Capítulo 4


Gostaria de mais uma vez agradecer os reviews! Apesar de eu ser totalmente apaixonada por esse casal (Snape e Mione) essa é a primeira fic que escrevo e é bom saber que vcs estão gostando! Ah, achei esse capítulo muito fofo... e já vou dizendo que tem umas cenas mais "quentes" no final. Espero novas reviews e sugestões! Bjs!


"Eu só posso ter ficado louca. Onde já se viu... beijar o professor Snape? Onde eu estava com a cabeça? O que ele deve estar pensando de mim? Que foi bom eu não posso negar... ou melhor, foi muito bom! Que idéia é esta, garota? Tenha vergonha na cara!" – Estes eram alguns dos pensamentos que se passavam pela cabeça de Hermione. Após beijar o mestre de poções e sair correndo a garota se fechou em seu quarto e estava totalmente perturbada. Resolveu que o melhor seria esperar que ele acordasse e pedir desculpa pela sua conduta totalmente imprópria.

Enquanto isto, Snape procurava descansar em seus aposentos. Hermione realmente era mais maluca do que ele imaginara. Primeiro saíra do conforto e segurança de sua casa no meio da madrugada para atender ao chamado de um assassino. Após escutá-lo, o compreendera, e ainda oferecera colo. Depois ajudara o homem mais procurado do mundo mágico a fugir de um bando de aurores enraivecidos levando-o ao banheiro feminino da Estação Central de Londres. Posteriormente, o trouxera para própria casa e o beijara. Realmente, ela só podia ser maluca. Mas que era uma maluca deliciosamente agradável também não havia dúvidas.

Desde o quinto ano de Hermione em Hogwarts, Snape já havia percebido que ela já não era mais uma menininha. Era uma jovem mulher e estava ficando muito atraente. Percebera algumas vezes os olhares que ela dirigia a Ronald Wesley. Este era um completo idiota em não perceber o que estava perdendo.

Depois da batalha no Ministério, onde Hermione fora ferida, Snape temeu pela vida dela. Chegou inclusive a se culpar por não ter agido de forma mais rápida, impedindo que o idiota do Potter levasse os alunos até a armadilha de Voldemort. Fez questão de preparar pessoalmente todas as poções que seriam utilizadas na cura da aluna e supervisionou sua administração. Claro que ele estava estranhando o próprio comportamento: a jovem era uma típica leoa grifinória, ou seja, deveria manter distância dela.

Ainda pensando em Hermione, Snape adormeceu. Estranhamente ele parecia ter encontrado um porto seguro nela, afinal, normalmente ele não pegava no sono tão fácilmente. Teve um sonho agradável, onde morava em uma bonita casa de campo localizada nos arredores de Hogsmeade. Morava alí com sua esposa - cujo rosto ele não pode distinguir – e também com um lindo casal de filhos – filhos que eram dele e de sua esposa e que nada tinham a ver com aquele monstro nazista a quem ele uma vez jurara lealdade.

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Já estava quase anoitecendo quando Snape acordou. Sentia-se totalmente revigorado. Não conseguia discernir o motivo, mas tinha certeza que poderia enfrentar dezenas de cruciatus e continuar feliz.

Levantou-se, penteou os cabelos e executou um feitiço de limpeza em suas vestes. Estava na casa onde morava uma bruxa maior de idade, então, mesmo estando em um bairro trouxa, com certeza um feitiço de limpeza não chamaria atenção.

Ao sair do quarto, Snape viu Hermione na sala. A garota estava sentada no sofá lendo "Hogwarts uma História".

- Até onde sei você já leu este livro antes Srta. Granger. Afinal, ele é indicado como leitura complementar do primeiro ano.

- Sim professor. Eu já li. Mas desde que Harry contou sobre a fissura que Voldemort tem com a escola, tentei pesquisar o máximo possível sobre ela. Talvez assim seja possível encontrar alguma pista sobre horcruxes.

- Em primeiro lugar srta. Granger, não sou mais seu professor. Portanto, não me trate como tal. Em segundo, acho que você faz bem em pesquisar, mas provavelmente não encontrará nada neste livro além do que já sabe.

- Tudo bem, senhor. Gostaria também de me desculpar por minha conduta inadequada hoje mais cedo. Por favor, não gostaria que o senhor pensasse mal de mim.

