Crepúsculo

Capítulo 04 – Impulso Irresistível!

Os dedos frios percorrem a face adormecida, contornando os lábios, portando um olhar admirado. Não sabia como, mas simplesmente sentiu que precisava ir vê-lo... Sentia que Omi precisava dele, precisava de alguém que pudesse acalentar seu pequeno e atormentado coração. Não conseguia ver o que o menino sonhava realmente, mas sabia... Era algo terrível e sombrio. Queria descobrir o motivo daqueles sonhos...

"Por que... Por que você tem esses sonhos?", Perguntava-se em pensamento.

Enquanto conversava com Omi pelo MSN, apresentando-se apenas como Ran, descobriu que o menino sonhava coisas estranhas e angustiantes e o mais intrigante... Que esses 'sonhos' se manifestavam quando estava acordado também. Isso era muito perigoso e algo lhe dizia que era ainda mais sério do que aparentava...

"Principalmente pelo fato dele ser protegido por... Pérsia.", Seus olhos se estreitaram ao lembrar-se desse fato.

Pérsia controlava a organização que caçava vampiros e isso era no mundo todo. Vampiros e mais vampiros o odiavam, mas nunca... Nunca seriam capazes de matá-lo e Omi... Ele era alguém importante para Pérsia, mesmo que muitos não saibam disso. Piscou seus brilhantes violetas, voltando sua atenção para o belo menino adormecido.

Agora sua adorável criança estava dormindo profundamente... Sem sonhos ruins... Sem pesadelos... Apenas dormindo sem que nada nem ninguém pudessem perturbá-lo e mesmo que tentassem, não ia permitir. Nunca. Seus violetas continuavam a emitir um brilho especial enquanto vislumbrava aquela face de anjo...

Você se sente por fora... O que mais posso dizer?

Os sentimentos envolvidos... Eu não os deixarei partir.

Eu não posso substituir seu rosto gritando...

Sentindo a doença por dentro...

"Anjo...", Aya pronuncia a palavra mentalmente. Não era a primeira vez que o comparava a um anjo. Não sabia o porquê, mas o menino lhe parecia tanto ser um...

Ergueu-se e permaneceu fitando a face adormecida. Omi estava deitado confortavelmente, o braço direito erguido acima da cabeça, à face levemente virada para a esquerda e os fios dourados cobrindo aqueles olhos azuis que agora não podiam ser vistos... A pele clara gerava um contraste perfeito com a colcha azulada e as cobertas um pouco mais escuras. Mesmo adormecido, aquela bela criança humana lhe transmitia sentimentos tão bons que realmente parecia...

Fechou os olhos e suspirou fundo, como se precisasse do ar que acabara de mandar para dentro de seus pulmões não mais humanos. Reabriu os violetas e percebeu que a claridade já tomava conta do local, vendo o amanhecer chegar. Não poderia mais ficar ali... Seria arriscado. Aproximou-se daquele que desejava e curvou-se sobre o corpo menor, apreciando melhor a face adormecida e então tocando com seus lábios os deles, sentindo aquele calor mortal contaminar seu corpo.

"Controle-se, Aya.", Pensou o ruivo. Omi tinha o dom de fazê-lo perder o controle.

Afastou-se com lentidão, querendo prolongar mais o contato, mas não era possível. Virou-se e abriu a longa cortina, passando pela porta da varanda que estava aberta e fixando seu olhar no horizonte. O sol ainda não nascera, mas sua claridade já podia ser sentida. Olhou sobre o ombro, vendo que Omi permanecia na mesma posição e resolveu sair antes que desistisse... Aquele menino era uma tentação para seu ser.

Saltou do segundo andar, caindo suavemente no chão, ajeitando o sobretudo preto e se colocando a andar mais rapidamente, ainda sentindo o gosto dele em seus lábios. O perfume suave ainda o perturbava e sentia que não resistiria ao garoto por muito tempo. Ele, como vampiro, era quem devia atrair, mas sabia... Já fôra seduzido pela aura pura do menino e agora não tinha mais volta. Omi seria seu namorado... Amante... Amado eterno!

"Omi... Ah, como você pode fazer isso comigo?", Pensava o ruivo, logo chegando a sua mansão. Percorrera todo o caminho rapidamente e sua morada não era tão longe assim da de Omi.

Entrou, trancando a porta, o casarão era muito bem mobiliado, os móveis em tom mogno realçavam o piso claro, criando um ambiente harmonioso. O dono do lugar, no entanto, não olhou para nada, apenas seguiu seu caminho, indo em direção ao porão, abrindo uma porta discreta e descendo as escadas de mármore negro, chegando ao seu real quarto...

Todo o ambiente era iluminado a velas, castiçais estavam espalhados por várias locais, deixando o ambiente na penumbra. O piso frio de mármore negro destacava a cama de casal que possuía uma cabeceira de madeira maciça trabalhada, coberta com uma colcha de cetim vermelho, almofadas encontravam-se espalhadas sobre a cama e também pelo chão. As paredes eram pintadas em tom pastel e a direta da cama havia um quadro, onde estava pintado o retrato de uma jovem de aproximadamente quinze anos, com longos cabelos azuis presos em duas tranças, usava um vestido branco suave que a deixava com a aparência de uma princesinha e um sorriso doce que parecia querer iluminar a vida de todos.

" Aya-chan...", O ruivo aproximou-se, vislumbrando melhor o quadro, ficando por alguns minutos com o olhar perdido.

" Você não queria que eu matasse o 'anjo'... E agora eu me apaixonei por outro...", Disse em tom melancólico, abaixando a cabeça e virando-se.

Estava cansado. Retirou o sobretudo e deixou que o mesmo deslizasse para o chão. Suas mãos pálidas começaram a abrir os botões da blusa de seda que usava e logo a mesma foi abandonada junto à peça negra que escondia seu corpo. Caminhou em direção a cama, ainda com os violetas melancólicos. As mãos agora se dirigiram para o zíper negro e logo a calça foi retirada, mostrando que o ruivo nada usava por baixo.

Com passos lentos, Ran Fujimiya aproximou-se da cama, logo se deitando de bruços, sem ao menos se cobrir, fechando os olhos, escondendo assim a melancolia presente em sua alma, deixando-se levar por seu sono solitário, permeado de lembranças sublimes e ainda assim... Tão dolorosas. Mas estava tudo bem, agora havia algo a mais em sua vida... Alguém que talvez pudesse fazer com que seu coração não fosse despedaçado completamente pelas trevas e essa esperança, mesmo que inconsciente, lhe trazia felicidade.

OOO

Virou-se na cama, um sorriso suave estava desenhado em seus lábios. Um vento mais forte abriu a cortina e seu pequeno corpo se encolheu um pouco, estranhando a brisa e logo as orbes celestes se abriram, mirando a parede. Ficou parado por algum tempo, sua mente reconhecendo o local onde estava... Localizando-se no tempo.

Omi ergueu-se, ficando sentado na cama e seus olhos percorreram todo o cômodo a procura de algo... Alguém, mas não encontrou ninguém ali. Estava sozinho. Suspirou. Jurava que havia alguém ali com ele... Aya. Sim, o ruivo estava ali, tinha certeza, sentira seu calor, o sussurrar de suas doces palavras enquanto dormia, mas...

" Foi um sonho...", Disse o chibi em tom decepcionado.

Levantou-se, colocando a mão na nuca e movendo o pescoço, parando em frente à porta da varanda, piscando os grandes azuis e então fitando a mesma. Quando foi que deixou aquela porta aberta? Aproximou-se, tocando a mesma, ficando a observá-la por um longo tempo. Não se lembrava de tê-la deixado aberta...

" Será que alguém entrou aqui?", Õ.o Perguntou intrigado, mas logo seu devaneio foi interrompido por batidas na porta.

" Omi, acorda! Você está atrasado.", Disse Yohji com uma voz arrastada.

" Atrasado!", Omi perguntou, não entendendo, até que seus olhos focam o relógio na parede e... Ele vê que são oito horas da manhã.

" Ah, meu Deus! Eu tinha que entregar um trabalho hoje!", Disse, desesperando-se.

Como um raio, o chibi trocou de roupa e escovou os dentes, abrindo a porta e passando por Yohji tão rápido que o outro nem pode se mover direito para impedi-lo. Só conseguiu ouvir algo como 'temos visita', mas estava tão afoito que sua mente não processou realmente tal informação e logo o garoto sumiu na rua, indo em direção ao colégio.

" Humm... Estranho. Ele nunca acorda atrasado...", Pensa o playboy, coçando a cabeça e espreguiçando-se como um felino dengoso.

Logo seus olhos percorrem o quarto do loirinho e as esmeraldas piscam intrigadas ao ver a porta da varanda aberta. Adentrando no cômodo, Yohji percebeu, pela temperatura do quarto, que a mesma havia ficado aberta à noite toda e...

" Será que ele foi caçar depois daquilo?", Perguntou desconfiado, mas não acreditava que o menino fizesse uma loucura dessas.

Ficou parado por algum tempo e então notou algo... Sentia um perfume diferente, era o cheiro de rosas. Não se lembrava de Omi ter esse cheiro e não parecia ser o de um perfume comercializado e sim um cheiro natural, como se o quarto estivesse impregnado de rosas por todos os lados e quando as mesmas foram tiradas de lá, a fragrância ficara.

" Esse perfume...", Estreitou os olhos ao lembrar-se de que, na noite anterior Omi exalava o mesmo perfume, mas não vinha dele, parecia ser de alguém que ficara perto do chibi. Será que...

" Não. Ele não ia permitir que alguém entrasse aqui...", Tentava afirmar para si mesmo, mas... E se Omi não visse o intruso? Mesmo sendo um caçador, talvez...

" Ah, esquece! Isso não é hora de raciocinar... Eu nem consigo pensar direito nessas baixas horas da madrugada!", Dá de ombros e volta a seu quarto, a fim de dormir realmente, já que a noite não fizera isso, pensando no novo 'intruso' que Pérsia mandou.

" Depois penso nisso...", Boceja o playboy, caindo na cama, afinal, pra ele o dia começa depois das quatorze horas...

OOO

Pelos corredores escuros, uma figura de aparência mórbida e cabelos prateados espetados vagueava sem destino certo. Parou em frente a uma porta de madeira maciça, ficando quieto por alguns minutos, observando-a, como se desejasse ver através dela. Sem pressa, tocou a maçaneta, girando-a e abrindo a porta, vendo o interior escuro do quarto, iluminado por um abajur cor de carne.

No interior daquele quarto escuro, estava o vampiro de cabelos vermelhos, possuidor do dom da telepatia. As roupas brancas estavam jogadas ao chão e os fios cor de fogo estavam soltos, espalhados sobre o travesseiro e nos braços do ser da noite estava aquele destinado a despertar Takatori... Nagi Naoe.

A bela criança de cabelos chocolate e pele de porcelana estava aninhada ternamente nos braços do ser mais velho, que o segurava de tal forma que a face de Nagi nada mais transmitia do que segurança. Fascinado, Farfarello aproximou-se, ainda mirando o rosto do menino, encantado com aquele pequeno ser que no momento parecia um anjo. Deu mais alguns passos e então parou.

" ...!", Seus olhos amendoados estreitaram-se ao se ver na mira das esferas azuis.

" Saia.", O ruivo disse friamente, não admitindo que sua paz fosse interrompida.

Farfarello ainda permaneceu parado por alguns minutos, vendo Nagi se mover nos braços do telepata, abraçando o corpo maior e aconchegando-se melhor, resmungando devido à claridade vinda do corredor. Sentiu algo em sua cabeça latejar e fitou o ruivo com mais atenção, vendo que ele estava disposto a atacá-lo se preciso e sorriu diabolicamente, resolvendo finalmente sair, fechando a porta e voltando ao próprio aposento.

Por que você não morrerá?

Seu sangue no meu...

Nós ficaremos bem.

Então seu corpo será meu!

Schul acariciou as costas de Nagi, sussurrando palavras que não podiam ser escutadas, mas que se faziam entender na mente do menino em seus braços, que logo relaxou e voltou ao sono profundo em que estava. O alemão aspirou o perfume daqueles fios cor de chocolate e fechou os olhos, adormecendo em seguida, agora que não havia ninguém para atrapalhá-los.

