Título da Fic: Por Estranhas Razões
Título do Capítulo: Não Tão Superficial Assim
Autor: Marck Evans
Betas: Ivi e Lili (brigadão, lindas!)
Censura: NC-17
Desafios da Fic: № 9 (Antigos) e №3, 31, 55 e 85 (Novos)
Desafios desse capítulo: № 31, 85 (Novos)
Gênero: Romance e Angst.
Par: Harry Potter e Draco Malfoy
Disclaimer: A JK criou os personagens, mas o conceito dela de fazê-los se divertirem inclui apenas enfrentar bruxos das trevas e morrer. Eu pego os coitados emprestados para que eles possam ter outro tipo de diversão. Não ganho grana com isso, mas, em compensação, eu ganho o prazer de conhecer outras pessoas tão pervs quanto eu. :))
Resumo: De formas diferentes, Harry e Draco amadurecem durante a guerra. E eles têm razões muito estranhas para se aproximarem.
Fic escrita par ao festslash do potterslashfics
Por Estranhas Razões
Capítulo IV - Mães e Filhos
Voldemort estava morto. A armadilha que Harry idealizara havia funcionado. Quando ele esteve em perigo, Ron viera em seu auxílio. E enfrentar a morte tivera o habitual efeito de resolver as mágoas entre eles.
Nem Ron, nem Mione, nem ninguém parecia entender o que Harry via em Draco, mas havia uma calmaria em relação ao tema, provavelmente devido às comemorações da vitória e as homenagens aos mortos.
Harry evitou ir à maioria das festas, mas sua presença nessa era o preço para Scrimgeour liberar Stan Shunpike, e deixá-lo voltar para o Knight Bus.
Política, como dizia Draco. Uma grande falsidade, na opinião de Harry.
Remus e Tonks estavam ao seu lado naquele momento. Os membros da Ordem vinham se revezando nisso a noite toda, e Harry fingia não perceber. Sabia que eles temiam a vingança de algum Comensal, possibilidade não tão distante assim.
Essa superproteção teria um fim logo. Passadas as festas, Harry planejava sumir por uns tempos. Ainda não dissera nada a Draco e se perguntava se o outro iria com ele. Essa era uma ordem que ele não daria, dessa escolha Draco não tinha como fugir.
Harry podia vê-lo do outro lado do salão entre Narcissa e Snape. Os sonserinos se protegiam mutuamente, mas ele estava de olho no que era seu. Se ele corria perigo, Draco talvez corresse muito mais, e apenas ele, Snape e Narcissa estavam realmente atentos a isso.
Draco fez uma leve expressão de enfado, ao sentir sua vigilância. Como se Harry não soubesse o quanto o idiota apreciava isso.
Era uma prova da grande lealdade da Ordem que o caso dos dois não tivesse ido parar nos jornais ainda. No entanto, Harry imaginava que não poderia ocultar isso por muito tempo e esperava uma confusão mais forte do que enfrentara com os amigos.
Não permitiria que ninguém fizesse nada contra Draco, ele era sua responsabilidade, e cuidaria dele.
Ainda vigiando Draco à distância, Harry levou o copo que estivera segurando, há mais de uma hora, até os lábios e fez uma careta.
-O que foi, Harry? – Tonks podia ser desastrada, mas era muito atenta ao ambiente ao seu redor.
-Nada. Acho que a cerveja esquentou de tanto eu segurar.
-Ou então Scrimgeour está comprando porcaria.
Harry ainda conseguiu rir do comentário antes de sentir uma forte vertigem seguida da sensação de gelo se espalhando pelo corpo a partir do seu estomago.
-Harry!
As lembranças de todos os especialistas em veneno que lutaram ao lado de Voldemort vieram a sua mente, e ele reconheceu os sintomas.
-Me tira daqui, Remus. Tem Poção da Morte Fria na minha bebida.
No outro lado do salão, Draco arregalou os olhos e veio em sua direção, sem se importar se Snape e Narcissa o seguiam.
Remus o levou para a sala ao lado, e antes que Tonks fechasse a porta, Draco, Snape, Ron e Mione estavam lá.
Draco o abraçou, e Harry ainda conseguiu dizer:
-Morte Fria.
