Título: Vida bandida – Capítulo 4

Fandon: Supernatural

Autora: Mary Spn

Beta: Miss Dartmoor

Personagens principais: Jensen / Jared / Katie

Sinopse: Jared Padalecki é um vigarista; junto com Katie, ele vive uma vida de luxo, sem regras. Mas é ao conhecer sua próxima vítima de golpe, Jensen, que as coisas fogem um pouco do seu controle.

Avisos: Trata-se de Universo Alternativo, Jared e Jensen são apenas personagens desta fic. Contém cenas de relação homossexual entre homens. Não gosta, não leia!

Agradecimento: Meu agradecimento especial ao Peu Wincest pela capa da fic e a minha beta, Miss Dartmoor, afinal a ideia desta fic surgiu depois de uma conversa com ela no MSN.

Capa da fic: http: / / img837 . imageshack . us / img837/3820 / vidabandida . jpg (tirando os espaços).


Vida Bandida

Capítulo 4

Na sexta à noite Jared voltou para o hotel, não acreditando quando viu Katie novamente entretida com seu notebook.

— O que você está fazendo? — Jared se aproximou e lhe deu um beijo estalado no pescoço.

— Pesquisando alguns contatos.

— E pra quê? O nosso trato não foi de que o Jensen seria o último?

— Eu sei, mas pro caso de não dar certo, nós temos que ter outras opções, não é?

— Vai dar tudo certo, ok? Agora larga isso aí, chega de se preocupar com dinheiro.

— É só pra passar o tempo, Jay! Me deixa em paz! — A loira disse, irritada.

— Katie, por que você só não relaxa um pouquinho, hein? Aproveita pra tirar umas férias, ou então sair com alguém só pra curtir.

— Pra curtir?

— É, você já se esqueceu como se faz isso? Se divertir, transar com alguém sem se preocupar com outra coisa... Se é pobre ou rico, sendo gostoso você pega e pronto. Sem remorsos.

— É claro que eu não esqueci o que é curtir. Mas é que...

— Então, quando foi a última vez que você saiu com alguém mesmo?

— Jared! Eu odeio quando você fica controlando a minha vida!

— Eu não estou controlando a sua vida. Foi só um conselho, se não quiser fazer, o problema é seu.

— Ok. Eu vou fazer isso, está bem? Mas e você? Já sabe quando vai ver o Jensen novamente?

— Não, mas vai ser em breve. Tenho certeza que ele vai me ligar ainda hoje.

— Será? Você não acha que está um pouquinho... Confiante demais?

— Katie, o cara está caidinho por mim. E há essa hora ele deve estar com o celular na mão, criando coragem para ligar, pensando no que vai dizer.

— E por que você não apressa um pouco as coisas e liga pra ele?

— E acabar com a graça da brincadeira? Nem pensar!

— Pois quer saber? Eu aposto que ele não vai ligar. Não hoje.

— Ele vai sim. Hoje é sexta-feira, com certeza ele vai ligar, meio tímido, querendo marcar alguma coisa pro fim de semana. Um passeio pelo parque, talvez. — Jared falou e caiu na gargalhada — Isso parece ser a cara dele, um passeio pelo parque.

— Você não presta, Jared! — Katie deu risadas também. — Mas você pode arranjar algo pra fazer, porque o seu amorzinho não vai ligar.

— Quer apostar comigo que ele vai?

— Aposto o que você quiser. — Katie desafiou.

— Ok. Então se ele ligar você vai ser a minha escrava por um dia inteirinho. Vai ter que fazer tudo o que eu pedir, sem reclamar.

Katie caiu na gargalhada.

— Ok! E se ele não ligar, eu vou escolher o brinquedinho pra nossa próxima transa e você não vai poder reclamar.

— Eu tenho medo de você às vezes. Você não está pensando no... Não... — Jared a olhou desconfiado — Tudo bem, eu tenho certeza que ele vai ligar, então... Trato feito!

Jared passou a noite com o celular na mão, esperando Jensen ligar.

— Vamos lá, seu filho da puta! Seja homem e me ligue de uma vez! — Jared resmungava baixinho, olhando para o celular.

Já passava das onze da noite e Jared bufava, desanimado. Tinha certeza de que se Jensen não tinha ligado até esta hora, não ligaria mais. Estava literalmente ferrado!

Não queria nem pensar no que Katie estava planejando, afinal a loira sabia ser pervertida e cruel às vezes.

Pegou uma jaqueta e saiu de fininho, enquanto Katie assistia algo na televisão.

Foi até o primeiro bar nas proximidades e ficou bebendo uísque e conversando com alguns caras que estavam por ali.

