Após garantir a recuperação de Gine, vários pensamentos conflitantes passam a ocupar a mente do jovem Bardock.
Então, em meio a estes pensamentos, recebe uma chamada em seu scouter...
Um saiya-jin é definido em uma classe, conforme o seu poder de batalha latente inato, mas, se o seu poder de batalha sobe, eles podem ser promovidos, automaticamente, pois cada classe possuí o seu nível mínimo e máximo de poder. A Terceira classe, é a única que não tem nível mínimo, só máximo. Afinal, não há nenhuma baixo desta.
Agora, as classificações:
Real - os da família real, em tese, tem que ter um poder maior que o da elite, Vegeta é o único que tem tal poder, além de pertencer a monarquia. O rei Vegeta se encontra nessa classificação, só por causa do título, pois, seu poder alcançou o mínimo para ser considerado de elite, sendo mais para primeira classe. Mas, ninguém sabe disso, pois ele alterou sua classificação, tornando assim um segredo que só ele conhece.
Elite - acima das classes de Bejiita e sendo mais seleto, sendo que há somente um, que é também tido como o general do planeta Bejiita e o responsável pelo exército, além de o mais poderoso, abaixo somente da família real.
Primeira classe - os mais poderosos, acima dos de segunda classe e abaixo dos da elite. Representam uma das classes mais pequenas que existe. Também participam de cargos importantes, claro, cargos inferiores aos de elite, mas superior aos de segunda e de altíssima patente. Somente seis saiya-jins pertencem a essa classe e dentre eles está Nappa. Os pais de Gine e o tio dela, pertencem a essa classe.
Segunda Classe - consideravelmente mais numerosa que o de primeira classe, mas , ainda assim, menor do que a Terceira Classe. Possuem cargos consideraveís, desde oficiais, graduados, ocupando grande parte dos cargos considerados inferiores pelos de primeira classe. Há somente dez saiya-jins pertencentes a esta classe.
Terceira classe - essa sim representa a massa de Bejiita, é ocupada pelos demais, sendo o povo de uma maneira geral. Bardock, Gine e Raditz pertencem a essa classe, sendo que Bardock chegará, com o tempo, nos escalões superiores, tanto quanto os guerreiros de classe baixa conseguem chegar, sendo que no final, será promovido a segunda classe, meses antes do ataque de Freeza, por conseguir aumentar seu poder de luta, passando no nível máximo para terceira classe, assim como o mínimo para ser de segunda classe.
À eles, é destinado, para os que possuem um poder mais elevado, algumas profissões de alto escalão, próprias de terceira classe e os mais fracos, a função de soldado baixo, como guarda-costas, guardando propriedades e são os que mais invadem planetas e para aqueles, que possuem um poder muito baixo, até demais para o padrão da classe, são enviados quando bebês a planetas distantes, considerados fracos, para enfraquecer a defesa e depois, toma-los, sendo que estes fracos demais, também podem ocupar todos as demais profissões consideradas indignas para um saiya-jin, dentre elas trabalhar na Distribuição de carnes e demais mantimentos, mas, em materia de número, ultrapassa todas as demais classes juntas.
Proscrito - aqueles que cometem crimes em Bejiita, são banidos do planeta e podem ser caçados por qualquer saiyajin, os de segunda classe costumam se divertir nessas "caçadas", sendo que os de terceira classe, os mais poderosos, próximo do nível máximo dessa classe, participam, pela recompensa.
Agora, uma outra classe, que era rara no planeta Bejiita:
Escravos: Adquiridos de conquistas planetárias. A maior parte deles é destinada a outros planetas, sendo vendidos por Freeza, sendo que este não permitia escravos com forma humanoíde semelhante demais a humana para os saiya-jins, assim como as poucas fêmeas, eram vendidas para galáxias distantes e nunca para os saiya-jins, que como eram orgulhosos de seu sangue e genética, não se importavam de receber só macho, uma vez que eles fariam trabalhos considerados inferiores demais para eles e precisavam de uma considerável resistência física.
Somente alguns, desde que sejam aptos para trabalhos que exijam força fisíca iam para Bejiita, e mesmo assim, poucos, sendo que somente a família real os utiliza ou alguns outros saiya-jins, desde que estes fiquem no planeta, o que dificilmente acontecia, já que a maioria esmagadora era Terceira classe. Os que partem para as missões, não os possuem, pois raramente paravam no planeta por muito tempo e portanto, não viam utilidade para um.
Sem ser para a família real, a maioria dos demais escravos eram usados para ajudar na distribuição de mantimentos, principalmente na Central de carnes, sendo supervisionado pelos saiya-jins que trabalham ali, podendo qualquer um deles mandar nos escravos, já que circulavam servindo os mantimentos aos saiya-jins que se reuniam ali, principalmente após retornarem das missões.
Capítulo 4 - Pensamentos
Após alguns minutos, chega à Central Médica do Campo de treinamento, encontrando alienígenas médicos ocupados com pranchetas holográficas e analisando dados, ignorando-os, enquanto o jovem corria pelos corredores, abrindo as portas e vendo que todas as Medical Machines estavam ocupadas, até que após várias tentativas, encontra dentre as fileiras, uma disponível e não somente livre, como era a versão mais moderna, garantindo assim uma cura mais rápida que a versão antiga, que era a mais comum.
