- Internato
por: laari w. black
Capítulo 4 – Transformação
Parecia aqueles programas de transformação do Discovery Home and Health, só que milhões de vezes mais assustador. Por que você realmente não acredita que seja possível isso acontecer. Principalmente com você.
E sabe, sem toda aquela grana.
Sim, o mundo está de cabeça para baixo. Há uma noite essa pessoa, definitivamente não existia.
Quando olhei para ela no espelho, a vi sorrindo, com um ar emocionado. O cabelo, perfeitamente ondulado emoldurando sua face, dessa vez não branca com um aspecto doentio, mas um branco perfeito, até levemente rosado, que constratava com o cabelo negro, com os reflexos azulados, menos intensificados.
Os olhos, brilhantes, contornados por um lápis preto, e não havia um vestígio de olheira, nenhumazinha. Depois de ver seu rosto, me foquei no que ela estava vestindo. A saia, na medida certa, combinava perfeitamente com a meia escura até o joelho e o tênis vermelho, ao contrário do que eu pensara. A blusa, levemente mais justa, mas marcando curvas que eu nem sabia que tinha.
A blusa também estava levemente aberta e a gravata aparecendo, mas ficando perfeita. O casaco vermelho aberto e mesmo ficando maior do que deveria, ficou estranhamente charmoso.
Eu definitivamente não sabia quem ela era. Mas eu fui tomado por um sentimento ridículo, que me fez ficar emocionada. Não pela transformação em si, mas o fato de Sango e Rin terem perdido tempo precioso da manhã delas, do sono delas, da vida delas, comigo. O fato de terem se preocupado ao ver que eu precisava de uma mudança, mesmo que não admitisse para mim mesma. O fato de terem me ajudado sem eu ter sequer pedido, e com simples fato... de serem minhas amigas.
Eu só pude me atirar meus braços envolta das duas, quase as sufocando. Eu as soltei em seguida e vi que Sango e Rin sorriam, também contentes por mim.
- Muito obrigada! – eu disse segurando o choro.
- Não foi nada. – disse Rin. – Viu como você fica bem de maquiagem? Só não se atreva a chorar, ouviu?
Eu ri, meio chorosa, esfregando levemente o canto do olho, para não borrar a maquiagem.
- Você está linda, Ká. – elogiou Sango. – Agora vamos logo, se não ficaremos sem o café da manhã!
- Hm, só uma pergunta. – eu comecei, enquanto pegava a minha mochila, para sair do quarto. – Que horas você me chamou mesmo, hein Sango?
- Er... – começou ela sem graça.
- Sango...? – eu perguntei a encarando, desconfiada.
- Só umas... 4:3O. – ela respondeu, com um sorrisinho bobo.
- 4:3O? – eu berrei. – VOCÊ DISSE QUE ERA TARDE!
- E era. – respondeu Sango, indo levemente para trás. – Mas valeu a pena, não? Quero dizer...
- SANGOOOO! – eu berrei, e logo saindo correndo atrás da morena, que apesar do salto alto corria bem rápido, e eu só conseguia escutar a gargalhada escandalosa de Rin.
Eu estava morrendo de vergonha, por isso parei em frente á porta do refeitório. O que diriam de mim? Será que eu tinha ficado mesmo bonita? O será que foi apenas por que eu era tão horrível que qualquer coisa bonitinha seria incrível?
Baixa auto-estima, lembra?
Corei e falei para elas:
- Acho que não estou com fome. – então enquanto eu virava para ir embora, ambas me seguraram pelos cotovelos e me puxaram, ainda de costas e empurrando a porta.
- EEI! – eu berrei, enquanto entrava, fazendo a maioria se virar para me encarar. Ai, que vergonha.
Eu me virei para frente, e senti os olhares de todos em nós. Mas eu senti, algo estranho dessa vez. Senti que também olhavam para mim.
Chegamos até a mesa onde Inuyasha e Miroku estavam, e estranhamente os dois também estavam com olhares bobos. Para mim.
Ah Meu Deus.
Senti vontade de berrar: "PAREM DE OLHAR!". Até o Inuyasha! Eu não estou tão diferente assim, fala sério.
