Bad Things
por Miss Dartmoor
para Galatea Glax
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Disclaimer: Se eles fossem meus eu estaria vendendo filmes pornôs, e não escrevendo fanfics.
Sinopse: Uma brincadeira faz com que o público comece a cogitar a hipótese de J2 ser real, e isso muda a relação de Jared e Jensen para sempre. Agora só resta saber o que é mais importante: uma relação que pode dar certo, ou carreiras que estão em jogo.
Beta: Galatea Glax! :D
Shipper: Jared Padalecki e Jensen Ackles – Padackles, J2, Jsquared!
Spoilers: Sem spoilers, eu acho.
Avisos: Fique preparado para, conteúdo amoroso/sexual entre dois homens, Jared e Jensen. Jared/Genevieve e Jensen/Danneel, mas nada explicito. Eu não aconselho você, fã das garotas e sem senso esportivo, a ler essa fic. NC17|Slash|First Time. Contém Bottom!Jensen e Top!Jared, porque Top!Jared é Top!Jared e Top!Jared dispensa justificativas (É, eu gosto de ficar "falando" Top!Jared C:).
Capítulo 4.
Ele não estava olhando para Jared. Por mais que ele tentasse se obrigar a olhar porque ele deveria olhar, ele não conseguia. Não conseguia encarar Jared nos olhos e sabia que amanhã milhares de fãs estariam comentando sobre isso, porque os fãs, seus fãs, costumam notar coisas que pareciam absurdas demais de alguém notar. Eles notariam que Jensen estava corando, sentindo seu rosto esquentar a cada segundo que tinha que olhar para Jared. Eles notariam que Jensen não o estava encarando nos olhos, já que havia vários flashes de câmera fotografando aquele momento, várias provas de que Jensen não conseguia encarar Jared nos olhos.
Talvez eles notassem que Jensen estava segurando o microfone com mais força. Mas talvez eles não percebessem que Jensen estava respondendo cada pergunta sem prestar muita atenção, sem conseguir se lembrar dos nomes dos fãs e qual havia sido a pergunta a ser feita. Eles não poderiam ver o coração de Jensen batendo forte contra seu peito, não poderiam sentir o nó na sua garganta, a sensação que Jensen tinha de que havia um cubo de gelo emperrado na sua garganta.
Mas talvez eles notassem que Jensen estava passando mais vezes a língua pelos lábios num gesto de puro nervosismo. E sim, com certeza eles notariam que Jensen estava evitando falar com Jared no palco, já que isso é algo que ele nunca fez. Ele estava sempre falando com Jared, fazendo brincadeiras e sorrindo para ele. Eles estavam sempre interagindo, então com certeza eles reparariam que Jensen só interagia com Jared, agora, quando Jared falava com ele.
E ele se odiava por não conseguir fingir com perfeição que estava tudo completamente normal, e que aquela música, aquela performance fora só mais uma das brincadeiras de Jared e que não significava nada.
Deus, ele estava rezando para que seus fãs não notassem.
Jared tocou seu ombro, e Jensen teria se sobressaltado com o toque se seu cérebro não estivesse programado para agir normalmente, o mais normal possível. E agir normalmente significava que ele não deveria se afastar dos toques de Jared.
- Pergunta. – Jared disse, sorrindo para ele. Jensen tentou se concentrar na garota alta que estava segurando um microfone e sorrindo para eles, mas sua mente sem querer acabava se focando toda na mão de Jared ainda em seu ombro.
- Vocês sentem muita diferença quando há atores novos em cena? – Ela perguntou, e Jensen agradeceu a todas as entidades religiosas por aquela pergunta não tocar um ponto pessoal. Ele sempre se sentia desconfortável quando faziam perguntas pessoais demais para ele. – Sabe? Quando é apenas uma participação de um episódio... Não digo que seja ruim... Mas cada um deve ter um tempo, um ritmo, que inserido na rotina de vocês deve causar uma certa estranheza... Ou não?