No quarto de Farfarello, mais precisamente na cama do mesmo, um homem de cabelos negros e olhos penetrantes esperava, tomando uma taça de sangue. Viu a porta se abrir e o dono do quarto entrar, vestido de branco, mas o tecido manchado de vermelho... Pelo visto o irlandês havia acabado de brincar com alguma presa.

" E então?", Perguntou friamente o americano, deixando que uma linha de sangue escorresse de seus lábios.

" Juntos... Dormindo agarradinhos na cama.", Respondeu, aproximando-se, abrindo a blusa, mantendo os olhos fixos em Brad. Logo se ajoelhou na cama e foi engatinhando até o americano, parando a centímetros de tocar os lábios dele com os seus.

" E ele pensa que vai conseguir o coração da 'criança abandonada'...", Riu sarcasticamente, admirando o olhar penetrante e luxurioso de Farfarello. Sorriu maliciosamente, puxando o outro pela nuca e tomando os lábios frios.

Sugava aqueles lábios com avidez, sentindo o mesmo vindo do vampiro menor. Farfarello era realmente interessante na cama... Fazia coisas de enlouquecer qualquer um e seria muito bom brincar com ele, da mesma forma que sabia que o outro estava fazendo o mesmo... Brincando, uma brincadeira prazerosamente sádica para ambos, satisfazendo-se com o sangue e os toques um do outro.

OOO

17:00 PM. Koneko no Sumi Ie.

Meninas soltavam gritinhos de exaltação enquanto viam o belo loiro molhando algumas flores. O magnífico homem de 1,82 de altura e sedosos cabelos dourados distribuía sorrisos sedutores para todas que falavam com ele e isso fazia as garotas enlouquecerem, pois Yohji Kudou era, com certeza, o homem mais lindo daquela rua, talvez da cidade e na concepção das meninas, ele deveria ser um modelo disfarçado de florista.

" Perdoe-me, meninas! Eu só saio com garotas acima de dezoito anos.", Disse o playboy, passando a mão nos cabelos de forma charmosa.

Do pé da escada, ainda oculto nas sombras, um jovem de cabelos castanhos e olhos castanho-esverdeados observava tudo com atenção. Conhecia a fama de irresistível que o caçador Yohji tinha e pelo visto não era mentira. Ninguém havia notado sua presença ainda e isso lhe era muito agradável no momento, pois poderia observar mais livremente aquele ser quase indecifrável que lhe parecia tão...

" Boa tarde!", Ouviu uma voz suave e iluminada chegar a seus ouvidos, desviando o olhar do playboy e dirigindo-o ao jovem que entrou na floricultura.

" Boa tarde, Omi. Terminou as entregas?", Perguntou o playboy, sorrindo.

" Ahhh! Boa tarde, Omi-kun!", Disse uma menina de cabelos azuis e olhos púrpura, agarrando o braço do chibi, olhando-o dentro dos olhos.

" Er... Boa tarde, Ouka.", Disse, ligeiramente envergonhado, Omi.

" Omi-kun... Quando vai sair comigo?", Perguntou a menina, corada.

" Hã... É... Bem... Sabe o que é...", Omi não sabia onde enfiar a cara. Desviou o olhar, vendo Yohji lhe sorrir maliciosamente e então seu olhar se cruzou com duas orbes castanho-esverdeadas, que roubou sua completa atenção.

Ken continuava parado, sorrindo com a situação em que o jovem se encontrava. Omi era tudo o que Pérsia disse e até mais. Estava pensando seriamente em ajudar o loirinho, visto que o playboy não parecia disposto a tal ato, uma vez que estava realmente se divertindo com o constrangimento do rapaz. Desencostou-se da parede e então parou ao sentir os olhos azuis sobre ele.

" ...!", Omi fixou seu olhar naquele moreno estranho que estava no começo da escada que os levava a casa. Quem era ele? O que fazia ali? Seria amigo de Yohji?

" Omi-kun, está me escutando?", Perguntou Ouka, fazendo bico, tentando chamar a atenção do jovem, que olhava em outra direção. Resolveu ver o que ele tanto olhava, mas reparou que Yohji se colocou ao lado dela.

" Senhorita Ouka, perdoe esse pobre menino...", u.u Disse, colocando a mão sobre o ombro dela e delicadamente, retirando as mãos da mesma de Omi.

" Eu...", Ela olhou confusa para o homem mais alto.

" São problemas da juventude, mas prometo! Farei Omi saber de seus sentimentos.", Fala de modo quase teatral, sutilmente levando a menina para fora da floricultura.

" ...!", Omi nem mesmo via o que acontecia ao seu redor, apenas tinha os olhos fixos naquele rapaz moreno de olhos furta-cor. Havia algo diferente nele, não sabia definir, mas...

Deu alguns passos para frente, andando em direção ao rapaz que também o observava atentamente, sem desviar o olhar. Sentia uma ressonância diferente... Uma aura misteriosa parecia envolver o rapaz mais alto que estava displicentemente encostado à parede, o olhando de forma atenta, respeitosa, mas ainda assim... Sensual? Não, não podia ser! Aquele rapaz emitia a mesma aura que sentia vinda daquelas criaturas, mas havia algo a mais que não sabia definir, algo que só sentia em...

" Ah, finalmente!", Ouve o suspiro de Yohji, sendo retirado de seu devaneio.

Omi vira-se, vendo que Yohji surpreendentemente se livrou de todas as meninas.

" Agora poderemos conversar com mais calma.", Disse o playboy, fechando a Koneko e sorrindo aos outros dois, vendo os lábios de Ken se curvar em um sorriso enigmático que, por algum motivo que desconhecia, lhe causou um frio na espinha.

Omi ouviu o que ele disse, mas logo se virou para Ken e caminhou em direção ao mesmo, sem desviar o olhar. Ele era diferente, tinha certeza disso! Sentiu o toque de Yohji em seu ombro e mirou seus azuis no playboy, que sorriu e foi empurrando-o escada acima, sendo seguido por Ken, que ouvia as reclamações do pequeno menino de cabelos claros.

Logo chegaram ao andar superior e Yohji se jogou no sofá, suspirando e olhando para os dois que se encaravam. Omi parecia desconfiado de algo, mas Ken estava calmo e sorria ao hacker, parecendo encantado com o garoto mais novo, que se aproximava dele e parou a alguns centímetros do novo integrante da equipe.

" Ei, não vai se apresentar a ele?", Perguntou Yohji sorrindo, ainda sentando no sofá.

" Eu sou Ken Hidaka, muito prazer!", Disse o moreno, erguendo a mão em um cumprimento, olhando gentilmente para o jovem de cabelos loiros.

" Prazer, sou Omi Tsukiyono.", Apresentou-se, respondendo ao cumprimento.

"Ele... Ele parece...", Omi pensava, fitando os castanho-esverdeados.

Ao tocar na mão do moreno, sentiu um arrepio percorrer sua coluna e uma sensação estranha se apoderar de seu ser. Ken não era um humano normal, não possuía a energia de um humano, parecia... Parecia mais um ser da noite... Sim. Parecia um vampiro. Mas... Por que Pérsia mandaria uma criatura das trevas? Sua mão ainda tocava a do outro e logo ele a puxou rapidamente.

"Por quê? Ele é um vampiro, o que faz aqui?", Perguntou, dando um passo para trás, desconfiado, pensando em como poderia vencê-lo, caso ele tentasse atacar, uma vez que Yohji não parecia perceber tal fato.

" Ei, Omi... O que foi?", Perguntou Yohji, aproximando-se de Omi.

" Hã... Nada...", Respondeu, pensando em como dizer isso a Yohji sem Ken notar.

" Você não me parece bem...", Disse o loiro, vendo que o chibi parecia alarmado.

Ken ficou observando o jovem, ele parecia ligeiramente assustado, desconcertado. Estreitou os olhos e caminhou em direção a janela, logo abrindo a mesma, deixando que a luz do sol entrasse pela mesma, iluminando o ambiente, bem como seu corpo amorenado, voltando sua atenção para o jovem e para o caçador mais velho.

" Acho que você precisa de um pouco mais de ar.", Disse Ken, sorrindo.

Omi olhou surpreso para Ken. Ele estava em frente à janela, o sol podia ser visto as costas do jovem, iluminando todo seu corpo e o mesmo não se feria. Parecia até mesmo se sentir bem, mostrando-lhe um sorriso gentil e carismático. Piscou seus grandes olhos azuis e desvencilhou-se das mãos de Yohji, aproximando-se mais de Ken, parando perto dele e o mesmo sorriu mais ao jovem caçador.

" Não está com fome?", Perguntou repentinamente.

" Hã... É, acho que sim...", Os fios castanhos pareciam mais brilhantes e sedosos aos olhos de Omi devido à luz do sol que se refletia neles. Será que havia se enganado?

"Não, não pode ser. Ele emite a energia de um vampiro, mas... Ele está sob a luz do sol... Será que... Que me enganei?", Apesar de não demonstrar completamente, Omi estava confuso.

" O Ken é um ótimo caçador, chibi.", Disse Yohji abraçando-o por trás e fitando o moreno, sorrindo ao mesmo.

" Nem tanto...", Disse humildemente, ouvindo uma risada sarcástica do outro.

"Até que ele é bonito.", Yohji pensou, perdido dentro daqueles olhos, que agora, tocados pela luz do sol, lhe pareciam verdes... Um verde brilhante como pedra preciosa.

"O que eu tô pensando?", ¬¬' Yohji estreita os olhos, ficando irritado.

" ...!", Õ.o Ken estranha o olhar. Yohji o olhara tão... Sedutoramente e agora estava irritado. O que ele queria afinal?

" Vocês se conhecem?", Omi pergunta, sentindo um clima... Estranho ali.

" Ah, sim. Encontrei com ele por acaso enquanto estava caçando. Isso foi antes de voltar para cá.", Lembrava o playboy. Naquela noite Ken lutara tão bem e... Quando cuidou das feridas dele... Afastou-se repentinamente do chibi, virando de costas, estranhando o fato de ficar pensando naquele rapaz assim e...

"Mas que merda!", Cruzou os braços, fuzilando a parede furiosamente.

"O que deu nele?", Õ.õ Omi coça a cabeça, confuso com a reação do outro.

Ken percebia que o garoto estava desconfiado. Talvez não acreditasse que estava ali para ajudar, mas Pérsia o mandou. Sorriu. Não acreditava que seria difícil conseguir a confiança do chibi, Omi era doce e gentil e... Era tão lindo! Aquele pequeno menino era como Pérsia disse... Meigo, inocente e acima de tudo, transmitia tanta paz e luz que era impossível não adorá-lo.

"Fico pensando se ele teria a mesma opinião que eu.", Pensou Ken, acordando de seu pequeno devaneio e aproximando-se de Omi.

" Venha, Omi-kun. Eu fiz um lanche pra você.", Disse Ken calmamente, sorrindo.

" Pra mim?", o.o Perguntou, mirando seus azuis nos castanho-esverdeados de Ken.

" Sim. Yohji disse que você chegaria com fome.", Respondeu, seguindo com o menino para a cozinha, ignorando o emburrado Yohji na sala.

" Ah... Obrigado.", Omi corou ligeiramente, sorrindo de forma meiga.

"Calma, Ken. Você consegue.", Disse Ken a si mesmo em pensamento, segurando a vontade que teve em abraçar Omi e amassar ele todinho ao ver a face envergonhada do mesmo. Não parecia de forma alguma que o menino tinha dezessete anos, parecia bem mais jovem e com aquela carinha envergonhada... Era uma perdição em todos os sentidos, com toda a certeza. Era alguém que faria qualquer um ter vontade de cuidar dele.

Logo chegaram à cozinha e Ken apresentou o lanche que preparara para Omi, comentando que não era um 'chefe', mas que ninguém até agora morrera ao provar a comida preparada por ele. Ficou maravilhado ao presenciar a risada gostosa emitida pelo chibi, que se sentou e começou a provar, adorando tudo e sorrindo, para seu encanto total.

Começaram uma conversa animada e pouco tempo depois Yohji entrou na cozinha, reivindicando um pouco do lanche, conseguindo com isso, a risada dos dois amigos. Viu que Omi pareceu gostar mais de Ken, no pouco tempo que conversaram e logo estavam compartilhando informações de suas lutas e o playboy resmungava que era difícil a vida dele...

