Disclaimer: Infelizmente TWILIGHT não me pertence, mas essa fanfic sim. Por favor, respeitem!

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Playlist

"Devil" Stereophonics
"Fuck me Pumps" Amy Winehouse
"Radar" Britney Spears
"Magic Touch" Aerosmith
"Pleasure Fucker" Maroon 5
"Closer" Nine Inch Nails
"Relax" Frankie Goes to Hollywood

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Capítulo três – Pessoalidade

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"O sinal mais característico da imperfeição do homem,
é o seu interesse pessoal."
-Allan Kardec-

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Isabella Swan sempre se orgulhou de ser arrogante e inabalável em tudo e em todas as circunstâncias imagináveis, contudo, pela primeira vez em toda a sua vida, alguém a conseguiu deixar de baixa guarda e abalada em algo. A jornalista encarava o rosto masculino que transparecia poder. Os olhos castanhos brilhantes e astutos perfuravam os verdes inflexíveis e frios a sua frente, tentando com o simples poder do olhar dilacerar a alma e o corpo daquele homem.

Edward, entretanto, poderia não ter o poder de ler mentes, ou sentir o que as pessoas a sua volta sentiam, porém por mais incrível que seja, naquele segundo ele conseguia ler com maestria a sua recém-contratada assessora de imprensa. E ele se deleitava de maneira divertida de sua inveterada e absoluta aversão a ele.

As unhas bem feitas e coloridas com um esmalte escuro quase preto fincavam-se com força contra a palma da mão suave, macia e clara pertencentes à Isabella. O estômago dela se contorcia na diminuta barriga. O coração batia dês-ritmado e acelerado como as asas de um colibri. Sua respiração estava arfante e descompassada. Ela engolia em seco incessantemente; sentindo nós abarrotados de ofensas, afrontas e insultos contra ele e sua atitude arrogante e prepotente descendo de maneira incomoda por sua traquéia.

O Senador estava contando com gritos de maledicência da morena a sua frente, que o possibilitaria reivindicar o seu corpo sem a sua permissão, deliciando-se da carne macia, do prazer fugaz, do sexo libertador e saciador, podendo sentir o calor das dobras femininas aprisionando a sua masculinidade em um aperto de aço, satisfazendo o monstro sexual que habitava o corpo daquele homem, mostrando quem mandava ali, e a quem ela devia subordinação.

No entanto, nenhuma destas ações partiu da morena de corpo escultural, que recitava em sua mente todos os porquês e os poréns que a levaram até aquele gabinete naquela tarde de sexta-feira. Seu estômago se aquietou. O coração desacelerou. A respiração normalizou. E os nós que desciam por sua garganta já não eram tão incômodos como de outrora, agora eles eram simples obstáculos prontos para serem ultrapassados.

Isabella deu uma lenta piscadela de dois segundos, somente para que a sua alma, seu espírito se apaziguasse e ela pudesse concluir o seu propósito. Aquele que a trouxe até aquele Gabinete. Soltando o ar de seus pulmões com uma lufada silenciosa, tornou a encarar os arrefecidos olhos verdes do político.

- Tenha um excelente fim de semana, Senador. – desejou com uma voz suave e gentil ao seu novo empregador.

Por mais que estivesse encolerizado por dentro, por ela não ter demonstrando qualquer reação ou até mesmo dizer-lhe impropérios, Edward sorriu torto em sua direção, dando um sereno aceno de cabeça retirando mais um cigarro de sua cartela de prata levando aos lábios e o tragando profundamente depois de aceso. Isabella compadeceu-se do sorriso enviesado do ruivo, lançando um em sua direção, para enfim sair silenciosamente do Gabinete.

Se até um segundo atrás quando cerrou as portas que davam ao escritório do Senador Cullen, Isabella não demonstrava reação alguma, quando estava longe dos olhares do poderoso homem seu semblante mudou tão rapidamente como um piscar de olhos.

Os olhos castanhos como chocolate ao leite, endureceram e ficaram mais escuros, como chocolate amargo, as maçãs de seu rosto que estavam levemente rosadas ficaram pálidas e cadavéricas. Os lábios voluptuosos e vermelhos cor de carne, ficaram finos como uma linha, quando trincou o maxilar e os apertou, deixando-os brancos com os contornos arroxeados devido à força que empregava. As mãos femininas com dedos de tamanho medianos e finos estavam trêmulas e fantasmagóricas, mas mesmo assim em intervalo de minutos a morena fincava as suas unhas perfeitas na pele sensível de sua palma.

As pernas estavam meio bambas sobre o salto de dez centímetros, contudo ela se mantinha firme, ficando mais ereta, com o pescoço duro e o olhar obstinado, assim como um cisne. Uma bailarina. Ela tomou uma respiração profunda, exalando o ar com força, praticamente bufando. Os seus nervos estavam à flor da pele. Naquele segundo Isabella Swan era capaz de matar qualquer ser humano que cruzasse o seu caminho só com o seu olhar, e somente para se certificar do óbito ela usaria sem piedade e sem hesitação suas próprias mãos.

Controlando os seus instintos assassinos e enérgicos, a jornalista comandou a si própria para tirar aquela expressão desencarnada que tomava o seu rosto e corpo quando era desafiada, mas engana-se quem espera que tal comando surtiu algum efeito, já que o ar arrogante e prepotente parecia sugá-la para uma escuridão que nem ela, nem ninguém, conseguia ver, talvez, somente o seu íntimo, sua alma veria ou talvez perceberia, mas esta estava há muito fatigada, muito manchada de pecados para conseguir expressar algo àquela mulher.

Os seus passos eram duros contra o piso acarpetado azul com detalhes vermelhos; o claro patriotismo americano. O ruído de seus saltos era abafado, mas a imponência de seu andar, a sua insolência era refletida a todos pela a aura que circundava o seu corpo. Mesmo vindo de uma família humilde e sem muitos recursos a aura de Isabella Swan invocava um poder quase que aristocrático; algo tão comumente ausente em até mesmo, membros da realeza.

Victoria Collins que estava sentada em sua pequena sala, que era delimitada por paredes de acrílico transparentes resistentes, estava com um olhar vingativo e odioso em seu rosto. Possuidora de um senso de auto-preservação incomum, a ruiva sabia quando o seu posto estava ameaçado, mas principalmente sabia ter um conhecimento grandioso de seus oponentes. Victoria sabia muitíssimo bem que a sua adversária não poderia ser subestimada, mas nem mesmo ela, tão perspicaz e atenta a tudo a sua volta, sobreestimou a prepotência, a inteligência, a agressividade e a falsa inocência de Isabella Swan.

Conhecedora do estudo dos homens e da humanidade, por ser antropóloga, Victoria Collins já nos primeiros meses quando James Collins, seu esposo, passou a ter uma nova estagiária que o encantava de uma maneira profissional e sexual, sabia que seria uma questão de tempo até que a "inocente, insossa, contudo inteligente menina" estivesse na cama com o seu marido.

Ela não se incomodava com isso, na realidade o casamento com James era uma simples aliança, um contrato onde eles estariam ocasionalmente juntos, não frequentemente. Fidelidade sempre fora uma cláusula inexistente nesse acordo. Ele poderia pular em quantas camas quisesse, buscar prazer em quantas mulheres tivesse interesse, assim como ela também poderia procurar quantos homens fossem necessários para satisfazer o seu desejo íntimo.

Contudo, nestes cinco anos em que contraíram matrimônio, Victoria esteve somente com um outro homem além de seu marido perante a lei, igreja e a sociedade. Este era o Senador Edward Cullen, porém, se engana quem tenciona que este relacionamento seja frequente ou ocasional, já que somente em raríssimas vezes, possíveis de ser contada em menos dedos do que os das duas mãos, Victoria esteve intimamente com o Coronel da Força Aérea Americana.

Edward que em seu último verão como homem solteiro teve um brevíssimo 'romance', se é que pode se classificar assim, com Victoria quando esta tinha 15 anos e ele quase 20, sabia da obsessão da ruiva – filha de um poderoso juiz federal, amigo íntimo de sua família –, que parecia nunca superar aquela paixão adolescente efêmera e erronia, talvez tal circunstância fosse pelo fato que foi ele o responsável por roubar a sua virtude, mas era muita altivez dele afirmar isso.

Todavia, o filho mais velho de Carlisle e Esme Cullen, nunca teve sequer alguma atração por aquela menina de cabelos cor de fogo e olhos amarelos. Na noite em que tirou a virgindade daquela estúpida garota, estava tão bêbado que mal se lembrava do nome dela, e se fosse o caso mal se lembraria do rosto do espécime feminino com quem fodeu arduamente, sem piedade, contudo, o que era para ser somente um alívio do desejo de um adolescente se tornou um carma, pois no dia seguinte a garota veio até ele toda saltitando com planos para o casamento de ambos.