Quando já passava das duas da madrugada decidiu que já era seguro voltar para o hotel, Katie com certeza já estaria dormindo.

Entrou no quarto devagar, pé por pé, tirou os sapatos e a roupa no escuro mesmo e se deitou com todo cuidado para não acordá-la.

Mal tinha se virado e fechado os olhos, sentiu as mãos da loira deslizarem pelas suas costas.

— Pensou mesmo que eu estaria dormindo? — Katie sussurrou em seu ouvido.

— Eu não quis te acordar, só isso. Pode voltar a dormir, se quiser. — Jared disfarçou.

— E perder a brincadeira? — Katie sorriu, maliciosa.

— Katie...

— Trato é trato! Sem reclamar, lembra?

— Ok, mas... Você não está pensando em...

— Shhhh... Só relaxa, neném! Prometo que você vai gostar, eu vou ser boazinha, está bem?

- x -

No sábado pela manhã, Jared acordou às dez horas com seu celular tocando.

— Alô! — Atendeu de má vontade, sem verificar quem poderia ser.

— Jason, é... Eu te acordei?

— Não, não, na verdade eu acordei faz algum tempo, eu só... Mentira, você me acordou sim. Mas que surpresa, você... Está tudo bem?

— Está sim, tudo bem. Realmente me desculpe, eu não quis te atrapalhar.

— Você nunca atrapalha, Jensen. E estava mesmo na hora de eu levantar. — Jared falou com forçada simpatia.

— Ok, então eu... Eu gostaria de saber se você quer sair comigo hoje à noite.

— Sair... Hoje à noite?

— É, eu... Eu e os meus amigos vamos a um bar, é um bom lugar, com música ao vivo e eu pensei se você não gostaria de ir comigo. Eu não quero que você me entenda mal, é que você me falou que não tem amigos na cidade, então eu pensei que... — Jensen falava sem parar, nervoso, tentando se justificar.

Jared segurou a vontade de rir pelo nervosismo do outro, o amaldiçoando por não ter ligado na noite anterior.

— Eu não sei, Jensen, é...

— Vai ser bom pra você, Jay. Se distrair um pouco, os caras são legais, você vai gostar.

— Você tem razão, está mesmo na hora de eu sair um pouco. A que horas eu encontro vocês?

— Eu posso passar pra te pegar. Pelas nove horas?

— Me pegar? Não, eu... Eu prefiro encontrar você lá, se não tiver problema.

Jensen passou o endereço do bar, e Jared suspirou aliviado, pois estaria numa saia justa se Jensen fizesse questão de ir buscá-lo em casa. Como iria explicar que estava vivendo em um hotel cinco estrelas?

— Era ele? — Katie se sentou ao seu lado na cama, lhe trazendo um copo de suco.

— Esse filho da puta! Por que não me ligou ontem? Teria evitado de... Por que eu estou com a sensação de ter sido... — Katie deu risadas — Não diga nada! Eu me lembro... Droga!

— Relaxa, baby! E não venha me dizer que você não gostou. — Katie riu ainda mais, adorava deixar Jared furioso.

— Ok, mudando de assunto...

— Claro. — Katie ironizou.

— Ele me convidou pra conhecer seus amiguinhos hoje à noite.

— Mesmo? Pensei que o primeiro encontro de vocês fosse ser algo mais... Íntimo.

— Íntimo vai ser a hora que eu colocar ele de quatro hoje à noite. Por essa ele me paga!

— Nem pensar! Nada de sexo no primeiro encontro!

— O quê?

— Você tem que deixar ele doidinho primeiro. Fazer ele se apaixonar, esqueceu?

— E o que uma coisa tem a ver com a outra? Katie, nós somos homens. Não temos essa frescura de não transar no primeiro encontro.

— Pois você pode segurar esse seu pinto dentro das calças, porque você vai fazer exatamente o que eu disser. Eu sei o que estou falando, meu amor.

— Eu sei o que eu estou falando, meu amor! — Jared imitou Katie, num tom de deboche.

— Ótimo.

— Ah, e tem outra coisa... Nós temos que sair daqui, alugar um apartamento ou qualquer coisa assim. Se ele quiser me levar pra casa, eu não posso trazê-lo ele aqui.

— Nós? É você quem vai se mudar, benzinho! Eu vou permanecer bem aqui, pelo menos por mais alguns dias.

— Eu? Só eu? — Jared perguntou indignado.

— O que o seu amado vai achar se chegar no seu apartamento e der de cara comigo lá? Você vai precisar de um canto só seu, Jared. E não se preocupe porque eu já cuidei disso. Você pode levar suas coisas pra lá a hora que achar melhor.