" Você vai ver, Ken... Esse menino só sabe dar trabalho.", u.ú Disse seriamente.

" Yohji-kun, não é tanto assim...", Omi quase fez bico, desviando o olhar.

"Ele ia amá-lo! Com toda a certeza...", Ken sorriu ao observar Omi, pensando.

" Oh, não! Quem é que me apareceu em meio a uma caçada com apenas quinze anos?", ¬¬ Disse o playboy, sarcasticamente.

"Apesar de que eu irei quebrar aquela cara indiferente quando encontrá-lo.", ¬¬ Ken perdeu-se em pensamento, irritando-se com o rumo em que os mesmos seguiam.

" Tudo bem, Ken?", Perguntou Omi, vendo que o mesmo parecia irritado.

" Ah, sim! Desculpe.", Falou, tentando disfarçar a raiva repentina.

" ...!", Yohji ficou observando-o sem nada pensar, apenas ficava a olhá-lo.

" Você começou mesmo a caçar com quinze anos?", Perguntou Ken, curioso.

" Sim, eu já sabia da existência dos vampiros e em uma noite não resisti e segui o Yohji-kun. Foi fácil achá-lo.", Falou dando mais um adorável sorriso.

" É tão fácil segui-lo assim?", Ô.o Ken ergueu uma sobrancelha, fitando o loiro.

" Há-há-há... Engraçadinho.", Yohji estreitou os olhos, não gostando do comentário.

" Vamos à sala de reuniões? Podemos lhe mostrar algumas coisas e... Eu e Yohji estávamos investigando um grupo de vampiros que tem como vítimas, crianças.", Omi explicava, levantando-se e caminhando em direção a sala. Era melhor evitar a briga que já parecia pairar entre os dois.

" Crianças!", Perguntou em um misto de espanto e indignação.

" Sim.", Confirmou o chibi e Ken saiu resmungando, não ficando nada feliz.

Os três entraram na sala de reuniões e Omi foi mostrando as informações conseguidas e começaram a traçar um plano de extermínio aqueles infames seres da noite. Ken parecia muito revoltado com o fato daqueles vampiros se alimentarem de crianças, o que chamou a atenção de Yohji. Depois de mais algumas discussões, decidiram finalmente o modo de agir e assim que o véu negro cobriu o céu, os três saíram para mais uma caçada, livrando a noite daqueles que nada mais fazem do que trazer horror às almas humanas.

OOO

Ressonava suavemente, sentindo-se seguro. Estava tão quente ali... Havia um calor humano, o calor de um outro corpo junto ao seu, envolvendo-o completamente. Um perfume suave, porém marcante podia ser aspirado para dentro de seus pulmões, enevoando seus sentidos, mantendo-o preso em um paraíso particular só seu, onde ninguém poderia feri-lo. Queria ficar ali para sempre, envolto por aqueles braços fortes que o aquecia naquela noite desoladamente fria.

" ...!", Sua mente foi despertando, mas seus olhos ainda permaneciam fechados.

Cada vez mais seus sentidos aguçavam-se, suas lembranças começaram a voltar, no início, embaralhadas, mas logo depois se tornando mais nítidas... Havia sido intimado por Crawford e levado a sepultura de Reiji Takatori, onde descobriu que seria o agente principal do despertar do poderoso vampiro. Derramou seu sangue sobre o círculo sagrado e sentiu-se zonzo.

Não apenas seu sangue, mas seu poder... Sua 'nova vida' estavam sendo sugados. Takatori sugava sua alma, ou seja, a vida presente em seu corpo. Não viu mais nada, estava fraco... Estava desfalecendo e então sentiu suas feridas sendo curadas pelo vampiro americano, mas seu corpo, este foi amparado por outra pessoa...

O perfume... Era o cheiro dele! O cheiro do príncipe da noite chamado Schuldich... Aquele maldito que gostava de brincar com a alma das pessoas. Ouvia palavras sendo sussurradas de modo suave e porque não dizer apaixonada, mas aquele homem não gostava de ninguém, ele não tinha um coração, por isso nunca... Nunca se apaixonaria!

Seus olhos se abriram, revelando o azul profundo de suas íris melancólicas e desoladas, vendo que aquelas esferas azul-céu estavam fixadas nele, parecendo atravessar sua alma, vasculhando cada recanto de sua mente. Sentiu todo seu corpo tencionar ao perceber-se envolto pelos braços fortes e as mãos grandes de dedos longos que acariciavam suas costas suavemente.

Viu um sorriso se formar nos lábios carnudos e sensuais do ruivo, notando o reluzir dos olhos azuis. Sua mente despertou por completo e levantou-se rapidamente, sentindo sua mente girar e braços fortes o envolver novamente, puxando-o e fazendo suas costas tocarem o tórax desnudo de Schuldich.

" Boa noite... Nagi.", Sussurrou sensualmente no ouvido de Nagi.

" Solte-me, maldito!", Falou Nagi, sentindo o ruivo aspirar seu perfume.

Nagi então percebeu como estava... Vestia uma blusa de seda larga, de mangas longas cor de pérola, os primeiros botões estavam desabotoados, fazendo a blusa cair um pouco, seu pescoço e parte de seu ombro a mostra, deixando assim que sentisse com mais clareza a respiração morna de Schul tocando de leve a pele de seu pescoço. Via os fios avermelhados caindo sobre si, destacando-se devido à cor clara da peça que vestia.

" Eu disse pra me soltar.", Afastou-se, sentando-se e olhando feio para o outro.

" Você não está com fome?", Perguntou o ruivo. Seus cabelos estavam soltos, a franja caía repicada sobre seus olhos, bem como os fios cor de fogo que estavam charmosamente sobre o ombro.

" Isso não é da sua conta.", Respondeu rispidamente, irritando-se com aquele olhar... O olhar de alguém sarcástico, sedutor e mais do que malicioso.

" Humm... Sim, está com fome...", Sorriu maliciosamente ao garoto.

" Eu vou me alimentar.", ¬.¬ Falou o menino, sentindo ganas de estrangulá-lo.

" Posso trazer seu alimento se quiser...", Falou, passando a mão nos fios avermelhados em um movimento sensual, olhando-o de forma atrevida... Sedutora.

" Não precisa.", Estreitou mais os azuis profundos.

" Ou você prefere que...", Aproximou-se mais, colocando-se perto de Nagi, apoiando a mão esquerda na cama e curvando-se sobre o corpo menor, quase tocando com seus lábios a orelha dele.

" ...!", Nagi afastou-se apenas um pouco, mas ficou quieto, seu coração a mil.

" ... Que eu me alimente e... Venha te satisfazer!", Completou suas palavras de modo sensual e melódico, em um tom nasalado que parecia deixar sua frase ainda mais erótica, finalizando com uma lambida na orelha perfeita do menino de cabelos chocolate.

Nagi sentiu seu corpo congelar por um instante e quando seu cérebro processou as palavras maliciosas e sedutoras, afastou-se rapidamente, mostrando toda a sua irritação em um tapa, mas a trajetória de sua mão foi impedida pelo ruivo, que lhe sorriu maliciosamente, daquela forma que mais o irritava... O irritava tanto que tinha vontade de explodir tudo o que tinha ao seu redor. Por que aquele sorriso o irritava? Nem ele sabia.

" Seu cretino! Safado! Filho da mãe!", Despejou Naoe de modo alterado.

" Que palavreado feio.", Disse Schul com seu sarcasmo característico.

" Vê se me erra, Schuldich!", ò.ó O menino puxou a mão rapidamente.

" Mas eu te perdôo...", Sorriu ainda mais o ruivo. Adorava ver Nagi assim... Irritado.

Sim... Agora tinha certeza! Schuldich devia sentir um prazer sádico ao deixá-lo nervoso. O sorriso dele já dizia tudo... Os lábios estavam curvados em um sorriso divertido, os olhos brilhavam em um deleite quase palpável. O ruivo simplesmente mordia o lábio inferior como uma criança que se delicia ao brincar com algo novo e interessante e ele... Ele era o 'brinquedo' favorito daquele vampiro tão odiado.

"Eu o odeio! Odeio! Odeio e...", Odiar... Será que o odiava realmente?

Estava confuso. Não gostava do modo como Schuldich agia, mas... Ainda assim não conseguia odiá-lo. Não como queria realmente. Tinha que admitir que no fundo, aquelas palavras provocativas eram... Eram... Eram, de certa forma, gostosas de ouvir, pelo fato de que parecia que Schuldich se importava. O modo como o rondava, se aproximava. Queria acreditar que tinha um fundo de verdade em cada palavra, cada gesto, como quando ele não permitiu que caísse e o levou ao quarto, alimentando-o com seu sangue e...

"Peraí! O que ele...", O.o Nagi ergueu uma sobrancelha, quase horrorizado.

" O que está se passando nessa cabecinha?", Perguntou o ruivo, sorrindo internamente. Sabia exatamente o que ele estava pensando, mas queria ouvi-lo dizer.

" O que... O que você fez comigo ontem?", Perguntou alterado, quase desesperado.

Lembrou-se de que, quando quase desmaiou por ter perdido muito sangue, foi Schuldich que o pegou no colo e o levou ao quarto, foi ele quem deu seu próprio sangue para restabelecê-lo... Que disse 'eu te amo' quando declarou que o odiava e... E então... Não se lembrava! A sua última memória era que Schul o beijou, deitando sobre seu corpo e nada mais... O que o ruivo fez com ele depois daquilo?

" Oh! Você não lembra?", Perguntou em tom ofendido, em gestos teatrais.

" Co... Como assim 'não lembra'?", Nagi tinha até medo de perguntar.

Schul sorriu em malícia, passando a língua nos lábios demoradamente.

" Schuldich...", Nagi pronunciou em tom de aviso, estreitando os olhos.

" Você não lembra... Que eu te beijei... Invadia sua boca com a língua, acariciei todo o seu corpo...", Schuldich ia dizendo as palavras sensualmente, olhando na face de Nagi.

" ...!", O menino o olhava quase desolado, não sabendo se era verdade ou.

" E então rasguei sua roupa, mordendo você todinho, fazendo você gritar 'mais, mais...' e querer cada vez mais rápido, enquanto eu me deliciava com esse seu corpo quente, fazendo você gozar em minhas mãos...", Ia descrevendo o que 'fez', até levar um tapa na cabeça, que atrapalhou os finos fios avermelhados.

" Cala boca, seu maníaco sexual!", Ò.Ó Disse Nagi, vendo que era mentira.

" Maníaco sexual! Hum... Talvez.", Sua voz nasalada era mais do que provocativa.

" 'Talvez'... Você é um tarado.", Afirmou o garoto.

" O que eu posso fazer se você é muito gostoso, Nagi?", u.u Riu Schul.

" Schul, você... Você...", Nem tinha palavras pra descrevê-lo, tamanha indignação.

" Eu sei que você me acha gostoso!", Falou maliciosamente só pra provocar.

" Você é realmente um cretino. Eu é que não vou ficar aqui...", Falou o menino, mexendo-se engatinhando para fora da cama.

Schuldich viu Nagi se mover, colocando-se de quatro e passando a engatinhar para fora da cama. De onde estava via as coxas roliças e como a blusa não era tão grande, as belas nádegas quase ficavam de fora. Sorriu ante a visão. Nagi realmente não tinha noção de quão gostoso era e de que... Seus movimentos, mesmo que inconscientes, eram sensuais e por demais tentadores. Sinceramente não estava com nenhuma vontade de se conter.

Com um movimento rápido, segurou o tornozelo de Nagi, puxando, fazendo o menino se deitar na cama de bruços, praguejando até contra sua décima quinta geração. Subiu, ficando de quatro em cima de Nagi e então se debruçando sobre o menino, prendendo-o sob seu corpo, segurando os pulsos dele ao lado da cabeça, olhando-o nos olhos.

" Me larga, cretino!", Gritou afoito.

" Por que tem que ser assim?", Perguntou seriamente, seu olhar mudando completamente. Não havia mais sarcasmo e malícia, apenas uma seriedade melancólica.

