Puxa demorei heim!Tinha prometido um cap maior, mas não pude cumprir!Por isso refaço minhas promessas e vou passar essas duas semanas de férias que permanecerei afastada da net (pelo menos tentarei!) para escrever bastante!Beleza? Espero que curtam!
Agradeço a todos que me enviaram os reviews!E em especial Mi Yuki e Ana Paula!
Chega de enrolação e boa leitura!
JJ


Quando chegaram ao Parque Nacional de Akan já era noite!Haviam feito uma verdadeira maratona de troca de transporte; de trem para ônibus, ônibus para o carro alugado e assim por diante. Exaustos, tiveram que juntar forças para montar as barracas, já que não queriam ficar em cabanas para não perder a graça do acampamento.

O Parque imenso e esplendoroso era iluminado fracamente pela luz da Lua que banhava as árvores de tons amarelados e alaranjados que poderiam ser mais bem observados assim que o sol do novo dia iluminasse o lugar. A clareira onde estavam ficava próximo do Lago Kussharo; o frio já tomava conta do ambiente e a noite parecia tenebrosa e assustadora àqueles de coração fraco.

A vegetação era intensa e muito densa, se não tivessem cuidado se perderiam e buscas seriam muito complicadas. Por isso, até chegar à clareira que a karateka bem conhecia, usaram uma corda presa na cintura enquanto andavam em fila indiana.

Montaram cinco pequenas barracas dispostas em circulo, onde no meio ficou a fogueira para aquecer a todos. Não poderia fazer muita fumaça e muito menos interferir muito no lugar para não prejudicar o ambiente bem preservado. Um verdadeiro paraíso para os amantes da natureza.


–Wah!Que maravilha de lugar! – Estava com a maior cara de boba olhando tudo que meus olhos podiam enxergar na parca iluminação em que nos encontrávamos. O cheiro de capim e das árvores era intenso, o vento acariciava minhas bochechas e me deu um leve arrepio nas costas e me abracei para evitar o frio, ainda bem que trouxe meu casaco forrado, a noite não vai ser de brincadeira.

–Ei nanica dá pra ajudar a gente aqui? A fogueira está muito fraca! – O laranjão me falou com aquela voz irritante que só ele tem. Às vezes duvido que esteja me apaixonando por esse idiota.

–Tá, mas ouse me chamar de nanica novamente e quebro isso que você mal usa! – Ahaha!Saio correndo pra não ver a cara de pimentão que ele fez quando apontei pras pernas dele. Aproveitei a deixa que o Ishin-san sempre nos diz. Será que Ichigo é?Aff, deixa pra lá!

–Precisa de ajuda Karin-chan? – Me aproximei de minha amiguinha, enquanto ouvia ao fundo os gritos de raiva do ruivinho que demorou pra entender o que eu quis dizer. Ri baixinho, afinal, é muito divertido irritar o doutor Kurosaki.

–Sim Kia, preciso ir buscar mais lenha, já que Tatsuki-chan e Sado-kun ainda não retornaram! – Me olhou interrogativa e mostrou aquele sorriso perverso que dá quando tem alguma bobagem pra falar. – Ou será que devo deixá-la sozinha com o Ichi-ni?Seria ótimo, pois prefiro você mil vezes, àquela bruxa disfarçada de cordeiro! – Esfregou as mãos para tirar o pó da fuligem que revirava.

–QUÊ?Oras Karin-chan, sabe que não tem nada a ver!Vou com você então! – Desanimada e cansada, me arrastei com Karin, mas não iríamos muito longe, pois não queríamos correr riscos a toa. Afinal, sei que nessa região existem alguns ursos e animais pequenos que poderiam muito bem nos machucar.

Retornamos com pedaços de gravetos e os dispomos com cuidado ao lado da cabana de Sado e Tatsuki, ambos já haviam retornado e preparavam o nosso "jantar", a maior parte comida enlatada.

–Por onde andaram?Demoraram muito sabiam? – Karin estava com o cenho franzido e os braços cruzados para o casal. Já vi que isso é de família. Sento-me ao lado de Tatsuki que estava com um sorriso divertido no rosto.

–Encontramos um lugar para tomarmos banho quente! – Falou cantante para nós. Imagina, teremos uma terma perto de nós?Se for, será maravilhoso.

–Terma aqui? Isso vai ser interessante! – O ruivo que até agora estava calado falou olhando pra mim de um jeito estranho, não gostei do sorriso que ele fez.

–O que está pensando Ichigo? Não se esqueça que não somos como sua noiva; aqui as garotas são recatadas e de respeito! – Tatsuki defendeu a honra da mulher japonesa, mas ainda não compreendo por... Espera um pouco aí, o que foi que ele quis insinuar?Levanto-me com tudo e lhe dou um cascudo por pensar besteiras.

Oe baixinha porque me bateu? – Reclamou com a maior cara de pau.

–Concordo com a Tatsuki-chan, não brinque comigo que você leva entendeu? – Arrastei meus pés e fui até minha cabana trocar de roupa. Era só o que me faltava, nem quero imaginar os pensamentos pervertidos que ele teve.