Miroku murmurou algo inaudível enquanto eu me sentava ao lado de Rin e á frente á Inuyasha, que apenas depois de um bom tempo, desgrudou os olhos de mim soltando um "Feh." Normal.
- Nossa, o meu dia está um saco. – comentou Rin, para descontrair. – Alguém aí tem aula de Geografia?
- Eu. – comentou Sango, bufando. – E você Ká?
- Afê. Química. – eu murmurei, enquanto olhava na minha agenda.
- Somos dois. – murmurou Inuyasha.
- Química e Inuyasha, que maravilha. – eu falei baixinho, ironicamente.
- Eu escutei. – ele resmungou, cruzando os braços. – Como se fosse ótimo para mim ter que ficar aturando sua cara feia o dia inteiro?
Miroku praticamente engasgou com o suco, ao escutar o comentário, o que me deu mais coragem para dizer:
- Falou o modelo, não? – dessa vez eu podia falar de aparência com ele. Eu já não me senti mais feia e deprimida, estava confiante, e feliz, em parte, por que o tratamento de Inuyasha comigo, continuava o mesmo.
Não que eu gostasse que ele ficasse me dando patadas o dia inteiro, mas ver que ele não implicava comigo só pela minha aparência era bom.
Eu terminei de comer minha omelete e tomar o meu suco, só esperando para o sinal tocar e iniciar as aulas, enquanto escutava Rin, Miroku, Sango e Inuyasha numa conversa animada, sem participar.
Estava distraída, com o cotovelo apoiado na mesa e a cabeça na mão, quando escutei um garoto me chamando:
- Hm, Kagome? – ele disse, e eu me virei, tão boba que alguém soubesse meu nome, quanto mais viesse atrás de mim. Era um garoto do 1º ano, até bonitinho, de cabelo loiro e olhos castanhos. – Eu estava me perguntando se você... você gostaria de almoçar comigo hoje?
COMO É QUE É?
Eu provavelmente devo ter feito uma cara tão pateticamente... patética, que o garoto devia ter ficado super envergonhado.
Espera, volta a fita. Isso é como um 'encontro'? Um 'almoço' é o jeito de eles dizerem isso? Eu vivi 16 anos no anonimato para a classe masculina, para ficar 2O minutos com essa porcaria de aparência e um garoto já me chama para 'sair'?
Eu estou sonhando? Ou eu fui para um universo paralelo muito³ distante do meu? Deve ter sido por causa daquele espelho.
Eu sabia.
- Kagome? – perguntou Rin, me cotovelando.
- Ah, desculpe. – eu disse, balançando levemente a cabeça. – Er, eu... – droga, o que eu falo? Isso nunca aconteceu comigo, o que alguém fala quando quer dar um fora gentilmente?
- Não, ela não vai. – respondeu Inuyasha por mim, fazendo todos nós olharmos para ele, que apenas continuou encarando o garoto. Ele resolveu não contrariar Inuyasha, fazendo um ar triste e saindo de perto de nós.
Certo, isso foi... constrangedor.
Para dizer o mínimo.
Felizmente, o sinal bateu e eu levantei, feliz da vida por não ter que responder á qualquer pergunta embaraçosa.
- Tchau. – eu falei, acenando e saindo da mesa.
Droga, eu tenho aula com o Inuyasha agora.
- Olha, sobre eu ter falado aquilo... – começou Inuyasha, me fazendo o encarar surpresa, já que nem tinha visto sua chegada. – Eu só falei por que percebi que você não sabia dar um fora nele.
- Como tem certeza? – eu perguntei, provocando.
- Ué, você não ia? – ele perguntou, sabendo que eu estava apenas blefando.
- Sim, mas...
- Então ótimo. – ele encerrou a conversa, enquanto caminhávamos pelo corredor cheio de gente.
- Inuyasha? – eu perguntei, sem graça. Fazendo com que ele me olhasse. – Eu não mudei tanto assim, né?
Foi a vez de ele ficar sem graça. Ele levou a mão até a cabeça, bagunçando os cabelos prateados.
- Para mim você continua a mesma chata de sempre. – ele respondeu, e eu achei que foi suficiente.
- Mané. – eu retruquei, e continuamos andando até chegarmos em frente á sala de aula.
As mesas eram todas de duas pessoas e a maioria já estava ocupada.
