Oieeee
Yeap! Você não estava vendo demais. Private Party não terminou em três capítulos, como previra no início, e nem vai terminar nesse. Para ser sincera, não sei até onde vai.
Então, enquanto não decido, que tal curtir mais um capítulo?
Primeiramente, queria só responder uma dúvida que surgiu entre os reviews. Quando o Edward liga para Bella e ela sabe que é ele, isso acontece porque ela tem o número dele. Ou esqueceram do primeiro capítulo, onde Rosalie passa o número da Bella para ele, que liga para ela marcando a hora de pegá-la no apartamento para ir a festa?
Resposta para quem ficou na dúvida ;)
Outro coisa. Vejo tantas pessoas lendo PP e o número de leitoras não corresponde ao número de reviews. Então vamos começar a aparecer, nem que seja para dizer um "oi, odeio o Edward", "Ei, a Bella é uma idiota". A opinião de vocês é importante, e claro, motiva essa pequena autora aqui.
Estou de férias do trabalho, então mais tempo para escrever, e tirarei um dia para responder as reviews.
Conto com vocês.
Então, boa leitura ;)
POV BELLA
O caminho até o apartamento de Edward foi feito em silêncio. Desconfortável para mim, aparentemente confortável para ele que parecia calmo, tranqüilo, enquanto dirigia. Talvez isso ele deveria estar acostumado a levar mulheres para sua casa.
Quando ele parou o carro na frente do edifício que julguei ser o que morava, na 83th Street, Upper West Side, entre a Columbus Avenue e a Central Park West, não pude deixar de me impressionar para o quão alto ele era. Logo fui interrompida pelo som discreto do portal elétrico. Antes mesmo que estivesse completamente aberto, Edward acelerou o carro e subiu a calçada, adentrando o prédio, onde logo o portão estava sendo fechado atrás de nós, enquanto o carro descia por uma rampa que dava à garagem, no subsolo.
Edward manobrou o Aston Martin com bastante habilidade até sua vaga, desligando o motor e em seguida tirando a chave da ignição, lançando rapidamente um olhar para mim, e sorrindo brevemente antes de abrir a porta do seu lado do carro e sair, vindo em direção a minha porta. Ele a abriu, mas não estendeu sua mão para mim, o que agradeci mentalmente, ou ele descobriria o quão tensa eu estava, se é que ele já não tinha percebido, sem precisar tocar-me. Fechou a minha porta e logo depois acionou o alarme, caminhando lado a lado comigo pela garagem silenciosa e deserta de pessoas além de nós, indo em direção a uma porta dupla de vidro localizada no final, no canto direito.
- Hey, Tony. – cumprimentou Edward um rapaz que julguei ser o porteiro do prédio, quando passamos pela porta de vidro. Ele estava confortavelmente sentado numa poltrona, numa espécie de cabine, rodeado por televisores que mostravam imagens de câmeras espalhadas em várias partes do prédio, inclusive da entrada.
- Olá Sr. Cullen. – cumprimentou de volta. – O senhor deseja que eu leve o seu jornal às oito horas, como todo domingo?
- Se Jerry já estiver no seu turno, por favor. – pediu Edward, com um sorriso simpático.
- Levarei pela manhã para o senhor. – disse e então seu olhar caiu brevemente sobre mim, antes de voltar para Edward. – Tenham uma boa noite.
Edward assentiu e me guiou até o elevador. Quando entramos, de repente senti-me estranha, uma sensação de estar fazendo algo errado. E o meu nível de apreensão se elevava a cada segundo que permanecemos em silêncio enquanto não chegávamos no andar de destino, cada um em um canto, eu sem conseguir arriscar olhar para ele. Já bastava evitar respirar ali dentro. E o silêncio se arrastou mesmo quando as portas do elevador se abriram no último andar.
Saímos para o corredor, onde havia duas portas de cada lado. Edward caminhou até a porta do lado direito, tirando a chave do bolso e a levando até a fechadura. Quando destrancou e abriu, ele me olhou, fazendo sinal com a mão para que eu entrasse primeiro. Desviei os meus olhos dele para a porta aberta, e então, vagarosamente, passei por ela.
Logo que estou dentro, Edward entra em seguida e fecha a porta atrás de nós, acendendo as luzes. Como o edifício é suficientemente alto e o apartamento ficava no último andar, dava para se ter uma maravilhosa vista de Nova York e do Central Park através das grandes janelas de vidro que iam do chão ao teto, cujas cortinas pesadas de traços verticais e com pregas combinadas com cores marrons e gelo estavam abertas até a metade. Fiquei encantada com a elegância e o requinte da decoração e arquitetura ultramoderna do ambiente. Havia muito branco e bege, mas também cores vivas. Vários acessórios de vidro, aço e estanho, consoles com vela, esculturas e vasos. Pinturas de um bom gosto nas paredes, dois sofás marrons claro, com várias almofadas, e duas cadeiras compactas de madeira próximas a eles, além de uma pequena mesa de centro de vidro. Grossos tapetes marrons escuros no chão, um deles próximo à lareira localizada na parede do lado direito. Uma enorme estante em laca branca na parede oposta à lareira, de um canto a outro, abrigando a TV, aparelho de DVD, CDs, porta retratos e diversos acessórios. Tudo muito sofisticado, porém nada pretensioso.
- Você quer beber alguma coisa? – perguntou Edward, fazendo-me virar para olhar para ele, que retirava a sua jaqueta e a colocava numa mesinha ao lado da porta de entrada, bem como o celular e a chave do carro.
Limpei a garganta antes de responder.
- Humm... o que você for beber para mim está bom.
- Certo. – ele sorriu de canto, colocando as duas mãos no bolso do jeans. – Er... fique à vontade. Eu já volto. – disse e desapareceu, deixando-me na sala.
Caminhei até a janela de vidro, observando as luzes da cidade e as pessoas bem pequenas do lado de fora. Suspirei, em seguida voltei a olhar ao redor. Estava olhando os quadros na parede quando ouvi os passos se aproximando.
- Tenho este aqui há algum tempo. Só não tive oportunidade de abrí-lo. – diz Edward ao voltar para sala com uma garrafa de vinho e o saca-rolha numa mão, e duas taças na outra. – Espero que goste de vinho. – completou, olhando-me com uma ligeira preocupação.
- Eu gosto. – digo com um leve sorriso, segurando com as duas mãos a minha bolsa de mão, com os braços esticados na frente do meu corpo, observando Edward colocar as duas taças na mesinha ao lado de um dos estofados.
- Não que eu tenha provado antes, mas de acordo com o meu pai é um dos melhores do mundo. – ele dá de ombros e sorri, enquanto manobra o saca-rolha.
- Bom, pelo menos é uma bela garrafa. – falo dando um sorriso brincalhão, tentando soar o mais casual enquanto leio Château Cheval Blanc no rótulo da bebida em sua mão.
Edward sorri, daqueles sorrisos que é possível ver todos os dentes, e após abrir a garrafa com certa classe e colocar o saca-rolha na mesinha, ele leva a mão que não está com o vinho até o cabelo desgrenhado. Acho que fico olhando para ele por tempo demais, mas não me importo. A vista é de tirar o fôlego.
Primeiramente ele enche uma taça e me serve, em seguida completa com vinho a outra, para si, pousando depois a garrafa na mesinha.
- Um brinde? – sugere quando ambos estamos com nossas taças na mão.
- A que vamos brindar? – pergunto.
- Humm. A esta noite. – ele diz, sorrindo de maneira fácil, erguendo a própria taça, ato imitado por mim. E então brindamos, dando um gole nas nossas bebidas em seguida.
- Por favor. – pediu Edward, apontando o sofá.
Ele se senta numa ponta, e eu faço o mesmo, porém sentando-me na outra extremidade, porque não posso me sentar tão perto dele. Não queria me sentir assim na sua presença, mas não há nada que posso fazer quanto a isso.
Dou outro gole no vinho, e no segundo seguinte viro a cabeça com uma lentidão exagerada para o lado, vendo o exato momento em que Edward leva a taça à boca. Flashes do nosso primeiro beijo inundaram minha mente, a sensação de ter aqueles lábios cheios e macios contra os meus. Por um momento sinto inveja daquele objeto inanimado.