A mão de Jared deslizou para suas costas e ele lhe deu um tampinha camarada ali, afastando sua mão de Jensen em seguida. Jensen ignorou o frio que sentiu na espinha, ignorou os batimentos cardíacos que tinham aumentado notavelmente quando a mão de Jared tocou seu corpo mesmo que por cima da sua camisa, e tentou pensar em uma resposta decente para a moça que deve ter dito o nome dela, mas Jensen estivera muito distraído para notar. Se não fosse por Jared, ele não teria nem escutado a pergunta.
Mas então quando foi pensar em uma resposta, percebeu que não se lembrava direito da pergunta. Na verdade era como quando ele lia algo, acabava de ler o parágrafo e se perguntava o que é mesmo que ele tinha acabado de ler. Ele tinha escutado a garota, mas parecia ter escutado com a cabeça em outro lugar.
- Ãh... – Ele olhou da garota, que os observava em expectativa, e então sem conseguir se conter encarou Jared que o observava de uma maneira normal, aqueles olhares que queriam dizer que Jensen teria que responder essa pergunta primeiro.
Segundos encarando Jared com uma cara de confusão foi o suficiente para fazer o moreno sorrir, mostrando as covinhas.
- Ela quer saber se é estranho ter um ator novo com a gente, gravando só um episódio. Já que a gente provavelmente já deve ter uma rotina entre os atores fixos, e o ator novo já deve ter suas manias e etc. Certo? – Ele sorriu para a garota antes de voltar com a mão para as costas de Jensen, dando outro tapinha. – Desculpa o Jen aqui, pessoal. Ele sempre fica meio abestalhado após minhas declarações de amor.
Jared disse aquilo de uma maneira divertida, e fez muita gente rir. Jensen sentiu seu rosto esquentar mais ainda e se inclinou um pouco para frente, perdendo o contato da mão de Jared nas suas costas.
- É... – Jensen disse, olhando para Jared e sorrindo. Mas em seu olhar havia um simples e ameaçador aviso de que era bom Jared dar a ré e não ultrapassar de novo a linha intitulada limite. – Porque você sabe que o caminho para o meu coração são serenatas de amor. - Jensen fez questão de parecer extremamente irônico.
Ele fez as pessoas rirem com o comentário. Jared riu também. Por um momento ele se sentiu mais confiante, porque agora não estava tão sem o controle da situação assim. Jensen detestava não ter o controle das coisas, detestava ter que dar um tiro no escuro. Incrível era ele se dar tão bem com alguém tão imprevisível feito Jared, e no começo ele achou que não daria certo, mas então percebeu que Jared era previsível. Previsível apenas para Jensen que o conhecia tão bem, mas agora? Agora era como se Jensen estivesse andando por uma avenida cheia de carros com uma venda nos olhos.
Jared o guiando. Jared o guiando talvez na direção de um caminhão.
- Então... – Ele continuou assim que a gritaria cessou. – É um pouco estranho sim. Eu e o Jared estamos acostumados a trabalhar 24 horas por dia juntos, então a gente já sabe as nossas manias, já tem aquela sincronia. Então, consequentemente, é um pouco estranho quando chega alguém novo com manias totalmente novas, e acho que não é só estranho pra gente, é pra eles também. Mas nós não sentimos uma grande diferença, até porque nós somos atores, a gente deveria estar acostumado a trabalhar com gente nova sempre.
Jensen sorriu, olhando de relance para Jared que o observava com extrema concentração. Só agora reparava que Jared sempre o observava quando ele respondia perguntas dos fãs, raramente desviando o olhar para a platéia.
- Mas aí eu acho que a gente só pensa que é estranho porque Jared e eu estamos sempre juntos, gravando. As cenas são quase todas com Sam e Dean. Mas não tem uma grande diferença, não. A gente se acostuma, e daí tem que se acostumar de novo com o outro ator que virá no próximo episódio.
Jensen sorriu outra vez, enquanto algumas pessoas riam do que ele disse. Ele encarou Jared daquela maneira que ele fazia quando queria saber se Jared acrescentaria algo à resposta, mas Jared apenas sorriu e concordou com um movimento de cabeça para a platéia, perguntando quem faria a próxima pergunta.
