Nome: Domando a Besta

Autora: Evangeline Anderson

Tipo: Romance/Supernatural

Censura: +18

Ships: Edward / Bella

Resumo: Vendida a uma vida de prostituição por seu avaro tio, a inocente Isabella Swan se encontra presa num detestável calabouço escuro, encadeada à parede onde um homem musculoso, nu, chamado Edward, conta-lhe que está sob uma maldição. Cada mês está condenado a perder sua humanidade e assumir as características de uma besta voraz, uma besta com necessidades muito selvagens que devem ser satisfeitas por qualquer mulher comum. Com o fim de romper a maldição, Isabella deve submeter-se completamente à besta e oferecer-se livremente a saciar seus ferozes desejos sexuais. Mas há muito em jogo neste conto de fadas que se farão realidade e se Isabella não for capaz de abrir-se por completo aos desejos luxuriosos de Edward, pode perder sua vida tentando domar à besta.


Capitulo III

Sem dizer uma palavra, Isabella se levantou da cadeira de plástico duro, onde tinha estado sentada e caminhou com as pernas trementes ao pequeno e estreito banheiro que Gordo Sam lhe tinha indicado. O interior não era maior que um armário e um aroma fétido saia do vaso sanitário.

Isabella pôs a tampa e se derrubou sobre ela, com o rosto entre as mãos.

Tudo é minha culpa. Tudo é minha culpa. É um castigo da deusa e é tudo minha culpa! A idéia se movia através de sua mente e Isabella sabia que tinha razão. A situação em que se encontrava nesse momento era causa de seus maus pensamentos e desejos pecaminosos. Era porque não tinha muita vontade de ir ao templo e converter-se numa sacerdotisa e viver uma vida de humildade, pobreza e celibato. Secretamente tinha pensado que a parte da humildade e a pobreza não seriam tão más, mas a idéia de não casar, de não ter um homem entre suas pernas, embora somente uma vez em sua vida era terrível.

Isabella sempre tinha sido uma menina curiosa e, em sua adolescência, tinha descoberto um montão de vídeos pornô num canto do apartamento de cobertura aonde ninguém ia. No transcurso dos seguintes anos, tinha visto e voltado a ver cada um deles. No princípio tinha ficado surpreendida e ligeiramente desgostada pelas estranhas ações que via, mas com o tempo ficou intrigada e excitada. Ficava na escuridão de noite e pensava no que tinha visto e sonhava que estava fazendo as coisas que via o homem que ela queria, um homem que despertava seu corpo e a deixava dolorida por seu toque.

Seria alto, loiro e musculoso, igual ao homem de seu vídeo favorito, estaria nu e faria coisas indescritivelmente deliciosas a seu corpo.

Quando seus pensamentos se voltaram insuportáveis, Isabella chegou até sua virilha e tocou na zona mais proibida. Era o lugar que se supunha que devia evitar a não ser que estivesse lavando, sua mãe tinha dado instruções severamente, e até então tinha tido que lavar-se rapidamente e não se atrasar. Mas apesar de que sabia que estava errada, Isabella não podia evitar. Não podia deixar de separar os lábios inchados de sua boceta e acariciar o broto latejante de seu clitóris até ter sensações muito maravilhosas e terríveis de nomear, que se apoderavam dela pondo-a rígida em sua estreita cama, mordendo o lábio inferior para não gemer em voz alta.

E agora isto... este era seu castigo por tais pensamentos e ações, estava segura. A Deusa da Luz via tudo, viu tudo o que tinha feito, apesar de ter feito na escuridão da noite, e agora Isabella teria que pagar. Quantas vezes tinha desejado em segredo um homem entre suas pernas? Um pau grosso que abrisse sua boceta virgem e a enchesse de esperma quente. Quantas vezes tinha imaginado o tato, aroma, sabor do corpo duro de um homem? Com que freqüência se perguntava o que se gozar quando a penetrassem? E agora ia conseguir seu desejo, só que no lugar de um homem seria submetida a centenas de pessoas. Melhor seria matar-se agora antes de morrer de humilhação e dor.

Enquanto Isabella procurava no estreito e sujo banheiro algum instrumento de auto-destruição, ouviu uma voz que vinha do outro lado da fina parede. A princípio pensou que era Gordo Sam, pedindo que saísse para que servisse a seu primeiro cliente, ou talvez seus primeiros vinte, mas para seu alívio logo se deu conta que a voz era mais leve e mais culta que a do dono do sujo bordel.

