, não é só de cartões roubados que um caçador vive. E em todo lugar que vou caçar, procuro arrumar uma ocupação que me dê algum dinheiro por uns dias.
- E é essa a sua ocupação atual? De stripper? – ele cruzou os braços como se Jo lhe devesse alguma explicação – A Ellen está sabendo disso?
Jo soltou um riso curto mais uma vez.
- Escute, Dean, você falando assim está parecendo um irmão mais velho – disse com gozação, mas depois fechou o rosto – Só que você não é nada meu graças a Deus! Então não te devo satisfação alguma.
Dean nada disse; apenas engoliu em seco. Era verdade, mas não gostava de ver Jo metida com todos aqueles homens fosse por qualquer motivo.
- Se quer mesmo saber, isso é só um disfarce pra uma caçada, como bem notou o Sam. – continuou ela – E aquele sujeito que você achou estranho é um suspeito que eu estava tentando atrair.
- Que tipo de caçada? – indagou Sam curioso.
- Um vampiro – respondeu num tom mais leve – Talvez mais de um. Aquele é David Pullman.
- Já ouvi falar.
- Em todo lugar que ele vai uma onda de assassinatos ocorre com garotas que se apresentam em casas de shows. E sempre com o mesmo tipo de padrão quando se trata de vampiros. A última cidade em que ele esteve foi numa a alguns quilômetros daqui. E desde lá, venho perseguindo ele. Me ofereci pra trabalhar nessa boate porque tem três dias que começou os assassinatos com garotas daqui. E coincidência: David Pullman tem frequentado este lugar. – disse irônica – Eu queria tentar atrair a atenção dele e parece que hoje consegui.
- Ahm... certo – Sam abaixou a cabeça envergonhado ao perceber que haviam atrapalhado um caso
- E graças a vocês dois eu perdi a oportunidade.
- Ei, a gente só estava preocupado com você. Só queríamos te ajudar – protestou Dean.
- Eu não preciso da sua ajuda, Dean. Não sou mais uma garçonete de bar. Sou uma caçadora.
- Que começou agora. Você não tem muita experiência nisso, Jo. Pode precisar de ajuda.
- Eu já disse que não! – esbravejou ela – Escute, Dean, não fique se achando o caçador dos caçadores. Posso não ter sua experiência, mas até agora tive sucesso com as caçadas que realizei.
- Jo, olha...
- Não se meta nisso! Quando o Sam apareceu lá no bar do cais possuído por um demônio e você foi atrás dele, eu quis te ajudar. Só que você disse pra eu não me meter, que era assunto seu.
- Não foi bem isso que eu falei.
- Não importa, a mensagem era essa. – ela suspirou – Então da mesma forma que você não gosta que se metam nas suas caçadas, também não se meta nas minhas.
Ela fez menção de ir embora, mas Dean a segurou pelo braço. Ela se voltou impaciente para ele.
- Dá pra me soltar?
- Jo, me desculpe pela forma como eu te falei naquele dia. Eu só não queria cometer o mesmo erro que meu pai.
A moça ficou balançada pelas palavras do caçador e por sua expressão de desculpas. Ainda assim, não ia se deixar levar.
- Que seja! – soltou-se – Eu não posso te proibir de aparecer de novo na boate. É um lugar público para homens como você se divertirem – sorriu com sarcasmo. Depois, ficou séria – Mas fique avisado, Dean, não se intrometa nos meus assuntos.
Ela lhe deu as costas e atravessou a rua. Dean quis segui-la, porém, Sam o segurou pelo ombro com uma mão.
- Deixe-a, Dean. Ela tem razão. – suspirou – Vamos voltar pra boate ou você já quer ir para o motel?
- Vamos pro motel – disse com frustração. Para ele, o entretenimento havia perdido a graça.
E observou Jo ir embora até dobrar uma esquina. Ele engoliu em seco. Algo dentro de si estremeceu por dentro. E não era só preocupação pela moça. Era algo mais que começava a crescer. Mas não queria pensar a respeito.
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E aí? Será que a Jo vai conseguir resistir à tentação de caçar ao lado desse caçador?
Se querem saber, só no próximo capítulo! Mereço reviews? Sim! Rsrsrs...
Até a próxima.