O Senador, que naquela época mal passava de um Primeiro Tenente – Aviador de Primeira Classe da Força Aérea dos Estados Unidos –, já estava a muito de 'namorico' com a recém-eleita miss Califórnia, Tanya Denali, e seria coisa de dias até que ele propusesse casamento a loira morango como o seu avô, o Senador Anthony Cullen, o havia instruído.

Ainda assim, o bem apessoado jovem aproveitou-se do corpo feminino que já possuía curvas de moças mais velhas e do rosto que não demonstrava que se tratava de uma criança, para satisfazer seus ensejos sexuais tão aflorados desde muito cedo, quando foi iniciado na vida sexual. E fora nas fazendas bem cuidadas e enormes em Newark, no estado de New Jersey, que Edward abusou de todas as maneiras possíveis do corpo de Victoria, naquele tempo, Brown.

A jovem ruiva não aceitou muito bem o desfecho do seu affair de verão. Ela que ouvira muitas histórias sobre a família Cullen, considerava Edward a versão moderna e feita exclusivamente para ela de um Príncipe Encantado, mas foi com um corpo violado e uma paixão enlouquecedora, doentia, que ela viu o seu sonho, seu conto de fadas, partindo para desposar uma outra Princesa plebéia.

Sentindo-se usada e depois jogada fora, Victoria prometeu a si mesma que reivindicaria o lugar que era seu por direito, nem que fosse necessário morrer e matar por ele, e ao encarar os olhos gélidos e arrogantes da morena que caminhava autoritariamente em sua direção, ela se sentiu, como a muito não se sentia, ameaçada.

Os olhos âmbares da Chefe de Gabinete do Senador do Estado de Illinois fecharam-se em fendas, desafiando da mesma maneira que um gladiador desafiava um leão na Roma antiga, Isabella Swan. A morena que ainda se encontrava colérica, retribuiu com a mesma intensidade o olhar da ruiva. Ela poderia ter engolido os impropérios que gostaria de ter direcionado ao Senador, mas não engoliria os que seriam direcionados a Victoria Collins.

Em um átimo a antropóloga se pôs de pé, observando atentamente os passos firmes e arrogantes da jornalista. Não demorou muito para que as duas estivessem frente a frente, tendo somente entre elas a mesa de cedro polido. Os olhos castanhos desafiavam para um duelo de egos os âmbares, que retribuía o desafio com outro.

- Eu preciso das atas das seções bicamerais sobre a segurança nas escolas e a proibição da comercialização de vídeos-game violentos. – pronunciou arrogantemente.

A ruiva arqueou a sua fina, escura e bem delineada sobrancelha esquerda, apertou seus olhos sem fechar. Os olhos dourados translúcidos analisavam clinicamente o rosto em formato de coração emoldurado por longos cabelos castanhos avermelhados; Victoria bufava, um tique nervoso praticamente imperceptível atacava o seu olho esquerdo que tremeluzia incessantemente.

O ar entrava rarefeito em seus pulmões; através de respirações curtas e compassadas. As unhas como garras pintadas de vermelho ficavam e machucavam a palma da ruiva. Seu coração batia rápido e ruidoso em seu peito. Seu estômago se comprimia inquieto, revirando-se como se estivesse morto de fome, necessitando de alimento.

- Eu não tenho autorização para compartilhar documentos oficiais do Senado com qualquer um. – replicou Victoria acidamente.

Isabella sorriu torto, se inclinando para frente e espalmando suas mãos na mesa de madeira clara, deixando o seu rosto pálido e desencarnado, somente alguns centímetros do branco, cheio de sardas da Chefe de Gabinete.

- O Senador que ordenou. – disse lentamente. Os olhos âmbares da ruiva se arregalaram, Isabella aproveitou que a pegou desprevenida e sorriu torto. – Eu sou a nova assessora de imprensa do Senador do Estado de Illinois. – informou lentamente.

O choque e a surpresa de Victoria não passaram despercebidos para Isabella. Que se impulsionou para trás com as suas mãos gargalhando completamente escarnecida.

- Sua vagabunda! – brandiu sem subterfúgios a ruiva, esticando em riste seu indicador no meio do rosto da morena. – Você acha que eu não sei nada sobre você? Você é tão arrogante e prepotente a ponto de considerar que eu, Victoria Collins, nunca iria procurar saber tudo de você, Isabella Swan? – provocou enraivecida. – Pensa que eu não sei que você não passa de uma caipira ambiciosa filha de uma professora de primário do Arizona e um otário chefe de polícia que conseguiu ser morto numa cidadezinha pacata e minúscula do Estado de Washington? Acredita mesmo que eu não cruzei com tantas outras oportunistas como você? – riu em menosprezo abaixando o seu dedo esticado rente à face da morena. – Você não passa de uma puta barata!

Isabella que esquadrinhava o rosto da ruiva com cautela, sorriu mais uma vez enviesado perante a declaração da outra. Ela de fato provinha de uma família humilde e de poucos recursos, contudo desde muito criança a jornalista se decidira e se dedicara a mudar o seu futuro, pois para Isabella Swan o destino dos homens, eram eles que faziam, buscavam, não esperavam ele vir até si.

- E você, grande Victoria Collins – divertiu-se a morena. – é casada com um homem que a trai diariamente, ridiculariza todo o circulo em que você trabalha, e ainda despende tempo em odiar o homem que você é obcecada, que a despreza como se fosse uma folha doente de uma árvore ou um papel descartável. – replicou curvando-se para frente aproximando o seu rosto do sardento da ruiva. – Quantas vezes ele te tocou durante estes anos? Quantas vezes ele te fodeu contra a mesa de carvalho do Gabinete dele, como fez comigo? – provocou diabolicamente Isabella. – Você pode conhecer a minha origem, mas eu conheço muito mais do que isso de você! – exclamou impassível e insolente.

A mão feminina e delicada com as unhas coloridas com esmalte escarlate ergueu-se de um átimo, pronto para desferir um golpe no rosto da outra, contudo parou sua atitude no meio. Victoria sempre fora impulsiva, mas ponderou suas opções. Ela sabia que Edward estava somente esperando um motivo bom o bastante para dispensá-la de suas funções, e com toda a certeza desferir um tapa no rosto de seu mais novo brinquedinho sexual causaria muitos danos a ela, inclusive ficar longe de seu objeto de desejo.

Isabella aguardava impaciente o golpe que a ruiva estava prestes a desferir em seu rosto, ela tinha conhecimento que se isso ocorresse nunca que a antropóloga ficaria novamente em seu caminho, pois pelo que James lhe informara a esposa era uma pedra no sapato do Senador Cullen e que o ruivo não esperava a hora que ela aprontasse alguma para dispensá-la.

Entretanto nenhum golpe foi desferido no rosto angelical da morena. Ainda com a mão suspensa no ar, Victoria a apertou seguidas vezes controlando o seu instinto que exigia que ela partisse para cima da jornalista que estava a sua frente, a machucando, a ferindo, tirando aquele sorriso despótico do rosto feminino, provando que ela era quem mandava naquele escritório, que ela era a rainha daquele reino. Contudo ela conseguiu se controlar e abaixou sua mão, mas seu olhar era frio e vingativo.

- Ele vai te usar e depois vai te jogar no lixo, antes mesmo que você possa piscar. E quando isso acontecer eu terei o prazer de te chutar desse Gabinete. – explanou com um ódio palpável.

Isabella sorriu amplamente, mostrando todos os seus dentes brancos para Victoria, apesar da diversão aparente em seu rosto, seus olhos estavam gélidos, arrogantes, autoritários e vingativos.

- Esqueça querida, isso nunca vai acontecer, porque eu tenho algo que você não tem sua otária, que até mesmo o seu adorável marido foi quem me confessou. – divertiu-se. – Eu sou fogosa durante o sexo, gosto de ousar, ser submissa e dominar quando preciso, enquanto você – riu em desdenho. – é uma frigida do caralho que mal consegue ter um orgasmo sem usar os seus próprios dedos. – devolveu acidamente, todavia vitoriosa.

A respiração da outra ficou novamente ruidosa e descompassada. Ela apertou seu maxilar rangendo seus dentes e mordendo a sua língua dentro de sua boca para refutar a assertiva da morena, mas ela não encontrava palavras ou manifestos para defender-se das acusações, pois todas elas eram totalmente verossímeis.

- Os documentos, por favor. – exigiu levantando o seu queixo arrogantemente. Com o olhar duro, Victoria virou-se para uma bancada atrás de sua mesa, que possuía a mesma madeira de cedro pegando as três pastas azuis marinho com o selo do Senado abarrotadas de documentos e os entregou de mau gosto para a morena a sua frente.

- Na segunda traga seus documentos pessoais para que o RH possa fazer a sua contratação. – disse sem emoção a ruiva.

Isabella sorriu maliciosa, e mesmo com as pesadas pastas com as descrições minuciosas das seções em que o Senador Cullen presidiu sobre a segurança nas escolas, ela inclinou-se sobre a mesa que separava o seu corpo do da outra deixando mais uma vez o seu rosto a apenas centímetros do branco mais cheio de sardas de Victoria Collins.