Antes que eu possa desviar os olhos, Edward vira a cabeça na minha direção. E me pega olhando.
- Gostou? – ele pergunta inesperadamente.
- Humm? – inquiro um pouco confusa e ao mesmo tempo tensa.
- Gostou do vinho? – ele aponta com a cabeça à taça em minha mão.
- Oh. Hmm, sim. É realmente saboroso. – respondo, sentindo-me aliviada. Por um segundo pensei que ele se referia a ele mesmo. Sorri internamente com o pensamento.
- Ele é. – concorda com a cabeça, passando o dedo indicador e o médio rapidamente pelo queixo.
Uma coisa que estou começando a aprender. Se não for esperto o bastante, nos distraímos facilmente com Edward.
- Você tem tantos CDs. – digo olhando para a estante, tentando me distrair com outros assuntos que não seja os movimentos que ele faz enquanto está sentado ao meu lado.
- É. – ele sorriu, tomando um gole do vinho. – Gosto de música. Muito.
- Eu vejo... – murmuro, inclinando o corpo para frente para colocar minha bolsa de mão na mesa de centro. Quando retorno, acomodo as costas no sofá e cruzo as pernas. Quando olho para o lado percebo Edward olhando para elas. Foi muito rápido, e ele desvia imediatamente os olhos, sem notar que eu o peguei olhando.
Ele passa uma perna em cima da outra, seu tornozelo esquerdo no joelho da perna direita, formando um quatro, e então apoia o braço direito no braço do sofá. No segundo seguinte ele levanta a mão e passa os dedos abertos pelos cabelos. Quando baixa a mão de volta para o sofá, Edward olha através das janelas, até voltar-se para mim.
- Tudo bem se eu colocar algo para ouvirmos?
- Hmm. Claro. – sorrio.
Edward coloca a taça na mesa de centro e se levanta, caminhando até a estante.
Ele está de costas para mim, mexendo nos CDs, enquanto permaneço sentada o observando. Com um esforço hercúleo tento não olhar para o seu bumbum e ser pega novamente, caso ele resolva se virar bruscamente.
- Eu realmente não sei o que colocar. – ele diz após um tempo, olhando alguns CDs em sua mão, até que ele levantou os olhos para mim.
- Você quer uma ajuda? – pergunto, já me levantando, sem esperar a sua resposta, caminhando em direção a ele.
- Tenho um gosto muito anos 70, 80. Eu não sei... – ele para, dando de ombros quando paro ao lado dele.
- Que bom. – lanço-lhe um sorriso. – Eu também tenho.
Ele sorriu de volta e a maneira que ele me olhava não me deixava desviar os olhos dele. Até que ele deu um passo para trás, dando espaço para eu verificar o seu gosto musical.
- Vamos ver o que você tem. – digo, mexendo em seus CDs. – Hummm. Queen, Bon Jovi, REM, Rolling Stones, Dire Straits, New Order, The Cure…. Uau, você tem o CD edição de colecionador do Depeche Mode? – inquiro incrédula, voltando-me para ele.
Edward riu e concordou.
- É da minha mãe, na verdade. Conseguimos anos atrás numa viagem. – ele informou.
- Nossa! – exclamo, enquanto olho a capa, segurando o CD com a mão que não está com a taça. – Eu nunca consegui encontrar.
- Você gosta? – ele pergunta.
- Muito. – sorrio para ele. – Por causa da minha mãe. Ela foi uma grande influência no meu gosto musical.
- Posso providenciar uma cópia para você. – ofereceu, dando o sorriso torto que eu aprendi a gostar.
- Obrigada. – sussurrei agradecida.
- Então... Depeche Mode? – indagou-me.
- Depeche Mode. – concordo com o um sorriso, entregando-lhe o CD.
Enquanto Edward liga o som, minha atenção volta-se para alguns porta-retratos expostos na estante. Há três deles. Um é de um Edward adolescente andando de jet ski. A outra foto é bem divertida, dele e da irmã, Lizzie, que eu conhecera inesperadamente domingo passado. Os dois estavam sentados, acho que num restaurante, e aparentemente Edward resolvera morder a orelha da irmã, que só percebera o avanço do irmão no momento da foto, ficando com uma expressão engraçada no rosto. E a última estavam Edward, Lizzie e acredito que os seus pais. Estavam os quatro em pé, com suas roupas pesadas de inverno, com uma enorme árvore de Natal atrás deles. Estavam tão felizes, sorridentes. Era um verdadeiro retrato de uma família feliz.
- Minha mãe os colocou. – disse Edward de repente atrás de mim. – Ela costuma dizer que é uma afronta não ter fotos da família na sala. – comentou com um breve sorriso.
- Sua mãe é muito bonita. – digo, ainda olhando a foto da família.
- Ela é linda. – ele diz com um orgulho acentuado na voz.
Aliás, ambos os pais são muito bonitos, e jovens. Agora entendo por que Edward tem essa beleza ultrajante.
- Onde é essa foto? – pergunto, apontando o porta-retrato em que ele está andando de jet ski.
- Em Maui. Eu tinha dezessete anos. Foi a única vez que andei nisso. – ele riu.
Quando percebi que Depeche Mode tocava, baixinho, virei- me para dizer que Enjoy The Silence era uma das minhas músicas preferidas, e só então notei que Edward estava muito próximo a mim e, devido ao meu salto, nossos rostos ficaram a poucos centímetros de distância. Estávamos tão perto que a sua respiração batia contra a minha pele.
Senti um formigamento com a proximidade, e a corrente elétrica começar a se construir enquanto olhávamos nos olhos do outro. Eu queria desviar, e então voltar para o sofá, tomar o vinho e ouvir a música. Mas de repente eu não conseguia agir.
Edward quebrou o contato visual e olhou para baixo, para os meus lábios. Minha respiração começou a ficar pesada no momento em que pensei que ele ia me beijar. Mas quando ergueu os olhos de volta para os meus, ele se afastou.
- Enjoy The Silence é a que mais gosto deles. – diz com um sorriso inquietante enquanto volta para o sofá. Queria dizer que era a que eu mais gostava também, mas não consigo pronunciar nada.
Mordo o meu lábio inferior, ainda em pé no mesmo local, e em seguida dou um sorriso um pouco nervoso, caminhando lentamente até onde estava sentada antes.
Houve alguns minutos de silêncio, até que Edward resolveu quebrá-lo.
- Então... seu gosto musical é basicamente influência da sua mãe? – ele pergunta.
- Grande parte sim. – concordo, com um sorriso. – Você precisa vê-la contar os shows que teve oportunidade de ir quando era adolescente, antes de casar-se com meu pai.
- Deve ter boas histórias. – ele comenta.
- Muitas. Fico tão fascinada que às vezes sinto inveja de não ter vivido aquela época. – sorrio e Edward também.
- Você não é a única. – ele diz e bebe um pouco do vinho. Tinha até esquecido o meu.
- Lembro do meu pai correr para desligar o aparelho de som quando ela colocava um de seus CDs no último volume. – comento saudosa.
- Há quanto tempo seus pais são casados? – ele pergunta.
- Eles são separados há treze anos. – respondo-lhe.
- Oh! Sinto muito. – ele me encara sério.
- Não, tudo bem. A separação deles não me afetou muito. Apenas o casamento não deu certo, mas meus pais são muito amigos.
- Isso é bom. Muitos casais não conseguem ter um bom relacionamento após a separação, mesmo com filhos envolvidos.
- É. Isso é triste. Os filhos são os que mais sofrem. – concordei. – Ainda bem não foi assim comigo. Mesmo vivendo com minha mãe, meu pai sempre fora presente na minha vida. Mesmo depois de casar-se novamente.
- Ele casou de novo? – inquiriu Edward.
- Sim. Há quatro anos. – sorri. – Sua esposa, Sue, é um amor de pessoa. Fico feliz que ele tenha encontrado alguém como ela.
- E sua mãe...
- Não. Ela não se casou. – balancei a cabeça. – Embora eu acredite que essa condição não dura muito tempo. Ela está prestes a ficar noiva. – sorri recordando a euforia de Renée após a viagem à Miami. – E os seus pais? Há quanto tempo eles são casados?
- Há vinte e cinco anos. Casaram-se e dois meses depois fui gerado. – ele sorriu.