Olhei para ele, e falei:
- Parceiro?
Era uma dobradinha de Química e sabe, ficar quase 2 horas dividindo um espaço de menos de 2 metros com Inuyasha, não foi tão ruim quanto eu pensava.
Quero dizer, o Inuyasha é inteligente pra caramba, apesar de não gostar do professor. Eu gostava de Química e achava realmente divertido usar os jalecos brancos e os óculos de proteção.
E era uma coisa que eu até gostava. O professor fez uma breve introdução e como além de mim, não havia nenhum novato o professor, não fez muita cerimônia e logo começou a passar matéria e exercícios de análise.
Nós fomos muito bem no exercício, fomos os únicos que tiramos a nota máxima, para desgosto do professor, que implicou comigo não somente pelo meu parceiro ser o Inuyasha, mas pelo fato de eu achar que uma mosca voando era mais interessante que a aula dele, e ele meio que ficou irritado.
Aposto que as moscas também são mais simpáticas.
A verdade, é que conseguimos ficar um bom tempo sem discutir um com o outro, o que foi super esquisito.
Até que finalmente o sinal tocou, e depois arrumamos nossas coisas e fomos os primeiros a sair da sala.
- Agora entendi porque você o odiava. – eu comentei rindo da careta que o professor fez para nós enquanto saíamos da sala de aula.
- Ele é pirado. – falou Inuyasha rindo levemente, me fazendo parar só para escutar o riso baixo dele. Era tão... melodioso. – Vai ficar aí parada aí no meio do corredor que nem uma idiota? – ele perguntou estupidamente.
- Ai, como você é grosso. – eu resmunguei voltando a andar, dessa vez mais rápido e esbarrando nele de propósito.
Foi aí que ele começou a andar mais rápido que eu e me passou, o fuzilei com os olhos e passei a andar mais rápido, e em seguida ele estava mais rápido que eu novamente. Foi aí que eu comecei a correr que nem uma maluca, com Inuyasha atrás de mim.
Chegamos em um corredor, comigo ofegando, por isso parei e me apoiei na parede, mas Inuyasha só estava com um sorrisinho maldoso no rosto, mas nem suava.
- Viu? Não pode competir comigo. – ele disse, metido.
- Fisicamente, mas aposto que sou muito mais inteligente que você. Só tem músculos. – eu falei, sem ter exatamente noção do que estava dizendo.
- Acha que consegue ser melhor que eu em notas? – ele riu.
- Quer apostar? – eu o desafiei.
Opa, opa. Má idéia.
- Ótimo. – ele disse, com um sorriso quase dizendo "Já ganhei."
- Eu aposto que... vou melhor que você em matemática. – eu falei, já pensando no que isso ia dar.
- E eu sou melhor em você em Física. – melhor para mim, essas são as matérias que eu vou melhor. Háhá.
- E se empatar, Química. – eu sugeri.
- Não vai empatar. – ele falou arrogante. – Mas em Química nós fazemos dupla, não vai dar certo.
- Qual é a matéria que você vai pior? – eu perguntei, tentando fazer algo justo.
- Eu não vou mal em nenhuma matéria. – ele respondeu. Como é mentiroso. Eu cruzei os braços, fazendo uma careta para ele. – Tá, tá, Geografia.
- Droga, eu também. – eu disse baixinho. – Se empatar Geografia.
- Fechado. – ele concordou estendendo á mão, que eu apertei com força.
- Fechado. – eu falei em seguida, lançando um olhar desafiador á ele.
Ele estava prestes á dar as costas para sua próxima aula, que ele havia me dito que era Biologia, enquanto eu ia para minha aula de História, que era em outro prédio.
Só que eu não sabia exatamente em que parte do prédio. Droga.
- Inuyasha? – eu chamei, o fazendo se virar para mim, desconfiado. – Pode me dar uma ajudinha?
- Não. – ele respondeu e saiu andando.
- INUYASHA! – eu berrei saindo correndo atrás dele. – Por favor, por favor! – eu comecei a puxar a manga de seu casaco, o fazendo perder a paciência.
- O que é? – ele disse irritado.
- Onde fica a classe de História? – eu perguntei, com um sorrisinho sem graça.