- x -

Misha passou no apartamento de Jensen antes de irem ao bar. Ainda era cedo, mas Jensen já estava pronto e muito bonito por sinal. Mas Misha logo percebeu que o amigo estava nervoso, que algo o estava incomodando.

— Você parece nervoso. Aconteceu algo que eu não estou sabendo?

— Não. Nada! — Jensen respondeu enquanto andava de um lado para o outro dentro da sala.

— Então por que toda essa agitação? Você não parou um segundo desde que eu cheguei.

— Eu só... É que... Não aconteceu nada, eu só... Eu convidei o Jay.

— Você... Convidou? Oh, então finalmente vou conhecê-lo. — Misha falou animado.

— Eu não sei se eu fiz a coisa certa. Será que eu estou forçando a barra? Estou sendo precipitado demais? Quero dizer, ele mal me conhece, e...

— Pra isso servem os encontros, Jen. Pras pessoas se conhecerem. E relaxa, você não está sendo precipitado, está até devagar demais pro meu gosto.

Jensen finalmente parou de andar e riu.

— Eu sei, estou parecendo um adolescente indo ao primeiro encontro, não é? Isso é ridículo!

— Vai dar tudo certo, cara. E depois, eu vou estar lá, você pode ficar tranquilo.

— Pois é este o meu medo. Vê se pega leve com ele, ok?

— Certo, agora vamos antes que você faça um buraco no piso do apartamento.

Ao chegarem no bar, Chris e Steve já estavam lá e logo chegaram mais duas amigas.

Beberam e conversaram um pouco e quando já passava das nove, Jensen mal podia controlar sua ansiedade.

— Você vai acabar me enlouquecendo desse jeito. — Misha reclamou.

— Ele não vem. Eu marquei com ele às nove, eu tenho certeza que ele não vem.

— Mas são nove e quinze, Jensen. Cara, você é muito ansioso. E por que ele não viria?

— Sei lá, talvez eu esteja...

— Apressando as coisas? Chega dessa conversa, Jen! — Misha já estava ficando impaciente com a insegurança do loiro.

— Talvez ele não esteja interessado.

— Aí ele teria negado o convite, não teria? Agora dá pra se acalmar e esperar mais um pouco antes de surtar?

Jensen continuou quieto, concentrado em seu copo de bebida. Mas apesar do que Misha havia dito, não conseguia controlar sua ansiedade. Sentia-se muito inseguro internamente, pois conhecia Jason há pouco tempo e o moreno não tinha demonstrado nenhum interesse além da sua amizade. Será que estaria esperando demais? Ou forçando a barra ao convidá-lo para este encontro com seus amigos? Jensen tinha muito medo de que a sua pressa acabasse estragando as coisas. Jay parecia ser alguém precioso demais e tinha saído muito machucado de seu último relacionamento. Jensen não se perdoaria se o perdesse por causa de uma atitude errada.

Jared entrou no bar e se dirigiu até o balcão, depois de se certificar de que Jensen já estava ali.

Assim que o avistou, Jensen veio ao seu encontro com um enorme sorriso no rosto.

— Fiquei com medo de que você não viesse.

— Desculpe a demora, na verdade eu demorei um pouco pra me decidir se viria ou não.

— Que bom que decidiu vir — Jensen falou com insegurança na voz. Estava curioso, mas sem coragem de perguntar a Jason o motivo dele ter cogitado não ir. Seria por sua causa? Ou por causa do ex-namorado? Acabou decidindo não perguntar nada, afinal, não queria pressioná-lo. — Venha, eu vou te apresentar aos meus amigos, você vai gostar deles.

Chegando à mesa, Jensen o apresentou a Misha, Chris, Steve e a mais duas garotas que estavam com eles.

Entre uma conversa e outra, Jared logo percebeu que Misha era muito divertido e ao contrário do que pensava, não parecia ter nenhum interesse em Jensen. Talvez fossem mesmo só amigos.

Steve era tranquilo, mas Chris definitivamente não tinha ido com a sua cara e não fazia esforço algum para disfarçar. Isso poderia ser um problema, pois Jensen parecia ser muito ligado ao amigo.

E foi só Jensen deixar a mesa por alguns minutos para ir ao banheiro que ele começou com o interrogatório.

— Então, Jay, você disse estar há pouco tempo em Nova Iorque?

— Sim, há menos de três meses.

— E por que Nova Iorque?

— Eu gosto daqui.

— Você veio pra cá sozinho?

— Com meu namorado. Agora ex.

— E por onde anda o seu ex-namorado? – Chris enfatizou a última palavra.

— Eu não quero falar sobre isso.