Sua garganta estava congelando, impedindo-o de falar mais alguma coisa. Suas pernas já começavam a falhar. Harry sabia que não havia antídoto, e que quando o frio atingisse sua mente, ele apagaria, e morreria lenta e dolorosamente.
Draco o segurou com força, e Harry sentiu Ron forçando alguma coisa por sua garganta. O bezoar!
Desde que quase morrera envenenado, o amigo andava constantemente com um no bolso. Mas dessa vez não ia adiantar, só retardar um pouco a poção. Ele morreria sem ter dito a Draco o quanto se importava com ele.
Manteve os olhos fixos nos do sonserino, e, pouco antes de tudo ficar escuro, teve a impressão de que os olhos do outro estavam úmidos.
Provavelmente, estava começando a delirar.
drarry // drarry // drarry // drarry // drarry // drarry // drarry // drarry // drarry // drarry //
Draco queria gritar, socar alguém, espancar-se.
Que merda! Que grande merda!
Harry estava deitado na cama deles, morrendo. E não havia nada a ser feito.
Weasel, que conseguira ganhar algum tempo com o bendito bezoar, desistira de andar de um lado para o outro, e encarava Harry, como se quisesse fazer o outro se curar com a força do olhar. Granger chorava silenciosamente segurando a mão do amigo, e o lobisomem encarava a rua pela janela.
Potter, filho da puta, cretino e burro! Como o Cicatriz se atrevia a morrer? Não ainda. Não tão cedo.
Draco deitou-se com ele sob a coberta, e esfregou o peito de Harry. Ele estava gelado, e apesar de saber que era inútil, Draco queria aquecê-lo.
Snape estava examinando o copo de Harry, na esperança que não fosse Morte Fria, mas algo parecido e que pudesse ter cura. Ou talvez só estivesse querendo se manter ocupado e não pensar. Ninguém na Ordem queria pensar que Harry estava morrendo, depois de tudo.
Tonks e Shacklebolt estavam tentando encontrar o culpado. Podia ser um monte de gente. Harry ficara enrolando com o copo na mão por muito tempo. Qualquer um que tenha chegado perto dele poderia ser o culpado.
Draco não queria saber. Não ainda. Depois, sim. Depois, ele mataria o desgraçado. Mas agora não. Saber quem era o culpado seria admitir que Harry ia mesmo morrer, e ele não ia fazer isso.
Não. Ele não ia aceitar que o Testa Rachada morresse. Era simples assim. Ele não queria Harry morto.
Harry lhe contara que Voldemort temia a morte. Draco sabia que Dumbledore não tivera medo nenhum, e que Harry também não tinha. Grande merda. Ele não estava pronto para seguir sem o Santo Potter.
Granger se afastou para abraçar o Weasley, e Draco afagou os cabelos rebeldes de Harry.
-Eu não sei se você pode me ouvir. Acho que não. Mas vou te dar um aviso, e é bom levar a sério. – Sua voz era apenas um sussurro. – Eu ainda não acabei com você, portanto você ainda não pode morrer. Entendeu? Tem de haver um jeito, Harry. Você sempre se dá bem no final. Você é um grifinório babaca, metido a herói. Tem de haver uma saída. - Draco nem mesmo reparou que Lupin estava olhando para ele. - Você é mesmo um caso perdido, seu cretino. Quase me mata de preocupação, mas escapa do Lorde, e depois faz isso. É patético. É ridículo. É errado. Muito errado.
Lucius costumava dizer que Draco era patético e errado. Provavelmente, o desprezava devido ao seu sangue trouxa. Lucius sempre quisera que Draco fosse sua cópia fiel, e nunca escondera seu desapontamento com o filho.
Por que ele estava lembrando do pai nessa hora? Ele não queria lembrar do pai hora nenhuma.
Seu pai com sua frieza e suas lições! Draco ainda podia ouvi-lo repetindo:
-A maioria dos bruxos imagina que Magia Negra seja apenas coisas como os Imperdoáveis. Tolos. O que eles chamam de Magia Negra também pode ser usada para outros fins. Quando usamos um feitiço convocatório, estamos utilizando a própria Magia Natural. Isso é Magia Branca: um reforço da Magia Natural, direcionado pelo mago. Quanto maior sua vontade e seu poder, mas eficiente. A Magia Negra pertence aos magos ousados e poderosos, porque ela quebra as regras da Magia Natural segundo a vontade do Mago. Apenas os que têm coragem e poder podem usar Magia Negra.