- Eu não posso te levar até lá, eu tenho aula. – ele respondeu, grosso como sempre, já voltando a andar.
- Por favor, por favor, por favor, por favor... – eu fiquei pedindo, segurando a manga do casaco dele.
- Cale a boca! – ele berrou, fazendo eu me encolher. Mas eu ainda tinha a minha dignidade, por isso o encarei maldosamente e disse:
- Ótimo, vou pedir pra...
- Suba. – ele disse, se virando de costas para mim.
- Quê? – eu perguntei sem entender o que ele queria.
- Suba nas minhas costas, idiota! – ele falou, agressivo.
- Tá, tá. – quando ele perceber que eu não conseguia alcançar o ombro dele, ele abaixou, assim eu enlacei meus braços em torno do pescoço dele, deixando meus joelhos entre a cintura dele.
- Se eu perder aula por sua causa, você está morta. – ele ameaçou, mas eu já nem estava prestando atenção. Estava inebriada pelo perfume dele.
Era tão... perfeito.
Droga, Kagome. Esse é o Inuyasha, lembra?
Não é minha culpa se ele tem bom gosto para perfumes. Eu pensei, tentando me justificar, mas os pensamentos sumiram em minha mente, quando senti o vento batendo no meu rosto com força.
Eu estava voando! Eu pensei bobamente.
Inuyasha tem asas?
Quando olhei para baixo, vi que ele estava correndo. Correndo á uns 5O km/h. Mas correndo.
Quase tinha esquecido que ele era um meio-youkai. E quando olhei para frente, vi as orelhinhas no topo de sua cabeça, fazendo alguns movimentos.
Elas são tão bonitinhas.
Quero dizer, para serem do Inuyasha.
Foi aí que eu fui jogada brutalmente no chão, em frente á uma classe de aula e Inuyasha estava indo embora, enquanto dizia:
- De nada!
- EU NÃO VOU AGRADECER, IDIOTA! – berrei, enquanto me erguia apenas para insultá-lo, mas ele não estava mais lá. Ai, minha bunda está doendo.
Eu entrei na sala de aula e fiquei feliz em ver que muitos alunos não haviam chegado ainda, por isso me sentei em uma carteira no fundo da classe.
Argh! Aquele grosso, estúpido e idiota do Inuyasha! O que será que custa ele ser um pouquinho educado? Os garotos não sabem mais como tratar uma dama.
- Olá. – escutei uma voz masculina me chamando. – Meu nome é Kouga, você é a Kagome, não?
- Sim. – eu respondi seca, sem encará-lo.
- Eu acho que isso é seu. – ele disse, entregando um broche que caíra da minha mochila sem eu perceber.
Provavelmente quando o idiota do Inuyasha me jogou no chão.
- Ah, puxa. Obrigada. – eu falei envergonhada por ter sido rude com ele. Quando o encarei, fiquei boba com sua aparência. Ele era moreno, com cabelos escuros, presos em um rabo de cavalo e olhos muito azuis. E parecia ser forte. Estava com um sorriso simpático, mas uma parte de mim achou algo estranho nele. Devia ser só impressão.
- De nada. – ele respondeu. – Então, você é nova aqui na escola, não?
- Pois é. – eu sorri, sem graça, pelo modo com que ele me encarava.
- Então está gostando da escola? – ele perguntou, tentando puxar assunto.
- É, as pessoas são mais legais do que eu pensava, me receberam muito bem.
- Pois é, soube que você está no mesmo quarto que a Sango, a Rin e argh, Ayame. Coitada de você por ter ela no seu quarto. – ok, é realmente estranho um garoto falara assim de uma garota como Ayame. Quero dizer, ela é tudo que os garotos querem. Bonita, vulgar e fácil.
- É nós realmente não nos damos bem com ela. – eu disse, dando em ombros. – Por que você não gosta dela?
- Ela é muito irritante. – foi a única coisa que ele respondeu, ficando levemente emburrado, mas em seguida se virando para mim e sorrindo.
Eu acho que ele ia falar alguma coisa, mas o professor chegou e nós ficamos em silêncio. Ele pediu para nós sentarmos em duplas e fiquei feliz em já ter alguém que poderia conversar.
