E após de duas semanas de espera, aqui está o quarto capitulo! :D

Disclaimer: I don't own One Piece.


Capítulo 4: Um encontro inesperado.

Sanji e Nami já tinham os Pass Cards, continuavam a correr, simplesmente tê-los não era suficiente, ainda tinham de os definir como seus antes de saírem.

-COOL BALL! – sai uma bolha fria da mão esquerda de Nami, começa a aproximá-la do Pass Card.

-CUIDADO, NAMI-SAN! –grita o loiro.

De repente um buraco abre-se por debaixo dos pés de Nami e esta cai. Ouve-se a ruiva a gritar.

-NAMI-SWAN, ESPERA POR MIM! – avisa atirando-se também lá para baixo.

Enquanto caia, Sanji repara que estão dentro de uma caverna cheia de estalactites e estalagmites. Era um lugar realmente espaçoso, quem diria que havia tudo aquilo por baixo do chão.

-Sky Walk! – murmura e começa a caminhar no ar. Procura pela sua amada com os olhos, não demora muito a encontrá-la.

-NAMI-SWAAAN!

A ruiva olha para o loiro nervosamente – "Aquele baka…" – começa a fazer gestos com os braços a tentar que ele se calasse – "Cala-te ou vão descobrir-nos!" – continua a pensar.

Sanji percebe a mensagem e fez silêncio. Vai ter com Nami.

-Passa-se algo Nami-san? – pergunta baixinho.

-Este lugar não é seguro! Temos de ir!

O diabo consente com a cabeça.

Não muito longe dali, ainda na caverna:

-Eu ouvi alguém, acho eu… - diz um demónio-tritão.

(Nota: Demónios e diabos são diferentes, demónios são criaturas não-humanas que morrem e vão parar ao Inferno. Como por exemplo, tritões.)

-Não precisas de achar! Tem aqui alguém! E eu sei quem é. – afirma outro demónio – Anda! – Caminham os dois na direcção da voz que tinham ouvido.

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Nami mantinha-se sempre com uma postura firme, não gostava daquele lugar, trazia-lhe más recordações. Não era anormal haver lugares que lhe trouxessem más recordações, afinal estava no Inferno. A ruiva olha fixamente para o buraco de onde tinham vindo, Sanji mantinha-se calmo. Não tinha receio do que pudesse acontecer, podia até não estar num lugar seguro, mas não via razão de ficar nervoso. Protegeria a sua companheira se algo acontecesse.

-Ikusou! – exclama a diaba do clima. Abre os braços preparada para utilizar os seus poderes.

-MATE! – grita um homem com uma voz rude.

Nami fica arrepiada, os seus olhos abrem-se muito, não se move – "Não… Ele não!" – pensa mantendo-se quieta.

Os dois demónios param de andar mantendo-se a certa distância. Nami começa a mover-se hesitantemente. Ao avistar as duas figuras dá um passo atrás. Continuava com uma expressão firme e séria. Não podia mostrar fraqueza! – "Porquê que tinha de ser ele?" – pergunta-se.

-Há quanto tempo não te via… Nami! – afirma o demónio que tem nariz pontiagudo.

-Arlong… - diz ela com desprezo.

Sanji pôs-se à frente dela. Aquele olhar por parte da sua amada era suficiente para que não suportasse os dois demónios à sua frente – Nami-san, deixa-me tratar disto!

-Oh! Alguém aqui tem coragem! Ou será apenas estupidez? – goza Arlong.

-Demónio merdoso! – grita o loiro aproximando-se para dar um pontapé ao demónio que é defendido com o braço – "Nani!? Ele é forte!"

-HACCHI! –chama Arlong – Trata da ruiva!

-Yoshi! – assente.

"Nami-san!" – pensa Sanji olhando para a companheira que ia ser atacada – "Tenho de o impedir!"

Deu um pontapé nas cinzas, atirando-as para os olhos do seu inimigo, que os fecha.

O diabo corre em direcção da sua amiga. Chegando perto do demónio salta para lhe dar um pontapé.

-MOUTON SHO…

Nesse momento recebe um murro de Arlong que o atira contra um pilar de rocha magmática que se desmorona em cima dele.

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Nami estava a sair-se consideravelmente bem, utilizava Mirage Tempo: Fata Morgana para criar várias Namis e tornar-se invisível, Hacchi usa as suas oito espadas para tentar acertar na verdadeira.

-Porquê que nos tentas acertar, Hacchi? – pergunta uma das ilusões de Nami.

-Tenho de tratar da ruiva, o chefe mandou. – explica parando de se mover.

-Ruiva!? – espanta-se outra.

-Qual delas? – questiona-se uma mais ao longe.

-Hum… - o demónio começa a pensar olhando para todas elas, coça a cabeça – Eu não sei…

A verdadeira Nami começa a sorrir, por cima deles estava a ser formada uma nuvem negra.

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A luta para Sanji não estava a correr bem, Arlong era muito forte, o esperado vindo de um demónio-tritão. Se tivesse sangue estaria bem ferido. O loiro esquivava a máximo que podia os ataques do demónio.