— Oh...

— Jay, eu vou pegar uma bebida, você me acompanha? – Misha interrompeu quando percebeu que Chris estava indo longe demais.

— Claro. — Jared se levantou e seguiu Misha até o balcão, onde pediu duas doses de uísque.

— Beba isso, você vai precisar. – Misha entregou um copo a Jared.

— É, acho que vou. — Jared concordou rindo. — Pra poder aguentar o restante do interrogatório.

— Não liga, não. O Chris é uma boa pessoa. Ele só é um pouco desconfiado quando se trata do Jensen. É quase como um irmão mais velho, entende?

— Acho que sim.

O restante da noite foi tranquila, assim que Jensen voltou Chis parou com as perguntas e a conversa tornou a ficar agradável.

Na hora de irem embora, Jared acompanhou Jensen até o seu carro.

— E então, você se divertiu?

— Bastante. Os seus amigos são muito legais, você é um cara de sorte.

— É, eu sou. E você e o Misha se entenderam tão bem que eu cheguei a ficar com ciúmes.

— Ciúmes? — Jared riu — Não, o Misha é um cara legal, mas ele não faz o meu tipo.

— E quanto a mim? Será que eu faço o seu tipo? — Jensen perguntou timidamente.

Jared sorriu, chegando mais próximo.

— E será que alguém consegue resistir aos seus encantos, Jensen?

Jared se aproximou ainda mais, deixando Jensen encurralado entre ele e o carro.

Tocou o rosto do loiro muito sutilmente, percebendo as sardas que ele tinha ali — o que o deixava ainda mais adorável. Olhou bem dentro dos olhos verdes de Jensen e aproximou seu rosto, muito devagar, encostando seus lábios num beijo tímido. Em poucos instantes seus corpos já estavam colados e suas línguas travavam uma batalha, num beijo urgente e selvagem.

Jared queria deixar sua marca registrada, mas não esperava que o loiro correspondesse a tudo assim, logo na primeira vez.

Enquanto o beijo continuava, seus corpos se esfregavam, precisando de mais contato. Jared agarrou o loiro pela cintura, pressionando suas ereções. Suas respirações já estavam ofegantes e Jared pensou que poderia foder Jensen ali mesmo, em cima daquele carro.

Mas como num passe de mágica, a voz de Katie ecoou dentro da sua cabeça, o lembrando que não deveria transar com Jensen no primeiro encontro. Então Jared parou de repente, deixando o loiro confuso.

— Jay, eu... Eu fiz alguma coisa de errado?

— Não. Não! Você... Não fez nada de errado, eu só... Eu não sei se estou preparado pra isso. Acho que nós estamos indo... Rápido demais.

— É, eu acho que você tem razão, me desculpe!

— Você não precisa se desculpar, Jen. Afinal fui eu que... Bom, eu preciso ir agora.

— Ok. Você tem como ir, ou quer uma carona?

— Tenho sim, o meu carro está logo ali. Obrigado.

Jared foi saindo em direção ao carro, quando Jensen o chamou.

— Espera, Jay! É... Eu vou te ver novamente? Quero dizer, quem sabe a gente possa sair, só nós dois...

— Claro. — Jared sorriu e foi andando de costas, sem desgrudar os olhos do loiro, então se virou e entrou no carro, com um sorriso triunfante.

Jensen foi direto para o seu apartamento, tirou suas roupas e se deitou na cama, lembrando do beijo de Jason, das suas mãos grandes o agarrando pela cintura, do seu cheiro, do seu gosto...

Tocou seus próprios lábios, quase não acreditando no que tinha acontecido. Por pouco, muito pouco, não tinham transado lá mesmo no estacionamento. Lembrou então que nunca tinha feito ou sentido algo assim, tão intenso.

Desceu sua mão pelo peito, abdômen e então acariciou sua ereção por cima da cueca. Abaixou a mesma, libertando seu membro duro, então passou a massageá-lo, ofegando e gemendo o nome de Jay enquanto se aliviava.

Jared entrou em seu carro e seguiu até o subúrbio, em um bairro onde sabia que iria encontrar o que precisava.

Parou o carro por um instante e correu os olhos pelos garotos que estavam ali, esperando por um possível cliente.

Um garoto loiro de vinte e poucos anos se aproximou e Jared fez sinal para que entrasse no carro.

Dirigiu até um beco mais retirado e estacionou. Aconchegou-se melhor no banco do carro e abriu sua calça, deixando que o garoto o chupasse. Depois de gozar, entregou uma nota de cem dólares ao rapaz e o dispensou, voltando então para o hotel, parcialmente satisfeito.

Continua...