- Eles foram rápidos. Por pouco você chega na lua de mel. – eu disse, sorrindo suavemente.
- É. – ele riu da mesma forma. – Eu costumava dizer que eles não curtiram muito o casamento por minha causa.
- Bem, olhe pelo lado bom. Você não forçou um casamento. Isso seria pior.
Edward franziu a testa.
- Meus pais se casaram porque eu fui gerada. – o informei.
- Oh!
- É. – sorri. – Mas estava apenas brincando. Não foi um casamento forçado, eles realmente se amavam na época. Se bem que se tivessem adiado por mais tempo a separação, não duvido que tenham se matado.
- Adoro seu senso de humor. – ele diz de repente, sorrindo, e os seus olhos cintilam.
- Talvez eu esteja na profissão errada. – dei de ombros.
Ele riu.
- E então... você sempre quis fazer Contabilidade?
- Na verdade não. Desde pequena eu queria ser professora. Ficava fascinada com o ato de ensinar e aprender a fazer contas. Eu cresci amando a matemática. – ele me olhou cético. – É, eu era meio nerd. – disse a ele, sorrindo.
- Você não tem cara de nerd. – ele diz com um sorriso largo.
- Não agora. – o informei.
- E o que fez você mudar de planos? Digo, desistir de ser professora?
- Bem, primeiramente a minha e o meu pai. Eles diziam que o salário de professor era uma miséria, e que era uma profissão difícil e ao mesmo tempo desvalorizada. Ouvi esse mesmo repertório durante anos, mas ainda assim não queria desistir. Pensei em várias possibilidades, como fazer um mestrado, doutorado e dar aulas em Universidades. Até que li uma vez um artigo na internet falando sobre Contabilidade nas empresas, que despertou bastante o meu interesse pela área. E aqui estou, praticamente formada.
- Foi uma troca inteligente. – ele diz.
- Agora eu vejo que sim. – abri um sorriso. – Adoro o que faço. – completo, orgulhosa.
- Você trabalha com Rosalie, certo?
- Sim. Na Fortune Magazine.
- Eu sei onde fica. – ele balançou a cabeça, pensativo. – Você trabalha lá há muito tempo?
- Há um ano e dois meses. Comecei como estagiária, meses depois fui efetivada no quadro de funcionários.
- Você deve ser bastante competente no que faz. Para ser contratada antes mesmo de concluir a graduação. – ele diz num tom suave.
Lanço-lhe um sorriso lisonjeiro.
- E você? Conte-me sobre o início na faculdade. – pedi, colocando a taça de vinho pela metade na mesa de centro, junto à minha bolsa. – Você contou que os seus pais influenciaram a escolha pela medicina, mas quando chegou lá, houve algo que fez você pensar em desistir?
- Uh, se não teve. – ele riu torto. – E bem na aula de anatomia macroscópica. Quando tive a oportunidade de conhecer o meu primeiro cadáver.
- Ugh. – fiz uma careta.
- É. Mas até que o cadáver estava conservado. Era uma mulher jovem, e aparentemente bonita antes de ir dessa para melhor. Muito bonita na verdade... – ele refletiu, sorrindo brincalhão.
- Não acredito que você estava dando em cima de um defunto! – exclamei, sorrindo.
Edward gargalhou.
- Eu estou brincando com você. – ele disse, colocando a própria taça na mesinha ao lado dele, ao lado da garrafa de vinho. – Mas ela era realmente bonita. – ele completou, sorrindo novamente.
Conversamos durante um tempo. Edward contando sobre os primeiros anos na faculdade, as amizades que fez, as saídas e viagens com Jasper e os amigos. Ele contou também várias histórias engraçadas, dos tempos de escola, fazendo-me rir de todas elas.
- Oh meu Deus! Você entrou na sala dos professores sem ser percebido e jogou pó de mico no casaco da professora de espanhol? – perguntei incrédula, com um sorriso.
- Uh. Não tenho orgulho dessa época, mas sim, eu fiz isso. – ele torceu o nariz, rindo.
- Você foi um pequeno delinqüente. – disse a ele.
- Só um garoto de dezesseis anos desesperado para ver os Yankees no conforto da sua casa.
- Ainda assim. Você foi terrível, ela deve ser coçar até hoje. – disse e ele riu mais ainda.
- Lembro da aula que tive após esse dia. Eu não conseguia parar de rir enquanto olhava para ela. Sorte que Jasper não estava no mesmo horário, ou eu jamais conseguiria assistir uma aula dela novamente.
- Por falar em Jasper – parei, cessando os risos –, como ele está?
- Bem. – ele para e depois sorri. – Quer dizer, eu acho que bem.
- Você acha? – inquiro, franzindo o cenho.
- Acho que Alice pode te responder melhor que eu essa pergunta. – ele diz.
- Oh sim. – concordo, balançando a cabeça. – É verdade. Eles têm se encontrado com bastante freqüência nos últimos dias.
- Eu não o vi muitas vezes. Depois daquele dia. – ele me olha e eu não consigo decifrar a expressão do seu rosto.
Daquele dia.
Quebro o contato visual, olhando para frente, mas rapidamente inclino a cabeça de lado e o olho novamente, que continua me fitando fixamente. Dessa vez eu não desvio o olhar.
Quer dizer, até o celular dentro da minha bolsa apitar, me informando que alguém enviara uma mensagem de texto.
- É uma mensagem de texto. – explico enquanto pego a bolsa em cima da mesa de centro.
Enquanto pego o celular Edward levanta-se do sofá, indo em direção ao som agora mudo, provavelmente porque o CD terminara de tocar enquanto conversávamos.
Antes de checar a mensagem, verifico as horas. Fiquei chocada ao ver que passava da meia-noite. Como suspeitara, a mensagem era da minha mãe. Eu sabia que ela tinha ficado preocupada quando saí.
Deixe-me saber que está bem e que está com a chave de casa. Amo você.
Respondi rapidamente e logo depois coloquei o celular na mesa de centro, junto à minha bolsa de mão.
Edward mudara o CD para algo instrumental que eu não fazia ideia do que se tratava, mas que era uma melodia suave, relaxante, bastante agradável, e voltava para o seu lado do sofá.
- Você jantou há muito tempo? – ele pergunta.
- Hmm. Sim.
- Está com fome agora?
- Você está com fome, não é? – sorrio para ele. – Você não jantou.
- É, eu estou morrendo de fome. – ele riu. – Naquela hora eu realmente estava satisfeito com o lanche, mas já faz tempo e eu realmente preciso comer alguma coisa. Acho que vou ligar e pedir uma pizza.
- Vai demorar horrores. Devia preparar algo que tenha na sua cozinha. – sugiro.
- Eu não sei fazer nada. – ele diz, com uma expressão envergonhada.
- Me leve até lá e eu posso preparar algo para você. – digo, ficando de pé.
- Não há necessidade, Bella. Eu realmente aprecio que...
- Basta me levar à cozinha, Edward. – o cortei.
- Mas, Bella, você não tem que...
- Eu quero fazer! – o interrompo novamente, lançando-lhe um olhar que dizia claramente que eu não ia mais discutir. – Vamos. Me leve até a cozinha e preparo algo para nós dois.
Ele suspirou e então sorriu, se levantando.
- Realmente não precisava. Não demora muito se eu...
- Edward!
- Certo, certo. Vamos lá. – ele riu.
- Espera.
Sentei-me no sofá e tirei os sapatos, deixando-os no tapete.
- Vai ficar descalça? – ele pergunta quando me levanto. De repente senti-me tão baixinha perto dele.
- Tudo bem se eu ficar?
- Claro. Eu disse para você ficar à vontade. – ele sorriu suavemente.
- Agora estou à vontade. – sorri.
Edward se sentou e então tirou o tênis, ficando descalço como eu.
- Agora podemos ir. – ele diz sorrindo, piscando um olho e eu o acompanho.
O apartamento de Edward era grande, e para chegar à cozinha passávamos primeiro pela sala de jantar, que era interligada. A cozinha era espaçosa, e os armários em aço e branco, a mesa de mármore e acessórios de última geração, como a mobília da sala de estar.
- Toda sua. – diz Edward com um sorriso divertido, encostando-se no balcão e cruzando os braços.