Nagi piscou os olhos, estranhando a mudança de expressão. Não via mais o sarcasmo e malícia típicas de Schuldich, o que via ali era uma seriedade que quase lhe dava medo. Eram olhos sinceros, límpidos, onde podia quase se ver refletido dentro dos azuis quase tristes. Aqueles olhos pareciam querer lhe dizer coisas... Coisas que talvez...

" Você não consegue enxergar...", Sussurrava as palavras bem baixinho, seus dedos deslizando pela face delicada, contornando os lábios.

" O... O que eu... Não consigo enxergar?", Perguntou preso pelo olhar do outro.

" A verdade...", Falou, fechando os olhos e soltando as mãos de Nagi, pegando a mão direita e levando a própria face, sentindo o calor do toque do outro.

Tantas palavras não podem descrever minha face!

Esses sentimentos envolvidos... Tão perto de se quebrarem.

Eu não posso passar a um estado feliz...

Sentindo o sangue correr por dentro.

Nagi permaneceu com os olhos fixos em Schuldich, sentia a pele macia dele sob sua mão e então seu pulso ser segurado com um pouco mais de força e os lábios carnudos tocarem a palma em um beijo suave, que fez seu coração acelerar e o ar parecer um pouco mais rarefeito. Seus dedos agora eram beijados com mais intensidade e sentia a língua de Schuldich passando por eles, fazendo sua respiração acelerar.

" Ah, Nagi... Será que não percebe o que faz comigo?", Perguntou, beijando de leve os dedos finos, mordendo em seguida, mas não para ferir e sim para dar prazer.

O pequeno vampiro de cabelos chocolate ofegou com tal visão. Schuldich era um ser extremamente sexy, o toque dele era quente, aqueles lábios excitantes e o que o belo ruivo fazia o deixava em um estado cada vez mais abalado... Elétrico e... Mordeu o lábio inferior ao ver e sentir a mordida em seus dedos. Por que ele fazia isso? Por que provocava e o tentava dessa forma? Perguntas... Perguntas e mais perguntas que não conseguia achar a resposta e...

" Schul...", O nome do alemão saiu em um sussurro baixo quando ele apoiou na mão esquerda e simplesmente tocou com seus lábios os do ruivo.

O vampiro telepata estremeceu. Mesmo podendo ler a mente de Nagi, não pode visualizar tal pensando... O pensamento do desejo de beijá-lo. Na verdade o menino não pensou, simplesmente agiu, tomando seus lábios e incendiando seu corpo. Apertou o corpo menor, intensificando o beijo, invadindo a boca pequena e quente, enlaçando sua língua com a dele em carícias excitantes, que fazia seu corpo inteiro queimar e ansiar por mais.

" Humm...", O ruivo não pode evitar o gemido que escapou entre o beijo. Segurou com mais firmeza a cintura de Nagi, puxando-o mais para si, enquanto deixava seu peso se fazer mais presente sobre o corpo do outro.

" Hummm... Schul...", Nagi mordia os lábios do ruivo, correspondendo ao beijo faminto... Um beijo que parecia ter séculos que não trocavam. Sentia as mãos possessivas em seu corpo, tocando-o, apertando sua carne e deixando marcas vermelhas.

Schul simplesmente já não podia se controlar. Queria Nagi, queria senti-lo, queria deslizar para dentro daquele corpo quente e apertado, dar e receber prazer do único ser que conseguiu o que acreditava que ninguém nunca conseguiria... Seu coração, corpo e alma. Por muito tempo tentou negar a si mesmo, mas isso não era mais possível! Amava o pequeno ser em seus braços e faria tudo para ficar com ele, até mesmo passar por cima daquele que o criou... Brad Crawford.

" Nagi...", Ronronou o nome do menino, erguendo a blusa cor de pérola, tocando a cintura, subindo mais e chegando ao mamilo, tocando-o e apertando-o de leve, sentindo que logo o mesmo se enrijecera, para seu total prazer.

Sua respiração estava mais acelerada, sua face corada pela excitação que se fazia presente em seu corpo, sentir aquelas mãos deslizando por sua pele, apertando seu mamilo de forma tão sensual e provocante apenas fazia sua mente queimar e não pensar em mais nada a não ser sentir... Mais e mais toques. Há séculos não o sentia assim... Desde que despertou o outro o rodeava, o cercava e... Deus! Como era difícil resistir àquela tentação de nome Schuldich, mas ele tentava, precisava por que...

" Quem você acha que causou tudo isso?", As palavras pronunciadas de modo frio e indiferente ressoaram em sua mente, enquanto se lembrava daqueles olhos sem sentimentos pertencentes a... Crawford.

Em um pulo Nagi se levantou, afastando Schuldich para longe e viu o olhar confuso deste sobre si. Sua respiração estava acelerada e levantou-se rapidamente, indo em direção a porta fechada. Quase esquecera as coisas que aquele homem fizera, quase esquecera de tudo para se entregar em plena luxúria ao sedutor vampiro. Alcançou a maçaneta e parou com as palavras que ouviu.

" Por que prefere acreditar nele?", Schul perguntou em tom nasalado, que mostrava seriedade e certa dor, que Nagi não sabia se era verdadeira ou não.

" ...!", Nagi permaneceu parado e ainda com a mão na maçaneta da porta, inclinou-se sobre ela, escorando a testa na mesma, sentindo o frio da madeira.

" Por que faz isso? Você sabe mais do que ninguém, que não aconteceu daquela forma...", Falava o ruivo, levantando-se da cama.

" Você sempre foi um assassino.", Disse, entre dentes, ainda na mesma posição.

" Sim. Sou um assassino... Matei milhares de pessoas para saciar minha fome, apenas por prazer... Ver o sofrimento deles, mas você... Você eu não consegui matar, não pude tirar sua vida... E você sabe disso.", Aproximou-se em passos lentos, vendo o menino olhar sobre o ombro.

Nagi ouvia as palavras ditas com uma quase raiva, mas também amargura. Via o alemão caminhando em sua direção, com os belos cabelos soltos, caindo despojadamente sobre os ombros, o tórax desnudo, os músculos definidos a sua vista, a franja repicada que dava um charme a mais ao vampiro e a calça branca de seda que apenas realçava a sensualidade de seus passos. Fechou os olhos... Sim, ele dizia a verdade... Matou milhares de almas, mas não pôde matá-lo. Mas também sabia que foi porque outro o salvara e...

" Está enganado...", Schuldich sussurrou no ouvido de Nagi, encostando seu corpo no dele, cobrindo a pequena mão de Nagi com a dele.

" 'Enganado'?", Perguntou Nagi, abrindo os olhos, sentindo a respiração de Schul contra seu ouvido.

" Você não foi 'salvo' por ninguém. Você apenas não lembra...", Falava pausadamente no ouvido do menor com sensualidade, carinho... Paixão.

" Do... Do que está falando?", Fechou novamente os olhos, apreciando o calor daquele corpo junto ao seu, que lhe trazia uma estranha sensação.

" Me permita mostrar-lhe... Deixe-se mergulhar dentro da minha mente... Não tenha medo de descobrir tudo... Nagi...", As palavras foram ronronadas em paixão e Schul simplesmente enlaçou a cintura delgada, beijando a nuca de Nagi, sentindo o corpo menor arrepiar-se.

Nagi ofegou ante ao toque dos lábios de Schuldich em sua nuca. Sentiu as mãos dele retirarem a sua da maçaneta e girar a chave, fechando a porta, enquanto continuava a distribuir beijos por sua nuca e pescoço, fazendo sua respiração acelerar. As mãos grandes viajavam por seu corpo e então sentiu o mesmo ajoelhar-se, virando-o e ao olhar para baixo, prendeu a respiração.

" Eu não sou o único que brinca e controla aqui... E você... Você é alguém que eu não posso controlar...", Falou roucamente o alemão, apertando a coxa alva de Nagi.

" Co... Como!", Não entendeu. O que ele queria dizer com aquelas palavras? Como assim, o ruivo não é o 'único que brinca e controla'? E... O que ele quis dizer com não poder controlá-lo? Nagi tentava entender as palavras de Schuldich, mas sua capacidade de raciocinar cessou quando o ruivo ergueu sua perna e beijou a parte interna de sua coxa.

" Hummmm...", Gemeu longamente ao sentir os lábios quentes naquela parte de seu corpo, fazendo-o lançar a cabeça para trás e abrir a boca em busca do ar que não necessitava realmente.

Schul segurava com o braço esquerdo a cintura de Nagi e com o direto envolvia a perna do adorável menino, colocando-a sobre seu ombro, beijando a parte interna da coxa alva, sentindo o calor quente presente naquele corpo e deliciando-se com o gemido que ouvira. A noite estava só começando e sentia-se elétrico, principalmente ao ver que estava alcançando Nagi... Que poderia mostrar a ele a verdade por trás de todos os seus atos. Suas orbes azuis começaram a ser tingidas de vermelho, revelando sua excitação e seus dentes cresceram. Não resistindo à vontade que se apoderava de seu ser, Schuldich abriu a boca, mordendo o local que beijava.

" Aaahhhh...", Nagi não conseguiu evitar o grito de prazer que saiu de sua garganta ao sentir as presas de Schuldich numa parte tão sensível de seu corpo.

Estremeceu e remexeu-se, sentindo que ele retirara os caninos e se colocou a sugar e lamber os locais que sangrava, fazendo uma onda de calor e excitação trilhar cada célula de seu corpo, deixando-o em um estado alterado, fazendo correntes elétricas irem em direção a seu membro que logo se enrijecia para seu constrangimento, ao ver que se entregava cada vez mais. Sentia aquela língua girar sobre o pequeno corte em sua pele e suas pernas ficaram mais bambas e se não fosse o apoio de Schul, teria ido ao chão.

Schuldich estava de olhos fechados, sentindo o doce sabor do sangue de Nagi... Um sangue que parecia fervilhar em sua boca, quente, forte... Que parecia restaurar e aumentar sua força e poder, os gemidos que escapavam daquela boca linda fazia seu membro enrijecer-se dentro da calça de seda pérola que usava e enquanto lambia avidamente aquela parte do corpo de Nagi, sentia a excitação do mesmo aumentar.

" Hummm... Aahhhh...", Nagi respirava pesadamente, os fios cor de fogo roçavam de leve sobre seu membro, que cada vez mais ficava duro e tudo o que queria agora era que o ruivo o tocasse, que aliviasse a tensão presente em seu baixo-ventre.

Schul sentiu a dureza de Nagi contra sua cabeça e sorriu internamente, parando.

" Humm... Schuldich!", Nagi rosnou de modo irritado quando o ruivo parou.

" Sim, Nagi?", Schul perguntou, olhando para cima, deixando que seu hálito quente tocasse o membro de Nagi, que estava a milímetro de seus lábios.

" Pare... Pare de brincar...", Falava respirando descompassadamente.

Schul simplesmente sorriu em pura malícia.

" Eu estou avisan... Aaahhhhhhhh!", Nagi simplesmente gritou em êxtase ao ver o ruivo avançando e mordendo seu membro por cima da peça branca que vestia.

Nada era mais delicioso que aquilo! Nagi gemia descontroladamente enquanto ele mordia e sugava o membro excitado oculto dentro da cueca de seda, molhando o tecido branco e deixando-o transparente, sentindo uma onda de prazer que o enlouquecia e turvava seus sentidos. O cheiro de Nagi o entorpecia, os gemidos deleitosos o excitavam de modo quase doloroso e nada mais importava a não ser aquele menino, os desejos dele, o prazer que daria a ele... A Nagi.

Ergueu-se em um movimento rápido, tomando aqueles lábios com paixão avassaladora, erguendo o corpo menor, fazendo as pernas alvas e delgadas enlaçarem sua cintura, enquanto o empurrava mais em direção a porta, chocando as costas de Nagi contra ela, fazendo um alto barulho, invadindo aquela boca e explorando seu interior, sentindo as unhas finas do menino passarem em suas costas causando um prazer indefinido.

Nagi puxava os cabelos de Schuldich enquanto correspondia ao beijo, sentindo-o morder seus lábios, pressionando-o mais contra a parede e deixando-o mais estimulado. Sua mente já não processava mais nada além de que Schul estava ali, beijando-o, o acariciando e levando-o a loucura e queria mais do que aquilo... Precisava de mais.