Daí, depois, quando outro fã já estava fazendo outra pergunta que Jensen tentava por tudo no mundo prestar atenção, ele se tocou que talvez tivesse sido esquisito da sua parte responder por Jared. Dizer "a gente" e "nós" quando poderia ter dito "eu". Ter dito "Jared e eu" quando a pergunta não era só sobre eles, já que havia outros atores fixos na série e talvez a garota quisesse saber se era esquisito como um todo. Até porque, nem tudo gira em torno dele e Jared, Jared e ele. Jared e Jensen.
A sincronia não deveria ser apenas entre eles, e sim a sincronia que eles tinham com os outros atores também.
Mas aí já era tarde demais, e mais uma vez, Jensen não tinha prestado atenção na pergunta.
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A pausa veio algum tempo depois. Jared e ele desceram do palco e sumiram do campo de visão da platéia. Antes mesmo que Jensen pudesse pensar no que fazer, ou dizer, Jared já estava conversando com outras pessoas ignorando completamente a existência de Jensen. Era como se ele soubesse o que estava por vir e quisesse adiar o momento.
E por mais que Jensen quisesse adiar esse momento para o dia de São Nunca, ele sabia que teria que conversar com Jared mais cedo ou mais tarde. Quanto mais pensava nisso, mais lembrava daquele choque por ter presenciado aquela cena, mais irritado Jensen ficava sem saber muito bem o porquê.
Mas ele precisava conversar com Jared. Tudo bem que só a ideia de conversar com Jared já deixava Jensen um pouco em pânico, porque os últimos dias se resumiram em climas tensos entre eles, tensão sexual, brigas, discussões, tensão sexual, Jensen fugindo de Jared a cada oportunidade que tinha e... Eu já disse tensão sexual?
Pois é, mas agora não havia escapatória. Eles tinham terminado nessa situação ferrada pra começo de conversa por não terem dialogado mais cedo, achando que fugir e fingir que o problema não existia fosse consertar tudo e fazer tudo voltar a ser como era antes. Eles teriam que conversar sobre isso mais cedo ou mais tarde e Jensen preferia que fosse cedo. Preferia conversar agora que estava no auge da sua raiva porque Jared tinha se declarado em público, em uma maldita convenção, já que assim ele não perderia tempo pensando a respeito, cogitando a hipótese insana e absurda daquela loucura acontecer, e daí terminar confuso, mais confuso ainda sobre o que sentia a respeito de Jared.
Era melhor conversar agora.
Se um simples abraço entre os dois já causava estardalhaço entre os fãs, Jensen nem queria pensar no inferno que seria a reação dos fãs por Jared ter cantado aquela música extremamente sugestiva para ele.
Aliás, por falar nisso, quem Jared pensava que era para cantar uma música daquelas – que ele dizia se lembrar de Jensen sempre que ouvia – no meio de uma convenção com centenas de pessoas insanas dispostas a registrarem esse acontecimento para o mundo todo? Jared tinha ficado de joelhos, Jared tinha o olhado intensamente enquanto estava de joelhos e dizia querer fazer coisas ruins com Jensen, que ele apostava que estavam no nível de coisas mais sujas e sacanas possíveis que Jared Padalecki poderia pensar em fazer e...
E, oh céus, era melhor ele evitar pensar nisso antes que sua mente cogitasse a hipótese insana e absurda daquela loucura realmente...
Onde Jensen estava mesmo? Ah, sim, conversar com Jared.
Jared havia cantado aquilo para ele. Jared que geralmente sempre cantava mal nos karaokê da vida. Ele tinha cantado aquela música em público e Jared realmente estava apaixonado por Jensen, esse tanto parecia ser um fato.