- Não se preocupe srta. Na verdade, tenho muita coisa mais importante com o que me preocupar. você sabe quando será a próxima reunião da Ordem?

- Sim senhor. Enquanto o senhor descansava, recebi uma mensagem do patrono da profa. Minerva. A próxima reunião será amanhã a noite. Na verdade, será a primeira reunião desde a morte do professor Dumbledore.

- Ótimo. Gostaria que você sugerisse ao Potter que aprenda feitiços não verbais e também oclumencia com Alastor Moody. Com certeza dentro da Ordem ele é um dos poucos que possui tais aptidões. Em segundo lugar, gostaria que você aprendesse tais feitiços comigo. Estamos vivendo em uma guerra e com certeza, por ser tão próxima ao Potter, a srta. é um dos principais alvos do Lorde Negro. Se ele souber que estamos debaixo do mesmo teto, pode ser muito perigoso.

- Tudo bem senhor. Falarei com o Harry a respeito disto amanhã. Quanto a mim, será muito bom ter o senhor como professor mais uma vez, mas... como você mesmo disse, estamos debaixo do mesmo teto. Será que não podemos nos tratar por nossos nomes?

- Bem srta. Granger, não sei se isto é necessário. Mas, depois de tudo o que aconteceu nas últimas 24 horas, não vejo problemas que, em particular, você me chame pelo meu nome.

Hermione sentiu vontade de dar um abraço no professor, mas lembrando-se do peso na consciência que ficou depois do rápido beijo, apenas sorriu para ele.

Esforçando-se ao máximo para parecer natural, o mestre de poções falou:

- Não sei quanto à você, Hermione, mas eu estou faminto. O que acha de sairmos para jantar?

- Eu acho ótimo Severo – disse a moça ainda um pouco insegura pela intimidade. Aqui perto tem um restaurante de culinária francesa muito agradável.

- Ótimo. Vamos então. Eu não disponho de muito dinheiro trouxa aqui comigo, mas com certeza é o suficiente para esquecermos, pelo menos essa noite, que estamos em guerra. Se não for muito incomodo, gostaria de te pedir que fosse até o Gringotes amanhã e retirasse dinheiro da minha conta. Não quero proporcionar nenhuma despesa a você e sua família.

- Tudo bem, Severo. Amanhã discutimos isso. Vamos jantar?

OoooOoooOoooOoooO

Hermione e Severo saíram para jantar. Caminhavam tranqüilamente pelas ruas de Londres. Os dois andavam lado a lado. Não conversaram durante o percurso, mas estavam apreciando muito a companhia um do outro. Quando em tempos de Hogwarts – ou seja, há uma semana atrás – alguém poderia imaginar que isto estaria acontecendo?

Chegaram à um charmoso restaurante. Não era um ambiente requintado, mas tudo era muito limpo e bem decorado. Hermione pediu um prato composto por frutos do mar e uma salada bem colorida e vinho branco para beber. Severo, por sua vez, não exagerou quando disse estar faminto. Olhou para o cardápio e pediu o prato que lhe pareceu vir maior quantidade de comida. Para beber, como sempre, só poderia ser wisque.

Durante o jantar, Severo contou várias coisas de sua vida à Hermione. Contou sobre como era Hogwarts em seu tempo de estudante bem como sobre os rumos de suas pesquisas como mestre de poções. Por incrível que pareça, Hermione se divertiu bastante. Não apenas aproveitou para gravar todos os detalhes acadêmicos da conversa, como pode constatar que Severo amava o que fazia. Ele tinha paixão em lecionar e tinha paixão por poções. Hermione também pode perceber que nos poucos momentos em que vira um tom de sarcasmo na voz de Severo durante a noite, ao mesmo tempo ele sorria, mostrando apenas um senso de humor bem diferente do normal.