" Aahhhh... Schul...", Sussurrou o nome do outro, apertando-se mais contra ele, beijando o pescoço do ruivo, sentindo-o arrepiar-se sob seu toque.

O ruivo puxou Nagi e caminhou até a cama com ele no colo, jogando-o na mesma e logo se fazendo presente sobre o corpo menor, movendo os quadris contra os de Nagi, friccionando as duas ereções escondidas pelo tecido de suas roupas claras, fazendo ambos ofegarem. Tomado pela loucura chamada prazer, o alemão ergueu-se, virando Nagi de bruços, passando suas finas unhas sobre o tecido de sua blusa, que o outro vestia e segurando-a, rasgando a mesma e beijando o dorso alvo, descendo mais a cada lambida.

" Schul... Aahhhhh...", Nagi se remexia, arrepiando-se à medida que sentia aqueles lábios e língua descendo pela linha de sua coluna, enlouquecendo-o. Ouvir o tecido de seda rasgar apenas o excitou e esqueceu como se respirava quando a boca do ruivo chegou as suas nádegas.

" Acho que não precisamos disso...", Schul disse em tom de malícia, sorrindo e mordendo o tecido da peça branca, rasgando-o com os dentes e abrindo as pernas de Nagi, mordendo cada uma das nádegas, distribuindo chupões vendo a pele ficar vermelha e em seguida dava lambidas e beijos.

" Aaaahhhhhh...", As unhas de Nagi se fecharam nos lençóis gelo quando sentiu a língua de Schul deslizar entre suas nádegas e o mesmo erguer seus quadris, para ter total acesso ao local mais íntimo de seu corpo.

Ouvia os ofegos de Nagi, o choro prazeroso emitido pelo menino de cabelos chocolates e olhos azuis profundos nos quais sempre desejou se afogar e deleitou-se. Continuava lubrificando com sua saliva o local que tanto almejava entrar, invadindo-o com a língua e fazendo o pequeno garoto estremecer, o que apenas aumentava seu próprio prazer.

" Aahhh... Schul... Deus!", Nagi gritou ao sentir aquela língua dentro dele, como sentiu noites atrás, rasgou o lençol devido a força com que os puxou, mas não pareceu se importar ou mesmo ver isso.

Ao ouvir a necessidade presente na voz de Nagi, Schuldich parou e ergueu-se, abaixando a própria calça, mostrando que nada usava por baixo. Deixou-as no joelho e em sua loucura, puxou Nagi, deixando-o de quatro, segurou a fina cintura e posicionou-se, começando a penetrá-lo, gemendo longamente ao começar a sentir-se apertado pelo quente canal.

" Aahhh...", Nagi gemeu ante ao desconforto e a dor, afundando a cabeça no travesseiro, sua mão direita foi parar na cabeceira da cama, apertando-a a fim de resistir.

Schul parou ao escutar o gemido de dor daquele que amava e mesmo envolto em um prazer avassalador teve consciência do desconforto de sua doce criança. Parou, curvando-se e beijando as costas alvas, lambendo de leve, encaminhando sua mão para o membro de Nagi, envolvendo-o com delicadeza e fazendo um suave vai-e-vem para aplacar o desconforto do menino.

" Humm...", Nagi mordeu o lábio inferior com as suaves carícias, fechando os olhos e relaxando o corpo. Sentia o membro de Schul dentro dele, na verdade apenas uma pequena parte, o toque suave que o outro executava em si gerava um prazer quase irreal, maravilhoso.

Schul controlava-se. Sentia o calor do corpo menor envolvendo-o, fazendo-o desejar entrar todo dentro dele de uma única vez. Anos... Séculos sem senti-lo assim o fazia enlouquecer, mas não poderia feri-lo. Nunca... Nunca poderia fazer nada contra ele... Contrariá-lo estava além de suas forças e...

" Aahhh... Schul... Mais...", Ouviu o doce gemido de Nagi, que o tirou do sério.

" Nagiiiiii...", O ruivo rosnou o nome do menino, masturbando-o mais e começando a empurrar-se contra o corpo menor, entrando cada vez mais, ouvindo os gemidos de Nagi transformarem-se em gritos. Sabia que ainda havia certo desconforto, mas o prazer sentido pelo menino o invadia, envolvia sua mente em um mar de sensações tão intensas que não podia mais parar.

Nagi sentiu que todo o membro de Schul estava dentro dele, quente e pulsante. Respirava descompassadamente sentindo os dedos longos ao redor de seu membro, movendo-se por toda a extensão e que ele agora estava parado, afim de que se acostumasse. Fechou os olhos por uns instantes, até que todo o desconforto sumiu e o que restou foi a necessidade de sentir mais e com essa idéia em mente, Nagi abriu os olhos, remexendo os quadris provocantemente.

" Ahhhh... Nagi...", Schul mordeu com força o lábio inferior e segurou mais firmemente a cintura do menino, retirando-se e então investindo de novo, sentindo-se ser apertado pelo canal quente, gemendo ante ao prazer que sentia.

Os movimentos dos quadris de Schuldich ficavam cada vez mais intensos, se retirava quase que por completo e investia novamente com força, ouvindo os gritos de Nagi, que tinha seu corpo lançado para frente e para trás, devido à força de suas investidas, mas algo o incomodava... Vias as costas de porcelana, os cabelos chocolate, mas... Não via os olhos. Aquela posição era deliciosa, podia entrar bem fundo em Nagi, mas não estava satisfazendo-o e com isso em mente, simplesmente se retirou por completo, parando também a masturbação.

" Schul, maldito! Por que está parando?", Nagi perguntou em um súbito estado de fúria. Estava tão bom... Os movimentos, a mão em seu membro... Estava quase lá e o ruivo para? Não ia aceitar isso. Virou-se, irritado, pronto para xingá-lo com todos os palavrões que conhecia, mas...

" Agora sim...", Disse o ruivo, puxando o menino e o beijando.

" ...!", Nagi corresponde, sem entender muito, mas o beijo estava tão bom que calou suas exasperações.

Encerrando o beijo, Schuldich se senta na cama e puxa Nagi, fazendo este se sentar em seu colo, mas ainda não o penetra. Olha dentro dos olhos azulados, daquele tom que sempre o fascinou. Acariciou a face alva e ergueu os quadris delicados, posicionando o jovem e voltando a penetrá-lo, sentindo os dedos finos firmarem em seus ombros.

" Aaah... Aahhhh...", Nagi fecha os olhos por um instante ante ao prazer que sentia ao ser preenchido por completo novamente.

" Hummm... Nagi... Abra... Abra os olhos pra mim...", Disse roucamente, necessitava ver aqueles azuis... Precisava vê-los ainda mais escuros que o normal devido ao prazer que o menino sentia.

" Humm... Aahhhhh...", Nagi fez o que lhe era pedido, abrindo os olhos com dificuldade. Schul movia os quadris para cima de encontro ao dele, indo ainda mais fundo, roçando em pontos mais do que prazerosos, deixando-o rapidamente ofegante.

Schuldich estava embevecido de prazer, mas ainda assim algo lhe passou pela cabeça... Nagi precisava se alimentar, tinha brincado com ele antes, mas não estava mentindo. Ainda não tinha se alimentado, mas estava muito bem e... Sorriu e seus olhos tornaram-se vermelhos para o espanto do amante. Sorriu mais e então suas presas cresceram e sem pensar duas vezes, mordeu o lábio inferior com força, arrancando sangue, sentindo o corpo menor estremecer.

" Schul...", Nagi ofegou ante a visão, os olhos claros escurecidos de prazer e pela manifestação de sua verdadeira face, o sangue escorrendo em um convite irresistível e...

Foi puxado e sentiu aqueles lábios tomando os seus e esqueceu de tudo. Seu mundo sumiu e se agarrou ao outro, entrelaçando seus dedos nos cabelos cor de fogo, beijando-o com fome... Alimentando-se, gemendo e tendo seus gemidos engolidos pela boca do ruivo enquanto o mesmo se movia ainda mais forte dentro de si, fazendo-o se aquecer mais. Beijava e lambia a ferida que Schul fizera em si mesmo, sentindo e dando prazer. A mão em sua cintura o fazia se mover mais rápido, aumentando a profundidade das investidas, deixando-o cada vez mais alucinado com as sensações maravilhosas, seu corpo inteiro tremia e sabia, não ia resistir por muito mais tempo!

Schuldich deliciava-se com o que Nagi fazia. O corpo pequeno o agarrava, a fricção que o aveludado e apertado canal gerava era de tirar o fôlego, não que precisasse, mas as sensações proporcionadas eram enlouquecedoras. Nagi gemia dentro de sua boca, enquanto sugava seu sangue, passando a língua no ferimento, o deixando cada vez mais ensandecido. Apertou mais a cintura delgada, afundando os dedos e marcando-o, para em seguida, com a mão esquerda, acariciar as costas alvas, descendo, apertando levemente o local em que seus dois corpos se uniam.

" Aaahhh...", Nagi gemeu alto e teve que parar. Não conseguia mais sugar o sangue dos deliciosos lábios de Schul devido às sensações e o toque dele em suas nádegas, tão próximo ao local em que era penetrado apenas o enlouqueceu mais.

Os olhos azul-céu brilhavam intensamente, demonstrando um brilho de satisfação e deleite. Nagi era lindo! Tudo parecia um sonho, mas com certeza absoluta não ia acordar dele... Sorriu em um misto de malícia e fascínio, levando a mão ao membro do jovem vampiro que roçavam em seu abdômen, masturbando-o no mesmo ritmo em que o penetrava e com a outra mão, ajudava-o a subir e descer, acelerando cada vez mais, tocando-o fundo, ofegando junto ao menino, fazendo sua respiração tocar o pescoço alvo, ao qual passou a lamber e mordiscar.

" Aaahhhh... Schuuullll... Aaahhhh...", O menino não mais suportava as sensações...

" Hummm... Liebechen...", Sussurrou no ouvido do menino em tom baixo, sua voz rouca evidenciando a excitação presente em seu corpo que logo alcançaria o clímax.

Ao ouvir as palavras tão amorosas e a intensificação dos toques, Nagi não pôde mais suportar. Seu corpo inteiro estremeceu, uma onda de calor e eletricidade intensas percorreu cada célula, nublando os pensamentos e levando o jovem de cabelos chocolate a um abismo e ao cair nele, não podia mais voltar. Sentiu as ondas de prazer varreram seu corpo violentamente, espalhando-se até as pontas de seus dedos, não podendo mais conter o longo grito rouco que escapou de seus lábios quando mergulhou naquele abismo chamado orgasmo.

" Aaaahhhhh...", Apertou-se contra o corpo maior, sentindo os espasmos intensificarem até quase o levarem a perda dos sentidos, mas ele resistiu, derramando seu sêmen nas mãos talentosas de Schuldich, continuando a se mover, enquanto amolecia nos braços do telepata.

" Aahhh...", Schul sentiu todo aquele corpo apertado contrair-se sucessivamente, massageando seu membro de tal forma que era impossível se segurar.

Sentiu sua mão sendo molhada pelo prazer daquela bela criança e ao ouvir o gemido rouco seu mundo se despedaçou, lava parecia passar por suas veias entrando em erupção e fazendo com que inundasse o interior quente e convidativo no qual estava abrigado, gemendo longamente o nome daquela criança da noite... Da sua criança, agarrando-se mais ao corpo jovem, ainda se movendo, até que a última gota de esperma fosse expelida.

Os movimentos foram cessando aos poucos, ainda se mantinham abraçados e Schul permanecia com a cabeça apoiada no ombro de Nagi, aspirando o perfume delicioso. Ficaram em silêncio, apenas apreciando o momento como se, caso se movessem, tudo se quebrasse como cristal lançado ao chão. As sensações do orgasmo foram passando aos poucos e os olhos azuis se abriram, erguendo a cabeça com lentidão, fitando a face de porcelana.

Acariciou os fios chocolate, contornando a face e deslizando os dedos para a nuca do jovem, apreciando quando os olhos profundos fixaram-se nele, ainda nublados pelo prazer sentido. Sorriu e aproximou-se, tomando os lábios finos e delicados em um beijo terno e calmo, sentindo os dedos finos entrelaçarem-se novamente em seus cabelos. Logo foi deitando-se, invertendo as posições, ainda estando dentro de Nagi, sentindo os beijos do menino em sua face e ficou a fazer o mesmo.