Jensen não sabia o que sentia a respeito disso. Sim, ele havia sonhado com Jared. Sim, ele havia batido uma enquanto pensava em Jared e Jared era um nome que estava sempre na sua mente nos últimos dias. Mas sentir atração por ele não significava que Jensen estava apaixonado por ele, não é? Não, não significava. Seria complicado demais se fosse, seria totalmente ferrado se o sentimento fosse recíproco. Jared estava só zoando com a sua cara, não é? Não é?
Jensen amava Danneel. Jensen amava Jared também, mas apenas como um amigo. Era preciso deixar isso claro.
Ele avistou Jared conversando com um grupo de pessoas. O sorriso nos lábios do moreno desapareceu quando ele bateu os olhos em Jensen. Jensen marchou na direção do amigo e assim que chegou perto dele, Jared abriu a boca para dizer algo, mas só abriu mesmo. Jensen não deixou tempo para Jared falar, o puxou pelo braço sorrindo polidamente para as pessoas com quem Jared estivera conversando - que olharam curiosamente para os dois. Ele puxou Jared ignorando os protestos do moreno e só parou de arrastá-lo quando avistou um banheiro.
Entrou no banheiro, caminhou até as cabines e verificou uma por uma. Sorriu triunfantemente quando viu que estavam sozinhos. Jared continuava parado em frente à porta apenas observando, sem se arriscar a dizer nada.
Quando finalmente ficou frente a frente com Jared, Jensen respirou fundo e disse da maneira mais séria e contida possível:
- O que você pensa que está fazendo? Sério, eu preciso entender, cara! Que porra você pensa que está fazendo? – Certo, talvez não tivesse sido muito contida, mas com certeza foi séria.
Jared colocou as mãos na cintura de uma maneira meio petulante, mantendo seu olhar nos olhos de Jensen. Ele pareceu ficar ligeiramente sem paciência com a pergunta de Jensen.
- O que você acha que é? – Jared perguntou, sem conseguir conter sua frustração. – O que você pensa que é, Jensen?
- Eu acho que você foi longe demais. – Jensen retrucou, se esforçando para manter o controle. – Acho que você passou dos limites. Caramba, sério, eu acho que a palavra "limite" nem faz parte do seu vocabulário a esse ponto!
Jared abriu a boca para protestar, mas Jensen continuou a falar. Visivelmente impaciente e frustrado, Jared se obrigou a calar a boca.
- Você está brincando com algo sério aqui, Jared. Passou pela sua cabeça que isso pode acabar com nossas carreiras?
Não sabia dizer se foi pelo seu tom, a maneira como disse aquilo, ou por ainda insistir que fosse uma brincadeira da parte de Jared. O que quer que tenha sido, tinha feito Jared perder a paciência e se irritar de vez. Ele não estava se preocupando em manter a linha da mesma maneira que Jensen estava agora.
- Cara, você é muito estúpido! – Jared disse entre quem quer rir de algo que não tem a mínima graça, e quem quer enfiar um pouco de juízo na cabeça de alguém. O que era engraçado, já que Jared era o único ali entre os dois que parecia ter perdido totalmente o juízo.
- Estúpido é você! – Jensen retrucou infantilmente, sentindo-se irritado pela teimosia de Jared. Eles raramente brigavam, e quando acontecia eram discussões idiotas que sempre acabavam esquecidas no dia seguinte. Mas essa? De alguma forma eles mais andavam brigando nos últimos dias do que qualquer outra coisa, e isso minha gente, é algo extremamente notável quando o assunto era a amizade de Jared e Jensen. – Que fez uma sacanagem dessas comigo! E o pior, sem nem pensar nas malditas consequências da sua brincadeira estúpida!
Jared se aproximou, e por um momento ele pareceu extremamente ameaçador com toda aquela altura e raiva que provavelmente estava sentindo. Mas Jensen não ousou recuar dessa vez.
- Porra, Jensen, você é um idiota! – Jared retrucou, elevando a voz de vez. – Eu vou ter que gritar pra você que te amo?! Porque sério, eu te amo. Eu estou entre pateticamente e perdidamente apaixonado por você, droga!