Anos mais tarde, Snape lhe dissera praticamente a mesma coisa. Só que lembrara de acrescentar uma coisa que Lucius nunca dizia.
-Por ir contra a Magia Natural, todo ato de Magia Negra tem um preço. Quanto maior a distorção, maior o preço. - E devolveu a Draco o livro de Magia Negra que ele havia tirado da biblioteca do pai. – A Magia Branca se apóia nas leis naturais reforçada pela vontade do mago, a Magia Negra vai contra ela, e, na maioria dos casos, usa, além da vontade do mago, uma boa parcela de sua energia vital.
Ele passara a vida ouvindo aquele tipo de coisa. Sabia uma lista enorme de feitiços que não eram ensinados em Hogwarts.
Era isso!
Havia um feitiço de Magia Negra. Um feitiço que poderia anular o veneno. Draco não queria nem imaginar o preço de uma distorção tão grande, mas enquanto Harry estivesse vivo, havia uma chance do feitiço funcionar.
Draco precisava ficar sozinho com Harry. Precisava esperar e se preparar. Enquanto as horas corriam, ele repetiu milhares de vezes o feitiço em sua mente. Reforçou sua vontade e concentrou todo o seu poder.
Ele sabia que o feitiço iria reverter o veneno, só não fazia idéia do que aconteceria com ele. Era um feitiço forte, exigia preparo, poder e Draco nunca ouvira falar de alguém que tivesse tentado. Bruxos das trevas não são muito aficionados por feitiços de cura.
O dia amanhecia quando Draco decidiu que estava na hora:
-Weasley, leve a Granger para tomar um chá. Ela parece que vai desmaiar.
Como ele previa a garota protestou, mas Weasel a arrastou dali assim mesmo.
-O que esteve planejando a madrugada toda, Malfoy?
Isso era imprevisto.
-Lupin, eu tenho de tentar uma coisa.
-Magia Negra? É perigoso, Draco.
-Eu conheço os riscos. – mentiu.
Lupin suspirou. Draco nunca poderia dizer se ele tinha acreditado ou não.
-Precisa de ajuda? – Lupin devia estar mesmo desesperado para concordar tão facilmente.
-Preciso ficar sozinho com ele. Pode vigiar a porta?
-Claro. Quanto tempo você necessita?
-Dez minutos.
Lupin saiu do quarto e fechou a porta.
Dez minutos.
Colocou a varinha sobre o plexo solar de Harry e se concentrou mais uma vez.
Dez minutos para saber se o Cicatriz ia viver ou morrer.
Assim não dava, o medo de errar estava estragando sua concentração.
Dez minutos para... Não... Agora, só nove minutos.
Draco respirou fundo e gritou:
-DAVRA AKEVADA!!!
Ele podia sentir a Magia se retorcendo ao seu redor e dentro dele. Sua voz encheu o quarto, seu mundo se tornou um único borrão de luz dourada e a temperatura do seu corpo pareceu subir além do limite do tolerável e então todo o calor se condensou na ponta de sua varinha, e de lá, direto para Harry.
Foi quando Draco soube que havia funcionado. Ele poderia gritar de alívio se ainda tivesse um pingo de energia.
drarry // drarry // drarry // drarry // drarry // drarry // drarry // drarry // drarry // drarry //
Harry já estava começando a abrir os olhos quando Draco percebeu o preço. Ainda tentou rir da ironia da situação, mas sua mente já navegava nas garras da loucura.
A mente de Harry vagava em um nevoeiro gelado. Espasmos de dor faziam com que ele gritasse, e depois se censurasse. Ele sabia muito bem onde estava. Ali era o umbral da morte, e a sua morte seria fria e dolorosa.
Não existia tempo ali. Apenas a intensidade da dor e do frio. E seus medos e remorsos.
Então, como numa grande explosão, havia luz e calor ao seu redor. E a magia de Draco o envolvia.