" Eu te odeio, Schul...", Disse o menino em uma melodia apaixonada, preso naquele sonho que estava vivendo e tendo medo de acordar.

" Eu também te amo... Liebechen...", Falou o vampiro, tomando os lábios macios, sendo correspondido imediatamente, voltando se mover dentro do canal lubrificado, ouvindo gemidos delicados serem emitidos por aquele ser da noite tão adorável!

OOO

Uma semana havia se passado desde que Ken Hidaka veio para trabalhar com eles a pedido de Pérsia. Apesar de Omi parecer estranhá-lo no primeiro dia, tudo ficou bem depois e se tornaram amigos rapidamente... Rápido até demais na opinião de Yohji, apesar de que o playboy confessava que achara estranho o pequeno Bombay 'estranhar' alguém... O menino sempre acreditava demais nas pessoas.

Permaneceu observando aquele jovem de pele morena, olhos castanho-esverdeados tão lindo que agora lhe parecia mais verde, talvez devido a luz que vinha da TV. A noite havia chegado e logo sairia para a balada. Desde que o outro chegara que não saía e estava começando a sentir falta. Precisava arrumar uma mulher para distraí-lo... Uma que fosse ótima na cama. Sorriu internamente ao pensar tal coisa e então foi tirado de seu pequeno devaneio.

" Algum problema?", Ouviu a voz suave e ainda assim marcante de Ken chamando.

" Hã?", Assustou-se, piscando os olhos verdes várias vezes. Estava tão distraído que não percebeu que era observado, o que o desconcertou, mas não mostrou isso.

" Estava me olhando fixamente. Algum problema?", Perguntou o moreno.

" Não, nenhum. Só estava pensando.", Falou, desviando o olhar do outro.

" Hum... Fico imaginando o que poderia estar pensando com um sorrisinho daqueles...", Falou levemente sarcástico, mudando o canal da TV.

" Hum... Como assim 'sorrisinho daqueles'? O que está insinuando?", Perguntou quase ofendido. Na verdade nunca ligou para isso, mas Ken comentar tal coisa no momento o irritou, mesmo não sabendo por quê.

" Que estava pensando alguma besteira... Algo como 'vou pegar uma mulher gostosa'." Respondeu seu alarme, na verdade entediado, muito entediado.

" Há! É, tem razão... Era isso mesmo.", Falou, passando a mão nos fios loiros.

" Pois é...", Desistiu de achar algo na TV. Precisava se distrair... Sair, fazer algo...

" Céus, Ken. Você parece mergulhado em tédio.", Falou, rindo da cara de 'morto' de Ken, principalmente ao ver o outro deixar o controle da TV escorregar de suas mãos.

" Acho que preciso me distrair.", . Disse. Na verdade devia estar com fome...

" E por acaso não quer...", Sorriu malicioso para o outro, olhando-o fixamente.

" O que?", O.o Perguntou curioso, ficando subitamente interessado.

" Sair comigo.", Disse o playboy, sorrindo safadamente ao moreno.

" Com você?", Ken olhou em um quase fascínio para o playboy, notando mais a beleza do loiro, os cabelos macios e brilhosos, o sorriso sensual e safado que o deixava desconcertado, a pose sedutora e...

" Sim, podemos arranjar ótimas companhias.", O sorriso malicioso ainda estava lá.

" Hã!", Ken fez uma cara de quase desgosto perante a afirmativa.

" O quê? Na boate aonde eu vou tem mulheres lindas!", Disse, não entendendo o porquê do súbito desânimo presente no semblante do outro.

Ken ouviu aquela frase com desgosto total. Achou, por um momento, que o outro havia convidado ele, não que iam juntos a procura de mulheres. Apoiou o cotovelo no encosto do sofá e apoiou o queixo na mão esquerda, novamente sentindo o tédio invadi-lo. Admitia a si mesmo que sentia atração por Yohji, isso desde o dia em que o encontrou e o mesmo cuidou de suas feridas e o playboy agora vinha com aquela proposta idiota!

" Ei... Que cara é essa?", --º Perguntou o loiro, suspirando.

Não sabia o que fazer. Quando achava que estava aproximando-se do moreno, o outro mostrava que ainda estava longe. Queria entender aquele menino de dezenove anos, que às vezes lhe aparentava ser mais velho devido a algumas atitudes e em outras, um moleque louco com futebol que ria e era tão ingênuo que o surpreendia. Apesar disso, gostava de ficar perto dele... De ver o sorriso iluminado e o jeito do mesmo que passava de inocente a sedutor em segundos, sem ao menos perceber.

" Ken... Você está bem? Se estiver com algum problema, pode me dizer.", Disse, tentando ser o mais amigável possível.

Ken o fitou novamente, com um brilho intenso no olhar.

" Estou falando sério. Pode falar... Qualquer coisa.", Dizia ansioso.

"Quero beijar sua boca.", Pensou aquilo que tinha vontade de verbalizar.

" Bom... Tudo bem se não quiser dizer...", Falou um pouco decepcionado.

" Estou apenas desanimado.", Falou, estranhando o olhar do outro, ele pareceu chateado por não ter dito nada.

" Então você deve vir comigo... Vamos amassar algumas pessoas... Ken.", Yohji, de supetão, aproximou-se de Ken e sussurrou no ouvido dele, rindo malicioso quando o outro se arrepiou.

" Yoh... Yohji...", Ken gaguejou, arrepiando-se ao sentir o outro tão perto de si.

" Vamos... Ken. Deixe-me levá-lo pro 'mau caminho'!", Riu de encontro ao ouvido do outro, puxando-o para junto de si, achando muita graça da cara super corada do 'garoto'.

" Nã-não acho boa idéia...", Falou desconcertado.

"Ahhh! Ele está me provocando... Só pode!", Ken tentava a todo custo se controlar.

" E por que não? Você está precisando de sexo.", Riu mais ainda o playboy.

" Yohji!", ò.ó Ken gritou em repreensão, fitando o outro irritadamente.

" É isso mesmo, Ken. Precisa se sexo... Pegar umas garotas.", Disse, afastando-se apenas um pouco, mas mantendo o contato físico.

" Não quero.", ¬¬ Quem disse que estava procurando garotas? Achava-as bonitas é claro, já tivera namoradas, mas no momento estava interessando em outra pessoa.

" Ih... Vai me dizer que joga no outro time.", ¬¬ Afastou-se um pouco mais.

" Não, que isso...", Ficou desconcertado. Não queria que Yohji sentisse algum tipo de repulsa dele, pensar nisso o deixava quase desesperado e...

" Ken, você fica lindo corado!", Disse Yohji de maneira sedutora.

" Yo-Yohji...", Ken estava em choque. O outro por acaso gostava de...

" Háháháháháhá... Sua cara de choque é hilária, Ken-ken.", Disse, colocando a mão na barriga de tanto rir. Nisso, Ken e Omi eram parecidos... Viviam ficando corados com as brincadeiras dele.

Ken estreitou os olhos, sentindo uma súbita raiva se apoderar de seu ser.

" Ai ai... É muito cômico...", Recompunha-se Yohji.

Quando Yohji virou-se para Ken, estremeceu dos pés a cabeça. Viu o outro se aproximando e debruçando-se sobre ele no sofá, e mesmo afastando-se, o moreno achegou-se mais, ficando em cima de si, tocavam-se pouco, mas ainda assim sentia o calor do corpo menor, arrepiou-se quando o hálito morno tocou sua orelha e paralisou-se. Seu coração batia aceleradamente e sua boca se abriu, mas as palavras morreram em sua garganta antes mesmo de serem pronunciadas.

" E se eu jogasse no outro time, Yohji?", Perguntou Ken em um sussurro perturbador.

" Ke... Ken...", Yohji gaguejou, sentindo um frio percorrer sua espinha.

" E se eu quiser você?", Falou tão próximo do ouvido do outro que seus lábios quase tocavam a orelha perfeita.

" ...!", Yohji perdeu a fala, sentindo-se tão perturbado que não conseguia se mover.

Ficava apenas lá... Parado, com o outro em cima de si e aquele hálito quente tocando-o, fazendo sua mente girar de forma que não compreendia. Devia estar afastando-o e mandando aquele atrevido para longe por desejá-lo, mas não. Estava parado como se esperasse por algo mais... Algo que não vinha e então viu os olhos claros o fitando, parecendo mais verdes do que se lembrava e...

" Olá!", Ouviram uma voz feminina e Ken, em um rápido movimento, saiu de cima de Yohji, ficando do outro lado do sofá, pegando o controle desajeitadamente.

" Si-sim?", Yohji perguntou desconcertado.

Logo uma figura vestida com uma curta saia vermelha e blusa negra adentrou na sala, olhando de Ken para Yohji, achando muito estranho o modo dos dois. Pareciam assustados e... Estavam sentados de modo tão artificial que a fazia pensar coisas que não devia, mas... Bem, era Yohji ali, então mandou os pensamentos para longe, sorrindo aos jovens caçadores.

" Boa noite, Manx. O que a trás aqui?", Perguntou o playboy, levantando-se.

" Vim trazer umas informações importantes. Uma missão.", Disse séria, fixando seu olhar nos movimentos felinos de Yohji, que vinha em sua direção.

" E... Não quer me beijar antes disso?", Perguntou, enrolando os dedos nos cachos ruivos, mantendo o tom sensual e sedutor.

Ken revira os olhos, sentindo vontade de socá-lo, não sendo visto por Manx.

" Não. Agora tire as mãos...", Disse, retirando a mão esquerda de Yohji de sua cintura e afastando-se um pouco, por segurança.

" Onde está Omi?", Perguntou, vasculhando o ambiente.

" Deve estar no MSN... Viciou, coitado.", ¬¬ Disse o loiro, suspirando.

" Sim. Ele disse que estaria conversando com um caçador... Acho.", Disse Ken, pensativo. Tinha perguntado quem era, mas o mesmo disse apenas que a pessoa com quem falava era o 'sombra', recusando-se a dizer o nome de caçador, por um motivo que desconhecia. Deu de ombros e voltou a fitar a bela ruiva.

" Poderia chamá-lo, Ken?", Perguntou Manx, afastando-se mais de Yohji e descendo para a sala de reuniões, sendo seguida pelo loiro, que reclamava do modo que ela o afastava.

Ken apenas observou e logo foi chamar Tsukiyono, que se despediu da pessoa com quem conversava e desligou o computador. Viu os olhos celestes o fitarem e aqueles lábios curvarem-se em um sorriso doce e logo desceram, caminhando e conversando até chegarem à sala de reuniões, onde viram Manx beliscar Yohji, que reclamava da dor.

" Pare de brincar, Yohji.", Ken o repreendeu, vendo o loiro apenas estreitar os olhos.

" O que houve Manx?", Perguntou o jovem hacker.

" Bem, trouxe dados da nova missão e... Também sobre um grupo de crias da noite que estão tentando despertar um 'lorde' vampiro.", Disse séria.

" Como assim?", Perguntou Yohji, jogando-se despreocupadamente no sofá.

" Que vampiro querem despertar dessa vez?", ¬¬ Perguntou Ken, ajeitando-se num canto, escorando na parede e fitando a jovem.

" O grupo se intitula Shreient e é composto por quatro vampiras. Elas querem despertar Masafumi Takatori, um vampiro secular e um dos três mais poderosos existentes.", Revelou a mulher, cruzando os braços e adotando uma postura séria.

" Masafumi!", Omi perguntou, aquele nome...

" Sim. Masafumi, Reiji e o terceiro formam o grupo de maiores vampiros existentes e de acordo com uma lenda seriam eles os 'criadores' da raça vampírica, mas isso é apenas lenda.", Disse ela de forma didática.

"Terceiro! Quem... É o terceiro?", A pergunta dançou na mente de Omi, quando viu Ken se mover ligeiramente incomodado, o que chamou sua atenção.

" Toda lenda tem uma base...", Ken falou em tom baixo, sua feição fria.

" ...!", Yohji fitou Ken, surpreendendo-se. O que ele queria dizer exatamente?