Jared parecia não se dar conta de que estava elevando a voz, e ele dizia aquilo falando alto e gesticulando com as mãos. Jared sempre fazia isso quando estava nervoso, nervoso ou seriamente irritado. Se Jared tinha conseguido mexer com Jensen, Jensen também tinha conseguido tirar Jared do sério.
- Quantas cantadas baratas? Quantos olhares, quantas dicas eu vou ter que te dar só pra você enxergar que isso não é a porra de uma brincadeira?!
Jensen abriu a boca uma, duas vezes, mas não disse nada. Ele percebeu que havia dado inconscientemente um passo para trás, se afastando de Jared no meio do choque. Porque era choque o que estava sentindo, agora. Qualquer dúvida de que aquilo pudesse ser uma brincadeira se perdeu totalmente. Jared podia adorar zoar com os outros só para poder dar uma boa risada, só para se divertir, mas ele nunca iria tão longe assim.
Jensen resolveu ignorar qualquer um dos seus sentimentos e pura confusão, conflito, e se escondeu atrás daquela máscara de segurança que era a fúria que ele deveria - e que estava - sentindo por Jared ter feito aquele ato impensado na frente de milhares de pessoas. Ele ignorou os batimentos cardíacos acelerados, e a parte insana do seu cérebro que queria desesperadamente que Jared chegasse mais perto.
- Nós estamos em plena convenção! – Jensen gritou, o que era extremamente notável já que Jensen não é o tipo de cara de perder a linha. – Em plena convenção, Jared! Têm uma pá de fãs lá fora, dúzias de repórteres e... E isso é sério, caramba!
Ele esperou por Jared gritar, mas isso nunca veio. Jared se calou, apertando os lábios num gesto de pura impaciência e irritação. Ele abaixou seu tom de voz, sorrindo de uma maneira quase incrédula:
- Você vai ignorar o que eu disse? – Aquilo teria irritado Jensen mais ainda, porém a maneira com que Jared disse aquilo, a maneira que ele olhou nos olhos de Jensen... Naquele segundo, aquele gesto, desarmou o loiro que tinha preparado outro argumento sobre o quão errado e ferrado aquilo era. – Você por um acaso ouviu o que eu disse?
Jared chegou perto, dando passos na direção de Jensen. Jensen se pegou recuando, sem conseguir desviar o olhar dos olhos de Jared. E o quão patético era isso? O quão patético era Jared ser capaz de desarmar Jensen assim, transformá-lo nisso? Nessa pessoa confusa, vulnerável e patética, que só conseguia pensar em Jared, Jared, Jared. Jared cantando para ele, Jared cometendo loucuras por ele e colocando Jensen acima da sua carreira. Jared se aproximando dele perigosamente enquanto sorria como se tivesse ganhado na loteria.
- Você está com medo, Jensen? – Jared perguntou suavemente. – Está com medo por que você sente o mesmo por mim?
Jensen sentiu seu coração na garganta e o mármore da pia atrás das suas costas. Ele engoliu em seco, querendo desesperadamente sair correndo dali para algum lugar seguro longe de Jared e daquelas sensações que o moreno o fazia sentir. Coisas que ele não deveria sentir e nem querer, coisas que ele nem deveria pensar a respeito.
Jared sorriu mais ainda, de uma maneira divertida e quase desafiadora.
- Você sonhou comigo aquele dia, não foi, Jensen? – Ele perguntou. Pergunta retórica. – Naquela noite em que eu...
- Não. – Jensen respondeu rápido demais, sentindo o cheiro de Jared, sentindo os pêlos da sua nuca se arrepiar diante do olhar de Jared. Era como um Déjà Vu, como quando Jared apoiou uma das mãos na pia se mantendo perigosamente próximo de Jensen, como naquele dia na cozinha quando ele cercou Jensen. Jensen sem perceber havia prendido a respiração.
- Sim. – Jared descordou, entrando com sua perna entre as de Jensen e Jensen soltou a respiração de uma maneira um pouco ofegante demais, fechando os olhos sem querer pelo toque. Droga, droga, droga. Ele deveria ser mais forte do que isso, essa era a hora em que ele deveria empurrar Jared e socar o amigo ou xingá-lo e...
