Meninas trago o final para vocês...por favor não me matem...^^ bjss

O sol batia forte em seu rosto indicando que já estava tarde. Sentia seu corpo cansado e um pouco de ardência em sua virilha. Abriu os olhos sobre os lençóis e com um flash lembrou-se da noite que passara. Poderia ser considerado estupro, isso antes dela ceder. Sentou se e olhou seu corpo, sentia estranha, não compreendia o motivo, mas queria abraçá-lo, mas este não se encontrava mais em sua cama.

Levantou-se, arrumou os cabelos, pegou e ajeitou o hobby no corpo e desceu para tomar café da manhã, nunca se sentirá tão faminta. Deu bom dia a todos como costume e se alimentou. Era poucas vezes que sentia assim, mas não queria fazer nada, apenas ficar olhando a vista do lago em sua sacada e esperançosa pela noite chegar e rever seu amigo. Ficou assim por muito tempo. Somente saiu para almoçar e atender aos telefonemas de seus pais e amigos que estavam fora.

Não demorou as estrelas cobrirem o céu, e uma bela lua cheia clarear. Deito-se e ficou a esperá-lo admirando o teto branco do quarto. Eram onze e meia, sabia que ele sempre abordava de madrugada, mas estava cansada, no entanto para seu alivio não demorou dez minutos e ele apareceu como toda a noite fazia.

Ficou recolhida na cama por sentir envergonhada. Ele como admirador, achou aquilo simplesmente encantador. Aproximou-se e com um leve carinho colocou sua cabeça em seu colo. Ficaram assim a noite toda. Ela sentindo sua proteção e ele seu corpo aquecido.

Mais uns dias passaram, e continuavam assim, e apenas voltaram a trocar caricias ousada no final da lua cheia.

Ela se sentia mais solta e ele percebia isso muito bem, sempre apreciando suas expressões de prazer e ouvindo seus murmúrios e gemidos. Terminando aquela noite, ele a inclinou beijando seu pescoço.

- Esperei tanto por isso, minha Rin...

Após o termino da frase, seus caninos cravaram em seu sua clara pele. Ouvia a respiração e um pouco de lágrimas caíam em cascatas.

Retornou olhá-la e secou o liquido transparente que percorria toda a face. Não via medo, nem dor para seu espanto, e sim uma clara tristeza.

Voltou sugá-la até sentir o último suspiro de vida. Deixo-a sobre a cama cobrindo com o leve lençol de seda e partiu.

Vagava pela noite admirando a paisagem solitária, o vento soprava seus lisos cabelos, fazendo sua pela já morta, gelar mais. Sentou-se no banco velho de uma praça pouco iluminada enfrente ao imenso lago que refletia a luz do luar. Contemplou as imagens formadas por elas até sentir acompanhado por alguém.

Essa pessoa aproximou e sentou-se ao seu lado. Continuo na mesma posição que estava.

- Como se senti? - perguntou cortando o silêncio do lugar

Sesshoumaru agora encarava os orbes que no exato momento estudava-o, respondeu sarcasticamente.

- E como se senti quando esta alimentado?... Acho que saciado não é? - seu pequeno sorriso formava-se diretamente a seu companheiro.

O ser ao lado achou engraçado e direcionou os olhos para o mesmo ponto que Sesshoumaru avistava antes.

- gostaria de ter certeza que não vou perder meu melhor... único... e fiel filho.

- O senhor só perderia se este o quisesse.

O silêncio novamente se instalou fazendo ambos trocarem olhares significativos e o outro simplesmente desaparecer, no meio a escuridão.

Ficou mais um tempo a observa os desenhos e retornou ao caminho, passando por arbustos abandonados, até encontra-se em uma ponte antiga de ferro coberta por trepadeiras. Passou lentamente, seus ruídos eram altos mais sua sustentação firme.

Quando já se permanecia no outro lado, uma bela construção com elementos góticos se revelou.

Seus grandes e pesados portões abriram, agora revelando seu interior frio, obscuro e requintado.

Fechou o portal dando uma leve reverencia ao que parecia ser para a lua.

Caminhou a passos firmes pelo realçado tapete vermelho exposto ao límpido chão, seguindo enormes pilastras iluminada por castiçais que levava a imensa escadaria em mármore fino, atingiu o seu topo, que agora mostrava um corredor extenso e ao fundo uma porta que diferenciava das outras, modeladas com imagens contorcidas que semelhava a anjos.

Entrou no recinto e sentou-se em sua confortável e predileta cadeira, descansando seus olhos, e sua boca abrindo, emitindo e narrando suas reflexões.

Realmente aquele sangue tinha um sabor... senti sua pureza mesmo depois de fazê-la impura. Agora entendo o motivo para todos quererem aquele liquido, realmente precioso. Nunca me senti tão... saciado. Uma pena não poder sentir mais daquele sangue...realmente...uma pena.

Hoje os humanos podem agradecer, continuarei aqui em meu belo lar apenas sentindo essa sensação que estranhamente tomou conta de mim... acalmem... não pense que estou apaixonado ou com remorso... apenas quero curtir um pouco do meu presente ou prometida... se preferir.