- Nem pense que vai ficar apenas olhando. – lancei-lhe um olhar de advertência, sem deixar de sorrir. – Você vai ser meu ajudante. E sua primeira tarefa é me informar onde encontro o que.
- Sim senhora. – ele disse, descruzando os braços e desencostando do balcão.
Edward indicou os armários e as gavetas, dizendo o que eu podia encontrar em cada um deles. Como ele estava faminto, queria fazer algo rápido e que o deixaria satisfeito. E após vistoriar os armários, já sabia o que fazer.
- Acho que sei o que vou fazer. – disse, lavando as mãos na torneira da pia.
- O que? – perguntou curioso.
- Fettuccine Alfredo. Você gosta?
- Se já comi não lembro pelo nome.
- Ótimo. – falei, abrindo o armário para pegar uma panela. – Assim, se não ficar bom, você não vai ficar comparando com outros que já provou por aí. – eu ri, fazendo-o rir também. - Você tem queijo parmesão?
- No refrigerador. – ele diz. – Quer que eu pegue para você?
- Por favor. – peço, fechando o armário.
- Aqui. – ele coloca o tupperware com o queijo fatiado em cima do balcão.
- Você tem ralador de queijo?
- Humm. Acho melhor você olhar aqui. – ele diz, indicando uma porta do armário. – Minha mãe comprou vários acessórios para cozinha que eu não faço idéia para que servem. Talvez você encontre um.
Fiz o que ele pediu, abrindo a porta do armário e fuçando os acessórios que estavam dentro. Rapidamente encontrei um ralador manual, como o da minha casa.
- Aqui. Encontrei. – fechei a porta do armário e coloquei o ralador de queijo no balcão também.
- Você gosta de cozinhar? – perguntou-me.
- Gosto. Não é algo que faço com freqüência. – respondo enquanto coloco água na panela. – Mas sinto um enorme prazer em fazer no meu tempo livre. – acrescento, levando a panela ao fogo para fervura.
- Acho que só sei fazer bacon com ovos no café da manhã. – Edward diz, divertido.
- E o que você faz? Só come na rua? – pergunto.
- Praticamente. – ele dá de ombros. – Eu como em algum lugar ou na casa dos meus pais. Quando estou de plantão, como qualquer coisa na cantina do hospital, e se estou em casa, prefiro pedir por telefone a preparar, já que não sei fazer nada. Como você pode ver, eu quase não uso a cozinha.
- Então por que compra todos esses alimentos se não vai cozinhá-los? – ergo a sobrancelha, enquanto começo a recolher os ingredientes.
- Minha mãe. – ele sorriu. – E eu só tenho esse apartamento há três meses. Todos esses alimentos estão aí desde que me mudei.
- Edward, você já olhou a validade? Eles se estragam, sabia? – inquiro, procurando a data de validade do pacote de fettuccine na minha mão.
- Está tudo em dias, não se preocupe. Deus, você está parecendo a minha mãe! – ele diz, incapaz de esconder seu sorriso, pegando a embalagem da minha mão e indicando a data de validade. – Viu?
Ergui os olhos e olhei para ele, assentindo com um sorriso. O seu sorriso de resposta era tão caloroso.
Deus, ele era tão lindo! Às vezes doía olhar para ele. E essa barba por fazer de dois dias não estava ajudando muito.
- Er... – clareei a garganta. – Você pode colocar uma colher de sal na água?
- Da panela?
- Sim. – falei enquanto pegava o alho, a cebola, o azeite, o table cream e a manteiga. – Só uma colher, porque o queijo já contém sal. – disse quando o vi abrir a tampa da panela desajeitadamente para jogar o sal.
- Feito. – disse ele, colocando a tampa de volta.
- Muito bem. – sorri, pegando agora outra panela, para preparar o molho.
Ralei um pouco da cebola, em seguida coloquei na panela juntamente com o azeite e um dente de alho para refogar. Quando a água da outra panela começou a ferver, joguei alguns ninhos do fettuccine para cozinhar.
Enquanto preparava o prato, Edward permaneceu encostado no balcão, deixando-me consciente da sua presença. E embora eu evitasse o contato visual, sabia que ele acompanhava cada movimento meu. Porém, quando terminei de ralar o queijo para terminar o molho, acabei não resistindo e ergui a cabeça, olhando para ele, que sorriu torto assim que o olhei. E nossos olhos ficaram assim, distraídos por alguns segundos.
Sentindo minha respiração começando a pesar, peguei a lata do table cream e virei-me dando as costas para ele e voltei para o fogão.
- Bella?
- Hum? – atendi seu chamado, sem olhar para ele.
- Se importa se ficar sozinha por um minuto?
- Não. – disse enquanto colocava a manteiga na panela.
- Eu já volto.
Esperei alguns segundos e então olhei para trás, vendo o local que ele estava antes completamente vazio. Fechei os olhos e suspirei, tentando relaxar.
Mas era difícil.
Como relaxar a cada vez que eu olhava em seu rosto, seus olhos, seus lábios e memórias de dois sábados atrás preenchiam minha mente com perfeita nitidez? Por mais que eu tentasse, era inútil agir normalmente na presença dele e ignorar o fato de que fora com ele a melhor noite de sexo que eu já tivera desde que iniciara minha vida sexual. Foi intenso, enlouquecedor, e eu sei que não há nenhuma possibilidade do mundo que me faça esquecer o que fizemos.
E isso me deixava confusa, aflita. Meu estômago estava em nós e só agora tomo consciência no quanto tinha sido irracional concordar vir aqui com ele.
O que diabos eu estava pensando?
- Hummm... isso cheira bom. – disse Edward ao entrar à cozinha um minuto depois como dissera, trazendo-me de volta para o presente.
Virei-me para olhá-lo e o vi colocando na pia as nossas taças de vinho esquecidas na sala.
- Se eu demorasse mais um pouco, aposto que encontraria peixes nadando. – ele diz num tom brincalhão.
- Você também quase não bebeu. – digo-lhe voltando a dar atenção ao molho na panela.
- É. Não consigo beber muito quando estou com o estômago vazio. – ele diz, encostando-se na borda da mesa de mármore, apoiando-se com as duas mãos e cruzando as pernas.
- Calma, já está saindo. – dei uma risada.
- Não. Você entendeu errado. Não foi uma indireta.
- Eu sei. – eu ri da inflexão do seu tom de voz.
Ficamos em silêncio por algum tempo. Chequei o fettuccine com o garfo, que já estava cozinhado e desliguei a panela.
- Você pode pegar um escorredor, por favor? – pedi a Edward, que rapidamente atendeu a meu pedido. – Obrigada. Você pode mexer o molho enquanto escorro a massa?
- Claro. – ele sorriu, vindo até o fogão. Quando passei a colher de pau para ele, nossos dedos se tocaram. Meu coração pulsou e a minha reação imediata foi erguer a cabeça e olhar no seu rosto, que me olhou de volta.
- Mexa para um lado só. – digo, sem tirar os olhos dele, tentando parecer confiante, mas a minha voz saíra fraca.
Bato os cílios e então saio de perto dele. Após despejar a massa no escorredor, com cuidado para não desmanchar os ninhos, peguei a xícara com o queijo parmesão ralado e voltei para o lado de Edward, jogando no molho.
- Pode deixar comigo agora. – murmurei sem olhar para ele. Edward deixou a colher na panela e se afastou, e então pude terminar.
Desliguei o fogo e despejei os ninhos do fettuccine ao molho. Virei-me e olhei para Edward, dando-lhe um sorriso enquanto ia em direção a uma das portas do armário, pegando uma travessa de vidro. Deixei-a em cima da mesa, em seguida coloquei a massa dentro, jogando um pouco de queijo ralado por cima.
- Está pronto. – informei para ele com um sorriso orgulhoso.
- Bella, se o cheiro está quase me matando, eu não quero nem imaginar o sabor. – ele diz enquanto olha para a massa.
- Então prove.
Edward estica o braço, e quando percebo o que ele está prestes a fazer, dou um tapa de leve em sua mão, sem me importar com a eletricidade que emergia sempre que nossas peles se tocavam.
- Sua mão está suja. – digo com um sorriso após o tapinha, impedindo-o de colocar a mão na comida.