- Deve ser difícil ouvir da mulher que dá prazer ao seu marido e ao seu ocasional amante e fruto de uma obsessão doentia que ela é melhor de cama do que você. – vangloriou-se a jornalista. – Mas como dizem Victoria: a vida não é justa, algumas mulheres nasceram para ser inteligentes e fogosas na cama, outras nasceram para ser inteligentes, porém frigidas na cama, assim como você. – disse maliciosamente.

A antropóloga fechou seus olhos em fenda, desafiando a morena somente com os seus inquiridores olhos âmbares. A sua paciência já estava no limite de tanto aguentar ofensas e controlar o seu instinto de pular no pescoço da jornalista e comprimir a sua traqueia até que o ar não pudesse mais ser levado aos seus pulmões e lhe causasse o óbito. Contudo, fora a sua vez de curvar-se sobre a sua mesa, onde até segundos atrás Isabella estava curvada e ficando apenas alguns centímetros o rosto branco e diabólico.

- Você ainda é uma vagabunda, uma puta barata. Para conseguir derrubar Edward você irá precisar muito mais do que vir a uma entrevista sem roupa íntima, ou incitá-lo sexualmente. Ele fareja de longe pessoas oportunistas como você, e tenho certeza que ele somente irá te usar, e quando você for desnecessária para ele, quando ele cansar da sua – riu divertida. – buceta, ele irá dispensá-la da mesma maneira que faz com todas as outras. Porque você não é nada para ele. Nunca será nada para ele. – conjecturou rancorosa.

A jornalista riu em puro escárnio, divertindo-se com o desespero da Chefe de Gabinete em arrumar maneiras indecorosas de rebaixá-la, porém falhando miseravelmente em todas as tentativas a deixando mais frustrada, irritada, se corroendo de ódio por dentro, por não conseguir nem por um milésimo de segundo abalar a confiança e a segurança arrogante de Isabella Swan.

- Você se perdeu neste mar de pronomes. – desdenhou. – Mas ficarei no aguardo, esperando você pisar em falso, senhora Collins. Porque quem irá ser dispensada e será considerada um nada por aqui é você! – afirmou a morena fitando com intensidade os olhos âmbares da ruiva. – Agora me dá licença, porque ficar olhando para esta sua cara de mal comida está me deixando enjoada. – sentenciou virando-se de costas para Victoria.

- Ria por enquanto Swan, mas lembre-se de quem ri por último ri melhor. – replicou amargurada a Chefe de Gabinete. Isabella parou a sua caminhada com um sorriso galhofeiro em seu rosto de anjo demoníaco, virou somente o seu rosto em direção à ruiva.

- E serei eu quem rirá por último, você deve saber disso. – explanou cheia de presunção a outra, saindo à largas passadas da minúscula sala que a pertencia a Victoria Collins.

Victoria fechou seus olhos e apertou seu maxilar, rangendo seus dentes, para não brandir ofensas e insultos à morena que caminhava para fora do complexo de salas que pertenciam ao Senador Edward Cullen, mas ela conteve seu nervoso e ódio, entretanto não conseguiu conter o seu estado de espírito alterado e raivoso, levando a palma de sua mão, entre o polegar e o indicador, a sua boca o mordendo com uma força doentia, sentindo a sua pele frágil e macia romper e o gosto de ferrugem e sal entrar em contato com a sua boca.

A antropóloga sentiu raiva de si mesma por não refutar todas as palavras da jornalista. Ela sabia o que causaria, mas marcar todos os seus dedos naquela face pálida, arranhar aquelas bochechas coloridas por um blush pêssego era um desejo tão íntimo que ela prometeu a si mesma que ainda lhe daria esse deleite, ela necessitava ferir aquela mulher. Fazendo planos de vingança que iam desde um encontro entre as duas numa rua escura, até mesmo com ela esfaqueando o corpo nu da outra em um quarto de motel, sentou-se pesadamente em sua cadeira enterrando o seu rosto em suas mãos e controlando sua respiração e instintos.

Isabella caminhava revigorada pelos corredores do Russel Senate Office Building, o embate com Victoria fora o que conseguiu amenizar o seu estado abalado pela entrevista pessoal com o Senador Cullen, contudo, não fora o suficiente para afastar de seu âmago a aversão tão cheia de desejo e luxúria que sentiu por aquele homem que tomara o seu corpo de maneira tão brutal e prazerosa.

Ela tinha pleno conhecimento que a necessidade de sexo que o Senador possuía beirava a obsessão, o vício, isto o dossiê que seu padrinho e seu amante conseguiram diziam, através dos relatos de ex-empregadas e algumas prostitutas, e fora por conta disso que decidira ir aquela entrevista sem calcinha, contudo, a experiência de ser consumida por aquele sexo, por aquele prazer, por aquela volúpia, por aquele homem, foi algo que ela não estava esperando.

Não existiu conquista, sedução, flertes, fora somente à efemeridade da necessidade de unir-se carnalmente com ela que dominou o instinto daquele homem naquele segundo, e era exatamente isto que a deixava inquieta, pois ele a tomou sem dizer nada, sem pestanejar, sem avisá-la ou anunciar, saboreou junto a ela o ápice inquietante do prazer que ambos dividiam. Fora uma experiência nova e completamente de júbilo que sentiu seu orgasmo atravessar o seu corpo, mas depois de estar consumido, satisfeito do que ela poderia lhe oferecer, a dispensou como se não tivesse acontecido nada, como se ela não fosse nada.

A reação apática e inabalável dele que era completamente incompreensível para Isabella Swan, como um homem que tem uma experiência sexual daquela intensidade não manifesta nada, nem mesmo uma respiração arfante depois de um ato como aquele? Ou então, como ele sequer demonstrou a sua satisfação, com um beijo? Nunca, nenhum dos homens da sua longa lista de parceiros sexuais se privou de saborear e de se deliciar dos seus lábios, a não ser aquele homem, mas porque ele não fez isso? Será que a adrenalina do lugar, do proibido, não o permitia pensar coerentemente e agir como mandava a cartilha tão antiga do mundo? Ou teria outra razão para aquela atitude?

Isabella não tinha respostas para aquelas perguntas, pelo menos, não por enquanto. Ela estava disposta a se arriscar, se aventurar no mundo daquele homem, se submeter as suas vontades, para descobrir o porquê ele ficara tão inexorável diante daquele fugaz prazer. Ela venderia a sua alma ao demônio para saber o que acontecia àquele homem e depois acabar com ele como se fosse um frágil castelo de cartas. Ela iria ao inferno, para conseguir acabar com a vida de Edward Cullen para ter o poder e o lugar no jornalismo que lhe era de direito. Custasse o que for.

Fora tão consumida com seus planos e tramóias que a bela morena optou por retornar ao seu apartamento de taxi, fugindo do movimento nauseante dos transportes públicos, contudo sendo tragada pelo trânsito infernal que o carro em que estava enfrentaria.

Mesmo que ela quisesse esquecer os fatos daquela tarde ela não conseguia. As lembranças do corpo daquele homem a invadindo com brutalidade e com volúpia extraordinária ainda consumia o seu cérebro. Estava impregnado em seu nariz e em sua mente o perfume dele, o aroma do sexo que partilharam, ela estava consumida de maneira quase obsessiva por tudo o que acontecera quando ele a tocou intimamente. Era como se o seu íntimo, em uma batalha praticamente medieval com o seu cérebro, exigisse que ela fosse consumida mais uma vez por aquele homem e sua masculinidade. E ela queria mais do que gostaria de assumir ser possuída mais uma vez por ele.

Estava tão perdida nas próprias lembranças que mal notou que já se encontrava em frente ao seu modesto e repugnante edifício, fora somente quando o taxista impaciente brandiu extremamente alto que haviam chegado ao destino que a morena bufando lhe tacou três notas de dez dólares e saiu do automóvel.

Os passos que ecoavam no piso de concreto da entrada do edifício eram pesados e ruidosos, como uma marcha, suas mãos apertavam com força as alças da sua pasta executiva e de sua bolsa, ela suava friamente sob o seu casaco de lã negro, sentindo o ar gélido de uma noite de final de inverno queimando contra a sua pele delicada. Alguns vizinhos dela, que cruzavam o caminho, lhe davam boa noite, mas Isabella sequer despendia um olhar a eles. Ela estava com seu pensamento fixo naquele homem. No Senador Edward Cullen.

Foi automaticamente que entrou no elevador, demandou o seu andar e esperou impacientemente que este chegasse ao mesmo. Com passos distraídos e obstinados ela caminhava até a porta de seu minúsculo apartamento, fora só quando estava prestes para colocar a chave na fechadura que a porta se abriu inesperadamente e então ela se recordou que seu amante estava ali, a sua espera.

Ela fechou seus olhos castanhos e bufou irritada. Ela queria ficar sozinha, pensar no que tinha acontecido, e traçar uma estratégia que pudesse surtir efeito, que ela pudesse descobrir os segredos do Coronel da Força Aérea e também maneiras como destruí-lo.