" De qualquer forma, o grupo liderado pela vampira Hell está reunindo crianças, para assim, conseguir sangue suficiente para despertá-lo.", Falou, colocando a fita no video.

" Quê? Crianças!", Ken alarmou-se. Outro grupo atrás de crianças? Será que estavam ligados com o primeiro grupo que enfrentaram ou não?

" Deus! Que horrível!", Disse Omi, ao ver os cadáveres das pequenas crianças que foram mortas a fim de que o vampiro despertasse.

" Por que ele precisa exatamente de crianças? Isso é parecido com o que o grupo liderado por Crawford faz... Apesar dele procurar adolescentes...", Comentou Yohji, achando tudo parecido demais.

" O sangue de jovens é mais puro... A vida flui com mais energia dentro daqueles corpos... Por isso é preferível usar o sangue de crianças, ou adolescentes como no caso de Reiji...", Ken assusta a todos ao dizer tais palavras.

" Você não é tão avoado quando parece...", Brinca o loiro, rindo da cara do moreno.

" Mas se Reiji é mais velho e poderoso, por que usa adolescentes e não crianças?", Omi ficou subitamente interessado naquele assunto.

" De acordo com a lenda, Reiji não está dormindo... Ele foi selado. Isso deve ter alguma ligação, não sei...", A ruiva pronunciou-se, enquanto reparava no olhar celeste.

" Pérsia não vai se pronunciar?", Omi pergunta mirando o nada.

" Bem... Ele está em uma reunião importante, por isso me mandou.", Falou, vendo que o menino notou mesmo que Pérsia não iria falar com eles.

" Hunf! Por que será...", Ken disse em tom enigmático, cruzando os braços e então fitou Yohji com intensidade, reparando nos fios loiros, os olhos verdes tão intensos e brilhantes como duas esmeraldas.

" ...!", Yohji reparou no olhar de Ken e devolveu o mesmo, ficando em seguida desconcertado pelo outro não desviar o olhar ou se intimidar com a forma que o observava, mas não demonstrou. Aqueles olhos... Aquele brilho nas íris furta cor...

" Como podem ver, várias crianças foram seqüestradas e pelo que descobrimos, elas estão em algum ponto deste lugar, mas nossos espiões não conseguiram definir um local específico...", A ruiva falou, suspirando profundamente.

"Por que você não diz logo o que o aflige?", Manx pergunta-se em pensamento, lembrando-se do modo como Pérsia estava, mas não podia obrigá-lo a se abrir.

" Então vamos por a mão na massa.", Disse Ken, aproximando-se de Omi e vendo que o menino já se dispunha a pesquisar mais informações pelo laptop, a fim de conseguir a localização exata das vítimas seqüestradas.

" O que me tranqüiliza é que Siberian está aqui...", Sussurrou a ruiva, retirando-se da sala, após acenar aos jovens.

"Siberian!", Õ.o Yohji ergueu uma sobrancelha ao escutar o apreensivo sussurrar. Já tinha escutado aquele nome em algum lugar, só não se lembrava aonde...

OOO

Em pouco tempo os gatinhos já tinham a localização exata das crianças seqüestradas, bem como da quantidade aproximada de vampiros presentes no local. Só não conseguiram muitas informações sobre as quatro vampiras que ansiavam despertar Masafumi Takatori, mas isso eles poderiam conseguir depois. De qualquer forma, sabiam que as quatro eram poderosas, mas não tanto quanto o grupo liderado pelo vampiro americano, Crawford.

As rotas de fuga, bem como o local onde estariam os homens de Pérsia para levar as crianças estavam definidas. Tudo estava em pleno acordo entre os três jovens. Teriam que prestar mais atenção, pois precisariam de alguém para retaguarda, mas Omi resolveu fazer as duas coisas ao mesmo tempo, guiar seus amigos, bem como protegê-los, o que foi bem aceito por Yohji e Ken, visto que o mesmo não ficaria exatamente na linha direta na luta que em poucas horas se seguiria.

Omi vestiu um short preto curto e uma blusa pérola de gola alta larga e manga longa, o que lhe deu um ar bem jovial e atraente, mesmo que não soubesse disso. O belo sorriso estava presente em seus lábios e desceu. Logo viu Yohji e Ken, que sorriram ao vê-lo e entraram no carro, mesmo ainda estando atordoados com a visão do loirinho. Deram à partida e sem demora chegaram ao local indicado e foram se dirigindo ao galpão onde estariam as crianças, com todo o cuidado, usando passos leves como o de gatos.

" Balinese... Siberian, como estão?", Perguntou Bombay pelo comunicador, observando cautelosamente o movimento fora do galpão, rastreando os vampiros dentro do mesmo, vendo que havia no mínimo vinte e cinco ali, o que o fez pensar se não era melhor ele ter ido com os outros, mas a relutância dos dois foi grande.

" Tudo bem até agora, Bombay.", Disse Ken em tom baixo, respondendo ao loirinho.

" Aqui também está tudo ok!", Ouviu a voz de Yohji se pronunciando agora.

Omi continua observar o ambiente, vendo que alguns vampiros se moveram e de forma rápida e eficaz, os surpreendeu e antes que os mesmo pudessem reagir, lançou dardos em direção aos mesmos, acertando em cheio o coração e com a mão direita, lançava flechas da besta, acertando mais alguns que vinham logo atrás.

" O que foi isso?", Perguntou Yohji pelo comunicador ao ouvir um barulho.

" A festa começou.", Omi revelou, ouvindo o playboy xingar e riu.

Por que você não morrerá?

Seu sangue no meu...

Nós ficaremos bem.

Então seu corpo será meu!

Sem que percebesse, olhos violetas o observavam. Aya estava impressionado com o modo que o menino agia. Omi nem precisava olhar para saber onde estavam os vampiros, o garoto sabia o local exato de onde cada um deles estava, mas... Ainda assim não notava a sua presença... Não notava que próximo a ele estava o vampiro de nome Abssynian.

OOO

Dentro do galpão, Balinese e Siberian esgueiravam-se, chegando enfim ao local onde as crianças estavam. Havia vinte crianças ao todo e todas elas estavam dentro de uma jaula, sendo rodeadas de vampiros que riam maliciosamente e mais distante, estava uma mulher de cabelos loiros, falando ao celular.

Siberian estava atento à mulher de cabelos loiros e Yohji sabia que também deveria estar, mas não conseguia exatamente manter os olhos nela. Ficou chocado quando vira Ken descer para executarem a missão e ainda não acreditava no que seus olhos viam. O moreno vestia uma calça preta justa que parecia de couro, mas o tecido era maleável e de aparência macia, a blusa branca de gola alta e manga longa criava um belo contraste e os fios castanhos caindo nos olhos apenas tornava a imagem de Ken ainda mais atraente.

"Êêê... Que pensamento é esse?", Yohji estreitou os olhos, balançando a cabeça ante o pensamento nada normal que tivera em relação ao outro, mas sua atenção voltou às crianças ao ouvir um choro mais alto.

A bela mulher de cabelos loiros e roupa negra puxava o cabelo de uma das crianças, uma menina de madeixas negros e olhos castanhos, viu Ken trincar os dentes e antes que pudesse dizer um 'ah', o outro já havia partido, deixando que longas garras surgissem em suas mãos e com um grito furioso foi em direção a mulher, sendo interceptado pelos vampiros.

" Merda, Siberian!", Xingou Yohji, que logo se lançou ao ataque, protegendo um insano Ken, que não matava, mas sim, retalhava os seres da noite com uma selvageria que assustava.

" Malditos! Matem!", A loira gritou, furiosa com a intromissão.

Yohji saltou quando um vampiro veio em sua direção e logo o fio de metal quase invisível de sua arma se colocou ao redor do ser o que o atacava e com movimentos ligeiros, puxou o mesmo, fazendo o vampiro ser todo cortado e assim ia atacando, desviando e fazendo de tudo para ajudar o ensandecido Ken, que não parecia se importar em se ferir.

Ken cortava aqueles seres da escuridão com um sorriso quase animal nos lábios. O brilho mortal em seus olhos agora mais esverdeados do que castanhos, assustava os que o viam, bem como o sorriso cruel que se desenhava em seus lábios. Sentiu um chicote enlaçar-se em seu pescoço, fazendo-o recuar e apenas viu um vampiro vindo em sua direção, fechando os olhos ao ver que não conseguiria se desviar e...

Por que tudo é tão difícil para mim?

Me mantendo rebaixado à o que você acha que eu devo ser...

Você precisa me tentar e se provar superior?

Continue tentando... Eu não morrerei tão fácil!

Tudo aconteceu rápido demais. O moreno apenas sentiu seu corpo sendo puxado e ouviu um grito esganiçado ser emitido e o chicote em seu pescoço afrouxar. Abriu os olhos e se viu nos braços de Yohji, que segurava uma pequena lâmina e viu que foi ele quem cortou o chicote e matou o vampiro. Como o loiro foi capaz de fazer isso o segurando e usando apenas uma mão Ken não sabia, a única coisa de que tinha conhecimento era que estava naqueles braços e que o playboy olhava de forma assassina para a mulher.

" Sua vaca!", Yohji rosnava, sem deixar de fitá-la.

" Você... Você...", A mulher falava sem acreditar, observando-o enquanto mantinha uma mão cobrindo a bochecha direita.

Alguns vampiros que restaram, o que dava quase uma dúzia, se colocaram entre eles e a mulher de cabelos loiros, que apenas o fitava em fúria, mas simplesmente não se importava. Nem mesmo sabia como se moveu tão rápido e como executou tais movimentos a fim de salvar o moreno, mas nada daquilo importava. Ao ver o chicote enforcando Ken, a pele ficando vermelha e ameaçando ser cortada, não pensou em nada e apenas agiu.

" SEU MALDITO! COMO OUSA FERIR O MEU ROSTO?", Fala a mulher possessa, seus olhos claros tornando-se vermelhos e uma aura negra envolvendo seu belo e curvilíneo corpo, mostrando que a mesma era uma vampira de porte.

" Merda.", Yohji sussurrou baixinho, mas não ia se render.

" Y... Balinese...", Ken chamou, sabendo que Yohji prestava atenção, mesmo não o fitando. Quase disse o nome dele.

" Você está bem?", Perguntou sem desviar o olhar da doida.

" Sim.", Ken ajeitou-se e afastou-se lentamente de Yohji, lamentando a perda de calor, mas sabendo que era necessário, principalmente agora que a outra resolveu mostrar que não era qualquer uma... Que era uma vampira poderosa e certamente uma das quatro que seguiam Masafumi.

Yohji foi soltando-o relutantemente, vendo Ken jogar o pedaço de chicote no chão e assumir uma posição de luta, o que o impressionava. O moreno não parecia mais tão desnorteado pela falta de ar. Assustou-se mais ainda ao ver a louca partir ensandecida em direção a eles e Ken ir ao encontro dela. Soltou alguns palavrões, irritado com a atitude impulsiva do moreno e deixando-se levar pela raiva que se apoderou de seu coração, atacou os vampiros restantes e em uma dança fúnebre, ia cortando-os com o frio fio de aço, finalizando ao decepar as cabeças de alguns com a adaga que usou para cortar o chicote que prendeu Ken.

Ken e a mulher lutavam um corpo-a-corpo e a mesma era uma magnífica lutadora. Trocavam golpes e mais golpes, sem se importarem com a força que usavam. Apesar de apreensivo no início, Siberian perdeu a consideração ao ver que a outra usaria crianças em sua ânsia de despertar Masafumi. Viu que Balinese acabou com os outros e pretendia acabar com aquela que o feriu, mas algo o distraiu.

" Ah... Mas o que está acontecendo aqui?", Ouviu uma voz doce e alegre chegar a seus ouvidos e ao desviar o olhar por um segundo, Ken foi acertado no abdômen por um forte chute da loira, caindo para trás.

" Siberian!", Balinese chama, preocupado, nem mais ouvindo o choro das crianças, nas quais estava perto, tentando abrir o cadeado da sela em que elas estavam.

" Estão brincando?", A pergunta foi doce e um meigo sorriso se fez presente em seus lábios rosados, chamando a atenção de todos ali presentes.

" Tot... Some daqui!", Falou a loira, irritada com a aparição da outra.