Severo, por sua vez estava encantado pela companhia de Hermione. Quando poderia imaginar que a Intragável Sabe Tudo não tinha nada de intragável? Ela era divertida, compreensiva, inteligente e – por que não? – era linda! No fundo, ouvia uma voz lhe dizendo para se afastar e não se envolver. Estar com ela significaria machucá-la. Perante todos, ele era o pior dos comensais, o maior dos seguidores de Voldemort. Mas, estranhamente, parecia que o encanto que ele vinha sentindo pela mulher era maior que sua razão. Isso era realmente inusitado. Ele nunca havia se sentido tão a vontade com uma mulher antes. Claro que já tivera relacionamentos antes, mas nunca sentira nada duradouro por ninguém e há muito tempo sua satisfação com as mulheres nunca ia além de uma noite de sexo. Nunca encontrara alguém com que quisesse passar mais tempo. Nunca encontrara alguém suficientemente inteligente para que pudesse dividir a vida.

Terminaram de jantar. Snape pagou a conta e deixou uma generosa gorjeta. Saíram do restaurante conversando amenidades. Hermione estava um pouco tonta por causa do vinho que não estava tão acostumada a tomar. Mas, como dissera Severo, aquela era uma noite em que queria esquecer que estavam em guerra. Queria agir como uma simples mulher trouxa.

Chegando ao apartamento, Hermione se atrapalhou um pouco com as chaves e Snape prontamente pegou-as, segurando as mãos de Hermione bem mais que o tempo necessário. Aquele contato pareceu causar um leve choque elétrico a percorrer todo o corpo da moça. Entraram no apartamento sem acender as luzes, deixando que o ambiente fosse iluminado apenas pela luz do luar que entrava pelas janelas. Estavam muito próximos e Snape não escondia o olhar devasso com que observava Hermione. Deixando-se levar por seus desejos, Snape tomou Hermione em seus braços e a beijou. A jovem surpeendeu-se com a atitude do mestre de poções, mas, inevitavelmente, como se não houvesse nada que pudesse fazer para que isso não acontecesse, correspondeu ao beijo de forma doce e profunda. Uma das mãos de Snape acariciava a nuca da garota, enquanto a outra se encontrava por baixo da blusa dela apertando delicadamente seus seios firmes. Hermione se deliciava com as carícias de Snape e também por perceber o prazer que estava proporcionando a este. Sim, o volume entre as pernas dele era mais que evidente.

Os momentos que se seguiram foram de puro prazer. Snape pegou Hermione no colo e a levou para o quarto onde estava hospedado. Delicadamente colocou-a sobre a cama e sentou-se ao lado dela tirando as próprias vestes, permanecendo ainda de calça. A blusa e a saia dela desapareceram num toque de mágica e Snape beijou e acariciou cada pedaço de pele que estava descoberto. Retirou o sutiã e calcinha da garota, observando cada detalhe daquele corpo. Continuou beijando-a detendo-se de forma demorada em cada um dos seios. Continuou com os beijos e carícias descendo por sua barriga, como que fazendo uma trilha até chegar ao seu sexo. Assustou-se quando percebeu o quanto a garota era apertada e imaginou que ela ainda devia ser virgem. Ficou alí beijando, acariciando e aproveitando-se de sua intimidade por um bom tempo, até sentir que ela atingia o orgasmo.

Hermione se contorcia de prazer. Jamais poderia imaginar que o professor Snape pudesse proporcionar sensações tão boas assim em alguém! Ela estava vivendo um momento mágico. Nunca havia tido contato tão íntimo com um homem antes. Haviam rolado alguns amassos com Vitor Krum. E, é verdade, ela já havia se masturbado uma vez pensando no Rony... mas nada se comparava àquilo! Era muito bom e ela não queria que acabasse. Tudo bem que ela havia atingido o clímax, mas ainda não havia chegado ao fim que sabia que ambos desejavam.

Hermione abraçou Severo como se nunca mais quisesse estar longe dele. O beijou com paixão, olhando em seus olhos. Severo, por sua vez, tentando se controlar ao máximo, perguntou ainda:

- Você tem certeza?

- Acho que essa é a única certeza que tenho no momento Severo.

Era o que bastava. A calça que Severo ainda usava simplesmente desapareceu e no instante seguinte ele estava nu sobre o corpo dela. Penetrou-a lentamente, sentindo que ela se abria para ele. Viu a expressão de dor misturada com prazer na face da garota e a beijou. Quando sentiu que ela estava acostumada com ele começou a se movimentar, a princípio sem pressa para não machucá-la. O ritmo dos movimentos foi aumentando até que os dois, exaustos, chegaram ao clímax juntos.