-AHAHAHAHAH! Isto está a ser divertido! Mas quanto mais tempo é que achas que consegues esquivar aos meus ataques?

Sanji salta e dá-lhe outro pontapé.

-VEAU SHOT! – não faz efeito, o tritão atira-o para longe, Sanji cai de pé – "Chikushoo! Não devia tê-lo subestimado. É melhor avançar para outro nível." – pensa. Levanta a perna.

-Isto foi divertido, mas começa a fartar. Já é hora de eu acabar com isto!

-DIABLE JAMBE! – a perna de Sanji começa a brilhar – Não! Eu é que vou acabar com isto!

Aproxima-se velozmente do inimigo.

-ÉPAULE!

Desta vez dá algum resultado, Arlong perde um pouco de equilíbrio.

-GIGOT! – o loiro consegue atirar Arlong a oito metros de distância – "Bolas! Não é suficiente…"

Em seguida, Arlong começa a levantar-se, tinha uma expressão furiosa.

-Agora, estás-me a irritar!

Tenta morder Sanji que se esquiva correndo de costas.

"Quer-me morder!?" – pensa. Não se apercebe que por trás dele há uma coluna.

Estão os dois a uma curta distância um do outro, Sanji encontra a coluna ao bater contra ela.

Era a oportunidade de Arlong, ele tentou morder o diabo, mas este baixou-se rápido. Em vez de Sanji, mordeu a coluna, esta não durou muito porque a mordida a destruiu.

-TENDRON! – grita Sanji assertando na maçã-de-adão do inimigo, atirando-o para trás e fazendo –o cair. O loiro afasta-se um pouco.

Arlong levanta-se, aproxima as mãos da própria boca e retira os dentes.

"NANI!? Tirou-os!?"

Novos dentes crescem rapidamente, Arlong também os retira para serem substituídos por outros. Estes dois conjuntos de dentaduras encontram-se agora nas mãos do demónio.

-Surpreendido? Sou um tubarão, posso retirar os meus dentes quantas vezes quiser, apenas me nascerão automaticamente dentes mais fortes.

Sanji tira o cigarro da boca e expele um bocado de fumo. Olha fixamente para o seu adversário fixando o seu objectivo – "IKUSOU!" – rapidamente aproxima-se do demónio, prepara-se para lhe dar um chuto – RECEPTION! – ia acertar-lhe, quando é parado pela mão de Arlong, aliás, pela dentadura na mão dele.

-AAAAAAAAAAH! – grita de dor.

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Nami estava de novo com dificuldades.

-São todas ruivas, por isso, posso atacar todas! - o polvo ataca à toa com as suas oito espadas.

"Não vale a pena esconder-me mais. O tempo está a acabar!" – a ilusão desaparece fazendo a verdadeira Nami ficar visível e as outras desaparecerem.

-ESTÁS AÍ! – grita apontando para Nami. Começa a correr na direcção dela.

A diaba aponta o indicador para cima – Thunder Ball! – deste sai uma bolha eléctrica que se dirige lentamente para cima – "Vai ter de chegar…" – Gust Sword! – liberta vento pelas mãos para afastar as espadas de Hacchi. Os jactos de ar saem com tanta potência que conseguiram afastar o próprio demónio.

-THUNDER BOLT TEMPO! – a nuvem soltou um enorme relâmpago, Hacchi caiu no chão inconsciente.

-Que desperdício… Nem gosto de polvo frito.

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Agora Sanji não tinha apenas uma mordidela, tinha quatro: Duas na perna esquerda, uma no peito do lado direito e outra no braço esquerdo. Mas mesmo com tudo isso não se rendia. As coisas não andavam assim tão más, ainda tinha a perna direita, e enquanto sobrasse uma perna a esperança não desapareceria. Nem a esperança, nem a motivação.

Salta no ar, gira o seu corpo para dar impulso. A perna ainda se mantinha em modo Diable Jambe e com toda a força que tinha direccionou o chuto em direcção do pescoço.

-COLLIER SHOOT!

O pescoço de Arlong vira-se antes do impacto e ele abre a boca. Sanji já sabia o significado desta acção, mas era demasiado tarde para parar.

Foi mordido pela quinta vez, mas esta mordida era diferente, nenhuma das outras tinha sido tão forte quanto esta.

-AAAAAAAAAAHH! – não conseguiu deixar de gritar, tentava soltar a perna direita mas de nada servia. Tinha agora as duas pernas feridas e por muita que desse pontapés com a perna esquerda, estes não tinham a força suficiente.

A expressão do demónio tinha mudado, ria-se sem largar a perna e o olhar dele era realmente assustador.

Nami vira-se imediatamente em direcção da outra luta, vê o seu colega a ser mordido e a gritar – "Eu sabia que ele não tinha hipóteses…" – pensa com um ar sério e calmo, vira-se de costas – "Tenho de sair daqui!"

Olha para o buraco de onde tinha caído, abre os braços para realizar a técnica. Estava pronta, bastava activar os seus poderes, mas porque não o fazia? Não tinha porque continuar ali! Ou tinha? – "Vá lá Nami! Mexe-te!" – pensa a diaba.