Jared encostou sua coxa, que estava entre as pernas de Jensen, naquela parte em especial e foi impossível controlar o gemido que escapou da boca do loiro. Ele encarou Jared e viu os olhos do moreno escuros com algo muito parecido com luxúria, prazer, desejo e uma coisa quase insana. Seu olhar estava direcionado para a boca de Jensen que estava entreaberta.
Ele não ia conseguir. Deus, ele estava rezando para que Jared se afastasse, porque se ele não se afastasse Jensen não conseguiria empurrá-lo. Jensen não conseguiria parar aquilo antes que fosse tarde demais e...
- Jared... - Era para ser um aviso, uma súplica para Jared se afastar, mas soou rouco demais. Seu nome saindo da boca de Jensen chamou a atenção de Jared que o observou. Jared fez o mesmo movimento de antes com a perna e Jensen deixou escapar outro gemido. Era como se seu corpo todo estivesse sensível e isso não era simplesmente irônico? Bastava um toque de Jared para ele ficar excitado, e ele não havia conseguido nem se excitar quando sua namorada estava praticamente em cima dele e...
E a mão gigante de Jared estava na sua nuca, e então por entre seus cabelos puxando de leve e forçando contato visual. Jensen tinha certeza que havia gemido outra vez e era óbvio que Jared havia sentido o quão animadas as coisas lá embaixo na calça de Jensen estavam, porque o moreno sorriu um sorrisinho de lado extremamente satisfeito e simplesmente o beijou.
O beijou.
O choque inicial do contato dos lábios de Jared contra os seus fez Jensen segurar a camisa do moreno tentando afastá-lo. Mas o corpo todo firme e forte de Jared estava agora pressionado contra o seu e a língua de Jared tocava de maneira demandadora seu lábio inferior. Jensen sentiu seu corpo estremecer e seus joelhos quase cederem, a mão de Jared puxou de leve seu cabelo e Jensen gemeu entre o beijo e abriu um pouco a boca por causa do susto, ou simplesmente porque seu subconsciente queria desesperadamente que a língua de Jared invadisse sua boca.
A outra mão do moreno agarrou sua cintura e Jensen teria entrado em pânico quando sentiu a ereção de Jared roçando nele por cima do jeans e entre os tecidos das roupas, porém ele simplesmente agarrou firme a camisa de Jared enquanto o moreno o beijava de maneira intensa, forte, mapeando cada partezinha da sua boca, tirando o ar dos pulmões de Jensen.
Jensen teve um momento para pensar que estava tremendamente ferrado, mas daí no segundo seguinte Jared fazia aquele outro movimento de novo, roçando-se na sua ereção e Jensen não estava pensando em mais nada que exigisse muita concentração, e que fizesse sentido. Ele agarrou o cabelo de Jared e correspondeu ao beijo seguindo o ritmo intenso e esfomeado. Era como se beijar Jared agora fosse a última coisa que ele faria na vida.
Jared segurou com ambas as mãos sua cintura, e a força que ele colocou no aperto marcaria a pele de Jensen mais tarde, mas o loiro estava pouco se lixando para isso agora. Eles se beijavam com a mesma fúria com que estavam quase brigando agora a pouco, e quando Jensen puxava o cabelo de Jared era com a intenção de machucar, e quando Jared apertava sua cintura e pressionava mais seu corpo contra o de Jensen o empurrando contra o balcão, era com a intenção de machucar também. Machucar e marcar seu território de alguma maneira, deixando digitais pelo corpo de Jensen.
Os sons que Jared faziam estavam indo direto para as calças de Jensen e Jensen estava tão duro agora que chegava a doer. Era apenas um beijo, um maldito beijo e ambos tentavam tomar o controle da situação, ambos estavam tão envolvidos que por um momento Jensen se esqueceu completamente que estavam em um banheiro público.