A aula passou rapidamente, e Kouga estava sempre puxando assunto comigo. Eu não estava acostumado com esse tipo de atenção e nem a conversar tão normalmente com garotos.
Isso tecnicamente não acontece com o Inuyasha, porque não conversamos, só discutimos.
Já estava ficando sem graça, sem saber exatamente o que dizer, e estranhava o meu próprio comportamento, apesar de tudo não estava me sentindo á vontade, como me sentia com Inuyasha e Miroku.
Felizmente a aula acabou, e eu me despedi dele, suspirando aliviada. Por que estava com aquele peso no peito? Fui me dirigindo até a minha próxima sala que era de Inglês.
Havia dois prédios onde se tinha aula. Um era apenas de matérias relacionados com Humanas e outro de Exatas e Biológicas.
Fui andando pelos corredores até achar por sorte a classe de Inglês.
- Kagome? – me chamou uma voz conhecida, que eu reconheci como Sango. Ela sorriu para mim, enquanto eu me dirigia á uma carteira ao seu lado.
- Oi Sango. – eu falei sorrindo de ter alguém conhecido por perto.
- E aí como está sendo seu dia? – perguntou ela enquanto eu arrumava as coisas que ia usar na aula.
- Razoável. – eu respondi, realmente não tinha muita coisa de que me queixar. – E o seu?
- Eu acabei de ter aula com o Miroku. – ela disse, mas com um ar mal-humorado. Eu sei que Sango falava com todo mundo, mas Miroku era um dos melhores amigos dela, por que estava irritada?
- E por que isso seria ruim? – eu perguntei, sem entender sua reação.
- Ai, o Miroku é um mulherengo! – ela soltou, para a minha surpresa. É verdade que Miroku nunca iria me cantar, mas eu nunca tinha o visto conversando com muitas garotas.
Quero dizer, tirando aquela que estava na mesa ontem, e quando estávamos andando pelo campus com aquela morena e a outra com quem ele estava nos corredores, mas...
Puta merda, o Miroku é galinha! Como eu não percebi antes?
- O que ele fez?
- Ah, ele fica conversando com todas aquelas atiradas e ás vezes nem fala comigo. E quando eu fico brava, ele fica todo cheio de gracinhas! Argh, ele tão irritante. – ela disse, cruzando os braços diante da imaturidade do amigo.
- Ah, ele é um garoto, né Sango. Não dá para esperar que ele não seja...
- Mas o Inuyasha não é assim. E o Miroku nem sempre foi assim, já houve tempos em que ele era o meu melhor amigo.
- O que aconteceu? – eu perguntei, mas infelizmente o professor chegou na sala e Sango fez um sinal de que me contaria depois.
A aula foi extremamente entediante, eu ia muito bem em línguas principalmente pelo fato da matéria ser bem fácil.
Eu e Sango não conseguimos conversar direito durante ás aulas e também, esse não era um assunto que ela gostaria de falar no meio da classe de aula.
O sinal bateu e nós arrumamos rapidamente nossas coisas. O bom era que agora seria a hora do almoço e assim poderíamos conversar em paz.
- Quando estávamos no nosso 1º ano, o nosso grupinho se formou bem rápido. – começou a contar Sango enquanto íamos até o refeitório. – No nosso dormitório ficamos eu, Rin e Ayame. Éramos muito amigas, apenas iniciantes, e acabamos fazendo amizade com Inuyasha e Miroku.
- Foi o melhor ano de todos, mas tudo mudou no 2º. Miroku voltou muito diferente por causa da morte de sua mãe. Nós o apoiamos como podíamos, e foi aí que começou a galinhagem.
- Mas nossa maior decepção foi Ayame. – ela continuou a contar, para o meu total choque. – Ela caiu no mesmo quarto que Kagura e Kikyo e passou a andar mais com elas que conosco. Acho que encheram a cabeça dela de besteiras e ela ficou super furiosa com a Rin por causa de um garoto. Elas brigaram feio, até se bateram e quase foram expulsas. E Ayame ficou brava comigo por eu não ter ficado do lado dela, e quando vimos, ela já estava completamente diferente, além de criar essa rixa com Kouga.
- Kouga? – eu perguntei me lembrando do garoto que conversara comigo na aula de História.