Naquela mesma noite, Sesshoumaru sentiu um vento estranho pela casa. Não seria estranho se ele sentisse a presença da menina.

Como todo o vampiro amaldiçoou ter entrado em tanto contato com ela. Sua espécie sempre evitava contatos com suas vitimas, sempre atacavam e sumiam, para evitar que as almas não voltassem para atormentá-los.

Fechou a janela do quarto e olhou para os lados. A sensação cada vez aumentava. E como um vulto, Rin apareceu.

Sua imagem projetou enfrente ao dele, sua expressão era fria. Ele queria acabar logo com isso.

- O que queres Rin? – perguntou de uma vez

Mas não obteve resposta, e continuou ao seu lado. Percebeu que não iria embora facilmente, decidiu ignorá suas caçadas noturnas, cada vez alimentando mais e a cada nova vítima seus olhos eram direcionado para ela, que continuava a olhá-lo sem qualquer sentimento. Ficaram assim na companhia do outro por meses até um belo dia ela desaparecer.

Estou aqui, tomando mais um cálice de sangue, incrível como esse liquido não me sacia mais, desde daquele sangue prometido tenho tomado cada vez mais para suprir minhas necessidades... mas estranho... ela nunca vai embora. Agora estou sozinho aqui... até que enfim aquele fantasma me deixou em paz, por sorte ela era passiva. Ah não... não estou com medo... apenas não tinha como lidar com isso, por acaso já tentaram lidar com o "nada"?... é complicado, na verdade essa é a minha primeira vez.

Passaram uns dias e cada vez ele sentia falta de alguma coisa, bebia sangue compulsivamente, mas nada preenchia sua necessidade.

Posso esta parecendo fraco, mas na verdade apenas faço o que quero e nunca liguei para o modo. Isso deve ser para eu aprender a não duvidar de lendas e contos, pois realmente sempre tem fundo de verdade. Descobri o que sinto é falta dela... podem rir... dessa vez eu deixo... mas só dessa vez.

Agora me encontro aqui em seu quarto onde passei anos a observá-la sem mesmo ela perceber, seu aroma ainda impregna o local. Daqui nitidamente ouço choros e lamentos de seus pais. Com certeza não acreditavam na lenda, na verdade... nem eu.

Querem saber o que estou fazendo?... mesmo não querendo, vou contar... estou acariciando um fio amolado de prata. Ah sim, eu posso tocar na prata, apenas não posso cortar-me com ela, quer dizer, isso dependendo do lugar.

Estou enrolando esse fio em meu pescoço, para que? Sim para unir-me a ela, descobri que ela é a minha ausência... e pode parecer ingenuidade minha ou apenas tolice, mas como disse, o que quero eu consigo independentemente de como seja.

Agora verei como é o outro lado... espero poder continuar a contar como é... se não... um até logo. Passem bem...

Concentrou uma enorme força em seus braços e puxou o fio envolvido em seu pescoço de uma só vez, rasgando não só a pele, mas arrancando a cabeça fora.

Aquele era o único jeito de matar um vampiro, estacas e água benta apenas eram crendices. Superstições criadas pelos próprios e pela igreja para acalmar e negar a existência perante os mortais. Sendo que eles são realmente seres da noite, impossibilitados de ver a luz do dia.

Nossa... agora estou aqui do outro lado vendo meu recipiente atirado na cama e uma enorme poça de sangue envolta dela, sangue de todos aqueles que me alimentei. É... se tivesse algum dos meus aqui, seria um prato cheio... apesar de estar frio, é lógico . Mas agora preciso procurar... só espero que não esteja no tal do além, pois infelizmente não sei o caminho... mas descubro, é claro... afinal não deixei de ser Sesshoumaru.

O espírito sai à procura de Rin, passou por todos os cantos que imaginava ela estar, mas nada de encontrá-la.

Voltou para casa onde habitava antes, tentava pensar onde encontraria. Enquanto refletia, sentiu alguém olhando e voltou-se para ela. Antes um triste olhar, agora a felicidade reinava em seu rosto. Sesshoumaru permaneceu olhando-a, sentia-se completo agora.

Ela aproximou-se e seus braços novamente foram ao seu encontro. Descansou a cabeça sobre o ombro enquanto ele afagava seus cabelos.

É engraçado, pois a sensação que tenho agora e que nunca morri, não sinto frio, nada... e como voltasse a ser o youkai normal que era, isso antes de me tornar vampiro. Nossa... isso é verdadeiramente bom... não lembrava mais como era. Também tantos anos... ou diria séculos... milênio?... Agora estou aqui nos braços com minha assassina... sim... minha assassina... e eu, seu assassino, porém a diferença fica que ela me purificou, enquanto eu apenas me aproveitei... agora me sinto aproveitado... mas como nunca... feliz.

Essa com certeza é o sabor, do mais puro sangue...

Fim

Obrigada a todas, quem sabe até um dia novamente... acho que minha cota de fics vai parar por aqui. Bjs a todas e dizem realmente o que acharam, ok!