- Então Isa, minha princesa, como foi? – perguntou orgulhosamente o moreno que era amante da jornalista há anos. – Conseguiu deixar o Senador de quatro por você, sua cachorra? – inquiriu novamente, quando não recebeu resposta da morena para a primeira pergunta dando um tapa carinhoso em seu bumbum, que foi o estopim para a fúria de Isabella.

- Fora! – comandou entre os dentes.

- O quê? – devolveu o homem aturdido, sorrindo entre uma baforada. – Querida, eu não tenho aonde ir, você sabe disso. – divertiu-se, ajudando a morena a despir o casaco que vestia. – Sem contar que você me prometeu que essa noite nós iríamos comemorar – deu um beijo aberto em sua nuca, sobressaltando-se quando ela afastou. –, até busquei aquele espumante francês que você adora e aquele peixe daquele espanhol que você diz ser divino, esplendoroso. – anuiu submissamente.

A morena caminhou pomposamente até a pequena mesa que havia no apartamento olhando o que o seu amante havia lhe preparado, lançando um olhar de descaso enquanto colocava sua bolsa e sua pasta sobre a cadeira tornando a encarar o homem de pele avermelhada, músculos enormes, olhos negros como jabuticabas e cabelos curtos, no melhor estilo militar, também negros.

- Fora! – repetiu mais uma vez, nem um pouco abalada por ele estar sem camisa evidenciando seus músculos tonificados de seu peitoral que ela tanto adorava se perder, ou então em seus braços, principalmente o direito com uma tatuagem circular, um símbolo tribal inca em que se distinguiam duas cabeças de lobos e diversos detalhes muito semelhantes a garras e olhos – que ela tanto adorava admirar.

- Mas Isa... – começou aturdido o homem, buscando compreender o que ela queria dizer com aquele única palavra cheia de comando, mas antes que ele pudesse questioná-la, ela voltou a dizê-la desta vez complementando com mais um pouco de sua ordem.

- Fora, Jacob! – brandiu inflexível. – Eu quero ficar sozinha; eu consegui o emprego, mas estou com uma terrível dor de cabeça, e tenho um monte de trabalho para fazer, tanto do Washington Post, quanto do Gabinete do Senador Cullen. Amanhã ou depois nós comemoramos, ok? – disse soando como uma exigência a morena.

Jacob Black que conhecia Isabella Swan melhor do que ninguém sabia que aquela exigência que ela lhe fazia não era possível de ser ignorada. Ele pode ter traído a nação americana nas invasões do Afeganistão e do Iraque, poderia ter agido de maneira contrária aos princípios do Exército Americano, poderia ter batido de frente com inúmeros superiores e até mesmo inimigos, mas nunca bateria de frente ou ignoraria um comando daquela morena que mandava nele de maneira inexplicável.

Se tinha algo que Jacob se orgulhava, era de conhecer Isabella, sua amante, companheira e paixão há quase seis anos de forma tão plena, e se ela pedia que ele a deixasse sozinha por algo que não queria revelar a ele; ele faria sem pestanejar. Alcançou sua camiseta preta desbotada que estava sobre o sofá e a vestiu com rapidez. Ele conhecia o humor mutável da morena, por isso que a sua mochila camuflada, uma herança dos remotos tempos em que era Sub-Tenente do Exército dos Estados Unidos, não era desfeita quando ia visitá-la.

- Me ligue quando você estiver melhor, se precisar de algo não hesite em me pedir. – explanou o moreno vestindo a sua jaqueta surrada de couro negro e pegando a sua mochila.

- Obrigada por entender, Jake. – murmurou acima de um sussurro a morena, devido à compreensão de seu homem. Ele somente sorriu amplamente para a ela, antes de sair do apartamento fechando a porta em um baque suave.

Assim que a porta se fechou, Isabella caiu pesadamente no sofá azul escuro de estilo vintage. Chutou seus sapatos de salto de um designer famoso, fazendo com que estes caíssem ruidosamente sobre o piso acarpetado do minúsculo apartamento, com uma dor de cabeça inquietante deitou-se sobre o sofá, sentindo a sua cabeça pesada e rodando.

Todas as questões que ela estava pensando e considerando desde que deixara o Gabinete do Senador Cullen voltaram a consumi-la. Isabella poderia ter adormecido ou não, mas quando percebeu que estava a ponto de ficar louca com as lembranças da transa que partilhara com Edward Cullen, levantou-se de um átimo do sofá e irritada consigo mesmo, marchou em direção ao seu quarto despindo a roupa que usava, jogando em um canto do quarto torcendo para que as traças não roessem o material caríssimo do vestuário.

Sua pele clara e suave ainda mantinha os resquícios do perfume e da rudez do político que a possuiu com fervor. Sua feminilidade contraia-se e se tornava completamente úmida somente com a lembrança daquela suntuosa masculinidade entrando e saindo sem ímpeto dela incessantemente. O corpo quente dele sobre o dela era uma recordação que fazia ficar fraca das pernas e com os sentidos atordoados.

Ela não conteve as suas próprias mãos viajando por seu corpo, apertando os seus seios com mamilos intumescidos e sensíveis onde ela os beliscou minimamente, ou então as mesmíssimas mãos deslizando por sua barriga lisa, reta e quente, seguindo o caminho para a sua feminilidade, para o seu clitóris que estava inchado, pulsante, e clamando por atenção.

Seus dedos trêmulos, mas decididos, deslizaram-se por seus grandes lábios, sentindo o calor febril de seu sexo que clamava por atenção. Seus lábios menores reagiam contraindo-se quando ela deslizava sua unha bem feita por eles. Seu clitóris pulsava incessantemente, necessitado, e ela sem pestanejar o saciou, dando uma forte pressionada em seu botão, sua excrescência carnuda, um gemido de deleite saiu pelos lábios da morena, que era infestada por lembranças daquele homem a penetrando vorazmente.

Não conseguiu conter o desejo que a arrebatou, e sem demora se penetrou com o seu fino e gélido dedo indicador, entrando e saindo de sua entrada tão adepta a aceitar invasores maiores e mais largos que seus dedos. Desejando satisfazer o seu desejo ainda mais, Isabella acrescentou mais um dedo, sentindo suas paredes apertando-os, enquanto ela os deslizava com facilidade por estar tão bem lubrificada.

Necessitando ser completada por mais, a jornalista acrescentou um terceiro dedo, e com movimentos ágeis e rápidos entrava e saia de sua cavidade, fazendo com que a sua respiração se tornasse ruidosa e descompassada, por mais que os seus gestos não fossem tão satisfatórios. Foi com uma lamúria ruidosa que ela sentiu suas paredes apertando com força seus dedos, a pulsação e os batimentos cardíacos dela aumentavam crescentemente. As dobras sedosas do sexo feminino se contraíam a cada movimento, assim como seus músculos ficavam tensos e relaxados em intervalo de segundos.

Um arrepio de deleite passou por todo o corpo da mulher que se dava prazer, um tremor do ápice atacou a sua barriga, estreitando algo em seu ventre. Apesar do tempo confortável, quase gélido dentro do apartamento, Isabella estava em chamas. Gotas de suor escorriam por sua nuca, por seus seios, por de baixo de seus seios e por seus dedos femininos. Ela sabia que o seu orgasmo estava próximo, por isso que ela intensificou seus movimentos, sentindo a passagem sendo minimizada quando se contraía a espera de seu ápice.

Foi com mais alguns movimentos, enquanto o seu clitóris era estimulado por seu polegar, que Isabella sentiu a onda orgástica a tomando, liberando o líquido do auto prazer que se dava. O gozo da jornalista escorria por seus dedos, por sua feminilidade, fluindo por suas coxas. Com a respiração arfante e descompassada, ela fechou seus olhos castanhos, tendo um vislumbre orgulhoso dos verdes inquietantes e arrebatadores de Edward Cullen.

Tão rápido, quanto o prazer que se deu, Isabella retirou seus dedos de sua vagina, se amaldiçoando por tocar-se pensando naquele homem. Ela queria destruí-lo, queria levá-lo a sua ruína, e não se jogar para a sua própria, não se autodestruir enquanto era movida pelo desejo inquietante que sentia por ele. Se odiando por tal atitude, ela berrou irritada, marchando para o seu minúsculo banheiro e entrando sem sequer pensar na água gélida que saia pelo chuveiro.

Apesar da temperatura glacial da água, o corpo febril de Isabella não sentia frio. Ele tremia, mas o tremor era de ódio por se render ao prazer carnal que crescia desde o momento que os dedos longos e grossos daquele homem tocaram o seu corpo. Uma fúria descontrolada tomava toda a alma da jornalista e por conta desta cólera que ela pegou uma esponja feita de material vegetal colocando uma determinada quantidade de sabonete líquido que esfregou com força, ira, o seu próprio corpo, sentindo o material arranhando a sua pele a deixando completamente vermelha.