- É, um bobão que tem essa rixa ridícula com o Inuyasha por ele ser meio-youkai. – explicou Sango. – Ele é pior que o Miroku, porque ele faz as garotas gostarem dele e depois as despreza.
Fiquei chocada com o que ela me disse. Sobre Ayame, Miroku e até Kouga.
- Aparentemente eu sou sua próxima vitima. – eu disse, dando em ombros. Eu sabia que havia algo de estranho nele. Pelo menos não me apaixonaria por ele.
- O quê? – perguntou Sango parando de andar.
- É, ele ficou com uma conversinha suspeita comigo em uma das aulas. – eu respondi, para a surpresa de Sango.
- Não confia nele Ká. Ele sabe ser muito legal quando quer, não caia na dele. – ela disse, e eu fiquei com uma duvida na cabeça. Sango já tinha...?
- Sango você se apaixonou pelo...
- Não eu. – ela respondeu, me dando a entender, seria então...
- A Rin? – eu exclamei chocada, e Sango assentiu com a cabeça. Quero dizer, ele parece um mauricinho, não tem nada haver com a Rin. Ela tão legal e independente. Como se iludiu desse jeito?
- Foi estranho porque ás vezes até parecia que ele gostava dela, além de que foi seu maior caso. Mas foi aí que ela brigou com a Ayame. Ela também estava a fim dele. É claro que depois que eles terminaram Rin ficou muito mal e tentou reatar a amizade com ela. Mas Ayame não perdoou e ficou espalhando vários boatos dela pela escola inteira. – me explicou Sango, me fazendo ficar chocada, mas sem dizer nada a respeito.
Então a razão de Ayame e Rin terem brigado era o Kouga? O cara que ficou me enchendo o saco em uma aula inteira?
Finalmente chegamos no refeitório e sentamos na mesa de costume, onde apenas Inuyasha se encontrava.
- Onde estão Rin e Miroku? – perguntou Sango para Inuyasha.
- Estão há dois corredores de distância. – ele respondeu, e eu fiquei surpresa com o alcance de seu faro, mesmo com tantas pessoas no mesmo lugar. – 7, 6, 5, 4, 3, 2 e 1. – ele disse e qual foi a nossa surpresa ao ver que eles estavam entrando no aposento no exato momento.
Sango não pareceu muito surpresa, mas eu o encarava completamente espantada. Rin e Miroku chegaram cumprimentando a todos, mas Sango desviou o rosto e não falou com ele, só falando com Rin.
Quando estávamos indo pegar nosso almoço, escutei Inuyasha rosnar. O que foi super esquisito.
Mas logo vi que tinha motivo para isso. Kouga se aproximava de nós com um sorriso sedutor e vi Rin com os olhos faiscando.
- O que quer, idiota? – perguntou Inuyasha s erguendo o encarando com raiva.
- Não vim aqui discutir com você, cara de cachorro. – ele disse, passando reto por ele. – Kagome! – ele disse sorrindo para mim.
- Ah, oi Kouga. – eu disse com um sorriso falso para ele. – Tudo bem?
- Tudo sim. Você gostaria de ir almoçar comigo? – ele falou com um sorriso presunçoso. Inuyasha ficou quieto, apenas olhando para mim com expectativa, esperando minha resposta.
- Hã, na verdade não. – eu respondi com um sorriso e saí para ir me servir.
Só pude ver um vislumbre do rosto espantado de Kouga, que me encarava com se eu fosse louca.
- Como assim 'não'? – perguntou, e eu me virei para dizer com simplicidade.
- Eu não quero almoçar com você, vou almoçar com os meus amigos. – eu respondi, me fazendo de desentendida.
- Vou está me dando um fora?
- É o que parece.
- Ninguém nunca disse não para mim. – ele falou, fazendo pose de machão.
- Melhor se acostumar então. – eu disse, para dar as costas balançando levemente a cabeça.
Que mané.
Sabe ele nem é tão bonito quanto o Inuyasha para nunca ter levado um fora, mas ele parecia mais musculoso que ele, mas Inuyasha é com certeza mais bonito.
Foi aí que senti dois braços fortes rodeando minha cintura e me erguendo do chão e um perfume completamente inebriante. Esquece o que eu disse, Inuyasha é melhor que Kouga em todos os aspectos.