- Quando digo que você parece a minha mãe. – ele diz com um sorriso torto, caminhando até a pia para lavar as mãos.
- Vou pegar os pratos e os talheres. – digo.
- Você quer comer aqui ou na sala? – ele me pergunta.
- Onde você quiser. – digo, pegando os talheres na gaveta.
- Então na sala.
Coloquei fettuccine em dois pratos, bastante para Edward e apenas um pouco para mim, e em seguida saímos da cozinha. Edward pediu para sentarmos no tapete, e voltou à cozinha, em busca de duas novas taças. Enquanto ele se ausentou, tentei endireitar-me sentando com as pernas meio que de lado, por causa do vestido. Segundos depois ele voltara, colocando as taças em cima da mesa de centro. Ele pegou novamente o vinho e encheu nossas taças, entregando a minha com um sorriso de boca fechada. Dei um gole na bebida enquanto Edward se sentava do meu lado esquerdo, em seguida coloquei a taça na mesa de centro, à nossa frente.
- Hmmmm. – gemeu Edward quando deu a primeira garfada. – Bella. Isso é perfeito! – ele diz, de boca cheia.
Não consigo evitar meu sorriso.
- Que bom que gostou. – digo, dando uma garfada do meu.
- Deus, você sabe cozinhar! – ele diz, dando uma nova garfada.
- Sim. Eu sei. – sorrio.
Ele dá várias garfadas antes de voltar a falar.
- Só esse prato não vai ser suficiente para mim.
- Ainda tem bastante lá dentro.
- Hummmm. – ele gemeu mais uma vez.
Eu não consigo parar de rir dos sons que ele faz.
- Antes que termine, vou buscar mais. – ele ri e se levanta.
- Edward, termina esse primeiro! – eu digo, mas ele me ignora com uma risada alta e desaparece.
Ele retorna com o prato cheio novamente, sentando-se ao meu lado, encostando-se no sofá e esticando as duas pernas, colocando uma por cima da outra e o prato no colo.
- Quando eu precisar testar uma receita nova, vou chamá-lo para ser meu cobaia de novo. – digo-lhe.
Ele franziu a testa para mim.
- Foi a primeira vez que você cozinhou isso?
- Sim. – sorrio, dando de ombros.
- Imagina quando pegar a prática. – ele sorriu torto olhando para o prato, enquanto mexia a comida com o garfo. – Você sabe, já pode casar.
- Casar? – inquiro, fazendo uma careta.
- É. – ele sorri e então olha para mim. – Não diz o ditado que quando uma mulher aprende a cozinhar, conseqüentemente ela está pronta para o casamento?
- Bom, isso era no tempo da minha avó. – digo, dando uma garfada no fettuccine.
- Então – ele para, antes de continuar –, você não pensa em casar? Um dia?
- Um dia, sim – o informo. – Depois dos vinte e seis anos acho que é uma idade boa.
- Você nunca me disse sua idade.
- Tenho vinte e um. Até setembro. – ele assente com a cabeça, em seguida leva o garfo com a massa à boca.
Houve alguns minutos de silêncio enquanto comíamos. Eu olhava para frente, e pela minha visão periférica, sabia que ele estava olhando para baixo.
Edward toma um gole do vinho e limpa a garganta, interrompendo o curto silêncio.
- Você mora na Upper East Side há muito tempo?
- Há cinco anos. – respondo, voltando-me para ele.
- Me pergunto como não te conheci antes. – ele diz, estreitando os olhos ligeiramente. – Meus pais moram lá. Fui nascido e criado alguns quarteirões perto de você.
- Não sei. – dou de ombros. – Também nunca o vi antes.
Ele riu, e então balançou a cabeça.
- O que?
- Sabe, eu tive uma namorada que morava num apartamento na mesma rua que o seu.
- Sério? – questionei, tentando passar na minha cabeça quais das garotas que eu conhecia e moravam na minha rua possivelmente poderia ter sido sua ex-namorada, embora eu não tinha certeza se queria realmente saber quem ela era.
- É. – ele concordou com a cabeça. – Mas já faz algum tempo, eu tinha dezessete anos. E ela se mudou na época.
- Por isso vocês terminaram? – perguntei de repente aliviada por não conhecê-la, uma vez que se ele ainda tinha dezessete anos, eu ainda nem morava lá.
- Não, terminamos antes que os pais dela se mudassem. Sabe como é, não deu certo.
- Ela foi sua primeira namorada?
- Foi. – ele riu de leve. – Éramos amigos antes. Aconteceu de nos beijarmos numa brincadeira, e então decidimos tentar. – ele parou e colocou um pouco do fettuccine no garfo. – Só depois vimos que o que fizemos foi uma grande besteira. – ele levou o garfo à boca.
- Por quê? – questionei sem esconder minha curiosidade.
Ele terminou de mastigar e me olhou, como se estivesse elaborando a resposta com cuidado.
- Porque meses depois descobri que só gostava dela como amigo.
Permaneci em silêncio, e ele continuou.
- O início do namoro foi na verdade o fim da nossa amizade. E ela era uma boa amiga. Foi uma pena.
- Vocês nem tentaram voltar como antes? – inquiri.
- Eu tentei. Mas ela não quis. Dizia que não conseguia mais me ver como amigo.
Assenti, em silêncio.
Edward mudou de posição, colocando o prato no tapete e descendo mais o corpo, ficando quase deitado, deixando a perna direita ainda esticada e a outra flexionada, enquanto apóia o cotovelo direito no tapete.
- E você?
- Eu?
- Alguma... história interessante? – ele abre um sorriso brincalhão.
- Oh não. – sorri brevemente. – Apenas alguns relacionamentos falidos. – falei brincando com o resto da comida em meu prato.
- Como o cara que você contou no clube? No primeiro dia que nos conhecemos?
- Foi um deles. – digo e olho para ele.
Edward fica lá, me olhando fixo por um tempo. E mais uma vez não consigo decifrar a expressão do seu rosto. Quando ele estica o braço inesperadamente e toca o canto dos meus lábios, arrepio-me. Acho que ele vai me beijar.
- Está sujo de molho. – ele diz com a voz baixa e suave.
Assenti, mordiscando meu lábio inferior. Ele recolhe a mão, e leva a outra até o próprio cabelo, desgrenhando-o mais do que já está.
As coisas estavam começando a ficar estranhas de novo. Edward só tinha sido gentil, limpando onde estava sujo, e eu já estava interpretando errado, achando que ele iria me beijar. Além disso, precisava parar de reagir dessa forma, como se meu corpo de repente estivesse sendo atingido por diversas agulhadas ao redor dele.
Acho que era hora de ir embora.
- Já é tarde. – eu digo, torcendo para que ele interpretasse o meu pedido oculto de ir para casa, embora parte de mim gostaria de ficar aqui e desfrutar mais um pouco de sua companhia.
- Tem razão. – diz, concordando com a cabeça, porém sem esboçar alguma reação de se levantar enquanto os seus olhos parecem pedras fitando os meus.
- Eu preciso ir. – as palavras saem sem muita vontade.
Ele assente e então baixa a cabeça.
Coloco o meu prato em cima da mesa de centro e voltou-me para ele.
- Eu realmente adorei a noite. – sussurrei com sinceridade.
Edward levanta a cabeça e o seu olhar é tão intenso e quente que eu podia sentir eles me queimarem.
- Eu também. – ele faz uma pausa sem tirar os olhos de mim. – E eu não quero que acabe agora. – acrescentou em um murmúrio.
E então me transformo em uma figura imóvel.
Edward levanta o braço esquerdo e passa o polegar na minha bochecha, fazendo minha pele queimar onde ele toca, seus olhos presos nos meus por muito mais tempo.
- Fica comigo esta noite. – ele sussurra, fazendo o meu corpo tremer com o seu tom de voz.
Ficamos minutos em silêncio que mais pareceram horas, olhando para o outro, enquanto Edward esperava uma resposta.
Minhas emoções eram agora irreconhecíveis e eu não conseguia pensar racionalmente ou pronunciar alguma palavra. Eu podia sentir meu coração batendo furiosamente, e a ansiedade crescendo cada vez mais dentro de mim.
Deus, eu quero ficar! Quanto eu quero ficar.
