It's Not A Fashion Statement

Capítulo Quatro

Por: Gustavo.Strawberry

Disclaimer: Os personagens e elementos de Gohou Drug pertencem à CLAMP. Essa fanfic não possui fins lucrativos – infelizmente. Possui conteúdo yaoi, ou seja, dois rapazes se abraçando, beijando e fazendo "coisinhas", que arrepiariam sua bisavó se ela lesse. XD

Resumo: Um misterioso serviço é deixado para Kazahaya. Uma simples caça ao tesouro. Mas será tão simples assim?!

Nos dias que se seguiram, Kazahaya tentou, inutilmente, voltar à mansão misteriosa. Rikuou, porém, sabendo da vontade do rapaz, deixava-o ocupado constantemente. Podia ser desde uma tarefa da farmácia, como checar o estoque, quanto uma coisa simples e idiota, como preparar o café – absurdamente adoçado – para Rikuou.

- Quantas vezes é preciso te dizer que são apenas duas colheres de açúcar?

Kazahaya fuzilou o moreno, e retrucou contrariado:

- Se você não se lembra, eu não tomo essa coisa escura e amarga, que você chama de café, estúpido!

- Você é tão inocente, às vezes, Kazahaya. Se soubesse as coisas maravilhosas que uma xícara de café proporciona a uma pessoa…

Rikuou conseguiu atrair a atenção do rapaz de orbes dourados para si.

- Como assim?

- Como assim? Você não sabe o que as pessoas podem fazer quando tomam muito café?

- Não, seu tapado! Diz logo!



O moreno aproximou-se devagar do rosto de Kazahaya e disse, lenta e sensualmente:

- Elas conseguem ficar a noite inteira… - as últimas palavras foram cochichadas ao pé do ouvido de Kazahaya.

- O quê?! – exclamou o mais baixo, corando furiosamente. – Isso é mentira, não é?

- Quer experimentar… hoje?

- Estúpido!

Na tarde daquele mesmo dia, Rikuou precisou deixar a loja para resolver um problema financeiro da Green Drugstore. Quando soube disso, Kazahaya teve seu humor alterado drasticamente.

- Não saia da loja, Kazahaya. – sentenciou o moreno, sério, enquanto se preparava para sair.

- E por que eu sairia da loja, imbecil?

- Seu interesse em voltar àquele lugar é tanto, que posso vê-lo gritando em seus olhos.

Inconscientemente, Kazahaya levou as mãos aos orbes dourados, tampando-os. Furioso por seu próprio deslize, o rapaz murmurou:

- Já disse que não tenho que te dar satisfação pra onde vou, ou pra onde devo ir…

- Satisfação. – resmungou o moreno contrariado. - Eu já te disse que posso não estar por perto todas as vezes que você estiver correndo perigo!

- Eu não preciso que me salve!

- Mas eu não quero te perder! – gritou Rikuou, explodindo pela primeira vez.

Os orbes dourados e esverdeados se encontraram. Os de Kazahaya suplicavam ao mesmo tempo em que tentavam transmitir segurança, enquanto os de Rikuou mantinham-se impassíveis.

- Então… Não saia da loja, por favor.

Kazahaya não respondeu.



Quando a sineta tocou, anunciando a saída do moreno, Kazahaya desabou em uma das caixas, apoiando a testa nas mãos. O que fora aquilo? O que estava acontecendo entre os dois?

Mas as dúvidas não assolaram a mente do rapaz por muito tempo, pois logo que se viu sozinho, o desejo em retornar a mansão voltou.

- Desculpe Rikuou, mas não prometi a você que não voltaria. – e caminhou até a porta, trocando a placa onde se lia "aberto", para a de "fechado".

Kazahaya utilizou a mesma passagem na sebe, para entrar na mansão. Dessa vez, a escuridão estava ainda mais densa, como se isso fosse possível. Ele caminhou lentamente pela grama alta, com os olhos atentos para qualquer movimento diferente.

Como na vez anterior, o rapaz adentrou pela janela, penetrando ainda mais naquele lugar misterioso. Porém, dessa vez, Kazahaya estava um pouco perturbado. A discussão recente, entre ele e Rikuou, aflorou algumas dúvidas que há tempos povoavam sua mente.

Por mais que o moreno fosse um chato e grosseirão, Kazahaya não esquecia que fora ele quem o salvara, não apenas uma, mas muitas vezes, e isso acabou criando um certo vínculo entre os dois. Mas não era apenas o sentimento de retornar as proteções de Rikuou, que abalavam Kazahaya.

A convivência, dia-a-dia, com o moreno, criara um laço mais forte entre eles, e Kazahaya não conseguia mais se ver sem a presença de Rikuou, nem que fosse apenas para xingá-lo por tê-lo acordado cedo.

- Chega de besteiras! – murmurou o rapaz de orbes dourados, ligando a lanterna que levara dessa vez.

Caminhando pela casa, Kazahaya não encontrou nada muito diferente da vez anterior. Resolveu, então, subir as escadas, para revistar o primeiro andar.

Os quadros no corredor davam um ar ainda mais fantasmagórico à mansão. Kazahaya estava com calafrios só de imaginar o que poderia existir por trás daquelas portas fechadas de madeira escura.

No final do corredor, ele encontrou um dos quartos aberto. Com cautela, esgueirou-se para dentro. O lugar era muito bonito, por mais e escuro e empoeirado que estivesse, o bom gosto e a nobreza na decoração era indiscutível.



Kazahaya estava tão admirado, que não notou algo no seu caminho – o gatinho perdido -, e tropeçou, caindo em cima da cama coberta de poeira.

E, imerso no poder das fortes vibrações que aquele lugar possuía, Kazahaya adormeceu.

- Então você voltou.

Chovia forte, e as gotas, que mais pareciam pedras, ricocheteavam na janela, produzindo um barulho alto na casa.

Trajando um vestido longo e vermelho, a mulher de cabelos negros caminhou até a cozinha, onde dois corpos pequenos jaziam, imóveis, no piso encerado.

- Tenho que sumir com isto. – comentou a mulher observando as duas crianças mortas com desgosto. – O porão deve servir.

E, sem titubear, arrastou os dois filhos para o porão da casa. Quando voltou para a cozinha, o barulho de pneus em atrito com cascalho chamou sua atenção. E, com um sorriso formado nos lábios, ela murmurou:

- Agora é a vez do meushow.

Comentário: Assustador não é?! Está acabando, não desistam ainda! O próximo talvez saia em duas semanas, assim como este. Mas é garantido! Está 70 concluído...

Continuem comentando! o/ - mesmo que não esteja merecendo muitos comentários –

Obrigado!

Beijos