–Ichi-ni está mesmo desesperado pra ver a Kia com poucas roupas, né? – Ouvi Karin chiar para o irmão. Mas o que ela estava pensando? Isso me fez corar, vou ter que aguardar aqui na barraca até me acalmar, não quero dar esse gosto a esse convencido idiota.


Ninguém ousou olhar o relógio para verificar as horas, mas sabiam que já devia passar da meia noite. O sono ainda não os venceu apesar do cansaço. Ouvia atentamente a história de Sado que falava baixo e com tom grosso um acontecimento da cidade em que viveu, no México. Muito interessante para Rukia, assustador para Karin, clichê para Tatsuki e para o ruivo... esse já não ouvia mais nada, pois sua cabeça estava longe. Prometeram sair para um banho amanhã cedo no termal que encontraram, e como era completamente natural não teria separação para homens e mulheres, então foi combinado de usar roupas íntimas para tomar todos juntos um banho. Só por isso Ichigo não conseguia pensar em mais nada. Recriminava-se por ser igual ao pai, já que só tinha uma moreninha na mente usando uma roupa delicada e sexy. O que mais o intrigava, era que a garota era completamente o oposto de sua noiva, então porque não conseguia deixar de observá-la?

Rukia estava abraçada a uma coberta fina que compartilhava com Karin. Ambas se olhavam a cada nova informação de Sado, que por não falar muito deixava a história ou estória, segunda Tatsuki, ainda mais nefasta. Ichigo observava a reação de todos, enquanto podia ouvir o suave passar das águas não muito distantes do lago. Sentiu alguma coisa correr perto de seus pés, mas não fez questão de olhar, estava entretido nas feições da baixinha, que sofria um misto de transformações na face. Hora estava sorrindo, outra amedrontada, ora apreensiva, parecia que nunca havia escutado histórias do outro lado do mundo.

Um crepitar mais forte na fogueira fez à fumaça espalhar com violência aplacando sem dó os que a circundavam. O barulho fez Rukia e Karin gritar, Tatsuki se levantar com tudo e Sado, não saiu do lugar. Só o ruivo saiu do lugar e foi até as meninas que agora já se acalmavam quando perceberam que não era o ato da história de Sado que fez aquele enlace, mas sim alguma coisa que caiu no meio da fogueira. O lugar era rodeado por antigos vulcões, e muitas histórias de terror é contada sobre o mesmo, e só por isso a mente das pessoas viajam no medo de encontrar algo estranho.

–Tudo bem com vocês? Foi só a fogueira! – Ichigo segurava o riso, pois a cara de assombro e vergonha de Rukia e Karin não tinha preço.

–Está tudo bem sim!Mas ficou muito legal o final da história de Sado-kun com esse efeito especial da natureza! Seu país deve ser fantástico!Um dia ainda vou visitá-lo! – Rukia estava novamente no seu encantamento normal e com um sorriso de menina. Seus olhos brilhavam no escuro, violetas intensos e imãs de Ichigo, que não conseguia prestar atenção em mais nada além deles. Após isso todos se prepararam para dormir.

–"Não vejo a hora de chegar amanhã!" – Pensou o ruivo que já se preparava para se deitar.

–"Esse Ichi não tem jeito, nem disfarça essa cara de abobalhado pra Kia! Já vi que a modelinho dançou!" – Karin se cobria com seu saco de dormir ainda espiando o irmão que demorava em se arrumar para se deitar.

–"Ichigo era galinha? Não que me lembro, mas também, a Kia é uma gracinha de qualquer forma! Agora estou com pena da peituda!" – Arisawa meditou ao se deitar no saco de dormir e fechar a cabana com o zíper que a selava.

–"Huumm, não terminei minha história!"– Sado rememorava antes de tombar no mundo dos sonhos.

*Zuumm* - Um som suave saia da boca semi - aberta da baixinha que já estava a tempo no outro mundo.


Vocabulário

Parque Nacional de Akan, com área de 87.498 ha, compreende as províncias de Kushiro e Kitami, na extremidade oriental de Hokkaido, com grandes vulcões cujos contornos constituem uma bela curiosidade para todo o mundo. A maior parte do parque é ocupada por vulcões e pelos dois grandes lagos vulcânicos de Akan e Kussharo. Entre outros, há o misterioso e tenebroso Lago Mashu, cuja profundidade transparente é de 41,6 metros, um recorde no mundo. Os picos que mais se destacam são o Me-Akan e o O-Akan.

Lago Kussharo:./_nSTqFW9DzqU/TU2s_16LZSI/AAAAAAAAFoQ/87uoU_

Parque Nacional de Akan:./_W_2q7jnzSOI/TA3HFxx5zBI/AAAAAAAADa8/sziHGmIuOp4/s1600/6775_


Esse zuumm ficou horrível, kkkkkk!Mas é isso pessoas, vejo vocês daqui quinze dias!Espero que ainda estejam por aui para ler os caps duplos que trarei!Aproveitem e curtam bastante esse morma~ço que é Julho!Grande beijo a todos,

JJ