Edward desliza a mão pela minha mandíbula, e desce lentamente até o meu pescoço, indo em seguida para a minha nuca, escovando meus cabelos com seus dedos. Sem pensar duas vezes, inclino a cabeça para frente. Edward faz o mesmo movimento. Nós fechamos os olhos, e nossos lábios se tocam levemente. Ele roça suavemente os lábios nos meus, separando-os um pouco. No segundo seguinte, ele segura o meu rosto com as duas mãos com quase nenhuma delicadeza. E então ele me beija.
Seus lábios eram exigentes, firmes e eu o beijava de volta com toda intensidade. Um gemido escapou de sua garganta enquanto nossos lábios se moldavam num ritmo frenético.
Sem afastar nossas bocas Edward afasta o prato em que ele comia do caminho e então me empurra de costas no tapete, colocando todo o corpo por cima do meu enquanto nos beijamos enlouquecidamente. Minhas mãos foram para a parte de trás do seu pescoço e os meus dedos começaram a puxar os fios de seus cabelos com força. A mão de Edward apertava um lado dos meus quadris e a sua língua escorregou para o interior da minha boca. Gememos alto quando o seu gosto invadiu todos os meus sentidos.
O beijo tinha gosto de vinho, queijo e pasta de dente. Tínhamos nos beijado infinitas vezes naquele motel, mas esse beijo era completamente diferente, embora eu não soubesse explicar o porquê. Era molhado, voraz, desesperado. Perfeito.
Com nossas línguas conectadas, gemíamos e ofegávamos pressionando nossos corpos contra o outro. Sua mão agarrou com força o meu quadril e ele me puxa contra ele, fazendo-me sentir sua ereção. Senti-lo fez doer diversas partes do meu corpo, e eu sentia a minha necessidade aumentando, como um vulcão prestes a entrar em erupção. Afastei um pouco minhas pernas e Edward se acomodou entre elas, gemendo contra meus lábios.
Sua cabeça caminhou em direção ao meu pescoço, e ele começou a espalhar beijos estalados pelo local. Minhas mãos foram para suas costas, minhas unhas deslizando-se sobre a pele quente e macia por baixo da sua camisa. A mão dele que estava em meu quadril descia e subia pela minha coxa, espalhando um queimor por onde seus dedos tocavam. A essa altura o meu vestido já tinha subido, e a ereção de Edward aprisionada no interior de seu jeans roçava diretamente no meu sexo coberto pela calcinha. Ofeguei relativamente alto quando senti seus dentes no lado esquerdo do meu pescoço.
E então segurei a sua camisa, e comecei a puxá-la para cima. Ele afastou os lábios do meu pescoço, e abriu os olhos, erguendo os braços para deixar-me tira-la por completo. Seus olhos estavam escuros e o olhar que ele me lançou enquanto eu puxava sua camisa era quente, lascivo e faminto. Com a peça de roupa descartada no chão, voltamos a nos beijar com mais urgência. Quando o ar de repente era escasso, afastamos ofegantes, nossos lábios em busca de oxigênio, e nossas testas se encostam.
- Vamos para o meu quarto. – murmura.
Ele afrouxa as mãos nos meus quadris e lentamente afasta o corpo do meu, levantando-se. De pé, ele estende a mão para mim, e eu a seguro sem nenhuma hesitação. Quando me levanto, ele me puxa contra o seu corpo e volta a me beijar. Suas mãos estão na minha cintura e as minhas mãos na sua nuca. Não percebo que estamos andando até o volume do som instrumental ficar gradativamente mais baixo. Enquanto me beija, Edward me guia pelo corredor, segurando os meus quadris e empurrando-me para trás, até que de repente ele me lança contra uma porta, sua boca continuando a atacar a minha ferozmente. Ouvi o barulho da maçaneta, e então Edward separou nossos lábios, abrindo a porta.
O quarto de Edward era como imaginei. Amplo, limpo e organizado, além de ter o seu cheiro. Quase tudo era preto e branco. Móveis planejados e iluminação embutida. Havia cortinas grossas tapando as janelas, na parede esquerda branca e com textura, o móvel negro com detalhes brancos de design moderno, tomada por livros, alguns CDs, acessórios e algo que chamou minha atenção: carros em miniatura. No centro da parede uma enorme TV LED afixada, e abaixo do aparelho, a continuação do móvel planejado. Havia uma mesa no canto com duas cadeiras, e um notebook sobre ela. De frente para a TV, uma enorme cama de casal coberta por lençóis negros e travesseiros pretos e brancos. Próximo a cama, do lado direito, um divã preto, do outro lado, uma mesinha de cabeceira. Havia um closet, e no canto uma porta do que imagino ser o banheiro.
Toda a observação não durou mais que um minuto quando senti duas mãos envolverem a minha cintura e os lábios de Edward no lado direito do meu pescoço. Fechei os olhos e inclinei a cabeça para o lado, dando-lhe um maior acesso. Gemi ao sentir sua protuberância pressionando o meu bumbum.
- Eu preciso... – ele sussurrou roucamente em meu ouvido. – Eu preciso sentir você de novo. – completou. E o meu corpo inteiro estremeceu.
Minha respiração era superficial quando caminhamos até a cama. Antes que deitássemos, Edward virou-me para encará-lo, o calor dos seus olhos escurecidos queimando cada milímetro do meu corpo como brasas. Ele inclinou a cabeça para frente, tocando meus lábios suavemente e então foi me empurrando para deitar-me na cama. Afastei nossos lábios e caí com as costas no colchão, porém com as pernas para fora da cama. Edward veio por cima de mim, como um leão prestes a atacar sua presa, colocando as duas mãos no colchão e os braços em cada lado da minha cabeça. Ele enterrou o rosto no meu pescoço, e meus dedos foram mais uma vez para o seu couro cabeludo, massageando-os enquanto sua boca mordiscava e sugava minha pele. Ele jogou o peso do seu corpo sobre o meu, apoiando-se com um antebraço ao mesmo tempo em que sua mão direita descia até minha coxa, acariciando-a, para depois chegar à parte de trás do meu joelho, arqueando-o até que eu estivesse com o pé sobre a cama.
A boca dele estava novamente na minha, beijando-me agressivamente, a explosão de fogo irradiando nossos corpos. Meu vestido subira e estava praticamente na minha cintura, e o meu centro formigava e doía, necessitado por ele. Em busca do atrito, abri um pouco minhas pernas, como quando estávamos na sala, e senti Edward aconchegar-se entre elas, fazendo nós dois gemer.
A mão dele que estava em minha perna flexionada, foi descendo até a parte interna da minha coxa. Minha ansiedade aumentando a cada segundo que seus dedos se aproximavam do local onde eu mais queria que eles estivessem. Quando cessamos os beijos para respirar, Edward jogou a cabeça para trás, olhando-me nos olhos. Eu podia enxergar a sua necessidade tão forte como a minha. E enquanto olhávamos para outro, seus dedos finalmente chegaram ao meu sexo coberto pela calcinha.
Tremi quando seus dedos longos começaram a deslizar para baixo e para cima através do tecido de renda da minha peça íntima. Mas eu queria mais. Queria ardentemente que ele a arrancasse do meu corpo. Queria seus dedos sobre as minhas dobras. Queria sentir toda a sua masculinidade me penetrando glorioso como eu me lembrava de dias atrás.
- Alguém está molhada? – perguntou retoricamente com a voz de veludo.
Eu era incapaz de pronunciar algum som além de gemidos.
Os olhos de Edward percorreram ligeiramente sobre o meu corpo ainda coberto, subindo lentamente até encontrar os meus olhos novamente.
- Eu realmente gostei desse vestido. – murmurou, afundando mais uma vez a cabeça em meu pescoço, roçando o nariz de um lado a outro. – Mas eu prefiro você nua.
Arfei, consciente de que estava prestes a ter um orgasmo a qualquer momento quando ele falava comigo desse jeito.
- Então tire. – minha voz saíra tão baixa que eu mal ouvira.
Agradeci aos céus quando Edward decidiu atender de imediato o meu pedido e afastou-se um pouco para deslizar com as duas mãos o meu vestido para cima. Ergui os braços para o alto, ajudando-o a passar a roupa pela minha cabeça. Lambeu os lábios quando seus olhos contemplaram clinicamente o meu conjunto azul-marinho de sutiã e calcinha. Nunca me senti tão desejada como agora. E eu ainda nem estava totalmente despida.