Rapidamente, despe a jovem saiya-jin, afobadamente, para depois usar uma pequena ducha em um quarto, utilizado para retirar sujidades da pele, antes de colocar no tanque, o que faz, sendo que a água vinha em tal velocidade pela espécie de ducha, juntamente com um líquido especial, que por si mesmo removia, pelo menos, grande parte da sujeira grudada na pele, para em seguida coloca-la na Medical Machine para que seus ferimentos fossem tratados, além de que, percebera que a água daqueles tanques pareciam relaxar, de uma maneira estranha.
Pelo menos, era a sensação que tinha cada vez que as utilizava, não sendo poucas vezes e sim várias. Mas, apreciava, pois sentia que cada vez que saía do tanque, seus poderes pareciam aumentar, mais do que o normal, se considerasse o fato de que a sua raça podia aumentar o seu poder conforme se recuperavam de ferimentos fatais.
Mas, acreditava que no seu caso, estava acima da média. Porém, era só uma suposição, por não haver como comparar com os demais.
Então, totalmente despida e tendo sido removido boa parte da sujeira de sua pele, coloca a máscara de respiração nela, depositando-a rapidamente dentro da máquina, posicionando os eletrodos e acionando o botão de início.
Vê aliviado a porta se fechando e o compartimento se enchendo do líquido, para em seguida, suspirar aliviado, esperando que ela voltasse ao normal após uma sessão na máquina e seu braço fosse curado, assim como seus ferimentos internos e escoriações na pele.
Então, secando o suor do rosto e suspirando de alívio, decide retornar o seu trajeto original e se dirigir até o hangar próximo dali, onde iria com uma equipe, liderada pelo seu pai para invadirem um planeta não muito distante dali.
Porém, quando estava prestes a sair, seus olhos vagueiam até o tanque, parando para analisar atentamente a jovem adormecida com uma face tão serena que lhe chamou a atenção.
Nunca vira tal rosto em nenhum outro de sua espécie.
Tudo bem que ela fosse menor que uma saiya-jin, tivesse um rosto consideravelmente delicado para os padrões da raça e olhos tão singulares. Olhos grandes e brilhantes que o prenderam naquele instante. Um olhar que o fazia desejar se perder neles, assim como se recordou do toque na pele dela, que era incrivelmente macia, com uma textura acetinada, tão diferente da pele dos demais, assim como os típicos cabelos de cor ônix de sua raça, mas, que eram extremamente macios e sedosos, quando se recordou de alguns fios roçando a sua pele, mesmo dentre as fêmeas, ao se recordar de quando tivera que retirar algumas do campo de batalha por estarem feridas demais, uma vez, há algum tempo. Até nisso, ela era diferente e, portanto, ímpar.
Sacode a cabeça para os lados e arqueia o cenho em seguida, não compreendendo o rumo de seus pensamentos quando seus olhos vagaram, inconscientemente para a bela garota adormecida no tanque.
Por algum motivo, algo o impedia de sair dali e partir na missão e não compreendia o motivo, pois, até pouco tempo atrás, estava extremamente ansioso para partir.
Pelo menos, até antes de encontra-la pela primeira vez.
Eles invadiriam o planeta Arians, sendo que ficara entusiasmado frente a conquista desse planeta, pois, segundo o que pesquisara em seu scouter, no banco de dados, a raça daquele planeta era capaz de alterar seu corpo, transformando-se, ao duplicar o seu tamanho.
Portanto, seria uma das invasões que teriam que se transformar em oozarus e fazia algum tempo que não se metamorfoseava em um. Portanto, seria garantia de diversão, pois, adorava atacar naquela forma, vendo os seres inferiores como deveriam ser, meros insetos para sua transformação gigantesca.
Eram vermes se comparados aos poderosos guerreiros saiya-jins, cuja genética fora forjada para batalhas, sendo uma raça puramente guerreira.
Mas, algo o impedia. Não sabia o que era, mas, o simples fato de sair dali, deixando-a sozinha, o impelia a ficar ali, fazendo companhia e com um sentimento exacerbado de proteção, por mais estranho que soasse para ele.
Era muito confuso tudo o que vivenciava desde que a conhecera e isso o aborrecia e muito, fazendo-o amaldiçoar a si mesmo.
Por mais que desejasse partir para a missão, não conseguia. Sua mente gritava para que fosse, mas, seu corpo não o obedecia, enquanto que não conseguia desviar seus orbes dela, nem por um minuto.
Passando a mão pelos cabelos pontudos e suspirando, aborrecido e um tanto irritado, por não conseguir compreender a si mesmo naquele instante, aperta um botão em seu scouter, preparando-se para dar a notícia, no mínimo, estarrecedora ao líder da missão, quando o canal de comunicação de seu aparelho pessoal que levava no rosto, apita por si só e ele aceita o pedido de conecção.
Então, ouve a voz de Kabbage, ou seja, seu pai, sendo que tal palavra era considerada estranha para o seu próprio idioma, pois só vira antes por visão holográfica mental quando estava na cápsula de crescimento, e pessoalmente, somente a alguns meses atrás, quando ele fora ver, admirado, o quanto seu filho progredira, mesmo sendo só uma Terceira classe, acabando com isso, por encaixa-lo em seu grupo de ataque e tentava imaginar qual o motivo deste contata-lo, tão subitamente.
OooOooOooOooOooOooO
Nota: Kabbage – cabbage (ingles) - couve