- Uau, você foi incrível. – ele disse me soltando, e eu fiquei completamente vermelha. – Tinha que ter visto a cara dele quando disse 'não'.
Eu ri levemente, mas ainda estava muito corada.
- Fiquei com medo de que você aceitasse, esse Kouga é um idiota mesmo. – ele continuou dizendo, até que eu percebi algo em sua frase.
- Ficou preocupado comigo? – eu perguntei, dessa vez com um ar maroto, e o rubor das minhas bochechas passou para as dele.
- Está louca? Eu só não queria vê-la chorando por causa dele como todo mundo. – explicou Inuyasha, ríspido.
- Não queria que eu chorasse? – eu perguntei novamente, fazendo Inuyasha ficar mais vermelho, mas antes que ele respondesse, eu continuei. – Oin, que bonitinho Inuyasha.
Eu apertei suas bochechas levemente, o fazendo se emburrar.
- Eu não estava preocupado. – ele murmurou.
- Arrã. – eu confirmei, fingindo que realmente acreditava.
- Não estava. – ele confirmou novamente.
- Eu sei. – eu falei, sorrindo da sua necessidade em negar o que eu já havia tomado como verdadeiro, por isso continuava fingindo acreditar nele.
- Não estava.
- Eu já escutei Inuyasha, eu sei.
- Pare com isso! – ele exclamou bravo.
- Eu só concordei. – eu disse, me fazendo de inocente, enquanto ele parava e ficava me encarando irritado e eu seguia na frente rindo.
- Você é insuportável. – ele disse, me alcançando.
- Eu sei.
N/A:
AAAAH! ME DESCULPEM, ME DESCULPEM, ME DESCULPEM! T.T
Sério, estava muito difícil escrever. Eu sei que dei mancada com vocês, mas eu tenho motivos! Sim, sim!
Estava difícil escrever por que eu acabei me desapegando um pouco de inuyasha sabe #.# /meu novo vício é um mangá/animê chamado bleach ichigo/rukia ftw! *-*/
Esse capítulo estava quase pronto quando eu parei de escrever a fic, mas aí recebi reviews incrivelmente gamantes e resolvi continuar, /que nem uma lesma, é claro/ a escrever... aí veio as férias e vocês sabem no que deu. ^^'
Voltei esses dias de viagem e consegui terminar o capítulo! YAYY! *O*
Ok, respondendo aos comentários:
- Princess Black Malfoy: muito obrigada pelo comentário! *-* espero que volte a ler a fic, mesmo depois de tanto tempo :D
- Ayame Gawaine: IHHIASHSAIH! Muito obrigada! Espero que goste do capítulo, sim? *-*
- AdamuNaruto: ooi, obg³ pelo coment! *-* hm, um pouco mais do kouga nesse cap. XD /ele vai aparecer mais sim xD/
- Rapha-chan: AIHSHASIHHASI, você queria saber como ela tinha ficado, taí. *-* espero que goste do cap. :D
- KHTaisho: ooin, que fofa você! *-* obrigada por não ter desistido da fic! Espero que leia o capítulo e mande um review xD
- RuffzK: HASHISIIHASHIASIH! Pronto aí está o capítulo! Muito obrigada pelo incentivo! :D Espero que leia o cap, sim? *o* /mandaumreview/ -QQQ
Ain, pessoas, tá difícil a vida ^^' sério, ultimamente eu não estou tão viciada em inuyasha como custumava a ser, tá difícil arranjar inspiração pra escrever, só com os reviews de vocês mesmo! xDDD
Eu juro, juradinho, que vou tentar escrever, sério! Eu já tinha até alguns capítulos meio começadinhos... /acho xD/
A pedra no meu sapato é Bleach mesmo. T.T
Sério, tenho que fazer propaganda, /apesar de que eu acho que a maioria já ouviu falar –qqq/ Bleach é lindo e maravilhoso, e eu amo o ichigo e a rukia como o inuyasha e kagome! /eles vivem brigando também :p / quem não tiver nada pra fazer nessa vida assista/leia! *-*
Ok, já deu, certo? xD Por favor, por favor, mandem vários reviews para eu ter incentivo para escrever! *o*
beijitos!