- Por favor, meu senhor está numa desesperada necessidade. O tempo de sua mudança aproxima-se e uma mulher tem que aplacar sua luxuria.

- Não, não vou enviar mais a minhas garotas. - A voz do Gordo Sam era truculenta. - Já enviei três e não vi nenhuma de volta, e é o mesmo em todo o distrito. Sei muito bem que Sal do Palácio da boceta não vai lhe vender mais e estou bastante seguro de que nenhuma das outras casas, tampouco, estão interessadas. Não vale a pena o preço, inclusive se sua oferta é de trezentos créditos.

- Então vou duplicar o preço para seiscentos créditos por uma de suas garotas. - A voz forte e culta suplicava.

Os ouvidos de Isabella prestaram atenção. Seiscentos créditos – era a soma exata que o Gordo Sam tinha mencionado que seu tio lhe devia, A mesma soma pela que tinha sido vendida! Com cuidado de não fazer ruído, abriu um pouco a porta estreita e espiou com cautela.

O homem que usava um uniforme azul escuro adornado com vermelho passeava pelo tapete sujo diante do escritório desordenado do Gordo Sam.

Parecia algum tipo de funcionário de grande categoria e quando se voltou para ela, Isabella conseguiu ver uma insígnia de cor vermelha e negra no peito de seu casaco. Era um brasão de algum tipo, estava certa, embora como nenhum que tivesse visto em Beta Seis.

- Por que a garota que você quer tem que ser daqui, de todos os modos? - Gordo Sam grunhiu, obviamente, preparado para que seu visitante fosse embora. - Há um montão de prostíbulos ao redor da galáxia diabos, um montão em Rigel Nove de onde você vem. Não tem que vir a Beta Seis ou ao bairro Estrela Vermelha para conseguir uma garota para satisfazer seu amo, quem quer que ele seja.

- Mas devo! - O homem fez um gesto com agitação. - É parte da profecia. Só uma garota proveniente de duas estrelas vermelhas alinhadas no sexto planeta do Sol Beta pode ajudar a meu amo.

Duas estrelas vermelhas alinhadas? Isabella mordeu o lábio, pensando muito. O Sol Beta sim era uma estrela gigante vermelha e sim estava no distrito da Estrela Vermelha, supunha que tinha sentido. Mas por que o homem de uniforme azul estava tão desesperado por levar uma garota a seu amo que inclusive estava implorando ao Gordo Sam por uma de suas prostitutas?

- Não sei do que está falando e tampouco quero sabê-lo. - Grunhiu o dono do bordel. - A única coisa que sei é que não tenho nada para ti.

- OH, Sim tem sim! - Sem saber o que estava fazendo, Isabella se encontrou saindo do pequeno banheiro e caminhando até o criado de uniforme azul. Sua mente tinha estado trabalhando com rapidez enquanto escutava a conversa e, embora matemática nunca tivesse sido seu tema favorito na escola, a aritmética era evidente. Se estava condenada a uma vida de submissão forçada, pelo menos até que completasse vinte e três anos, ao serviço de um homem, não importava quem fosse ele, era imensamente preferível que servir a centenas.

- Ah, que garota bonita! - O servo sorriu com gosto para ela e se dirigiu ao Gordo Sam. - Quem é esta encantadora criatura? Esta está realmente muito acima do seu pessoal.

A cara do Gordo Sam empalideceu fazendo um petulante cenho franzido.

- É minha última aquisição, amigo, e não está à venda. Vou fazer um montão de créditos com ela nos próximos dez meses, assim não a enviarei com gente como você.

- Mas seiscentos créditos, era o preço que meu tio lhe devia. - Declarou Isabella. - E você disse que não lhe tinha pago em meses pelo que era uma dívida pendente. Não seria melhor ter todo esse dinheiro em suas mãos agora, ao invés de esperar a que eu de novo faça… para ganhá-lo? - Ela mal podia forçar as palavras, mas sabia que esta era sua única oportunidade para escapar. Tinha que tomar.


Oi gente! Estou postando rapidinho, já que tenho que passar meus cadernos a limpo, vida de universitária não é fácil Kkkkk Beijos e espero que gostem ;)