Sanji foi solto, mas de pouco lhe servia, mal se conseguia manter de pé – "Ainda não posso desistir… A Nami-san ainda está aqui. Se eu não o posso derrotar, quanto mais ela…" – tenta continuar a lutar utilizando os braços como apoio, não lhe servia de muito dar chutos com as pernas feridas. O demónio atirou Sanji para longe sem piedade, este já não se conseguia mover com o impacto, manteve-se deitado no chão tentando levantar-se sem resultado.

Nami vira-se de novo para a luta, agora chateada – "Aquele baka…" – pensa. Corre em direcção dos dois, levanta uma mão – MIRAGE TEMPO: FATA MORGANA!

As miragens da ruiva voltam a aparecer e rodeiam Arlong. A verdadeira mantem-se visível e aproxima-se do loiro.

-Nami-san, não te preocupes comigo! Podias ter fugido! Eu disse que tratava disto! – afirma ele, mas pensa nalgo diferente – "A Nami-swan estava tão preocupada comigo que voltou para trás! Não suportou a ideia de que o seu amado podia ser torturado, cortado em pedacinhos e servido como jantar. Oh, a Nami-san ama-me tanto…" – não consegue deixar de fazer uma cara parva de felicidade que tirava a diaba do sério.

"Eu sabia que devia ter ido…" – pensa com uma veia acentuada na testa. Vira-se de costas – Vamos embora! – diz com uma voz fria e decidida.

Sanji fica em love mode – Hai, Nami-swan! Tudo o que quiseres! – levanta-se num salto esquecendo-se das feridas. Não demorou a cair, mas Nami segura-o – Estou tão feliz por teres impedido a minha queda Nami-swan! Mereces um beijo! – prepara-se para beijá-la. Nami acerta no estomago de Sanji com o joelho, deixando-o inconsciente.

-Baka… - murmura a ruiva.

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Arlong mantinha-se parado, de braços cruzados e a sorrir malignamente. As ruivas à sua volta criavam uma nuvem escura que se tornava cada vez maior – AHAHAHAHAHAHAH! – ri-se – "Que ilusão obvia… Pode até ir-se embora agora, mas eu sei exactamente para onde ela vai. E vou estar lá para a cumprimentar."

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-GUST TORNADO! – surge um furacão por debaixo da diaba do clima fazendo-a subir, leva o diabo com ela segurando-o pela roupa. Ao sair dá uma bofetada a Sanji para acordar.

-Nami-san, és tão linda quando me bates!

Nami larga-o – Não pense que te ajudo mais. Caminha por ti próprio!

-Nunca tive a intenção de cansar as tuas belas pernas dessa forma… - o loiro levanta-se com dificuldade, mas consegue. Tinha a sorte de já estar morto, isso dava-lhe mais resistência.

Foram os dois a correr o mais rápido que puderam. O rapaz não ficou para trás, ter um braço livre ajudava. À sua passagem os portões abriram-se. Pararam de correr antes de passarem por eles.

-NÃO PASSES! – grita Nami apanhando Sanji desprevenido – Ainda não definimos os Pass Cards como nossos!

-Como assim?

-Temos de encostar os nossos poderes a eles.

-Não percebi!

-Eu mostro! Cool Ball! – encosta a bolha fria no Pass Card, este dissolve-a. O cartão passa a ter uma fotografia de Nami e o nome dela – Como podes ver o Pass Card não foi afectado pelos meus poderes. Os Pass Cards não podem ser destruídos, eles absorvem os poderes do diabo e é através disso que nos reconhece.

-Ou seja, só preciso de pisar o Pass Card em modo Diable Jambe e ele passa a ser meu.

-Percebes-te bem!

Sanji faz o que disse e o cartão passa a ter uma fotografia dele e o nome dele – E agora, Nami-san?

Estás a ver aquela rachadura no chão? – aponta fazendo o colega olhar – É um elevador de magma, se formos lá para cima leva-nos à superfície pela preção que o magma exerce na rocha. – começa a caminhar até à plataforma de pedra – Anda!

Suportando as dores segue-a. Encontrando-se os dois lá em cima a rocha começa a subir a uma velocidade avassaladora, deitando-os ao chão.

Iam agora em direcção do desconhecido!


Vou parar de pôr as traduções. Se quizerem saber vão ao tradutor do google ou ouçam com atenção os fantásticos episódios de One Piece! :)

Esta foi a primeira aparição de Arlong, não será a última por isso esperem por mais. Eu sei... Não sou boa nas cenas de luta! -.-' Sorry!

Se calhar acharam estranho a Nami e o Sanji terem que definir os cartões como seus e o Luffy e o Usopp não. Isso tem uma explicação lógica! No Paraíso é tudo mais organizado do que no Inferno, por isso quando nasce um novo anjo é-lhe retirado uma amostra dos seus poderes e guardada. É essa amostra que é utilizada nos Pass Cards!

Alguma dúvida que tenham perguntem nos comentários! ;)

E o mais importante de tudo: Review, please!

Não imaginam como é importante para uma escritora ler os comentários dos leitores! Principalmente uma escritora portuguesa, nunca há muitos reviews. :(