Não temam, embora possa rolar algo casual entre Harry e Severo, com certeza nosso mestre de poções terá outra finalidade na história, mas adorei o comentário maripottermalfoy, também sou fã da ptyx! (a história de quatro é bem vinda embora eu concorde que três é demais, imagina quatro!) Então não se assustem com o que vem... tem muita história para rolar e é isso que eu quero... todo mundo dando pitaco!

Sobre a licantropia, não se preocupem vai ser explicado em breve em cenas emocionantes! Pessoal dos e-mail, deixem review, eu aceito de não cadastrados!


LUAR MORTO. CAP-04

A Pior decepção.

Hey! its alright my life... has always been a sad emotion… Don't feel sorry for me... feeling sorry's been my lifes devotion… Anyway

(Hey! Está tudo bem... Minha vida sempre foi uma triste emoção... Não lamente por mim... O lamento tem sido a devoção da minha vida... De qualquer maneira)

Harry Potter estava sentado naquela mesa mais distante, sentado, imperdoavelmente de lado para a porta e não de frente como seria prudente, mas estava ali, sentado, com dois pequenos copos lhe fazendo companhia e uma grande jarra vazia.

Fazia quê? Uma semana? Uma e meia... que o vira no Dpto. de mistérios.

Não que ele fosse de todo reconhecível... estava com uma capa de viagem e capuz... o que era comum naquele bar... mas porquê ali? E não no adorável Três vassouras?

O seguro... e sempre cheio três vassouras?

Severo Snape agradeceu mentalmente que havia mais de um metro de neve lá fora... motivo para que estivesse usando um pesado manto com capuz, seu olhar tinha contabilizado dois bruxos da cidadezinha, um estranho e o velho Alberforth.

Que com um olhar de enfado lhe serviu uma dose generosa de uíque de fogo, que Severo levou, junto com a garrafa, para a mesa do rapaz que deveria estar em casa, se agarrando com o namorado.

-Quem é vivo acaba aparecendo...- disse ele com voz arrastada.

Apenas grunhiu e observou o rapaz que pegou o copo cheio de vinho de duende e bebeu metade.

-Então... tentando bater seu próprio recorde de idiotice?- perguntou antes de acabar com sua dose de bebida.

-Vá se ferrar...

-Muito direto... você está bêbado.

-Que didático!- o rapaz lhe encarou.- Sabe que eu não tinha percebido?

E terminou o copo de vinho. Batendo-o na mesa e baixando a cabeça, passando a mão no rosto empurrando os óculos para cima.

Severo sabia, e tinha que admitir, que o rapaz amadurecera muito, tanto pelo relacionamento com Lupin, quanto com a guerra a sua volta... exatamente por isso vê-lo embebedando-se no Cabeça de Javali não parecia bom sinal.

-Me diga... você bebeu toda a jarra?

O rapaz riu, estendendo a mão para sua garrafa e enchendo o copo, antes que o erguesse, Severo pôs a mão sobre o copo impedindo o outro de beber.

-Não é boa idéia...

-Hagrid estava comigo até pouco.- ele respondeu irritado.-Não se preocupe... eu pago.

Severo o olhou com raiva e puxou o copo da mão do rapaz.

-Sou muito bem remunerado pelo meu trabalho... posso muito bem pagar uma bebida para um desempregado.- disse maldosamente.-desde que ele não esteja morbidamente bêbado.- bebeu do copo.

-Se dane...- disse o rapaz tentando se pôr de pé.

E voltando a sentar com um grunhido.

-Você é...

-Não termine...- disse o rapaz .

Potter olhou longamente a parede, Severo balançou a cabeça e murmurou.

-Certo... eu lado-aparato você para casa.- disse fechando a garrafa.

-Não quero ir para lá.- o rapaz disse provavelmente sem perceber, pois foi mais um murmúrio que outra coisa.

-Mas não posso escoltá-lo para outros lugares...- Severo parou e ergueu uma sobrancelha quando o rapaz reprimiu um leve soluço.- Você está completamente bêbado.

Mas o outro já cabeceava, portanto Severo se levantou enfiando a garrafa no bolso interno de seu manto, segurou o rapaz com força pelo braço, então teve a confirmação de que Potter devia estar muito mal... pois ele não protestara.

Alberforth acompanhou devagar os dois homens saírem de seu estabelecimento limpando o copo sujo com aquele trapo imundo de sempre... a neve teimou em entrar em flocos pesados entes que a porta fosse fechada.

Severo se surpreendeu com a nevasca... era pleno inverno, mas esse ano o frio era maior por motivos óbvios... a reprodução de dementadores era exponencial o que derrubava a temperatura...