- Adorável. – ele diz, fitando o conjunto em meu corpo, até me encarar em seguida, semicerrando os olhos. – Mas adorável mesmo é ver você sem isso.
Puxei o seu rosto contra o meu e o beijei, mordiscando o seu lábio inferior. Arqueei as costas, empurrando Edward para cima enquanto nos beijávamos e coloquei agora os dois pés na cama. Soltei as mãos do seu rosto e as levei para as minhas costas, na intenção de abrir o fecho do sutiã. Quando ele percebeu a minha luta, soltou os meus lábios e com as suas mãos macias, ajudou-me a abrir. A peça caiu entre nossos corpos, expondo meus seios intumescidos, implorando pelo seu toque.
Edward empurrou o corpo para trás e olhou diretamente em meus seios, suspirando antes de escovar suas mãos em cada um deles. Sentei-me na ponta da cama, apoiando-me com as duas mãos espalmadas no colchão enquanto o observava massagear meus mamilos suavemente.
- Senti falta de vocês. – murmurou para os meus seios, esfregando levemente os bicos com os polegares.
Joguei a cabeça para trás e fechei os olhos.
- Você gosta das minhas mãos aqui? – inquiriu com a voz baixa.
- Sim. – respondi sem fôlego.
Fechei minhas mãos em punho enquanto absorvia a sensação de suas mãos quentes em minha pele, inflamando todos os poros. Abri os olhos apenas quando senti repentinamente a sua língua substituir as mãos. Sua língua sugou suavemente o mamilo direito, e quando ele fora para o esquerdo, minha mão direita viajou para o seu cabelo, meus dedos correndo pelos fios cor de bronze enquanto ele chupava meu seio duro com a língua.
Ele depositou um beijo antes de afastar os lábios do mamilo e abrir os olhos para olhar para mim.
- Deite-se. – ordenou.
Desci minhas costas até o colchão, sentindo no segundo seguinte os lábios de Edward no meu ventre, sua língua circundando meu umbigo. Minha pele está em chamas e sinto o meu corpo entrar em combustão espontânea a qualquer momento. Suas mãos foram para cada lado da minha calcinha, e quando ele fez menção de puxá-las para baixo, levantei os quadris para que ele retirasse a única peça que restava para a minha completa nudez. Edward ergueu a cabeça e começou a descer lentamente a minha calcinha pelas minhas coxas, passando pelas pernas, e então eu estava finalmente nua. Para ele.
Seu corpo foi para trás e ele ficou de pé, olhando-me de cima a baixo fixamente. Seu olhar era tão quente e faminto enquanto me olhava, como se eu fosse o seu alimento.
- Vá para o meio da cama. – comandou com a sua voz rouca.
Vagarosamente atendi seu comando, puxando meu corpo para trás, para o meio da cama, descansando em meus cotovelos.
Ele continuou me fitando com seus olhos excitados, percorrendo as curvas do meu corpo, demorando-se na parte que chorava por ele.
- Você parece tão bem em minha cama. – murmurou, antes de dar um passo para frente e colocar os dois joelhos na cama.
Ele ainda me olha por algum tempo, suas mãos correndo pelas minhas pernas, indo até a parte interna da minha coxa, mas sem chegar perto do local onde eu mais queria.
- Edward... – gemi.
- Abra suas pernas. Quero ver se você está molhada para mim.
Abri as pernas como ele me pedira, e assim que o fiz os olhos de Edward cresceram e foram diretamente para o centro de minhas coxas. O seu pomo de adão subia e descia rapidamente e as suas narinas de repente estavam dilatadas.
Eu não estava apenas molhada. A umidade que escorria era tão grande que se eu ficasse mais tempo nesta posição, tenho certeza que molharia os lençóis.
Deliberadamente Edward levou os dedos até o meu sexo, pincelando-os de cima para baixo, e depois de baixo para cima entre minhas dobras, até seu polegar alcançar o meu clitóris. Choraminguei quando o dedo começou a fazer círculos.
- Merda, Bella. – grunhiu, fechando os olhos, sem parar o movimento dos dedos. – Tão molhada e inchada.
- Pra você. – cantarolei enquanto sentia o seu toque na pele sensível do meu clitóris.
- Diga isso de novo. – ele pediu, sem abrir os olhos.
- Pra você. É pra você que estou molhada, Edward.
Ele abriu os olhos e então recuou, saindo da cama e desabotoando a calça na minha frente. Seu dedo habilidoso descendo o zíper, baixando o jeans pelas pernas e levando junto a cueca boxer. Quase chorei com a visão do seu pênis ereto e inchado, curvado para o umbigo. Livre das roupas, ele saiu andando nu até a mesa de cabeceira, voltando com um preservativo. Seus dedos abriam a embalagem enquanto ele assistia no que parecia uma fome insaciável o meu sexo aberto, inchado e encharcado. Protegido, Edward subiu na cama, deitando o corpo sobre o meu, pressionando sua boca contra a minha. Fechei os olhos, beijando-o avidamente, nossas línguas deslizando-se uma na outra, minhas mãos correndo por suas costas. Gemi contra seus lábios ao sentir a ponta do seu pau roçar minha intimidade. Levantei os quadris e em seguida, abruptamente, Edward empurrou para frente, introduzindo seu membro nos meus músculos internos.
Ofegamos quando ele me penetrou.
Cristo! Como senti falta de tê-lo dentro de mim.
Nossas bocas estavam coladas, nossas respirações eram pesadas, e acho que o tempo parou nesse momento, porque até Edward permaneceu parado em meu interior.
- Incrível! – exclamou contra meus lábios em voz baixa, e então empurrou mais fundo.
Gemi em sua boca e as minhas mãos desceram até suas nádegas e o puxei contra o meu corpo, fazendo-o entrar cada vez mais fundo dentro de mim.
Edward leva a cabeça até o meu pescoço, plantando beijos molhados. Ele puxa lentamente os quadris para trás, quase saindo de mim por completo, deixando apenas a cabeça grossa do seu pênis, e em seguida empurra para frente com força, até finalmente começar a se mover para trás e para frente.
Edward se apoiou em um dos cotovelos, e enquanto bombeava dentro de mim, uma de suas mãos percorriam a lateral do meu corpo. Seus movimentos iam acelerando aos poucos, ao mesmo tempo em que ele sugava o meu pescoço, beijava a minha clavícula, a minha mandíbula.
- Coloque suas pernas ao redor da minha cintura. – sussurrou no meu ouvido.
Abri os olhos e encontrei os dele me fitando intensamente. Atendi a seu pedido, enrolando as minhas pernas na sua cintura, deixando as minhas mãos na parte de trás do seu pescoço. No instante seguinte, senti Edward me penetrando cada vez mais profundo.
Edward estava apoiado agora sobre os dois cotovelos, empurrando com velocidade para trás e para frente o seu pênis para dentro do meu corpo, e eu já podia sentir o meu orgasmo iminente.
- Oh... Edward. – gemi ao sentir as paredes do meu sexo se fechando.
Edward olhou para baixo, para o local onde estávamos unidos.
- Está perto?
- Perto... – rosnei, apertando meus dedos nos seus cabelos.
- Senti... falta... de assistir... enquanto... entrava em você. – ele diz em meio às estocadas e em seguida desvia os olhos do seu pênis me penetrando e me olha. – Senti falta... de você toda.
- Por favor... não pare. – imploro e fecho novamente os olhos.
Edward bombeou-me mais rápido, tão duro que os nossos quadris se chocando provocavam sons tão altos quantos nossos gemidos, além do barulho da cabeceira da cama batendo com força na parede.
Como previra, eu não estava muito longe e quando Edward avisara que ia gozar, senti o orgasmo me rasgar e um grito de libertação escapar da minha garganta. Segundos depois, após alguns impulsos, ele explodiu dentro de mim, afundando o rosto no meu pescoço e o peso do seu corpo desmoronando em cima do meu.
Lentamente, Edward retirou o pênis do meu sexo e desabou ao meu lado, puxando-me para deitar com a cabeça em seu peito, seu braço esquerdo ao redor da minha cintura, minha perna esquerda no meio de suas pernas. Ficamos assim, deitados e abraçados de olhos fechados, ainda respirando com dificuldade.