Ele começou a abrir os olhos, ansioso por se afastar da morte. Sentindo-se como o homem prestes a se afogar, mas que consegue chegar à superfície.
Seu olhar cruzou com o de Draco. Por um breve instante, os dois estavam ali. Juntos, inteiros, vivos. Mas ele viu que Draco se perdia em algum lugar da própria mente e foi junto.
Não. Ele não ia voltar sem sua Doninha.
As imagens caóticas da mente de Draco invadiram sua percepção.
Dor, solidão, medo. O armário sumidouro, a marca negra, a Nimbus 2001.
-Draco. – chamou, exigindo uma resposta.
Mas o outro estava lá. Rindo, sem se fixar em nada. E, às vezes, encolhendo-se de medo diante de uma lembrança mais assustadora.
-Draco, o que você fez?
A imagem de Lucius Malfoy respondeu no lugar do filho.
-Se sacrificou por você, Potter. Não é isso que todos fazem?
-O que ele fez, Lucius?
-Ele mostrou a determinação do sangue-puro da minha linhagem, mas foi traído pela fraqueza trouxa daquela imunda. Ele usou Magia Negra. Mas não agüentou o rebote.
Harry correu até o vulto de Draco, ainda ouvindo Lucius gritar.
-Desista, Potter. Ele é meu novamente.
-Não, Draco. Eu não vou deixar você voltar para ele. Escuta, eu estou aqui, não vou embora sem você. Você me salvou. Você é meu herói, Draco. É muito mais forte que Lucius. Muito melhor, muito diferente.
Draco não dava mostras de ouvir, e Harry não sabia o que fazer.
Lucius ria, provocando-o.
-Some, você é só uma lembrança ruim.
Lembranças...Memórias de centenas de pessoas. A resposta estava em algum lugar da mente de Harry. Então, ele respirou fundo e deixou as memórias fluírem. Draco arriscara tudo por ele e não seria abandonado na própria loucura.
Riddle e as dores que ele causou. Comensais e suas ambições e medos. Solidão por todo lado. Máscaras muito mais profundas que as que o mundo via.
Morte, dor, medo, caos, desespero.
E, então, ele a viu. Os cabelos negros, o olhar bondoso. Sophie Black-Moon. A suave Sophie que Voldemort matara depois de torturar o corpo por dias, sem, no entanto, conseguir quebrar a mente dela. Ela sorria para Harry. As memórias dela estavam ao seu alcance, e ele viu o culto tradicional à Ceridwen, à Hécate.
Hécate! A deusa protetora dos bruxos. Senhora da cura e da sabedoria. A mãe que nos protege de todo o Mal, guia nas decisões e encruzilhadas da vida.
Harry mergulhou nas memórias de Sophie, e, sem nunca ter sido místico na vida, implorou:
-Hécate, traga Draco de volta. Guia-o nessa encruzilhada.
Em sua mente, centenas de vozes femininas repetiam com ele: "Guia-o nessa encruzilhada. Guia-o nessa encruzilhada, mãe".
De todo lado e de lugar nenhum, veio uma voz firme e suave ao mesmo tempo.
-Ele se dispôs a pagar esse custo. Não desmereça seu sacrifício. É o justo preço pelo que Draco realizou.
Harry quase se desesperou, mas os olhos de Sophie o encorajavam, e ele achou forças para continuar:
-Eu sei que é justo. Que Draco escolheu assim. Mas não tira ele de mim. Por favor, não tira ele de mim.
A voz não respondeu, era como se aguardasse o que mais Harry tinha a dizer. E, então, ele gritou:
-Mãe, me ajuda!
Ele podia ver Lily sorrindo para ele, Molly contando-o como mais um dos seus. Narcissa embalando Draco ainda criança, e a jovem trouxa, de olhos cinzentos e tristes que abraçou o filho e o trouxe até Harry.
Sophie sorriu e desapareceu, junto com as outras.
E Draco abriu os olhos e o encarou. São. Livre. Inteiro.
Harry voltou à consciência abraçado a Draco e chamando pela mãe. Saboreando a palavra que ele nunca pudera usar.