-Pronto?- perguntou ao olhar o rosto do rapaz.

Potter piscou e com a mão na boca fez, que sim com a cabeça.

-Se vomitar em mim Potter... vai relembrar o quanto dói um Cruciatus.

O rapaz deu de ombros e Severo fingiu não ver.

-Em três... dois... um...

E sumiram num rodopio de neve fria.

A casa estava também fria e Severo constatou, assim que o rapaz cambaleante foi jogando casaco, cachecol e abrindo a camisa no que parecia um acesso de enjôo e se jogou no sofá gemendo, que a casa parecia abandonada. Retirou seu casaco e colocou sobre o sofá...

Era estranho... já visitara a casa de Potter... pronta entrega de poção mata-cão, pensou com ironia... acompanhando Dumbledore... parecera uma casa, quente, alegre e muito convidativa...Agora havia uma camada de pó sobre os móveis... um vazio incomodo... as cortinas todas fechadas... o que diabos houve no paraíso?

Aproximou-se acendendo a lareira com um "incendio" e desvia o olhar para o rapaz sentado no sofá olhando o nada a frente.

-Potter seu mentiroso.- diz se aproximando.

Olhando-o bem, a beira do coma alcoólico sabe que ele mentiu, não esteve com Hagrid... havia desejado beber sozinho, era louco? Pelos deuses se algum outro comensal o encontrasse naquelas condições...

Severo afastou apenas o cabelo úmido da neve, para constatar a temperatura baixa e que a respiração do outro não era nada boa, alguns feitiços depois deixou um olhar reprovatório ao rapaz que suspirou, suor frio escorrendo pelo rosto.

-Você nunca foi forte para bebida Potter... posso saber o que houve?

Harry apenas fechou os olhos com um gemido baixo, tentou se mover, mas Severo ajoelhado a sua frente impediu com uma mão firme em seu peito.

-Não se mova.

Severo levou a mão ao rosto do rapaz... a pele estava gelada e úmida, os olhos estavam levemente dilatados, efeito dos feitiços que fizera. Antes que pudesse reprovar o rapaz novamente o som de aparatação na sala fez ambos olharem as duas pessoas que chegavam.

-Harry... – A frase se perdeu na voz de Lupin.

Snape levantou-se tirando a mão do rosto do rapaz assim que percebeu um leve tremor vindo dele e se percebendo numa posição um tanto ingrata, estava ajoelhado e reclinado entre as pernas do rapaz sentado... com algumas peças de roupa jogadas pelo chão.

-O que pensa que está fazendo!- Sirius disse em sua voz mais rouca.

Não precisou da cara furiosa de Sirius Black para imaginar o que se passava naquelas cabeças obtusas... recolheu seu casaco e disse friamente olhando para Potter. Que tinha um olhar surpreso e assustado, talvez, na verdade, ainda muito embriagado.

-Estou indo... e se quiser encher a cara de novo... podemos nos encontrar...

E desaparatou.

Severo com certeza gostaria de ficar e ver o escândalo, mas com certeza não teria nenhum estômago para ver reconciliações... como tinha toda a certeza que o menino-dourado iria conseguir explicar toda a verdade, até o motivo de estar enchendo a cara, para o namorado apenas desejou que Black ainda fosse o cabeça dura que sempre era.

E talvez Potter aprendesse a não encher a cara sozinho... e se não... a ressaca com certeza o faria entender a lição.

Harry ainda tinha a mesma cena gravada nos olhos, enquanto bebia... enquanto olhava a neve e bebia de novo... ainda via a mesma cena enquanto falava com seu ex-professor... quando a raiva havia sido preenchida por um vazio doloroso de negação.

Mesmo quando estava enjoado, em casa, com Snape lhe fazendo feitiços para aumentar o açúcar no sangue... ainda revia a mesma cena.

Então quando ambos surgiram e Snape se fora... se levantou cambaleante e encarou Remo.

Não devia ter bebido tanto assim. Porque não conseguiu dizer nada, Sirius lhe olhava com um estranho ar raivoso, falando sobre ferir sentimentos e faltar com o respeito e alguma outra coisa sobre seu pai antes de Remo dizer baixo.

-Vou passar a noite no Largo.- e deseparatar.

E antes que finalmente estivesse de pleno controle de sua língua e boca viu Sirius dar-lhe um olhar ferino e desaparatar também.

-Não... vai...- a voz saiu muito baixa para a casa silenciosa.

Harry contraiu o rosto e cerrou os punhos antes de voltar a olhar em torno.

E admitir que estava de novo sozinho em casa.