Ela poderia estar se infringindo dor, uma dor que deixaria marcas, contudo nem mesmo com a penitência que empregava a si mesma, Isabella não conseguia deixar de pensar em todo o prazer que Edward Cullen a proporcionou, e cada vez que se pegava pensando naqueles profundos e brilhantes olhos esmeraldinos ou naquele cabelo dourado envelhecido completamente desordenado ela se punia, mas nada estava adiantando aquela punição, e foi se dando por vencida longos minutos depois que saiu da água gélida do chuveiro, secando-se com uma felpuda toalha branca e vestindo um moletom enorme da Iowa State University que um dia pertencera a Jacob.

Como estava desde o almoço sem colocar nada no estômago, a jornalista pegou seu laptop e seguiu-se para a pequena sala onde seu amante preparara a mesa para ela com seu peixe favorito. Antes de sentar-se à mesa e saborear o alimento, foi a sua pequena cozinha, abrindo a geladeira antiga, retirando uma garrafa de cerveja que pertencia ao moreno que mais a compreendia no mundo. Abriu a garrafa de um litro da cerveja belga com o abridor próximo a pia, pegando um copo ainda úmido que estava sobre a mesma, completando todo o conteúdo deste com o líquido dourado gélido.

Elevando o copo diante de si mesma, em um gesto de brinde Isabella virou o líquido de uma vez só. A cerveja gelada desceu refrescante por sua garganta. Ela cerrou seus olhos sentindo a tranquilidade da suave bebida alcoólica entrando em contato com a sua corrente sanguínea. Minimamente mais calma a morena retornou a mesa, onde ligou seu laptop, e enquanto este era iniciado começou a degustar do peixe que como sempre estava perfeito.

Por ser uma pessoa pública, os passos de Edward Cullen era de conhecimento de todos, bastava acessar a sua página pessoal na internet que sabia o que ele faria durante o seu dia, e como nas últimas semanas, desde a elaboração de seu plano, o computador de Isabella quando esta clicou no ícone que permitiria acessar a rede, sua página inicial fora a do Senador. O seu rosto jovial e sorridente em frente a uma bandeira dos Estados Unidos, no cabeçalho da página, fez com que a feminilidade da jornalista se contraísse em desejo. Tentando ignorar aquele incomodo os olhos da mulher foram diretamente para a agenda do político, constatando que ele naquela hora se encontrava em um Baile de Gala na Galeria Nacional de Arte.

Com um desejo masoquista Isabella sem delongas procurou na internet um site que estava transmitindo em tempo real o tal Baile e as fotos da chegada dos convidados. Era como se o destino tivesse pregando uma peça para ela, pois assim que conectou o live stream, a narradora do evento informou que o convidado de honra e sua família havia acabado de chegar.

Vestindo um smoking negro feito sobre medida, com os cabelos bronzes ligeiramente bagunçado, uma postura arrogante e prepotente, o Senador Edward Cullen foi o primeiro a sair da limusine em que chegou ao evento. Um sorriso de falso comprometimento, falsa alegria iluminava o rosto do político, enquanto seus olhos verdes esmeraldinos brilhavam friamente. Enquanto acenava para a multidão com uma mão, abotoando com outra seu casaco, um outro homem, extremamente parecido com o Senador, porém mais jovem, saia do carro.

Os cabelos bronzes deste, era do mesmíssimo tom do outro, e da mesmíssima maneira possuía a desordem natural. A altura deles era similar, talvez um centímetro a menos para o mais jovem, mas o porte esguio dos músculos seguia o mesmo padrão. Os olhos verdes esmeraldinos brilhavam na mesma intensidade, a única diferença entre os do jovem rapaz e do político, era que o do primeiro ainda mantinha a inocência e a juventude da idade terna, não possuindo a aura de poder que o outro emanava.

Contudo, Isabella tinha plena consciência de que Alec Philip Denali-Cullen, em alguns anos seria o pai em todos os aspectos, não só na aparência, mas também na impetuosa atitude política. O rapaz imitou o gesto do pai, acenando enquanto abotoava o seu casaco, na mesma hora que uma jovem mulher, de cabelos loiros claros levemente arruivados presos em um elegante coque baixo, onde as laterais estavam trançadas com distinção, saia do automóvel.

Seu vestido rosa pálido de chiffon de seda ia até os seus pés, exibindo que a altura da jovem loira era condizente com o de uma modelo internacional, assim como a sua magreza e postura. O decote em V do busto tinha detalhes bordados prateados que mostrava a sofisticação da filha do Senador, Jane Stella Denali-Cullen. Os olhos verdes da menina brilhavam acentuados ainda mais pela maquiagem marcante em seus olhos. Um sorriso genuíno era estampado no rosto da jovem que assim como o pai e o irmão acenou como uma princesa para a multidão.

Mas a atenção de todos para a jovem mulher, que já dava o braço para o irmão e começavam a subir a escadaria que daria ao salão principal da Galeria, foi colocada na elegantíssima e bela esposa do Senador do Estado de Illinois, Tanya Maggie Denali-Cullen. Trajando um vestido longo, tomara que caia negro de paetês discretos da mesma cor, que abraçava o seu busto e cintura fina, não indicando a idade de quase quatro décadas e que um dia teve uma gestação de um casal de gêmeos.

A esposa de Edward Cullen mostrava que pertencia aquele mundo glamoroso, onde ela seria o centro das atenções ao lado do seu belo esposo. Seus cabelos longos, brilhantes e bem tratados loiro morangos, estavam meio presos, deixando suas ondas arruivadas caindo sobre suas costas. Sua pele clara perfeitamente maquiada com discrição indicava o cuidado exacerbado que ela depositava ao seu corpo e sua pele, o que não era de menos, uma vez que era a filha mais velha do magnata do império da beleza em potes na Califórnia.

Edward que sorria com um demasiado encanto fingido a sua esposa, rapidamente lhe deu a mão para auxiliá-la a sair do automóvel, onde esta enlaçou seu braço ao do marido que sorrindo falsamente caminhava com a mulher ao seu lado para a escadaria que os levaria ao saguão da Galeria Nacional de Arte onde os filhos estavam.

Porém, pela primeira vez desde que começara todo aquele fingimento palpável, o Senador Edward Cullen retirou a mascara de tédio que dominava os seus olhos, e um olhar orgulhoso e comovido o tomava, quando ia de encontro com os filhos, trocando de lugar com o filho homem, enlaçando o braço da filha, enquanto do garoto enlaçava o da mãe e guiava para dentro da Galeria.

Isabella admirou encantada aquela relação daquele impetuoso, intragável, arrogante e prepotente homem com seus filhos. Era como se as únicas pessoas que merecessem o seu respeito e consideração fossem seus jovens filhos, que ainda não tinham alcançado a maioridade. Percebendo então que para a efetivação de seu estruturado plano que acabaria com o Senador Cullen de uma vez por todas, ela precisaria conhecer bem o seu adversário, ficar próxima da família dele, e conseguir abalá-los por dentro.

Pensativa, Isabella admirou pelo site de imagens, a foto da família Cullen. Edward, Tanya, e os filhos Alec e Jane. Considerando suas próprias ideias, Isabella levantou-se de um átimo e fora até a gaveta de sua cama onde retirou a grossa pasta com todos os dados e informações sobre Edward Cullen. Ao retornar a sua pequena mesa, retirou de sua bolsa o maço de cigarros e pegando um deste o tragou com fúria, quando enfim estava aceso. Ela havia lido um pouco sobre a esposa e os filhos, já que naquela inicial circunstância ela não desprendeu a atenção devida, que percebeu ser necessária neste momento, assim autoconfiante e estrategista, a morena passou a ler e analisar todos os pontos dos outros três membros da família Cullen que ela teria que se aproximar e depois destruir.

Foi inevitável que um sorriso malicioso não brotasse em seus lábios, quando ela lia o perfil e dossiê de Alec Cullen, talvez ela poderia mostrar para o jovem de vinte anos, o que era ter prazer sexual com uma mulher, já que a sua insossa namoradinha de Princeton pregava a todos que sexo só deveria ser feito após o casamento. Pobre rapaz. Será que praticava os mesmos atos libidinosos do pai? Buscando prazer e libertação copulando com prostitutas? Ela teria que averiguar num futuro, talvez.

Jane Cullen, a jornalista percebeu, seria uma ou excelente aliada ou uma terrível pedra em seu caminho. Ela respeitava e admirava o pai, assim como o irmão fazia, mas ao contrário de Alec o relacionamento com a mãe, sempre fora difícil e controvertido, brigas constantes entre as duas era algo comum, segundo antigos funcionários dos Cullen. A jovem loira sequer demonstrava respeito pela mãe.

Interessante, pensou Isabella.

Mas fora lendo a parte de Tanya que Isabella constatou que se tinha um membro daquela família frágil e suscetível a cometer um erro que lhe causaria tudo, seria a fútil e egoísta senhora Denali-Cullen, que além de ter o desprezo da filha, tinha também o do marido e da família deste.