Jared desviou seus lábios da boca de Jensen para seu pescoço e ele chupou aquela parte da pele com força, marcando. Jensen fechou os olhos com força e jogou um pouco a cabeça para trás, dando mais acesso a boca de Jared. As mãos do moreno pareciam estar em todo lugar, e agora em especial elas tinham entrado por dentro da sua camisa passeando pelas suas costas. Os toques fortes que marcariam a pele branca e sardenta de Jensen no dia seguinte.
Recuperando a respiração, Jared tornou a beijar Jensen engolindo o som de prazer que escapara da boca carnuda agora totalmente violentada pelos beijos. Uma das mãos de Jared deslizou até a coxa de Jensen e ele a levantou mais ou menos até sua cintura, se encaixando perfeitamente entre as pernas de Jensen, roçando sua ereção e grunhindo de prazer, engolindo cada gemido de Jensen e fodendo a boca do loiro enquanto fazia movimentos obscenos com os quadris que estavam levando Jensen à loucura.
Ele deveria achar estranho beijar Jared, mas de todas as palavras que poderia usar para definir aquele beijo, estranho nem era considerada. Jared continuava com seus movimentos e Jensen continuava a beijá-lo, os sons de prazer escapando da sua boca naturalmente e ele queria que o momento durasse. Deus, como ele queria simplesmente beijar Jared e dizer foda-se ao resto do mundo, mas...
Mas ele não podia.
Quando as mãos de Jared começaram a desabotoar os botões da camisa preta de Jensen, ele se deu conta do que estava acontecendo e onde estava acontecendo. Pensar que algum fã poderia entrar ali a qualquer segundo e filmar ou fotografar o momento - para depois compartilhar com o mundo inteiro o momento extremamente gay de Jared Padalecki e Jensen Ackles, acabando com a carreira de ambos -, teve o mesmo efeito que um balde de água gelada com cubos de gelo caindo em cima da sua cabeça.
Banheiro público, pelo amor de Deus.
Jensen segurou os pulsos de Jared aproveitando que o moreno estava mais concentrado com os botões e distraído, e empurrou Jared saindo de perto dele no mesmo segundo.
- Mas que...? – Jared estava dizendo, encarando Jensen como se ele acabasse de roubar o doce de uma criança. O loiro caminhou até a pia, apoiando-se nela e recuperando a respiração aos poucos. Jared fez menção de se aproximar, no que Jensen respondeu com um:
- Se você chegar perto eu vou socar sua cara e estou pouco me lixando se os fãs vão fazer perguntas. – Ele mal reconheceu sua voz, que estava rouca. Seu coração estava na sua garganta e Jensen sentia suas mãos tremendo. Ele tinha acabado de beijar Jared, ele tinha acabado de dar uns amassos em Jared num banheiro público.
O que ele disse fez Jared parar de andar. Jensen podia sentir o olhar do moreno sobre si, mas estava fazendo um ótimo trabalho em ignorar, molhando seu rosto e recuperando sua respiração.
- Você é hilário, sabia? – Jared retrucou, a voz ligeiramente rouca e carregada de ironia. – Numa hora você está correspondendo com extremo empenho, e na outra fingindo que...
- Estamos num banheiro público! – Jensen quase gritou, virando-se para encarar Jared. Ele não deveria ter feito isso, a visão de Jared com o cabelo meio desgrenhado, a roupa meio amassada e as bochechas coradas e... E com aquele volume na calça jeans que fez as bochechas de Jensen adquirirem a cor vermelho-púrpura.
Ele se concentrou em olhar para Jared, o rosto dele. Jared parecia extremamente frustrado agora.
- Numa convenção, em um banheiro público e... E... E se um fã aparecesse aqui?! Droga, Jared, droga. – Jensen passou a mão pelo cabelo, ficando de costas para Jared e se olhando no espelho pela primeira vez desde que entrou ali. Ele estava em situação pior que Jared. Sua camiseta tinha alguns botões desabotoados, deixando a mostra parte da outra camisa que Jensen estava usando por baixo. Seu cabelo estava desarrumado e suas bochechas coradas, fora que seus lábios estavam mais carnudos e avermelhados que o normal, isso sem falar da...