" Ah! Schoen, Tadinha. Machucou o rostinho!", Falou, aproximando-se da loira.

Yohji olhava abobalhado para a menina. A jovem tinha uma pele clara, cabelos azuis em um tom não muito bem definido por ele e olhos claros lindos, puros e meigos. Estava usando um vestido pequeno de saia rodada tão curta que deixava suas coxas de fora e meias sete-oitavos branca e um sapatinho de cristal que a deixava com carinha de boneca de porcelana. Os lábios rosados se curvaram em um sorriso delicado, enquanto segurava um coelhinho na mão direita e uma bela sombrinha branca na esquerda, confundindo Yohji.

" Aquela menina...", Siberian estreitou os olhos ao ver a jovem. Ela não era humana.

" Se está aqui, ajude em algo! Eles querem levar o presente de Masafumi!", Gritou Schoen, enfurecida.

" O presente do papai!", A jovem abriu a boca em espanto e então se virou para os outros dois, erguendo a sombrinha e sorrindo e antes que Yohji pudesse se mover uma 'farpa' foi lançada da ponta da mesma e tudo o que viu foi Ken se jogando na frente dele, sendo ferido no ombro de raspão.

Eu não morrerei!

Eu não morrerei... Eu não morrerei!

Por que é tudo tão difícil para mim?

Por que é tudo tão difícil para mim?

" Maldita!", Yohji perdeu a cabeça ao ver a face de dor de Ken e não se importou com mais nada. Percebeu que a menina era vampira então que ela morresse também... Principalmente por ter ferido Ken.

A jovem de cabelos cacheados presos com lacinhos sentiu seu corpo sendo envolvido por fios fininhos e piscou os olhos, confusa, e quando os mesmos se apertaram em seu corpo, começando a machucá-la, gritou como uma criança faria, sendo prontamente ajudada pela bela vampira loira, que a libertou em pouco tempo.

" Buuááááá... Tá doendooooo...", A menina chorava nos braços de Schoen, que não sabia se praguejava ou se a deixava ali e ia matar os dois intrometidos.

Ken, mesmo impressionado com o jeito de Yohji agir, não perdeu tempo e mesmo ferido quebrou o cadeado fingindo que não havia feito nada demais quando o loiro o fitou, erguendo uma sobrancelha. Logo a porta da jaula foi aberta e as crianças começaram a sair. Viu a loira se erguer, deixando a menina chorando no chão. Teve pena, mas não ia se enganar com a carinha inocente...

" Não vou deixar que as leve!", Falou pronta para atacar, porém...

"Parem!", Ouviu uma voz sendo sussurrada dentro de sua mente, o que a deixou atordoada e sem ação.

Logo Balinese e Siberian se colocaram a encaminhar as crianças para fora, sem se importarem com as duas vampiras. Ken ainda voltou a fitá-las, sentindo algo estranho parecer ressoar no lugar, mas não deu atenção. Havia coisas mais importantes no momento e podiam matá-las depois, uma van estava esperando-os do lado de fora e logo as crianças foram entrando na mesma e pessoas armadas estavam a protegê-las, enviadas por Pérsia.

" Cadê o Bombay?", Perguntou Ken, preocupado.

" Vou avisá-lo pra cair fora.", Disse, quando viu mais seis vampiros vindo na direção de ambos, mandando o carro levar as crianças e se colocando em posição de ataque, a fim de exterminar aquela raça maldita.

OOO

Omi se movia ligeiramente, matando os vampiros em um bailar de encher os olhos de qualquer um. Nunca ninguém imaginaria que alguém como ele pudesse matar assim. Concordava mentalmente que em uma luta corpo-a-corpo perderia sem sombra de dúvidas, mas o pequeno sabia muito bem como se esquivar de uma luta desse tipo. Tudo nele o deixava fascinado e as conversas que tinham pelo MSN apenas terminavam por fazê-lo acreditar que escolhera a pessoa certa.

"Mas... Não posso arriscar. Tenho que achar aquele maldito e matá-lo, pois sei que ele adoraria ferrar com minha vida de novo...", Pensava o belo vampiro de olhos violeta.

Veio àquela cidade a procura do vampiro que destruiu sua vida, que roubou a existência que tinha e o mergulhou nas trevas, arrancando-lhe também sua preciosa irmã. Não devia se envolver, não devia arriscar aquele pequeno ser que tanto lhe trouxe luz, mas não podia evitar. Omi o atraia de uma forma que era impossível! Queria ficar perto dele, precisava estar próximo ao jovem e decidiu. Destruiria aquele que o lançou num inferno e passaria a eternidade ao lado de Tsukiyono.

" Bombay! Cai fora daí. Estão todos a salvo, te pego no lugar combinado.", Ouviu a voz daquele loiro irritante ecoar pelo transmissor de Omi e viu o menino matar mais um vampiro e correr em direção a um parque abandonado próximo ao galpão.

Com passos leves como os de um gato, Aya se pôs a seguir o jovem, destruindo silenciosamente alguns vampiros restantes no caminho, sem tirar os olhos daquela criatura que corria logo a frente dele. Bombay... Omi era magnífico! Vê-lo ferido estava fora de cogitação... Nunca permitiria tal coisa. Continuou seguindo-o, sem ser notado pelo jovem, que captava a presença de todos os vampiros, menos a dele.

"Por que... Por que será que você não me nota dessa mesma forma?", Pensou, vendo que o jovem matou mais um vampiro, assim que chegou ao parque.

Viu que o mesmo estava precariamente iluminado e então seus olhos captaram o corpo menor se movendo, desviando de golpes rápidos e atirando com a besta, exterminando mais um ser das trevas. O ruivo estava surpreso com tamanha agilidade. Realmente Bombay era muito bom e ficou admirando o jovem agora andando calmamente, escorando-se em uma árvore de copa frondosa, permanecendo quieto, perdido na visão de Omi.

" Quem está aí?", Aya surpreende-se com a pergunta feita em tom irritado e intimidador. Estreita mais os olhos, vendo as íris frias, a feição séria e aquelas pernas de fora tão lindas que dava vontade de apertar, morder e...

"Controle seus pensamentos, Aya.", O ruivo tenta se repreender.

Estava ali por um motivo. Gostava do menino e o queria para si e como não era alguém de brincadeiras, iria fazer as coisas da forma certa. Pediria aquela doce criança humana em namoro, queria ir com calma e tomá-lo em seus braços apenas depois, Omi era muito jovem e deveria ir devagar...

" Apareça agora!", Ouve a voz autoritária do chibi, que apontava a besta em sua direção de forma ameaçadora.

Aya espantou-se por Omi tê-lo notado ali. Teria o menino notado sua presença vampírica? Sai detrás da árvore e encosta-se a mesma, ficando de lado. Sua cabeça baixa, pensando no que tudo aquilo significava, o que fazia os fios cerejas cobrirem seus olhos... Então ergueu o rosto, fitando o jovem, que estava mais do que tentador.

Por que você não morrerá?

Seu sangue no meu...

Nós ficaremos bem.

Então seu corpo será meu!

" Se vai atirar, que faça isso de uma vez.", O ruivo encara o chibi, fitando-o com intensidade e vendo-o sob a luz fraca de uma luminária, notando o quão atraente Omi estava.

OOO

Acabou. Todos estavam mortos e seus corpos decompunham-se, tornando-se pó. Respirava ofegante e com um suspiro profundo, fechou os olhos, dando graças a Deus que eles estivessem bem. Conseguira avisar Omi e sabia que o mesmo agora estaria longe e quase em casa, o que o deixava mais aliviado. Lembrou-se então de Ken e que o mesmo estava ferido e preocupou-se, virando-se para o moreninho.

" Ken-ken... Você está bem?", Perguntou, dando passos ligeiros em direção ao outro.

" Sim. Foi só um arranhão.", Falou, sem se exaltar.

Levou a mão ao ferimento, vendo que não havia sido nada grave mesmo. Quase teve um ataque quando sentiu o toque suave de Yohji em seu ombro, não tendo notado quando o mesmo aproximou-se. Viu o olhar esmeralda preocupado, os dedos gentis deslizarem sobre seu braço e o rapaz mais alto se aproximando mais, fazendo o ar faltar-lhe dentro dos pulmões.

" Droga! Você se machucou... De novo...", Tocou o ferimento com quase reverencia, com medo de machucá-lo por pressionar o mesmo.

Seus olhos verdes percorreram o corpo do moreno. Ele se arriscara muito para salvá-lo e se feriu por isso. Foi um louco por atacar sem que o desse a ordem, mas compreendia o rapaz, mas ainda assim... Como... Como ele podia se arriscar tanto? Ergueu o olhar vendo o pescoço vermelho, muito vermelho e sabia, ali ficaria a marca de um belo hematoma. Sem se dar conta foi dando passos lentos em direção a Ken, fazendo o mesmo recuar e escorar-se a parede do galpão, agora vazio.

" Yohji...", Ken sussurrou baixinho, sentindo um frio subir por sua coluna.

Via os fios loiros caindo sobre os olhos esmeraldas, a pele clara e a feição preocupada. Arrepiou-se quando ouviu o som do zíper de sua blusa sendo aberto até metade de seu peito e os belos olhos estreitarem-se devido às marcas que havia em seu pescoço. Sentiu os dedos longos, frios e suaves tocarem seu pescoço em uma carícia delicada e esqueceu-se de como se respira.

" Droga, Ken-ken... Olha só isso…", Disse o loiro, desolado pela culpa, por ter deixado que se ferisse assim. Se tivesse dado uma cobertura maior à loucura do outro isso não teria acontecido.

" Yo-Yohji...", O playboy estava tão lindo, tão perfeito preocupado assim com ele... Como ... Como resistir aquela tentação?

" Acho que eu tenho que cuidar melhor de você, Ken-ken... É tão impulsivo...", Deu um pequeno sorriso, passando o dedo de leve na marca que agora via, estava mais roxa... Realmente aquela mulher era uma maldita, filha da mãe!

Ken não estava mais pensando. Estava morando com Yohji e Omi há mais de uma semana e seu desejo de tomar aqueles lábios em um beijo caloroso apenas aumentava. Sentir o outro assim, tão perto, era uma perdição e sem que pudesse conter seus hormônios e impulsos, puxou o outro de encontro a si e tomou aqueles lábios, como ansiou desde que o encontrou...

Continua...

OOO

Olá!

Depois de séculos, mais um capítulo de Crepúsculo foi escrito. Na verdade esse capítulo teria mais coisas, como um certo amasso entre o Aya e o Omi, mas... Como o capítulo estava ficando com quase 40 páginas, resolvi dividi-lo, ou seja, o capítulo 05 já tem aproximadamente 18 páginas e não vou demorar milênios pra publicá-lo.

Bem... O que estão achando da fic até agora? Já sabem o que o Schuldich fez e por que o Nagi tenta tanto se afastar? E quanto ao Brad e o Farfie? Õ.o E... O que acharam do lemon do telepata lindo com o menininho abandonado dele? Quero saber. u.ú

Finalmente o Ken-ken resolveu mostrar um pouco de suas garrinhas e atacar o playboy... Whauhuhauhauau... Mas muita coisa ainda vai rolar! Hihihihihihihi... O que acharam do ataque do moreno? Espero que os fãs desse casal gostem! -

Nesse capítulo coloquei a tradução da música Systen, do filme Rainha dos Condenados. Simplesmente amo essa música mas Slept so Long é minha preferida. u.u, principalmente que tem uma parte no clipe dela que parece que o Lestat vai morder o pescoço do loirinho da banda... ¬ É tão sexy! Acho que ela combina principalmente com os desejos, os anseios de certos personagens... Hihihihihi...

Muito obrigada a Shinigami e Evil por conferir a tradução da música pra mim!

Agradeço a Freya, Uara, Perséfone, Ryui-chan, Kisumi, Litha-chan, Evil Kitsune, Fernanda, Tamao-chan, Shinigami, Angel e Pime-chan pelos comentários. Eles foram muito importantes para mim. Agradeço a todos que comentaram pelo MSN e que no momento não me lembro... T.T E peço desculpas por não ter respondido alguns... TT

Agradeço a Evil Kitsune por betar a fic pra mim. Valeu! \o/

06 de Abril de 2006.

20:16 PM.

Yume Vy