A jornalista sorriu consigo mesma, enquanto a sua mente traçava planos e tramóias que iria deixar Tanya Denali-Cullen somente como uma lembrança horrível e traidora para aquela família. Pegou o seu telefone celular em sua bolsa, e digitou uma rápida mensagem ao seu tio e ao seu amante.

"Preciso saber tudo sobre Tanya Denali-Cullen. Desde frequência escolar até advertências. Amigos a ex-namorados. Tudo. Temos que eliminá-la em primeiro plano."

Com um olhar vitorioso em seu rosto a morena desligou o seu computador e deitou-se em sua cama completamente exausta, mais totalmente feliz consigo mesma por ter encontrado um elo fraco, que a faria alcançar e acabar com o Senador Edward Cullen lentamente.

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A manhã de segunda feira amanheceu ligeiramente nublada e fria. Isabella, que depois de um sábado onde passou o dia todo fazendo seus relatórios para o Washington Post e depois preparando o pronunciamento do Senador Cullen, estava estressada e exausta, contudo necessitada de um relaxamento ou diversão. Sem pensar duas vezes no início da noite ligou para Jacob, pedindo para que ele viesse até o seu apartamento.

O moreno conhecia muito bem a jornalista, e quando ela o ligava com a voz manhosa e toda saudosa ela só queria uma coisa: sexo. Poderia ser carinhoso, violento, submisso ou dominante, ela queria dar e receber prazer, e ele como um bom companheiro estava disposto a dá-la. Passaram o sábado e todo o domingo na cama, em meio a tanto prazer eles pararam somente para comer lanches frios preparados por Jacob ou dormir, assim não foi nenhuma surpresa que acordaram completamente nus e embolados em meios aos lençóis de algodão de Isabella na segunda-feira.

Foi lenta e preguiçosamente que ele conseguiu a tirar da cama para que ela fosse trabalhar. Jacob conhecia Isabella tão bem que preparou com perfeição o banho morno para ela e depois seu desejum composto de café preto e torradas francesas com geléia.

A assessora de imprensa do Senador de Illinois vestiu-se cautelosamente, optou por uma saia negra acinturada que ia até seus joelhos. Uma camisa sem mangas com estampas pretas e brancas num padrão houndstooth, e um blazer preto com detalhes discretos na mesma cor. Suas pernas eram cobertas por meias 7/8 arrastão de trama fechada e pequena, tão discreta que mal aparentava ser quadriculada, mas sim de um cinza suave. Em seus pés sapatos altíssimos negros compunham o seu traje.

Os cabelos estavam meio presos, deixando que seus cachos castanhos avermelhados caíssem sobre seus ombros finos e delicados. Uma maquiagem discreta espantava as olheiras e imperfeições mínimas da pele angelical. Com votos de um bom dia de trabalho de Jacob, Isabella seguiu confiante para o Russel Senate Office Building.

O movimento no complexo de salas pertencentes ao Senador Cullen era grande, funcionários, estagiários e visitantes caminhavam para lá e para cá. Victoria Collins, a Chefe de Gabinete, havia instruindo um estagiário para indicar e explicar todos os procedimentos do escritório para Isabella Swan, tudo para a ruiva evitar um possível embate com a morena. A jornalista não se sentiu nenhum pouco incomodada por não ser a antropóloga a lhe explicar a rotina do escritório, na realidade ela se sentiu muito agradecida de tal fator, podendo se instalar na pequena sala em que era designada a ela com tranquilidade.

Edward chegou com a sua tão comum arrogância de sempre, trajando um blazer preto, com camisa branca e uma gravata vermelha com mínimos detalhes azuis. Como de costume o ruivo estava com seus olhos cobertos por seus óculos escuros e não dispensou um olhar sequer a qualquer pessoa que perambulava pelas salas que compunham o seu escritório, caminhando diretamente para o seu Gabinete se fechando ali dentro.

Isabella assustou-se quando um estagiário bateu em sua porta, informando que o Senador Cullen gostaria de dar uma olhada no pronunciamento sobre a lei de segurança nas escolas e proibição de jogos violentos que ela havia elaborado, mas antes que ela levantasse de sua cadeira o jovem, tímido e medroso estagiário informou que o Senador pediu para que ele levasse a sua sala.

Ela mordeu a sua bochecha evitando praguejar algo, mas por fim deu o documento já devidamente corrigido, impresso e guardado em uma pasta com o selo do Senado ao jovem rapaz, que sorrindo desajeitado agradeceu à assessora e com agilidade levou o documento a sala do ex-prefeito de Chicago.

O dia passou-se lento e em completo marasmo, Isabella passou o dia lendo e se adaptando as regras do Gabinete, mas nada daquilo parecia despertar nela interesse. Fora só quando estava preparando-se para ir embora, faltando poucos minutos para as cinco da tarde que o telefone de sua mesa tocou estridentemente. Entediada e ligeiramente irritada por ter que atender ao telefone, a morena o fez de pouco caso.

- Assessoria de Imprensa do Senador Cullen. – recitou enfadada.

- Em meu Gabinete imediatamente, senhorita Swan. – comandou a voz autoritária e gélida do Senador Edward Cullen. Um arrepio de expectativa passou por todo o corpo da morena, que sem perceber que o homem já havia encerrado a chamada explanou.

- Imediatamente, Senador. – como não obteve resposta do outro lado, somente o tom de mudo, a jornalista tornou a colocar o telefone no gancho e se ajeitando minimamente saiu de sua sala, seguindo para as enormes portas duplas de carvalho.

Vários funcionários e estagiários que se preparavam para ir embora acompanharam com olhares curiosos a morena que caminhava sensualmente em direção ao escritório do homem. Sim, todos ali temiam de maneira doentia o inescrupuloso, vingativo e impiedoso Senador Edward Cullen. Com uma batida suave na porta, Isabella girou a maçaneta, abrindo a porta minimamente e entrando silenciosamente no Gabinete de Edward.

- Tranque a porta. – comandou o homem sentado de sua mesa. Obedecendo a ordem que lhe era destinada a morena a fez com rapidez. – Sente-se na poltrona que está em frente à porta. – exigiu, e com passos lentos e vacilantes ela caminhou até a poltrona e se sentou, acomodando-se femininamente com as pernas cruzadas na cadeira.

Um silêncio pesado caiu sobre a sala. Edward de sua cadeira em meio à penumbra admirava a sua assessora de imprensa, que se mostrara completamente competente tanto em suas atividades profissionais, quanto nas atividades sexuais que ele tivera apenas um aperitivo na sexta-feira. Ela apresentava as características de um anjo demoníaco, sua pele suave, seu corpo sensual, seus trejeitos sexies, cantavam para ele da mesma forma que as místicas sereias cantavam e seduziam os homens dos sete mares. O político passou todo o fim de semana fantasiando com aquela mulher, e por mais que ele desejasse a possuir com uma fúria descontrolada, ele decidiu apreciá-la lentamente. Cada dia saboreando algo novo que a sua assessora poderia lhe oferecer.

Se pondo em pé diante de sua mesa, ele caminhou por seu Gabinete, analisando a inquietude e a arfante e ruidosa respiração da morena. Edward contemplava o seu objeto de desejo, como um leão contemplaria uma zebra em meio à savana africana. Com sede e um desejo arrebatador. Mas antes que pudesse atacá-la, o ruivo decidira-se brincar com o seu alimento.

- Seu pronunciamento ficou excelente. – elogiou o Senador. – Vejo que não cometi um engano quando a contratei, você realmente superou as minhas expectativas.

- Obrigada, Senhor. – agradeceu timidamente a jornalista, tingindo de rubro suas bochechas.

- Mas sabe, senhorita Swan, tem algo que eu necessito que você supere as minhas expectativas, será que a senhorita será capaz? – inquiriu maliciosamente o político, sentando-se na poltrona em frente a ela.

- Posso tentar, Senador. – respondeu submissa a morena. Edward sorriu torto, era exatamente aquela resposta que ele queria ouvir.

- Não se sinta acanhada com a minha pergunta, mas você já deve ter se tocado intimamente, não é mesmo, senhorita Swan? – questionou. Isabella arregalou seus olhos aturdida, não tinha como ele saber que na própria sexta-feira ela havia se tocado pensando nele, e ter feito isso também no sábado antes de telefonar para Jacob pedindo para que ele fosse até a casa dela, com o intuito de fazê-la esquecer daquele homem e de sua voluptuosa masculinidade.

- S-sim – murmurou envergonhada -, Senador.

Edward sorriu torto com a forma que havia conseguido afetá-la. Era isto que ele queria: vê-la completamente desconfortável, antes de render-se a ele.

- Algum outro homem já se masturbou na sua frente, senhorita Swan? – quis saber Edward. Ela somente negou agilmente com a cabeça. – Eu não escutei, senhorita Swan.

- Não, Senhor. – respondeu incerta, mas corretamente a morena. Ele sorriu torto para ela.