Quando o frenesi tinha passado e o silêncio era único no quarto, levantei a cabeça, descansando o queixo no seu peito, encontrando os seus olhos fechados. Quando me movi, a mão de Edward massageou suavemente o meu braço, isso significava que ele ainda não estava dormindo.
Lembrei de algo que deveria ter feito duas semanas atrás e pensei que talvez chegara o momento de retribuir.
Desvencilhei-me do braço de Edward, e fiquei de joelho na frente dele. Olhei para o seu pênis ainda amolecido e sorri com o pensamento de torná-lo duro novamente. Quando minhas mãos o tocou para retirar a camisinha, ele abriu os olhos. A expressão do seu rosto era de surpresa e dúvida enquanto eu dava um nó na camisinha usada e a jogava no chão.
- Acho que fiquei te devendo algo. – eu disse sorrindo, prendendo o meu cabelo no alto.
Vi o rosto de Edward se iluminar e um sorriso torto surgir em seus lábios.
- Se você insiste... – ele diz, colocando as duas mãos atrás da cabeça.
- Dever não é meu negócio. – digo e em seguida agarro o seu membro com uma de minhas mãos, e coloco a outra em sua coxa.
Comecei a acariciar o seu pênis, movimentando a minha mão para baixo e para cima, decidida a deixá-lo duro. Olhando para ele agora, fiz uma pergunta mental de como diabos aquilo coube em mim. O meu corpo era pequeno e ele era tão grande. De repente não consigo desviar os olhos dele, meus lábios salivam de antecipação. Eu realmente aprecio a idéia de colocá-lo em minha boca.
Quando sinto a dureza em minha mão, estimulo a sua glande com o polegar, sentindo o líquido pré ejaculatório, e um assobio escapa dos lábios de Edward.
- Isso é bom? – pergunto olhando-o nos olhos.
- Merda, sim. – ele lamentou, segurando com força o travesseiro debaixo da sua cabeça.
Eu o soltei por um momento e antes que ele protestasse, inclinei o meu corpo para baixo e passei a minha língua na ponta, fitando-o sobre os meus cílios.
- Isso é melhor? – questiono, girando a minha língua em torno de sua glande, lambendo com movimentos suaves de um lado para o outro, de baixo para cima.
- Jesus Cristo! – ele rosna entre dentes.
- Hum, Edward? – insisto, e então coloco alguns centímetros de seu pênis dentro da minha boca.
Ele ergue os quadris, colocando as mãos na minha cabeça.
- Puta merda! Sim. Sim. Bom demais. – grunhiu, acariciando os meus cabelos.
- Que tal se eu levá-lo um pouco mais fundo? – digo quando o tiro, e o introduzo novamente.
- Você vai me fazer gozar em sua boca. – ele ofega.
Ouvi atenciosamente o que ele acabara de dizer e por um segundo parei de bombeá-lo. Nesse segundo, o pensamento de que nunca havia permitido alguém gozar em minha boca antes me bateu, mas quando voltei a tirá-lo da boca e deslizei novamente para dentro, sentindo o seu pênis tocando o fundo da minha garganta, percebi que fazê-lo gozar em minha boca nesse momento era tudo o que mais queria.
Edward segurava o meu cabelo, que já havia se soltado, e discretamente suas mãos empurravam a minha cabeça para baixo. Olhei para ele entre os meus cílios, notando um maldito de um sorriso sexy entre seus lábios. Eu o tirei rapidamente da minha boca, fazendo um barulho de sucção.
- O que? – perguntei, franzindo a testa.
- Nada. – ele respondeu, sem tirar o sorriso do rosto.
- Não parece nada. – disse, voltando a colocá-lo no interior da minha boca.
- É só que... – ele fez uma pausa, quando comecei a acariciar suas bolas. – É bom olhar o meu pau fodendo sua boca. – completou e eu estremeci. Eu adorava quando ele falava sujo comigo.
Comecei a chupá-lo mais duro, e então o tinha cada vez mais fundo, enquanto rodava minha língua em torno dele.
- Jesus, Bella. Eu estou perto.
Suas mãos agarravam meus cabelos enquanto continuava as minhas ações de trazê-lo para dentro e para fora, sentindo sua ponta bater fundo na parede da minha garganta.
- Bella. – ele geme. – Bella, se você não parar eu vou gozar em sua boca. – sua voz era rouca e em tom de advertência, mas eu o ignorei. Gozar na minha boca era exatamente o que eu queria que ele fizesse então continuei.
Eu adorava os sons que ele emitia. Os grunhidos, gemidos, só me faziam impulsionar com mais vontade a minha cabeça para cima e para baixo do seu comprimento. Eu adorava saber que era eu a responsável por isso.
Levei uma mão até a base do membro inchado, investindo-o no fundo da minha garganta, usando meus dentes com cuidado, enquanto a outra mão continuava acariciando suas bolas. A respiração de Edward estava cada vez mais pesada, e quando o seu corpo começou a tremer, segundos depois ele explodiu, gozando violentamente em minha boca.
Senti o seu líquido escorrendo, e engoli tudo que ele me dava. Não era nojento como pensei. Era quente, salgado, e no final eu estava satisfeita. Quando não havia mais nenhuma gota, puxei-o para fora.
Dei uma olhada para Edward, que parecia desfalecido com a cabeça no travesseiro, olhos fechados e as mãos abertas na cama, respirando com dificuldade.
Sento sobre meus calcanhares e o observo soberba, sentido orgulho do que eu acabara de executar. Não pude evitar o sorriso largo em meus lábios.
Edward abriu um olho e o fechou novamente, sorrindo levemente.
- Vem cá. – ele diz e estica uma mão.
Seguro a sua mão e ele me puxa, para deitar-me em seu peito.
- Você foi incrível. – murmura, beijando o topo da minha cabeça. – Você sabe, eu não ia gozar den...
- Shhhh. – levanto a cabeça e coloco um dedo em seus lábios, seus olhos ainda estão fechados. – Eu quis fazer isso.
Ele abriu os olhos e me olhou sorrindo.
- Você me deixou acabado.
- Isso é bom. – digo-lhe e sorrio de volta, baixando novamente a cabeça e encostando-a no seu peito, ouvindo as batidas frenéticas do seu coração.
Ficamos naquela posição por um tempo. Minhas pálpebras já estavam se fechando e eu estava quase dormindo quando Edward tirou-me delicadamente do seu peito e se moveu para puxar o lençol para nos cobrir. Virei-me de lado, e ele veio atrás de mim, encostando o peito em minhas costas, colocando o braço na minha cintura e enterrando o rosto no meu cabelo.
- Boa Noite. – sussurrou contra o meu pescoço.
~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~
Sinto uma mão macia correndo pelas minhas coxas, pelos meus quadris e em seguida no meu ventre. Lábios quentes espalhavam beijos pelo meu pescoço, pelo meu ombro. Algo duro pressiona minhas nádegas, e a mão em meu ventre de repente está no meio das minhas pernas. Abro os olhos, desorientada, e então um feixe de luz quase me leva a fechá-los de novo. Sinto um dedo penetrando a minha entrada repentinamente e ofego. Outro dedo é introduzido e o meu gemido rouco torna-se audível.
Movimentos depois, a mão sai do meu sexo e pousa suavemente no meu queixo, virando lentamente o meu rosto.
E então o vejo.
Antes que qualquer pensamento me domine, sua boca está novamente movimentando-se contra a minha. Antes que eu pense que ainda estou dormindo e isso não passa de um sonho, sinto a ponta do pênis ereto de Edward em minha entrada.
- Quero você de novo. – o som queima em meu ouvido.
E então ele me penetra.
.
.
Ui. "Quero você de novo".
Genteeeee. Onde arrumo esse Edward?
Sério. Está escasso no mercado e juro, necessito urgentemente HAUHSUAHSUHAUSHUAHSUAHUS
Então, como havia dito nas notas iniciais, aguardo muitos reviews desse capítulo. Estou curiosa para saber o que vocês acharam da interação deles por toda a noite, e claro, na última parte. rsrsrsrsrsrs
Ah! E não esqueçam de ler minha outra história: Talvez Seja Amor.
Amo vocês!
Patti.