Da marca óbvia de chupão no seu pescoço.
- Então quer dizer que se não estivéssemos aqui você teria me deixado...?
- Não.
- Sério? Porque até agora pouco você estava bem animado em...
- Jared. – Jensen disse em tom de aviso. Jared bufou de raiva, mas se manteve calado. – Nós vamos voltar pra lá dentro de alguns minutos e... Droga, você me deixou um chupão no pescoço!
A indignação de Jensen não abalou o orgulho que Jared pareceu ter sentido pela simples menção do chupão.
- Nós vamos... Nós vamos conversar quando voltarmos pra casa. – Jensen disse, abotoando os botões da sua camisa e ajeitando a gola dela de maneira que escondesse a marca em seu pescoço que começava a ficar mais visível. Não escondeu totalmente. Ele tentou parecer um pouco apresentável, ignorando o olhar fixo que Jared o lançava.
Por fim, virou-se para Jared de volta.
- Cuida disso. – Ele disse, apontando para as partes baixas de Jared e corando mais ainda. Jared simplesmente sorriu.
- Não quer cuidar pra mim, não? – Ele retrucou, com um brilho estranho em seu olhar. Jensen corou mais ainda, se é que isso ainda era possível.
- Eu vou sair agora e você sai daqui uns 5 minutos. – Jensen disse, evitando olhar para Jared. Se o mais novo diria alguma coisa, ele resolveu que não já que quando Jensen abriu a porta deixando o banheiro público, Jared continuou em silêncio.
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N/A: Eu não demorei tanto assim, demorei? o_o Anyway... Um muito obrigada a Galatea Glax. Aliás, todo mundo deveria ir agradecer a Galatea porque sem ela Bad Things não seria Bad Things... Aliás, Bad Things nem existiria :D Essa fic é baseada nos desejos obscuros dela! u_u Quem gosta de Jared com barba? Quem? A Gah! xD Eu prefiro ele sem, ok, eu prefiro ele de qualquer jeito o_o' Tá, mas agora indo ao que interessa... Ah, antes, muito obrigada a todas as pessoas adoráveis que me deixam reviews! *-* É por causa delas que eu continuo a escrever! o/
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L - \o/ Que bom que tu tá gostando! *-* Eu só espero que você não queira bater no Jensen após esse capítulo! :x Ou no Jared... Algumas pessoas estão querendo bater no Jared! xD Muito obrigada pela review! Beeeijos :*
Camila – Eu não leio fanfics em espanhol... Eu só leio em inglês. Tipo, J2 e Wincest a grande maioria que eu li foram em inglês, tem muita fanfic boa em inglês 8D Acho que eu não leio tanto em português porque tem muito Angst e Drama por aí e eu não curto ler essas coisas não xD Ainda bem que você baixou! ò_ó Bom saber que você não desobedece autoras! 8D auhauahauhauah O fetiche de Jared com barba é todo da Galatea. Eu gosto do Jared de qualquer jeito, mas eu admito que prefiro ele sem barba! xD
Hahaha! Que bom que você gostou do momento do Misha! xD Eu adorei escrever aquela cena! *-* E eu falei pra baixar a música, né? Não ia dizer isso a toa! xD Beeeeeijos e muito obrigada pelas reviews! :3
Alexia – O seu "uiva pra lua" me lembrou a música! Auhauahuhauahauha Cara, acredite, como o Misha da fic mesmo disse, o amor vence! *brega* auhauahauhauaauaahuh Eu fico feliz que você tenha gostado do capítulo! Beeeeeeeijos e muito obrigada por comentar, amore! :333
Rubywinchester – O Jared já, já pega ele de jeito! :x Muito obrigada pela review! :333
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É isso! Até a próxima e mais uma vez obrigada por todo o apoio! Façam uma autora feliz hoje, deixem review! Juro que não mordo! :332