- Sendo assim, quero que a senhorita fique me observando quando me satisfaço, estamos entendidos? – exigiu o homem.

Isabella engoliu em seco, balançando sua cabeça, mas com o olhar expectante atento nas mãos do homem que abria a calça de seu terno e a abaixava minimamente revelando para que ela pudesse ver e analisar a suntuosidade, o comprimento e a largura indecorosa de seu membro. A morena segurou uma respiração surpresa por todo aquele tamanho ter cabido dentro de si na sexta-feira.

- Te agrada à vista, senhorita Swan? – provocou Edward, que deslizava suavemente sua mão com longos dedos por toda a sua masculinidade.

- Muito, Senhor. – murmurou envergonhadamente a morena.

- Você gostaria que ele estivesse dentro de você? – perguntou presunçoso, agarrando seu membro com a sua mão e o massageando em movimentos para cima e para baixo em seu próprio eixo.

- Sim, Senhor. – concordou Isabella.

- Você deseja o meu pau fodendo a sua buceta, senhorita Swan? – insistiu Edward, aumentando os seus movimentos em seu eixo. A vermelhidão na bochecha da mulher se intensificou, assim como sua respiração, pulsação e batimentos cardíacos.

- S-sim, Senhor. – murmurou gaguejante e envergonhada por assumir aquilo.

- Você gostaria que eu a comesse por trás mais uma vez sobre a minha mesa, senhorita Swan? – relembrou o homem, aumentando os seus movimentos, enquanto sua outra mão massageava seus colhões. Isabella mexeu-se incomoda em sua poltrona sentindo um formigamento inquietante e conhecido dela entre suas pernas. Ela tentou, ao descruzá-las, uma mínima fricção para livrar-se do incomodo, mas nada adiantou. – Isso está te excitando, senhorita Swan?

- Sim, para as duas perguntas, Senador. – explanou a morena.

Edward mal ouviu a resposta de sua assessora de imprensa, se deleitando do prazer que se dava. Ele apertava a sua mão que envolvia seu membro, para sentir a pressão similar do sexo feminino. O Senador conhecia a sua fome por sexo, e tinha pleno conhecimento que aquele auto-alívio não amenizaria em nada a sua vontade, mas ele se preocuparia com aquilo depois, no momento ele gostaria de provocar e humilhar a bela morena a sua frente.

Os seus movimentos ficavam mais enérgicos e rápidos. Ele sentia todo o seu corpo acelerando a pulsação e seus batimentos cardíacos, sua respiração estranhamente estava ritmada, mas isso devia aos treinamentos da Força Aérea em grandes altitudes. Seus músculos se contraíam involuntariamente. Seu membro crescia e latejava em sua mão, indicando que o ápice estava próximo. Controlando-se para não gozar, Edward pronunciou.

- Venha aqui senhorita Swan, eu quero que a senhorita engula todo o meu gozo. – exigiu.

Isabella, que apertava as suas coxas buscando uma fricção em seu ponto pulsante lamuriou baixinho pela ordem. O seu cérebro comandava que ela não desse a ele esse deleite, mas o seu instinto exigia que ela levasse todo aquele membro a sua boca e fosse brindada com o fruto do prazer daquele homem. Mas mesmo com a batalha ganha por seu instinto, o tempo em que ela demorou em se levantar da poltrona e caminhar até onde ele estava, foi o suficiente para que ele explodisse em seu orgasmo.

- Porra! – brandiu o homem irritadiço, sobressaltando a morena que estava encantada observando aquele líquido leitoso sendo jorrado por aquele membro. – Qual palavra do 'engula todo o meu gozo' a senhorita não compreendeu? – indagou o ruivo.

- Oh, Senhor, me perdoe... eu... eu... – tentou responder Isabella.

- Quieta. – ordenou. – Você irá limpar toda essa bagunça com a sua língua, ajoelhada diante de mim. – comandou autoritariamente Edward. A jornalista concordou com a sua cabeça caminhando lentamente, fazendo com que a renda se sua peça íntima roçasse em seu ponto pulsante, atitude que não passou despercebida por Edward, que sorriu torto diante a sensualidade daquele gesto. – Mas antes de tudo, a sua calcinha, senhorita Swan. – pediu esticando a sua mão a espera da peça íntima.

Envergonhada diante do olhar atento do político, a jornalista deslizou sua ensopada calcinha por suas pernas alvas, e quando estava livre de seu corpo a estendeu em direção ao Senador, possibilitando para os dois visualizarem um longo fio de umidade de seu sexo pingando do minúsculo tecido de renda.

- Completamente molhada, não é mesmo senhorita Swan? – incitou o Senador. – Mas a senhorita não irá se tocar intimamente hoje, e nem deixar ninguém tocá-la. O seu pensamento vai ficar todo no que eu poderia fazer com a sua boceta, e amanhã quando nos encontrarmos eu irei saber, mas por hora, limpe essa bagunça. – ordenou apontando para o próprio gozo que manchava a pele de seu membro e pélvis.

Isabella ponderou as opções. O seu orgulho, sua arrogância mandava avisos para que ela não se submetesse a vontade daquele homem, contudo um lado muito ligado as suas emoções e instinto aguardavam impacientemente quando ela se ajoelharia em frente a ele e limpasse todo o prazer que se deu, e quem sabe até mesmo podendo colocar aquele magnífico órgão masculino em sua boca e deliciar-se dele. Aquela briga interna foi longa para ela, mas coisa de apenas segundos imperceptíveis ao Senador.

Assim, agindo em completa submissão a morena se ajoelhou a alguns metros de distância do homem, e para provar para ele que ela aceitaria qualquer coisa que ele lhe propusesse arrastou-se no piso acarpetado até onde ele estava sentado na poltrona. Suas mãos femininas um pouco trêmulas e frias começaram a subir vagarosamente pelas pernas bem torneadas cobertas pelo tecido da calça negra que fazia conjunto com o seu blazer. Edward rolou seus olhos com o toque delicado e temeroso da mulher. Aquele contato mandava tantos choques para todo o seu corpo que o político não conseguia compreender o porquê deles.

O coração da morena batia ruidosamente e velozmente. Existia uma emoção no que ela fazia que não conseguia compreender, uma energia estranha, um formigamento elétrico, similar a um choque de baixa voltagem, arrastava pela ponta de seus dedos que tocavam a pele daquele poderoso homem. Edward se deliciava com o toque e a atenção feminina, um sorriso torto estava em seu rosto, enquanto os seus incríveis olhos verdes estavam cerrados.

Ele estava expectante para quando a boca quente e a língua úmida e fervorosa da jornalista estivessem em contato com a sua pele. Nunca em sua vasta experiência sexual Edward ansiou tanto para o contato de uma boca feminina em seu membro, o chupando, o sugando, dando-lhe prazer imensurável. Porém quando a ponta da língua extremamente quente tocou a sua glande um urro de desejo ecoou pelo Gabinete proveniente de seu dono.

O político poderia estar esperando algo normal e comum, porém imensamente poderoso, mas quando a boca e a língua da jornalista lhe tocaram ele se sentiu uma própria bomba nuclear se auto-explodindo. Uma descarga de energia de alta-voltagem parecia ter sido caída sobre o seu corpo. Seu membro que estava semiereto tornou a ficar duro e completamente ereto, esperando com uma ansiedade estrangeira para que pudesse foder a minúscula boca da morena.

As mãos masculinas e grandes fecharam se em nó ao lado do corpo do homem. Ele jogou sua cabeça para trás, sentindo o indescritível prazer. Foi involuntário que seu quadril se elevou minimamente buscando o calor acolhedor da boca feminina, todavia não encontrando absolutamente nada.

Isabella limpava o resultado do prazer daquele homem com uma calma e uma serenidade sufocante. Suas papilas gustativas saboreavam cada minúscula gota daquele magnífico gozo. Sua boca sentia a maciez daquela pele masculina febril. Suas mãos delicadas apertavam a coxa esguia e musculosa do Coronel da Força Aérea. Ela removia com uma calma nauseante todo o resultado que estava espalhado pela pélvis e pelo final do abdômen do homem, deixando por último o seu suntuoso membro.

Era uma tortura prazerosa para Edward o que ela fazia. Ele tentava conter suas mãos para si mesmo para não embolá-las nos cabelos castanhos e guiar o rosto e a boca da mulher em direção a sua masculinidade, podendo se mover tranquilamente e dominantemente para dentro e para fora daquela boca quente e apaziguante. Foi durante uma briga interna consigo mesmo que a boca feminina e sua língua fervorosa tomaram todo aquele membro.

Um grunhido selvagem saiu pelos lábios do Senador Cullen, se até um segundo atrás ele se continha para segurar os cabelos castanhos, agora ele enrolava seus dedos grossos e longos entre eles, disposto a quem sabe auxiliar a morena, indicando como ele gostaria de ser saciado. Mas engana-se quem espera que o poderoso político ajudou a movimentar a cabeça da astuta jornalista, com uma brutalidade contida ele puxou pelos cabelos dela, afastando o de seu membro e sentenciou com a voz profundamente rouca, mas completamente fria e autoritária.