Draco soluçava em seus braços quando Remus entrou, seguido de Narcissa e Molly.
Eram crianças na tempestade, e se deixaram cuidar pelas duas mulheres.
O barulho atraiu o resto da Ordem, e, como se fosse de muito longe, Harry pode perceber que Hermione chorava silenciosamente, e Ron rosnava para os que chegavam depois:
-Se alguém falar mal dessa Doninha, eu juro que eu arranco o couro do sujeito com minhas próprias mãos.
drarry // drarry // drarry // drarry // drarry // drarry // drarry // drarry // drarry // drarry //
Draco estava deitado no peito de Harry, sentindo o abraço protetor do amante.
Eles haviam dormido quase todo o dia, e agora tinham de encarar o que haviam feito um pelo outro. Prontos ou não, essa conversa não ia ser mais adiada.
-Draco?
-Hummm?
-Por que você está comigo?
Potter, o grande filho da puta, tinha de começar logo com essa pergunta?
-Porque você trepa bem. – E isso não era mentira. – E você?
-Porque você é gostoso.
Oh! Certamente isso também era verdade.
Harry mudou de posição, até ficar de frente para ele, mas sem soltá-lo. Olho no olho, ele tornou a perguntar:
-Por que você está comigo, Draco?
-Não sei. Eu realmente não sei. Talvez porque você já saiba meus podres todos, e eu não preciso gastar energia tentando mostrar uma imagem certa.
-É um bom motivo.
-E você? Além de eu ser muito gostoso, quais são suas razões?
-Você me descansa. É cômodo estar do seu lado.
-Potter, você é doido. É todo um drama de folhetim estar do meu lado.
-Malfoy, você também não pode ser considerado normal. É suicídio viver comigo.
-Eu sei.
Eles ficaram em silêncio por um tempo. Draco já estava pensando em voltar a dormir quando Harry falou, mais baixo que o usual:
-Eu me importo. Acho que é por isso que estou com você. Eu me importo com você.
-Eu também me importo com você, Harry.
Melhor deixar assim. Nada sobre solidão e romance. Eles apenas se importavam um com outro. O Potinho não era tão tonto, afinal de contas.
-Draco?
-Hummmm?
-Quer viajar comigo? Ir para a Grécia, por exemplo.
-Eu não tenho dinheiro, Potter. Não posso herdar o dos Malfoy, e o pouco que resta do dote da minha mãe, ela vai precisar.
-E daí? Eu tenho grana. E sua mãe vai ficar bem. Snape vai cuidar dela.
De repente, Draco não tinha mais sono.
-Como assim o Snape vai cuidar dela? Potter o que você sabe que eu não sei?
-Eles vão cuidar um do outro, Draco.
Merda! Snape, de padrasto, era o fim da picada. Mas se havia alguém que podia dar um jeito nele era justamente sua mãe. E Harry havia achado uma maneira de inocentar o cara, e ele ainda por cima ia receber a Ordem de Merlin de Primeira Classe. Talvez, fosse um bom arranjo.
-Draco?
-Fala, Potter!
-E a Grécia?
-É claro que vou.
-Ótimo. – E então a voz de Harry ficou alguns tons mais graves e seu rosto totalmente sério. – Deita de costas e segura na cabeceira da cama.
Draco obedeceu imediatamente. Seu coração já acelerando de antecipação. Ele não tinha mesmo nenhuma defesa diante de Harry Potter. Principalmente, quando ele agia assim.
Ele sentiu o outro sentar sobre seu quadril, e deslizar a mão no seu peito.
-Draco?
Ele abriu os olhos, submisso.
-Você perdeu sua última chance de escapar de mim. –Harry mordeu seu pescoço.
-Ótimo! – pensou. – E que se danem as razões para isso ser tão bom.
FIMRespondendo ao desafio novo de número 31 - Alguém envenenou Harry. A única maneira de salvá-lo é usando magia negra. Alguém (pode ser qualquer um) resolve tentar, mas não faz idéia das conseqüências do feitiço. Desafio proposto pela Paula Lírio
Respondendo ao desafio novo de número 85 - O desafio é apenas esse: "Eu não sei se você pode me ouvir". Desafio proposto pela Ludmila (Magalud)