- Eu mandei à senhorita limpar esta bagunça, e não se deliciar com o meu pau. A senhorita ainda não merece este prêmio.

Isabella diante daquele comando ficou estupefata. Aquele homem queria deixá-la louca, privando-a de algo que ele também queria com toda a força. Ela o encarou com seus confusos e odiosos, contudo brilhantes olhos castanhos os frios e autoritários, também brilhantes olhos verdes. Aquela arrogância e aquela prepotência que já lhe era tão conhecida no olhar daquele homem estava ali mais uma vez, indicando que aquilo não era um pedido possível de contestação, mas sim uma ordem que não poderia se discutir.

Respirando-se fortemente pelo seu nariz, a jornalista assentiu minimamente, e submissamente limpou o restante do gozo que tinha na masculinidade do homem. E assim que terminou, sentou-se sobre seus calcanhares de frente para ele, observando atentamente a rigidez do membro. Edward sorriu torto diante o olhar admirado de Isabella. Ele sabia que era bem dotado, mas não se cansava de ver uma mulher completamente encantada pelo seu comprimento.

- Você gosta, senhorita Swan? – provocou, alisando a própria ereção com sua mão. – Quem sabe se a senhorita for uma boa menina, e fizer tudo o que eu mando, eu não a autorizo se deliciar com ele?

A morena olhou sobre a espessa cortina de seus cílios o rosto anguloso e masculino do político. Ela assentiu humildemente para ele. Edward sorriu torto diante do acinte de Isabella, talvez, pensou ele, ela pudesse se tornar um excelente brinquedinho sexual ou quem sabe uma espetacular amante para ele.

Sobre os olhares atentos de Isabella o Senador tornou a esconder a sua rígida ereção nos tecidos de sua boxer e calça negra. A jornalista não pode deixar de considerar ser um pecado privar as pessoas de observarem aquele majestoso membro, já que era tão lindo, tão perfeito, tão grande, mas manteve a opinião para si própria. Edward levantou-se da poltrona em que esteve sentado, pegando com uma mão a peça íntima e úmida que a mulher havia lhe dado e guardando no bolso de sua calça.

- Uma recordação. – comentou despreocupadamente, enquanto estendia uma mão para que a morena ajoelhada aos seus pés se levantasse. – Sabe senhorita Swan, acredito que formaremos uma excelente equipe. – ponderou o homem, alisando os cabelos ondulados da jornalista, mas depois se afastando com rapidez.

Isabella atordoada arrumou a roupa que vestia, tirando todas as rugas que formava no tecido de sua saia preta. Tentou, sem ver, organizar seus longos cabelos castanhos, e depois alisou o seu rosto retirando imperfeições de sua maquiagem que poderia estar borrada. Seus olhos castanhos e ligeiramente preguiçosos encararam o rosto do Senador Cullen que acendia um cigarro e o tragava com fervorosa devoção. Ela própria sentiu vontade de fumar naquele segundo, estava tão ocupada com seus próprios planos nos últimos dias que havia completamente se esquecido de seu vício.

- Nos vemos amanhã, senhorita Swan. Está dispensada. – ponderou o homem arrogantemente, sentando-se em sua poltrona diante de sua mesa de carvalho.

Isabella, ainda sem palavras para dizer qualquer coisa aquele homem, tornou a assentir minimamente, seguindo em direção à porta que minutos atrás ela trancara. Ainda lhe era incompreensível o poder que aquele arrogante e prepotente político tinha sobre si, contudo, ela estava disposta a se arriscar e se fosse o caso, a se queimar para descobrir o que ele tinha para lhe oferecer.

- E senhorita Swan? – chamou o homem de sua mesa, entre uma baforada de seu cigarro.

- Sim, Senador? – conseguiu pronunciar virando-se em direção a ele.

- Não se esqueça de que a senhorita está proibida de se tocar e de tocarem em você.

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N/A: Então, mais alguém além de mim e da Bellorra está disposto a arriscar se queimar para ter o prazer com esse homem? *PQP* Até eu fico indignada com a minha imaginação quando escrevo, queria muito saber da onde eu tirei esse protótipo de homem que deixa qualquer mulher com a calcinha NA CHÕM!

Será que todo mundo conseguiu visualizar o que acontece com os personagens secundários, tão importantes para a trama quanto os dois? Neste capítulo fomos introduzidos com mais profundidade nos porquês da obsessão da Victoria, conhecemos um pouco também sobre Alec e Jane, filhos gêmeos de Edward, mas principalmente tivemos a identidade do bonitão relevada. Antes que venham com facas, tochas e forcados em minha direção entendam que o Jacob aqui é um aliado interessante para a trama, e alguém aqui acredita realmente que o Senaward não vai dar o seu jeitinho de acabar com o bonitão? Só resta saber como, mas isto é um assunto para um futuro distante, distante, enquanto isso não chega, ficamos observando a Cachorra fazer dele seu cachorrinho de pelúcia, ou ninguém percebeu que a conotação do "fora!" que ela disse foi uma referência clara a isso?

Alguém está temeroso por o que essa ordinária vai fazer com a coitada da esposa fútil e egoísta do Senador, a Tanya? Mas é claro que não... nem sei porque questiono isso, sei muito bem que todo mundo aqui adora ver a Tanya e o Jacob comendo o pão que o diabo amassou, não é mesmo? *HUAHUAHUAHUA* Mas eu posso dizer que o que a Bellorra vai armar para a Tanya, vai ser digno de dar dó.

Bom, espero que todos tenham curtido assim como eu este capítulo, sinceramente eu achei ele tão fácil de escrever, e quem gostou ou não do capítulo deixa uma review contando o que espera dos planos da Bella ou o que o Edward fará com ela ou com as outras... conforme as perguntas forem aparecendo não hesitem em ir lá no tumblr da fic: fuckyeahsympathyforthedevil(PONTO)tumblr(PONTO)com/ , ou quem quiser usar o formspring para me perguntar o que quiser, fiquem a vontade também: www(PONTO)formspring(PONTO)me/carolvenancio – prometo que irei responder todas as perguntas da maneira que puder, ok? Só lembrando que para acessar qualquer um dos dois basta trocar a palavra (PONTO) pelo símbolo, ok?

Obrigada a todos que leram, eu sei que os capítulos desta fic estão saindo enooooormes, mas juro e a Blueberrytree está de prova que eu sempre prometo fazer capítulos menores, mas infelizmente eu sou uma matraca com os dedos insaciáveis. Tod obrigada mais uma vez por betar isto aqui.

Nos vemos no próximo que pode vir muito antes do que muita gente imagina. =X

Amo todos vocês!

Beijos,

Carol.

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N/B: Definitivamente as duas palavras que descrevem esse capítulo, para mim, é "tenso e intenso". Ainda mais depois do arranca-rabo entre a Victória e a Isabella. Acho que as duas estão só no começo dessa relação de ódio, mas com um Senador desse, é normal que só uma queira ser a sua senhora (no Gabinete, claro).

Outro que acha que é o único que vai se esbaldar com a Bellorra é o Jacob. Mal sabe ele que a coitada tá precisando se auto flagelar como punição por cair nas garras do Senaward. E é uma das características que eu mais gostei dessa Isabella: as suas válvulas de escape. Pra não descer a mão no Edward ela extravasou com a Victória, mas quando estava sozinha, bolada com tudo que aconteceu entre ela e o Senador, ela não tinha mais a quem despejar sua raiva, o que sobrou pra pele da coitada. Frustração é a última coisa que ela precisa. Pobre família Cullen, essa daí vai ser impiedosa mesmo.

Pobre Jacob, ele é tão gostosinho e tão apaixonado e pelo jeito tão burro também. Ou não, tem muita coisa pra acontecer. Tem alguém ai que já tá com pena dele ou sou só eu?

Por fim, acho digno o Senaward ser exatamente como ele é. Frio, prepotente, arrogante e fdp. Poxa, custava deixar a Bella dar uma lambidinha só? Hahahaha Acho que a maioria das leitoras ficou chupando dedo também, porque ele foi CRUEL demais. Só que não dizem por ai que a gente gosta de quem pisa na gente? Talvez a Isabella não tenha se dado conta de que ela tem tanto tesão nesse cara (e eu também!) justamente por isso. Vamos só ver quando ela vai conseguir virar o jogo a seu favor. Até lá, Bellinha, nada de prazer. Vista seu cinto de castidade e seja in(feliz).

Não deixem de enviar suas reviews, elas são um preço pequenino perto de cada capítulo que a Carol nos presenteia. Além de ser importante pra autora saber onde está agradando cada um de vocês.

Nos vemos no próximo capítulo.

Bjos,

Tod.

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GOSTOU OU NÃO, DEIXE-ME SABER.
REVIEWS SÃO O COMBUSTÍVEL PARA NOVOS CAPÍTULOS!